Guia de sobrevivência do Whatsapp – por Marcus Aragão

No início, uma maravilha. Ganhamos tempo com o aplicativo de mensagens. Fomos tomando gosto — ele foi entrando em nossa vida e hoje não conseguimos mais sair dele. Já sinto a abstinência se passar 5 minutos sem dar uma olhada. É como se estivesse perdendo algo. Por sinal, vou ver agora. Pronto, voltei.

Imagine a sensação de ficar offline. Não, não imagino. Simplesmente, não dá.

Reconectando… Tendo chegado no Brasil em 2009, já é utilizado por mais de 100 milhões de usuários no país. Durante todo esse tempo já deu para sabermos o que mais agrada e o que mais perturba metade da nação.

Pensando nisso, apresento os 7 maiores erros de quem utiliza o WhatsApp. Se você não faz, ótimo. Se faz, esse texto é para você pois não tinha coragem de te falar diretamente.

Vou começar com o pior de todos os males – o enviar áudios longos. O lugar mais quente no inferno está reservado para quem envia ladainhas sem fim. O ideal são poucos segundos mas com tolerância máxima de 1 minuto. 2 minutos você será excomungado e acima de 3 minutos, você deveria se retirar desse artigo.

Outro erro é adicionar as pessoas em grupo sem que elas tenham interesse. Para solucionar essa questão, os próprios desenvolvedores instituiram o convite. Ouvi um amém?

Se você tem algo urgente para falar, NÃO ENVIE mensagem. Ligue! A pessoa não tem como imaginar o seu desespero. Nem que você está lá embaixo esperando ela descer.

Tem gente que insiste em dar um solitário “Bom dia” —Terrível se você não completa com o assunto principal ou se não é a mãe do destinatário. Falta tempo para todos nós e ficar respondendo bom dia a torto e a direito não deixa o dia de ninguém mais feliz;

Quando Jan Koum inventou o aplicativo, tudo que ele queria era que soubéssemos quem está online. Mas isso não queria dizer que devemos responder de imediato. Tem gente que ainda liga na hora para constranger. Algo como, te peguei! Portanto, respeite seu interlocutor. Ele pode estar ocupado ou pensando na resposta.

Grupos podem ser excelentes para reunir amigos ou reunir pessoas com o mesmo interesse. Não convém enviar tudo que se passa pela sua cabeça. Pornografia, preferência política, correntes, ou mesmo o atrasado do Rubinho Barrichello que sempre chega por último.

E por fim, não fique interrompendo seus diálogos na vida real para olhar o Whatsapp — A pessoa vai entender essa mensagem na hora.

Se ao final deste texto eu tiver conseguido que apenas 1 áudio grande não seja enviado, já valeu a pena.

Marcus Aragão
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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcela disse:

    Kkkkkkk texto muito divertido mas muito real! O WhatsApp aumenta mais ainda o imediatismo da sociedade atual.
    As vantagens são infinitas, claro, mas como diz o ditado: a diferenca entre o remédio e o veneno é a dose. É preciso saber dosar!

  2. Katarina azevedo costa Correia disse:

    Sempre veio para a agilidade principalmente quando moramos longe das pessoas que amamos !!! Mas tudo usado com respeito,

  3. Caroline disse:

    Muito bom, Marcus! Texto divertido e que nos faz pensar sobre o uso saudável da ferramenta! Parabéns!

  4. Ana Paula disse:

    Excelente!!! Espero que as pessoas leiam o artigo e o repliquem!

  5. Marília disse:

    Clareza e sinceridade. 👏👏👏👏

  6. Manoela Torres disse:

    Que texto maravilhoso. Conteúdo sincero e super bem elaborado. Parabéns 👏👏👏👏👏

  7. Albanisa disse:

    A ferramenta vem para facilitar as nossas vidas e o danado do uso indevido atrapalha e, muitas vezes, prejudica gravimente muitas vidas. É triste, mas é a nossa realidade. Muito obrigada Marcus por eu conseguir perceber o meu uso indevido que excelente ferramenta.

  8. Luciana Morais Gama disse:

    Esse tal de “bom dia” todo dia enche o saco!

ARTIGO: Obrigado, Laurentino Gomes, por Marcus Aragão

Primeiro li que o Magazine Luiza fez concurso para o cargo de trainee exclusivamente para negros. Depois, essa ação foi seguida pela Vivo, Bayer e Diageo. Pode ser coincidência mas penso que existe uma ligação com o livro “Escravidão”do Laurentino Gomes — Escritor genial, autor de best sellers como 1808, 1822 e 1889 — todos sobre a história do Brasil. Lançado ano passado, Escravidão é o mais completo relato sobre o tráfico de humanos do planeta. Uma imensa riqueza de detalhes que explica como aconteceu esse holocausto onde morreram milhares de negros. Este livro do Laurentino vai ajudar a libertar os brasileiros do racismo.

Aviso aos haters de plantão que não me venham com mimimi dizendo que isso é discriminação. Não podemos esquecer as injustiças. Aproveito para lembrar a carta que fiz para George Floyd – morto há 5 meses por asfixia. Principalmente depois que soube que o algoz dele foi solto essa semana — após pagar uma fiança de 1 milhão de dólares. Releia a carta, George.

Uma carta para George Floyd.

Cada vez que vejo a gravação, sufoco um pouco contigo. Certamente essa não foi a única fez que te sufocaram – foi apenas a última. É fácil deduzir o bullying na vizinhança, a discriminação na escola, no mercado de trabalho e nas ruas.

