Saúde

Relatório mostra que Grande Natal é epicentro da covid-19 no RN

A Região Metropolitana de Natal é o epicentro da covid-19 no Rio Grande do Norte, segundo o relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) publicado neste domingo (7). De acordo com os dados, desde o início de 2021, 324 mortes causadas pelo vírus foram registradas na região, sendo 90 apenas depois do carnaval.

Para os estudiosos, houve um aumento da taxa de transmissibilidade, o que pode ser associado a eventos que aconteceram no fim do ano, como festa de réveillon, e os que aconteceram no litoral durante o veraneio. O documento aponta que o início de fevereiro foi marcado pelo aumento da transmissibilidade do vírus, que perdurou oito dias, e, após um período de oscilação negativa, voltou a crescer de forma mais acentuada durante o Carnaval, permanecendo elevada por 10 dias.

“A ocupação de leitos de UTI covid-19 observada atualmente é a consequência, de certa forma esperada, da falta de respeito às medidas de distanciamento social surante esse período – dadas as diversas aglomerações registradas e divulgadas na imprensa local e nacional”, diz o texto do relatório. De acordo com os cientistas, o número registrado de novos casos diários foi maior na semana do Carnaval.

“Em aproximadamente 15 dias foram notificados 5.246 novos casos, de um total de 18.136 casos desde 01/01/2021, representando cerca de 29% de todos os casos registrados em 2021 no estado”, diz o texto, que ainda lembra que o percentual pode aumentar após a revisão de casos pendentes de confirmação.

Já em relação aos óbitos, o relatório destaca que, no período de 18 de fevereiro a 4 de março, 92 pessoas morreram vítimas da doença na Região Metropolitana, cerca de 1/3 dos óbitos de todo o ano. “Com base nesse dado é seguro afirmar que o Rio Grande do Norte tende a ultrapassar, ainda neste mês de março, os 4 mil óbitos por covi-19”, afirma o relatório.

Leia matéria completa na Tribuna do Norte.

Opinião dos leitores

  1. E os defensores do "vamos pegar logo a doença…vocês não são marcas", nada têm a dizer? Continuam ignorando a ciência? Continuam se entupindo de ivermectina e aglomerando? CONTINUAM PENSANDO COMO O PREFEITO VEIACO DIAS, QUE DE GESTOR PREOCUPADO COM A POPULAÇÃO NÃO TEM NADA? PREFEITO, POR QUE NATAL NÃO ADERIU AO CONSÓRCIO DOS 1.700 MUNICÍPIOS PARA COMPRA DE VACINAS? Dessa forma se entende o relatório do LAIS/UFRN.

    1. Kd os leitos ???? Os respiradores ? Kd o dinheiro para os hospitais públicos pq 1 ano de covid pq não construíram um hospital para ficar permanente ??? Pq neste país só tem ladrao e agora tá aí superdotados por já não tinha né ???

  2. É natural que em decorrência de ser a região rica do Rn as pessoas façam mais festas no Natal, Réveillon e Carnaval.
    Cerca de 80 % dos empregos estão em Natal e grande Natal

  3. O
    Toque de recolher onde o povo só pode sair de casa após as 6 horas está causando um congestionamento gigante na zona norte. Absurdo.

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Mundo

República Tcheca autoriza o uso da ivermectina no combate da covid-19

Nesta última quarta-feira (4), o Instituto Nacional de Controle de Medicamentos da República Tcheca publicou uma autorização temporária para distribuição (autorização temporária de comercialização) e uso do medicamento não-registrado ‘HUVEMEC 3 mg’ em comprimidos, contendo a substância ativa ivermectina. As informações sobre a RTU (Recomendação Temporária de Utilização) foram publicadas no Diário Oficial do país.

Disponível no site do Ministério da Saúde da República Tcheca, a autorização diz:

Decisão de 3 de março de 2021 do Ministro da Saúde

O Ministério da Saúde (doravante denominado “Ministério”) que representa a autoridade administrativa competente da Lei nº 378/2007, sobre Medicamentos e sobre as alterações feitas a certas leis relacionadas (a Lei sobre Medicamentos), tal como alteradas (doravante referida como a “Lei dos Medicamentos”) decidiu sobre a seguinte medida:

A fim de proteger a saúde pública no contexto da pandemia global em curso da doença COVID-19, causada pela propagação do vírus SARS-CoV-2, para garantir a disponibilidade de medicamentos importantes para o fornecimento do Departamento de Saúde, de acordo com o § 8 parágrafo 6º da Lei dos Produtos Farmacêuticos.

Detalhe da decisão sobre ivermectina (nome do medicamento HUVEMEC)

Permite temporariamente a distribuição, fornecimento e utilização do medicamento humano não-registado, HUVEMEC 3 mg em comprimidos, fabricado pelo laboratório Huvepharma na Bulgária, contendo a substância ativa ivermectina (a seguir designado “medicamento HUVEMEC”).

Quantidade: 5.000 pacotes de 10×3 mg e 5.000 pacotes de 30×3 mg

A distribuição dos medicamentos HUVEMEC está sujeita a receita médica.

HUVEMEC é usado apenas em pacientes hospitalizados com mais de 18 anos de idade, desde que dados muito limitados sejam considerados para a eficácia na indicação do tratamento para COVID-19.

Devido ao risco de teratogenicidade, HUVEMEC não deve ser administrado a mulheres grávidas. Durante o tratamento com HUVEMEC, a função hepática deve ser monitorizada antes e após o tratamento.

Posologia: O regime com uma dose de 0,2 mg/kg/dia administrada nos dias 1, 3 e 5 e uma dose diária máxima de 24 mg foi avaliado como seguro e mais apropriado.

HUVEMEC pode ser administrado no hospital.

Precauções de uso e prescrição

A decisão também chama a atenção dos médicos que decidem administrar o medicamento. Eles devem:

– estar ciente dos possíveis benefícios e riscos desse tratamento (as fontes de informação são fornecidas, por exemplo, na justificativa desta medida).
– informar ao paciente que ele será tratado com um medicamento não-registrado e informá-lo sobre os benefícios e riscos do tratamento,
relatar reações adversas que ocorram durante a administração do medicamento HUVEMEC, por meio da interface web do Instituto Estadual de Controle de Medicamentos: www.sukl.cz – Notificação de suspeitas de reações adversas a medicamentos.

Sobre a distribuição

O medicamento HUVEMEC é distribuído através de um distribuidor autorizado na farmácia do Hospital Universitário de Saint-Anny v Brně (a seguir designada “farmácia coordenadora”). A farmácia de coordenação:

– pode fornecer o produto a farmácias hospitalares de outros prestadores de cuidados de saúde com internamento,
é obrigada a informar o Instituto sobre entregas em estabelecimentos médicos no prazo máximo de 48 horas para o endereço [email protected] indicando a data, a quantidade de embalagens, o lote e o posto médico onde o medicamento HUVEMEC foi entregue.

Essa medida está em vigor até 31 de agosto de 2021.

Justificativa para a decisão

Em 2 de março de 2021, o Ministério solicitou uma opinião de especialista do Instituto Estadual de Controle de Drogas (doravante denominado “Instituto”) de acordo com a seção 8 (6) da Lei de Medicamentos. Relativa à autorização temporária de distribuição, de distribuição e de uso de medicamentos com a substância ativa ivermectina no tratamento de pacientes com COVID-19.

Em 3 de março de 2021, o Ministério recebeu parecer do Instituto datado de 3 de março de 2021 (processo nº Sukl62052 / 2021) sobre a questão solicitada (doravante denominado “parecer do Instituto”). O Instituto declara que:

– a substância ativa ivermectina destinava-se originalmente ao tratamento de doenças parasitárias em humanos (filariose, sarna, estrongiloidíase, oncocercose) e em animais.
– os medicamentos contendo ivermectina na forma de dosagem oral estão autorizados sob vários nomes em vários países da UE e do EEE [Espaço Econômico Europeu]. A ivermectina não está aprovada para o tratamento de COVID-19 em nenhum país, seu uso de emergência na Eslováquia está atualmente aprovado (comprimidos de Ivermex 4 x 3 mg, comprimidos de ermetina 10x 3 mg e comprimidos de ivermectina USP Iver-John 6 comprimidos, 100 x 6 mg).
– Devido ao seu bom perfil de segurança, um potencial efeito clínico, embora fortemente não comprovado, no tratamento da COVID-19, a ivermectina representa uma possível alternativa no tratamento de pacientes hospitalares com COVID-19.
– O uso de ivermectina também foi amplamente introduzido no Peru, onde uma redução na mortalidade por COVID-19 foi observada após a introdução do uso generalizado de ivermectina (no entanto, esta é uma correlação indireta que o Instituto relatou para completar as informações).

O instituto afirmou que a recomendação para a utilização de medicamentos contendo a substância ativa ivermectina para o tratamento de COVID-19 se baseia principalmente no pressuposto de uma possível redução da taxa de hospitalização e melhoria dos sintomas clínicos em doentes com mais de 18 anos. O efeito potencial na melhoria do curso de COVID-19 é baseado em uma série de estudos clínicos publicados, no entanto, muitos desses estudos não atingem o nível necessário de Medicina Baseada em Evidências.

O Instituto acrescentou que devido ao perfil de segurança favorável e à ausência de outras alternativas terapêuticas, é mais adequado permitir o uso de um medicamento não-registrado em condições controladas e, assim, evitar o uso descuidado de ivermectina obtida no mercado negro ou por uso inadequado de produtos veterinários ou formas farmacêuticas (creme, pasta).

