No final da tarde desta quinta-feira (28), os prefeitos PT no RN estiveram reunidos com o chefe de gabinete, Adriano Gadelha, para agradecer e reafirmar o compromisso político/administrativo com a deputada federal Fátima Bezerra.
Na ocasião, a prefeita de Pureza, Maria do Sindicato; o prefeito de Serra Negra do Norte, Urbano Faria; a prefeita de Ouro Branco, Dra. Fátima; e o prefeito de Parelhas, Francisco, trouxeram uma pauta de reivindicações especificas de cada município, aproveitaram também para avaliar o primeiro ano de suas gestões e as metas administrativas para 2014.
Os prefeitos petistas fizeram questão de enaltecer a importância da atuação do mandato da deputada Fátima para resolver as demandas apresentadas.
Por fim, o prefeito Francisco ressaltou a união de todos em torno do projeto da deputada para 2014. “Que em 2014, Fátima fique certa: ela terá um verdadeiro exercito de prefeitos trabalhando em apoio ao seu nome”.
Caberá à Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores resolver o imbróglio em que se transformou a eleição para o diretório estadual do PT no Rio Grande do Norte.
O clima está tão pesado que ninguém se entende e uma nova reunião, prevista para hoje, não vai acontecer. A reunião do diretório havia sido solicitada por 24 dos 47 integrantes, aliados de Olavo Ataíde, oponente do atual presidente, vereador Eraldo Paiva.
Ataíde é ligado à deputada federal Fátima Bezerra. Eraldo Paiva, vereador em São Gonçalo do Amarante, faz parte da corrente liderada pelo deputado estadual Fernando Mineiro.
Paiva seguiu para Brasília nesta quarta-feira para levar os recursos impetrados pela chapa de Ataíde. A palavra final caberá à direção nacional, que decidirá se homologa ou não o resultado do Programa de Eleições Diretas, o PED.
E a briga entre os dois maiores grupos do PT ameaça de vez a capacidade de articulação dos petistas com vistas às eleições de 2014.
Mineiro queria ser candidato a governador. De olho numa aliança com outras legendas, principalmente o PMDB, que deverá apresentar candidato próprio, prefere uma coligação em que o PT apresente um candidato ao Senado. No caso, ela própria.
E as decisões do PT precisam ser tomadas e ratificadas pelo diretório estadual, que está rachado e não consegue se reunir.
Se não aparecer um bombeiro, vindo de Brasília, o fogo no PT vai arder até queimar alguns projetos eleitorais. E aí, adeus candidatura ao Senado. E também ao Governo do Estado.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), anunciou nesta terça-feira, 26, uma série de medidas para tentar rebater denúncias envolvendo políticos do seu partido em suspeitas de corrupção e formação de cartel em São Paulo.
Em entrevista coletiva ao lado de dirigentes da legenda, o senador e provável candidato do PSDB à Presidência pediu a demissão do ministro José Eduardo Cardozo. “Acho que ele (Cardozo) perdeu as condições de ser o coordenador dessas investigações como ministro da Justiça, pelo açodamento e omissão nesse processo”, disse Aécio. “O PT faz um mal enorme para a democracia, ao fazer do poder sua razão de existir”, completou.
Titular da pasta da Justiça do governo Dilma Rousseff, Cardozo diz ter encaminhado à Polícia Federal um documento no qual um ex-diretor da Siemens cita como destinatários de propina o deputado federal licenciado Edson Aparecido (PSDB), atual chefe da Casa Civil do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), ligado aos tucanos paulistas.
O documento, de autoria do ex-diretor da multinacional alemã Everton Rheinheimer, consta do inquérito Polícia Federal que apura o escândalo dos trens. Outros políticos, como o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cotado para ser vice na chapa presidencial de Aécio, são citados como sendo próximos do lobista Arthur Teixeira, suspeito de intermediar propinas pagas pelas empresas do cartel. Todos negam enfaticamente ter participado de qualquer ilegalidade.
Cardozo afirma ter recebido o documento do deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT), hoje secretário municipal de Serviços da gestão Fernando Haddad (PT) em São Paulo. Na versão que consta nos autos do inquérito da Polícia Federal, porém, o documento foi enviado aos investigadores pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), comandado por Vinícius Carvalho, que já trabalhou com Simão Pedro.
O teor do documento foi revelado pelo Estado na semana passada.
Os colegas de Aécio foram mais contundentes ao compararem o imbróglio envolvendo o envio do dossiê à PF ao escândalo dos “aloprados”. Nesse episódio anterior, petistas são acusados de comprar um dossiê na eleição de 2006 para comprometer o candidato José Serra ao governo paulista. “A única diferença desse episódio para o caso dos aloprados é que esse caso envolve um deputado, um ministro e o presidente do Cade”, disse Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara.
Medidas. O PSDB informou que além de encaminhar a representação à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, também tentará convocar o ministro da Justiça para depor na Câmara e no Senado e vai representar contra Cardozo no Ministério Público Federal por improbidade administrativa.
Para os tucanos, o ministro não poderia encaminhar à PF um documento “apócrifo”. O PSDB se utiliza do fato de Everton Rheinheimer ter divulgado nota oficial, após o caso vir à tona na semana passada, na qual dizia que o documento era a “anônimo”. Aos policiais federais, porém, o ex-diretor da Siemens afirmou ser de fato o autor daquelas denúncias.
Para os tucanos, o caminho correto a ser adotado por Cardozo, ao receber o documento, seria enviá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR), uma vez que há parlamentares citados, com direito a foro privilegiado. Tanto o Cade quanto a Polícia Federal são subordinados ao Ministério da Justiça.
Edson Aparecido acusou o deputado Simão Pedro de ter adulterado denúncia anônima encaminhada ao ombudsman da Siemens em 2008, apontando práticas ilegais da empresa no Brasil para incluir nesse texto acusações aos tucanos. Segundo o chefe da Casa Civil de Alckmin, o documento original está redigido em inglês e Simão teria feito uma “tradução petista” do texto. Ele acusou ainda o Cade de não tomar iniciativas para investigar outras denúncias de cartel envolvendo verbas federais. “É uma investigação seletiva”, disse Edson Aparecido.