“ Please, I can’t breath ”

Imagino sua solidão. Se despedindo da vida sozinho com a cara no asfalto. George, saiba que você não estava só. Cada vez que o video é reproduzido uma multidão de pessoas se junta a você naquele momento – Não podemos mudar o que aconteceu mas vamos mudar o futuro. Sua asfixia agora é inspiração. O mundo inteiro está tentando tirar os joelhos de cima do pescoço de uma raça.

“ Please, bro… I can’t breath ”

No Brasil, também existe racismo mas nem todos sabem disso ou não querem nem saber.
Fomos o país que mais traficou escravos no mundo e, ainda, a última nação do ocidente a abolir a escravidão – e só o fez por pressão da Inglaterra que ameaçou bombardear nosso litoral.

“ Pleeeeeaseee…”

Defender essa causa não é jogar preto contra branco. As oportunidades não são iguais. Quantos presidentes de empresas são negros? Quantos clientes de marcas famosas são negros? Quantos senadores são negros? A exceção não faz a regra. Se você acha que as oportunidades são iguais deve ser porque os negros são burros e quase nunca conseguem, certo? Claro que não! Apenas largaram muito atrás nessa corrida desigual. A humanidade tem essa dívida. Se tem gente que não gosta de pagar o que deve, paciência. Tem muitos que gostam e se importam em fazer justiça.

“ Oh, man… don’t kill me…”

As narrativas que escondem preconceitos são infinitas. Tem uma que diz que os Africanos mesmo escravizavam sua gente. E daí? Quer dizer que se um estuprador violentar a própria filha, qualquer um poderá fazer o mesmo com ela?

“ Pleeea…”

O mundo não será o mesmo depois de você, George. Descanse em paz. Agora, todos devemos lutar pacificamente por você. Peço que cuide do anjo Miguel – uma criança que caiu do nono andar em Recife porque ninguém estava olhando. Infelizmente, ninguém tem olhos para os negros – A sociedade é cega e surda para as desigualdades mas nunca mais vamos deixar de ouvir tua voz!

Marcus Aragão
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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Mendes disse:

    Como sempre muito besteirol, agora histórico. A abolição da escravidão foi uma conquista de toda sociedade brasileira, desde a família imperial a intelectuais, empresários, políticos e cidadãos comuns. Atribuir isso a "ameaça britânica" é de uma infantilidade absurda.

    • GCF disse:

      A Família Imperial "migrou" para o Brasil a fim de sobreviver à perseguição da França, na figura de Napoleão Bonaparte, que competia com a Inglaterra na área comercial. Ao chegar ao Brasil, D João VI declarou a Abertura dos Portos às Nações Amigas, beneficiando inclusive a Inglaterra. Mesmo passados muitos anos entre a vinda da Família Real e a Abolição da Escravatura, acho muito difícil que a Inglaterra tenha ameaçado o Brasil militarmente. Se alguém acredita nisso, precisa encontrar o documento pertinente e apresentá-lo. Falar é fácil, queremos ver provar!

  2. Gi disse:

    Certíssimo! Mais um belo texto pra reflexão 👏🏼👏🏼👏🏼

  3. Albanisa disse:

    Marcus Aragão , a exemplo de outros leitores, eu também fico na expectativa de ler os seus artigos na sexta-feira . Isto porque os temas abordados , com raras exceções, suscitam muitos questionamentos.
    No tema de hoje eu corroboro com o autor que você se refere quando ele cita o "abismo de oportunidades"entre os brancos e os negros, pretos e pardos. Durante o censo populacional o respeitável IBGE permite que cada cidadão autodeclare a sua cor. E tem me chamado a atenção, principalmente, com a implantação de cotas destinadas aos negros as autodeclaracões de candidatos em concursos e , atualmente, até mesmo de candidatos aos cargos políticos. Onde se constata, claramente, o velho jeitinho brasileiro de querer tirar vantagem em tudo.

  4. Eduardo Santana disse:

    O preconceito é sócio-econômico,é de classes,é de regiões,de estados,de cidades,de bairros,de escolas e faculdades que são frequentadas,é de estilo de música ouvida,de literatura que se escolhe,de ideologia,das festas que escolhemos pra nos divertir,do bandido que se escolhe pra idolatrar,do sotaque do interlocutor,das viagens e dos lugares que se escolhe a visitar,do padre da paróquia ou do pastor da igreja que se escolhe pra ‘congregar’,duvido de um sogro ou sogra satisfeito com um genro Neymar ou Tiaguinho pobre,ou uma Anita empregada doméstica. Pura hipocrisia. O preconceito é social,prá não dizer,pessoal.

  5. Montesquieu disse:

    Certo! Agora, o cálculo da dívida foi feito e qual o valor? Seria ela eterna ? A única incógnita, dessa função, seria só a cor ou tem outras q denotam outras curvas.

  6. Marcela disse:

    Texto extremamente inteligente e importante. Mais que importante, URGENTE! De nada adianta ter passado 300, 3000 ou 3000000 anos que a escravidão foi abolida, se os negros continuam nao tendo acesso as oportunidade de forma igualitária. Se os negros continuam morrendo pela sua cor… Sugiro a quem não conseguiu compreender o texto, ler o livro indicado nele. Ler artistas negros. Ouvir vozes negras. Assim, talvez, voces consigam entender o que atinge os outros e não desvalorizar uma luta so porque ela nao te atinge.

  7. Luciana disse:

    Sempre bom lembrar as atrocidades cometidas, gostei muito do texto

  8. Renata Bastos disse:

    Gosto dos artigos….sempre aprendo um pouco mais!PARABÉNS

  9. Renata Bastos disse:

    Gosto dos artigos…sempre aprendo um louco mais de história!
    Parabéns

  10. disse:

    Muito bom. Toda sexta já fico esperando 👏👏👏👏👏

  11. Marília disse:

    Criticaram o Magazine Luiza. Agora criticam o texto. Concordo totalmente. Genial.