O Instituto recomendou, após avaliação dos potenciais riscos e benefícios do tratamento, limitar a utilização a doentes hospitalizados com mais de 18 anos, desde que os dados de eficácia muito limitados sejam tidos em consideração na indicação do tratamento da COVID-19 e se considere que 0,2 mg/kg é o mais adequado/dia, administrado nos dias 1, 3 e 5 e uma dose diária máxima de 24 mg. O Instituto considerou esta dosagem imune a possíveis regimes de dosagem.

Devido ao fato de o medicamento HUVEMEC se encontrar registado num Estado-membro da UE, o Instituto considera que a qualidade deste medicamento está suficientemente documentada. A embalagem exterior do HUVEMEC e o folheto fornecido na embalagem estão no idioma original (Búlgaro).

O doente deve ser informado de que está a ser tratado com um medicamento não-registado, não utilizado de acordo com a autorização de introdução no mercado e que terá conhecimento dos seus benefícios e riscos. O profissional de saúde que decidir administrar HUVEMEC ao paciente deve ser informado sobre os benefícios e riscos potenciais deste tratamento.

O resto da decisão inclui os elementos produzidos e a literatura

– O Resumo das Características do Medicamento (SmPC – Summary of Product Characteristics) comprimidos de IVERMECTINA SUBSTIFARMA de 3 mg, (usado como modelo do medicamento SmPC mais recente com a substância ativa ivermectina).
– Diretrizes de Tratamento da COVID-19 do NIH (National Institute of Health), Ivermectina.
– Diretrizes sobre o Tratamento e Manejo de Pacientes com COVID-19 da IDSA (Infections Diseases Society of America), Recomendações 18-19: ivermectina vs nenhuma ivermectina para pacientes hospitalares e ambulatoriais fora do contexto do ensaio clínico.
– Pré-publicação: Dr Hill et al., Meta-análise de ensaios clínicos randomizados de ivermectina para tratar a infecção por SARS-CoV-2.
– FLCCC Alliance (Front Line COVID-19 Critical Care Alliance): Ivermectina na Profilaxia e Tratamento da COVID-19.
– FLCCC Alliance (Front Line COVID-19 Critical Care Alliance): Protocolo de Tratamento Hospitalar MATH + para COVID-19, Versão 8, 12. 1. 2021.
– A ivermectina é eficaz para covid-19: Meta-análise em tempo real de 42 estudos, análise da Covid, 26 de novembro de 2020 (Versão 37, 27 de fevereiro de 2021) https://ivmmeta.com/
– Parecer interdisciplinar de ČSARIM, ČSIM, SIL, ČPFS ČLS JEP e SPL, 25. 2. 2021, https://www.infekce.cz/zprava21-13.htm.
– Comunicado à imprensa eslovaca: Ministro da Saúde libera importação de medicamentos para o tratamento de covid-19.
– Comunicado de imprensa eslovaca: Ministério da Saúde aprovou o uso do medicamento Ivermectina, em 27 de janeiro de 2021.

O Instituto recomendou que o Ministério indicasse o seguinte nas condições da decisão:

– a função hepática deve ser monitorada antes e após o tratamento com HUVEMEC,
– devido ao risco de teratogenicidade em mulheres grávidas,
– não use em crianças menores de 18 anos,
– a obrigação de os médicos notificarem todas as reações adversas de acordo com o Artigo 93b (1) da Lei de Medicamentos que ocorram em conexão com a administração do medicamento não-registrado em questão, da mesma forma que no Artigo 93b (1) da Lei de Medicamentos (ou seja, através da interface da web do SÚKL: www.sukl.cz – Relatório para SÚKL / Relatório de suspeitas de reações adversas a medicamentos).

O HUVEMEC deve ser adquirido por meio de uma farmácia coordenadora, que pode fornecer o medicamento a farmácias hospitalares de outros prestadores de serviços de saúde que operam em unidades de internação.

O Instituto recomendou que o Ministério estipule a obrigação da farmácia coordenadora de informar o Instituto sobre as entregas em estabelecimentos médicos no prazo máximo de 48 horas em [email protected] indicando a data, número de embalagens, lote e unidade médica a que o medicamento HUVEMEC foi entregue.

O instituto disse que a distribuição do medicamento HUVEMEC está sujeita a receita médica.

O Instituto acrescentou que os estudos pré-clínicos não indicam que a ivermectina afeta significativamente o CYP3A4 ou outras enzimas do CYP (2D6, 2C9, IA2 e 2E1) e, portanto, não são esperadas interações medicamentosas importantes. Ao mesmo tempo, não há informações sobre possíveis interações de medicamentos contendo ivermectina com outros medicamentos usados ​​para tratar covid-19 (Veklury, Fortecortin, Dexametasona Krka) quando tomados em conjunto.

O Instituto propõe que o Ministério, em sua decisão, autorize o uso do medicamento HUVEMEC para o tratamento da COVID-19 em pacientes adultos hospitalizados, desde que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível após a internação no hospital.

As restrições ao uso de HUVEMEC apenas em pacientes hospitalizados requerem monitoramento de segurança.

Na conclusão do seu parecer, o Instituto afirmou que por se tratar de um medicamento que não tem alternativa no mercado checo e pelo fornecimento de um medicamento para o tratamento de suporte de uma doença grave, o Instituto concorda em conceder ao HUVEMEC isenção, sujeita às condições acima e considerando um benefício ambíguo para pacientes hospitalizados com infecção confirmada por SARS-CoV-2, desde que os dados de eficácia limitados sejam levados em consideração na indicação e dose em questão. Com exceção das diferenças acima, as disposições da Lei de Medicamentos devem ser observadas ao manusear este medicamento.

Após avaliação dos documentos profissionais e tendo em consideração a opinião do Instituto, o Ministério declara o seguinte:

Em relação à ocorrência de COVID-19 causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, a disponibilidade do medicamento HUVEMEC deve ser garantida para pacientes na República Tcheca, a fim de encurtar o tempo de internação hospitalar.

As condições e obrigações previstas na declaração de medidas foram fixadas pelo Ministério com base nas recomendações formuladas no parecer do Instituto para garantir a segurança do HUVEMEC, nomeadamente porque este medicamento não está registado em nenhum país na indicação durante o uso. Portanto, os médicos são obrigados a relatar quaisquer reações adversas ao Instituto em relação à administração de HUVEMEC.

Por se tratar de um medicamento sem alternativa no mercado da República Tcheca e do fornecimento de medicamento para tratamento de uma doença grave, o Ministério autoriza temporariamente a distribuição, distribuição e uso do HUVEMEC de acordo com o referidas condições, o mais tardar em 31 de agosto de 2021, que corresponde ao prazo de validade das embalagens autorizadas por esta medida. Ao processar HUVEMEC, devem ser observadas as disposições relevantes da Lei dos Produtos Farmacêuticos.

O documento é assinado eletronicamente pelo Ministro da Saúde, Dr. Jan Blatny, Ph.D.

CONEXÃO POLÍTICA

Opinião dos leitores

  1. No continente africano já é utilizado há anos, as midiaslixo e a "CIÊNCIA" escondem o tempo todo a sua eficácia.
    Portugal já está autorizando, agora a república checa.
    Cadê os esquerdopatas do quanto pior melhor, que diziam que era remédio de matar piolhos e remédio de gado e achavam graça.
    Está bom para vocês, idiotas negacionistas.
    Parabéns para o presidente por manter a sua credibilidade neste medicamento.

  2. Os ratos PTralhas vão há loucura , querem que o mundo não use invermectina, porque é barato, algum idiota PTralha sabe responder porque não ÁFRICA ninguém ouve falar em mortes por COVID , o mundo não notícia ??

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Saúde

Comitiva brasileira visitará nesta segunda desenvolvedores de spray nasal anti-Covid em Israel

O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, se encontra nesta segunda-feira (8) com o primeiro-ministro da Israel, Benjamin Netanyahu. Estão previstos ainda encontros da comitiva brasileira com dirigentes do Centro Médico Sourasky (conhecido como Hospital Ichilov), que estuda a eficácia do spray nasal EXO-CD 24 contra a Covid-19.

Há encontros previstos também com representantes do Instituto Weizman de Ciência, que estuda o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, e do Centro de Pesquisa do Hospital Hadassah, que estuda o uso do medicamento Allocetra no tratamento da doença.

Integram a comitiva o secretário especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten; o assessor especial da Presidência Filipe Martins; os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Hélio Lopes (PSL-RJ); o embaixador Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega; o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto; e o secretário de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcelo Marcos Morales.

No domingo (7), Araújo defendeu que o Brasil feche parcerias com Israel para o desenvolvimento de vacinas e remédios para combater a pandemia da covid-19.

Em pronunciamento após reunião com o chanceler israelense Gabi Ashkenazi, primeiro compromisso oficial da comitiva brasileira, Araújo reconheceu que Israel “dá exemplo de vacinação” e está “liderando o caminho no combate à pandemia”. “Queremos ser parceiros no desenvolvimento de vacinas e de remédios que possam tanto tratar como prevenir contra a covid”, disse Araújo. Ele disse que o Brasil “tem iniciativas interessantes” na área, sem dar mais detalhes.

Em sua fala, o chanceler israelense disse estar ciente do momento difícil pelo qual passa o Brasil em relação à pandemia, e disse que seu país “fará todo o possível” para ajudar. Israel é líder mundial em vacinação, já tendo vacinado ao menos metade da população com o imunizante da Pfizer/BioNtech.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. A ineficácia que diziam sobre a Ivermectina já caiu por terra, agora o presidente parte na frente novamente em busca de um novo medicamento que está em testes finais e com alto poder de cura dos efeitos da Covid-19.
    Se estivéssemos hoje no comando do PT teríamos o placebo da China com o poder mais baixo de imunização entre todas as vacinas, Venezuela, Argentina, Cuba e até da Coreia do Norte.
    Duvidam?

