Enquete põe Lula e Demóstenes entre os mais corruptos de 2012

Lula e Demóstenes Torres aparecem em lista de mais corruptos de 2012 Foto: Michel Filho / Givaldo Barbosa / O Globo
 

 Assim como o cinema, com o “Framboesa de Ouro”, a política nacional também tem uma premiação para os piores do ano: o “Troféu Algemas de Ouro” destaca as personalidades acusadas de corrupção, citadas em voto aberto na internet. Em sua segunda concorrida edição, nomes como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e do empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções, estão entre os mais votados. Os três estão envolvidos em dois episódios que marcaram a cena política em 2012: o julgamento do mensalão e a CPI do Cachoeira, que investigou o envolvimento de políticos e empresários com o bicheiro.

O concurso está na reta final. Usuários do Facebook têm até o dia 15 para eleger a personalidade mais corrupta de 2012. Para votar, basta acessar a página neste link.

Campeão isolado de 2011, com 60% dos 7 mil votos, o senador José Sarney ficou de fora da lista deste ano. Segundo a organização da disputa, a decisão foi tomada para estabelecer uma briga “mais equilibrada”, como pediram os próprios internautas. Mesmo assim, Sarney não será esquecido: ele será “homenageado” como hors concours.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Roberto disse:

    Pena que esta enquete não chegue aos "grotões"redutos do maior programa
    de compra de votos dos PTralhas,pois os que estão "mamando"no poder es-
    tão c…… e andando.Quanto a "nosotros"resta pagar a conta da bandalheira.

Colegas do MP pedem o ‘afastamento’ de Demóstenes

Um grupo de 80 promotores e procuradores de Goiás decidiu protocolar no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Púbico) um pedido de afastamento de Demóstenes Torres de suas funções. Depois que teve o mandato de senador cassado, ele retomou a rotina de promotor de Justiça em Goiás. Os colegas acham que o cargo não orna com a condição de Demóstenes, que ainda responde a processo judicial por seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O repórter Vinicius Sassine informa que a petição dará entrada no CNMP nesta segunda-feira (27). Pede-se no texto: abertura de investigação administrativa contra Demóstenes, suspensão do exercício funcional e afastamento cautelar do ex-senador do cargo. Por ora, Demóstenes despacha como se nada lhe houvesse sucedido. Entre outros casos, opinou em ações cujos réus são um batedor de carteira e um vendedor de drogas para morador de rua.

Fonte: Josias de Souza

 

Demóstenes reassume cargo oficialmente hoje em Promotoria de Goiás

O senador cassado Demóstenes Torres reassumiu nesta sexta-feira (20) oficialmente o cargo de procurador criminal no Ministério Público de Goiás. O ex-senador havia retomado a função no dia 13 de julho, mas pediu um abono de cinco dias para interesses pessoais –e só efetivamente recomeçou a atuar como procurador hoje.

O trabalho de Demóstenes no Ministério Público é questionado pela Corregedoria-Geral do órgão, que instaurou reclamação disciplinar para apurar eventual falta funcional decorrente dos áudios divulgados da Operação Monte Carlo – pela qual foi flagrado em sucessivas conversas com o empresário Carlinhos Cachoeira.

Ao final da apuração da corregedoria, ele pode vir a ser expulso do órgão. Segundo o Ministério Público, o procedimento tem caráter sigiloso e “visa a coleta criteriosa de elementos seguros para delimitar o objeto da apuração”.

Foram solicitados documentos ao Senado Federal e à Procuradoria-Geral da República para apurar se Demóstenes agiu em favor da organização criminosa comandada por Cachoeira.

O ex-líder do DEM no Senado chegou à sede do Ministério Público sem dar declarações à imprensa e seguiu para 27ª Procuradoria de Justiça em Goiás, onde permanece isolado trabalhando. Demóstenes estava licenciado da procuradoria desde 1999, no início de sua carreira política.

Ele dará expediente em uma sala no terceiro andar do edifício-sede do Ministério Público e terá à sua disposição dois assessores diretos.

O salário base de um procurador do Estado é de R$ 24,1 mil, o que lhe renderá mensalmente cerca de R$ 22 mil brutos mensais.