  12. Manoela disse:

    Parabéns pelo texto mais uma vez. Inteligente como sempre. Os racistas de plantão tem ódio.

  13. Joaquim disse:

    Do jeito que vai ser branco é crime. Igualmente para todos

  14. natalsofrida disse:

    Quanta besteira. Já se passaram quantos anos da escravidão? 200, 300? Parece que estamos vivendo em pleno regime segundo esse povo sem noção. Gente acorda! Isso é pura hipocrisia, negros, patdos, brancos, somos todos brasileiros e vivemos sobre o mesmo regime imposto pela nossa carta magna. O que eu tenho de culpa pelo que foi feito pelos nossos irmãos negros? Quantas gerações já se passaram depois da escravidão? Ora, ora, parem com isso! As pessoas sabem que essa defesa, dá ibope e holofote, me poupem.

  15. Antonio Turci disse:

    Mi mi mi é ficar puxando esse assunto de escravidão o tempo todo. Foi ruim? Foi. Horrível. Mas não tem por que ficar o tempo todo puxando este assunto despertando e estimulando ódios.

    • Boi Da Cara Verde & Amarela disse:

      Então vamos tocar fogo também nos museus, né ruminante?

    • GCF disse:

      Boi da cara verde e amarela!
      Parece que vc não consegue ler as opiniões contrárias às suas e ter respeito pelas pessoas que emitem suas idéias. Ninguém é dono da verdade, apenas Deus!
      Lamentável!
      Sugiro que leia livros e artigos de boas maneiras, inclusive fazendo um curso de educação.

    • +1 disse:

      BG vc vc deveria colocar a função de curtir comentários… o comentário do Boi Da Cara Verde & Amarela foi perfeito 👏🏻👏🏻👏🏻. O Brasil que temos hj foi construído com o sangue dos negros, índios e nordestinos. Essa dívida é histórica… e pode passar dias, meses e anos que ela nunca será quitada.

  16. Sérgio disse:

    Muito bem. MImimi é tentar prolongar o racismo velado que sempre houve em nosso país. Tem mais é que contratar negros mesmo.
    Obs: sou branco e a favor das cotas.

  17. Gustavo disse:

    Esse cara é muito chato, as piores postagens do blog.

    • Boi Da Cara Verde & Amarela disse:

      É só não ler gado. Experimente ler um livro.

    • Gustavo disse:

      Qualquer livro é melhor que uma besteira dessas, até a biografia do Lula…

ARTIGO: Oremos, por Marcus Aragão

Se pensa que para entregar a alma a Deus ou vendê-la para o diabo tem que ter contrato de compra e venda? Assinatura? Engano seu. Ambos confiam em você. Eles te conhecem desde pequeno.

Então, para quem você vai entregar sua alma?

A resposta é simples: Sua alma vai para quem você está entregando sua vida.

Esqueça suas idas a Missa. São ótimas mas se você não emprega a palavra de Deus é porque elas entraram por um ouvido e saíram pelo outro – sem passar pelo coração. Deixa pensar numa analogia para ilustrar… é como você se fantasiar de Samurai – sem saber lutar. Você parece demais com o guerreiro japonês mas não conhece na prática as artes marciais – não luta no dia-a-dia. Assim é o religioso que vai a missa, usa crucifixo, reza, canta, se benze mas não pratica os ensinamentos de Deus. Principalmente, o “amar o próximo como a si mesmo”. Faz adoração apenas aos rituais.

Você tem usado na sua vida a mentira, a dissimulação, o egoísmo, a inveja? Ou não? Tem traído? Se deixou levar pela usura e a ganância? Ou, ao invés disso, tem praticado a compaixão e o amor em tudo que faz? Como tem levado a vida ou como a vida tem levado você?

Mesmo sem a vestimenta de samurai, o guerreiro milenar continua samurai. E você, sem os rituais religiosos, continua verdadeiramente filho de Deus?

Quarentena não é quaresma mas é ótima pra reflexão e quem sabe preparar todos nós para nossa própria ressurreição.

Amém!

O artigo terminou na última linha mas me lembrei de algo de última hora. É sobre o mesmo assunto. É que essa semana me encontrei com um amigo que disse que iria fazer uma promessa caminhando descalço por não lembro tantos quilômetros. Conversamos um pouco mais e combinamos que ele ao invés de caminhar descalço, doaria 5 cestas básicas para uma instituição de caridade ou levaria presentes para crianças em um hospital infantil ou os dois. Ele topou na hora e combinamos que doaríamos juntos e visitaríamos também as crianças. Entrei na promessa alheia para deixa-lá mais robusta — achei que agradaria a todos. Acredito que ele deixou muitos filhos de Deus felizes ao invés de somente o podólogo.

É o seguinte: Você faz promessa? Muito bem. Eu também. Você faz o sacrifício para Deus ver que você tá falando sério, certo? Entendo. Penso que se você não está tão bem — e por isso mesmo faz a promessa — não convém gerar mais sofrimento. Não seria melhor fazer algo para ajudar o próximo? Você subir escadaria de joelhos, caminhar com pés descalços não vão trazer um sorriso a uma criança — Elas não entendem essa situação.

O maior ensinamento é amar o próximo como a si mesmo — Mesmo que o próximo escreva artigos.

Marcus Aragão
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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. aof disse:

    Amar ao proximo como a ti mesmo. Mas lembre-se que é como a ti mesmo. Você se ama? Ou ama mais ao próximo? Ame-se. E ame ao proximo.