  2. A esquerda não quer saber desse remédio, mas se fosse anal eu aposto que estariam doidos pra usarem

  3. Israel controlou a Covid nao foi com spray nao. Foi com Vacina. Essa comitiva foi somente passear e passar vergonha.

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Cidades

83% dizem que há machismo no Brasil, mas só 11% se consideram machistas

Pesquisa PoderData mostra que 83% dos brasileiros dizem haver machismo no Brasil. Para 7% da população, a desigualdade de gênero não existe no país. Essa é a 1ª vez que a divisão de estudos estatísticos do Poder360 pergunta sobre a percepção de machismo no país. Além de questionar os entrevistados sobre machismo, o PoderData fez a seguinte pergunta: “Você se considera uma pessoa machista?”. Os entrevistados que se consideram machistas são 11% do total. Já os que não se consideram machistas somam 80%. Ou seja, 83% dos brasileiros acham que há machismo no país, mas só 11% se consideram machistas.

Os números estão sendo divulgados nesta 2ª feira (8.mar.2021), Dia Internacional da Mulher. A data lembra a luta das mulheres durante a 1ª onda do feminismo, marcada por reivindicações de trabalhadoras por maior igualdade na sociedade entre o fim do século 19 e o início de século 20. O 8 de março foi oficializado como data da mulher pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados de 1º a 3 de março, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

ESTRATIFICAÇÃO DO MACHISMO

O PoderData também apresenta como se dividem as respostas sobre a percepção do machismo no Brasil e aqueles que se consideram machistas. Os estratos analisados foram sexo, idade, região, nível de instrução e renda.

Os que mais admitem ser machistas são: mulheres (15% se dizem machistas); jovens de 16 a 24 anos (14%); pessoas que cursaram o ensino fundamental (15%); moradores da região Norte (18%); aqueles que recebem de 2 a 5 salários mínimos (24%).

Os que menos enxergam haver machismo no país são: homens (12%); adultos de 45 a 59 anos (10%); pessoas que cursaram o ensino superior (12%); moradores da região Norte (13%); aqueles que recebem de 2 a 5 salários mínimos (12%).

MACHISMO X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO

O levantamento fez ainda o cruzamento entre o que pensam os brasileiros sobre machismo e como avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro. Os entrevistados que mais se reconhecem machistas (14%) são os que avaliam o trabalho de Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. Esse grupo que rejeita o presidente também registra a taxa mais elevada (91%) dos que dizem enxergar machismo no Brasil. Já entre os que avaliam positivamente o trabalho do presidente, são 10% os que se reconhecem como machistas.

HOMENS MACHISTAS X MACHISMO NO BRASIL

A pesquisa PoderData também mostra que 80% dos homens avaliam que há machismo no Brasil, mas só 8% afirmam ser machistas. Outros 86% dizem que não são. O levantamento ainda constatou que o percentual de mulheres que dizem ser machistas (15%) é maior que o de homens (8%).

 

PODER360

Opinião dos leitores

  1. Todo homem possui 49,9% da sua carga de genética e energía feminina e espirito de sua mãe,todo homem tem que respeitar e equilibrar a sua energía feminina,isso não é homeafetivismo e sim espiritualidade e energía e genética quem tem raiva,rancor de mulher está negando a si próprio,o mesmo vale para a mulher que esta muito rancorosa e raivosa com o homem,a mulher que possui raiva e rancor do homem está negando a si mesma pelo qual ela possui 49,9% da sua carga de energía e genética e espirito masculino,todo homem e toda mulher precisa equilibrar em seu corpo a sua energía feminina e masculina,na atualidade esta havendo um grave desequilibrio energetico,genetico e espiritual com a chamada guerra dos sexos em todo os lugares em casas/apartamentos e em lugares públicos,principalmente nas midias sociais dos computadores;celulares e na televisión,radio só se vê mulher falando mal e ofendendo o homem,homem falando mal e ofendendo a mulher,o homem não é inimigo/adversario da mulher e vice e versa.

  2. 100% dos brasileiros não aceitam corruptos, mas apenas 11% não votam de jeito nenhum em corruptos, o resto votam e defendem os métodos corruptos dos votados

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Cidades

75% dizem que a violência contra a mulher aumentou no Brasil, mostra PoderData

Pesquisa PoderData divulgada nesta 2ª feira (8.mar.2021), Dia Internacional da Mulher, mostra que 75% dos brasileiros afirmam que a violência contra a mulher aumentou nos últimos tempos. Outros 17% dizem que “manteve-se igual”, e 4% avaliam que diminuiu.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados de 1º a 3 de março, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

PANDEMIA X VIOLÊNCIA

Levantamento feito pela Rede de Observatórios da Segurança, lançado na última 5ª feira (4.mar), revela aumento de violência contra a mulher durante a pandemia. Foram registrados, em média, 5 casos por dia nos Estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, em 2020. Ao todo, o estudo monitorou 1.823 casos, entre eles, 449 são feminicídios (homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher). Leia a íntegra (3.1 MB).

O levantamento contabilizou em São Paulo 200 casos de feminicídio e de violência contra a mulher no ano passado. No Rio, o boletim mostra 50 casos. Na Bahia, Ceará e Pernambuco foram 70, 47 e 82, respectivamente.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

O estudo do PoderData destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros a respeito da violência contra a mulher.

Dos grupos que mais acham que houve aumento de violência contra a mulher, destacam-se:

mulheres (83%);
idosos de 60 anos ou + (81%);
os que estudaram até o ensino fundamental (77%);
moradores da região Nordeste (81%);
os que estão desempregados ou não têm renda fixa (86%).

Dos que disseram que houve redução da violência, os principais foram:

homens (6%);
adultos de 25 a 44 anos (7%);
moradores da região Norte (10%);
os que recebem mais de 10 salários mínimos (12%).

AVALIAÇÃO DE BOLSONARO X VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O PoderData cruzou as opiniões de quem acha que aumentou a violência contra a mulher com a avaliação do presidente Jair Bolsonaro. Entre os que avaliam negativamente o presidente, 82% dizem que a violência contra a mulher aumentou. Já entre aqueles que avaliam o chefe do Executivo como “ótimo” ou “bom“, o percentual é de 64%. Em resumo, a percepção sobre o aumento da violência contra mulheres é menor entre bolsonaristas, como mostra o quadro a seguir:

PODER360

Opinião dos leitores

  1. No final a culpa foi do Bolsonaro kkkk, essas pesquisas estão cada vez mais tendenciosas e direcionadas…

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Mundo

Policial acusado de matar George Floyd vai a julgamento amanhã

O ex-agente do Departamento de Polícia de Minnesota Derek Chauvin, acusado pelo assassinato de George Floyd, vai a julgamento amanhã. Em 25 de maio, o policial foi flagrado ajoelhado sobre o pescoço de Floyd durante uma abordagem, o americano de 46 anos não resistiu à truculência e morreu asfixiado.

O caso foi filmado e repercutiu na mídia e nas redes sociais. A morte de George gerou uma onda de protestos nos Estados Unidos. O movimento chamado “Black Lives Matter” ganhou milhões de adeptos ao redor do mundo contra a atuação da polícia americana em abordagens contra pessoas negras.

O julgamento de Chauvin será transmitido ao vivo e o tribunal será fortemente guardado pela força de segurança.

DIÁRIO DO PODER

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Política

Pesquisas indicam presença certa de Bolsonaro no segundo turno, em 2022

À medida que o tempo avança, em direção à campanha presidencial de 2022, já é possível perceber projetos políticos promissores e aqueles condenados ao fracasso. Com apoio dos adeptos-raiz, Jair Bolsonaro já garantiu presença no segundo turno, segundo avalia o presidente do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, que observa no presidente a estratégia de governar e fazer declarações de modo a agradar seus eleitores, que correspondem a um terço do total de votantes no Brasil. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O sólido 2º lugar, mesmo com um terço do percentual de Bolsonaro, faz de Sérgio Moro um candidato viável. Mas ele precisa querer muito isso. Moro só cai para 3º lugar se Lula entrar na disputa, mas o petista está inelegível em razão de suas condenações por ladroagem.

No levantamento Paraná Pesquisas fechado em 1º de março, João Doria continua sendo um candidato fraco, que oscila entre o 5º e 6º lugares. A menos que desista para apoiar Fernando Haddad, levando o petista ao 2º lugar, Guilherme Boulos continuará a ser um “político de futuro”.

Opinião dos leitores

  1. Apesar da "grande imprensa" altamente ideológica está 24 horas a serviço contra o presidente, a esquerda e certos governadores e STF querendo sugar a União, teremos sim, Bolsonaro reeleito em 2022

    1. Para acabar de desgraçar de vez com o que sobrou. Rumo à Venezuela.

  2. Se o maior ladrão da história do Brasil conseguiu se reeleger e eleger sua sucessor, qual o motivo do Bozo não se reeleger

  3. Qual segundo turno??????
    Pelo o que agente vê onde Bolsonaro passa, não tem segundo turno.
    A mídia sebosa junto com esses institutoszinhos de pesquisa e quem fabrica, doidos pra receberem bilhões de reais em forma de cala boca.

    1. A senhora nem escrever sabe, quanto mais opinar por alguma coisa.

  4. É o que digo, Sérgio Moro está no imaginário popular, ele só precisa se apresentar a população, já que não está querendo espaço. Mas tem argumentos e posturas convincente. Se quiser, o Brasil mudará realmente, pode apostar.

