Saúde

VÍDEO: Profissionais de saúde do Hospital de Campanha de Natal divulgam vídeo de primeira paciente curada por covid-19 em suas dependências

Profissionais de saúde do Hospital de Campanha de Natal, divulgaram vídeo(cedido) inspirador de quem luta contra a covid-19: o registro de alta do primeiro paciente de em suas dependências.

Trata-se de uma mulher de identidade não confirmada, aplaudida desde a saída do quarto em que estava internada. “Agradeço a cada um de vocês”, disse emocionada.

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Saúde

Brasil reduziu taxa de expansão da Covid-19 de 3,5 para 1,4, mas valor ainda é alto

Foto: Fotoarena / Agência O Globo

O “número básico de reprodução” da Covid-19 — parâmetro que indica quantas pessoas um indivíduo infectado contagia — caiu no Brasil desde o início da pandemia, mas ainda é alto.

Quando o novo coronavírus chegou ao país, em 26 de fevereiro, cada pessoa que o contraía passava a doença para outras 3,5, em média. Depois das primeiras medidas de isolamento social, em 23 de março, o número caiu para 1,9. Agora, com mais estados promovendo quarentena, está em 1,4. Ou seja, cada dois brasileiros infectados transmitem o Sars-CoV-2 para outros três.

O valor é menor, mas ainda preocupante, porque alimenta um crescimento exponencial da pandemia, que dobra de tamanho a cada 9 ou 10 dias, um patamar temerário num momento em que o Brasil já tem mais de 260 mil casos.

Os pesquisadores responsáveis pela estimativa são o físico nuclear Rubens Lichtenthäler Filho, professor da Universidade de São Paulo (USP), e seu filho, Daniel, médico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Para chegar aos números, os dois trabalharam essencialmente com dados oficiais. Eles afirmam que as datas-chaves identificadas na análise coincidem com momentos em que estados implementaram medidas mais duras de isolamento.

— A gente sabe que o impacto que a gente está vendo é o de medidas progressivas de distanciamento social ao longo do tempo — diz Daniel.

Para enxergar um panorama mais claro sobre a evolução da pandemia, Daniel explica que os dados oficiais foram tratados para eliminar flutuações estatísticas (em domingos há poucos registros, por exemplo) e foi levado em conta o tempo da doença e seu período de incubação. O tratamento matemático do trabalho usou recursos empregados comumente na área de atuação de Rubens.

Crescimento explosivo

— O tipo de processo é o mesmo que a gente tem em algumas áreas da física onde existem fenômenos com crescimento exponencial — diz o cientista. — Uma reação nuclear é isso. Você joga um nêutron num átomo de urânio, ele fissiona e emite dois a três nêutrons. Cada um desses nêutrons vai provocar uma outra fissão, e assim vai…

O foco dos pesquisadores na taxa de reprodução básica — tradicionalmente representada em estudos de epidemiologia pela variável R0— se justifica porque ela é essencial para entender o futuro da pandemia, mesmo não sendo o único parâmetro necessário para isso.

Quando se sabe o número de leitos disponíveis numa cidade, determinar a R0 ajuda a prever quando a capacidade excede. Quando se sabe o número total de pessoas infectadas numa população, é possível calcular em tese o momento em que será atingida a “imunidade de rebanho”, que é a porcentagem de pacientes recuperados/imunizados alta o suficiente para impedir o crescimento da epidemia.

Longe do pico

O problema, porém, é que o Brasil não sabe com precisão ainda a parcela de sua população que já foi infectada. E, qualquer que ela seja, o pico da pandemia parece estar ainda distante. Estudos que buscam a prevalência da doença por amostragem — como em pesquisas eleitorais — ainda estão em andamento. Na avaliação dos Lichtenthäler, tentar determinar quando será o pico sem essa informação em mãos é muito difícil.

Segundo Daniel, porém, o modelo de análise que ele criou com seu pai e coautor não tem essa pretensão, por isso resiste às incertezas da subnotificação,que não afetam o a taxa de reprodução básica da Covid-19.

Enquanto muitos grupos de pesquisa buscam fazer modelos mais complexos e ambiciosos, a dupla optou por uma abordagem mais simples, mas com mais poder de determinar um parâmetro crucial da pandemia, a R. Para isso, consideraram como premissa que a taxa de subnotificação não tem oscilado muito.

Os Lichtenthäler publicaram na última sexta-feira (15) uma versão preliminar de seu estudo no portal MedrXiv. Na ocasião, a Ro para o Brasil estava ainda em 1,4.

O Globo

 

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Saúde

Covid-19: Suíça aposta na hidroxicloroquina; país tem taxa de mortalidade duas vezes menor que a da França

Foto: Reprodução

A Suíça está usando amplamente o tratamento com a hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus; e está valendo a pena. A taxa de mortalidade no país é duas vezes menor que a da França (0,018% contra 0,041%).

Segundo informações da Radio Tele Suisse (RTS), a proporção de pacientes tratados com a hidroxicloroquina é de 40% no Hospital Universitário de Lausanne (CHUV) e mais de 50% no Hospital Universitário de Genebra (HUG). A parcela chega a 85% nos cuidados intensivos de Genebra.

Mesmo a eficácia do medicamento ainda não tendo sido comprovada para o covid-19, os médicos suíços invocam seus efeitos práticos.

Para resolver essa dúvida, um estudo será lançado em breve nos cantões da Suíça de Vaud, Valais, Fribourg, Berna e Aargau. A pesquisa envolverá 800 pessoas positivas para o Covid-19 que não estariam hospitalizadas.

Blaise Genton, médico chefe da Unisanté, no cantão de Vaud, está à frente deste projeto, que em breve deverá receber sinal verde final das autoridades.

“O objetivo é testar a eficácia da cloroquina na redução de complicações, hospitalizações secundárias e possivelmente até mortes. De fato, gostaríamos de saber se a cloroquina é eficaz em um ambiente ambulatorial, ou seja, antes de os pacientes chegarem ao hospital”, disse Genton à RTS.

Com informações da Radio Tele Suisse (RTS) e Conexão Política

 

Opinião dos leitores

  1. "Mesmo a eficácia do medicamento ainda não tendo sido comprovada para o covid-19, os médicos suíços invocam seus efeitos práticos"

    Os caras estão desesperado atirando para todos os lados….igual ao imbecil do presidente daqui.
    Não precisa CITAR de NOVO que os grandes especialistas mundiais publicaram nas mais conceituadas revistas médicas do MUNDO q até agora a droga nao surte nenhuma efeito sobre o vírus, mas para quem acredita q a terra não é redonda, que vacina não previne doenças e a ciência é coisa do demônio, quem são esses cientistas e essas revistinhas para provar o contrário. É perda de tempo. Deixa esse povo se entupir de Cloroquina.

  2. Os ESQUERDOPATAS são uma comédia, criticam o medicamento e não apresentam nenhum outro como opção.
    Condenam a única possibilidade de tratamento apenas para fazer oposição ao Presidente.
    Ninguem está obrigado a usar. Mas também não podem proibir quem quiser tentar.
    É um direito de cada um tentar algo que possa salvar sua vida.