O Estado também mostrou, no início de novembro, que Simão Pedro levou as denúncias sobre o cartel metroviário ao presidente do Cade meses antes de o órgão, que regula a concorrência no País, anunciar, este ano, um acordo de leniência com a Siemens, no qual a multinacional admitiu irregularidades em troca da redução de eventuais sanções. A investigação é sobre contratos de 1998 a 2008, período em que São Paulo era governado por políticos do PSDB.
Omissão. Aloysio Nunes Ferreira disse nesta terça que pediu também a convocação de Carvalho para que ele explique o motivo de ter omitido do currículo o fato ter trabalhado para o deputado Simão Pedro antes de assumir o Cade. Documento da Assembleia Legislativa paulista registra a passagem de Carvalho pela chefia de gabinete de Simão Pedro entre 19 de março de 2003 e 29 de janeiro de 2004.
Em setembro, o Estado revelou que Carvalho omitiu em ao menos quatro currículos oficiais, entre eles o apresentado na sabatina no Senado para assumir o comando do Cade, o fato de ter sido filiado ao PT e trabalhado como chefe de gabinete de Simão Pedro na Assembleia paulista, entre 2003 e 2004.
Além da convocação, o senador também vai trabalhar para que Carvalho seja destituído do cargo. “Estou assim como Pilatos entrou no credo. Não tenho nada a ver com essa porcaria”, disse.
O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal,também citado como próximo do lobista Teixeira, disse que o PT tinha a denúncia que acusa os tucanos de terem sido corrompidos por empresas do esquema do cartel desde junho, mas só deixou vazar a informação após a prisão dos condenados no processo do mensalão. “O ministro passou a agir como operador do submundo. Ele deveria saber que o que fez foi uma indignidade”, disse Anibal.
Aécio Neves o sr. é um Fanfarão!!!
Denúncia contra o governo tem que ser apurada, já as denuncias contra o PSDB não merece credibilidade. O famoso MODUS OPERANDI dos tucanos e assim FHC governou abafando seus escândalos e assim Covas, Alckim e Serra governaram SP.
Acho que o Aécio Neves deveria reclamar com a justiça alemã, francesa e suiça pq nos brasileiros só tomamos conhecimento da corrupção nesses 20 anos no metrô de SP por causa de investigações abertas nesses paises para apurar cartel.
Um documento revelado na semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo apontou a suposta participação de políticos graduados de PSDB, DEM e PPS na formação de um cartel em licitações de metrô e trens no estado. As acusações constavam de um texto atribuído pelo jornal a Everton Rheinheimer, um ex-diretor da empresa Siemens, multinacional alemã responsável por denunciar a existência do cartel. O destinatário do documento era desconhecido e seu percurso também permaneceu nebuloso até sexta-feira. Na versão inicial, divulgada pela Polícia Federal, o texto atribuído ao ex-diretor da multinacional havia sido endereçado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como o órgão tem por atribuição investigar cartéis e não corrupção, ele teria sido repassado à PF. Estaria, assim, percorrendo um caminho institucional. Na quinta-feira, porém, o Cade desmentiu a Polícia Federal. Em nota, o órgão negou que houvesse recebido o documento com as denúncias e que o tivesse repassado aos policiais. No dia seguinte, a versão da PF ruiu de vez. VEJA apurou que o texto que traz acusações aos tucanos foi passado diretamente das mãos do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), para o diretor-geral da PF, Leandro Daiello. A informação foi publicada em primeira mão em VEJA.com. Em resposta, o ministro Cardozo alegou que costuma receber muitas denúncias e dar andamento a elas. Só não explicou por que ficou três dias em silêncio enquanto se discutia a origem do documento e só admitiu ter sido ele quem entregou o papel à Polícia Federal depois de questionado pela reportagem da revista.
Embora não revele seu destinatário, o texto dá pistas de quem seja ele. Em determinado trecho, seu autor afirma que “em meados de 2010, com base nas informações e nos documentos fornecidos por mim, o deputado Simão Pedro (PT-SP) encaminhou ao MP-SP uma representação denunciando a existência das práticas de formação de cartel e de corrupção em diversos projetos metroferroviários no Estado de São Paulo e no Distrito Federal durante o período 1998-2012”. Em outro trecho, o autor diz que será alvo de pressão das empresas e que “gostaria de contar com o apoio do partido para poder resistir ao assédio”. Mais adiante, explicita o “apoio”: “O acordo que proponho a seguir não tem nenhum risco, mas envolve minha indicação para uma diretoria executiva da Vale (do Rio Doce) a médio prazo”. Como se sabe, o Cade, a PF e o Ministério Público não têm o poder de fazer nomeações para a mineradora. Isso é uma prerrogativa dos que detêm ações da empresa ou têm influência sobre as suas decisões. É o caso do governo federal e também do PT, que controla fundos de pensão como a Previ e a Petros, alguns dos principais acionistas da ex-estatal. Diante disso, restam poucas dúvidas sobre a que partido Rheinheimer se refere ao pedir “apoio para poder resistir ao assédio”.
A FARSA - Documento que a PF disse ter saído do Cade, mas que foi entregue pelo ministro da Justiça aos investigadores; parte das informações já tinham sido usadas pelo deputado petista Simão Pedro (abaixo) em representação contra o governo do PSDB de São Paulo
No documento — cuja autoria o ex-diretor da Siemens não confirma, mas também não nega — são acusados de envolvimento com o cartel do metrô os secretários da Casa Civil, Edson Aparecido (PSDB), dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes (PSDB), de Energia, José Aníbal (PSDB), e do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM), além do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e do deputado Arnaldo Jardim (PPS). Nunes Ferreira, Garcia e Fernandes teriam “estreito relacionamento” com o lobista Arthur Teixeira, apontado como o pagador de propinas do esquema. De Aníbal, o documento diz que o cartel “tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”. E sobre Aparecido e Jardim afirma que “seus nomes foram mencionados por Teixeira como sendo destinatários de parte da comissão paga pelas empresas” do cartel. Todos os citados negam as acusações.