  5. Esse botelho é mais um contra cheque da governadora. Na ultima campanha, os especialistas falavam que até um jumento ganhava do Bozo, se fuderam. Kkkkkkk.

  6. A classe política brasileira está tão em baixa, que até agora o BOZO por mais incrível e absurdo que possa parecer, não tem adversário.
    Porém, se ele não levar no primeiro turno, no segundo leva…CHIBATA!

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Política

Apesar de maioria no país, mulheres são 43,3% nos 22 ministérios

Apesar de representar 51,8% da população brasileira, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a presença feminina na Esplanada dos Ministérios pouco avançou nos últimos 10 anos. De lá para cá, o aumento no número de mulheres em cargos do governo federal foi de apenas 1,77% – hoje, elas representam 43,3% dos servidores ligados aos 22 ministérios.

Os dados refletem apenas a administração direta, desconsiderando autarquias e fundações. Os números foram levantados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base em informações do Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape).

Há 10 anos, no primeiro ano de governo de Dilma Rousseff (PT), mulheres eram 41,38% da administração pública federal. O percentual não registrou crescimento durante os cinco anos de mandato da primeira e única mulher a presidir o Brasil. Um pequeno avanço foi observado de 2016 a 2018 e, desde então, o número se manteve estável. Atualmente, do total de 226.763 servidores de ministérios, 43,3% são mulheres, somando 98.179 cargos na administração pública. Do outro lado, 128.584 cadeiras são ocupadas por homens, o equivalente a 56,7% do total.

Dos 22 ministérios do governo Jair Bolsonaro (sem partido), apenas seis têm maioria feminina. A pasta que possui o maior percentual de mulheres é a da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandada pela ministra Damares Alves. Mulheres representam 61,9% nesse ministério. Em seguida, aparecem os ministérios do Turismo, com 55,3% de participação feminina; da Educação (55,1%); da Cidadania (54,9%); da Saúde (52,9%); e do Desenvolvimento Regional (50,9%).

Em comum entre esses seis ministérios está o teor social, associado ao gênero feminino. A Ciência Política aponta que comportamentos sociais distintos esperados de homens e mulheres são introjetados desde a criação de meninos e meninas, perpassando toda a educação básica e superior e desaguando na profissão. “Existe uma visão de senso comum de que as mulheres são mais afeitas a temas das áreas sociais. A estrutura da educação feminina é toda voltada para que a mulher seja a serviçal, a cuidadora. Pouquíssimas de nós somos provocadas a serem resolutoras de problemas. A gente é ensinada a cuidar”, explica a cientista política Beatriz Falcão.

No outro extremo, as pastas com o menor percentual de mulheres são os ministérios da Justiça e Segurança Pública (19,47%) e da Infraestrutura (27,5%). A Controladoria-Geral da União aparece na sequência, com 32,5%.

O Palácio do Planalto, local de onde despacha diariamente o presidente Bolsonaro, também tem um baixo índice de mulheres no quadro de servidores: elas representam 26,8% do total. O prédio da Presidência engloba outras pastas, como a Vice-Presidência da República e Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Casa Civil, Secretaria de Governo e Secretaria-Geral.

METRÓPOLES

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Política

Câmara prepara pacote de projetos para flexibilizar leis anticorrupção

Depois de fracassar na tentativa de blindar parlamentares da prisão, a Câmara se prepara para enfrentar, nas próximas semanas, uma série de discussões com potencial para afrouxar leis anticorrupção e dificultar investigações. Nos bastidores, as medidas são chamadas de “pacote da impunidade” por adversários do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). A ofensiva reúne propostas que vão de mudanças nas leis de Improbidade Administrativa, Ficha Limpa, lavagem de dinheiro e proteção de dados para fins penais até a inviolabilidade de escritórios de advocacia.

A agenda é de interesse do Centrão, bloco de partidos que voltou ao comando da Câmara com a eleição de Lira. Logo no primeiro mês à frente da Casa, ele tentou aprovar a jato uma nova Proposta de Emenda à Constituição nesse pacote: a PEC da Blindagem, que amplia a imunidade parlamentar e restringe a possibilidade de prisão de deputados e senadores.

Foi uma resposta corporativa à prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada no dia 16 pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o deputado bolsonarista divulgar um vídeo nas redes sociais com ofensas à Corte e apologia à ditadura militar. A manobra para aprovar a PEC sem passar pelo crivo de uma comissão só não vingou por pressão do Supremo e críticas de eleitores.

Diante do desgaste provocado na imagem do Congresso com a tentativa de autoproteção em um momento de agravamento da pandemia, os partidos se dividiram e Lira foi obrigado a recuar, enviando a PEC para análise de uma comissão especial.

O presidente da Câmara rejeita o carimbo atribuído à iniciativa. “Não há impunidade nem blindagem. Nossa prioridade é não permitir que a gente viva nesse contexto de crise institucional semanal”, disse Lira em recente live promovida pelo grupo Prerrogativas, que reúne advogados. “Não vai faltar coragem para debater os temas necessários, que tenham clamor.”

Na semana passada, a Mesa Diretora da Casa liberou o funcionamento das comissões, que estavam paralisadas, entre elas o Conselho de Ética. À exceção da PEC da Blindagem e da ideia em negociação de apresentar uma proposta separada para alterar a Lei da Ficha Limpa, as demais proposições do “pacote” foram herdadas do período em que Rodrigo Maia (DEM-RJ) era presidente da Câmara. Algumas estão sendo preparadas desde 2019 e passaram por comissões especiais de juristas.

É o caso da proposta de criação da Lei Geral de Proteção de Dados Penal (LGPD-Penal) e da reforma da Lei de Lavagem de Capitais. Propostas feitas nessas comissões indicam que há risco de entraves às investigações e abrandamento de penas. Em 2020, o ritmo foi lento e nenhuma delas chegou a ser votada, apesar da derradeira tentativa de emplacar a proibição para ações de busca e apreensão em escritórios de advogados com base apenas na palavra de delatores.

“Tem comissões trabalhando há bastante tempo, que ainda não deram resultado. Outras estão mais adiantadas, como é o caso da que trata da improbidade. (A análise) vai ser muito no caso a caso, mas não vai haver corte em tudo”, afirmou Margarete Coelho (Progressistas-PI), que faz parte do núcleo de confiança de Lira. Foi ela a relatora da PEC da Blindagem, que amplia a imunidade parlamentar, e a deputada integra a maior parte dessas comissões.

Suspiro. O deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG), relator do projeto de prerrogativas dos advogados, disse que, “como houve uma série de atropelos”, Lira ainda não teve tempo para se debruçar sobre todas as propostas: “Quando houver um suspiro, essas pautas vão andar. Essas comissões voltarão ao normal, elas não morreram”.

Na Câmara, além da comissão da improbidade, a que está mais adiantada é a que trata da prisão após condenação em segunda instância. As duas já têm relatórios finais. Com as revelações da Operação Spoofing, mostrando a troca de mensagens entre procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro no processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os parlamentares que costumam defender a Lava Jato temem ser derrotados. A portas fechadas, muitos manifestam receio de que o momento político favoreça acabe afrouxando a norma.

No caso da improbidade administrativa, sete dos atuais 24 integrantes da comissão especial criada na Câmara podem ser beneficiados por mudanças na lei, como revelou o Estadão. Eles respondem a processos , e as alterações propostas podem livrá-los de eventuais punições.

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro disse que a atual Lei de Improbidade é burocrática e “engessa o prefeito”. Já o líder do governo, Ricardo Barros (Progressistas-PR), defendeu a liberação da contratação de parentes no serviço público. Ou seja, quer autorizar o nepotismo, hoje proibido pela Lei de Improbidade e também pelo Supremo.

Ficha Limpa. Criada em 2010 inspirada nos movimentos anticorrupção, a Lei da Ficha Limpa, por sua vez, também deve sofrer modificações, assim que a pandemia arrefecer, como mostrou o Estadão. A proposta chegou a entrar na PEC da Blindagem, mas foi retirada na frustrada tentativa de votar o texto a toque de caixa.

Agora, a ideia do PT e de partidos do Centrão, como o Progressistas e o Republicanos, é apresentar uma PEC separada, prevendo a possibilidade de novos recursos judiciais para salvar a candidatura de políticos hoje proibidos de disputar eleições porque foram condenados por decisões colegiadas. Para Lira, a Lei da Ficha Limpa “não pode ser uma prisão perpétua”. Condenado na Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou inelegível em virtude dessa lei.

Para o deputado Aliel Machado (PSB-PR), a Câmara não deve se precipitar em votações polêmicas sem ter certeza de que terá apoio: “Lira me disse que todas as discussões devem ser decididas no plenário, não vai segurar nada”. Machado assume em breve a presidência da comissão especial da PEC que analisa a prisão em segunda instância. O Supremo derrubou, no fim de 2019, a possibilidade de execução antecipada de pena. A medida era um dos pilares da Lava Jato e a decisão permitiu a libertação de Lula.

Agora, a Câmara pode alterar a Constituição e prever a execução antecipada da pena. Em conversas reservadas, porém, parlamentares admitem que a chance de uma reviravolta assim ocorrer é próxima de zero. Machado acredita que o texto pode ir a plenário em 45 dias, mas não quer se precipitar. “Pautar a prisão em segunda instância de um dia para o outro, como aconteceu com a PEC da imunidade, pode fazer com que se perca todo o trabalho”, disse o parlamentar.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Eh a nova política do MINTOmaníaco e Seu parlamentar favorito : Lira! Votar reformas nada né?! Muita gente (??) acreditou que Lira era o escolhido do presidente inepto pq iria fazer as reformas , mas e agora? Só vejo PEC da impunidade e medidas pra enfraquecimento do combate a corrupção! Qual a narrativa da vez? Afastem a viseira e tirem a cangalha pra ver se conseguem raciocinar um pouco !

