SP vai retomar aulas a partir de setembro com rodízio de alunos

O governo de São Paulo anuncia, no início da tarde desta quarta-feira (24), a retomada das aulas presenciais a partir de setembro.

A proposta prevê rodízio de estudantes e uma combinação de aulas presenciais com manutenção do ensino à distância. As escolas poderão ser reabertas em cidades que estiverem na fase amarela do plano de flexibilização da economia.

A proposta será detalhada pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Em fase final de recuperação após contrair o coronavírus e ser hospitalizado na UTI, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, participa da coletiva virtualmente.

Atualmente, as aulas das escolas estaduais estão sendo transmitidas por meio do aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP) e dos canais digitais 2.2 – TV Univesp e 2.3 – TV Educação. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a pasta arca com os custos dos planos móveis de internet para que alunos e professores tenham acesso ao conteúdo.

No entanto, muitos pais reclamam de dificuldades para acessar as plataformas digitais, já que sem acesso à internet, celular, TV e computador, muitos alunos não têm acompanhado as aulas.

No caso das escolas particulares, o protocolo de funcionamento está pronto desde maio e prevê uma série de medidas, entre elas, suspensão de atividades coletivas, redução do número de alunos em salas de aula e aferição de temperatura.

Além disso, as instituições preveem também uma avaliação do nível de aprendizado dos alunos, ampliação da jornada diária e reposição das aulas aos sábados e em turnos alternativos.

Universidades

No dia 16 de junho, o vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Antonio Carlos Hernandes, apresentou o plano de readequação das atividades acadêmicas da instituição, que prevê a continuidade do ensino à distância, nos cursos de graduação e pós-graduação, durante o segundo semestre do ano letivo de 2020. A Unicamp e a Unesp também informaram na quarta-feira (17) ao corpo de professores que continuarão com as aulas online na retomada do segundo semestre.

O começo do próximo semestre na USP está previsto para 18 de agosto, com a utilização da metodologia das aulas online, que podem ou não permanecer até o fim do período.

“É importante destacar que esse calendário poderá ser revisto no momento em que a situação epidemiológica for favorável”, afirmou Edmund Chada Baracat, pró-reitor de Graduação da universidade.

Em comunicado enviado às redações, a Unicamp definiu que o primeiro semestre termina em 31 de agosto e o início do segundo semestre inicia em meados de setembro. O reitor da instituição adiantou ao corpo de professores que as aulas do segundo semestre serão retomadas no atual modelo de ensino à distância e a universidade vai aguardar as diretrizes do governo de São Paulo sobre a retomada das atividades presenciais em toda a rede pública de ensino.

Na Unesp, o reitor Sandro Roberto Valentini afirmou ao jornal ‘O Estado de São Paulo’ na quarta (17) que as atividades vão ser retomadas remotamente no segundo semestre, e que “a universidades vai fazer um esforço muito grande com alunos que estão para se formar este ano”.

G1

 

Cartilha de alunos e professores da UFRN auxilia a identificar os sintomas da Covid-19

Foto: Reprodução

Um guia que apresenta de maneira didática as principais manifestações clínicas da doença causada pelo novo coronavírus. É dessa maneira que pode ser definida a cartilha Covid-19: Entenda os Principais Sintomas, produzida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Departamento de Fisioterapia (DFST).

Trata-se de iniciativa de alunos e professores da UFRN que procuraram elaborar um material com informações claras e objetivas sobre os sintomas que podem indicar o contágio pela Covid-19. Isso visa atender a necessidade de material informativo sobre o assunto, elaborado por especialistas, mas em linguagem acessível à população.

Esse tempo de pandemia da Covid-19 tem levado as pessoas a querer saber como essa doença afeta o organismo humano e como proceder diante disso. O problema é quando as informações divulgadas sobre essas questões são equivocadas ou falsas, como no caso das fake news, muito difundidas pelas redes sociais. Essa cartilha foi pensada justamente para combater a desinformação sobre esse assunto e poder ser compartilhada digitalmente.