    1. Rapaz, ninguém condena não. Se o médico receitar e vc quiser tomar, toma e pronto. Simples assim. Agora, só não pode é deixar a população tomar esse remédio de qualquer jeito. Há, comprovadamente, efeitos colaterais irreparáveis, podendo causar a morte. Mas repito, se o médico receitar, vc toma se quiser.

  3. bateram tanto no louco, que o louco tava certo… é necessario que se faça la fora, pra os daqui aceitarem.. quem lucra com isso???

  4. A taxa de mortalidade é variável entre países, atribuir isso ao uso de hidroxicloroquina é um erro. Há inúmeros fatores envolvidos. Hong Kong não usa e apresenta uma das menores taxas de mortalidade. No momento atual não comprovação de benefício da hidroxicloroquina. Pelo contrário, muitos estudos mostrando que não serve.

    1. Amigo, vc citou como fonte Hong Kong (China), sério que alguém acredita neles?? Enganaram o mundo todo dizendo que não passava de pessoa pra pessoa, o GOVERNO Chinês é sem dúvida o maior culpado por tudo isso…

    2. Então, que Deus o livre desse mal, não use.
      Faltou vc dizer qual é o melhor.
      Caso tenha a resposta vai ficar bilionário já no próximo mes

    3. Emerson, Hong Kong é uma república administrativa especial autônoma, embora desde 97 faça parte da China após sair da autonomia dos ingleses, eles possuem possuem pan democracia como base política.

  5. Quantas vidas seriam poupadas se a cloroquina fosse usada desde o início ? Onde estava a lucidez ? Quem será responsabilizado pelas mortes ?

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Judiciário

Justiça pune médico que acusa governadora Fátima Bezerra(PT) de fazer vodu de Bolsonaro

FOTO: VEJA.com/Divulgação

O juiz Giordano Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, determinou que o médico Nelson Geraldo Freire Neto, apoiador de Jair Bolsonaro, retire de suas redes sociais quatro postagens com duras ofensas à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT.

Entre esses ataques, está um discurso feito num caminhão de som, em 26 de abril, num ato na Esplanada, em Brasília, no qual o médico imputa a governadora prática criminosa sem qualquer prova e “ofende a honradez e a imagem (de Fátima) perante o meio social”, conclui o juiz, que concedeu a decisão em caráter liminar.

“A situação exposta é surreal, pois temos um cidadão (Nelson) que sobe num carro de som e brada para o público que lá estava, ser a governadora uma traficante (1 tonelada de droga), uma macumbeira e ser uma pessoa que faz vodu para o presidente”.

Para o juiz, se o médico tem alguma acusação a fazer, que procure a polícia ou o Ministério Público, “e não subir num carro de som, gravar e publicar na internet”.

Giordano Costa diz que houve ataque a honra e classificou a acusação do médico como “discurso tresloucado”.

O juiz fala do contexto político e diz que o país vive uma “acalorada discussão no campo ideológico”.

Com a decisão, de ontem, o médico tem cinco dias para excluir as postagens, sob risco de multa diária. Se desejar, pode recorrer em quinze dias.

Radar – Veja

Opinião dos leitores

  1. Falar na governadora por onde anda a mesma? No início da pandemia não saia da tv com os secretários de saúde claro no início não se precisava de leitos de UTI como agora esta o caos a mesma desapareceu da tv será que está se achando mais que os governadores de sp rs E BH?

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Saúde

Marsili, olavista que se oferece para ser ministro da saúde, afirma: “coronavírus é uma porra de um viruzinho”

O olavista de carteirinha, Italo Marsili, sugerido para o Ministério da Saúde por parte dos bolsonaristas, chamou o novo coronavírus, em vídeo gravado em 21 de abril, de “uma porra de um viruzinho”.

Marsili fala que o novo coronavírus “não é letal”. “Óbvio que as pessoas morrem. As pessoas morrem engasgadas numa noite de orgia, não sei se você sabe disso.” Ele disse, ainda, que as pessoas morrem batendo a cabeça. “O Gugu está aí e não deixa a gente mentir.”

Por fim, ele pergunta: “Está com medo de quê?” No vídeo, Marsili também chama o STF de “vagabundo”, “ignorante” e “maldosos”, e acusa os ministros da corte de terem “agenda oculta, para desestabilizar o Brasil”.

O médico não tem título de psiquiatra registrado junto ao Conselho Federal de Medicina nem à Associação Brasileira de Psiquiatria. Nas redes sociais, em vídeos e entrevistas, ele se apresenta como psiquiatra.

“Só tem valor o registro que se faz pela autarquia, que diz se você é especialista ou não. Ele não tem”, afirma Antonio Geraldo, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria. Dessa forma, Marsili infringe o Código de Ética Médica.

Opinião dos leitores

  1. Agora sim acredito que ele tem capacidade ser ministro de Bozo…pra ser idiota assim tem espaço no governo.

  2. Muitas pessoas estudaram eu não sei pra quê. Perdem a dignidade à procura de um cargo até mesmo num governo de loucos.

  3. Como que o cara infringe o Código de Ética Médica, se nem mesmo tem registro. Na verdade o que ocorre é exercício ilegal da profissão e isso é crime.

    1. Também não entendi, ele tinha tirado o título q n possui, mas botou de volta.

  4. Mais um rato que saiu do esgoto com o Bolsonarismo.
    Como alguém dá a palavra para um engodo desse?

  5. Simples, bota ele na linha de frente para visitar e tratar os doentes com Covid-19 nos hospitais . Quando ele tiver um ente querido a falecer com a doença, ele saberá o tamanho da letalidade do vírus e num instante vai clamar perdão a Deus pelas asneiras que prega.

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Política

“A importância política que me dão hoje é uma importância que eu nunca pedi”, diz Felipe Neto

O youtuber Felipe Neto disse, em entrevista ao “Roda Viva” exibido nesta segunda-feira, que não reivindicou a importância política atribuída a ele.

“A importância política que me dão hoje é uma importância que eu nunca pedi. Quando um youtuber, que está no YouTube fazendo vídeos de humor, se torna uma referência política no Twitter, isso é um sinal claro de carência de posicionamento das pessoas que deveriam se posicionar politicamente e muitas vezes não se posicionam”.

Na semana retrasada, Felipe Neto gravou um vídeo criticando os influenciadores digitais e os artistas que não se posicionam contra o governo.

“Acabou a passada de pano. Influenciador que não se manifesta agora é cúmplice”, disse ele na ocasião.
O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Fraco, igual a caldo de biloca. Assisti parte da entrevista dele, mas tive que mudar de canal, conhecimento apenas básico de politica, porém quem o prestigia nas redes sociais ou está na sua condição ou inferior, essa é a nossa triste realidade. E para a tv cultura, acredito que tenha sido um tiro no pé trazer pessoa tão pouco expressiva politicamente, sabendo que no programa Roda Viva, que assisto basicamente toda semana, já passaram pessoas do mais alto grau de conhecimento político, social, histórico, filosófico, científico….trazer um "mininu" desses, foi o fundo do poço.

  2. Consciência pesada é assim . Mea culpa . Já passei por essa fase . Hoje digo de alto e bom som “VOTEI NELE E ME ARREPENDO “ .

