PROCON Natal encontra diferença de preços de peixes de 181% entre estabelecimentos

Foto: site Prefeitura do Natal

No mês de abril, o Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal – PROCON NATAL realizou pesquisa de peixe em diversos estabelecimentos comerciais da cidade: Hipermercados, Supermercados, mercadinhos e o tradicional ponto de venda de peixe da cidade o Canto do Mangue. A equipe de pesquisadores coletou os preços de 18 tipos de peixe comercializados em posta, inteiro e o filé, também foi pesquisado o crustáceo médio tipo cinza.

A pesquisa comparou os preços médios dos produtos com o mesmo período do ano anterior, constatando que o pescado da semana santa de 2019 sofreu um aumento de 4,62%. O file de Tilápia foi o peixe que teve a maior variação de um ano para o outro chegando a 26,38%. Este ano, o preço médio encontrado pela pesquisa foi de R$47,73 e no ano anterior o preço médio de peixe foi encontrado a R$37,76.

Outro dado importante identificado pelo PROCON Natal foi a grande variação entre os produtos. É o caso da Pescada branca que teve uma diferença entre o maior e menor preço encontrado de 139,54%, sendo o maior preço de R$39,98 e o menor de R$16,69. Outro produto que contribuiu com o aumento dos preços e variação positiva foi o peixe Meca encontrado com o maior preço de R$42,75 e o menor preço de R$22,70.

Foi averiguado também que os peixes mais populares encontrados em quase todos os pontos comerciais pesquisados seguiram tendência de alta. Foi o caso da sardinha que teve uma variação de 61,25%, sendo o maior preço R$16,59 e o menor preço R$8,49.

Em função das enormes diferenças e representativa variação, o PROCON NATAL orienta os consumidores a uma pesquisa antes de se decidirem pela compra deste tradicional produto da semana santa e disponibiliza a pesquisa na íntegra em sua página virtual no site, www.natal.rn.gov.br/procon, com preços de pescados mais baratos, as médias, as variações, variedade encontrada, preços praticados por estabelecimentos e muito mais.

Lagoa no RN é cenário de nova mortandade de peixes

 Peixes mortos em Lagoa Nova 3 - foto Roberto Paixão                        Foto: Roberto Paixão

Na manhã desta quarta-feira (22) mais peixes foram encontrados mortos às margens da Lagoa que deu origem ao município de Lagoa Nova. No início de fevereiro, em um desastre ambiental sem precedentes, milhares de peixes morreram. O acontecimento mobilizou imediatamente a Secretaria Estadual de Saúde, o Idema e até uma comissão de políticos liderada pelo senador Paulo Davim (PV) visitou o local.

Passados três meses, a única intervenção feita foi uma análise da água, prometida à época pelo secretário José Luiz Neto que serviria para investigar as causas da mortandade dos peixes e tomar as devidas providências.

Estudantes do curso técnico em Alimentos do IFRN de Currais Novos coletaram amostras da água e levaram ao Instituto para análise. O resultado e o parecer técnico sobre a situação da Lagoa foram entregues no dia 26 de abril à vice prefeita Vitória Mendes e ao secretário José Luiz Neto. Entretanto, os laudos não foram apresentados publicamente.

Tentamos entrar em contado com o secretário, mas não obtivemos nenhuma resposta. O Lagoa iNova teve acesso ao resultado, mas a prefeitura não divulgou o parecer técnico que explica os níveis de poluição encontrados.

Dessa vez, a mortandade foi em escala menor, mas antes, toneladas de peixes mortos apodreceram às margens da Lagoa. O cenário catastrófico impressionou pelas proporções e foi destaque nos principais veículos de comunicação do estado, com repercussão até na mídia nacional. Com o passar do tempo, o caso caiu no esquecimento e nenhuma providência efetiva foi tomada até hoje.