Outro aspecto dessa iniciativa diz respeito à necessidade de saber diferenciar os sinais e sintomas de uma gripe comum daqueles que indicam o contágio pela Covid-19.  A febre, a tosse, a dor de garganta, a dor de cabeça e a fadiga são indicativos de doenças que podem ser causadas por vários vírus, como os da gripe comum, por exemplo. Mas também podem remeter ao contágio pelo novo coronavírus. Assim, se além desses sintomas a pessoa se queixa de falta de ar, de certa dificuldade para respirar, de sensação de aperto no peito e mal-estar; se ela tem aumento da frequência respiratória, mesmo estando em repouso; se manifesta uma coloração azul-arroxeada da pele, língua e mucosa da boca; se tem confusão mental, cansaço, diminuição de energia e pressão baixa, então é preciso procurar orientação profissional.

Para isso, a cartilha também disponibiliza o telefone do Instituto de Medicina Tropical da UFRN (3342 2300), que funciona de segunda a sexta-feira, das 08 às 18h. Outra possibilidade é o Disk Prevenção ao Coronavírus do Governo do Estado, serviço que conta com a colaboração da UFRN e atende pelo telefone 3190 0770. E, em caso de urgência, é preciso ligar para o Samu, pelo 192. O documento está disponível para acesso no link.

UFRN

Câmara de Natal aprova projeto que garante cestas básicas para alunos da rede municipal

Vereadores da Câmara Municipal de Natal aprovaram nesta quinta-feira (02), em regime de urgência e de forma virtual/remota, o Projeto de Lei n° 076/2020 de autoria do Executivo Municipal, que autoriza a Secretaria Municipal de Educação (SME) a utilizar recursos destinados à aquisição da merenda escolar para a aquisição de cestas básicas voltadas aos alunos da rede municipal de ensino público. O projeto deve ocorrer enquanto as aulas estiverem suspensas devido à pandemia do novo coronavírus e se trata de um remanejamento de recursos.

“Um projeto muito importante e que nós autorizamos o Executivo a usar o dinheiro da merenda escolar para aquisição de cestas básicas, um benefício que será revertido aos próprios alunos. Dentro desse modelo de votação (remota/virtual) nossa experiência está sendo vitoriosa, e não estamos parados , sempre que for para votar projetos importantes em prol da sociedade nós estaremos aqui, virtualmente ou presencialmente, para atendermos com urgência e para que o benefício chegue rápido ao cidadão”, disse o vereador e presidente da Casa, Paulinho Freire (PSDB).

Dessa forma, a Secretaria Municipal de Educação deverá destinar 01 (uma) cesta básica para cada aluno da rede, que atualmente conta com 58 mil alunos inscritos, o que representa um total de 58 mil cestas básicas entregues. Também na ocasião, o texto passou pela aprovação da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, com parecer favorável da presidente da Comissão, vereadora Nina Souza (PDT), e aprovada pelos seus demais integrantes. “A merenda escolar foi um avanço que aconteceu na educação do nosso país. E como nossos alunos estão em casa e não podem ficar sem essa alimentação, esse projeto traz o resgate do que é fundamental neste momento, sendo um projeto dentro da legalidade e oportuno”, disse a vereadora.

O texto também passou pelo crivo das Comissões de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização; além das Comissões de Educação, Saúde e Direitos Humanos. Todos os pareceres foram favoráveis e aprovados pelos edis. “Este projeto é uma obrigação do Executivo e é uma tendência nacional. Nós aqui temos obrigação de aprovar, pois se o recurso existe ele tem que ser usado. Também gostaria de lembrar que heróis são os profissionais de saúde que estão nas linhas de frente de tudo isso que está acontecendo”, acrescentou o vice-presidente da Comissão de Finanças, Maurício Gurgel (PV).

A rede municipal de ensino público de Natal conta com 146 unidades divididas entre educação infantil, ensino fundamental, além do sistema de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Emendas

Na sessão, os vereadores apresentaram quatro sugestões de emendas ao texto final que tratavam, em sua maioria, sobre a periodicidade do projeto, além do remanejamento de outros recursos para destinação da compra das cestas básicas. Todas as emendas não passaram e o projeto original enviado pelo Executivo foi o aprovado pela Casa.

