Política

PT vê menção a Serra como combustível para CPI

299187-970x600-1O PT avalia como combustível para a instalação imediata de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara o fato de o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) ter sugerido um acordo à multinacional alemã Siemens para evitar o travamento de uma licitação para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), como revelou a Folha.

“Está demonstrada a participação de agentes públicos. Isso mostra a urgência de instalação de uma CPI”, disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), designado pela liderança petista na Câmara como articulador da coleta das 171 assinaturas necessárias para a criação da comissão de inquérito. Ele afirma que a coleta começará hoje, mas que o grosso das assinaturas deverá vir na próxima terça-feira, quando a Câmara estará mais cheia.

A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

Teixeira afirma ver indícios de crime por parte de José Serra, embora o conteúdo do e-mail não indique que o tucano sabia da existência de um cartel.

“Na minha avaliação, está caracterizada fraude a licitação”, afirma o deputado, em relação ao fato de o tucano ter sugerido que a Siemens poderia ser subcontratada pela concorrente CAF, que já havia apresentado preço mais baixo para o fornecimento de 40 trens para a CPTM.

O petista diz que o esforço central do partido, rival histórico de Serra, será conseguir as assinaturas para a CPI. Ele descarta, nesse primeiro momento, tentar a convocação de Serra ou de executivos da Siemens em comissões específicas da Casa.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o governo tucano tem ampla maioria, o líder do PT na assembleia, deputado Luiz Claudio Marcolino, afirmou que a citação do ex-governador José Serra (PSDB) mostra a necessidade da instalação de uma CPI.

“Com o envolvimento no nome do Serra, a suspeita sai da esfera apenas de funcionários da administração pública e vai para a esfera política, o que deve ser alvo de uma investigação dos deputados”, afirmou.

O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), contudo, entende que, caso haja uma conexão temática com alguma das comissões permanentes da Câmara, é necessário, sim, que o partido defenda a convocação de Serra e de executivos da Siemens.

“Se tiver acho que é necessário, até porque envolve uma questão mais grave do que o simples fato de haver um esquema de cartel, que é a existência de empresas estrangeiras promovendo a corrupção dentro do Brasil”, disse.

Ao lado de Candido Vaccarezza (PT-SP), Berzoini defendeu que Serra tenha todo o direito de defesa garantido, e afirmou tratar o caso com cautela.

“Sempre sou cauteloso com qualquer notícia desse tipo, porque é preciso sempre preservar o direito de defesa. Mas os elementos são muito contundentes, eu acho que existe uma necessidade de haver uma apuração rigorosa para saber exatamente o que aconteceu”, disse Berzoini.

Para Vaccarezza, é preciso garantir “amplo direito de defesa e apurar os fatos com rigor, sem nenhuma condenação a priori”.

Folha

Opinião dos leitores

  1. Kasinsk, essa é a postura perfeita do perfeito "ANALFABETO POLÍTICO", como dizia Bertold Brech. Da sua omissão surgem a prostituição, a criminalidade, a corrupção, a violência, os desvios, etc, enquanto alimentam os maus políticos. Pessoas como vc são orgânicas, servindo apenas para propósitos passionais fanáticos.

  2. Agora vc se entregou Kasink, "todo analfabeto político afirma que não gosta de política". Essa omissão é justamente a energia que os oportunistas precisam para prosperar. De pessoas como vc é que se alimentam os maus políticos. Pessoas que afirmam "detestar política", são, segundo Bertold Brech, o exército de ANALFABETOS POLÍTICOS, massa de manobra dócil para ser tranquilamente manipulada de um lado para outro como lhes aprouver. Mudar o seu discurso e dizer que não disse o que vc disse, não vai livrar a tua cara de pau. Toda Generalização é um erro do ponto de vista científico. O fato é que devemos nos desnudar de nossas falsas máscaras e nos vestir de um manto onde nossa bandeira deve ser a Justiça, a Isonomia, a paz e a probidade de todos em prol de uma nação limpa, ética e moralmente inatacável.
    Se manca Paulo Kasinsk. Pega a tua viola e bota no saco, faz um curso de conscientização e se politiza aprendendo que as grandes mudanças na história não acontecem aos saltos, e sim em processos que pode começar de maneira simples e em qualquer lugar ou momento. PT, PDB, DEM, PMDB, PTB, PDT, PV E DEMAIS Partidos, são feitos de homens "espertos"que se aproveitam dos espaços que os homens honestos e despolitizados feito vc, deixam abertos. Assim, acorda, vamos estudar e participar do processo requerendo justiça sem discriminações de qualquer natureza. Chega de parcialidades e passionalidades em favos dos tubarões, condenando apenas os inimigos e os peixes pequenos. é muito fácil ser forte encima dos fracos,não? Difícil é ser justo com os grande e verdadeiros corrupto em nossa linda e hipócrita sociedade.

  3. Bacana o seu comentário, Pedro Paulo. Mas, acredite: nem de política eu gosto. Imagine… O que eu disse no primeiro comentário, e daí esse entendimento que eu estaria defendendo o PSDB, é que nas próprias palavras do deputado PTista, está lá:"Indícios… Não indique…" . Não digo nem afirmei que Serra tem ou não culpa na história, apenas achei a acusação, digamos, rala para o tamanho da dimensão que deram. E que o PT já fez melhor. Só isso. Ainda me resta um pouco de juízo para não ter que estar defendendo político ou partido. Sem essa. E mais: não brigo com os fatos. Abs.

  4. O maior escândalo deste país é que 45 inquéritos referentes às denúncias contra o PSDB paulista foram arquivados pelo Ministério Público de São Paulo, que teve que trazê-los à luz por pressão internacional, já que as multinacionais europeias corromperam políticos de outros países, além dos que corromperam no Brasil, e as notícias só estavam sepultadas aqui, no único dos países relacionados com o caso da Alstom em que ninguém foi punido. E a imprensa surda, muda, calada…

    Não é de estranhar, portanto, que, a blindagem descarada de corruptos amigos da Globo e de outros veículos da mídia tenha despertado revolta crescente na sociedade, que passou a ser contrária à grande imprensa em geral e que tem, até mesmo, levado à violência, com ataque a unidades móveis de várias emissoras e expulsão de repórteres da Globo dos protestos, além de depredação de prédios da Vênus Platinada.

