Coronavírus: George Soares propõe expansão de refeições dos Restaurantes Populares no RN

Foto: João Gilberto

Atento aos impactos causados pela pandemia do novo Coronavírus, o deputado George Soares (PL), líder do Governo na Assembleia Legislativa, encaminhou requerimento ao Executivo Estadual solicitando a expansão da quantidade de refeições ofertadas diariamente pelos Restaurantes Populares do Rio Grande do Norte, em razão do fechamento temporário e preventivo do comércio produtivo e alimentar do Estado.

“Face à essa situação, os Restaurantes Populares não estão conseguindo atender a demanda diária das pessoas que buscam alimentos mais em conta e com qualidade para manterem em alta suas imunidades, fatores preponderantes para o enfrentamento dessa virose”, disse George Soares.

George solicita também a ampliação dos atendimentos, contemplando a oferta de jantar, “uma vez que essas pessoas não dispõem de condições financeiras para o armazenamento de gêneros alimentícios”, justifica o parlamentar.

Recursos

Através de suas redes sociais, o deputado George Soares defendeu o uso do Fundo Eleitoral para combate ao Coronavírus. “Chegou a hora de unirmos nossas forças para salvar vidas. Vamos ajudar o Brasil a superar essa crise! Usar o dinheiro do Fundo Eleitoral fará a diferença nos hospitais, reforçando os leitos com equipamentos necessários para proteger o nosso povo. Esse não é o momento de pensar em política. É o momento de pensar em como podemos usar a nossa voz e a nossa força para ajudar a proteger a nossa vida,” postou George.

Restaurantes populares ainda seguem sem previsão de reabertura

Suspenso desde esta segunda-feira(4), ainda não há prazo para que os serviços do programa Restaurante Popular voltem a funcionar no Rio Grande do Norte. A Secretaria do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), explica que os contratos das empresas que estavam fornecendo os serviços encerraram em 31 de dezembro de 2015, e cerca de 90% deles não poderiam mais ser prorrogados.

Ciente que pelo menos 19 mil pessoas estão prejudicadas, a Sethas mede todas as forças para finalizar o edital de licitação. A secretaria ainda esclarece que houve uma mudança na forma como será feita à contratação. A partir de agora, será realizado um pregão eletrônico e,  assim, empresas de qualquer lugar do país poderão concorrer. A secretaria ainda destaca a atenção e rigor na qualidade das empresas concorrentes.

A Sethas espera ainda ampliar o programa em 2016, com a contemplação de 29 restaurantes populares, com outras duas unidades sendo construídas no interior do estado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carvalho disse:

    O que será que aconteceu?
    Incompetência?
    Será que estão se espelhando no PT?
    É muita atenção mesmo da secretaria deixar milhares de pessoas sem refeição.

SUSPENSÃO RESTAURANTES POPULARES: Sethas emite esclarecimento e vislumbra “novo serviço” com melhor estrutura

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e da Assistência Social (Sethas) do Rio Grande do Norte entrou em contato com o blog para informar que a decisão da não prorrogação dos contratos dos restaurantes populares no momento foi seguindo orientação do promotor do patrimônio público Giovane Rosado.

Diante disso, resolveu suspender, e preparar uma nova licitação o mais rápido possível, para que as empresas, ou novas interessadas, estejam aptas a participarem do certame, e que no futuro o projeto seja mais bem estruturado do que era.

A secretária Julianne Faria tem noção do impacto que causa uma medida dessa, mas que vislumbra que a média e longo prazo o serviço estará melhor e contemplado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. medeiros disse:

    Medida certa. Acabou com a mamata de muita gente

  2. Carvalho disse:

    Não podemos esperar muita coisa boa desses governos que são apoiados por PTistas.

Restaurantes Populares no RN terão que se padronizar e melhorar refeição

Reunião-Restaurante-PopulaPadronização das instalações, do cardápio e de horário de funcionamento. Estas e outras medidas foram discutidas em reunião na manhã desta sexta-feira (30) com os fornecedores de refeições dos 24 Restaurantes Populares distribuídos por todo o Estado. “Vou cobrar de cada um que presta serviço à Sethas, que ofereça um serviço satisfatório. Não se justifica que a população se alimente de sopa ou de salsicha com arroz no almoço”, enfatizou a secretária de Assistência Social, Julianne Faria durante a reunião.