 

Sesap abre vagas de estágio remunerado para alunos de graduação em diversas áreas

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Coordenadoria de Recursos Humanos (CRH), informa que estão abertas as inscrições para o Programa de Estágio Não Obrigatório, em parceria com a Escola de Governo do Rio Grande do Norte (EG) e a Secretaria Estadual da Administração dos Recursos Humanos (SEARH). As vagas ofertadas para o exercício de 2020 são para alunos de graduação das seguintes áreas:

ADMINISTRAÇÃO

ARQUITETURA E URBANISMO

BIOLOGIA

CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

COMUNICAÇÃO SOCIAL

DIREITO

ENFERMAGEM

ENGENHARIA ELÉTRICA

FARMÁCIA

GESTÃO HOSPITALAR

SAÚDE COLETIVA

SISTEMA DE INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A seleção ocorrerá mediante cadastro no site da Escola de Governo. Os interessados devem se cadastrar através do endereço: http://sistemas.searh.rn.gov.br/escoladegoverno/estagio/escolhacad.asp

Em caso de dúvidas, o e-mail para contato é: [email protected]

FOTOS: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante distribui kit alimentação para alunos da rede municipal

Fotos: Junior Santos

Como medida de garantir alimentação aos alunos da rede municipal de ensino, que estão com aulas suspensas devido as ações de prevenção ao Covid-19, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN entregou kits de merenda escolar nesta segunda-feira (30).

“A entrega foi planejada pela direção de cada escola, seguindo recomendações sanitárias, conforme o prefeito recomendou. Nos próximos dias, após chegar mais kits, realizaremos mais uma etapa da entrega”, observou Abel Neto, secretário de Educação.

Na sexta-feira (27), a Secretaria Municipal de Educação (SME) iniciou a primeira etapa da entrega em três comunidades, Padre João Maria, Oiteiros e Guanduba. Foram entregues cerca de 6 mil kits.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Todos os políticos querem tirar vantagem eleitoral até nessa pandemia! Deus nos ajude!

  2. Roberto disse:

    E haja política.

Colégio Porto: Laboratório de Inteligência da Vida (LIV) trabalha a preparação emocional dos alunos

Colégio Porto adotou LIV como programa educacional para estudantes do ensino médio; experiência vai ajudar jovens na preparação para o ENEM.  (Em destaque, alunos com a professora Kennia Isis após aula do LIV- Professora Kennia Isis).  Fotos: Ruston Liberato

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Aprender a lidar com as próprias emoções e usufruí-las em benefício próprio, além de compreender os sentimentos e comportamentos dos outros. Isso é o que chamamos de Inteligência Emocional, uma habilidade muito necessária para encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção. Esse conceito também é a base de um programa educacional implantado pelo Colégio Porto, o LIV – Laboratório de Inteligência da Vida.

Em um encontro semanal, partindo de uma metodologia ativa, os alunos dos três anos do Ensino Médio experimentam e constroem o conhecimento por meio de discussões e reflexões sobre os mais variados temas, desde o autoconhecimento até as relações interpessoais na escola e na vida. Atualmente, 40% da Base Nacional Comum Curricular compreende conteúdos relacionados à Inteligência Emocional.

O Colégio Porto, conectado com as novas exigências da educação, percebe que o LIV é essencial para o bom desempenho dos alunos. “O ambiente escolar é diverso e está prioritariamente relacionado com o desenvolvimento dos componentes cognitivos. Entretanto, por ser um importante espaço de socialização, os alunos se envolvem para além dos saberes e fazeres escolares, construindo laços afetivos, sendo assim extremamente necessária a presença da inteligência emocional”, explicou a professora do LIV, Kennia Isis.

Trazendo situações que envolvem o cotidiano para a sala de aula, o LIV propõe ao aluno experimentar algumas situações que exigem bom senso, respeito ao próximo, afetividade, empatia, responsabilidade e autonomia, habilidades extremamente necessárias aos seres humanos. “O LIV me fez pensar mais sobre a vida, me fez analisar várias coisas sobre o que acontece ao meu redor. Também consegui organizar melhor minha rotina de estudos para conciliar com a minha rotina social”, afirmou a estudante do 1º ano do Colégio Porto, Eduarda Paiva.

Foto: Ruston Liberato

Inteligência Emocional e ENEM

O uso da Inteligência Emocional é uma ferramenta importante para os estudantes que estão se preparando para o ENEM. A escolha da vida profissional desperta muita ansiedade, tensão, gera expectativas, auto cobrança e cobrança da sociedade. Estudos recentes ligados a educação afirmam que aprender a lidar com as próprias emoções estimula a autoconfiança e um conhecimento melhor de si mesmo. “Isso ajuda os estudantes a manter o equilíbrio emocional na hora da resolução de provas como as do ENEM e aumenta as chances de um bom desempenho”, concluiu a professora.