O ex-líder da bancada do DEM perdeu o mandato por 56 votos contra 19. Mesmo voltando ao cargo de procurador e tendo tido o mandato cassado, ele continuará a ter um plano de saúde vitalício do Senado.

O benefício é pago a todos ex-congressistas que ocuparam o cargo por ao menos 180 dias –Demóstenes esteve na Casa por nove anos.

O plano cobre despesas médicas, odontológicas, psicológicas e de fisioterapia. Seu limite é de cerca de R$ 32 mil por ano.

 

GABRIELA GUERREIRO, da Folha de São Paulo

 

De licença, Demóstenes pensa em entrar com recurso no STF para reverter cassação

Além de reordenar a mudança de Brasília e se preparar para reassumir a função de procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás (MP), nos cinco dias que tem de licença, o ex-senador Demóstenes Torres estuda um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação de que ele tentará anular as provas circulou nos bastidores do MP de Goiás nesta sexta-feira, 13. Para Demóstenes, as interceptações da PF “não podem ser consideradas provas legais”.

Embora seja uma figura conhecida, não há informações sobre o seu paradeiro. De concreto, sabe-se que não está no apartamento no Setor Oeste, em Brasília. Com área de 701,598 m2, onde mora com sua mulher Flávia, o imóvel tem sacadas, suítes, biblioteca, louceiro e quatro vagas na garagem e custou R$ 1,2 milhão. Segundo Demóstenes, é o único patrimônio que possui e ainda resta uma dívida de R$ 800 mil junto ao Banco do Brasil.

No MP de Goiás, as investigações sobre Demóstenes têm caráter independente e não podem sofrer influência de Benedito Torres, irmão do senador cassado e atual procurador-geral do Ministério Público de Goiás.

Benedito Torres.

A escolha de Benedito Xavier Torres, irmão de Demóstenes, para o cargo de procurador-geral do MP é um capítulo à parte na vida dos Torres. Entre quatro candidatos, Benedito venceu a disputa por meio de eleição com 150 votos de vantagem sobre o segundo colocado, mas quem decidiu o nome de Benedito foi o governador Marconi Perillo (PSDB). “É claro que o Demóstenes exerceu uma grande influência na disputa”, disse ao Estado um dos promotores derrotado na disputa.

“Na verdade, e apesar do desastre dele (Demóstenes) no Senado Federal, o MP ganhou impulso após 1994, quando (Benedito) assumiu como procurador-geral de Justiça. Isso influiu na decisão de muitos na hora do voto tríplice que escolheu o Benedito”, afirmou.

Fonte: Estadão

Demóstenes reassume cargo no MP e de cara tem direito a três licenças-prêmio e R$ 200 mil

Demóstenes foi cassado na quarta-feira,11, e na quinta-feira reassumiu seu cargo no MP de Goiás - André Dusek/AEApós ser cassado pelo plenário do Senado na última quarta-feira, 11, Demóstenes Torres reassumiu na quinta-feira suas funções de procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás. Com a volta ao cargo, ele poderá agora solicitar três licenças-prêmio, num total de R$ 200 mil, mais o salário de R$ 24,2 mil.

São procedimentos de praxe, segundo promotores e procuradores ouvidos pelo Estado. No caso específico de Demóstenes, quem decidirá se ele receberá ou não as licenças-prêmio será o seu irmão Benedito Torres, que ocupa o cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual de Goiás.

Demóstenes precisou de cerca de 10 minutos, o tempo em que permaneceu na sala 306 do 3.º andar do edifício-sede, para confirmar o retorno ao trabalho no Ministério Público.

Ele poderá solicitar a ajuda financeira especial por meio da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), um pagamento legal em porções somadas ao salário, que podem variar de R$ 5 mil a R$ 10 mil ao mês.

A PAE foi aprovada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM) com o objetivo de restabelecer o equilíbrio entre os salários dos poderes Legislativo e Judiciário.

Na rápida passagem pelo órgão, o senador cassado driblou a imprensa que o aguardava na porta do prédio da instituição e não deu entrevistas.

Demóstenes estava licenciado desde 1999, quando deixou o MP para ocupar o cargo de secretário de Segurança Pública e Justiça de Goiás. Em 2002 ele foi eleito pela primeira vez para uma vaga de senador pelo PFL (ex-DEM). Em 2010, foi reeleito. Sua cassação foi publicada ontem pelo Diário Oficial da União (DOU). Com a cassação, Demóstenes teve seus direitos políticos suspensos por oito anos – a contar do fim do mandato parlamentar, que se encerraria em 2019 -, ficando inelegível até 2027.

