Bombeiros já atenderam 366 ocorrências de enxames de insetos na Grande Natal

Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN) atendeu somente no primeiro bimestre (janeiro e fevereiro) de 2020, 366 ocorrências de enxames de insetos em Natal e Região Metropolitana. Os dados foram divulgados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

Pensando na segurança da população, a Sessão Independente de Defesa Ambiental (SIDAM), que tem como principal objetivo garantir a segurança do meio ambiente, seja por combate a incêndios florestais, por captura de animais, e outros, recomenda os seguintes cuidados:

– Use roupas claras, pois as escuras atraem abelhas;

– Não grite, pois as abelhas são atraídas por ruídos;

– Evite movimentos bruscos e excessivos quando próximo a colmeias;

– Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo a colmeias;

– Afaste os animais domésticos do enxame, qualquer barulho que eles façam, poderá irritá-las e desencadear um ataque;

– Ao se deparar com um enxame de abelhas em deslocamento, abaixe-se e se perceber que será atacado, corra, preferencialmente em ziguezague;

– Ensine as crianças a se precaver e não matar as abelhas;

– Pessoas alérgicas a picada de insetos deve evitar caminhadas em áreas de mata;

– Caso seja alérgico a picadas, pergunte ao seu médico o que fazer;

– Caso alguém seja picado, é importante que faça a remoção imediata dos ferrões, pois eles continuam liberando o veneno;

– Em casos de formação de colmeias em residências, o proprietário deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Lá vem a taxa de abelha…

É fake que Mourão escreveu texto que compara políticos e artistas a insetos

O texto na verdade foi escrito por Felipe Fiamenghi, colunista do Jornal da Cidade OnLine Foto: Reprodução

Circula pelas redes sociais uma mensagem que atribui ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, a autoria do texto “Agradecimento aos insetos do Brasil”, feito em defesa do governo Bolsonaro, com críticas e ironias a artistas, estudantes, imprensa e políticos. O texto não foi escrito por Mourão. A mensagem, portanto, é #FAKE.

O texto foi escrito por Felipe Fiamenghi, colunista do Jornal da Cidade OnLine. Ele diz que é o autor do post original. A versão publicada por ele em 27 de dezembro de 2018 no Facebook, aliás, menciona: “Eu não podia deixar que 2018 acabasse”. A versão atual, porém, altera o ano para 2019 e tem sido divulgada ao lado de fotos do vice-presidente.

“Infelizmente, temos desonestos em todos os lugares, inclusive na direita. Não foram os primeiros nem serão os últimos a fazer isso. Já fui plagiado por blogueiros, youtubers, anônimos… É a desonestidade intelectual daqueles que juram combater a corrupção, cometendo corrupções cotidianas.”

A assessoria de Mourão também diz que a mensagem é “fake”.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Silvio disse:

    São os bolsonaristas querendo queimar Mourão

Consumo de insetos é tendência e você já pode estar participando sem saber

Mais expostos ou disfarçados em pratos, os insetos devem se tornar, cada vez mais, uma parte da alimentação das pessoas Foto: Rossano Linassi / Divulgação

Quem nunca sentiu medo ou nojo ao ver um inseto? Da barata à borboleta, esse grupo de animais não faz parte da alimentação de boa parte da população do Brasil. Mas o que está por trás dessa aversão? E, afinal, quais são as vantagens de se consumir insetos, na chamada entomofagia?

Primeiramente, é importante destacar que os insetos que vemos no nosso cotidiano não devem ser iguais aos que consumimos. O chef Rossano Linassi explica que, quando produzidos para consumo, os insetos são criados em cativeiro, em condições especiais.

“O maior cuidado é impedir que [os insetos] saiam e outros entrem, com barreiras físicas”, explica Linassi. Esse bloqueio é essencial, pois impede que insetos do ambiente externo, possivelmente com doenças, contaminem os do ambiente especial.