Para o estudante João Neto, do 3º ano do Colégio Porto, a experiência com o LIV vai trazer mais segurança. “Ajuda muito a gente na questão psicológica, de preparação. Acho que eu vou poder ter mais certeza sobre as minhas escolhas, poder aceitar mais as minhas escolhas. A gente fica muito indeciso em relação ao segmento da carreira profissional que vai escolher, mas o LIV vem exatamente para dar esse embasamento psicológico”.

Foto: Ruston Liberato

Melissa Melo, estudante do 2º ano, acredita que o emprego do LIV, um ano antes de fazer o ENEM, vai ser ainda mais importante para esse processo de preparação. “Eu acho que a parte emocional é essencial, tanto quanto o resto do conhecimento. Você pode saber tudo, mas não tem como você fazer uma boa prova se você não tiver bem emocionalmente. O LIV é uma experiência que vai além disso. Vai servir para a vida porque equilíbrio é importante para tudo”.

Foto: Ruston Liberato

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Educação levada a sério
    É de exemplos assim que precisamos.
    Parabéns

Alunos de curso técnico na UNP reclamam de remanejamento de turma e indefinições próximo de início de aulas

Chegam novas reclamações ao Blog sobre remanejamento de turmas na Universidade Potiguar, que estaria provocando sérios transtornos aos alunos, por causa de novos horários e ainda indefinições.

Uma aluna do curso de técnico em Saúde Bucal, de identidade preservada, disse que a sua turma, composta por pelo menos 30 alunos, foi comunicada, uma semana antes do início das aulas, sobre uma mudança no curso. Em resumo: migrariam para outro horário – não definido. O detalhe, segundo a reclamante, é que nem os professores do curso tinham conhecimento da mudança.

Com 50% da carga horária do curso já foi cumprida, o “descaso”, com classifica, ganha contornos de drama: “temos estudantes que moram em outra cidade e acordam de 4h30 para chegarem em tempo das aulas”, disse, ainda alertando que uma outra parte trabalha durante a noite.

 

 

 

Incensos podem ajudar alunos a memorizar conteúdo estudado, sugere pesquisa alemã

Foto: JayMantri/Pixabay

Há diversos métodos que nos ajudam a gravar o conteúdo que estudamos. E um deles pode ser mais simples do que você imagina: acender incensos, principalmente antes de dormir. Pelo menos é o que sugere um estudo da Universidade de Freiburg, na Alemanha, publicado no último dia 27 de janeiro no periódico científico Scientific Reports.

Participaram da pesquisa 54 alunos de duas turmas da 6ª série de uma escola alemã. Os estudantes foram instruídos a acender incensos com cheiro de rosas em três momentos: enquanto faziam a lição de casa de inglês, quando já estavam deitados para dormir e durante uma prova do idioma estrangeiro na escola. Os voluntários também foram acompanhados nessas três situações sem sentir o odor de rosas.

Os resultados apontam que o objeto cheiroso fez diferença. “Os estudantes mostraram um aumento significativo no aprendizado, em torno de 30%, quando o incenso estava aceso durante a lição de casa e antes de dormir”, relata Franziska Neumann, principal autora do estudo e professora dos jovens. Enquanto faziam a prova sentindo o odor, os alunos conseguiam lembrar melhor do conteúdo.

Outra constatação dos pesquisadores alemães é que sentir o cheiro de incenso durante a noite de sono também é uma medida eficaz para promover o aprendizado. Estudos anteriores indicavam que o odor deveria ser exalado em um momento do sono de maior sensibilidade, mas não é o que aponta esse novo trabalho. “Nossa pesquisa revela que podemos tornar o aprendizado muito mais fácil enquanto dormimos. E quem diria que nosso nariz poderia ajudar tanto nisso”, comenta Jürgen Kornmeier, que também participou da investigação.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Huuuuummm sei não.
    Comrrcial de fumacinha.
    Pesquiza sobre isso vindo da Alemanha.
    Me lembra campos de concentração

FOTOS: Diretores do Colégio Porto recepcionam alunos e destacam diferenciais na inauguração da escola

 Fotos: Canindé Soares

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O Colégio Porto deu a largada nesta segunda-feira (27) em uma nova proposta educacional para o RN, que une a melhor equipe de professores e uma metodologia focada no desenvolvimento estudantil e do potencial para a superação de desafios.