  2. Marcella disse:

    Aquela verdade que nenhum "santo" gosta de ler. Parabéns Aragão! Que sirva para os religiosos que nunca fazem o que pregam.

  3. Albanisa disse:

    "Sua alma vai para quem você está entregando a sua vida". E , nem adianta usar a pele de cordeiro .
    Marcus mesmo para quem não lhe conhece pessoalmente, como é meu caso, percebe que o seu artigo reflete o modelo mental de uma pessoa de atitude predisposta para agir e não de se comportar apenas para dar satisfação as convenções sociais. Parabéns!

  4. Borges disse:

    Boa 👏👏👏👏

  5. Direita Honesta disse:

    Com toda certeza o Inferno está repleto de petistas (esquerdistas em geral) rsrsrs. Farei o que estiver ao meu alcance para não acabar por lá. Já basta ter que aturar essa gente por aqui. Kkkkkkkkkkkk

    • Manoel C. disse:

      Até aqui você mete PT e esquerda, você é retardado ou se faz?

  6. Cortez disse:

    Difícil encontrar artigos assim. Concordo totalmente com sua opinião. Parabéns

  7. Marília Sá disse:

    Muita lucidez. Parabéns pelo texto. Toda sexta tô aqui. Kkkkk

  8. Manoela disse:

    Texto brilhante. Mais uma vez nos faz refletir. Pensar eh preciso mesmo. Obrigado

  9. claudio Moises disse:

    A incrível capacidade de florear uma conversa bosta com palavras bonitas… um espaço tão valioso de mídia usado pra falar tanta asneira. leia mais mario ivo cavalcanti ou Adriano de Souza talvez sirva.

  10. Josiene disse:

    Mais com Deus não se brinca e fazer uma promessa com sacrifício como Jesus fez pela nossa salvação ajuda e muito na nossa salvação.

    • Sérgio disse:

      O que ajuda é vc acreditar VERDADEIRAMENTE em Deus e segui-lo. O resto é conversa fiada.
      LEIA a Palavra!

ARTIGO: Você, o judeu europeu-nordestino, por Marcus Aragão

Quando os romanos invadiram Israel no ano 70, os judeus que fugiram para a península ibérica (Portugal e Espanha) foram chamados de sepharditas por causa da região que era chamada de sephard (nge, em hebraico).

O tempo passou e em 1492, os reis católicos da Espanha, Isabel de Castela e Fernando de Aragão, iniciam a inquisição por razões religiosas e, como sempre, econômico-financeiras. Os judeus ficaram entre a cruz e a espada — ou se convertiam e perdiam os bens ou poderiam sofrer punições — como serem queimados na fogueira, por exemplo.

Portugal só começa a inquisição no ano de 1536 com o D Manoel querendo casar seu filho com os herdeiros dos Reis católicos espanhóis e então, cede a pressão dos mesmos. Como ninguém brinca com fogo, muitos judeus fugiram da Espanha e Portugal. Foram para diversos países, entre eles, o Brasil.

Estima-se que 3 em 4 pessoas que chegavam de Portugal nas caravelas ou naus, fossem Judias. Ora, você já imaginou ou conhece alguém que queira vir da Europa para o Brasil hoje? Mesmo com internet, avião à jato, vacinas e cartão de crédito? não é fácil encontrar quem queira enfrentar os problemas de saneamento, segurança, transporte e educação que massacram o pobre Brasil desde sempre. Imagine se tinha quem queria vir no século XVI? Só vinha à força — e ninguém foi tão empurrado pra cá quanto os judeus. Aliás, teve sim, os africanos — mas isso é uma outra história.

Os cristão novos, como eram chamados os judeus convertidos, tinham que esconder suas raizes judaicas pois eram continuamente perseguidos pela inquisição — também no Brasil. Yes, nós tivemos inquisição. Com a chegada de um Inquisidor Oficial no Brasil, em 1531, e com a realização do primeiro “auto-de-fé” em 1540, o Brasil tornou-se uma terra de exílio, para onde eram transportados todos os réus de crimes comuns e cristãos-novos.

Muitos convertidos por livre e espontânea pressão que conseguiam sucesso eram perseguidos em diferentes áreas. Os caminhos dos judeus pelo nordeste foram bem marcantes em Pernambuco onde fundaram a cidade do Recife e quando expulsos, uma parte fugiu para o seridó, no Rio Grande do Norte (entendeu porque tem galego por lá?) e também foram para a região do Crato e Sobral no Ceará. Outra parte foi para os EUA e fundaram Nova Amsterdã — depois chamada de Nova Iorque.

Enquanto a península ibérica esteve sobre o domínio muçulmano não havia perseguição aos judeus, mas quando o catolicismo dominou, a intolerância foi total. Além de só admitirem 1 só Deus, tinha que ser o Deus católico para todas as outras religiões. Outra questão, é a financeira. As perseguições sempre existiram por parte da igreja que não abria mão dos bens dos judeus que se convertiam sob forte pressão — os chamados cristãos-novos. Para ter os mesmos direitos de um cristão-velho tinha que ser aprovado segundo as leis do sangue-limpo (não é nazismo, não. Acredite). Você só poderia ter, no máximo, 1/8 de sangue judeu — isto é, apenas um(a) bisavô(ó).

Sua família é descendente judaica sephardita? É provável. Pelo nome é muito impreciso. O melhor é contratar um genealogista — caso você queira a cidadania portuguesa (a Espanha não concede mais). O nome de nossas famílias é interessante porque nossos pais escolhem 2 a 4 sobrenomes quase aleatoriamente para nos batizar e deixa outros tantos de fora do nosso nome mas continua no nosso sangue — Toda família é muito mais que um ou dois sobrenomes. Temos centenas deles.