  3. “Influenciador que não se manifesta agora é cúmplice” cai no caso clássico de falsa dicotomia.

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Judiciário

Delação de Eike Batista é rejeitada por Rosa Weber

A delação premiada de Eike Batista foi rejeitada por Rosa Weber porque algumas de suas cláusulas foram consideradas ilegais.

“A ministra decidiu devolver o processo para Augusto Aras com a recomendação de que ele repactue os detalhes jurídicos do acordo”, diz O Globo.

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Política

Governadores opositores de Bolsonaro já adotam cloroquina contra covid-19, mas sem alarde

Enquanto se repete a ladainha de que a ciência ainda não aprovou o uso da cloroquina contra Covid-19, políticos que acusavam o presidente Jair Bolsonaro de “irresponsabilidade” pela discussão pública do assunto, já adotam o uso do medicamento. Alguns admitem isso publicamente, como os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), de Alagoas, Renan Filho (MDB), do Tocantins, Mauro Carlesse (DEM) e do Amapá, Waldez Goes (PDT), que introduziram a cloroquina no protocolo de tratamento da doença, mas a maioria, embora use, não admite isso. Casos do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e dos governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e do Ceará, Camilo Santana (PT). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em São Paulo, Roberto Kalil e David Uip, médicos famosos, foram salvos pela cloroquina. Mas só Kalil o admitiu, sem medo de irritar João Doria.

Prefeituras no Pará de Helder Barbalho (MDB), crítico do presidente, já distribuem o “Kit Covid-19” com cloroquina e outros medicamentos.

Presidente dos EUA, Donald Trump contou que usa preventivamente a cloroquina, “como fazem os médicos e enfermeiros na ponta”.

O uso crescente da cloroquina parece confirmar que o objetivo continua sendo o de salvar vidas, mas sem esquecer o interesse político-eleitoral.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. A política é algo seboso.
    O Brasileiro é pior ainda tô.a e faz por conta própria:
    Fuma crack
    Fuma maconha
    Fuma cigarro
    Bebe até cagar cana
    Faz sexo sem camisinha
    Mistura energético com bebida alcoólica
    Toma Rivotril
    Termogênico
    Analgésicos
    Subultramina
    Reembolso a
    Durateston
    Viagra
    Remédio pra pressão
    Relaxante muscular
    Anti-inflamatório
    Manga com leite
    Bebe água da torneira
    Não sabe onde anda a carteira de vacinação…
    Mas acha um absurdo usar a CLOROQUINA, HIDROXICLOROQUINA, AZITROMICINA, pno tratamento ao COVID19 , pois o remédio tem efeitos colaterais.
    O pior é se queixar e usarem escondido o remédio. Absurdo. Acorda povo. Deixe dessa guerra política.
    Será q aceitar a verdade é tão difícil assim?

    1. Parabéns amigo por trazer a tona muitas coisas que realmente todos fazem e nunca pensaram em efeitos colaterais, a má política é algo sujo e nos leva cada vez mais para um buraco que não para de crescer, o da burrice e falta de senso crítico pra certos assuntos.

  2. Quantos poderiam ser salvos se não fosse a irresponsabilidade dos governadores em não usar o medicamento na população só por fins eleitoreiros?

  3. É mesmo, é?
    O mito não perde uma! É impressionante!
    São muitas tentativas frustradas contra ele. Ainda tem gente que não enxerga.

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Jornalismo

Servidora do governo, apoiadora de Bolsonaro diz que bandeirada em jornalista foi acidente

A servidora Angela Telma Alves Berger, que agrediu jornalista da Band com uma bandeirada durante manifestação
A servidora Angela Telma Alves Berger, que agrediu jornalista da Band com uma bandeirada durante manifestação – Renato Onofre/Folhapress

Apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, a servidora Angela Telma Alves Berger afirmou à Folha que não quis agredir a jornalista Clarissa Oliveira, da Band, com uma bandeirada na manifestação deste domingo (17) em frente ao Palácio do Planalto.

“A bandeirada na repórter foi um acidente. Eu estava olhando os paraquedistas e me descuidei… Acontece, né? Já levei tantas bandeiradas. Quebraram até meu óculos. Porém, entendo que foi um acidente”, disse à reportagem.

Angela Berger é servidora da Enap (Escola Nacional de Administração Pública), vinculada ao Ministério da Economia, e ingressou no serviço público em 1986, de acordo com dados do portal da transparência.

Ela agrediu a repórter da Band na cabeça com o mastro de uma bandeira do Brasil durante o ato deste domingo.

A jornalista aguardava para gravar quando foi atingida pela bandeira. De acordo com Clarissa, outros manifestantes a socorreram após o episódio.

No boletim de ocorrência registrado no domingo, a repórter relatou que a manifestante, com uma bandeira do Brasil na mão, “vinha andando, xingando, gritando com todos”. De acordo com ela, “sem mais nem menos ela chegou perto e bateu com o pau da bandeira”.

Ainda de acordo com Clarissa, a agressora riu, falou que “foi sem querer” e continuou andando.

Folha presenciou a exaltação da agressora contra a imprensa em dois momentos antes da agressão. A todo momento ela gritava “Globo lixo” e “jornalistas lixos”.

A segurança do Planalto chegou a pedir para que manifestantes acalmassem a agressora, que deixou o local do ato, mas voltou para o local até a chegada de Bolsonaro.

Angela justificou a exaltação à Folha. “Tô com medo de ser escrava de chinês. Tenho medo do comunismo nos dominar. Muito medo”, afirmou.

“Vejo notícias que estão vendendo as riquezas do Brasil. Que vem um bando de chinês em setembro comprar tudo. Eu estou com medo. Fico em pânico. Ando depressiva. Nervosa. Nervos a flor da pele”, disse. “Eu quero que esses chineses comunistas saiam do Brasil.”

Em nota, a Band chamou a agressão de “prova de desrespeito ao trabalho da imprensa” e diz que “exige que haja punição exemplar a esse ato inaceitável de selvageria”.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Se vc olhar pra cara da desocupada vc vai ver que a mesma estão rindo que dizer que fez de propósito coisa de gente vive na vagabundagem só isso

  2. Agora pronto pra que um alarde desse notoriamente se viu que a mulher se descuidou com a bandeira e na mesma hora se desculpou e disse q foi sem querer pois fosse querendo não teria sido só de raspão como foi ,essa imprensa também quer jogar a culpa em tudo que acontece no Bolsonaro.

  3. Tambem foi acidente a risadinha sarcástica seguida do "foi sem querer!"…. Essa seita Bolsonarista veio realmente do lugar que exala fogo e enxofre.

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Celebridades

Conheça Paulo Marinho, o empresário que fez revelações sobre a família Bolsonaro

Maitê Proença, atriz; Moreira Franco, ministro do governo Temer; Ricardo Boechat, jornalista; Roberto Kalil, médico; Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro; Sérgio Bermudes, advogado.

João Doria, governador de São Paulo; Roberto D`Ávila, jornalista; José Dirceu, ex-ministro do governo Lula; Roberto Medina, criador do Rock in Rio; Jair Bolsonaro, presidente eleito da República.