  5. Esse Paulo Kasinsk… Paulo, não é que haja defensores incondicionais do PT nos comentários abaixo. Vejo-os mais como alguém que procura a realidade do fatos. Ninguém precisa divulgar ou defender a versão do PSDB sobre os escândalos políticos que envolve esse partido, porque isso a imprensa já faz com "categoria". Agora, por amor a verdade, é necessário que haja um contraponto, porque, se não, se instaura a ditadura do pensamento único. Aí sempre o PT será o grande vilão do Brasil, e o PSDB e outros partidos uns coitadinhos que sofrem com a denúncias infundadas dos petistas e são todos agremiações de frades franciscanos e irmãs carmelitas…

    Demonstre bom senso e reconheça a denúncia da Siemens e da Alstom, que nem certamente o fez no caso do "mensalão", quando o deputado Roberto Jefferson colocou a boca no mundo!…

  6. Ora, meu ilustríssimo Zé Ninguém. Não adianta vociferar. E agradeço, porque na sua acusação está a minha resposta: ao me acusar de defender o PSDB, essa mesma acusação, inversamente vai para você, que defende o PT. Sacou? Isso eu desmonto fácil. É minha praia. Agora veja, nunca é demais lembrar: não sou eu que está no encalço de alguns PTistas, é a Justiça, Zé Ninguém. No mais, obrigado pela atenção. Vou ver o meu Vasco jogar. Esse Juninho é um cracaço, né não, Zé Ninguém? Só falta você me dizer que além de PTista é Flamenguista. Mas pode continuar a escrever. Terá resposta. No mais, me perdoe esse estilo de escrever, digamos, elegante. É congênito.

  7. paulo kasinsk, mostra a tua cara. Quero ver quem paga para vc defender o que defende diariamente. Suas pocisões já estão manjadas: Age como Ministério Público acusando pesada, continua e sistematicamente tudo o que for dito sobre o PT, enquanto age como advogado de defesa de tudo que é desfavorável ao PSDB. Tão óbvia é a sua postura que nos faz rir de suas manifestações. Os fatos atribuídos ao PT são presumidamente verdadeiros a priori, e os imputados ao PSDB são apenas invenções, falsos indícios e montagens. Acorda homi. Enquanto tivermos essa visão passional e virulentamente fanática, não iremos a lugar nenhum. Temos que tratar a todos por igual, Petistas, Tucanos, Militares, civis, religiosos, ateus, etc… HIPOCRISIA TEM LIMITE!

  8. Meu caro Ricardo Couto. Agradeço por ter lido alguns comentários meus e pela lembrança. Seu comentário merece o meu perdão, porque está claro que você não leu, aqui mesmo no BG, quando afirmei que não tinha Partido, que o meu Partido é o Partido da minha bela cidade de Natal. Dito isto, fica esclarecido. Também não se avexe, não, como diz a canção. Não livro a cara de ninguém, apenas procuro ser minimante coerente no que estou criticando. Não sou da turma do "KKKKKKKKK", tipo de expressão-comentário muito profundo para mim, e que portanto não sei usá-lo. E usei, num contexto onde a crítica era a esse pensamento mais que profundo, o "KKKKKKKKKKKKK". Me esforço, muito, meu ilustre leitor, por fazer dos comentários pelo menos algo de interessante, em respeito a você e a outros leitores. Se não consigo, paciência. Também quero lembrar-lhe que sou humano, portanto, com todas as mazelas, erros e contradições dessa condição. E quero dizer da importância e do respeito que dou ao Blog do BG, por abrir essa janela para que possamos nos expressar. Por mais contundentes que sejam minhas críticas, me imponho certos limites. Não misturo o pessoal com o profissional, e tenho plena consciência do que é a lei. É isso. Nos vemos por aqui.

  9. Caro Ricardo! A caixa preta não é o governo de São Paulo. A caixa preta é a Petrobras, os Fundos de Pensão e das ONGS espalhadas por aí que recebem dinheiro público para não sei o que, mas que na verdade, financiam as campanhas do PT. A roubalheira aí, faz o governo de São Paulo ser ladrão de laranja cravo na feira. Daí se pergunta: A troco de que a OAB está utilizando indevidamente o dinheiro da contribuição anual dos advogados para encomendar pesquisa IBOPE para saber se o povo quer reforma política? Isso não é assunto da OAB. Está mais do que claro que o PT e seus comparsas farão de tudo e utilizarão todos os meios possíveis, sejam eles lícitos ou ilícitos para permanecer no Poder, inclusive, se utilizando da OAB. Já é hora da OAB se explicar porque dentro de seus quadros, há membros da esquerda que estão atuando partidariamente e indiscriminadamente para encobrir a roubalheira do PT. Você duvida? Eu não.

  10. Gostaria muito que a teoria sobre "o domínio do fato" que foi aplicado por Joaquim Barbosa para condenar o José Dirceu fosse utilizada da mesma forma nesse escândalo do propinoduto do metrô de SP, para vermos outros políticos como Serra e Alckmin pagarem por seus atos.
    Mas infelizmente da mesma forma que a imprensa trata de forma diferente determinados escândalos a justiça também se comporta assim.

    1. E AINDA EXISTE UMA SÓ CRIATURA NA FACE DA TERRA QUE TENHA DÚVIDA DA SAFADEZA DO TRIO DE LADRÕES DO PSDB DE SÃO PAULO? NEM OS FAMILIARES DESSES LARÁPIOS ACREDITAM NELES.

  11. Factoide do factoide. Releia esse trechinho aqui; as maiúsculas são por minha conta: "Teixeira afirma ver INDÍCIOS de crime por parte de José Serra, embora o conteúdo do e-mail NÃO INDIQUE que o tucano sabia da existência de um cartel". Pode?, esse chafurdo todo? O PT está cada vez mais hilário, já foi melhor na modalidade "atirar pedra". Normal, as mãos andam ocupadas demais com outras coisas.