Tais exigências, explicou o coordenador Operacional de Desenvolvimento Social, da Sethas, Paulo Jordão, fazem parte do contrato firmado entre as empresas e o Governo do Estado, portanto, a solicitação é simplesmente para que se cumpra o que está no papel. Ele disse ainda que a partir de agora será feita a fiscalização nos restaurantes e que poderão ser aplicadas sanções, inclusive rescisão contratual.

A subcoordenadora de Apoio Nutricional, Magaly Nunes, afirmou que visitou os restaurantes e em alguns não encontrou atendimento satisfatório, mas também conheceu restaurantes que podem servir de padrão para os demais. Dentre as exigências que deverão ser atendidas, disse ela, também está higiene e limpeza, apresentação de documentos sempre que solicitado pela fiscalização e mapa de controle.

Para a secretária adjunta Maira Almeida de Oliveira, com a melhoria do serviço será possível oferecer também palestras aos usuários e campanhas de utilidade pública dentro dos Restaurantes Populares. “Precisamos estreitar essa parceria com vocês. Não podemos conceber restaurantes populares sem um bom serviço à população. Até porque isso não é favor, é um direito”, disse Maira.

O Rio Grande do Norte tem 24 restaurantes populares em 20 municípios, sendo três unidades em Natal. O custo da refeição para o trabalhador é de R$ 1, mas o governo subsidia o restante que fica entre R$ 7 e R$ 10.

Restaurantes Populares atendem quase 20 mil pessoas por dia no RN

Excelente reportagem de Roberto Lucena para a Tribuna do Norte mostra a importância dos Restaurantes Populares para a comunidade onde ele atua.

São 11h15 de uma quinta-feira quente e ensolarada. No Alecrim, a movimentação é grande, mas muitos comerciantes e consumidores param as atividades para almoçar. São inúmeras as opções de restaurantes que oferecem refeições a preços variáveis. Porém, em um deles, a fila do lado de fora é tão grande que chama atenção. Na esquina das ruas Amaro Barreto e João Carlos, está localizada uma unidade do Restaurante Popular que serve almoço por apenas R$ 1,00. Em todo Rio Grande do Norte, são 24 unidades responsáveis pela comercialização de 19.700 refeições por dia. A secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) é quem administra o programa. Nos próximos meses, os usuários serão cadastrados e cada um receberá um cartão de identificação. A Sethas quer saber qual o perfil daqueles que frequentam o restaurante.

Por mês, o Governo do Estado gasta R$ 2,5 milhões em pagamento de contratos com oito empresas que fornecem as refeições. Segundo Martinho Ferreira Netro, proprietário da Nutriti Refeições, cada almoço custa R$ 5,03. “O cidadão paga R$ 1,00 e o restante do valor é pago pelo Governo”, explica. A Nutriti é responsável por abastecer 11 restaurantes – os três da capital e nove no interior do estado.

Emanuel AmaralNo Restaurante Popular do Alecrim, um dos mais procurados, são servidas 1,4 mil refeições por dia

Inauguradas em 2003, as primeiras unidades dos restaurantes – Alecrim e Igapó – tinham como objetivo atender a população mais carente, especialmente aqueles que estavam desempregados. Porém, qualquer cidadão, desde que pague o valor cobrado, pode almoçar em um dos restaurantes. O autônomo João Pinheiro, 43 anos, é frequentador assíduo. “Sempre almoço por aqui. Se estiver pelas bandas da zona Sul, vou lá no Centro Administrativo. Se estiver na zona Norte, vou no restaurante de Igapó”, diz. João afirma que a comida é boa, “mas tem dias que não está lá essas coisas”, completa. O dia preferido é a quarta-feira, quando é servida a feijoada. “Aí é primeira”, diz.

Na última sexta-feira, a vendedora Carla Vírginia de Araújo, 20 anos, almoçou, pela primeira vez, no Restaurante Popular de Igapó. “Ouvia falar desses restaurantes mas nunca tive a oportunidade de conhecer. Hoje, deu certo”, contou. Carla mora em São Gonçalo e recebe um salário mínimo. Após almoçar, fez uma avaliação. “A comida é muito boa e fui bem recebida. Estava tudo ótimo. Para ficar melhor, só se colocassem ar condicionado, né?”, diz.