A recepção das cinco turmas do Ensino Médio que inauguram a escola contou com a presença dos quatro sócios-diretores: Paulo de Paula, André Cury, Eduardo Bezerra e Marcelo Freitas.

“Estamos muito felizes com a alegria dos pais e alunos. É uma jornada nova que começa para todos nós. Para mim, além de tudo, é um momento especial que vivi em 35 anos como educador e volto a viver com o Colégio Porto. Esse contato com os alunos nos traz uma energia muito boa”, descreveu Paulo de Paula, ao cumprimentar pais e estudantes.

Na chegada para o primeiro dia de aula, os alunos foram recebidos com música e encontraram instalações novas e modernas, salas de aula confortáveis, uma equipe de professores altamente qualificada e material didático diferenciado.

CONFIANÇA

O aluno Fernando Pinheiro está na 3ª série e pretende tentar uma vaga em Medicina. Para ele, o Colégio Porto oferece uma metodologia totalmente nova. “A tecnologia e a equipe me chamaram muito a atenção. Me senti muito acolhido e espero um ótimo ano! Estou apostando e confio no Colégio Porto”, declarou.

Aluno Fernando Pinheiro com diretor André Cury. Foto: Canindé Soares

A aluna Ester Maria, da 2ª série, escolheu o Porto “pela equipe reconhecida e a proposta de uma educação diferenciada”. Seu colega de turma, Igor Câmara, apostou na abordagem e didática novas que o Porto oferece. “Isso vai nos proporcionar oportunidades de tentar outras novas universidades”, avalia.

Foto: Canindé Soares

Na visita às cinco turmas de Ensino Médio que dão a largada no Colégio Porto – duas de 1ª e 2ª séries e uma de 3ª série – o professor André Cury, diretor acadêmico, disse que a equipe vai trabalhar em conjunto para fazer dos próximos anos “os melhores anos escolares” deles.

“Vocês escolheram o Porto mas nós também escolhemos vocês. Queríamos alunos focados, determinados, com objetivos. Acreditamos demais no potencial de cada um”, destacou o professor, acrescentando que os alunos contarão com um suporte diferenciado, inclusive para a definição de rotinas de estudos.

Juntos dos sócios-diretores, a diretora pedagógica Ana Cristina também visitou as salas de aula com sua mensagem de boas-vindas.

Maple Bear Natal retoma aulas com novidades e acolhida aos alunos

Fotos: Divulgação

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A partir da próxima semana, os alunos da Maple Bear Natal retomam a rotina dos estudos e aprendizados. A volta às aulas terá surpresas, novidades e a acolhida dos novos estudantes.

No dia 27 de janeiro, as aulas recomeçam para os alunos veteranos da educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental. Eles serão recebidos por toda a equipe pedagógica e terão um momento especial, que ficará registrado para sempre. No dia 03 de fevereiro, os alunos novatos do ensino infantil vão ter a primeira experiência no ambiente escolar. No dia 11 de fevereiro é a vez das turmas dos 6º e 7º anos iniciarem as aulas.

Durante a primeira semana, os novos alunos do ensino infantil passam por um processo de adaptação. “Eles vão ter um horário progressivo de aula. Começa com uma hora e vai aumentando até o horário total ao fim da semana, para eles irem se acostumando de forma gradativa, com qualidade e tranquilidade. Os pais também participam desse processo”, explicou a diretora pedagógica da Maple Bear Natal, Ana Clara Costa.

Nesta semana, os pais participaram de reuniões com a equipe pedagógica e com os professores. Eles receberam informações sobre a metodologia canadense de ensino, os diferenciais da escola, o sistema de avaliação, expectativas de aprendizagem, conheceram as salas de aula, a rotina de cada série e souberam mais sobre o processo de expansão do ensino fundamental.

Além de destaque entre as sete unidades federativas com nota 1000, alunos do RN alcançam bom desempenho com redações acima da média

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte obteve um bom desempenho na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujo resultado individual dos participantes foi divulgado na última sexta-feira (17) pelo Ministério da Educação (MEC). Além de estar entre as sete unidades federativas que atingiram nota 1000 na redação, sendo o segundo no Nordeste, o RN também conta com outras redações que alcançaram notas altas, acima da média divulgada pelo MEC.