    1. Kkkkkkkkkkk

      Acompanho esse blog e costumo ler alguns comentários , sempre vejo esse Paulo Kasinsk fazer comentários políticos, cobrando rigor nas punições, investigações…
      Mas me parece que a indignidade dele é seletiva, apresenta uma postura para denuncias contra o PT e outra contra os políticos do PSDB.
      Caro Paulo, a caixa preta que é o governo de SP deixa qualquer político do Brasil parecendo ladrão de galinha, para se ter uma ideía da blindagem que possui o PSDB em SP foi preciso uma investigação na França contra a Alstom para se descobrir o esquema de propina e superfaturamento das obras do metrô.
      Sr. Paulo será que a Siemens, empresa alemã, que está sendo investigada na França admitiria que pagou propina a pessoas ligadas ao PSDB de SP apenas para criar um factoide para o PT usar contra o PSDB?
      Acorda!
      Essa indignidade seletiva não ajuda em nada a melhorarmos o país.

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Política

Desfecho do mensalão pode levar até 2 anos, diz ministro do STF

O ministro José Antônio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, estima que o julgamento do mensalão vá demorar ainda de um a dois anos para ser concluído. Só então serão executadas as penas. Até lá, os réus devem permanecer em liberdade, inclusive os quatro deputados que hoje exercem mandato.

Em entrevista ao “Poder e Política”, programa da Folha e do UOL, Toffoli calcula que o julgamento dos chamados embargos de declaração (recursos que contestam possíveis inconsistências na sentença) deve começar no segundo semestre e se estender até a metade do ano que vem.

Depois será a vez dos embargos infringentes, caso seja admitida a sua análise (há quem defenda que eles são inconstitucionais). Esse tipo de recurso, que pede um novo julgamento, ocorre no caso de réus que tiveram pelo menos quatro votos a seu favor, dos onze possíveis.

Ex-advogado do PT e ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil –um dos condenados no mensalão–, Toffoli nega ter recebido pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou ao Supremo em 2009.

Sobre se sentir impedido pela ligação anterior com o PT, ele afirma que fez uma análise solitária e concluiu que poderia e deveria participar do julgamento.

Toffoli condenou o petista José Genoino e disse que teria sido cômodo se declarar suspeito. “Mas eu estava ali diante do destino: que juiz eu queria ser a partir dali? Optei por enfrentar”.

“Não há provas contra José Dirceu”, declarou, repetindo o argumento que usou para absolver o ex-chefe.

O STF concluiu em dezembro o julgamento do mensalão condenando 25 dos réus. A fase atual é de análise da primeira leva de recursos.

No ano que vem, Toffoli comandará o processo eleitoral ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Ele diz enxergar vários defeitos na atual legislação. E afirma que o STF errou em 2006 ao declarar inconstitucional a lei que reduzia o acesso de partidos com fraco desempenho nas urnas ao dinheiro público e à propaganda eleitoral. Como o STF mudou sua composição, acha que a mesma regra pode voltar como lei e talvez ser considerada legal.

O ministro do STF também afirma que a presidente Dilma Rousseff é centralizadora e “tem mais certezas do que dúvidas”, em contraste com o estilo de Lula. Segundo Toffoli, Lula “tinha mais dúvidas” e “ouvia mais”. (mais…)

Opinião dos leitores

  1. Esse daí que nunca escreveu um livro, não concluiu sequer uma singela especialização e ainda por cima foi condenado por improbidade no Amapá, tem mesmo é que ajudar seus colegas do PT. Uma boquinha como a que ele ganhou não pode ficar sem um século de agradecimentos.

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Judiciário

Justiça abre ação ligada ao mensalão para cobrar José Dirceu

A Justiça Federal em Brasília abriu o primeiro processo de improbidade contra o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) para cobrar a devolução dos valores que teriam sido desviados, sob seu comando, para o esquema do mensalão.

Também respondem ao processo o deputado federal José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e outras 18 pessoas.

O Ministério Público deu início à ação em 2007, mas só agora a Justiça a aceitou.

A decisão foi tomada no início do mês passado, dias depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) publicar o acórdão com a sentença do julgamento do mensalão, que condenou Dirceu a dez anos e dez meses de prisão.

A ação de improbidade pede a devolução do dinheiro que o STF concluiu ter sido distribuído a parlamentares de cinco partidos –PMDB, PT, PL (atual PR), PTB e PP– para garantir apoio do Congresso ao governo do ex-presidente Lula.

Dirceu chegou a ser acusado em 2007 em uma ação de improbidade, mas foi excluído ainda na fase anterior ao processo. Na ocasião o juiz entendeu que a ação não poderia ser aplicada a um ministro de Estado. (mais…)

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Política

MENSALÃO: Valério não aceita acordo e esvazia apuração contra Lula

O empresário Marcos Valério de Souza recusou a oferta de delação premiada no inquérito que investiga a suspeita de envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Antonio Palocci com o esquema do mensalão.

Autor das acusações contra Lula e Palocci, Valério disse em depoimento em abril à Polícia Federal e ao Ministério Público, em Minas Gerais, que só aceitaria o acordo caso fosse beneficiado em todos os outros inquéritos criminais abertos contra ele.

A delação é um instrumento legal que estimula acusados a colaborar com investigações em troca de benefícios que vão da redução da pena até o perdão judicial.

Com a recusa de Valério –condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 40 anos de prisão por operar o mensalão–, a Folha apurou que aumentou o ceticismo dos investigadores em relação ao desenrolar da apuração.

A investigação contra Lula e Palocci começou após Valério ter declarado ao Ministério Público, em setembro do ano passado, que os dois petistas negociaram com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, repasse de US$ 7 milhões ao PT.

Essa é a primeira vez que se investiga a possível participação do ex-presidente no esquema do mensalão.

A tentativa de ouvir Valério em Minas foi a primeira iniciativa da delegada Andrea Pinho, a responsável na PF pelo inquérito. Mas, na maior parte do tempo, o empresário ficou calado.

DIFICULDADES

A Folha apurou que os investigadores definiram a apuração como difícil devido ao longo tempo passado desde a suposta reunião e pelo fato também de o empresário recusar a delação.

Ao prestar o depoimento em setembro, Valério fez outras acusações, pediu proteção e disse estar disposto a aceitar a delação premiada, que agora recusou.

As negociações entre o Ministério Público Federal e o empresário não prosperaram porque, na opinião do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Valério queria apenas “melar o julgamento” do mensalão.

Segundo a Folha apurou, ao ser ouvido em abril ele não tirou a principal dúvida dos investigadores: descobrir quando exatamente teria acontecido a suposta reunião em que Lula, Palocci e Horta teriam tratado do repasse da Portugal Telecom ao PT.