O que essas figuras – de ramos tão diferentes quanto entretenimento, direito, mídia, medicina e política – têm em comum? Todas são ou foram muito próximas de um mesmo personagem, o executivo Paulo Marinho.

Marinho, 68 anos, é um mestre na arte de fazer amigos. É descrito pelas pessoas que o conhecem como simpático, bom de conversa, envolvente. Ele, contudo, se recusou a dar entrevista para esta reportagem.

Avesso a aparições públicas nas últimas décadas, Marinho voltou a ganhar os holofotes em 2018 depois que sua mansão no Jardim Botânico, bairro nobre do Rio, se transformou no principal quartel-general de Bolsonaro.

Ele se envolveu diretamente na campanha do ex-militar e montou em sua residência um estúdio para a gravação das peças publicitárias. Os jornalistas se acotovelavam no seu portão, porque era um dos poucos lugares onde o candidato que liderava as pesquisas ia regularmente.

Depois da vitória, a casa abrigou ainda a primeira reunião da equipe de transição e André Marinho, filho do executivo, atuou como tradutor no telefonema entre Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Bolsonaro e Marinho eram, portanto, próximos, mas não podiam ter backgrounds mais diferentes. Enquanto Bolsonaro vem de uma família de classe média baixa e tem valores conservadores, o executivo frequenta a alta sociedade carioca e, na juventude, gostava de badalação e belas mulheres.

Nascido no Rio de Janeiro, em 1952, Paulo Marinho começou a trabalhar aos 14 anos como uma espécie de ajudante de ordens de Ronaldo Xavier de Lima, dono da Excelsior Seguros, marido de Marta Rocha, ex-miss Brasil, e um dos maiores playboys da cidade.

Pouco tempo depois, o jovem passou a atuar em corretoras no incipiente mercado financeiro do Rio e a ganhar dinheiro. Tinha 21 anos quando conheceu a estonteante atriz francesa Odile Rubirosa. Aproximou-se do mundo do entretenimento e da mídia e tornou-se amigo de jornalistas renomados como Zózimo do Amaral, Roberto D`Avila e Ricardo Boechat.

Já separado de Odile, ele se enamoraria de Maitê Proença, com quem teve uma filha, Maria. Liberal, não se importou que a atriz pousasse nua para a Playboy. Os dois não chegaram a se casar para que Maitê mantivesse a pensão que recebia do pai, ex-militar.

MOREIRA FRANCO

O envolvimento mais intenso de Marinho com a política começaria na década de 80. Convidado por Boechat, ele ajudou na vitoriosa campanha de Moreira Franco ao governo do Rio em 1986. O jornalista se tornaria secretário de Comunicação estadual, mas Marinho preferiu não ir para o governo.

O executivo começaria ali um padrão que se repetiria por toda a vida. Nunca ocupou um cargo público e sempre preferiu o setor privado, utilizando seus contatos na política para fazer negócios.

Sua amizade com Moreira Franco, por exemplo, o ajudaria em sua nova empreitada ainda no início da década de 90: o Rock in Rio. O festival havia acontecido pela primeira vez em 1985, mas sofreu ferrenha oposição do então governador Leonel Brizola (PDT).

Com Moreira Franco no poder, o publicitário Roberto Medina, idealizador do evento, recorreu a Marinho para conseguir apoio político. Ainda assim, por pouco, o Rock in Rio quase não saiu. Uma liminar chegou a cancelar o festival, alegando que o estádio do Maracanã não estava preparado para receber tantas pessoas.

Marinho e Medina derrubaram a liminar, mas foram obrigados a reforçar com estacas toda a arquibancada do Maracanã, o que elevou os custos. O evento aconteceu em 1991 e foi um enorme sucesso, mas gerou pesados prejuízos para os dois.

Em meio a esse embate jurídico, Marinho passou a ir com frequência ao escritório do advogado Sérgio Bermudes, contratado para cuidar do Rock in Rio. Foi neste momento que o empresário foi apresentado pela primeira vez ao jovem Gustavo Bebianno, estagiário do escritório.

Marinho e Bermudes ficaram muito amigos. O empresário se casou com sua terceira esposa, Adriana, em uma cerimônia na casa do advogado, celebrada por um juiz amigo dele: Luiz Fux, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também foi Bermudes que apresentou Marinho a um dos seus maiores parceiros de negócios, com quem ele trabalharia por 17 anos, e hoje um dos poucos inimigos desse bon-vivant: o empresário Nelson Tanure.

O baiano Tanure era especialista em comprar empresas quebradas, assumir seus litígios na Justiça e ganhar dinheiro com isso. Ele contratou Marinho para ser diretor de sua nova investida, o estaleiro Verolme.

Sediado em Angra dos Reis, o Verolme foi comprado em concordata, mas, ainda assim, chegou a empregar quase 4.000 pessoas depois de conseguir contratos bilionários com a Petrobras para a construção de plataformas de petróleo.

A fim de vencer as licitações, o estaleiro baixava os preços e ficava na expectativa de obter aditivos que compensassem os custos e gerassem lucros. Deu confusão. A Petrobras passou a cobrar o Verolme por plataformas fora da especificação, enquanto o estaleiro acusava a estatal de mudar o projeto sem elevar os preços.

A disputa foi parar na Justiça e começou a se arrastar. Marinho decidiu sair do estaleiro e acertou com Tanure, como parte de seu pacote de desligamento, um porcentual no contrato com a Petrobras. Logo em seguida, ele foi trabalhar para outra figura bastante polêmica – o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Dantas queria que Marinho utilizasse seus contatos para o ajudar entrar no capital da antiga Telemar, operadora de telefonia do Rio. O negócio foi bem-sucedido, mas Marinho e Dantas se desentenderam. Até hoje não se gostam.

Nesse período, a revista Veja revelou um diálogo entre Marinho e Boechat. Na conversa, o repórter de O Globo lia para o amigo e fonte uma matéria que escrevia sobre a briga de Dantas com os demais sócios. O escândalo provocou a demissão do jornalista.

Marinho então voltaria a trabalhar para Tanure, dessa vez no Jornal do Brasil, outra empresa em dificuldades financeiras que havia sido adquirida. Lá reencontraria Bebianno, que atuava como diretor jurídico.

No JB, Marinho foi contratado como vice-presidente de assuntos governamentais. Sua função obrigou-o a se mudar para Brasília, onde viveu de 2003 a 2006, época do primeiro mandato do ex-presidente Lula.

A capital federal ampliou seus horizontes na política, porque até ali ele era bem relacionado apenas com nomes cariocas. Além de Moreira Franco, conversava com frequência com o então prefeito Eduardo Paes e com o governador Sérgio Cabral, hoje preso por corrupção, entre outros.

Em Brasília, costumava dar jantares memoráveis em sua suntuosa casa no Lago Sul e quase sempre era agraciado com a presença dos três “Zés”: José Sarney (MDB), presidente do Senado, José de Alencar (PL), vice-presidente da República, e José Dirceu (PT), ministro da Casa Civil.

