Varejo pode deixar de faturar R$ 7,6 bi por causa de feriados

Com feriados e fins de semana prolongados, supermercados podem perder este ano R$ 1,93 bilhão, diz Fecomércio Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por conta dos feriados nacionais, o varejo brasileiro pode deixar de faturar R$ 7,6 bilhões em 2019. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP).

O montante, no entanto, representa apenas 0,4% de tudo o que o varejo fatura em um ano ou representa um dia e meio do comércio completamente fechado.

Segundo a entidade, esse valor é 32% inferior ao estimado em 2018 – R$ 11,2 bilhões – porque este ano haverá menos feriados e fins de semana prolongados.

No ano passado foram 15 dias entre feriados e fins de semana prolongados. Este ano serão dez dias. Nessa conta foram desconsiderados os feriados municipais e estaduais.

O setor que deve ser mais prejudicado com os feriados este ano é o de outras atividades (combustíveis, joias e relógios e artigos de papelaria, entre outros), que pode perder R$ 3,6 bilhões em 2019, segundo a Fecomércio.

Já a atividade de supermercados pode perder R$ 1,93 bilhão; a de farmácias e perfumarias R$ 1,1 bilhão; a de vestuário, tecidos e calçados R$ 801 milhões e a de móveis e decoração, R$ 620 milhões.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo Barbosa disse:

    Essa ruma de feriado, imprensado e facultativos só existem no Brasil. Mais uma jabuticaba.

  2. Rosbon Levy disse:

    Que título cata-click do c…

Varejo usa exemplo do RN para justificar quando não deve investir

Antonio Carlos Pipponzi (presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) concedeu entrevista à Folha neste domingo para falar de economia e política num geral.

Ao analisar expansões no Brasil, foi indagado sobre como a violência afeta os negócios. E foi taxativo, revelando que há ainda mais cautela antes de investir em territórios arenosos.

“A gente tem de fazer um desabafo. Passamos situações complicadas no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, na Bahia e no Rio Grande do Norte, como fechar as lojas mais cedo. Sofremos com as greves de polícia. O que acontece quando o Estado não controla a segurança? O comércio tem que fechar as portas”, disse ele.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Admilson disse:

    Que injustiça! Esse senhor sabe que nós temos o "governo da segurança"?

  2. Indignado disse:

    Falou a verdade.
    A primeira função do estado, aquela para a qual foi criado e prover segurança, o resto foi agregado depois.
    Se não consegue o básico…

  3. André NASCIMENTO disse:

    O comerciante também estoca impostos em suas prateleiras…

  4. Alves disse:

    Ele esqueceu de comentar, sobre as altas cargas tributárias que os governos cobram, desestimulando o empreendedorismo.

IBGE divulga movimentação do varejo no RN

Dados divulgados nesta terça-feira, 15, pelo IBGE mostram que o varejo restrito do RN cresceu 2,1%, em relação ao mês de maio. Quando comparado com o mesmo período de 2016, esse percentual sobe para 2,2%. Um acúmulo de -1,3% no ano e -5,3%, nos últimos 12 meses.

Já o varejo ampliado registrou em junho deste ano queda de 0,5% sobre junho do ano passado. No ano acumula queda de -4,3% e de -6,9% em 12 meses. No segundo trimestre de 2017 o varejo restrito do RN recuou -0,5% em relação ao primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal.

Amanhã serão divulgados dados do setor de serviços e na quinta-feira sairão os dados do mercado de trabalho.

Primeiro semestre de 2015 registra pior resultado para o comércio nos últimos anos

A crise financeira enfrentada pelo país já é sentida diretamente no comércio. Os seis primeiros meses desse ano foram os piores para o setor desde 2011, segundo dados do IBGE. Pior, foi o primeiro ano em que houve retração no balanço do primeiro semestre.

Em 2011, o comércio varejista registrou um crescimento de 7,55%. No ano seguinte, um novo crescimento de 5,18%. Em 2013, o maior crescimento da economia no setor do comércio varejista com 9,37%. No ano passado, os seis primeiros meses registraram um crescimento de 3,20%. Agora, em 2015, houve uma queda -1,90%.