A busca pela ascendência judaica aumentou muito e se tornou ainda mais polêmica com a nova política imigratória de Portugal. O país está concedendo cidadania aos descendentes de sephardita que conseguirem provas documentais das suas origens ibéricas – uma espécie de reparação e compensação pela expulsão e pelas atrocidades cometidas contra o povo judeu durante a Inquisição. Antes tarde do que nunca.

Então, se você está cansado da briga entre esquerda e direita no Brasil e quer tentar a sorte na Europa, nada melhor com a cidadania portuguesa. Seja para morar ou apenas pelo privilégio de passar rapidamente na imigração em Lisboa como cidadão europeu.

Vale lembrar que as fake news usadas para gerar intolerância sempre foram presságio de tragédias — como as inúmeras utilizadas pela santa inquisição. Mas a maioria não acredita que desgraças possam acontecer porque nunca leu a respeito. Geralmente as pessoas só dedicam seu tempo para absorver conteúdo que possa gerar renda diretamente — e cultura enriquece a alma.

Sempre é bom lembrar que a discriminação pela cor, raça, religião ou ideologia é ainda mais inadmissível em nossa pátria. Porque aqui no Brasil, somos todos imigrantes — menos os índios.

Marcus Aragão
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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Albanisa disse:

    Marcus os seus artigos sempre nos despertam muita curiosidade a começar pelos títulos que chamam logo muita atenção. E mesmo que o leitor não tenha interessse especificamente em algum assunto abordado, ele termina agregando conhecimentos. Parabéns a você e aos comentários que contribuiram com mais esclarecimentos sobre o tema abordado.

  2. Luciana disse:

    Brilhante! Uma verdadeira aula

  3. João Mendes disse:

    Falou muita merda num texto só. "Os muçulmanos não perseguiram os judeus". Meu Deus! Quanta mentira!

  4. Carlos Roberto disse:

    Parabéns pela iniciativa deste tipo de publicação, muito bom o texto.

  5. disse:

    Muito bom. Parabéns .

  6. Gustavo Eugenio disse:

    Perfeito. Só duas correções. Os judeus não fundaram Recife, nem Nova Iorque. Na primeira, construíram a primeira sinagoga da América, hoje restaurada e que merece uma visita, além de terem sido muito importantes, principalmente no período holandês. Na segunda, chegados de Pernambuco, fundaram a primeira comunidade judaica do local, mas não a cidade, que já existia, embora apenas quase como um entreposto comercial.

    • Fatima disse:

      Holandeses fundaram Recife. Eu moro na Holanda e tive de voltar à escola para ter o visto de casamento. Isso está bem claro nos estudos da história da Holanda.

  7. Paulo disse:

    Faltou mencionar os nomes de família adotados pelos cristãos novos.
    Geralmente nomes de árvores e animais.
    Não se veem muitos livros de genealogia no Rio Grande do Norte.
    Poderia haver um sistema de pesquisa, realizado pelo governo do Estado, cartórios.
    Conseguir puxar a árvore granítica.

  8. Manoela Torres disse:

    Artigo Importante para conhecermos nossas origens e, principalmente, o porquês dos acontecimentos. Parabéns!

  9. Bruno disse:

    Sou de origem em caico, 1.84 branco magro rosto ao estilo europeu, de fato é bem marcante e pertinente essa reportagem sem falar da capacidade empreendedora, capricho na vida, coleguismo fácil e da boa simpatia do povo do seridó, de fato o sangue é bom.

    • Elaine disse:

      Não existe sangue bom, nem ruim…existem pessoas boas ou ruins independente da raça e cor da pele…alma não tem cor! E não confunda fenótipo com genótipo, apesar da sua casca “europeia”, você graças a Deus de sangue de índio, a parte boa de sua herança, pois a maioria dos europeus que vieram para o Brasil eram homens aventureiros e de origens duvidosas…hoje é assim, imagine há 500 anos…

  10. Maxuell Azevedo disse:

    Por isso que o povo do Seridó é diferente. Aliás, foram os seridoenses que desenvolveram Natal.

    • Elaine disse:

      Existem pessoas louras no serido pela presença dos corsários holandeses, judeu não é louro, são primos dos árabes em sua origem…e na miscigenação de amarelo(índio) com quase albinos, descenderam alguns louros, muito ridículo é querer pertencer a uma etnia sendo mestiço e esquecendo suas preponderantes origens…as indígenas…não existem muitos negros, nem mulatos porque sempre fomos uma região miserável…não tínhamos escravos por aqui…índios foram escravizados e suas mulheres sodomizadas pelos holandeses, português…judeus ou não…somos na verdade BASTARDOS INGLÓRIOS…mas a galera da hipocrisia e do falso verniz não assume suas verdadeiras origens….

    • Antônio Soares disse:

      Maxuell, tenha paciência.
      A comparação com judeu loiro é impossível, são todos meio irmão dos árabes da oriente médio ou africanos. Alguns brancos que restauram é só a casca, pois cabeça chata, nariz miudinho, e atarracado é um pouco diferente de holandês.

    • Manoela disse:

      Os judeus influenciaram o louro do Seridó foi pq alguns quando saíram de Portugal passaram algumas gerações na Holanda. E foram estimulados a virem para Pernambuco na época de Maurício de Nassau.

ARTIGO: Por que a Via Costeira não é sua?

Na última Quarta-feira, aproveitei para caminhar pela nossa orla. No momento, não tinha nenhum problema maior para me preocupar. Desses que exigem total exclusividade do nosso cérebro, onde ao menor esquecimento, retorna bruscamente querendo todas as atenções. Sendo assim, me permiti ficar admirando essa tremenda beleza natural encravada no meio da cidade — A Via Costeira. Um verdadeiro presente de Deus que não sei quando será entregue ao cidadão natalense.