A origem das denúncias e o uso político que se queira fazer delas não significam automaticamente que não tenham fundamento. As investigações feitas até agora mostram que há evidências de que mais de uma dezena de empresas se juntaram para acertar o resultado de licitações, acarretando prejuízos milionários para os cofres de São Paulo e do Distrito Federal. O que é inaceitável, porém, é que um ministro da Justiça se preste ao papel de “esquentador” de documentos — nesse caso, de um relatório que foi oferecido primeiramente a um partido em troca de vantagem financeira explícita. Teria Cardozo aloprado?
Pera aí, deixa eu ver se entendi. A veja tá metendo o pau no cara por ter repassado a PF uma denúncia séria de corrupção dos tucanos? É isso? Querem por na cadeia o denunciante e deixar os bandidos soltos? kkkkkk
Meu deus, imagina se o denunciado fosse o PT. Seria capa de 10 edições no mínimo!
Não é a toa que a cada dia perde mais leitores….
Luciano, você não entendeu bem. A crítica é pela tentativa de fazer parecer ser fato novo e não aquela denúncia já apresentada pelo Deputado Simão Pedro e noticiada em quase todos o jornais e revistas da época.
Olavo Ataíde, candidato apoiado pela deputada federal Fátima Bezerra (PT), será o novo presidente do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte. O desfecho aconteceu na manhã desta quarta-feira (13), e teve como fator de desequilíbrio a maioria dos votos do interior.
Por nove votos da maioria, Olavo derrotou o atual presidente, Eraldo Paiva, apoiado pelo deputado estadual Fernando Mineiro, além dos vereadores de Natal Fernando Lucena e Hugo Manso.
Pelos números oficiais, a apuração da eleição para o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, que ainda não terminou, indica que a chapa liderada pelo atual presidente, vereador Eraldo Paiva, de São Gonçalo do Amarante, está liderando, com 1.701 votos. À frente da chapa encabeçada por Olavo Athayde, que tinha 1.515 votos. Projeções internas apontam para a vitória de Eraldo Paiva, que integra a tendência petista liderada pelo deputado estadual Fernando Mineiro. Olavo é do grupo da deputada federal Fátima Bezerra.
O grupo de Mineiro e Eraldo Paiva foi o vencedor nas principais disputas com o grupo de Fátima Bezerra. Gilberto Diógenes venceu em Mossoró, Gilberto Costa em Caicó, Juliano Siqueira ganhou em Natal e o grupo também conquistou os quatro diretórios zonais de Natal.
POLARIZAÇÃO
As eleições diretas internas do PT mostraram uma polarização entre os grupos de Mineiro e Fátima, com ampla vantagem para o primeiro. As apurações devem ser encerradas nesta segunda-feira.
Há duas semanas, o diretório estadual aprovou por dez votos a três uma resolução que estabelece como prioritária a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado e autoriza a comissão política estadual do partido a reiniciar conversações com outras legendas.
Mineiro anunciou a retirada do projeto de pré-candidatura ao Governo do Estado, mas os petistas que questionam a aproximação com o PMDB aumentaram o tom das críticas e questionamentos.
Muitos petistas, como o presidente do diretório municipal do PT em Natal, Juliano Siqueira, e o próprio Mineiro, ameaçam não subir no palanque se o PMDB estiver coligado, mesmo na chapa proporcional, com o DEM do senador José Agripino e da governadora Rosalba Ciarlini.
Aliados nacionais, PT e PMDB devem caminhar separados nas disputas regionais em estados onde estão 68% do eleitorado brasileiro – donos de quase 96 milhões de votos. Esse cenário pode estar presente em 11 unidades da Federação, entre elas os maiores colégios eleitorais do país: Rio, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. A divisão não significa rejeição à reeleição da presidente Dilma Rousseff, embora existam problemas em alguns diretórios do PMDB que ameaçam votar contra a coligação nacional com o PT.
Os dois aliados tendem a se juntar em outras nove unidades da Federação, entre elas o Distrito Federal, onde o governador Agnelo Queiroz (PT) e seu vice, Tadeu Filipelli (PMDB), tentarão a reeleição. Nos casos em que as duas siglas devem estar unidas, a maior parte das alianças tem os peemedebistas como cabeça de chapa, como no Rio Grande do Norte e em Alagoas. Com o cenário atual, PT e PMDB só apareceriam unidos local e nacionalmente para 16% do eleitorado.
As duas legendas informaram ao GLOBO quais pré-candidatos tinham a intenção de lançar ou apoiar para governador em 2014, o que permitiu o cruzamento de informações.
– Cada partido trabalha para lançar candidatos no maior número possível de estados, assim foi nas eleições municipais, e a coisa vai afunilando. Ainda há estados em que é possível fechamento. Só não é possível mesmo em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul – afirmou o presidente do PMDB, Valdir Raupp.
Indefinição no Maranhão e no Ceará
Em sete estados, a situação está completamente indefinida. No Maranhão, por exemplo, os petistas estão divididos entre o apoio ao presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), e ao candidato da governadora Roseana Sarney (PMDB), Luiz Fernando Silva, atual secretário estadual de Infraestrutura. No Ceará, o PT só estará com o PMDB se o governador Cid Gomes (PROS) também apoiar o senador peemedebista Eunício Oliveira ao governo. Cid deixou o PSB do governador e pré-candidato à Presidência Eduardo Campos para trabalhar pela reeleição de Dilma.
Insatisfeitos com o rumo das negociações com o PT em seus estados, seis importantes diretórios do PMDB do vice-presidente Michel Temer começaram a se movimentar para forçar a realização de uma pré-convenção do partido em março do ano que vem. No evento, seriam colocadas claramente as condicionantes para o partido apoiar a reeleição de Dilma.