  2. Legislativo sob nova direção, Lira e Pacheco, apoiados pelo presidente. O projeto é o mesmo do governo, livrar os bandidos, eles próprios, de condenação, autoritarismo, impunidade e corrupção.
    #Moro 2022.

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Saúde

Governadores preparam pacto nacional para conter a covid-19

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), informou neste domingo, 7, que propôs aos chefes dos executivos estaduais a articulação de um pacto nacional de contenção da covid-19. De acordo com o coordenador da temática da vacina no Fórum Nacional dos Governadores, o tratado deve sair até o dia 14 de março.

Até agora, apenas cinco Estados ainda não se manifestaram sobre a proposta, de acordo com a assessoria do governador piauiense. São eles: Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima. A consulta ainda segue em andamento. Os demais 22 Estados declararam posição favorável à proposta de Dias.

O Brasil vive seu pior momento desde o início da pandemia, com alta de casos, internações e mortes em diferentes regiões. Na última semana, 10.482 pessoas morreram em decorrência da doença, a maior quantidade já registrada para um período de sete dias. O consórcio, formado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, coleta os dados junto às secretarias estaduais de Saúde.

Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro trava uma guerra com os governadores em relação à responsabilidade das ações referentes ao enfrentamento da crise sanitária. Em mais de uma oportunidade, o chefe do Executivo tentou justificar a partir uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a omissão do governo federal no combate à pandemia. “Se o Supremo não tivesse me proibido, eu teria um plano diferente do que foi feito, e o Brasil estaria em situação completamente diferente”, disse Bolsonaro, em fevereiro, durante entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na TV Band.

A decisão citada e livremente interpretada por Bolsonaro é 15 de abril de 2020, quando os ministros do STF referendaram liminar do ministro Marco Aurélio, do relator da ADI 6.341, segundo a qual as competências concedidas pelo governo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no combate à covid-19 não afastam a competência concorrente de Estados e municípios sobre saúde pública.

Na prática, a Corte decidiu que é responsabilidade de todos os entes federativos adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia da covid-19.

Crise federativa

Como o Estadão revelou neste domingo, 7, a União saiu perdedora em mais de 80% das ações contra unidades da federação no STF. A Corte mudou tendência de centralização durante gestão Bolsonaro. Desde a posse do atual presidente, o Supremo julgou ao menos 52 processos que colocaram o governo federal de um lado e os governos locais de outro.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Façam pacto para ajudar o povo e tentar amenizar a violência no país, e não para acabar de lascar.

  2. Esse do Piauí é metido com o consórcio Nordeste. Comprou respirou q nunca chegou.
    A Justiça do RN proibiu a Gov de fazee qualquer transferência de dinheiro para esse consórcio. Cadê os nossos 5 milhões dos respiradores que nunca chegaram.
    Esse consórcio so dá atestado de incompetência.
    Nada confiável. Olho nele MPF

  3. Agora a merda já virou boné. O pacto era pra ter sido feito ano passado, antes das eleições e festas de fim de ano e o carnaval desse ano.

  4. Faça um pacto pra abrir leitos e da assistência a quem precisa seus canalhas.
    Aqui no RN só tem 350 leitos pra uma população de 4.2 milhões de abitantes.
    Deixam o povo morrer, e só pensam em politica.
    Essa a verdade.
    Num futuro próximo vamos vê quem está por trás dessa cachorrada todo.
    Pensa que vai deitar e rolar e vai ficar escondido como antigamente.
    JÁ JÁ se sabe, quem está por trás desse lockdoria.

  5. NA REALIDADE BOLSONARO NÃO TEM GOVERNADO A QUESTÃO DA COVID
    OS GOVERNADORES PREFEITOS E STF TEM FEITO AS MERDAS DELES E NÃO ASSUMEM DE BOLSONARO QUEREM APENAS DINHEIRO PARA ROUBAREM POIS NÃO FAZEM NADA A NÃO SER PRENDER O POVO EM CASA
    E UM BANDO DE CORRUPTOS

    FORÇAS ARMADAS JÁ

    1. Se vc acredita mesmo nessa mentira de que o STF podou o governo federal de elaborar políticas de retomada ou de isolamento social, seu problema eh muito sério! Pra o MINTOmaníaco eh bem conveniente ficar SOMENTE DISTRIBUINDO NOSSO DINHEIRO e criticando quem toma alguma providência pra mitigar a pandemia quando ele não fez PN, pelo contrário, estimulou aglomeração e deu mal exemplo quanto a medidas de distanciamento social!

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Mundo

Para os EUA, descontrole da pandemia no Brasil e variante ameaçam o mundo

Uma ameaça para o mundo. É assim que a imprensa americana retrata a atual situação da pandemia de coronavírus no Brasil, ecoando a preocupação de cientistas, autoridades da área de saúde e do governo americano sobre os efeitos do descontrole da propagação de uma nova variante do Sars-CoV-2 no País.

Nos EUA, a população já discute quando a vida poderá voltar ao normal, diante da aceleração do ritmo de vacinação e da indicação de que até o fim de maio o país terá doses de imunizante para todos. Depois de um ano como epicentro da pandemia, os EUA agora veem uma luz no fim do túnel e a ameaça do lado de fora. Mais especificamente no Brasil.

“Há uma sensação de alarme sobre a natureza não controlada da pandemia no Brasil e o ritmo lento da vacinação – especialmente agora que o Brasil é a fonte de uma nova e preocupante variante da covid-19”, afirma Anya Prusia, do Brazil Institute do Centro de Estudos Wilson Center, em Washington. “A atenção aqui está voltada para a disseminação dessa cepa mais contagiosa, a P.1, que se originou em Manaus.”

Os primeiros dois casos da variante P.1 foram registrados nos EUA em janeiro, horas depois de o presidente Joe Biden revogar uma decisão de Donald Trump e recolocar a restrição de viagens do Brasil aos EUA. Duas pessoas que estiveram no Brasil foram diagnosticadas com a nova cepa em Minnesota. Até agora, os EUA registraram 13 casos da mutação, em ao menos sete Estados. Mas ainda não há transmissão comunitária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas não foi a chegada nos EUA da cepa de Manaus que alarmou os americanos e sim a recente situação da pandemia no Brasil, que tem batido recorde de mortes. “Enquanto a pandemia continuar a crescer, ninguém estará a salvo”, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, em coletiva de imprensa.

Em pronunciamentos e entrevistas recentes, o principal infectologista do governo americano, Anthony Fauci, tem ressaltado que a cepa P.1 está associada a uma maior transmissibilidade e à preocupação de que a mutação possa interromper a imunidade induzida naturalmente e pela vacina.

Há cerca de um mês, Fauci afirmou que isso preocupa os americanos, que não devem derrubar tão cedo o bloqueio de passageiros que estiveram no Brasil. Nesta semana, ele voltou ao tema. “O Brasil está numa situação muito difícil. A melhor coisa é vacinar o maior número de pessoas o mais rápido possível”, disse Fauci, que chegou a dizer que os EUA poderiam ajudar os brasileiros.

O ritmo de vacinação nacional, porém, não anima. O Washington Post descreveu a vacinação brasileira como um processo de “escassez e atrasos”, enquanto o The New York Times reporta uma vacinação lenta e sem sinalização de melhora. “O país atingiu o pior momento. Surgiram variantes que parecem mais mortais para pessoas saudáveis, e os cientistas documentaram coinfecção por múltiplas variantes”, escreveu Kevin Ivers, vice-presidente da consultoria americana DCI Group, em relatório. “A preocupação é que a disseminação acelere essas coinfecções no Brasil e leve a uma explosão de novas variantes mais agressivas.”

A situação brasileira foi definida pelo Washington Post, no dia 4, como “terreno fértil” para outras variantes. O risco foi mencionado também por cientistas, como Bill Hanage, epidemiologista da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard (leia entrevista abaixo).

Nas redes sociais, o também epidemiologista e economista da área da saúde Eric Feigl-Ding, membro da Federação de Cientistas Americanos, postou que o Brasil precisa da ajuda de líderes estrangeiros. “A epidemia descontrolada do Brasil será uma ameaça ao mundo, mas ainda não é muito tarde”, disse ao Estadão. “Mas é preciso ter sequenciamento genético, controle de fronteiras, quarentenas e testagem em massa.”

Para a epidemiologista brasileira Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, com base em Washington, se o Brasil não for capaz de controlar a situação, os bloqueios de viajantes devem se intensificar.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, pesquisador da Universidade Duke, que nos últimos dias ganhou espaço em jornais estrangeiros pedindo uma pressão de outras nações sobre o Brasil, chama a atenção para a “geopolítica da pandemia”. “É a diplomacia do século 21. Já tem países trocando mercadorias por vacinas”, afirmou. “Se o fluxo ficar desimpedido, a doença desse país vai migrar para os outros.”

Na imprensa e entre analistas americanos, Jair Bolsonaro é o presidente que propaga desinformação, é cético sobre a vacina e está em choque com governadores. “Como aconteceu com Trump, o vácuo de liderança de Bolsonaro deu ao vírus abertura para se espalhar”, disse o Washington Post. Um dia antes, o The New York Times colocou a preocupação com o Brasil em sua capa.