E apesar do otimismo do setor, os números continuam sendo desfavoráveis. O mês de julho registrou uma queda de 3,4%. Puxando a parcial anual para -2,11%.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. SINESIO FILHO disse:

    Isso é mentira das zelites golpistas….. O Brasil esta uma maravilha., segundo Dilmalvadesa e tem alienados que acreditam nela.KKKKK

Vendas no varejo potiguar registram queda de 3,4% em julho

Nem mesmo a base de comparação baixa (em julho do ano passado, as vendas registraram queda de 1,8%) foi suficiente para levar o varejo potiguar a emplacar um saldo positivo de vendas em julho. Segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta quarta-feira, 16, o Comércio Varejista Ampliado do RN teve queda de 3,4% nas vendas no sétimo mês do ano. Com isso, o acumulado do ano já atinge retração de 2,1%. Os dados potiguares, no entanto, ainda são melhores que as médias nacionais, que ficaram em -6,8% em julho e -6,5% no acumulado do ano.

Entre os dados do IBGE, chama atenção o fato de que quando se toma o “Comércio Varejista” – que exclui os setores de Automóveis e Materiais de Construção – a retração das vendas no RN é menor (-2,4% em julho e -1,0% no acumulado do ano), o que aponta para o fato de que estes dois segmentos estão sentindo mais fortemente o impacto das turbulências econômicas.

“Infelizmente estes números eram esperados. Tínhamos uma leve esperança de que pudéssemos ter pelo menos uma estabilidade. Mas a queda é real. E a análise mais detida dos segmentos mostra que os primeiros a sofrer de forma mais contundente com a retração das vendas são aqueles que dependem diretamente do crédito ao consumidor. Claro, com taxas de juros estratosféricas, crédito escasso e endividamento em alta, é natural que o consumidor fique mais cauteloso”, afirma o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte, Marcelo Fernandes de Queiroz.

Vale ressaltar que, em média, cada ponto percentual de vendas do varejo potiguar representa algo em torno de R$ 13,7 milhões por mês, o que quer dizer que somente em julho, o segmento deixou de faturar cerca de R$ 42,5 milhões.

Sobre o fato de o RN ainda conseguir manter um desempenho acima da média nacional, o presidente da Fecomércio credita grande parte desse comportamento ao desempenho do setor de turismo. “Trata-se de um segmento com grande reflexos na economia potiguar e que, felizmente, tem vivenciado um momento de retomada. Longe do ideal, ainda, mas que pode ser comemorado e, sim, já impacta nas vendas do nosso comércio”, diz Queiroz.

Contratação de temporários pode 'salvar' o ano do varejo

A contratação de temporários para o fim de ano pode tirar do vermelho o saldo da geração de postos de trabalho no comércio acumulado no 1º semestre. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta que 130,6 mil temporários serão admitidos neste fim de ano, ante 129,4 mil em 2013.

“O fator sazonal vai impedir que o emprego no comércio feche o ano com saldo líquido negativo na geração de vagas. Se o Natal fosse abolido, o comércio encerraria no vermelho”, diz o economista da CNC, Fábio Bentes, responsável pelas contas.

Para o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, o número de homologações que passam pelo sindicato atualmente só não é maior porque os varejistas estão no limiar das contratações para o fim de ano. Diante da queda nas vendas em julho, eles teriam argumentos para demitir mais. Mas enxergam a possibilidade de ampliar os negócios no fim do ano por questões sazonais e acabam segurando a mão de obra, explica o sindicalista.

Bentes, da CNC, observa que as vendas no comércio estão desacelerando ano a ano e reduzindo o grande descolamento do varejo em relação aos demais setores da economia que existiu anos atrás. No 1º semestre deste ano, as vendas do comércio ampliado devem ter avançado 2,3%, enquanto o crescimento no mesmo período de 2013 tinha sido de 3,6% e no 1º semestre de 2012, de 7,7%.