No mensalão, Valério foi condenado no STF pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, peculato e evasão de divisas.

A lei que trata da delação premiada prevê, por exemplo, que em casos de crimes como lavagem de dinheiro, o beneficiado pode ter a pena reduzida “de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto”.

O juiz pode decidir pela concessão da medida a “qualquer tempo”. Há casos de delações premiadas aceitas inclusive durante a execução da pena pelo acusado.

OUTRO LADO

Na ocasião da abertura do inquérito, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou não haver informação nova “em relação às publicadas há cinco meses”, se referindo ao depoimento de Valério ao Ministério Público. Ele nega envolvimento de Lula com o mensalão.

À época, o advogado do ex-ministro Palocci, José Roberto Batochio, chamou o depoimento de Valério de “invencionice” e afirmou que o próprio Horta já havia negado publicamente qualquer pedido de ajuda financeira ao PT.

Na opinião de Batochio, a investigação da PF é sobre algo que não ocorreu.

Da Folha

Opinião dos leitores

  1. Será que o STF que fez tudo aquilo para nao dar em nada? Será que vai da em pizza? Na época dos homens sérios uma pessoa que fosse acusado de ladrão ja mais seria recebido pela sociedade, um dos citados como autor do mensalão foi recebido pelo prefeito da nossa cidade, uma pessoa dessa era pra ter sido recebido pela policia para leva- lo para a cadeia que é o seu devido lugar. Uma deputada receber o mesmo como companheiro era pra ser cassado seu diploma. Onde esta os militares que nao ver isso e assume o poder?

  2. O que adianta apurar se lula e culpado ou não se até agora os condenados do mensalão estão soltos sendo recebidos por prefeitos,governadores etc em outras palavras desafiando o TSF e mangando de nos, qto mais lula que se considera o deus

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Política

PMDB ameaça dar apoio a Eduardo Campos em 6 Estados

O estremecimento da relação entre PT e PMDB no Congresso reflete e contamina a formação de palanques estaduais que darão sustentação ao projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Apesar da entrada do vice-presidente Michel Temer (PMDB) e da própria petista na costura de alianças regionais para 2014, peemedebistas resistem a se aliar ao PT em Estados estratégicos e ameaçam se coligar com o PSB, do governador de Pernambuco Eduardo Campos, provável candidato à Presidência.

Em Estados onde a situação azedou, o PMDB já usa a aproximação com Campos como uma forma de emparedar o PT. O discurso em favor do pernambucano passou a funcionar como ferramenta de pressão contra os petistas, com um único objetivo: obter condições mais favoráveis de negociação nos Estados.

O principal foco de insatisfação com o PT começou no Congresso. Ficou evidente durante a aprovação da MP dos Portos na Câmara e, depois, na apresentação do pedido de abertura da CPI da Petrobras. Deputados reclamam da articulação política da presidente e defendem, nos bastidores, a candidatura de Campos. “Ele será o novo presidente da República. Há um grande desgaste com o PT”, declarou um parlamentar do PMDB.

Na eleição presidencial de 2010, o PMDB também ameaçou se rebelar. A diferença é que, agora, há uma alternativa ao PT dentro do campo governista, com Campos, o que garante aos peemedebistas uma tentativa de amenizar a cisão: o apoio não é para o PSDB, da oposição, mas para um partido aliado à própria Dilma.

A presidente, que não costuma entrar diretamente na costura política, começou a agir para apaziguar a aliança. Viajou a Estados em que a relação não estava boa, participou de jantares com bancadas estaduais e até interpretou o Canto Alegretense, num ato de simpatia com os peemedebistas conflagrados do Rio Grande do Sul.

O discurso peemedebista pró-Campos está mais vitaminado em Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rondônia e Bahia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

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Política

Eleito novo presidente do PSDB, Aécio defende privatizações e ataca PT

Eleito neste sábado como novo presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu o cargo com a defesa do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), inclusive as privatizações adotadas na gestão do tucano, além de ataques à gestão do PT.

As privatizações foi tema sensível nas últimas campanhas do PSDB e usadas por adversários para atacar a gestão tucano.

A escolha de Aécio para o comando do partido dá início às articulações da sigla para lançá-lo candidato ao Palácio do Planalto em 2014. O tucano e a nova executiva nacional do PSDB foram eleitos com votos favoráveis de 521 dos 535 delegados do PSDB que participaram neste sábado da convenção da sigla, em Brasília.

Em meio à divisão do PSDB sobre sua candidatura à Presidência, o tucano disse que não assume um “partido esfacelado”, mas um “partido unido como nunca”.

Segundo ele, o PSDB vai se “apresentar no momento certo”, que é 2014. “Ainda não é hora de tratarmos disso, com um projeto alternativo a esse que está aí. Onde estiver o PSDB, estará a defesa intransigente da ética, da liberdade, da democracia”, afirmou, a despeito do discurso de alguns presentes que já o lançaram na disputa da cadeira de Dilma Rousseff (PT).

Aécio fez um discurso inflamado, em que acusou o Brasil de “estagnação”. Com postura de candidato, o tucano disparou críticas à gestão do PT no Palácio do Planalto —tanto ao governo Lula quanto no de Dilma.

“Se tivessem que comemorar dois anos [de governo Dilma], seria o pibinho ridículo, irrisório, vexatório”, disse. O tucano afirmou ainda que o PT comemorou seus dez anos no governo porque, nos dois últimos anos, a gestão de Dilma foi um “fracasso”.

Atacando o elevado número de ministérios na atual gestão, Aécio alfinetou: “recebi um e-mail de um amigo, dizendo que o Sri Lanka tem 53 ministérios. Que se cuide o Sri Lanka que, daqui a pouco, vai ser vice-campeão [na comparação com o PT]”. (mais…)

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Política

Com doações recorde, PT sai do vermelho pela primeira vez desde 1998

Graças a doações privadas no valor recorde de R$ 255 milhões, o PT nacional terminou o ano de 2012 com um superávit de R$ 8,4 milhões, o maior entre os grandes partidos do País. Com isso, os petistas conseguiram saldar as dívidas acumuladas até 2011 e ainda ficaram com uma sobra de R$ 2,7 milhões – desde 1998, é a primeira vez que a legenda sai do vermelho em sua contabilidade oficial.