Ele havia conhecido Dirceu em um evento do JB para o qual o convidou como palestrante. Os laços entre os dois acabaram se tornando tão estreitos que, quando o petista caiu em desgraça no mensalão, Marinho tratou de ajudá-lo.

Conversou com deputados para tentar impedir a cassação do mandato de Dirceu na Câmara, o que acabaria ocorrendo, e chegou até a contratá-lo como colunista do JB. Dizem pessoas próximas que o real motivo era ajudar Dirceu, que enfrentava uma situação financeira delicada.

Além de cuidar dos interesses do jornal, Marinho também utilizava seus contatos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ajudar Tanure na antiga disputa com a Petrobras.

O empresário acabaria vencendo o processo, obtendo quase R$ 200 milhões de indenização, pagos por seguradoras contratadas pela estatal.

Marinho acreditava que tinha direito a uma parte do dinheiro, por causa do acerto feito quando saiu do estaleiro Verolme. Tanure discordava. Os dois romperam e se enfrentam há anos nos tribunais no Brasil e nos Estados Unidos.

Já foram condenados em diferentes instâncias a pagar milhões um para o outro e finalmente estariam perto de um acordo. Interlocutores de ambos dizem que eles querem encerrar a disputa.

Desde esse período, Marinho não tem patrimônio em seu nome, para evitar bloqueio judicial. Doou tudo que possuía para a esposa, com quem é casado com separação de bens. Sua declaração de imposto de renda revela posses de pouco mais de R$ 700 mil, o que é incompatível com seu estilo de vida.

JOÃO DORIA

Marinho então voltou para o Rio e passou a trabalhar como consultor. Os anos se passaram e, com a eleição de 2018 se avizinhando, ele decidiu apoiar o tucano João Doria para a Presidência da República.

Doria acabara de ser eleito prefeito de São Paulo em primeiro turno.

Organizou para o amigo paulistano dois jantares, com cerca de 200 pessoas cada um, a fim de apresentar a ele a elite do empresariado carioca. Um dos eventos ocorreu no refinado Country Club do Rio; outro em sua própria casa.

O nome de Doria, contudo, não decolou dentro do PSDB e Marinho ficou sem candidato até receber um telefonema de Bebianno, que tinha se tornado o faz-tudo de Jair Bolsonaro.

No fim de 2017, Bebianno levou o ex-militar para um jantar na casa de Marinho. Seu filho André também participou da conversa. A empatia teria sido imediata e, a partir daí, o executivo só se refere ao presidente eleito como “o capitão”.

Quando o então candidato sofreu uma facada em Juiz de Fora (MG), foi o executivo que mobilizou o Hospital Sírio Libanês, por intermédio do cardiologista Roberto Kalil, para atendê-lo. O político, porém, acabou se tratando no rival Albert Einstein.

Marinho também foi convidado por Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do presidente eleito, para ser seu suplente no Senado. Caso Flávio se candidate a prefeito do Rio em 2020 —o que ainda depende de uma interpretação da lei eleitoral —, seria o primeiro cargo público da vida de Marinho.

Interlocutores que o conhecem diziam que ele não almeja ser senador e preferia continuar fazendo o que sempre fez: cultivando amigos e fazendo a ponte entre a iniciativa privada e os políticos.

Em 2019, no entanto, ele se filiou ao PSDB e se lançou como pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro para as eleições deste ano.


CONSTRUINDO PONTES

Anos de 1970

Passa a frequentar o mundo do entretenimento; conhece a atriz Maitê Proença, com quem vive mais de dez anos e tem uma filha

Anos de 1980

Participa da eleição de Moreira Franco ao governo

do Rio de Janeiro;
vira parceiro do publicitário Roberto Medina na realização do Rock in Rio

Anos de 1990

Amplia contato com o advogado Sérgio Bermudes
e com o então juiz
Luiz Fux; trabalha com
Nelson Tanure e com
Daniel Dantas, do Banco Opportunity

A partir de 2000

Estreita laços políticos; em Brasília, torna-se amigo de José Dirceu; aproxima-se de João Doria; por intermédio do advogado Gustavo Bebianno, conhece Jair Bolsonar

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Enquanto servia era "gente boa". Agora virou bandido, enganou os inocentes Huguinho, Zezinho e Luizinho. Kkkkkkk

  2. Bolsonaro usou a casa de Paulo marinho na campanha eleitoral. Sabe de todos os detalhes da campanha de Bolsonaro

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Economia

Motoristas e cobradores aguardam por Alváro Dias para suspederem as paralisações

Os motoristas e cobradores de ônibus de Natal fizeram mais uma manifestação nesta segunda-feira, 18, e suspenderam as atividades de todas as empresas, de acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários (Sintro/RN), Júnior Rodoviário. Segundo o sindicalista, os trabalhadores seguem paralisados e só irão retomar os serviços após reunião com o prefeito Álvaro Dias. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura do Natal, não tem data e horário definido para o encontro entre o gestor e os representantes do Sindicato.

Os manifestantes voltaram a cruzar os braços devido ao não pagamento de direitos por parte das empresas de ônibus. Outro pedido dos trabalhadores é a volta dos cobradores, função que é acumulada pelos motoristas na maioria das linhas da Capital.

Os empresários já afirmaram que não têm condições de cumprir com os compromissos com os profissionais do segmento devido à queda na arrecadação das empresas em decorrência da limitação de circulação da frota e redução no fluxo de passageiros, reflexo dos decretos de distanciamento social publicados pelo Governo do Estado e Prefeitura do Natal. Segundo o presidente do Sintro, o prefeito tem que receber os manifestantes.

“O prefeito não atende a gente. Se ele fez o isolamento, é preciso que se garanta o pagamento dos direitos dos trabalhadores. A paralisação vai continuar até que o prefeito receba a categoria”, disse Júnior Rodoviário, afirmando que os profissionais de todas as empresas aderiram à suspensão das atividades, que não foi informada com antecedência.

Anteriormente, os empresários do setor de transportes já tinham afirmado que não conseguiriam pagar os encargos e benefícios dos rodoviários devido à queda de aproximadamente 70% na arrecadação das empresas. Por isso, eles pedem que a Prefeitura do Natal conceda isenção fiscal e efetue a compra antecipada de passagens para que as empresas consigam equilibrar as finanças. Até o momento, a Prefeitura não acenou positivamente para a solicitação.

Os trabalhadores do setor rodoviário anunciam que irão realizar uma nova paralisação dos ônibus em Natal nesta terça-feira (19). “Vamos continuar com as paralisações, hoje foi só a Cidade, amanhã poderá ser em toda Natal”, disse Rubens Pereira, diretor de imprensa e divulgação do Sindicato dos Trabalhadores e Transportadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN).

Com informações da TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

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Economia

AUMENTO CONSIDERÁVEL: China teme nova onda do coronavírus e acelera importações brasileiras

Os chineses estão preocupados com o avanço do coronavírus no Brasil, o que poderia complicar as negociações comerciais nos próximos meses.

Com isso, a China está pedindo às empresas importadoras de grãos e de alimentos que aumentem os estoques de produtos, comprando mais.

Essa preocupação, relatada pela Reuters, refere-se também a outros mercados e se deve ao temor dos chineses de uma eventual segunda onda de infecção mundial provocada pelo coronavírus.