A crise no País já chamou a atenção no ano passado, com as imagens de cemitérios lotados em Manaus e São Paulo. Desta vez, a preocupação é diferente, porque o que acontece no Brasil, segundo os americanos, pode colocar em xeque os avanços do resto do mundo.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Americanos falarem mal do Brasil com 524 mil mortos , no dia 5 morreram 2.483 pessoas por Covid-19.
    Só podem estar de sacanagem ao criticarem o Brasil.
    E para o país que produz a vacina é fácil falar que o outro está atrasado.
    Estamos atualmente em 5º no mundo em quantidade de vacinas aplicadas, atrás dos países Índia e EUA os restantes são união de países tipo Reino Unido e comunidade europeia.

  2. O ESTADÃO não tem moral pra falar além de replicar notícias, além de ser parcial e tendencioso. Os EUA foram o maior problema de epcentro e agora apontam para nós? A pandemia no Brasil é política e nunca a maioria dos governantes quis ajudar o povo. Conversa fiada este Pacto pela Vida começando pelo RN. Fátima mente o tempo todo,

    . Fátima GD foi o pior governador que o RN já teve.

    1. Durante um ano os Estados Unidos foram o centro mundial da epidemia, não vi nenhum esquerdista preocupado com isso, nem dizendo q o mundo estava em perigo.

  3. Depois disso e com o Fritador de Hambúrguer, tendo participação na invasão do Capitólio, sei não em ?

  4. Esses americanos comunistas querem estabelecer o comunismo no Brasil. O mito não deixará. Força mito. O que é comunismo?

  5. Longe de defender a incompetência do governo federal, mas nos EUA (na Califórnia precisamente) tem uma nova Cepa conhecida como "El Diabo" pelos latinos.

    Ela é mais letal que a nossa, aparentemente. Não vi nenhum país cogitando proibir a entrada de americanos.

  6. Vixe! Viramos uma potência mundial (no sentido negativo) com um MINTOmaníaco inepto na presidência né?! Agora viraremos de vez um párea no mundo!

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Economia

Lava Jato tirou R$ 172 bilhões de investimentos e 4,4 milhões de empregos, diz CUT

A Lava Jato fez o Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos e encerrou 4,4 milhões de empregos no país. É o que afirma um estudo da CUT (Central Única dos Trabalhadores) elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O valor que, segundo o levantamento, deixou de ser investido equivale a 40 vezes os R$ 4,3 bilhões que o Ministério Público Federal diz ter recuperado com a operação. Com isso, os os cofres públicos deixaram de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos, sendo R$ 20,3 bi em contribuições sobre a folha de salários.

A pesquisa diz que o setor mais atingido foi o da construção civil, que perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Podem colocar nesta conta o roubo do PT comandado pelo ex presidiário Lula que chegou a um trilhão, com roubos na Petrobrás, caixa, banco do Brasil, correios, Eletrobrás, BNDES,fundos de pensões, obras superfaturadas intermináveis e etc…

  2. Essa mesmo CUT, está aplaudindo os governadores genocidas, e apoiando o trancamento dos comércios,.

  3. Inclusive tirou as megas "gorjetas" da thurma corrupta que não dá nem pra mencionar nessa caixa de texto

  4. Esses pessoal da esquerda são uma comédia, querem livrar a cara dessa quadrilha nojenta comandada pelo barbudo lula que afundou a nação . Querem fazer o povo de idiota, vão trabalhar parasitas da CUT.

  5. O "estudo" é só uma desculpa esfarrapada para defender os canalhas, corruptos e bandidos condenados no Mensalão e no Petrolão. Bom mesmo é a roubalheira, não é senhores da CUT?

  6. Ô corja de bandidos.
    O negócio deles é mamar nas tetas públicas sem ofertar o esforço próprio, tal como os sindicatos de professores públicos quer.

  7. Piada essa pesquisa vinda da CUT/Dieese. Em resumo para eles: deixa roubar que fica tudo certo. Ah! Ladrões

  8. Taí um bom argumento para aprovação da lei da impunidade pelo congresso bozocentrão. Se gritar Mito eu vomito.

  9. Essa tal de lava jato, sei não viu, imagina essa grana toda no bolso de nós sindicalizado, ia ser uma festa grande. Deixamos de ajudar os companheiro de Cuba, da Venezuela. Que triste hein. Mas Lula vem aí pra ajudar nós de novo.

    1. Partindo de estudos da CUT e mostrado pela Folha de São Paulo.
      Dá pra acreditar??
      Kkkkkkkkkkkkk
      Esses milhões de desempregados deve ser os pelegos dos sindicatos, a boquinha acabou pro teu lado, dá pra entender de o porquê de tantos esperneios??
      Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Xau!!
      Até nunca mais.

  10. Lava jato interrompeu a sangria de mais de um trilhão de reais do patrimônio do trabalhador brasileiro, inclusive recuperando 40 bilhões de reais roubados dos cofres públicos brasileiros, e que estava de posse dos criminosos, se não tivesse estancado essa roubalheira, hoje já teriam roubado 2 trilhões de reais, e estaríamos num buraco bem maior. ISSO SIM!

  11. Leio essa notícia de outra forma: lava jato recuperou uma pequena parte do que nos foi roubado. E se esses 172 bilhões que foram recuperados fossem bem utilizados pela União, certamente seriam criados bem mais que 4,4 milhões de empregos… Ou a CUT quer defender que os fins (gerar ou manter empregos) justificam os meios (dinheiro desviado por corrupção)?

  12. Se iam investir 172 no, então iam desviar o dobro disso.

    Piada esse estudo. Faltou só a hashtag #VoltaPetrolão.

    Esse país é caso perdido mesmo. Como dizem, a saída do Brasil é o aeroporto.

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Mundo

Meghan diz que realeza britânica se preocupou com tom de pele de seu filho com Harry

Em uma entrevista especial à apresentadora americana Oprah Winfrey, Meghan Markle, duquesa de Sussex, e o príncipe Harry esmiuçaram sua vida como parte da realeza britânica, relatando os motivos que os levaram a se desligar dela em janeiro do ano passado. Um dos atritos envolve o primeiro filho do casal, Archie, que nasceu em 2019. Meghan afirmou que havia diversas “preocupações e conversas sobre o quão escura a sua pele seria quando nascesse”.

Segundo a duquesa, a família mantinha essas conversas com Harry, que as relatava a Meghan —que não revelou os envolvidos. O assunto surgiu quando a ex-atriz contou que, ainda grávida, foi informada pela realeza que Archie não se tornaria príncipe, não recebendo assim segurança oficial. “Isso aconteceu nos últimos meses da nossa gravidez, quando eu estava, pera aí, ele precisa estar seguro”, afirmou. “Criamos esse máquina monstra [de cliques e tablóides], vocês permitiram que isso acontecesse, o que significa que precisamos estar seguros.”

Meghan disse que nunca ligou para títulos, mas que a situação é diferente porque nesse caso afeta a segurança de Archie. “Quando eu estava grávida, eles quiseram mudar a convenção, para o Archie. Por quê?”, questionou. “Não tem explicação.” Durante suas viagens oficiais, ela viu “o quanto significava para eles poder ver alguém que se parecia com eles nesta posição”. “E eu nunca pude entender como isso não poderia ser visto como um benefício adicional, um reflexo do mundo hoje.”

O príncipe Harry disse que precisou se colocar no lugar de Meghan para entender o escrutínio e o preconceito que ela enfrentava como mulher negra. “Passei muitos anos fazendo o trabalho e aprendendo por conta própria. Mas então, na minha educação e no sistema em que fui criado e a que fui exposto, eu não estava ciente disso. Mas, meu Deus, não demorou muito para repentinamente tomar consciência disso”, disse ele sobre as questões raciais.

A norte-americana também tratou dos inúmeros boatos de intrigas entre ela e Kate Middleton, duquesa de Cambridge, casada com o príncipe William, segundo na linha sucessória ao trono e irmão mais velho de Harry. O principal deles começou com uma história de que Meghan teria feito Kate chorar durante os preparativos de seu casamento com Harry. Segundo a ex-atriz, foi a duquesa de Cambridge que acabou fazendo com que a cunhada ficasse chateada por causa dos vestidos das meninas que levariam as flores.

Meghan disse ainda que não houve confronto e que Kate pediu desculpas depois. A história, porém, não acabou aí, e a duquesa de Sussex disse que esses rumores foram “o início de um verdadeiro assassinato de caráter”, acrescentando que realeza não os contestou publicamente, apesar de saber que eram falsos. “Eles ririam abertamente e negariam a história mais ridícula para qualquer um”, disse. “Mas a narrativa sobre fazer Kate chorar foi o começo de um verdadeiro assassinato de caráter, e eles sabiam que não era verdade. Se eles não vão sufocar coisas assim, então o que vamos fazer?”

A vida turbulenta em meio à família real —apesar de a ex-atriz falar que mantinha boas relações com a rainha Elizabeth 2ª— chegou a levar Meghan a ter pensamentos suicidas. Ao ser perguntada se houve um momento decisivo, Meghan respondeu que sim. “Eu simplesmente não via uma solução. Eu ficava acordada à noite, eu não entendia como tudo isso está acontecendo”, ela contou. “Minha mãe e meus amigos ligavam chorando e dizendo: ‘Meg, eles não estão protegendo você’.”

A duquesa disse que isso a levou à beira do desespero. “Eu tinha muita vergonha de falar à época e vergonha de ter que admitir para o Harry, especialmente, porque eu sei quantas perdas ele sofreu, mas eu sabia que se não falasse, eu faria, e eu simplesmente não queria mais estar viva”, afirmou. “Tudo estava acontecendo apenas porque eu estava respirando.”

O príncipe Harry, por sua vez, se disse desesperado por ver a história se repetindo, mas afirmou não ter recebido nenhum tipo de ajuda. A mãe de Harry e William, princesa Diana, morreu em um acidente de carro em Paris, em 1997, enquanto fugia de paparazzi. Ele disse que ficou apavorado quando Meghan falou para ele que não queria mais viver. “Eu não tinha ideia do que fazer”, afirmou. “Mas queria estar lá para ela.”