Segundo a prestação de contas divulgada no site do Tribunal Superior Eleitoral, o PSDB também obteve superávit, no total de R$ 7,9 milhões, mas o valor foi insuficiente para saldar dívidas de anos anteriores. O saldo ainda ficou negativo em R$ 1,4 milhão. O PMDB arrecadou R$ 1,3 milhão a mais do que gastou em 2012, e ampliou sua folga de caixa acumulada para R$ 9,8 milhões.

No ano em que conquistou a Prefeitura de São Paulo, a maior do País, o PT teve uma receita total de (mais…)

Opinião dos leitores

  1. Também com essa grande quantidade de ministérios e cargos criados para os apadrinhados e filiados ao partido do PT, vai sobrar muito mais. Enquanto isso continuamos sem saúde, educação, segurança, infra-estruturas do tipo: transportes públicos , estradas, portos, aeroportos, trens e para acabar de completar temos muitos desvios de verbas e outras coisas mais.

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Política

José de Abreu decidiu se filiar ao PT e concorrer ao cargo de deputado federal

niloO ator global José de Abreu decidiu se filiar ao PT e irá concorrer ao cargo de deputado federal, em 2014. Suas primeiras missões já começam a ser desenhadas. Abreu será o âncora dos programas do PT no Rio de Janeiro e deverá iniciar uma caravana pelo interior do estado, acompanhado do senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Inspirado nas caravanas da cidadania de Lula, Lindbergh promete visitar todos os municípios do Rio, para tentar quebrar a hegemonia do PMDB e se eleger governador em 2014.

Zé de Abreu, no entanto, tem uma agenda própria. “Nos últimos anos, o PT se distraiu em relação aos artistas e intelectuais”, afirma.  “É preciso reconstruir essa ponte”. Ele recorda que, em 1989, praticamente todos os artistas da Globo aderiram ao “Lula-lá”. Hoje, diante do massacre midiático decorrente do mensalão, mesmo os que ainda se identificam com o PT, se escondem.

Nas redes sociais, o ator percebe um movimento em gestação. “Há espaço para uma nova agenda, muitos estão descontentes com o discurso único”. Nos grandes jornais, por exemplo, José de Abreu nota que todos os colunistas, de uma forma ou de outra, são ligados ao Instituto Millenium, que abraça nomes  como Merval Pereira, Marco Antonio Villa, Guilherme Fiúza e Carlos Alberto Sardenberg, entre tantos outros. “Enquanto a esquerda se distraiu, a direita se organizou”, afirma Zé de Abreu. “E o resultado foi uma guinada conservadora no pensamento do País”.

Em relação à Globo, Abreu já fez uma consulta para manter seu contrato, mas numa espécie de licença não remunerada, podendo voltar ao Projac depois de exercer um eventual mandato ou de, simplesmente, concorrer. “Difícil vai ser me acostumar com o terno”, afirma. “Mas eu gosto muito da agitação de Brasília”.

José de Abreu tem 72 mil seguidores no Twitter e é hoje um dos principais militantes políticos brasileiros.

Brasil 247

 

Opinião dos leitores

  1. Este "Papangu"com ator devera ser um ótimo político.Tudo a ver!Se fosse
    comediante então….Viiiixe!!!

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Política

Haddad toma posse como prefeito de São Paulo

Fernando Haddad (PT) tomou posse na tarde de hoje (1º) como prefeito de São Paulo. Com plenário lotado, a cerimônia de posse ocorreu na Câmara Municipal, no centro da capital paulista. Também tomaram posse a vice-prefeita Nádia Campeão e 52 dos 55 vereadores que foram eleitos em outubro passado.

Haddad foi empossado oficialmente por volta das 16h, após ter acompanhado os juramentos dos 52 vereadores presentes à sessão solene de posse. Durante a cerimônia, o prefeito prestou um juramento e assinou o termo de compromisso de posse.

Em breve discurso, Haddad falou sobre o respeito que tem pelos membros da Câmara Municipal. “Quero saudar os vereadores que foram empossados nesta legislatura e, antes de mais nada, dizer do meu respeito ao Legislativo Municipal. Sou daqueles que entende que o Legislativo não é um obstáculo à vontade imperial do chefe do Executivo. Muito pelo contrário: é aquele Poder representativo da vontade popular e que legisla em nome de toda a população”, disse o prefeito.

“Nós queremos manter com esta Casa o mais alto padrão de relacionamento e não falo apenas e exclusivamente com relação aos vereadores que vão compor a base do governo, mas a cada um e cada uma aqui representados”, acrescentou Haddad.

No discurso, Haddad também disse querer colocar a cidade de São Paulo “no padrão de desenvolvimento à altura de sua história”.

“Essa é uma terra de empreendedores. Nós devemos, Legislativo e Executivo, de mãos dadas, empreender pelo futuro de São Paulo”, disse.

Haddad, a vice-prefeita e os vereadores foram empossados por Gilson Barreto, o segundo vereador eleito mais velho da Câmara Municipal. Barreto presidiu a sessão no lugar de Toninho Paiva, que está com problemas de saúde. Paiva terá 15 dias de prazo para assumir o cargo como vereador. Após a solenidade de posse foi aberta uma sessão plenária para eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o ano de 2013.

No entanto, prefeito e vice-prefeita não participaram da eleição, deixando o prédio para acompanhar a transmissão oficial do cargo e da posse do novo secretariado, que ocorrerá na prefeitura, também no centro da capital.

Pela Lei Orgânica do Município, no ato da posse os vereadores deverão fazer a declaração pública de seus bens, que vai ser publicada no Diário Oficial do Município no prazo máximo de 30 dias.

Da Agência Brasil

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Política

PT abandona otimismo e já prevê que Supremo deve condenar o núcleo político do mensalão

Por Josias de Souza

Decorridos 36 dias desde o início do julgamento do mensalão, o otimismo sumiu das avaliações internas do PT. O partido foi de um extremo ao outro. Evoluiu da tese de que a acusação era uma “farsa” para a teoria da hecatombe.

Nessa nova apreciação, a legenda enxerga um STF rendido à “pressão da mídia” e antevê que as condenações devem alcançar os réus do ‘núcleo político’ da denúncia da Procuradoria. Entre os que ruminam o vaticínio estão Lula e Rui Falcão.