As importações chinesas de alimentos nos últimos meses, principalmente as feitas no Brasil, confirmam essa preocupação.

De janeiro a abril, os chineses importaram o recorde de 24,7 milhões de toneladas de soja no Brasil, 73% de todo o produto que saiu pelos portos brasileiros.

Nesse mesmo período, as compras de carnes no Brasil, incluindo as de Hong Kong, somaram 558 mil toneladas, no valor de US$ 2,11 bilhões.

Das receitas recebidas pelos exportadores brasileiros com as proteínas, 38% vieram da China no primeiro quadrimestre, conforme dados apurados pela Folha.

E o ritmo chinês de importações continua acelerado neste mês de maio. Nos dez primeiros dias úteis, as exportações brasileiras totais de soja já somam 8,8 milhões de toneladas. E a maior parte desse produto vai para a China.

Se for mantido esse mesmo desempenho durante todo o mês, o que não é certeza, o país atingirá a histórica marca de 19 milhões de toneladas comercializadas em apenas um mês. Um sinal do apetite chinês pela soja brasileira é que eles continuam pagando prêmios acima do normal para o produto negociado no Brasil.

No caso das carnes bovina, suína e de frango, o volume deste mês supera em 30% o de igual período do passado.

O principal destino dessas proteínas tem sido a China, dependente de carnes devido à baixa produção de suínos. O rebanho chinês foi devastado pela peste suína africana.

As chances brasileiras no mercado chinês não se limitam a curto prazo, mas deverão continuar firmes nos próximos anos.

O China Agricultural Outlook 2020-2029 prevê que o país se manterá como grande comprador de alimentos do mundo, diversificando fornecedores e dando ênfase para grãos, proteínas animais, lácteos e pescados.

José Mario Antunes, diretor do escritório da InvestSP, em Xangai, acompanhou essa conferência sobre as perspectivas agrícolas para a China e fez uma raio-X das oportunidades brasileiras no mercado chinês na próxima década.

No caso da soja, principal produto exportado pelo Brasil, os chineses deverão elevar as importações da oleaginosa para 100 milhões de toneladas até 2029, uma evolução de 13%.

O Brasil está na lista dos maiores produtores em vários dos produtos dos quais os chineses são e serão dependentes, tais como soja, milho, açúcar e os de origem animal.

Além disso, a China elevará a dependência em trigo, arroz, frutas, ovos, lácteos e pescados, produtos que o Brasil ainda exporta pouco, mas que não deixam de ser uma oportunidade para o agronegócio do país, segundo Antunes.

O cenário chinês é favorável ao Brasil porque o país vem obtendo elevação na produção de vários itens, como o milho, e tem um câmbio favorável para as exportações, o que torna o produto brasileiro competitivo.

No setor de proteína, Antunes destaca que os chineses estão bastante dependentes de carnes suína e de frango a curto prazo, mas que a produção interna deverá se recuperar ao longo dos próximos anos.

FOLHAPRES

Opinião dos leitores

  1. Rindo feito um condenado até 2022 Os produtos Brasileiro é de qualidade, pode vim comprar o Brasil tem muitos carroço.

  2. Vítor Silva, Ricardo Lúcido, Gabriel Fernandes, Anti-politico de Estimação lembram quando vocês criticaram, que ataques verbais à China prejudicariam o agronegócio? Escrevi que briga de garganta não afeta relações comerciais externas. China tem que alimentar 1 bilhão e 400 milhões de pessoas. Vergonha foi Maia pedir desculpa. Foi o único no mundo.

  3. Cadê os abutres que tinham aparecido por aqui , comemorando a substituição na venda de mero milhão de tonelada de soja para os chineses?

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Economia

TERRÍVEL: Consumo das famílias desaba em março com crise do coronavírus e números de janeiro e fevereiro foram desastrosos

A pandemia de coronavírus derrubou o principal pilar de sustentação da economia brasileira, o consumo das famílias, que registrou queda inédita em março, segundo dados do Monitor do PIB, indicador do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) divulgado nesta segunda-feira (18).

A economia teve retração no patamar inédito de 5,3% no primeiro mês de isolamento social do país, em comparação a fevereiro, com queda de 6,5% no consumo das famílias brasileiras.

Responsável por cerca de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto), o consumo vinha crescendo 2% ao ano e sustentando a fraca recuperação da economia desde o final de recessão de 2014-2016. Nos três últimos anos, o país cresceu pouco mais de 1%.

Os dados do Monitor do PIB também contrariam o discurso do Ministério da Economia de que o PIB brasileiro estava decolando quando o mundo foi atingido por um “meteoro”, em uma referência à pandemia de coronavírus.

Segundo a FGV, a economia já vinha com resultados fracos em janeiro (+0,6%) e em fevereiro (+0,2%). Com isso, no primeiro trimestre do ano, o indicador teve queda de 1%, pior resultado desde o terceiro trimestre de 2015, auge da recessão mais recente no país.

Os dados oficiais do PIB para o primeiro trimestre serão divulgados pelo IBGE no próximo dia 29, mas trazendo números para o período fechado de três meses, sem resultados mensais.

Os dados do monitor também apontam para uma mudança no perfil de consumo das famílias. Todas as modalidades tiveram queda em março, com exceção dos bens não-duráveis (principalmente produtos alimentares e farmacêuticos).

Os produtos semiduráveis, como vestuário e calçados, e os duráveis, que dependem de crédito (como automóveis, elétricos e eletrônicos, entre outros), tiveram queda superior a 20%. Os serviços tiveram retração de 5%.

“Esta deverá ser a nova configuração do consumo durante o período do isolamento social: fortemente baseada em bens não-duráveis e serviços”, dizem os pesquisadores Claudio Considera, Juliana Trece e Elisa Andrade, do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre.

“Com o retorno do comércio, haverá recuperação dos semiduráveis. Os duráveis, só após a redução das incertezas. Essa nova configuração não será muito modificada nos primeiros momentos da abertura, pois a redução da renda das famílias, seu endividamento, o aumento do desemprego e a consequente elevação da incerteza perdurará por um longo período”, afirmam os pesquisadores.

Outro componente do PIB, o investimento público e privado, também não deve ajudar na recuperação. Em março, mostrou retração de 5,8%. No trimestre, queda de 0,5%. O consumo do governo segue estagnado.

As exportações recuam, apesar do câmbio mais favorável. Assim como no Brasil, a demanda mundial por produtos industriais segue baixa, e as vendas que crescem são as de commodities.

Claudio Considera, do Ibre, afirma que os números de abril e maio vão mostrar um quadro ainda pior e que os resultados futuros vão depender do que acontecer com o controle da pandemia. Mesmo se houver uma reabertura das atividades, a retomada da economia não será imediata (a chamada recuperação em “V”), pois deverá haver perdas permanentes de postos de trabalho e o fechamento de empresas.

“Não vejo uma saída de crise em ‘V’, infelizmente. A economia vai retomar aos poucos. Não estava decolando nos meses de janeiro e fevereiro, não estava crescendo a 3%. Os dados já mostravam que a gente poderia repetir a mediocridade dos três últimos anos”, afirma Considera.