– Não tem tensão nenhuma, pelo menos comigo, não. Todos os partidos fazem convenção, pré-convenção – minimizou o presidente do PT, Rui Falcão, ao chegar a debate dos candidatos à presidência do partido em Brasília.
O aumento da pressão por uma pré-convenção que defina os rumos do PMDB não é gratuito. Os principais diretórios da legenda enfrentam hoje problemas locais que podem se refletir na aliança nacional com o PT. Dois estados já anunciaram publicamente que não apoiarão a reeleição da presidente, justamente os maiores do Nordeste: Bahia e Pernambuco. Os diretórios do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul também estão hoje majoritariamente contra a aliança nacional com o PT, em função de disputas regionais.
Na Bahia, a busca de Geddel Vieira Lima (PMDB) por apoio de outros partidos, incluindo PSDB e DEM, inviabiliza o apoio a Dilma. Já no Rio Grande do Sul, PT e PMDB historicamente sempre caminharam separados. Tarso Genro (PT) busca a reeleição, e o PMDB tem como pré-candidatos o ex-governador Germano Rigotto e o ex-prefeito de Caxias do Sul Ivo Sartori.
– É normal que haja esses conflitos de interesses, e temos que saber manejar isso – afirmou um dos vice-presidentes do PT, Alberto Cantalice.
Há, no entanto, pelo menos quatro estados em que os diretórios do PMDB têm como meta apoiar a presidente Dilma, mas exigem que o PT faça concessões: Rio, Ceará, Maranhão e Paraíba. E, por terem muitos delegados na convenção do partido, eles têm a capacidade de levar a aliança ao naufrágio. Outros três estados que também detêm enorme força na convenção do partido – Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina – encontram-se hoje divididos.
Temer atua como bombeiro
Em Minas, segundo maior colégio eleitoral e estado do pré-candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), os petistas já trabalham pelo nome do ministro Fernando Pimentel, enquanto os peemedebistas apresentaram o nome do senador Clésio Andrade para a disputa. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, é apontado como um dos que fazem parte da turma que defende o apoio a Pimentel e a união com o PT.
– O Clésio e o Pimentel estão conversando. Pode ser que os partidos tenham candidatos separados, mas apoiando a chapa nacional – afirmou Raupp.
Ontem, com a revelação da estratégia de convocação de uma pré-convenção, Temer recebeu desde cedo diversas ligações a favor e contra a medida. O vice-presidente, naturalmente, defende que a decisão do partido não seja antecipada, até por elevar a possibilidade de rompimento com a candidatura de Dilma. E prega que as negociações com o PT continuem sendo feitas estado por estado. O temor é que a colocação de todos os cenários simultaneamente leve à radicalização do processo.
– Este é um período em que as partes estão ensaiando suas jogadas. Quem disser que vai ser assim ou assado é pretensioso – disse o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS).
Temer ao menos conseguiu ganhar tempo. Como acabou sendo abortado o jantar de anteontem que reuniria a cúpula do partido e no qual seria formalizada a proposta da pré-convenção, a tendência é que o assunto só volte a ser debatido no fim do ano.
Os peemedebistas que trabalham pela aliança nacional com o PT não acreditam que os descontentes serão capazes de barrar o apoio do partido a Dilma, mas reconhecem que, em alguns estados, os pré-candidatos do partido não farão campanha para a presidente.
A rebelião do PMDB nos estados se alastrou a partir de um epicentro: o Rio. No estado, o mais importante governado pelos peemedebistas, os dois aliados vivem às turras por conta da briga pelo governo do estado em 2014, entre o senador Lindbergh Farias (PT) e o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva aproveitou sua participação num seminário sobre responsabilidade social na província de Buenos Aires para defender a política e os políticos em momentos de “primavera árabe e manifestações sociais em países como Brasil, Espanha e Portugal”.
O ex-presidente disse que fora da via da política para solução de conflitos sobram poucas alternativas.
— Ou é autoritarismo, ou nazismo ou fascismo. Em vez de negar a política, dizer que Lula não presta, que Cristina Kirchner não presta, que Dilma não presta, pelo amor de Deus, entrem na política e descubram o político que pode estar dentro de vocês — declarou Lula, em recado a jovens argentinos, a grande maioria kirchneristas e admiradores do ex-presidente brasileiro.
— Não tenho vergonha da política, do meu partido, dos meus deputados e da minha presidente — frisou Lula.
Acompanhado por importantes membros do gabinete da presidente argentina, Cristina Kirchner, a quem Lula desejou uma rápida recuperação, o ex-presidente insistiu na necessidade de reforçar a aliança entre Brasil e Argentina e com todos os países da região, e aproveitou também para fazer um duro questionamento aos meios de comunicação brasileiros.
Nesta nova visita à Argentina, Lula foi, mais uma vez, tratado como uma celebridade internacional. O ex-presidente recebeu um prêmio honoris causa da Universidade Nacional de Buenos Aires, a mais importante do país, e foi apresentado como “o homem que combateu a fome no Brasil”.
A plateia que ouviu o discurso do ex-presidente foi convocada por setores do kirchnerismo e era, em sua grande maioria, fã de Lula. Uma das organizadoras do eventos é Alessandra Minicelli, funcionária K e mulher do ministro do Planejamento, Julio De Vido, um dos homens mais importantes do governo Kirchner.
— Algumas pessoas tentam negar os movimentos (sociais) e tentam negar a política. Se tem uma coisa importante na democracia e a movimentação da sociedade. A democracia não e um pacto de silêncio — afirmou Lula, em referência às recentes manifestações no Brasil e em outros países do mundo.
O ex-presidente homenageou seus ex-colegas Nestor Kirchner e Hugo Chávez e pediu uma rápida recuperação de Cristina, de licença até novembro para recuperar-se de uma cirurgia para retirar hematoma no crânio. Num país onde o governo enfrenta uma delicada disputa com meios de comunicação locais (principalmente o grupo Clarín), que chegou aos tribunais argentinos, Lula voltou a criticar a mídia, como fez em sua última visita, há um ano.