Procedimento. A Corregedoria do MP goiano instaurou procedimento disciplinar para apurar “eventual falta funcional” de Demóstenes. O processo foi instaurado pelo corregedor-geral do órgão, Aylton Flávio Vechi, que já saiu de recesso.

No Ministério Público, com 300 funcionários, entre promotores e procuradores, há três linhas de avaliação sobre o futuro do senador cassado no órgão. Na primeira, ele será destituído. Na segunda será mantido. Na terceira ganhará uma advertência mas seguirá como procurador de Justiça. Demóstenes já anunciou que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar recuperar o mandato de senador, alengando que as provas foram obtidas ilegalmente.

A reportagem solicitou ontem à assessoria de imprensa do MP informações oficiais sobre os benefícios a que Demóstenes terá direito, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição.

Fonte: Estadão

Suplente que levou chifre de Cachoeira assume a vaga de Demóstenes

Parece história de novela mexicana, mas não é. Demóstenes Torres teve o mandato de senador cassado. Em seu lugar vai assumir o humorado suplente Wilder Pedro de Morais, megaempresário do setor de construção civil em Goiás e secretário estadual de Infraestrutura.

Mas você, caro leitor, se pergunta: “E qual o motivo da novela mexicana?”. Simples: Ele foi traído pela ex-mulher Andressa Mendonça com o principal responsável por todo o escândalo que envolvia o nome de Demóstenes, o contraventor e bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Wilder é ex-marido e pai dos dois filhos de Andressa Mendonça. Hoje, ela é a atual mulher do bicheiro que ganhou título de “musa da CPI” e que foi sondada para posar nua em uma revista masculina.

Mas o empresário que foi chamado para ser suplente de Demóstenes por ser um dos homens mais ricos de Goiás brinca com a situação. Ele prefere levar com bom humor a própria desgraça da fama de marido traído. Quando perguntado por um assessor se tinha ou não algum negócio em sociedade com Cachoeira, porque isso apareceria na CPI, ele respondeu: “Como assim? É lógico que somos sócios. Sou sócio involuntário do Cachoeira na mulher!”.

A declaração veio após a divulgação de uma nota do jornalista Jorge Bastos Moreno, na coluna ‘Nhem Nhem Nhem’, do jornal O Globo, informando a traição. “Wilder nunca poderá alegar que não recebeu nada do bicheiro. Está na testa”, disse a nota.

Relatores defendem cassação de Demóstenes por "ferir de morte" a ética

Relatores do caso de Demóstenes Torres (sem partido-GO) defenderam a cassação do senador nesta quarta-feira e afirmaram que o colega teve conduta incompatível com seu mandato, “ferindo de morte” a dignidade do cargo e a ética.

Os senadores decidem nesta quarta-feira, por voto secreto, se cassam o mandato e os direitos políticos de Demóstenes, suspeito de envolvimento com Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de chefiar uma rede de jogos ilegais.

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator do caso no Conselho de Ética e primeiro a falar a um plenário cheio –78 senadores já haviam registrado presença até as 11h –, afirmou que o senador cometeu irregularidades “graves” e pediu aos colegas que não se deixem levar pelo “corporativismo” na votação desta quarta-feira.

“O senador praticou irregularidades graves no desempenho de seu mandato”, disse. “Abusou de prerrogativas asseguradas a membros do Congresso Nacional”, declarou.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), que relatou o caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, usou seu discurso para ressaltar que o rito legal foi respeitado e que Demóstenes teve ampla chance de defesa durante o processo.

“O senador adotou conduta incompatível com o decoro parlamentar, ferindo de morte a dignidade do cargo e a ética que se impõe”, afirmou.

Enquanto os relatores discursavam, Demóstenes permaneceu no plenário, sentado ao lado de seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro.

Denúncias com base em interceptações telefônicas da Polícia Federal sugerem que Demóstenes teria usado sua influência e poder como senador para favorecer o suposto contraventor. Há suspeitas de que o senador teria vazado informações sigilosas sobre operações policiais a Cachoeira.