A Via Costeira é admirada por todos, mas usufruída por bem poucos. O pernambucano pode desfrutar tranquilamente, basta se hospedar nos hotéis. O baiano da mesma forma. O capixaba, idem. O gaúcho e o alagoano, também. Enfim, só quem não pode somos nós — Os nativos. Afinal, não vamos nos hospedar nos hotéis em nossa própria cidade. Queremos morar com vista para o mar, entendeu? Por que não?

Fazendo uma comparação da Via Costeira com uma casa, é como se não deixassem a gente jantar na sala. Só podemos fazer as refeições na cozinha — Só que somos os donos da casa.

Deixam passear de carro e de bicicleta, liberam para correr e andar, mas não podemos ficar nem estacionar. Nascemos aqui, mas não é permitido usar a praia que Deus nos deu. A maior faixa litorânea da cidade— É só para as visitas.

Foi inaugurada em 1985, já são 35 anos de espera e nada. Vamos começar a sonhar, pois toda realização foi sonhada um dia. Já pensou essa faixa litorânea planejada para contemplar uma urbanização inteligente? Seriam praças, parques, restaurantes, shoppings, condomínios horizontais e verticais, pistas de cooper, ciclovias, quiosques e muito mais. Sempre respeitando as regras quanto ao limite de altura das edificações. Tudo bem pensado para preservar a visão do mar com as construções em amplas distâncias umas das outras.

Os hotéis são importantes para a indústria do turismo e devem continuar, claro. A indústria que não polui merece ser defendida e estimulada. Os turistas serão sempre bem-vindos. Uma coisa não exclui a outra. Os turistas se sentiriam mais atraídos com uma orla vibrante e cheia de vida.

A Via Costeira comporta todos os sonhos, sabemos que orlas estruturadas atraem muito mais turistas. Veja a Orla de Acapulco (México) — A mais linda do Pacífico, veja a Orla de Miami Beach — A mais bela do Atlântico. Lógico que não sonho com tanto, mas me permito pensar em Maceió e Recife. A Orla de Boa Viagem, por exemplo, tem quase o mesmo tamanho da Orla de Via Costeira e tem tudo. Catorze quadras esportivas, cinco parques infantis, ciclovia, trinta módulos de musculação, jardim com pista de cooper, área de atividades físicas para terceira idade, uma academia e muito mais.

Como sonhar não tem limites, vou além…Imagino uma Avenida ligando o Centro da Via costeira à Avenida Roberto Freire. Evitando o “arrudeio” enorme para quem quer chegar no bairro de Capim Macio sem perder tempo. Devido ao grande pragmatismo, poderíamos chamá-la de Avenida Nevaldo Rocha. Afinal, ele sempre foi um desbravador que soube encontrar novos caminhos.

Tá preocupado com o impacto ambiental? Fique tranquilo. O Parque das Dunas tem 1.172 hectares e seria nosso vizinho. Ainda quer mais? Não estamos ecologicamente corretos? Lembremos que o Central Park, em Nova Iorque tem apenas 3,41 km². O impacto em nossa qualidade de vida compensaria toda flexibilidade.

Nesse pós-pandemia que se aproxima, a qualidade de vida será cada vez mais a nossa praia. E para isso acontecer, você só precisa mexer um dedo e repostar esse texto — Pressionando o repost, estará pressionando também as autoridades para antecipar esse dia futuro em que receberemos a Via Costeira para o nosso presente. Porque este presente é seu, lembra?

Marcus Aragão
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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ana Virgínia disse:

    Sugiro q entrevistem um dos conhecedores do Projeto Original da Via Costeira, dos últimos remanescentes, o grande arquiteto Moacyr Gomes da Costa, autor de maravilhosos monumentos como a Estrela Cadente na entrada de Natal, do saudoso "Castelão", que ainda vive e pensa muito bem! Natal gosta de homenagear mortos, mas esquece rapido figuras q marcaram positivamente a vida e a paisagem com seus talentos e principalmente, com o amor pela sua TERRA , essa linda e sofridissima cidade, urbanisticamente falando!

  2. Ana Virgínia disse:

    Só quem estava no inicio do projeto da Via Costeira conhece o q pretendia o Projeto Original , elaborado p profissionais altamente qualificados e q contemplava , c equilibrio e visão prospectiva , todos esses pontos aqui levantados, pensando na cidade, nas pessoas ( não em ricos e pobres), E no MEIO AMBIENTE, principalmente! Foi palco de GUERRA!Dificil chegar a um consenso! Aquele foi um tempo em q essa Cidade teve profissionais , no setor publico, do nivel de um Marcos César Formiga e de Ricardo Ivan de Medeiros, Moacyr Gomes da Costa, entre outros, injustamente tratados na época !Natal carece de gente q ame e respeite a cidade e faça o q é certo e necessário, com prioridade para os problemas q são MUITOS e aqui apontados! Mas, sem politicagem e sem CORRUPÇÃO! Será q é possivel?

  3. Pedro disse:

    No Caribe, em varios paises Sul Americanos, na America Central, Cuba e em várias áreas que tem frente mar, muitos hotéis ocupam por conta da exploração. Mais pagam um laudenio para ser revertida em melhorias… mais nunca me interessei por estas melhorias… O nativo em sua maioria tem outras áreas lindas de praias em todo RN e que em poucas minorias não traz crescimento econômico para o estado. Comparar que estamos na cozinha é simplesmente utopia. Portanto o cara do Blog pode colocar uma melancia no pescoço e ir aparecer em outro lugar.