Além disso, os insetos recebem como alimentação trigo, aveia, frutas e legumes. Os ambientes de criação também têm controle de temperatura e umidade. Segundo Linassi, a criação é tranquila, mas ainda não é barata. “As criações são pequenas e direcionadas para produção de ração. A produção pequena impacta no preço do quilo [de inseto], tornando-o mais caro. Isso ocorre por ter poucos produtores grandes e uma produção mais manual”, destaca o chef.

Atualmente não há nenhuma lei que proíba o consumo de insetos por humanos no Brasil, mas também não há uma legislação específica sobre o assunto. No geral, a maior parte dos criadores volta-se para a produção de ração, devido à baixa demanda por parte de consumidores humanos.

Casé Oliveira, chef de cozinha e presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Insetos (Asbraci), explica que, como qualquer outro alimento, os insetos ficam sujeitos a leis de padrão de qualidade e boas práticas de manipulação. Quando usados em restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, a fiscalização da qualidade dos insetos fica a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já quando os insetos são usados como componentes de alimentos industrializados, prática mais comum do que imaginamos, o produto, e toda sua composição, é enviado à Anvisa e analisado. “Essa comprovação é uma obrigação do fabricante que deve apresentar à Anvisa um dossiê técnico-científico com as informações necessárias para a avaliação, incluindo dados de avaliação toxicológica e potencial alergênico”, explica a Anvisa em nota enviada para o E+.

“Hoje comemos [insetos] de forma involuntária, não sabemos que está na composição”, explica Casé Oliveira, se referindo aos alimentos industrializados. Dentre os alimentos que podem possuir insetos na composição, Oliveira destaca: “Todos os produtos industrializados com corantes orgânicos de cor rosa, vinho ou púrpura, têm o corante carmim, feito de inseto. Em suco de caixinha é muito usado. [Insetos] Já estão no nosso dia a dia, como na maquiagem por exemplo”.

Na opinião do chef, um ponto importante é sempre olhar os rótulos dos produtos que estamos comprando, entretanto não é incomum que empresas tentem mascarar a presença de insetos, substituindo o nome dos animais pela classificação técnica dos componentes.

Os benefícios de incluir insetos na alimentação

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Com número de ocorrências elevadas em Natal e região, Corpo de Bombeiros orienta população sobre capturas de insetos

FOTO: CBMRN/ASSECOM/RN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) já atendeu de janeiro à agosto de 2019, mais de 860 ocorrências de capturas de insetos somente em Natal e região. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

De acordo com os dados, somente em agosto foram atendidas 144 ocorrências. “É comum o número alto diante do aumento da temperatura associado aos desmatamentos e à ocorrência de queimadas. Isto tudo influencia o deslocamento dos enxames e até no número de insetos nas colmeias”, disse o major João Eduardo.

Ainda segundo ele, é importante que a população chame sempre os bombeiros para evitar ataques. “Todo bombeiro recebe treinamento de salvamentos terrestres, incluindo a capacitação na captura de insetos; alguns treinamentos são específicos para a capacitação da técnica”, explica.

Cuidados

O CBMRN orienta à população para evitar movimentos bruscos e excessivos ao perceber a presença de enxames. É preciso fazer silêncio, porque as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos. Examinar a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados ajuda na prevenção de acidentes com os insetos. Caso ocorra o ataque, a vítima tem de proteger o pescoço e o rosto das picadas. As pessoas alérgicas à picada devem evitar caminhadas em áreas de mata e procurar orientações médicas.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Vem aí a "Taxa de Abelha". Podemos ficar certos.

Insetos estão desaparecendo rapidamente do planeta, diz estudo

BORBOLETA LEPIDOPTERA – ORDEM É UMA DAS MAIS AFETADAS PELA EXTINÇÃO (FOTO: PIXABAY/MICHAELEMP/CREATIVE COMMONS)

Os insetos são os animais mais abundantes no planeta Terra, com cerca de 30 milhões de espécies existentes. Eles têm papel fundamental nas cadeias alimentares e nos ecossistemas. E uma nova pesquisa traz um dado alarmante: eles estão desaparecendo rapidamente em algumas partes do mundo.