“As pequenas empresas estão quebrando. Estamos prevendo entre 17 e 21 milhões de desempregados. Agora, teremos de cuidar primeiro da pandemia e, depois, tentar livrar a gente de uma depressão”, diz o pesquisador.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Paulo Guedes só colheu fracasso.
    Um especulador do mercado financeiro incompetente.

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Saúde

Nelson Teich chama Mandetta de deselegante

O ex-ministro Nelson Teich (Saúde) chamou de deselegante seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, por críticas feitas à sua gestão. Em entrevista à Folha, publicada nesta segunda-feira (18), Mandetta disse que a pasta é “uma nau sem rumo“.

​”Em 28 dias à frente do MS [Ministério da Saúde], por mais difícil que fosse a situação, nunca expus gestões anteriores“, escreveu Teich em rede social.

“Acho muito deselegante um ex-ministro criticar seu sucessor e acredito que esse tipo de condução só aumenta a polarização e o desgaste, prejudicando desta forma o país inteiro”, afirmou.

oncologista pediu demissão na sexta-feira (15) em meio ao aumento de casos e mortes pelo novo coronavírus no Brasil.

O médico deixou a pasta por resistir a mudanças no protocolo para uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.

Mandetta saiu do ministério no dia 17 de abril. Ele também se chocou com o presidente Jair Bolsonaro na recomendação do remédio, além de discordar em relação às políticas de isolamento.

À Folha Mandetta afirmou que a gestão do antecessor fez da pasta “uma nau sem rumo”. “Foram 30 dias de um ministério ausente”, disse.

“​Vi a entrada de um número grande de militares. Eles têm conhecimento de logística, de operações. Mas não trabalham com o SUS. O sistema de saúde dos militares é de hospitais próprios, de baixa resolutividade e com plano de saúde. Não vi ninguém com experiência com o SUS na equipe nova. O próprio ministro não tinha experiência”, afirmou Mandetta.

Na postagem, Teich se queixou do antecessor, sem citar a entrevista à Folha .

Teich afirmou ter deixado prontos quatro planos de ações: 1) programa Diagnosticar para Cuidar; 2) estratégias de gestões de riscos; 3) criação de unidades de suporte ventilatório; 4) projeção de ação na linha de frente.

Na postagem, Teich afirmou que, “nessa época de caos e incertezas”, ações que tirem o foco do enfrentamento à pandemia do novo coronavírus devem ser evitadas.

“O Brasil precisa se unir para que juntos encontremos a melhor maneira de lutar. Confrontos desnecessários só prejudicam o Brasil e todos nós, brasileiros”, escreveu Teich.

À Folha Mandetta afirmou ainda que a exigência de Bolsonaro de ampliação do uso de cloroquina para pacientes com quadro leve do novo coronavírus pode elevar a pressão por vagas em centros de terapia intensiva e provocar mortes em casa por arritmia.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Mandetta está se apequenando cada vez mais. O uso da cloroquina passou a ser eficaz após o protocolo de Madrid que a usa na fase inicial da doença. Antes era usada apenas na fase crítica, onde realmente não funciona. Ele a não reconhecer isso, é porque não leu sobre o assunto ou está com política suja e/ou revanchismo.

  2. Concordo, o ex miniatro Teich é apenas mais uma vítima do anti-cristo e certamente deve ter dado seu melhor e teve o bom senso de que alí, naquele governo, pra quem quer contribuir o melhor é se afastar até essa onda do mal passar.
    Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

  3. BG
    Esse maudeta, está fazendo politicagem barata e suja. Deveria pensar primeiro no País e no sofrido Povo Brasileiro. Pelego, tinha uma sinecura no SENAC, que recebia simplesmente R$ 21.000,00 por mês, podendo receber ser até mais de R$ 39.000,00(teto previsto em Lei como limite) se participasse de mais de uma reunião por mês. Isto sim é uma vergonha.

  4. Esse Mandeta é um irresponsável.
    Continua fazendo política, só pensa na eleição presidencial, coitado, não tem votos pra lotar um fusca.
    Kkkkkk
    Esse é o chamado burro batizado.
    A sociedade brasileira tá muito querendo bem, a um cara com um perfil desses!
    Sai fora irresponsáveil.
    MORO, PRESIDENTE!!!!

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Saúde

Bolsonaro recebe sugestões de médicos, militares e youtuber para Ministro da Saúde

Sem rumo na pandemia, Bolsonaro recebe currículo de médicos, militares e youtuber à Saúde
Da esq. para dir., deputado estadual Coronel Sandro (PSL-MG), o médico youtuber Italo Marsili, a médica Nise Yamaguchi e a deputada federal Alê Silva (PSL-MG), em reunião nesta segunda-feira em Brasília Foto: Divulgação/Assessoria de imprensa/deputada Alê Silva

 

Em plena pandemia da covid-19 e após mais de 16 mil mortos pela doença, o presidente Jair Bolsonaro tem recebido sugestões de médicos, militares, deputados e até um youtuber para assumir o cargo de ministro da Saúde durante a crise. Bolsonaro, por sua vez, tem dito a interlocutores que pode levar algumas semanas para a escolha do sucessor do oncologista Nelson Teichque se demitiu na última sexta-feira, 15.

O presidente quer evitar o desgaste de uma nova demissão precoce e garantir um aliado no cargo que esteja alinhado a ele em questões como uso da cloroquina e distanciamento social. A dificuldade é justamente encontrar alguém que não questione a visão do presidente no enfrentamento ao coronavírus, mas receba o mínimo de respaldo da comunidade médica e científica.

Até a escolha de novo ministro, o secretário executivo da Saúde, general Eduardo Pazuello, ocupa interinamente o comando da pasta. O militar já recebeu de Bolsonaro a ordem de assinar protocolo para permitir uso de hidroxicloroquina a pacientes do SUS nos primeiros sintomas da covid-19. Não há, até o momento, estudos científicos que comprovem a eficácia da droga contra a doença.

Alguns auxiliares do presidente defendem que a interinidade de Pazuello se mantenha enquanto estiver dando resultados, para que a troca no comando da Saúde seja feita sem “traumas”. Militares, no entanto, resistem em assumir mais um ministério no governo Bolsonaro, sobretudo sob o foco da crise sanitária.

A oncologista Nise Yamaguichi é lembrada desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta (DEM), demitido em 16 de abril. Ela apoia o uso precoce da hidroxicloroquina e esteve com Bolsonaro na última sexta-feira, 15, data em que Teich pediu para deixar o governo.

Yamaguichi reuniu-se nesta segunda-feira, 18, em Brasília, com o médico e youtuber Italo Marsili, também defendido por parte da militância pró-Bolsonaro ao cargo de ministro da Saúde. A deputada Alê Silva (PSL-MG) acompanhou a conversa.

Crítico ao distanciamento social, o médico e deputado federal Osmar Terra (MDB) também agrada parte da militância de Bolsonaro. Ele atuou como ministro da Cidadania até fevereiro, quando foi dispensado pelo presidente após semanas de fritura.