Presidente do PT federal, Falcão diz em seus diálogos privados que, tomado pelo rumo que imprime ao julgamento, o Supremo revela uma pré-disposição de condenar. Receia que nenhum dos réus petistas seja inocentado.

No caso de Lula, o pessimismo é guiado sobretudo pelas observações que ouve de Márcio Thomaz Bastos. Advogado de um dos réus do Banco Rural, o ex-ministro da Justiça revela-se impressionado com o teor dos votos dos julgadores.

Entre os réus que o petismo já dá por condenados estão José Genoino e Delúbio Soares, presidente e tesoureiro do PT na época do escândalo. Quanto a José Dirceu, um pedaço da legenda ainda cultiva a dúvida. Mas essa ala é minoritária.

Genoino e Delúbio assinaram como avalistas o pseudo-empréstimo de R$ 3 milhões que o PT contraiu no Banco Rural. Para fundamentar a “certeza” de condenação da dupla um dirigente petista ouvido pelo repórter evocou o caso de João Paulo Cunha, já condenado por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.

Disse que o deputado João Paulo foi lançado no rol dos culpados mesmo sem ter acomodado a assinatura em nenhum dos documentos que formalizam a contratação pela Câmara da SMP&B, agência de Marcos Valério.

Comparou: “Ora, se o Supremo aboliu até a premissa de que seria necessário um ‘ato de ofício’ para tachar o João Paulo de corrupto, é de supor que vá tratar as assinaturas do Genoino e do Delúbio como provas cabais de ilícito.”

Evaporaram, de resto, os dois argumentos que o partido esgrimia em defesa dos réus. Alegava-se que o empréstimo, por “legítimo”, foi pago. E dizia-se que as verbas não escrituradas que sua tesouraria manejou não passaram de caixa dois.

A tese do caixa dois ruiu já no alvorecer do julgamento. Por maioria de votos –9 a 2 — o STF considerou que os R$ 50 mil que João Paulo alegara ter recebido do PT para pagar pesquisa em Osasco foi, em verdade, propina.

A alegação de legitimidade dos supostos empréstimos do Rural ao PT e às agências de Valério sucumbiu no julgamento do segundo capítulo, a ser concluído nesta quinta-feira (6).

Dos quatro réus do Banco Rural, dois já estão matematicamente condenados por seis dos atuais dez ministros do STF. Um terceiro encontra-se separado da condenação por um voto.

Ao referendar a acusação da Procuradoria de que os ex-gestores do Rural incorreram no crime de gestão temerária de instituição financeira, os julgadores deixaram claro que os empréstimos foram “simulados”.

Para desassossego do PT, os réus já condenados no capítulo do Rural são justamente aqueles que dispunham dos advogados de grife mais vistosa. José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do banco, é defendido por Thomaz Bastos.  Kátia Rabelo, ex-presidente da instituição, é socorrida por José Carlos Dias.

Os julgadores deram de ombros para os memoriais da dupla. A maioria absorveu em relação aos dois réus as acusações contidas na denúncia da Procuradoria. O PT esperava que o voto do relator Joaquim Barbosa encontrasse maiores resistências.

Na visão da direção do PT, a eventual inclusão de José Dirceu na lista de condenados representará, por assim dizer, a condenação política da própria legenda –com uma consequência historiográfica: nessa hipótese, a nódoa do mensalão será definitivamente impressa no verbete da enciclopédia que trata da primeira gestão de Lula.

Em essência, os receios do PT coincidem com os temores da banca de advogados do mensalão. Um deles disse ao repórter estar “estarrecido” com o fato de o Supremo ter “rasgado” no julgamento do mensalão “algumas garantias constitucionais solidamente consolidadas ao longo de décadas.”

Impressionou-se, por exemplo, com uma metáfora utilizada por Luiz Fux no julgamento de João Paulo Cunha. O ministro declarou que, se um filho diz que não cometeu determinado malfeito, merece crédito. Se afirma que não há provas, precisa demonstrar que diz a verdade. “Inverteu-se o ônus da prova”, queixa-se o advogado. “Extinguiu-se o princípio da presunção da inocência”.

O doutor reconhece: “Há no Supremo uma evidente tendência à condenação”. Afirma, porém, que “o tribunal terá de ser muito corajoso” para condenar José Dirceu. “Se isso acontecer, será rasgado o próprio processo”, afirma. “Se no caso do João Paulo não havia o ato de ofício, existia um contrato com a SMP&B. Contra o Dirceu não há coisa nenhuma.”

Por ora, a despeito do pessimismo que se espraia pelos seus quadros, o PT não prevê que o julgamento trará prejuízos eleitorais à legenda além da renúncia de João Paulo à candidatura de prefeito em Osasco.

Em São Paulo, prioridade zero do PT nas eleições municipais de 2012, as pesquisas internas do partido não identificaram prejuízos à campanha de Fernando Haddad. Ao contrário, enxerga-se na curva ascendente do candidato evidência de que sua passagem ao segundo turno está como que garantida.

Realça-se, de resto, um argumento que Haddad roçou no debate promovido pela Folha e pela Rede TV!: o rival tucano José Serra carrega em sua coligação o PR de Valdemar Costa Neto, outro réu do mensalão cuja condenação é vista como favas contadas. E Celso Russomanno, no topo das pesquisas, está aliado ao PTB de Roberto Jefferson, que tampouco deve sair ileso do Supremo.

Em relação à sucessão presidencial de 2014, afora o fato de Dilma Rousseff não ter contas a ajustar com o STF, o PT torce que o calendário se encarregue de esfriar o impacto de uma eventual condenação em massa. Aposta-se no poder do esquecimento.

Opinião dos leitores

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Polêmica

PT entra com ação contra Gurgel por suposto preconceito em 'cartilha do mensalão'

Reunido neste sábado (18) em São Paulo, o setorial jurídico do PT no Estado decidiu entrar com uma ação popular contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela elaboração de uma cartilha dedicado às crianças que explica o esquema do mensalão.

Coordenador do setorial e autor de uma representação a pedido do deputado Cândido Vaccarezza, o advogado Marco Aurélio de Carvalho alega que houve preconceito e pré-julgamento ao descrever como certo um esquema que ainda está em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na ação popular, encampada por Vaccarezza, os advogados petistas pedirão que sejam apurados os custos da cartilha, veiculada no site oficial do Ministério Público Federal, e a conduta de Gurgel.