— Meus amigos da imprensa, donos de jornais e de TVs. Todos ganharam muito dinheiro em meu governo e nunca me deram trégua. Se apanhar deles fosse justificativa para não ser presidente, eu não teria sido presidente — disse Lula.
Lula disse ter aprendido a lição:
— O povo é mais esperto.
— Não lembro de uma manchete favorável a mim. O povo lê mais, estuda mais. Não é mais aquele tempo em que o que se dizia na TV era ordem — declarou o ex-presidente, que em 2005 disse ter comentado com sua mulher, Mariza, que se continuasse lendo os jornais e assistindo os noticiários de TV “morreria de azia”.
— Parei de ler e não desaprendi nada. Deixei a presidência com 87% de aprovação — enfatizou Lula.
O ex-presidente assegurou, porém, que “sou um homem que não teria chegado onde de cheguei sem a imprensa”.
— Apanho, mas reconheço o mérito — disse o ex-presidente, que acusou alguns meios de comunicação latino-americanos de atuarem “como se fossem um partido político”.
— Se acham que vou mover um dedo para prejudicar a imprensa, esse dedo já caiu — brincou Lula.
O ex-presidente, convidado de honra do evento realizado em Cidade Evita, na Grande Buenos Aires, falou durante quase duas horas. Lula enumerou os programas mais importantes de seu governo e disse ter conversado com empresários, sindicalistas e trabalhadores mais do que qualquer outro presidente brasileiro.
— Aprendi a ter capacidade de ouvir. Minha orelha é caída de tanto ouvir — brincou o ex-presidente, que encerrou seu discurso criticando os países que “não sabem mais viver sem guerra”, em clara referência aos Estados Unidos.
— Não fazemos parte disso. Queremos trabalhar e estudar. A impressão que tenho e quem está na mesa não quer paz — lamentou Lula, aplaudido de pé pela plateia kirchnerista.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e presidente nacional do PSB, participou de encontro com correligionários de todo o Estado. Na ocasião, o grande favorito a candidatura presidencial em 2014 confirmou que ainda não existe uma posição do partido para indicação ao Governo do Rio Grande do Norte nas próximas eleições.
O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nesta segunda-feira (23), que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de dar uma nova chance a parte dos condenados do mensalão “não mudou a qualidade do julgamento”. Para Falcão, o processo “foi eminentemente político”. O secretário-geral do partido, Paulo Teixeira, afirmou que, ao aceitar os embargos infringentes, os ministros da Corte poderão “corrigir equívocos”.
Na semana passada, o STF decidiu aceitar os embargos infringentes, recurso que dá aos condenados o direito de nova análise de crimes pelos quais foram condenados — desde que no julgamento tenham tido pelo menos quatro votos a seu favor.
A medida concede uma segunda chance, por exemplo, ao ex-ministro José Dirceu. Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, ele poderá pedir novo julgamento para este último crime e, se for absolvido, livrar-se do cumprimento de sua pena em regime fechado. José Genoino, ex-presidente do PT, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, também poderão pedir embargos infringentes para o crime de quadrilha.
Críticas
Foi a primeira declaração de Rui Falcão desde a decisão pelo novo julgamento. O assunto não esteve na pauta oficial da reunião desta segunda da Executiva do partido em São Paulo — o único documento com a posição do PT sobre o julgamento foi divulgado em 14 de novembro, já com críticas ao Supremo. Nas declarações à imprensa, porém, as críticas aos magistrados foram reiteradas, mesmo diante de um resultado visto como positivo para os réus do caso.
Falcão avaliou que a decisão sobre os embargos não altera o fato de o STF ter decidido, na visão dele, “em cima de suposições e presunções”.
— Continuo entendendo que foi um julgamento eminentemente político, que condenou os companheiros sem provas, baseado em indícios, suposições e presunções, que aplicou a teoria do domínio do fato, que é uma coisa totalmente despropositada. Não mudou a qualidade [do julgamento]. Simplesmente deram acolhida a uma coisa que vale para qualquer um que tenha sido julgado só pelo STF e tem direito a um segundo julgamento, uma segunda jurisdição, que é um princípio universal.
Paulo Teixeira — deputado federal que disputará em novembro, com Rui Falcão, a eleição interna para o comando do PT — disse esperar que a Corte possa “ter mais tranquilidade” e “corrigir equívocos”.
— Tem penas desproporcionais, condenações sem provas. Esperamos que nessa fase possa haver maior equilíbrio.
Segundo ele, há no partido a percepção de que o Supremo sofreu influências externas na hora de julgar os petistas e condená-los, no entendimento final da Corte, por montar um esquema de desvio de verbas públicas a fim de comprar votos no Congresso entre os anos de 2003 e 2005, no primeiro mandato do ex-presidente Lula.
Também nesta segunda, em entrevista ao site da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, o ex-secretário-geral da Presidência do governo Lula Luiz Dulci atacou a oposição, classificando-a de “golpista”. Na avaliação das críticas aos governos petistas, Dulci, hoje dirigente do Instituto Lula, não mencionou o processo do mensalão, mas disse que há uma “judicialização” da política.
Prazos
O julgamento do mensalão deve ser retomado só no ano que vem. O ministro do Supremo Luís Roberto Barroso entregou seu voto por escrito para publicação. O acórdão do caso, porém, só será publicado quando todos os ministros entregarem seus votos. A previsão é que o início do julgamento dos embargos infringentes ocorra apenas em fevereiro de 2014 — ano de eleições presidenciais no País.
Julgamento político de políticos é o que vem agora. Vao todos serem culpados por desviarem 179 milhoes, porem nao serao punidos por que sao politicos…. Por isso que político virou sinônimo de ladrão e de impunidade neste país. O PT quer apagar da memoria dos brasileiros a maior imoralidade de todos os tempos.
O deputado estadual pelo PT, Fernando Mineiro, criticou a decisão da secretária estadual de Educação, Betânia Ramalho, de endurecer contra os professores que entraram ontem em greve – foi determinado o corte de ponto deles.