Foi o caso, por exemplo, das estudantes Isabelle Lima e Lídia Giovana, alunas concluintes do Centro Estadual de Educação Profissional João Faustino, localizado no bairro do Pitimbú, em Natal. Discorrendo sobre a “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”, tema da redação do Enem, as duas elaboraram redações que lhe conferiram as notas 880 e 940, respectivamente.

Além delas, quem também ficou surpreso com o resultado foi o estudante Joab Arruda, 20, concluinte do curso técnico em Nutrição e Dietética do CEEP João Faustino. Alcançando 760 pontos na redação (nota acima da média) o aluno conta que desenvolveu o seu texto seguindo critérios como acesso à cultura e desigualdade social.

“O tema da redação foi algo bem fora do esperado pelos os estudantes de todo o país, mas eu percebi que poderia falar sobre desigualdade social, e que ainda muitas pessoas no nosso país não têm acesso ao cinema, até mesmo o cinema nacional! Desenvolvi meu texto sob duas pautas: a primeira que foi falar dessa tecnologia avançada que é o cinema, e a segunda que o cinema também é um direito, logo, é dever do Estado manter e assegurar esse direito”, explica.

Joab mora no bairro de Cidade Nova, região periférica da capital potiguar, e conta que alterna as atividades escolares com a rotina doméstica. “O meu dia a dia é bem agitado, pois tenho muitas obrigações em casa e quando eu estava na escola essa demanda aumentava cada vez mais. Por isso eu não esperava ter um bom resultado pois tive umas dificuldades no meio do percurso”, conta.

Recém-formado no curso técnico e também no ensino médio, o jovem conta que usará sua nota do Enem para ingressar em alguma instituição pública federal. “Vou usar minha nota para ingressar no curso de Educação Física, ou também em Gestão em Políticas Públicas”, afirma.

Os bons resultados também foram comemorados em Macau, como na Escola Estadual José Olavo do Vale, onde os alunos Ítalo Miranda e Sayonara Santos também alcançaram 720 e 800 pontos, respectivamente. Uma das mais tradicionais unidades de ensino de Assu, a Escola Estadual Juscelino Kubitschek, também comemorou os resultados dos seus alunos. André Lucas, concluinte do ensino médio, alcançou 920 pontos. “É muito bom ver que, por toda a rede estadual, escolas comemoram os bons resultados dos seus alunos. Para nós, cada resultado é importante e nos motiva a trabalhar ainda mais por nossos jovens”, explica Getúlio Marques, secretário de Educação do RN.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Verdade disse:

    Entendeu os motivos que servem de fundamentos para garantir a escola estatal pública e gratuita como um direito social?
    Quando que a população teria acesso a esse tipo de política numa quantidade de alunos e numa progressiva melhora da qualidade?
    Parabéns aos alunos, aos professores as equipes pedagógicas e a governadora Fátima que acreditou nessa possibilidade.

    • Ceará-Mundão disse:

      "Cumpanhero", o que essa governadora inepta e incompetente tem a ver com o mérito desses alunos? Aliás, a política educacional (se é que existiu) do PT é baseada na anarquia, nas cotas RACIAIS, na tal ideologia de gêneros e no desperdício de dinheiro em ensino superior de péssima qualidade, com cursos sem qualquer utilidade para a sociedade e distribuindo títulos de bacharéis para semi analfabetos. Deveria, ao invés disso, tentar melhorar a QUALIDADE do ensino básico e fundamental. A propósito, esse artigo refere-se a redações do ENEM. Vc ao menos leu?

    • Minion alienado disse:

      Ceará, compreendo a sua ignorância. É difícil entender que um bom resultado por parte de alunos da rede pública estadual é fruto de um ensino de qualidade que deve ser extendido para todos e não exclusividade dos mais favorecidos. Por falar em políticas públicas de educação recomendo que leia a LDB é demais documentos relativos ao tema e não precisa xingar os outros. 😘 no ❤️

    • Victorino disse:

      Obrigado BG por não ter publicado meu comentário.

    • Ceará-Mundão disse:

      Seu pseudônimo (alienado) parece fazer jus à suas "análises". Mesmo que essa governadora estivesse melhorando o ensino do RN (É não está), os efeitos de suas hipotéticasações ainda não seriamsentidos por absoluta falta de tempo, já que essa senhora só está no poder há 1 ano. Por outra, o PT notabilizou-se por abrir cursos superiores no atacado, sem qq cuidado com sua qualidade ou utilidade. E os resultados são notórios, com o Brasil na lanterna dos medidores internacionais de qualidade no ensino. Aliás, indo mais adiante, esse (des) governo de Fatão ainda não disse a que veio. NADA de proveitoso para o estado já foi feito. E veja que o governo Bolsonaro tem ajudado MUITO. Enfim, reputo o sucesso desses alunos a méritos pessoais. Parabéns à eles.