  4. Marcos Aurélio disse:

    É incrível o poder do dinheiro na publicidade. O contorcionismo intelectual foi bizarro, da parte do publicitário. E o blogueiro também é bastante inteligente, a ponto de publicar o texto acreditando na ingenuidade do leitor que se deslumbraria com a insana comparação entre cidades tão diferentes.
    O mercado da construção civil agradece esse tipo de propaganda. Cabe a quem ama Natal, se indignar e combater a destruição de nossa paisagem natural.

  5. Araújo disse:

    Será o autor um morador do bairro Mãe Luiza? Será que ele paga ônibus lotado saindo do Planalto? Será que já perdeu duas horas voltando para casa na Zona Norte? Ou será que ele já esperou 4 horas em um atendimento de UPA? Será que sua rua é asfaltada? Que tem esgoto, saneamento básico? Uma boa escola pro menino estudar e comida para sustentar família? Será que quando chove alaga a rua? Que tem lixo a mais de 15 dias na porta?

    Preocupação de rico é fazer restaurante, bar e ter uma boa orla (longe de pobre) para poder passear. E se tiver mata, a gente compara com os States, porque esteve lá nas férias passadas e adorou a floresta artificial.

    Natal com tantos problemas, dá até vergonha parar para ler os comentários da galera concordando.

    Recomendo a todos que estão aqui com preocupação de gente rica a tentar pensar fora da casinha. Há bem mais intenção por trás desse texto e não, se a Via Costeira um dia for esse sonho "nova-iorquine", ele não será seu.

  6. Araújo disse:

    Faltou lembrar que essa Via Costeira utópica na qual está falando, irá continuar sendo um sonho (e se realidade for) para os ricos. Seu texto cheio de pretensão vai ao encontro do momento que estamos passando (plano diretor) e de nada tem a ver com seus verdadeiros anseios (quem ganha com isso)? O Parque das Dunas é um bem da humanidade, considerada pela UNESCO uma Reserva da Biosfera, não pertence só ao natalense. Qualquer tentativa de recortar esse pequeno pedaço de natureza é criminoso, diante das inúmeras espécies animais e vegetais que habitam, muitos ameaçados de extinção. É uma área de Mata Atlântica da qual, só temos 8%, o que resta. Seu texto mostra total desconhecinento na área ambiental. Natal precisa se preocupar sim com a Via Costeira, mas deixe o Parque das Dunas em paz. Natal precisa é resgatar a Ribeira, o Centro Histórico, a Redinha, as praias do Forte, do Meio e a nossa Ponta Negra. Para quê acabar com mais praias se as que temos não conseguimos tomar de conta? Natal não é NY e nem haverá de ser. Coloque os seus dois pés no chão e escreva texto para a gente reconstruir o que já tem e não destruir o que é das futuras gerações.

  7. Santos disse:

    Só é admirada pq está inexplorada.
    O que falam da orla de Ponta Negra, se não fosse o Morro do Careca?
    O que dizer da olra da Praia do Meio até o Forte, abandonada e com estrutura?
    E a orla da que vai da Redinha até Sta Rita?
    Tem tudo isso pra restaurar, reorganizar, reurbanizar, pra depois tentar até destruir a Via Costeira.
    O povo Natalense não se resume a quem mora nos condomínios da Zona Sul, Petrópolis, Tirol e Areias Pretas.

  8. Théo disse:

    Marcus Aragão, meus parabéns. Vc escreveu algo q sempre me questiono e me causa uma indignação semelhante a sua.
    Sugiro que dê o gatilho, para uma campanha tipo #aviacosteiraénossa.

  9. Camila Medeiros disse:

    Excelente texto! Como merecemos tudo isso 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 Vamos sonhar sim e compartilhar o máximo, quem sabe somos ouvidos!

  10. Santa Maria disse:

    Sensacional a visão. Trazendo cases de fora do Brasil pra ilustrar o tamanho do sonho, mas mostrando que é factível ao indicar o trabalho dos vizinhos regionais. Temos gênios como Walt Disney que dizia “Primeiro pense. Em seguida sonhe. Depois acredite. Finalmente, ouse!” E os gênios locais como Nevaldo Rocha e sua bela obra, que mostraram mesmo aos mais céticos, que os sonhos valem a pena. Parabéns por dividir esse sonho, por não se importar e até respeitar o ceticismo natural de alguns poucos.

  11. Luciana disse:

    Concordo plenamente, com boa vontade política da pra melhorar a qualidade de vida das pessoas e dinamizar a economia, aliando o crescimento econômico e a preservação ambiental.

  12. Carlos disse:

    Mas gente é sério esse texto? Homi gaste sua energia tentando melhorar a cidade de fato e não pelo simples desejo de morar na via costeira, a cidade já está feia e perdendo turistas para os Estados visinhos e vocês ainda querem acabar com o resto de beleza que existe, Natal é Natal e Nova York é Nova York, com uma comparação dessas nem terminei de ler. Perda de tempo.

  13. Morais disse:

    Sinceramente, alguém tá querendo ganhar dinheiro com o setor imobiliário! Não sei que é, mas pela publicação desse absurdo…

  14. Cristiane Freitas disse:

    Interessante que outro dia fui correr na costeira e parei naquela parte grande aberta entre 2 hotéis e fiquei imaginando uma grande área de convivência com vários quiosques sendo uma área para toda população. Uma edificação integrada com a paisagem!!! Pena que falta vontade política para transformar o RN numa potência!!!