Para o deputado, o momento era de negociar com os educadores. “A secretária de Educação precisa sair de seu mundo cor de rosa e abandonar a ideia fixa de destruir o Sindicato da categoria. Este momento exige diálogo. Sem isso, gestores não solucionam problemas”.
Ainda segundo Mineiro, é por essa falta de diálogo e manejo dos interlocutores do governo com a sociedade que o Estado passa por crise.
“A crise no Governo do Estado é potencializada pela falta de interlocutores entre o Executivo e setores da sociedade. Ele reage autoritariamente mediante às reivindicações”, afirmou o petista.
O deputado também criticou Betânia em relação ao descumprimento da aplicação dos 25% dos impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento do ensino – a secretária disse que nenhum governo cumpriu isso. “Isso não autoriza [a gestão atual] a não cumprir”, disse o deputado.
Acho muito engraçado o quanto mudam os discursos em apenas 2 anos e meio… É como se estivesse tudo bem antes disso. Talvez (certamente) se o deputado tivesse cobrado a 3 anos atrás pela saída dos aposentados do quadro dos 25%, hoje ele estaria sendo cumprido…
O 'mundo cor de rosa' da secretária Betânia Ramalho, é bom que se diga, é o mesmo que engolfa toda a camarilha petista que hoje domina a UFRN e os institutos federais de educação. Betânia é técnica cedida à administração estadual e não foi para lá fazer proselitismo político. Já Mineiro e sua rapaziada petralha só querem palanque, e nada mais. Para eles, catastrofistas cínicos e profissionais, quanto pior melhor.
O Deputado, como regra presente em TODOS os políticos, não parece lembrar que a "cumpanhêra" Dilma também ameaçou cortar o ponto de grevistas quando dos movimentos paredistas de passado recentíssimo.
Infelizmente estamos órfãos de partidos e parlamentares que possam apontar o dedo para condutas imorais e aéticas de quem quer que seja. Lembro do PT, palmatória do mundo, última trincheira da moralidade, defensor das boas práticas políticas, que tão logo assumiu o Poder tratou de tirar a lã de ovelha para mostrar os pelos do lobo. Depois apareceram uns nanicos, tão inexpressivos quanto seus integrantes, que no mais só sabem fazer zoada e apoiar a anarquia e a baderna, representados pelo PSOL e PSTU.
Hoje quem representa a honestidade e retidão do brasileiro?
Deputado a fala é de prata, mas o silêncio é de ouro!
Os gastos com propaganda do governo federal nos dois primeiros anos da gestão de Dilma Rousseff, incluindo estatais, é 23% maior, na média, do que nos oito anos de mandato de seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente também vem gastando mais – cerca de 15% -, na média, na comparação com o segundo mandato de Lula.
Ao todo, em dez anos de governo petista foram desembolsados, incluindo todos os órgãos da administração, cerca de R$ 16 bilhões, em valores corrigidos pela inflação, segundo levantamento inédito do Estado.
A quantia é quase igual aos R$ 15,8 bilhões que o governo pretende investir no programa Mais Médicos até 2014. Com o valor também seria possível fazer quase duas obras de transposição do Rio São Francisco, atualmente orçada em R$ 8,2 bilhões.
Em mobilidade urbana, seria possível construir entre 25 km e 30 km de metrô em São Paulo – um terço da atual malha – ou então colocar de pé, na capital paulista, cinco monotrilhos iguais ao que ligará o Jabaquara ao Morumbi, na zona sul, passando pelo aeroporto de Congonhas.
O dinheiro gasto pelo governo com publicidade poderia também manter congelada em R$ 3 a tarifa de ônibus na cidade de São Paulo durante 50 anos.
Ainda para efeito de comparação, o valor é duas vezes superior aos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que Dilma anunciou para a capital paulista há dez dias, e que servirá para construir 127 km de corredores de ônibus, recuperar os mananciais das represas Billings e Guarapiranga, drenar vários córregos da capital e construir moradias para 20 mil famílias.
Os dados sobre os gastos com publicidade foram solicitados, via Lei de Acesso à Informação, a cada um dos órgãos que a Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou ter assinado algum contrato publicitário desde 2003. Os dados foram computados com base na resposta fornecida por eles – o governo federal afirmou que não dispõe dessas informações de maneira centralizada.
Ao comentar os resultados do levantamento, o governo ressaltou que as despesas da administração direta – ministérios e Presidência – têm o objetivo de “levar à população, em todo o território nacional, informações de utilidade pública para assegurar seu acesso aos serviços a que tem direito e prestar contas sobre a utilização dos recursos orçamentários”.
No caso dos gastos da administração indireta, como as estatais, o governo argumentou que se trata de empresas que, apesar de públicas, concorrem no mercado, portanto precisam ter a imagem bem trabalhada.
Atualmente Dilma enfrenta problemas de popularidade, que já bateu recordes, mas, depois das manifestações de junho, enfrentou uma forte queda. No fim de semana, o Datafolha divulgou nova pesquisa que mostra uma pequena recuperação da aprovação do governo.
Médias comparadas. Nos dois primeiros anos de mandato da presidente Dilma, o governo federal gastou R$ 3,56 bilhões, média de R$ 1,78 bilhão por ano.
Nos oito anos de Lula, o governo desembolsou R$ 11,52 bilhões, média de R$ 1,44 bilhão. No primeiro mandato, a média foi de R$ 1,32 bilhão. No segundo, de R$ 1,55 bilhão – sempre lembrando que se trata de valores atualizados pela inflação.
O dado global de gastos com propaganda, de R$ 16 bilhões, pode ser, na verdade, ainda bem maior. Isso porque o Banco do Brasil se recusou a informar os seus gastos com publicidade entre 2003 e 2009.
Só há dados disponíveis de 2010 a 2012. Por essa razão, a fim de evitar distorções, os dados referentes ao banco só foram incluídos no valor global, ou seja, nos R$ 16 bilhões, mas descartados na comparação entre os anos.