No início, ele não disse à família que ela precisava de ajuda —não é uma conversa fácil em meio à realeza, contou Harry. “Acho que tive vergonha de admitir isso para eles, não sei se eles tiveram os mesmos sentimentos ou pensamentos.” Harry disse ainda que se tratava de um ambiente sufocante e que não tinha a quem recorrer. “Para a família, eles têm muito essa mentalidade de, é assim que as coisas são, você não pode mudar isso, todos nós já passamos por isso.” “Mas o que foi diferente para mim foi o elemento raça, não era apenas sobre ela, era sobre o que ela representa”, disse ele. “Então, não está afetando apenas minha esposa, mas afetando muitas outras pessoas também.”

Foi isso que o levou a discutir o assunto com a família real e avisá-los de que “isso não vai acabar bem”. Segundo Harry, antes de anunciar publicamente que deixava a realeza, ele conversou três vezes com sua avó e duas com seu pai, que depois disso parou de atender seus telefonemas.

Meghan e Harry participaram em março do ano passado do último compromisso real após anunciarem seu desligamento das funções reais. Desde então, eles passaram um período vivendo no Canadá e estão atualmente em Montecito, Califórnia. O casal chegou a processar algumas publicações e paparazzi por invasão de privacidade.

A entrevista, que já era aguardada, ganhou mais força nos últimos dias, com a emissora veiculando trechos da conversa. Além disso, Meghan entrou em nova polêmica com a realeza britânica na última semana, já que o Palácio de Buckingham decidiu investigar possível bullying da duquesa a funcionários.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Um pai adúltero, um tio acusado de pedofilia e ainda se preocupam com a cor da pele de um bebezinho? Palhaçada

  2. A realidade é nua e crua, o preconceito nunca irá acabar e a realeza nunca mistura com a plebe.

    1. Essa Megan tá querendo é aparecer, queria ser princesa mas não passa de uma plebeia mesmo.

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Política

Ministério Público teme ofensiva de centrão e Bolsonaro contra Lei de Improbidade Administrativa

Integrantes do Ministério Público temem que o fortalecimento do centrão com a ascensão de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara dê força ao projeto que afrouxa a Lei de Improbidade Administrativa e a outras propostas que podem limitar significativamente o trabalho dos órgãos de controle. Entre as matérias com potencial para impactar o trabalho do MP, a ideia de dificultar a imposição de punição a gestores públicos é a que está mais avançada no Legislativo.

Deputados se articulam para aprovar nas próximas semanas o regime de urgência ao projeto, o que permite uma tramitação mais rápida do texto. Em um sinal de que o alinhamento entre Palácio do Planalto e Congresso vai além da pauta econômica, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também defendeu que o Legislativo faça mudanças na Lei de Improbidade Administrativa.

Na semana passada, o chefe do Executivo disse que algumas leis anticorrupção “engessam” prefeitos e defendeu atualizar a legislação que prevê punição a gestores públicos. Em transmissão pela internet no mesmo dia, Lira seguiu a mesma linha e afirmou que a lei precisa ser revista. “Isso, é claro, com muita tranquilidade também”, ponderou.

Na Câmara, a relatoria do projeto de improbidade está a cargo do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O texto, de autoria do deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP), é fruto do trabalho de uma comissão de juristas formada pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A coordenação coube ao ministro Mauro Campbell, do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O relatório do deputado foi apresentado em outubro do ano passado. “A revisão da lei é muito importante, porque o número de processos que os promotores fazem contra administradores públicos, principalmente no nível das prefeituras, é gigantesco”, argumenta. “Na prática, a maioria das vezes sem motivos fundamentados, sem ter a ver com atos de desonestidade”, ressalta.

A lei prevê tipificações por enriquecimento ilícito, dano ao patrimônio público e atos que atentam contra os princípios da administração pública. Zarattini afirma que a ideia é restringir o enquadramento por improbidade a atos dolosos, ou seja, a situações em que esteja configurada a intenção de fazer mau uso do recurso público. “Mesmo quando causar um prejuízo à administração pública, tem que se comprovar o dolo”, defende.

Em meio à pandemia do coronavírus, por exemplo, os prefeitos que compraram respiradores com preço muito superior ao de mercado só responderiam por improbidade se ficar comprovada a intenção de causar danos ao erário ou provocar prejuízo. Outra mudança envolve a tramitação do processo. “Primeiro o Ministério Público tem que apresentar a denúncia, tem que ter comprovação. A gente colocou um prazo para isso, de 180 dias para apresentar a comprovação, prorrogáveis por mais 180 dias, a critério do juiz”.

Inicialmente, o prazo de prescrição dos processos havia sido acordado em cinco anos. Zarattini pretende ampliar para dez anos. Para o relator, as críticas de que as mudanças fragilizariam o combate à corrupção não são corretas. “Nós estamos focando a lei. A lei, hoje, permite uma série de desmandos de promotores, cria o chamado apagão da caneta, porque ordenadores de despesa têm medo de fazer o seu trabalho, preocupados se vão ou não ser acusados”, afirma.

O temor de integrantes do Ministério Público também abrange mudanças relacionadas à lei de lavagem de dinheiro e à criação de uma legislação de proteção de dados penais. O que assusta integrantes do MP é o fortalecimento do centrão e o alinhamento da cúpula da Câmara com o Planalto. A tentativa de aprovar a toque de caixa uma proposta de emenda à Constituição que aumentaria a proteção a mandatos de senadores e deputados é apontada como uma prova de que Lira não terá medo em pautar temas polêmicos –apesar de ter fracassado no caso da PEC da imunidade parlamentar.

Eles citam como outros motivos do receio os processos contra o líder do centrão e as críticas de Bolsonaro aos poderes de investigação de órgãos de controle devido à apuração contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), seu filho. A discussão dos dois temas está em fase mais embrionária, mas ministros e parlamentares afirmam reservadamente que a intenção da cúpula do Congresso é acelerar a tramitação das matérias neste ano para evitar debates polêmicos em 2022, ano eleitoral.

Após vencer o tema da improbidade, a ideia é acelerar os outros dois projetos. O de lavagem está em debate em um grupo da Câmara composto por advogados, membros do Judiciário e do Ministério Público. A discussão começou ano passado e audiências públicas expuseram a divisão sobre o tema.

Incentivado por parlamentares, advogados defenderam que o crime deve deixar de ser autônomo, o que significa dizer que a Justiça só teria poder de condenar alguém por lavagem caso já tenha dado uma condenação por outro crime antecedente, como corrupção. Na visão de promotores e procuradores, a medida limitaria a punição aos chamados crimes de colarinho branco. Associações de juízes e de representantes do MP afirmaram na Câmara que a mudança representaria um retrocesso. Nos bastidores, porém, uma ala do parlamento defende que as alterações são necessárias.

O mesmo ocorre em relação à criação de uma lei de proteção de dados para investigações criminais. O assunto ganhou força após o STF discutir o compartilhamento de dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) com o Ministério Público sem autorização judicial. O tema surgiu devido à investigação contra o Flávio Bolsonaro, alvo de um relatório do Coaf que apontou movimentação atípica em sua conta bancária, supostamente oriunda da prática da “rachadinha”.

O ministro Dias Toffoli chegou a dar um despacho vetando a transferência de dados entre os órgãos, mas o plenário da corte derrubou a decisão e autorizou o compartilhamento. Depois disso, porém, ganhou força a discussão sobre o Congresso impor regras para troca de informações entre órgãos de controle que não contam com a anuência da Justiça, pois muitas vezes envolvem dados sigilosos de investigados.

O temor de integrantes do MP, porém, é que a discussão seja usada para restringir demais a atuação dos órgãos de investigação. Promotores e procuradores afirmam que a medida pode botar em risco até o Disque 100, que recebe denúncias e serve de proteção a crianças e adolescentes. Isso porque, uma ideia que surgiu com força é impor a necessidade de autorização judicial para todo e qualquer tipo de compartilhamento de informação. Assim, as denúncias demorariam a ser repassadas à polícia, pois dependeriam do despacho de um juiz.

Houve críticas às propostas para amenizar a legislação e as divergências dentro do colegiado reduziram o ritmo de discussões. O anteprojeto de lei sobre proteção de dados pessoais com fins de segurança pública também teve reação negativa de policiais, que avaliaram que poderia travar investigações.

O texto, que será relatado por um deputado e tramitará como projeto de lei, tenta definir princípios e limites para o acesso a informações eletrônicas e para o uso de dados pelas forças de segurança pública e por setores da inteligência. A intenção é estabelecer como poderão ser usados em investigações e processos criminais.

O controle desses dados pessoais em investigações poderia ficar a cargo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em vez de ser centralizado pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Vocês leram este texto para falar que o projeto é do Bolsonaro?
    Óbvio que não.
    "O texto, de autoria do deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP), é fruto do trabalho de uma comissão de juristas formada pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "
    Então senhores esquerdopatas saibam que essa obra tem o dedo do canalha do nhonho e não do JB.

  2. Interessante…. basta ler o título da matéria para se saber de onde ela foi tirada "folhapress".

    Credibilidade zero.

  3. Ainda bem q nao tem mais o Rodrigo Maia na presidência, so assim para os projetos de interesse da nação avançarem. O que é improbidade administrativa?