Questionado sobre isso quando o processo por quebra de decoro ainda tramitava no Conselho de Ética do Senado, Demóstenes afirmou que estava “jogando verde” com Cachoeira, para saber se o amigo ainda estava envolvido com a contravenção.

“Essa é uma ação temerária, e que não corresponde com o exercício do mandato parlamentar”, afirmou Costa.

Na ocasião, o senador admitiu ainda ter utilizado um aparelho de telefone e rádio fornecido por Cachoeira para manter contato com Demóstenes.

Logo no início da sessão, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), lembrou os senadores que o voto é secreto e “assim deve permanecer”.

Demóstenes Torres vai ser cassado hoje no plenário do Senado

O Senado decide hoje, em sessão aberta, se cassa o mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que pode se tornar o segundo parlamentar, em 188 anos de história, a ser excluído da Casa pelos próprios colegas.

Um dos principais líderes da chamada “bancada ética” do Senado, Demóstenes foi flagrado em escutas pela Polícia Federal em situações que sugerem o uso do cargo em benefício do suposto esquema criminoso comandado por Carlinhos Cachoeira.

Além disso, é acusado de ter mentido em plenário quando disse que somente mantinha relação de amizade com o empresário.

Até hoje o Senado só cassou o mandato de Luiz Estevão (DF), em 2000, no escândalo de desvio de recursos das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

PLACAR

Se for cassado, o ex-líder do DEM ficará inelegível até 2027 (oito após o término da legislatura para o qual foi eleito), quando terá 66 anos.

Entre os senadores, o clima é o de que a cassação de Demóstenes é inevitável. À Folha de São Paulo, 52 dos 81 senadores disseram que votarão pela punição –são necessários 41.

Apesar de o voto ser secreto, a sessão de hoje será aberta e vai ser transmitida ao vivo pela TV Senado. As galerias do plenário também serão abertas aos cidadãos que conseguirem senhas distribuídas pelos partidos.

Os senadores ficam proibidos de revelar o voto, registrado eletronicamente.

Demóstenes será o último a falar, por meia hora.

Em 2007, uma das absolvições de Renan Calheiros (PMDB-AL) já havia ocorrido em sessão aberta.

À época, Demóstenes foi um dos principais algozes do peemedebista, acusado de ter as despesas pessoais pagas por uma empreiteira.

Ontem Demóstenes comparou a perda do mandato a algo pior do que a morte.

“A morte é até simples, pois é o fim definitivo. A cassação é uma morte com requinte de extrema crueldade, mata não só a pessoa, mas rouba-lhe a dignidade”, diz ele, em texto aos colegas.

Demóstenes afirma que vai “resistir até o final”, embora o regimento do Senado lhe permita renunciar até momentos antes da votação –seu advogado descarta a hipótese. O comando do Senado entende, entretanto, que uma eventual renúncia não suspende a votação.

No plenário, Demóstenes fez um apelo emocional afirmando que enfrentou um “massacre”.

Editoria de Arte/Folhapress

Plenário julga na quarta processo de cassação de Demóstenes

O Plenário do Senado vota na próxima quarta-feira (11), em sessão marcada para as 10h, oProjeto de Resolução 22/2012, que propõe a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

A proposição é fruto da representação do PSOL no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra o senador, por acreditar que ele feriu o decoro parlamentar ao manter estreitas relações com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro sob a acusação de crimes como exploração de jogos ilegais e corrupção.

A votação será secreta, e a decisão será por maioria absoluta, ou seja, serão necessários 41 votos – metade mais um dos senadores – para que o projeto seja aprovado.

A discussão acerca do voto secreto levou os parlamentares a aprovarem proposta de emenda à Constituição para acabar com o voto secreto em processos de perda de mandato de deputados e senadores, mas ela não valerá para esta votação. APEC 86/2007, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), já aprovada pelo Senado, seguiu para análise da Câmara dos Deputados.

O presidente do Senado, José Sarney, em entrevista na última quinta-feira (5) que o clima é “bem desfavorável” ao senador Demóstenes Torres na Casa. Se Demóstenes for cassado por seus pares na quarta-feira, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, ficará inelegível por oito anos contados a partir do fim do mandato para o qual havia sido eleito, ou seja, só poderá concorrer a um cargo político em 2027. Seu mandato se encerraria em fevereiro de 2019.