Apenas para se ter uma ideia, entre 2010 e 2012, o Banco do Brasil gastou, também em valores corrigidos pela inflação, R$ 962,3 milhões com publicidade, média anual de R$ 320,7 milhões. É, no período, o segundo órgão que mais gastou, atrás da Caixa Econômica Federal.
Banco do Brasil à parte, a Caixa Econômica, a Petrobrás e os Correios, somados, representam 51,12% de tudo o que o governo destinou a ações publicitárias nos dez anos de gestão petista.
Por causa do peso dessas três gigantes, a administração indireta – que engloba autarquias, fundações, sociedades de economia mista, empresas públicas e agências reguladoras – concentrou 69,4% dos gastos do governo com publicidade.
Três companhias energéticas que integram a administração indireta – Alagoas, Piauí e Rondônia – não responderam ao questionamento do Estado.
Na administração direta, apenas o Ministério do Trabalho e Emprego não enviou seus dados de despesas com publicidade.
A Secom, que formula a estratégia de comunicação da Presidência, é o órgão mais gastador da administração direta, tendo sido responsável pelo desembolso de R$ 1,68 bilhão no período de dez anos. Ela é seguida pelos ministérios da Saúde, das Cidades e da Educação.
Tanto no caso da administração direta quanto da indireta, houve aumento dos gastos publicitários de 2003 para 2012. No primeiro caso, saltou de R$ 255 milhões para R$ 626 milhões, aumento de 146%. No segundo, de R$ 775 milhões para R$ 1,15 bilhão, crescimento de 48%.
Também nos dois casos, o pico de gastos ocorreu em 2009. A Secom e os ministérios gastaram R$ 752 milhões, e a administração indireta, R$ 1,22 bilhão. Era o terceiro ano do segundo ano de mandato de Lula.
Para uma pessoa que afirma "não gostar de política", vc Paulo Kasinsk, não perde uma oportunidade de alfinetar o Governo Federal, o PT e os petistas. Contudo, não se observa sua mesma determinação quando trata-se de outros protagonistas e agremiações, tais como o PSDB e o DEM e seus membros envolvidos em escândalos de magnitudes similares. Também ao fazer esse comentário sobre a publicidade, esquece-se de mencionar o Governo do Estado do RN, mergulhado num processo de Mircalização irreversível. Vc precisa se policiar um pouco nos seus comentários metidos a "cientista político", para fazer análises mais imparciais sobre todos os fatos, situações e personagens envolvidos em esquemas de corrupção, desvios e improbidades de todos os tipos, no céu que é a política brasileira, onde não existem "SANTOS NEM DEMÔNIOS". o REINO É DO PRAGMATISMO INESCRUPULOSO NUMA SURDA DISPUTA FRATRICIDA PELO PODER. CADA UM USANDO SUAS ARMAS…
deveria ser proibido o governo gastar com propaganda muitas vezes enganosas, as obras do governo deveria ser atravez de noticias vinculada aos telejornais
Contrariando a frase, acredite:"marketing é tudo", afinal, estamos aqui para pagar a conta. Olhe a foto dessas duas figuras aí, e veja como eles riem da nossa cara. Bem´feito, né não? Como os valores são anestesiantes, em números grosseiros lembro-lhe que aí no marketing estão uns 40% do feijão; uns 45 do pão; uns 70% da cerveja e vem o leite; o medicamento; a carne; o arroz; o automóvel; a farinha; o trigo; a manteiga; bens duráveis e não duráveis e mais uns quinhentos que não cabem aqui e o que você mais imaginar. Mas, não seja mal educado, afinal, são duas grandes autoridades: devolva-lhes o sorriso.
Bastou apresentar recuperação nas pesquisas que a mídia direitista começa a lançar suas matérias politicamente programadas.
Gostaria de saber porque o Estadão, Veja, Folha e Época estão caladas quanto ao escândalo do mêtro de São Paulo "O Propinoduto Tucano", o esquema de proteção é tão escancarado que a autoproteção só foi vencida porque uma multinacional alemã, a Siemens, tomou a decisão de pedir um acordo de leniência, caso contrário o Brasil jamais tomaria ciência do escândalo que assombra pela quantidade de recursos desviados e o modus operandi.
Quanto aos gastos com publicidade acho um absurdo, mas o Estadão, que é de SP, deveria divulgar os gastos com publicidade do governo do PSDB que em termos proporcionais gasta quase três vezes mais que o governo federal.
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, fez uma viagem oficial no último dia 3 deste mês para Toledo (PR) em um jatinho pago pelo PT. O partido assumiu a conta depois que Gleisi informou que a viagem havia sido “privada”.
A ida da ministra ao interior do Paraná, contudo, foi para o lançamento do “Plano Safra” naquele estado, embora ela não seja a responsável pela pasta de Agricultura. Essa informação foi confirmada pela própria Casa Civil.
Cláudio Humberto não soube dizer se o PT poderia custear a viagem de uma autoridade pública.
Antes de a rapaziada encher as ruas, o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos enxergavam em Marina Silva uma bela alternativa de vice. Hoje, se Aécio e Eduardo se oferecessem para vice de uma chapa encabeçada por Marina, ela talvez desdenhasse. O último Datafolha confirmou o que as pesquisas anteriores já haviam insinuado: Marina tornou-se uma presidenciável mais competitiva do que os outros adversários de Dilma Rousseff.
Para se consolidar na segunda posição, Marina recebe a ajuda de dois cabos eleitorais inesperados: PSDB e PT. Metidos numa gincana para ver quem joga mais lama no outro, tucanos e petistas levam parte do eleitorado irritado com os políticos a ver em Marina uma espécie de heroína da resistência. A imagem é fantasiosa. Mas, em tempos de mensalão e de Siemens, um pedaço da plateia parece preferir o improvável a ter que optar entre o lamentável e o impensável.
De acordo com o Datafolha, Dilma recuperou um naco do prejuízo que contabilizara nas pegadas dos protestos de junho. Evoluiu de 30% para 35%. Marina engordou de 23% para 26%. Aécio foi lipoaspirado de 17% para 13%. E Eduardo manteve praticamente o mesmo peso, oscilando de 7% para 8%. Nesse cenário, se a eleição fosse hoje, Marina disputaria a poltrona de presidente da República num segundo turno contra Dilma.
