O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na terça-feira denúncia contra sete pessoas, entre elas o jornalista Glenn Greenwald do site “The Intercept Brasil”, pelas invasões de contas do aplicativo Telegram de autoridades públicas. Greenwald foi acusado no âmbito da Operação Spoofing mesmo sem ter sido investigado devido uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, proferida em agosto do ano passado. O MPF diz ter encontrado prova de que o editor do site teria instruído um dos hackers a apagar mensagens trocadas com ele, sob a intenção de ajudá-los a escapar de uma possível investigação. Glenn, no entanto, acredita que a denúncia é uma tentativa de atacar a imprensa e um desrespeito à decisão do Supremo.
Após o MPF mirar Glenn, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e entidades se manifestaram em defesa dele e da liberdade de imprensa. Ministros do próprio Supremo também falaram sobre o caso — há opiniões divididas na Corte em relação à denúncia.
Entenda, ponto a ponto, quais são as evidências do MPF sobre o caso e de que maneira as invasões resultaram na denúncia oferecida pelo procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, da Procuradoria da República do Distrito Federal.
Qual é a acusação do MPF contra Glenn?
O jornalista americano está sendo denunciado pelos crime de associação criminosa e de ter sido “partícipe” nos crimes de invasão de dispositivos informáticos e monitoramento ilegal de comunicações de dados de autoridades públicas. Desde junho do ano passado, o “The Intercept Brasil”, que pertence ao jornalista, publica supostas conversas vazadas que envolvem procuradores do MPF (membros da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba) e o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.
O que diz a defesa de Glenn?
Pelas redes sociais, Glenn se posicionou afirmando que a denúncia é uma tentativa de atacar a imprensa e “um ataque direto” ao STF, devido a decisão de Gilmar Mendes de não haver investigações sobre o jornalista no vazamento das mensagens. O americano publicou ainda um vídeo em seu perfil no Twitter dizendo que Wellington Oliveira “abusa de seu poder como promotor”. Em nota, os advogados Rafael Borges e Rafael Fagundes, que defendem Glenn, dizem que a denúncia foi recebida com “perplexidade” e que o objetivo é “depreciar o trabalho jornalístico” realizado pelo profissional. O “The Intercept Brasil” também se manifestou e disse que os diálogos que embasaram a acusação são os mesmo utilizados pela PF que, em seu relatórios, concluiu que não foi possível identificar a participação de Glenn na invasão dos celulares de autoridades.
No que o MPF se baseou para afirmar que Glenn pode ter cometido os crimes?
Na denúncia, o Ministério Público afirma que indetificou um áudio que indica a participação direta do jornalista na conduta criminosa. No diálogo citado, Glenn conversa com um dos hackers, Luiz Henrique Molição, que pergunta a ele se deveria invadir o aplicativo Telegram de outras autoridades. O próprio trecho, porém, mostra que o jornalista não respodeu ao acusado e sugeriu que ele apagasse as mensagens obtidas por meio da invasão para que a identidade de sua fonte não fosse descoberta:
“Sim, sim. É difícil porque eu não posso te dar conselho, mas eu eu eu eu tenho a obrigação para proteger meu fonte e essa obrigação é uma obrigação pra mim que é muito séria, muito grave, e nós vamos fazer tudo para fazer isso, entendeu? (…)”.
Quem é o procurador Wellington Divino Marques, autor da denúncia contra Glenn?
Marques é titular do 7º Ofício de Combate à Corrupção da Procuradoria da República no Distrito Federal. Avesso a holofotes e ao contato com a imprensa, acompanhou com discrição as investigações conduzidas pela PF. Ele é o mesmo procurador que acusou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, de calúnia por declarações contra Sergio Moro.
Glenn foi alvo de investigação?
Apesar da Polícia Federal (PF) ter feito duas operações sobre o vazamento das mensagens (a Spoofing I e a Spoofing II, em julho e setembro do ano passado respectivamente), Glenn não foi investigado. Isso ocorreu porque, em agosto do ano passado, Gilmar Mendes deferiu uma liminar no STF para evitar que o jornalista fosse alvo de qualquer ação de autoridades públicas “que visem à responsabilização do jornalista pela recepção, obtenção ou transmissão de informações publicadas em veículos de mídia”. Na denúncia do MPF desta terça-feira, o MPF afirma que Glenn não foi investigado e, por isso, a liminar não foi desrespeitada. O órgão, porém, alega que os diálogos do americano com os outros acusados foram suficientes para embasar a denúncia
O GLOBO
Quase 14 mil vagas ofertadas no SISU esse ano para universidades públicas; privadas só conheço 2 que são "sérias", pesquisem que dá certo.
Sou ex-aluno dessa instituição da época que se chamava FATERN Gama Filho, sou da 1ª turma de Publicidade & Propaganda e sofremos muito com o caos da falta de tudo, não tínhamos estrutura de nada, só contávamos com a boa vontade dos professores e a nossa vontade de crescer na vida. Achei que com a chegada da Estácio as coisas poderiam melhorar para o curso, mas vejo que eu fui feliz e não sabia. Boa sorte aos alunos do curso, e que a instituição possa encontrar uma solução para essa situação
Sou aluno da Estácio, vim transferido da UNP. Lá estava acontecendo a mesma coisa, falta de investimento, demissões de professores, falta de oferta de disciplinas, mas nesse caso por motivo de numero insuficiente para contratar um Doutor ou Mestre para dar aula. Minha irmã faz Medicina na UNP, e lá, demitiram TODOS OS DOCENTES do curso, e contrataram alguns para reposição. Enfim, isso é simplesmente a situação do NOSSO ESTADO, do NOSSO MUNICÍPIO , salários atrasados, 13º de 2018 e 2019 do Estado sem sequer previsão de pagamento.
A bronca não tem relação direta com o Estado e município, e sim com o fim das benesses do FIES.
como foi dito, as benesses dos programas que enriqueceram muitas faculdades (FIES, Prouni, e outros) nos últimos anos parecem não ter feito frente à sede de muitas "empresas de venda de curso superior"que estão aí pelo mercado. Agora, como normalmente acontece, a corda vai quebrando no lado mais fraco…
Junte-se a isso as reformas trabalhista e previdenciária defendidas desde 2015 pelo governo federal e "costurada" pelo congresso nacional em 2017 e em 2019 geraram a desvalorização profissional docente, levando a inúmeras demissões e queda vertiginosa da qualidade do ensino superior, sobrando apenas o "negócio de diplomas" aos quais muitos alunos pelo Brasil têm sido submetidos.
esse tal "estudo dirigido" também foi oferecido à turma do 9º período de Direito da Estácio Alexandrino de Alencar. Ou seja, vão pagar integralmente as mensalidades (como se estivessem assistindo aula presencial (das 14 às 17:30)) para ter um "tira-dúvidas" por apenas 50 minutos…
Se a faculdade não quer dar aula, dê logo o diploma aos alunos, já que eles mesmos terão de buscar seu próprio aprendizado!
Mas cobrar e não prestar o serviço de ensino é demais!