A intenção de Vaccarezza é que a Procuradoria seja obrigado a ressarcir aos cofres públicos os gastos com a divulgação da cartilha.

SUPREMO

O setorial jurídico do PT também definiu uma manifestação política em resposta às críticas do ministro do STF Joaquim Barbosa.

O relator do mensalão conclamou seus colegas de corte a combater o que chamou de “ataques pessoais” dos advogados de defesa no julgamento.

No plenário, Barbosa, que foi voto vencido ao propor o envio de uma representação contra os advogados à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), disse que a Justiça não poderia se deixar ameaçar por “guildas [grupos profissionais]”.

Na reunião, que contou com mais de cem representantes do meio jurídico, ficou acertada a elaboração de um documento destinado ao conselho federal da OAB para que uma comissão acompanhe o trabalho dos advogados no tribunal.

“É preciso fazer uma defesa contundente e rigorosa das prerrogativas dos advogados. O ministro não pode confundir senso de autoridade com autoritarismo”, disse o coordenador do setorial jurídico petista, acrescentando que a postura do ministro “é um prenúncio de como será Joaquim Barbosa na presidência do STF”.

“Ele ainda não se despiu do papel de procurador. Precisa vestir a toga de ministro [do STF].”

O grupo decidiu criar uma corrente em defesa do ex-presidente do PT e hoje assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoino, proliferando a informação de que os empréstimos assinados por ele à frente do partido foram legais.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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Política

Henrique Alves será o futuro Presidente da Câmara dos Deputados

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), participou nesta quarta-feira, 08/08, do ato em que o PMDB e PT ratificaram acordo, firmado em novembro de 2010, para que os dois maiores partidos da Câmara dos Deputados se revezassem na presidência da casa. Atualmente a Câmara dos Deputados está sob o comando do deputado Marco Maia (PT-RS).

O presidente do PMDB, Valdir Raupp destacou que já existe unanimidade do partido em torno do nome de Henrique Alves como candidato. A bancada do PMDB vai se reunir após as eleições municipais para homologar a candidatura. O líder do PMDB, Henrique Alves, disse que o ato, com a presença dos líderes das duas maiores bancadas, representava apenas o pontapé de uma longa caminhada em que ele vai buscar, individualmente, o apoio de todos os parlamentares dos diferentes partidos, em busca da candidatura única.

O presidente do PT, Rui Falcão, fez questão de comparecer à presidência do PMDB e, ao lado do presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO), reforçou: “o PT é um partido que tem palavra e acordo político é para ser cumprido”. O Vice-Presidente da República, Michel Temer, signatário do acordo quando presidia o PMDB e José Eduardo Dutra, o PT, ressaltou a simbologia do ato como sinônimo da integração entre o PMDB e o PT no governo.

 O Vice-Presidente, que comandou a casa por três legislaturas, lembrou que a candidatura de Henrique Alves será construída buscando o apoio coletivo, unindo as várias tendências. “Esta casa vive da integração dos partidos e não apenas do PMDB e PT”, disse Temer.

 Do Blog: O PMDB e o PT formam as duas maiores bancadas da Câmara, o Dep. Henrique Alves ainda conta com apoio de outros partidos e vários parlamentares individualmente, lógico que a Política passa longe de ser uma ciência exata, mas Henrique Alves é o futuro Presidente da Câmara dos Deputados.

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Jornalismo

Líder do PT diz que mensalão foi farsa da mídia e jogada de Marketing da oposição

Está na Folha de São Paulo, tem gente para todo tipo de serviço. Segue:

Na véspera do ínicio do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP), divulgou nesta quarta-feira uma nota e concedeu entrevistas com ataques a setores da mídia.

Segundo o petista, o mensalão, considerado o principal escândalo político do governo Lula, foi “uma farsa, uma jogada de marketing” de parte da oposição e de grande parte da “mídia conservadora” para atingir o PT e forças progressistas.

Para o líder, os réus do processo “sofrem ataques contínuos e planejados por setores da mídia, que já os condenou de maneira sumária, conforme seus interesses políticos e ideológicos”.

Tatto disse que a cobertura da mídia do início do julgamento tem um “clima de caça às bruxas contra o PT, mantendo uma pressão indevida para que os ministros do STF ajam de acordo com a vontade de uma elite que gostaria de ganhar no tapetão as eleições do país”.

O petista disse ainda que a acusação do Ministério Público Federal de que houve compra de votos não se sustenta. “Não procede, não houve compra de votos no Congresso Nacional, tampouco pagamentos a parlamentares para votarem a favor do governo. O chamado mensalão é uma farsa criada por setores conservadores aliados a partidos da oposição visando atacar o PT e as forças progressistas”.

Tatto afirmou que o partido não deve ser prejudicado nas eleições municipais de outubro. “O povo conhece o PT. O povo não se pauta por isso”, disse.

O deputado afirmou ainda que o PT não deve fazer manifestações sobre o julgamento no plenário da Câmara enquanto o caso estiver sendo julgado no Supremo.

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Judiciário

Advogados ligados ao PT tentam adiar o julgamento do Mensalão

Um grupo de advogados ligados ao PT encaminhou uma petição à presidente do TSE, Cármen Lúcia. Na peça, os doutores encarecem à ministra que pondere junto aos seus colegas do STF sobre o quanto é inoportuno julgar o processo do mensalão em período eleitoral.

Recordam a Cármen Lúcia, que também é ministra do Supremo, que os embates entre defesa e acusação serão televisionados. Pior: serão também noticiados pela imprensa. Tudo isso em período coincidente com o calendário eleitoral. A certa altura do texto, os advogados anotam o seguinte:

“O desequilíbrio, em desfavor dos partidos envolvidos, é evidente. Tem-se o pior dos mundos: a judicialização da política e a politização do julgamento. Perde a Democracia, com a realização de uma eleição desequilibrada. Perde a República, com o sacrifício dos direitos dos acusados ao devido processo legal.”

Entre os signatários da petição está Marco Aurélio Carvalho. Vem a ser o coordenador jurídico do PT. Afora o pedido para que Cármen Lúcia interceda em favor de uma improvável protelação, Marco Aurélio e seus parceiros tentam inibir o uso de matéria prima relacionada ao mensalão na propaganda eleitoral dos antagonistas do petismo.