    • Ceará-Mundão disse:

      E a propósito, "cumpanhero" alienado, Fatão vai pagar o aumento de 13% que o presidente Bolsonaro deu no piso dos professores? E os sindicalistas PELEGOS e os próprios professores não vão cobrar o aumento?

    • Papa Jerry Moon disse:

      Concordo com o que você diz, quanto à importância da escola pública e gratuita, mas atribuir esses bons resultados ao governo de Fátima é no mínimo um exagero descabido.

Alunos de Publicidade e Propaganda da Estácio Fatern em Natal protestam e organizam ação judicial coletiva

Foto: cedida

A Estácio Fatern causou tumulto nesta semana no curso de Publicidade e Propaganda. É o que alegam graduandos da instituição. De acordo com eles, embora não se confirme oficialmente o fechamento do curso,  professores não foram contratados e, inclusive, um deles que havia entrado recentemente, durante as férias, acabou sendo demitido. Os alunos ainda reclamam que a instituição também não disponibiliza disciplinas.

Segundo os reclamantes, os alunos do 8º período são os mais prejudicados a curto prazo porque, para eles, não foi disponibilizado a disciplina de TCC. Ainda segundo os reclamantes, a sugestão da direção é que eles paguem as disciplinas que faltam por meio de “estudo dirigido”.

Os universitários dizem que para os alunos de 4º e 6º período, o problema se torna uma bola de neve. “Não houve nem tentativa de acordo”, dizem.

Por fim, os universitários reclamam que a instituição de ensino deixa os alunos ao ponto de “incomodados que se mudem”, ou de acatarem pagar o semestre com uma única disciplina disponibilizada.

“Não há nenhuma proposta de ressarcimento dos anos pagos, nem tentativa de acordo, nada”, disse um aluno.

Os alunos estão se organizando para realizar protesto e entrar com ação coletiva.

O Blog tenta o contato com a assessoria de imprensa da Fatern.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos disse:

    Quase 14 mil vagas ofertadas no SISU esse ano para universidades públicas; privadas só conheço 2 que são "sérias", pesquisem que dá certo.

  2. Felipe disse:

    Sou ex-aluno dessa instituição da época que se chamava FATERN Gama Filho, sou da 1ª turma de Publicidade & Propaganda e sofremos muito com o caos da falta de tudo, não tínhamos estrutura de nada, só contávamos com a boa vontade dos professores e a nossa vontade de crescer na vida. Achei que com a chegada da Estácio as coisas poderiam melhorar para o curso, mas vejo que eu fui feliz e não sabia. Boa sorte aos alunos do curso, e que a instituição possa encontrar uma solução para essa situação

  3. K. V. Meneses disse:

    Sou aluno da Estácio, vim transferido da UNP. Lá estava acontecendo a mesma coisa, falta de investimento, demissões de professores, falta de oferta de disciplinas, mas nesse caso por motivo de numero insuficiente para contratar um Doutor ou Mestre para dar aula. Minha irmã faz Medicina na UNP, e lá, demitiram TODOS OS DOCENTES do curso, e contrataram alguns para reposição. Enfim, isso é simplesmente a situação do NOSSO ESTADO, do NOSSO MUNICÍPIO , salários atrasados, 13º de 2018 e 2019 do Estado sem sequer previsão de pagamento.

    • Diogo disse:

      A bronca não tem relação direta com o Estado e município, e sim com o fim das benesses do FIES.

    • LOL disse:

      como foi dito, as benesses dos programas que enriqueceram muitas faculdades (FIES, Prouni, e outros) nos últimos anos parecem não ter feito frente à sede de muitas "empresas de venda de curso superior"que estão aí pelo mercado. Agora, como normalmente acontece, a corda vai quebrando no lado mais fraco…
      Junte-se a isso as reformas trabalhista e previdenciária defendidas desde 2015 pelo governo federal e "costurada" pelo congresso nacional em 2017 e em 2019 geraram a desvalorização profissional docente, levando a inúmeras demissões e queda vertiginosa da qualidade do ensino superior, sobrando apenas o "negócio de diplomas" aos quais muitos alunos pelo Brasil têm sido submetidos.