  15. Fernanda Melo disse:

    Muito bem pensado. Queria eu poder andar de bicicleta em uma ciclovia, usufruir de um restaurante olhando pro mar, etc. Parabéns pelo texto

  16. Gi disse:

    Concordo plenamente! Natal tem orlas extremamente mal aproveitadas. Que delícia seria ter os melhores bares e restaurantes a beira – mar, como em toda cidade litorânea. E tudo feito respeitando o meio ambiente. É isso aí!!

  17. Marília disse:

    Excelente. O sonho de todo natalense é poder usufruir da via costeira com segurança. 🔝🔝🔝🔝🔝🔝

  18. Desacreditada disse:

    Querer trazer estrutura urbana ao que resta de natural é querer justamente destruir o que Deus nos proporcionou. A via costeira é linda, eu desfruto sem problemas, adoro contemplar a área de preservação e o mar, os pinheiros são maravilhosos, clima agradável. Agora querer cimentar tudo e lotar de gente é acabar com a beleza e leveza do lugar.
    O ser humano é muito destruidor mesmo, acaba com tudo que é belo.

  19. Manoela Torres disse:

    Concordo totalmente. Texto chama a atenção para uma questão importante que poderia beneficiar a todos. Parabéns pelas palavras. 👏👏👏

  20. Albanisa disse:

    Eu admiro e respeito muitas ideias, inicialmente, consideradas lunáticas mas que depois muito contribuiram para os avanços da humanidade.
    A nossa cidade é linda , mas infelizmente, carente de atenção a sua orla marítima que , diferentemente, das suas cidades vizinhas como João Pessoa e Fortaleza oferecem aos seus moradores e visitantes , muitas opções de lazer sem ter perdido a beleza natural. Além de contribuírem bastante para o seu crescimento econômico.

  21. Junin disse:

    Quem acha razoável vai dar uma caminhada pela areia e tenta passar pela parte dos hotéis….vai la….e a areia não pertence aos hotéis….

  22. Zanoni disse:

    "Toca fogo logo na porra da mata!" Talvez, seja esse o pensamento da figura autoral.

  23. Luiz reinaldo disse:

    Como alguem perde tanto tempo escrevendo um besteira colossal dessas. Parabens BG por ter um blog que aceita todo tipo de opinião. Inclusive de lunaticos.

  24. Laura disse:

    Moro próximo ao relógio do tempo e a quantidade de automóvel estacionados logo cedo durante a semana é muito grande. Nos finais de semana com ou sem eventos é enorme. Qual a dificuldade?

  25. Raimundo disse:

    Nada de quadras, barzinhos, etc.
    Para mim, deveria haver alguns estacionamos ao longo da via, uns 3, com segurança armado.
    Qualquer pessoa poderia parar a qualquer hora do dia ou da noite para admirar o mar.
    Se fizer barzinho, shopping vira bagunça.
    A ideia é manter preservada a paisagem natural.
    Um local que a Prefeitura precisa consertar é o parapeito de madeira podre na ponta do morcego.
    Se alguém se apoiar corre o risco de cair nas pedras.
    Poderiam colocar um apoio mais resistente e seguro.

    • Manoel C disse:

      Barzinho vira bagunça, mas segurança ARMADO? Já pagamos polícia para caralho, nada de segurança privada.

  26. Ricardo Pufal disse:

    Fazia tempo que não lia tamanho absurdo!!

  27. Luciano cunha disse:

    Cadê a área de lazer de Mãe Luiza na via Costeira

  28. SAMUEL disse:

    Parabéns pelas palavras, também sou assíduo frequentador da Via Costeia, seja para caminhar ou pescar. Lá temos a beleza que encanta os turistas nos hotéis, que encanta quem apenas passa a caminho do trabalho; por outro lado, vemos como ela deveria ser mais cuidada pelas autoridades. Com a palavra o MP que conseguiu por pura briga de egos/políticas, derrubar um parque comunitário que seria um dos melhores do País. Vamos torcer para que aquele espaço um dia seja realmente do nativo também, não só dos endinheirados turistas.

  29. aof disse:

    Concordo em gênero, numero e grau. Sonho com aquela avenida povoada, repleta de pousadas, restaurantes, lojinhas e supermercados. Há espaço pra tudo isso, preservando o meio-ambiente. Natal merece tomar um banho de urbanização. Os turistas que aqui chegam devem ver também a cidade e não só as praias . Sei que é dificil, que a mentalidade de certos "caboclos da aldeia', como dizia Helio Câmara, é retrograda, mas não custa nada sonhar.

  30. Saulo disse:

    O modelo atual é razoável. Precisamos dos empregos da indústria e os empregos seriam muito bem vindos. Shoppings e praças idem. Mas lá não precisa de mais Condomínio para que apenas meia dúzia desfrute. Além disso, traria alguns problemas, ao transformar lá em bairro praticamente vedaria o acesso ao turista… Então é melhor deixá-la como espaço público, mas que não seja de residência.

    Além disso, se o escrito do texto quer realmente ir pra lá, vá e se hóspede num hotel. Será muito bem vindo lá. Inclusive é comum ser a noite de núpcias de muitos recém casados.

    • Zé Perrengue disse:

      Concordo com a opinião do Saulo. Nada de condomínios e sim de urbanização responsável conduzida pelo poder público. Condomínios acabará por privatizar 100% o espaço útil da nossa bela Via Costeira, de um lado os hotéis e do outro os ricaços em seus prédios fechados. São bem vindos mirantes, equipamentos esportivos e espaços de convivência. Condominios, jamais!

  31. Sergio disse:

    Eu usufruo da Via Costeira . Passeio, tomo banho de mar e se quiser, pesco. Só em não ver esgoto, ratos e calçadas esburacadas como na vizinha Ponta Negra, já me dou por feliz. As outras cidades é que têm de nos invejar. Lá, a natureza foi comprada.