O médico, vice-almirante e diretor de Saúde da Marinha, Luiz Fróes, também é citado ao cargo. Na gestão Teich, a ala militar loteou parte estratégica do ministério. Além de Pazuello, mais de uma dezena de militares receberam ou devem receber cargos que tratam de compras, recursos humanos, Orçamento e dados da pasta.

Ex-ministro da Saúde, o deputado Ricardo Barros (PP) também agradou parte dos apoiadores de Bolsonaro ao afirmar em entrevistas que tomou cloroquina para curar-se da covid-19.

Parte da militância de Bolsonaro nas redes sociais passou a defender, no fim de semana, o nome do médico e youtuber Italo Marsili ao cargo de Ministro da Saúde. Ele viajou a Brasília nesta segunda-feira, 18, mas não confirmou se iria se reunir com Bolsonaro. O carro-chefe da campanha de Marsili ao cargo é a defesa do tratamento precoce com a hidroxicloroquina contra a covid-19, além de negar resultados positivos do distanciamento social para redução de casos da doença.

Técnicos do próprio Ministério da Saúde defendem o distanciamento e afirmam que a medida salvou vidas e achatou a curva de casos no País.

O nome de Marsili foi projetado nas redes sociais por deputados bolsonaristas e militantes pró-governo. O médico também participou de uma “live” nas redes sociais, no fim de abril, com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Marsili, no entanto, sofre resistência de aliados fiéis ao presidente, como o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, além de ser rejeitado por militares do governo. Críticos ao médico distribuíram nas redes sociais vídeos em que ele afirma notar uma “crise na regência do Estado” após mulheres ganharem direito a voto. “É óbvio, é muito fácil convencer mulher a votar, é só seduzi-la”, disse no vídeo.

Ao Estadão, ele alegou que o caso provocou uma “puta duma polêmica”, mas tratava-se de conversa “profundamente filosófica”. “O problema não está no voto feminino, está no marketing populista que a gente vê acontecer há pelo menos 30 anos na República”, disse.

Também pesa contra Marsili vídeo em que relata ter escolhido prostitutas “que pareciam criança, mas não eram”, como forma de tratamento para um paciente que se dizia pedófilo. “O sujeito era pedófilo, e nunca tinha executado, mas era uma coisa que atormentava a cabeça dele”, afirma o médico no vídeo.

Ao Estadão, Marsili argumentou que, na ocasião, aplicou a “dessensibilização progressiva” no paciente e disse ter aplicado uma “técnica psiquiátrica” no paciente. “Imagina que você tem medo de aranha. Como é que eu faço? Começo a expor (o paciente) a coisas que parecem aranha. Aranha de brinquedo, de pelúcia, fofinhas e depois vou aumentando a verossimilhança da aranha até que você perca o medo da aranha. É uma técnica psiquiátrica”, comparou ele à reportagem.

O médico e youtuber admite ser candidato ao cargo, mas disse que “não poderia revelar” se recebeu alguma sondagem de algum integrante do governo. Afirmou ainda que, caso assuma a pasta, não teria dificuldades em conviver com indicados militares e dos partidos do Centrão. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), que lida com custeio bilionário de leitos pelo País, está prometida ao PL, partido ligado ao ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão. “Se certos cargos já foram prometidos por ‘n’ motivos políticos, é óbvio que vou conviver bem com isso”, disse. “E pessoas do Centrão, que sejam de esquerda inclusive, se forem pessoas técnicas, que não atuem com malícia, maldade, vão ser bem-vindas para somar.”

Além de Marsili, também se lançou como candidato a ministro o médico, ex-diretor da pasta e ex-secretário de Saúde de Roraima, Allan Garcês. Ele escreveu no Twitter que não foi oficialmente sondado ao posto, mas “sabe” que seu nome já “chegou” ao Palácio do Planalto.

Independentemente da escolha, técnicos do Ministério da Saúde afirmam que é inevitável ruptura com o novo chefe do órgão e apostam em debandada. O clima de trabalho, dizem, está “insustentável” e há pressão tanto de defensores do fim do distanciamento social como de quem pede mais rigidez do governo para conter o avanço da covid-19.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. Estamos perdidos.
    Os brasileiros serão discriminados no mundo todo por causa do coronavírus descontrolado no Brasil.

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Judiciário

PANCADA: Toffoli confirma redução de 50% nas alíquotas cobradas ao Sistema S

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, restabeleceu a validade da redução de 50% nas alíquotas do Sistema S, medida implementada pelo governo como forma de aliviar o caixa das empresas durante a pandemia do novo coronavírus.

A decisão atende a um pedido da União e suspende os efeitos de uma tutela provisória conferida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região em uma ação protocolada pelas entidades do Sistema S, que buscavam manter integralmente sua fonte de receitas.

O governo editou em março uma Medida Provisória, com vigência imediata, para reduzir à metade as alíquotas cobradas das empresas para o Sistema S durante um período de três meses. A ação daria um alívio de R$ 2,2 bilhões às empresas, segundo o Ministério da Economia.

Desde a edição da MP, entidades ligadas ao Sistema S tentam reverter o corte nas alíquotas para evitar perda na arrecadação.

Em sua decisão, Toffoli argumentou que restabelecer a cobrança integral das alíquotas sobre o faturamento das empresas “poderá acarretar grave lesão à ordem público-administrativa e econômica nacional”.

“Exatamente em função da gravidade da situação, exige-se a tomada de medidas coordenadas e voltadas ao bem comum, não se podendo privilegiar determinado segmento da atividade econômica em detrimento de outro, ou mesmo do próprio Estado, a quem incumbe, precipuamente, combater os nefastos efeitos decorrentes dessa pandemia”, disse o presidente do STF.

Toffoli diz ainda que não cabe ao Poder Judiciário dizer quem deve ou não pagar impostos, ou quais políticas devem ser adotadas. Para ele, não é “admissível” que uma decisão judicial “venha a substituir o critério de conveniência e oportunidade que rege a edição dos atos da Administração Pública”.

O presidente da Corte disse ainda que a “subversão” da ordem administrativa e econômica não pode ser feita de forma isolada, sem análise de suas consequências para o Orçamento justamente num momento em que o Estado precisa bancar despesas imprevistas no combate à pandemia.

No pedido de suspensão da decisão do TRF-1, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que a edição da MP teve por objetivo desonerar parcial e temporariamente as empresas num cenário de desaceleração da economia. Segundo a AGU, a manutenção das alíquotas integrais do Sistema S poderia acarretar grave dano à ordem econômica, com potencial de abalar o conjunto dos esforços para enfrentar os impactos causados pelo novo coronavírus na economia, em especial em relação à preservação dos empregos.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. O Sistema S, é algo a ser melhor fiscalizado. Não vejo com bons olhos. Nenhum dirigente do sistema S, quer sair do seu bem bom. E outras coisas mais.

  2. Essa cantilena ainda persiste? E é porque Paulo Guedes prometeu – ainda na equipe de transição – "meter a faca" nos repasses do Sistema S. Ah, se ele tivesse 1/3 da competência de Adélio Bispo!

  3. BG
    Tem que baixar mais ainda pois tem "conselheiros" tipo o ex-ministro "maudeta" que recebia por mês simplesmente R$ 21.000,00.

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