 

Tramitação

O Conselho de Ética aprovou, por unanimidade, o relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) pela cassação do mandato de Demóstenes Torres, no dia 25 de junho. Em seu relatório, Humberto Costa recomendou a cassação lembrando que Demóstenes “faltou com a verdade” ao afirmar, em discurso no Plenário em março, que só mantinha relações pessoais com Cachoeira e que militou contra a legalização de jogos de azar no país. No entanto, diz o relator, Demóstenes utilizava um telefone Nextel cuja conta era paga por Cachoeira. Para o relator, Demóstenes “colocou seu mandato à disposição” do contraventor.

Nesta semana, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, também por unanimidade, o relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) atestando a legalidade, juridicidade e constitucionalidade na condução do processo de cassação de Demóstenes Torres no Conselho de Ética.

Fonte: Agência Senado

 

CCJ aprova decide que pedido de cassação de Demóstenes é constitucional

Por unanimidade, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado considerou constitucional o pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). A votação ocorreu de forma nominal e aberta. Com a decisão, o processo vai agora para o plenário da Casa, em julgamento que está marcado para o próximo dia 11.

O relatório pela constitucionalidade do processo foi apresentado pelo senador  Pedro Taques (PDT-MT). Ele alegou, em um documento de 28 páginas, que todos os ritos constitucionais, inclusive o que garante a ampla defesa do senador Demóstenes, foram respeitados durante o processo no Conselho de Ética do Senado.

Para cassar o mandato de Demóstenes são necessários 41 dos 81 votos dos senadores. A votação em plenário é secreta.

Demóstenes Torres não compareceu à reunião da CCJ.

O advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que houve cerceamento da defesa, que não pôde comprovar, durante o processo no Conselho de Ética, que as gravações apresentam indícios de ilegalidade.

O senador é suspeito de manter relações estreitas com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como chefe de um esquema de jogos ilegais e tráfico de influência que contava com a participação de políticos e empresários.

Cachoeira está preso desde o dia 29 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo, que investigou o esquema.

Fonte: Agência Brasil

Comissão vota na quarta-feira relatório sobre cassação de Demóstenes

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) reúne-se na quarta-feira (4), às 10h, para analisar o parecer do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pela cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT), entregue na quinta-feira (28) à CCJ, é pela admissibilidade do parecer. Se aprovado o relatório, o Plenário decidirá, em votação secreta, se Demóstenes perde ou não o mandato.

A representação contra Demóstenes para apuração de comportamento incompatível com o decoro parlamentar partiu do PSOL. O argumento do partido foi de que o senador recebeu vantagens indevidas de Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma organização criminosa, além de fornecer informações privilegiadas.

De acordo com o Regimento Interno do Senado, são necessárias cinco sessões ordinárias do Plenário do Senado para a apreciação da matéria pela CCJ, prazo que começou a contar na última terça-feira (26). A entrega do relatório na quinta-feira, explicou Taques, atende ao regimento e permitirá aos envolvidos tempo para conhecer o conteúdo.

“Permite-se, assim, que, com o devido tempo para reflexão, a defesa do representado e os demais membros da CCJ possam conhecer o teor da manifestação”, afirma o relator.

Se o relatório for aprovado na CCJ, o projeto de resolução pela cassação do senador poderá ser votado em Plenário a partir do dia 11 de julho, obedecido o prazo de três dias úteis após a leitura para que seja colocado em votação. O esforço é para que tudo seja decidido antes do início do recesso parlamentar, previsto para 17 de julho.

Relatório

Na CCJ, a análise é sobre os aspectos jurídicos, legais e constitucionais do parecer, o que significa que o relator não analisa o mérito. No relatório, Taques afirma que o parecer do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, feito pelo senador Humberto Costa (PT-PE), é bem fundamentado. Além disso, argumenta que cabe ao Poder Legislativo definir o que constitui quebra de decoro, motivo pelo qual não cabe interferência externa.

Durante a tramitação no Conselho de Ética, a defesa de Demóstenes questionou a legalidade das provas, mas o colegiado indeferiu o pedido para a realização de perícia nos áudios. À época, Humberto Costa também afirmou que o processo era político, não havendo o mesmo rito da Justiça com relação às provas.