A biomassa – peso estimado de todos os insetos na Terra – está caindo em aproximadamente 2,5% por ano. “O ritmo das atuais extinções de insetos supera a dos vertebrados”, escreveram cientistas na em uma revisão de artigos publicados nos últimos 40 anos sobre o declínio populacional de insetos. O resultado foi divulgado no periódico Biological Conservation.

De acordo com o relatório, até 40% de todas as espécies podem estar ameaçadas nas próximas décadas. E cerca de 41% registraram declínios populacionais nos últimos dez anos. A maioria dos dados foi obtida a partir de estudos realizados na Europa e na América do Norte. No entanto, muitas espécies de insetos vivem nos trópicos – onde outras ainda estão sendo descobertas, e não há registros suficientes para pesquisas.

Vida de inseto

Segundo o estudo, borboletas e mariposas da ordem Lepidoptera, são algumas das mais atingidas: 53% tiveram números populacionais em declínio. Isso é preocupante, pois as borboletas, que são muito sensíveis às mudanças na paisagem e nas fontes de alimentação, indicam como está a saúde do meio ambiente.

Cerca de 50% das espécies de Orthoptera (gafanhotos e grilos, alimentos para uma enorme variedade de animais) também estão em declínio. Além disso, 40% das espécies de abelhas são listadas como vulneráveis ​​à extinção, assim como a maioria das espécies de escaravelhos.

O que também é preocupante é que as perdas parecem impactar insetos “especialistas”, que ocupam um pequeno nicho em um ecossistema, e “generalistas”, que são mais adaptáveis e podem mudar facilmente de ambientes e fontes de alimentos. “Isso sugere que as causas do declínio de insetos não estão vinculadas a habitats particulares, mas afetam traços comuns compartilhados entre todos os insetos”, indicaram os pesquisadores.

Interação com humanos

Os pesquisadores descrevem quatro problemas globais que levam à extinção de insetos: perda de habitat como resultado do desenvolvimento humano, desmatamento e expansão da agricultura; poluição, particularmente via pesticidas, fertilizantes e resíduos industriais; parasitas e patógenos – como os vírus que atacam as abelhas – e espécies invasoras; e alterações climáticas. Em resumo, atividade humana é a culpada.

“A restauração de habitat, junto com uma redução drástica nos insumos agroquímicos e ‘redesenho’ agrícola, é provavelmente a maneira mais eficaz de deter novos declínios”, afirmaram os cientistas. Neste caso, o redesenho é tornar as propriedades agrícolas mais habitáveis para os insetos nativos.

O uso de pesticidas também precisa diminuir drasticamente. “A menos que mudemos nossas formas de produzir alimentos, os insetos irão seguir o caminho da extinção em algumas décadas.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Eita, quer dizer que os petistas desaparecerão?
    Que coisa… Sentiremos saudades. SQN.

Insetos podem ajudar a combater a fome, diz ONU

Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta segunda-feira (13) destacou a importância do papel dos insetos comestíveis na luta contra a fome no mundo.

O estudo, conduzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estimou que 2 bilhões de pessoas no planeta já complementam suas dietas com insetos, tais como besouros, gafanhotos e formigas.

A FAO acrescenta que a criação de insetos em escala industrial poderia contribuir para a segurança alimentar mundial. Esses animais são altamente nutritivos e fáceis de reproduzir, além de poderem ser usados como alimentos para peixes e gado.

O relatório, no entanto, destaca que a repugnância de muitos consumidores, especialmente de países ocidentais, constitui uma barreira para a inclusão deste tipo de alimento na dieta global.

Da Agência Brasil