Os mais céticos duvidam dessa possibilidade sob o argumento de que falta a Marina estrutura política. Numa fase em que a garotada grita na rua que “o povo unido não precisa de partido”, ter estrutura pode ser desvantajoso. Marina é a candidata do paradoxo. Até aqui, cresceu sem cargos, sem partido e sem o espaço generoso que seus contendores recebem dos meios de comunicação. Enquanto tenta colocar em pé a sua # Rede, Marina surfa numa onda que engolfa todos os conceitos, revirando-os.
Na noite de sexta-feira, discursando para militantes petistas em Bauru, Lula disse que o PT “não tem medo de conversar com o povo na rua.” O que o partido precisa temer, ele acrescentou, são “aqueles que começam a negar a política.” Chamou de “analfabetos” os jovens que dizem “eu não gosto de política, não gosto de nenhum partido político, não gosto de sindicato.”
Lula lecionou: “Temos que dizer, alto e bom som: fora da política não tem saída. Se a gente quiser pegar dois exemplos, a gente pega Hitler e Mussolini.” Tolice. As ruas pedem respeito e decência, não nazismo e fascismo. Há cadáveres demais no noticiário. Insepultos, produzem um fedor lancinante. Não bastasse a insatisfação generalizada com a precariedade dos serviços públicos, desapareceu da cena política brasileira a presunção de superioridade moral. As legendas que polarizam a disputa integraram-se à perversão comum a todas as siglas. É nessa onda que Marina surfa.
O excesso de lodo potencializa a subversão dos conceitos. Eleição vira loteria sem prêmio. Voto transforma-se num equívoco renovado a cada quatro anos. Partidos convertem-se em organizações com fins lucrativos. Coligações viram conchavos entre culpados inocentes e inocentes culpados. Democracia passa a ser um regime que saiu pelo ladrão.
O PSDB já carregava nas costas Eduardo Azeredo e o mensalão de Minas, ainda pendente de julgamento no STF. Com a delação da Simens, a legenda presidida por Aécio Neves foi empurrada para uma defensiva que tende a perdurar até 2014. O PT optou por acalentar os seus mensaleiros. Com isso, amarrou a sua sorte ao julgamento do escândalo.
Se os condenados forem para a cadeia, a legenda será presa com eles. Se o STF revogar as condenações por formação de quadrilha, livrando José Dirceu e Cia, da cana dura, as ruas brasileiras podem ficar pequenas para tanta gente. Nessa hipótese, convém prestar atenção redobrada em Marina Silva. Em 2010, ela arrastou 19 milhões de votos e empurrou o tucano José Serra para o segundo turno. Agora, aproxima-se dos 30% de intenções de voto dizendo coisas definitivas sem definir muito bem as coisas.
Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida nesta semana aceitar a análise de um determinado tipo de recurso dos réus do mensalão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenados à prisão no fim do ano passado, têm boas chances de ser beneficiados e escapar da pena em regime fechado.
Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Previstos no regimento interno do STF, os chamados embargos infringentes, na prática, levam a um novo julgamento para os condenados nos crimes em que pelo menos quatro ministros votaram pela absolvição do réu.
O problema é que, como esse tipo de recurso não está previsto numa lei de 1990 que regula a tramitação de processos no STF e no STJ (Superior Tribunal de Justiça), os ministros terão de decidir se eles serão ou não cabíveis para o mensalão.
O julgamento que definirá essa situação está marcado para a próxima quarta-feira.
Essa definição é aguardada com muita expectativa por parte dos réus do mensalão, principalmente após o julgamento do senador Ivo Cassol (PP-RO) na quinta-feira.
Cassol foi considerado culpado pelo crime de fraude em licitações, mas foi absolvido por formação de quadrilha contando com os votos de Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, os dois novos ministros da corte.
Como nenhum dos dois participou do mensalão, seus votos, se seguirem a mesma linha do julgamento de Cassol, podem reverter a condenação imposta a Dirceu, Delúbio e outros sete réus por formação de quadrilha.
Se for inocentado por esse crime, Dirceu sairá de uma pena em regime fechado de 10 anos e 10 meses para uma de 7 anos e 11 meses, condenado somente por corrupção ativa. Como a pena é inferior a 8 anos, os ministros do STF devem colocá-lo no regime semiaberto.
Nesse caso, a lei prevê o cumprimento da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. O condenado dorme na cadeia e pode trabalhar fora durante o dia. Os detalhes do cumprimento da pena caberão ao juiz de execução penal.
Algo parecido pode ocorrer com Delúbio, que reduziria sua pena de 8 anos e 11 meses para uma de 6 anos e 8 meses, também condenado apenas por corrupção ativa.
Quem também pode se beneficiar é o deputado José Genoino (PT-SP). Ele já está enquadrado no regime semiaberto com uma pena de 6 anos e 11 meses. Caso se livre da formação de quadrilha, sua pena seria de 4 anos e 8 meses por corrupção ativa.
Também há a possibilidade de apresentação de embargos infringentes pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP). Em seu caso, pelo crime de lavagem de dinheiro. Cunha também tem a chance de sair do regime fechado para o semiaberto.
Ou seja: que é um bandido, é; isso, o Supremo já não tem mais dúvidas. A questão agora são os tuneis da lei, e não as brechas. Na rua ou nas grades, já está condenado. Mas, temo pelo o que pode vir acontecer. A leitura das ruas está longe de ser entendida. Por mais óbvia que seja, está longe de ser entendida. Outro dia me surpreendi com um colega, até bem-informado, ao dizer, ele, que não sabia que José Dirceu havia se transfigurado fazendo plástica para mudar a cara. Isso quer dizer que esse José Dirceu da foto aí, que você acabou de ver, não é o José Dirceu. Coisa de cinema. Vá no Google e saiba melhor sobre esse "grande" personagem. Cansa, falar desse povo.
Comente aqui