Taques também considerou que o procedimento constitucional foi devidamente cumprido e que o Conselho de Ética cumpriu os procedimentos relacionados ao contraditório e à ampla defesa. O cerceamento de defesa também havia sido alegado pelos advogados de Demóstenes durante o processo no conselho.

Em todos os momentos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se preocupou em interpretar as normas da forma mais favorável ao representado, nunca negando a palavra a ele ou ao seu procurador, mesmo quando os dispositivos regimentais não previam essa possibilidade de forma expressa”, conclui o relator.

Fonte: Agência Senado

Relatório sobre cassação de Demóstenes é entregue à CCJ do Senado

O senador Pedro Taques (PDT-MT) entregou hoje (28) seu relatório sobre o processo de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido – GO) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O teor do relatório não foi divulgado, no entanto, Taques já sinalizou que considerou o processo dentro dos “moldes constitucionais”.

Taques citou o mandado de segurança dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli a Demóstenes, concedendo mais prazo para a sua defesa no Conselho de Ética. Na avaliação de Taques, com a decisão, o ministro “saneou” o que poderia ser considerado vício no processo.

A leitura e votação do documento que analisa os aspectos constitucionais do pedido de cassação está marcada para a próxima quinta-feira (4). Caso os aspectos constitucionais sejam aprovados na CCJ, o processo seguirá para o plenário do Senado, cuja votação está marcada para o próximo dia 11 de julho.

Para cassar o mandato de Demóstenes são necessários 41 dos 81 votos dos senadores. A votação em plenário é realizada de forma secreta. Antes de seguir para o plenário, o processo terá que aguardar um intervalo equivalente a cinco sessões ordinárias do Senado.
Diante dessa exigência regimental, a Mesa Diretora do Senado decidiu convocar sessões ordinárias para as segundas-feiras, dias 2 e 9 de julho. O esforço é para que o julgamento de Demóstenes ocorra antes do recesso parlamentar, marcado para ter início no dia 17 de julho.

Na segunda-feira (25), o Conselho de Ética aprovou relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) favorável à cassação de Demóstenes Torres. A votação no conselho ocorreu de forma nominal e por meio de voto aberto. O relatório recebeu a aprovação dos 15 senadores que integram o conselho.

Fonte: Agência Brasil

Conselho de Ética do Senado vota amanhã processo disciplinar contra Demóstenes Torres

 

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado votará nesta segunda-feira (25) o relatório do processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O parlamentar está sendo processado com base em denúncia do PSOL de que ele trabalhou em conjunto com a organização criminosa que segundo a Polícia Federal é comandada por Carlinhos Cachoeira, que está preso no presídio da Papuda, em Brasília.

A votação estava marcada para a última segunda-feira (18), mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou o adiamento da deliberação após mandado de segurança impetrado pela defesa do senador. Por esse motivo, a reunião serviu apenas para a leitura da parte expositiva do relatório do senador Humberto Costa (PT-PE). O voto do relator só será conhecido nesta segunda-feira.

Caso o relator recomende a cassação de Demóstenes Torres, o parecer do Conselho de Ética será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para exame dos aspectos constitucional, legal e jurídico, o que deverá ser feito no prazo de cinco sessões ordinárias. A partir daí, o documento precisa ser votado pelo Plenário, em processo secreto de votação.

A expectativa do relator é de que a votação em plenário se dê antes do início do recesso parlamentar, previsto para o dia 17 de julho.

Votação

O quórum mínimo para a votação do relatório no Conselho de Ética é de nove senadores, segundo o Regimento Interno do Senado. O número representa a maioria absoluta, já que o conselho é formado por 15 membros mais o corregedor do Senado, que tem direito a voz e voto no colegiado. O voto é nominal e aberto.

Antes da votação, Demóstenes terá um prazo de 20 minutos, prorrogável por mais 10, para se defender. A defesa poderá ser feita por ele ou pelo advogado.

Fonte: Agência Senado

Demóstenes quadruplicou patrimônio em quatro meses

Quatro meses depois das eleições de 2010, o patrimônio do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) praticamente quadruplicou. O parlamentar comprou do seu suplente, o empresário Wilder Morais, um apartamento em um dos prédios mais luxuosos de Goiânia (GO), no valor de R$ 1,2 milhão. A transação imobiliária ocorreu três meses após a Construtora Orca, de propriedade de Wilder, comprar o imóvel de outra empresa goiana.