De acordo com os técnicos que visitaram a Lagoa, a Caern seria notificada e multada pelo desastre ambiental já que se atribuiu preliminarmente a mortandade aos dejetos lançados pela piscina de estabilização, construída praticamente dentro do reservatório nos anos 90. De acordo com o secretário municipal de Agricultura Paulo Vandi da Costa desde 2009 foi elaborado um projeto orçado em R$ 6 milhões para a retirada da piscina de dentro da Lagoa e o órgão não tomou nenhuma providência.

A seca também foi cogitada como responsável pelo desastre, mas ninguém se pronunciou sobre o fato da poluição da Lagoa ocorrer mesmo antes da construção da piscina de estabilização e nada nunca ter sido feito para solucionar o problema.

Além do mau cheiro, os peixes em decomposição podem ocasionar a transmissão de doenças e representam um risco eminente à saúde pública.

Aquecimento global pode diminuir tamanho dos peixes, diz estudo

O aquecimento global está modificando não só a temperatura e a quantidade de oxigênio dos oceanos, mas também pode afetar consideravelmente o tamanho dos peixes, alertou um estudo publicado neste domingo.

Um dos elementos chave do tamanho dos peixes e invertebrados marinhos é sua necessidade energética: quando seu entorno já não é capaz de proporcionar esta energia para satisfazer suas necessidades, os peixes param de crescer. A quantidade de oxigênio na água é para os peixes uma fonte de energia.

“Obter oxigênio suficiente para crescer é um desafio constante para os peixes e, quanto maior o peixe, pior”, disse Daniel Pauly, biólogo do Centro de Pesca da Universidade de Columbia Britânica em Vancouver (Canadá, oeste).

“Um oceano mais quente e com menos oxigênio, como se prevê com o aquecimento global, será mais complicado para os peixes grandes, o que significa que logo deixarão de crescer”, acrescentou.

Pauly e seus colegas buscaram criar modelos do impacto do aquecimento global em mais de 600 espécies de peixes a partir de dois cenários climáticos comumente aceitos pelos especialistas para o período 2001-2050.

Segundo seus cálculos, o aquecimento médio no fundo dos oceanos continua sendo mínimo (poucos centésimos de um grau por década), assim como a diminuição da concentração de oxigênio.

Contudo, “as variações resultantes em termos de peso corporal máximo são surpreendentemente importantes”, disseram os pesquisadores no estudo publicado pela revista britânica Nature Climate Change.

Em geral, o peso máximo médio dos peixes considerados diminuiria de 14% a 24% entre 2001 e 2050. Seria o equivalente à perda de 10 a 18 quilos em um homem de 77 quilos.

O Oceano Índico será o mais afetado (24%), seguido do Atlântico (20%) e do Pacífico (14%), nas áreas tropicais ou temperadas.

“Este estudo indica que, se as emissões de gases do efeito estufa não forem reduzidas, as consequências serão maiores que o previsto nos ecossistemas marinhos”, alertaram os pesquisadores.

“Outros impactos das atividades humanas, como a pesca excessiva e a contaminação, podem agravar o problema”, acrescentaram.

Do Uol

Guamaré, Peixaria Fantasma Continua?

No dia 21 de abril, a Prefeitura de Guamaré publicou no seu Diário Oficial a contratação da empresa Clarit Comércio LTDA para o fornecimento de peixes e outros gêneros alimentícios como leite de coco para atender demanda da Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social. Lembram?

Publicamos reportagem aqui no Blog do BG no dia 22 Guamaré, Peixaria Fantasma que causou muita repercussão mostrando que o endereço da empresa indicado no Diário Oficial era uma residência normal na Avenida Antônio Basílio. O CNPJ publicado naquela vez pela Prefeitura de Guamaré era o 09.219.770/0001-02.

Pois na segunda-feira, dia 25, na tentativa de diminuir a repercussão negativa causada pelo grande erro, a Prefeitura de Guamaré republicou no Diário Oficial do Município o extrato da licitação da compra de peixes.

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