  4. Eh a nova política talkei! O MINTOmaníaco era contra a corrupção e se dizia liberal mas na prática está acabando com as instituições e normas que combatem a corrupção e está sendo tão ou mais intervencionista que os governos do PT! Achando pouco, quer acabar com a LRF e liberar geral pra corrupção aumentar! Votar prisão em segunda instância nem ele nem o congresso querem né?! Pq será?!

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Economia

Falta de pagamento de contas de água e luz bate recorde em dezembro, diz Serasa

A inadimplência no pagamento de serviços básicos, como água e luz, bateu recorde em dezembro. Segundo a Serasa, o percentual foi de 23,6%, maior valor de toda a série histórica iniciada em janeiro de 2018. O número representa um aumento de 0,8 ponto percentual em um mês. Os calotes nessas contas cresceram mês a mês desde o início da pandemia, em março, quando começaram as medidas de restrição para conter a transmissão do vírus. De lá para cá, o índice cresceu 2,1 pontos percentuais.

Especialistas atribuem a alta à suspensão dos cortes desses serviços por falta de pagamento, medida adotada durante a pandemia de Covid-19 para evitar uma deterioração da situação das famílias, cujas finanças foram impactadas pela disseminação do vírus e pelas restrições à circulação promovidas para contê-lo.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), por exemplo, proibiu o corte do fornecimento de energia elétrica para consumidores de baixa renda inadimplentes até 31 de dezembro do ano passado. Para os demais, a determinação valeu entre março e agosto. No fornecimento de água, alguns estados e municípios proibiram cortes e flexibilizaram regras para quem não conseguiu honrar os compromissos.

O economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, diz acreditar que essa pode ser uma decisão racional do consumidor. “Pode ser uma forma de se financiar na pandemia, ter recursos em momento de incerteza. Se a pessoa perdeu renda e sabe que não terá o serviço cortado, ela pode optar por pagar outra conta”, afirma.

Para o pesquisador, antevendo o fim do auxílio emergencial, muitos podem ter guardado recursos, o que pode explicar a alta da inadimplência nas contas básicas no mês. “Além disso, dezembro não foi um mês tão gordo quanto costuma ser porque o 13º salário dos aposentados foi antecipado”, diz.

Segundo Neri, essas contas comprometem mais a renda dos mais pobres. “Os valores são mais importantes para quem ganha menos. A expectativa é de crescimento da pobreza com o fim do auxílio, o que deve piorar a situação”, diz Neri.

Em setembro, a parcela do benefício pago pelo governo aos mais pobres foi reduzida de R$ 600 para R$ 300. Em dezembro, o governo encerrou os pagamentos. O professor de economia da UnB (Universidade de Brasília), Roberto Piscitelli, também avalia que a suspensão dos cortes impactou a redução da inadimplência. “Nessas contas, a inadimplência é mais tolerável, com juros baixos e mesmo antes da pandemia havia um prazo para a interrupção dos serviços, não era imediato”, avalia.

Normalmente, o prazo para o corte do serviço por falta de pagamento é de 90 dias (3 meses). Outro fator que contribuiu com o aumento da inadimplência é a alta dos preços dos alimentos e combustíveis nos últimos meses. “A gasolina pressionou muito o orçamento, especialmente da classe média, no fim do ano passado e no início de 2021. Alimentos pesam mais na baixa renda”, aponta. Além disso, o mercado de trabalho ainda sofre com os impactos da crise. “Recuperou-se pouco da renda do trabalho. É uma situação crítica”, diz Neri.

Embora os calotes nas contas básicas tenham crescido, a inadimplência geral (considerando produtos financeiros e de crédito) diminuiu na pandemia. A falta de pagamentos com empréstimos e cartão de crédito, por exemplo, diminuiu 0,5 ponto entre novembro e dezembro e ficou em 27,3%, menor valor da série.

A queda pode ser explicada pelo auxílio emergencial e pelo freio no consumo —aqueles que não perderam renda gastaram menos tanto pelas incertezas quanto pelas restrições de mobilidade e guardaram recursos, o que também contribuiu para a diminuição dos calotes. Outros também aproveitaram para colocar as contas em dia.

Além disso, os bancos prorrogaram parcelas de empréstimos, o que evitou que muitos clientes ficassem com o nome sujo. “O auxílio emergencial promoveu uma espécie de saneamento nas contas dos brasileiros. As taxas de juros também caíram e o crédito ficou mais barato”, diz Piscitelli.

Em dezembro, segundo dados da Serasa, 61,4 milhões de pessoas estavam com o nome sujo, 3,4 milhões a menos que em março, quando o coronavírus chegou ao país. Apesar da queda, isso significa que quase 30% de toda a população brasileira tem dívida em atraso.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Contas de dezembro. Tinha ninguem proibido de trabalhar não. Talvez seja por causa da recuperação em V, do ministro banqueiro Guedes.

  2. A CULPA é de quem bota a polícia em cima e não deixa o povo trabalhar.
    Essas contas tem que ser PERDUADAS, ou leve no caso aqui do RN, pra governadoria e mande entregar a Fatão.
    O povo não deve.

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Economia

Inadimplência deve aumentar com auxílio menor e desemprego elevado

A redução do auxílio emergencial e o alto nível de desemprego no país devem trazer um aumento no número de calotes de pessoas físicas neste ano, afirmam executivos de bancos e birôs de crédito. Os grandes bancos de capital aberto (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) já reservaram mais de R$ 93 bilhões em provisões em 2020, um aumento de 52,9% em relação ao observado no ano anterior, como forma de se precaver diante desse cenário.

“Já existem sinais de alta da inadimplência. Um aumento [de atrasos] de 15 a 90 dias vai começar a impactar o índice nos próximos trimestres. Mas temos uma visão tranquila quanto a esse aumento porque ele já estava nos nossos radares”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em entrevista a jornalistas em fevereiro para comentar os resultados do banco.

“Ainda é difícil de projetar, há um grau de incerteza muito alto. Mas acredito que o pico da inadimplência se dará no quarto trimestre deste ano ou nos primeiros três meses de 2022. Ainda assim, acontecerá em patamares muito menores do que já vimos no passado”, afirmou o atual presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, também em teleconferência de resultados.

Segundo o economista da Boa Vista, Flavio Calife, a expectativa é que os primeiros sinais de um aumento dos calotes sejam sentidos entre março, abril e maio, momento em que o fim do auxílio emergencial do ano passado começará a pesar no orçamento familiar.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que o benefício deve ser retomado, mas com valores menores (entre R$ 150 e R$ 350). A princípio, a promessa era de que eles voltassem em março, mas atraso na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, aprovada no Senado na semana passada, deve levar a uma revisão do cronograma.

A demora de três meses entre o fim dos pagamentos do auxílio emergencial, em dezembro, e o começo da alta nos calotes acontece porque a dívida só é considerada inadimplente depois de 90 dias. Antes desse prazo, os credores consideram o débito como atrasado e tentam, por conta própria ou pela contratação de terceiros, reaver o pagamento via cobrança. “Talvez já no final de março começaremos a sentir um aumento de dívidas não pagas por parte dos consumidores. Muita gente aproveitou para consumir bens duráveis de maneira parcelada, usando o auxílio para pagar. Agora, além da extinção do benefício que já deixa a renda mais baixa, essa conta também começa a pesar no orçamento”, afirmou Calife.

Já em dezembro, dados de entidades que representam montadoras e distribuidoras de veículos apontaram que o benefício fez diferença na venda de carros, motos e caminhões em 2020, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. “A fragilidade financeira decorrente do fim do auxílio emergencial e da renda menor já chegou para os consumidores de baixa renda. Esses atrasos podem começar a expandir a depender de como a vacinação e o fluxo de renda se darão nos próximos meses”, afirmou o economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Nicola Tingas.

O momento ainda casa com as contas características de início de ano —como IPTU (Imposto Predial e Territorial e Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores)— e com um alto índice de desemprego no país. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o desemprego alcançou 13,4 milhões de pessoas considerando todo o ano de 2020.

O movimento, somado a um cenário de taxa básica de juros maior, pode aumentar os spreads bancários (diferença entre a taxa de captação e de empréstimos) e elevar o custo do crédito na ponta, para pessoas físicas e jurídicas. “A possibilidade de um aumento de calotes existe, mas não necessariamente diz respeito a uma inadimplência represada. Houve renegociações e postergações de crédito ao longo de 2020 e tudo isso se encaixou em uma nova esteira de pagamentos”, afirmou o presidente do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), Roque Pellizzaro Junior.

No início da pandemia, os bancos prorrogaram o prazo de pagamento de dívidas de empresas e pessoas físicas. A ação, junto a medidas como o auxílio e o lançamento de créditos com garantia do Tesouro, melhorou a condição de pagamento de devedores, impedindo uma explosão de novos atrasos e levando a inadimplência para níveis historicamente baixos.

O último relatório de crédito do Banco Central, divulgado no final de fevereiro, apontou que o índice de calotes total do sistema financeiro ficou em 2,1% em janeiro –0,8 ponto percentual menor do que o registrado em igual mês de 2020 e o menor patamar da série histórica.

O mesmo acontece nos níveis de inadimplência para pessoas físicas e jurídicas, que ficaram em 2,9% e 1,2% em janeiro, respectivamente, também os menores níveis da história para a categoria. A inadimplência das empresas, por sua vez, tende a ficar mais para frente, uma vez que os créditos tomados ao longo de 2020 tinham período de carência.

Assim, para pessoas jurídicas, a expectativa dos especialistas é que o efeito nas pessoas jurídicas comece a ser sentido no final de 2021 e início de 2022. O estoque total de crédito no Brasil, segundo o BC, ficou estável em janeiro na comparação com dezembro, em R$ 4,020 trilhões, equivalente a 54,1% do PIB (Produto Interno Bruto).

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