Em 2010, quando se reelegeu senador, Demóstenes declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 374 mil. Na relação de bens apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não havia nenhum imóvel. O parlamentar listou um carro de R$ 102,4 mil e R$ 63,3 mil em contas bancárias. Informou ainda ter duas aplicações financeiras que não chegavam a R$ 10 mil.

Os valores apresentam uma pequena redução quando comparados aos que o parlamentar declarou ter em 2006, quando ele concorreu ao governo de Goiás. Naquela época, Demóstenes informou que morava em uma casa no Jardim América, bairro classe média de Goiânia, com a ex-mulher, Leda Torres. O valor estimado do imóvel era de R$ 70 mil e, a área de lazer vizinha ao sobrado, R$ 65 mil. A certidão do Cartório de Registro de Imóveis de Goiânia mostra que o senador pagou R$ 400 mil à vista pelo apartamento de luxo. O restante teria sido financiado pelo Banco do Brasil. No entanto, o contrato de compra e venda não foi registrado.

Ocupando todo o 15º andar do Edifício Parque Imperial, o apartamento tem701 m², com living, sacadas, biblioteca, sala de jantar, lavabo, sala de estar, saleta, quatro áreas de serviços, dois quartos de empregada, suítes com closet, rouparia, louceiro, copa, cozinha e depósito. O imóvel fica no Setor Oeste, um dos mais nobres de Goiânia.

Corretores imobiliários ouvidos pelo Estado afirmaram que o apartamento estaria estimado em R$ 2 milhões. O Parque Imperial seria o antecessor do Edifício Excalibur no mercado de prédios de luxo na capital goiana.

Fonte: Agência Estado

Ouça diálogos gravados pela PF entre Demóstenes e Cachoeira

Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelam detalhes da conversa em que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) avisa o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, de operações a serem realizadas pelo Ministério Público.

Em um outro diálogo, o empresário pediu ajuda a Demóstenes para transferir policiais militares acusados de integrar um grupo de extermínio.

Folha teve acesso os áudios, que fazem parte do inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: Folha

Demóstenes Torres diz que dívida será paga ao BB em 30 anos

O senador Demóstenes Torres, (sem partido-GO) informou, por meio do seu advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que financiou o apartamento pelo Banco do Brasil em 30 anos e que terá o salário descontado em R$ 9 mil por mês. O advogado de Demóstenes, porém, não quis enviar cópia do holerite do senador para comprovar o registro do desconto.

O restante do pagamento pelo apartamento – R$ 400 mil – foi pago à vista pela mulher dele, Flávia. Com relação à reforma do apartamento, Kakay informou que não comentaria áudios da Operação Monte Carlo. A defesa de Demóstenes pede a anulação da investigação. Gravações indicam que o senador teria recebido R$ 1 milhão de Cachoeira.

Em entrevista gravada ao Estado, o advogado da Construtora Orca, Brandão de Souza Passos, afirmou que a negociação foi legal e registrada. “Nem sei se poderia falar isso. Nosso diretor (Wilder Morais ) tava assim com problemas conjugais, pensou em comprar esse imóvel para uso próprio, mas depois reatou com a esposa, a relação durou mais um pouquinho e aí o senador se interessou e comprou.” Wilder era casado com Andressa Mendonça, atual mulher de Carlinhos Cachoeira.

À vista. Segundo Passos, Wilder nem chegou a ocupar o apartamento, que teria sido comprado por “R$ 1 milhão e pouquinho” da Vera Cruz Participações e depois vendido por R$ 1,2 milhão. “15% tá bom. Para mim é muito, para a empresa talvez não seja.” O pagamento de R$ 400 mil, afirma ele, foi feito à vista com um cheque assinado por Flávia, esposa do senador.

Questionado sobre a ocupação dela, Brandão disse que não saberia informar e também não poderia “se aventurar” a dar detalhes da reforma no apartamento. Sobre a proximidade do negócio com as eleições, Brandão respondeu: “Talvez. Aí a gente vai chegar também no ponto do divórcio. Não tem nada a ver. Ainda que tivesse, não é o caso, estou te provando com documentos”.

Fonte: Estadão