A estudante afirma que, mesmo com o calor, vai voltar ao local. O preço e qualidade da refeição são os principais motivos que fazem o aposentado Cícero Alves, 71 anos, sair de casa por volta das 10h, todos os dias, para almoçar no Alecrim. “É muito melhor do que fazer comida em casa. Eu não pago passagem de ônibus, então o único custo que tenho é só R$ 1,00 mesmo”, diz.

As refeições começam a ser servidas entre 10h30 e 11h, dependendo da unidade. Antes desse horário, uma fila já se forma do lado de fora. O sistema é simples: o consumidor paga R$ 1,00 e recebe uma ficha numerada. Em seguida, troca a ficha por uma bandeja com prato e talheres. O almoço é servido pelos funcionários. O cardápio varia a cada dia. Na última quinta-feira, arroz, macarrão, feijão, salada crua, carne guizada e farofa de cuscuz com linguiça eram as opções disponíveis no Alecrim. Suco de caju e um pedaço de rapadura completavam a refeição.

Na unidade do Alecrim, há cerca de 20 mesas. A rotatividade de clientes é alta. Logo um termina de almoçar e dá espaço para outro. Há algumas regras. Não pode entrar com bebidas nem outro tipo de comida. Ao terminar de comer, o consumidor deve levar sua bandeja até o local da limpeza. “Não deixam entrar nem com um tempero diferente, mas eu dou meu jeito”, diz João Pinheiro ao tirar do bolso um frasco de vidro contendo uma mistura de azeite com molho inglês. “É para a comida ficar mais gostosa”, explica.

Apesar de existir há oito anos, o Governo do Estado nunca fez um estudo para saber que tipo de pessoa frequenta os restaurantes populares. O controle, segundo Martinho Ferreira, é importante para saber onde investir e o que oferecer ao público. “Sei que vai gente de todo tipo, do mais simples ao mais exigente”, conta. De acordo com o titular da Sethas, Luiz Eduardo Carneiro Costa, a partir de fevereiro do próximo ano, será implantado um sistema de controle e cadastro do usuário. “Vamos começar com as unidades de Natal e Mossoró e depois, se tudo sair como previsto, estenderemos para os outros municípios”, diz.

A ideia, segundo o secretário, é criar um cartão magnético contendo o nome e foto do usuário. O cartão não será cobrado e o projeto, prevê Luiz Eduardo, não será caro. “Acredito que gastaremos pouco menos de R$ 100 mil para realizar esse projeto”.

Dívida com empresas é de R$ 4 milhões

As oito empresas que fornecem refeições para o programa Restaurante Popular aguardam o pagamento de uma dívida de R$ 4,48 milhões referente aos meses de novembro e dezembro do ano passado. O proprietário da Nutriti Refeições, Martinho Neto, afirma que a administração estadual passada cometeu um “crime”. “O pagamento já estava empenhado e eles [o Governo] simplesmente cancelaram o empenho”, diz. Segundo o empresário, o programa não foi cancelado porque o contrato ainda está em vigor e a atual administração comprometeu-se em fazer o pagamento do débito. “Temos a esperança de que vamos receber”, conclui.

No próximo mês, haverá renovação dos contratos vigentes. Segundo o secretário Luiz Eduardo, técnicos da Sethas estudam a possibilidade de realizar uma nova licitação. “Há o mecanismo automático de renovação do contrato, mas estamos analisando se é viável realizar uma licitação plena com o cuidado do serviço não ser cancelado”, afirma.
O secretário diz ainda que há a possibilidade de expansão dos programa Café do Trabalhador e Restaurante Popular. Para tanto, aguarda a celebração de parcerias com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. “Queremos aumentar o número de refeições bem como o número de restaurantes”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos Tomaz disse:

    Tá vendo aí quem Vilma deixou no lugar dela… Nem se quer pagou a dívida R$ 4,48 milhões, ainda há quem vote nela para prefeitura. Os candidatos da próxima eleição para prefeitura é muito saturado. Devemos acabar com essa oligarquia que perpetua no RN há décadas, Alves, maia, rosado, farias, de souza….