Natal

Para o Natal, Bentes espera crescimento de 4% no volume de vendas e 0,9% no emprego temporário. Em 2012 e 2013, os números eram mais expressivos, com alta de 8,1% e 5,1% nas vendas e de 3 2% e de 2,1% nos temporários, respectivamente.

Bentes lembra que, entre setembro e novembro, o comércio sempre contrata muito e as vagas abertas nesse período respondem pela metade dos postos de trabalho gerados no ano. Pelas suas contas, se as projeções de temporários se confirmarem, entre admissões e demissões, o comércio terá em 2014 um saldo líquido de 99 mil postos, o pior resultado anual em pelo menos sete anos. “Tínhamos uma geração líquida anual de vagas no comércio acima 200 mil até 2012”, compara.

Apesar da desaceleração do crescimento do emprego no comércio, Bentes ressalta que o nível de atividade do setor está melhor comparativamente ao de outros segmentos, o que permite ganho real de salário maior do que o restante da economia. Nas suas contas, no 1º semestre deste ano, o ganho médio do salário real do emprego com carteira assinada no comércio foi de 2,6%, ante 2 1% no mercado formal da economia como um todo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: Estadão Conteúdo

Comércio potiguar emplaca boa alta de vendas em maio

Os números das vendas do comércio potiguar em maio ficaram dentro das boas perspectivas do empresariado, projetadas em abril. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira, 11.07, pelo IBGE, o RN registrou aumentos de 7% e 6,9%, respectivamente para os varejos Restrito e Ampliado, este último que contempla os segmentos de Materiais de Construção e de Automóveis. As médias nacionais ficaram em 8,2% no Restrito e 4,2% no Ampliado.

No acumulado do ano, o Varejo Ampliado potiguar emplaca alta de 3,6%. Já o Varejo Restrito tem um desempenho um pouco melhor, com alta de 4,3% no mesmo período. No caso do Varejo Ampliado, o desempenho do Rio Grande do Norte no mês ficou acima da média nacional e foi o terceiro melhor do Nordeste, atrás apenas do Piauí (13,4%) e Alagoas (9,9%).

“Os números deixam duas coisas bem claras para explicar esta retomada do varejo potiguar. A primeira é que os segmentos de Automóveis e Materiais de Construção, ambos na esteira dos incentivos fiscais – sobretudo a redução de IPI para os carros zero – puxaram o desempenho geral do comércio potiguar para cima. A segunda é que o Dia das Mães continua sendo uma data de grande apelo comercial, já que o Varejo Restrito, no qual se insere o leque de itens mais procurados pelos consumidores naquela data, também teve um desempenho bastante animador em maio. E vale ressaltar que o crescimento que vimos agora se deu sobre uma alta bastante significativa que tivemos em 2011. No ano passado, as vendas de maio, no Varejo Ampliado, cresceram 11,1% no RN, um dos melhores resultados do ano”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz.

O empresário afirma que, para junho, os números devem seguir em alta. “No Nordeste, o mês de junho tem um apelo extra que são as festas juninas, além do Dia dos Namorados. Ambas as datas impactam muito bem no Comércio e também nos Serviços. Além disso, os dados de maio ainda não trazem o reflexo da maior oferta de crédito, frutodas medidas mais recentes do governo federal. Tudo isso deve concorrer para bons números no último mês do primeiro semestre. Com isso, poderemos esperar que a média dos seis primeiros meses de 2012 chegue próxima dos 5% (hoje ela está em 2,9%)”, diz ele.

Já para o segundo semestre, o empresário prefere aguardar um pouco mais antes de fazer qualquer previsão. “Depende de diversos fatores. É preciso acompanhar como vai evoluir a questão da inadimplência, que é uma espécie de efeito colateral da maior oferta de crédito, e também precisamos verificar os números do movimento turístico no estado durante esta meia estação, agora em julho. A efetivação dos investimentos públicos nas obras estruturantes visando a Copa de 2014 também é fundamental para que os números das vendas decolem”, ressalta Queiroz.