A propaganda eletrônica da campanha começa em 2 de agosto, no mesmo dia em que o STF leva à bancada de julgamentos a ação penal do mensalão. O principal receio do PT é o de que as cenas do plenário do Supremo sejam reprisadas no horário eleitoral da campanha de São Paulo, onde o partido é representado por Fernando Haddad, o pupilo de Lula.

A despeito de sua vinculação com o PT, Marco Aurélio tenta negar a inspiração petista da iniciativa. “Isso não é uma deliberação partidária, não estou falando pelo partido.” Heimmm?!? “Trata-se de um grupo de advogados preocupados para que não se permita que haja desequilíbrio nas eleições.” Ah, bom!!!

O doutor acrescenta: “A preocupação que externamos é com a possível politização dos processos judiciais e com a judicialização dos processos políticos. Havia um desejo, que virou frustração, de que o julgamento não coincidisse com o momento eleitoral. Agora, esperamos que haja celeridade no julgamento dos eventuais abusos [cometidos na propaganda eleitoral].” Hã, hã…

Desde logo, o advogado petista avisa: “Se tiver algum abuso, vamos pedir para retirar. É preciso permitir que seja mantido o equilíbrio no processo eleitoral.” Ele soa ameaçador: “Até porque, pau que bate em Chico, bate em Francisco.”

O lero-lero de Chico e Francisco orna com uma movimentação observada nos subterrâneos do PT. Ali, coleciona-se material sobre o mensalão mineiro do PSDB. De resto, a legenda aguarda com certa avidez pelo depoimento de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, na CPI do Cachoeira. Ex-diretor da Dersa, estatal rodoviária de São Paulo, o personagem é apontado como coletor das arcas tucanas de 2010.

A petição dos advogados companheiros é extemporânea, deslocada e inconveniente. Extemporânea porque o julgamento da “quadrilha”, como a Procuradodria denominou os mensaleiros, já foi agendado. Deslocada porque o improvável adiamento depende do STF, não ao TSE. Inconveniente porque a Justiça Eleitoral não precisa de avisos sobre o trabalho que lhe cabe executar.

Se fosse condicionar o julgamento à ausência de eleições, o Supremo talvez não deliberasse nunca. No Brasil, as urnas são abertas de dois em dois anos. O que diriam se o caso fosse a plenário em 2010? Formulada pela Procuradoria da República em 2006, a denúncia do mensalão foi convertida em ação penal em 2007.

Em todo esse período, não há vestígio de petição dos doutores pedindo pressa na sentença. Agora, o pedido de protelação confunde-se com o desejo de prescrição. A platéia agradece pelo televisionamento das sessões do STF e pelo noticiário que virá a seguir. O contrário da transparência seria a censura.

No mais, a arquibancada só teria a ganhar se Chicos e Franciscos levassem adiante a ideia de expor na propaganda eleitoral os respectivos podres. Que se esfolem! O dono do voto talvez não consiga distinguir os sujos dos mal lavados. Mas pelo menos a vitrine eletrônica será mais mais divertida e menos hipócrita.

Josias de Souza

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Política

Advogado de Roberto Jefferson diz que Lula ordenou mensalão

Advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, um dos 38 réus no processo do mensalão, o advogado Luiz Barbosa afirmou ontem que seu cliente “exagerou” ao inocentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O defensor promete que vai sustentar a tese contrária no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que Lula “ordenou” todo o esquema. “Se ele não tivesse ordenado, seria um pateta”, disse Barbosa que explicou que os ministros (José Dirceu, Anderson Adauto e Luiz Gushiken) acusados de pagar deputados federais para votar projetos de lei de interesse do governo não mandavam mais que Lula para agirem sozinhos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Sobre a “absolvição” dada por Jefferson a Lula, o advogado disse que “foi uma licença poética” dada por ele mesmo. “Naqueles dias turbulentos ele não deveria atacar Lula e Dirceu a um só tempo. O Lula não sabia nem onde apagava a luz, o Dirceu tinha controle total do governo. Então o alvo foi o Dirceu. Não demorou nem dois dias e ele deixou o governo (Dirceu era chefe da Casa Civil) e voltou para a Câmara. Eu acho que o Roberto Jefferson exagerou dizendo que Lula era um homem inocente. De todo modo, o responsável pela defesa sou eu. Tenho total liberdade, sob pena de não patrocinar a defesa. É meu trato com ele.” O defensor ainda arriscou dizer que o julgamento “vai ser um festival de absolvições”. Roberto Jefferson não acompanhará o julgamento, marcado para iniciar em 2 de agosto, devido a uma cirurgia para retirada de um tumor no pâncreas no dia 28 de julho.

Fonte: Terra

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Jornalismo

Fátima Bezerra comemora pesquisas em Parelhas e Ipanguaçu

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) considerou como ‘muito positivas’ as pesquisas divulgadas em que os prefeitos do PT, candidatos a reeleição, em Parelhas e Ipanguaçu lideram a corrida eleitoral. De acordo com a pesquisa Nominuto/Certus, o prefeito de Parelhas, Chico do PT, aparece com 49,17% das intenções de voto. Já em Ipanguaçu, o prefeito Leonardo Oliveira tem 51%, segundo pesquisa CONSULT.

“Fico muito feliz com o resultado das pesquisas em Parelhas e Ipanguaçu. Elas refletem o reconhecimento da população sobre o bom trabalho que Chico em Parelhas, e Leonardo em Ipanguaçu vêm desenvolvendo. Resultado esse que só reforça nossa avaliação de que o PT vai reeleger seus prefeitos e vereadores, como também ampliar o quadro nessas eleições”, acredita Fátima.

Segundo a pesquisa Nominuto/Certus (realizada entre os dias 14 e 15), o atual prefeito de Parelhas, Francisco do PT, foi citado por 49,17%  dos entrevistados. Humberto Gondim (PSD) aparece em segundo lugar, com 31,39% de citações.

Em Ipanguaçu, a pesquisa CONSULT (realizada nos dias 11 e 12) aponta vitória do prefeito Leonardo Oliveira, do PT, com 51% das intenções de voto.

“O resultado dessas pesquisas traz muito entusiasmo, mas ao mesmo tempo é preciso pé no chão, humildade e disposição para consolidar a vitória no dia 07 de outubro”, reforça Fátima.

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