  4. LOL disse:

    esse tal "estudo dirigido" também foi oferecido à turma do 9º período de Direito da Estácio Alexandrino de Alencar. Ou seja, vão pagar integralmente as mensalidades (como se estivessem assistindo aula presencial (das 14 às 17:30)) para ter um "tira-dúvidas" por apenas 50 minutos…
    Se a faculdade não quer dar aula, dê logo o diploma aos alunos, já que eles mesmos terão de buscar seu próprio aprendizado!
    Mas cobrar e não prestar o serviço de ensino é demais!

RN se destaca entre os quatro estados com maior número de alunos com nota 1000 na redação do Enem

Rascunho de redação nota 1 mil no Enem 2019 — Foto: Arquivo Pessoal/Daniel Gomes

O portal G1-RN informa que o Rio Grande do Norte teve seis alunos que atingiram a nota máxima na redação do Exame nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. De acordo com o Ministério da Educação, foram 53 estudantes que conseguiram a avaliação 1.000 em todo o país.

Segundo a reportagem, as redações com nota máxima são de estados do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste: Alagoas (2); Bahia (1); Ceará (6); Distrito Federal (2); Espírito Santo (1); Goiás (4); Maranhão (1); Mato Grosso do Sul (1); Minas Gerais (13); Paraíba (1); Pará (2); Pernambuco (1); Piauí (2); Rio Grande do Norte (6); Rio de Janeiro (6); São Paulo (4).

O tema desta edição foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. O texto deveria ser do tipo dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, desenvolvido a partir da situação-problema proposta e de subsídios oferecidos pelos textos motivadores.

Veja mais aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Felisberto disse:

    Ninguém comenta a respeito desses meninos que tiraram nota máxima. Parabéns molecada. Felicidades na próxima escolha. Rumo à Federal.

Alunos do Colégio Porto vão usar Chromebooks como ferramenta de aprendizado

Notebooks desenvolvidos pelo Google vão acompanhar alunos durante todo o ensino médio para facilitar distribuição de conteúdos. Fotos: Divulgação

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O advento de novas tecnologias aliadas à educação tem provocado mudanças nas salas de aula. Além do lápis, do livro e da lousa do professor, o computador passou a ganhar espaço nesse ambiente, como instrumento fundamental de aprendizagem. Em Natal, os alunos do Colégio Porto, que vai entrar em funcionamento a partir do próximo dia 27 de janeiro, vão contar com um equipamento exclusivo e totalmente diferenciado: os Chromebooks.

O Chromebook é um notebook concebido pelo Google que traz o sistema operacional Chrome OS, que funciona totalmente baseado na web. O equipamento e suas principais ferramentas também podem ser usadas de modo offline, ou seja, sem nenhuma conexão com a internet. No Colégio Porto, cada estudante vai receber o seu computador, em regime de comodato, e o equipamento vai acompanhar o aluno por todo o ensino médio.

“A geração de adolescentes de hoje apresenta características únicas devido à quantidade sem precedentes de informações disponíveis, à facilidade de acesso a elas e à velocidade da comunicação que a tecnologia tem proporcionado. Essas diferenças impactam a relação entre alunos e professores e o Colégio Porto, então, tem por premissa que esta relação seja positiva, tendo a tecnologia, efetivamente, a favor da educação”, explicou a diretora pedagógica do Colégio Porto, Ana Cristina Dias.

Nos Chromebooks, os estudantes vão fazer atividades, avaliações e desfrutar de todas as possibilidades proporcionadas pelo Google for Education, uma solução inovadora e completa que torna o aprendizado mais divertido, colaborativo e disponível em qualquer lugar.

Por meio de multiplataformas, os conteúdos serão produzidos e distribuídos de forma mais simples, melhorando a comunicação entre alunos e professores. Os educadores vão criar oportunidades de aprendizagem e desafiar os alunos a pensar de forma crítica. Os computadores não vão substituir os livros usados pelas disciplinas. Eles serão um complemento ao processo de aprendizagem desenvolvido pelo Colégio Porto.

Com número de alunos caindo, Brasil formará mais 1,5 milhão de professores em cinco anos

Foto: Anna Carolina Negri / Agência O Globo

O Brasil é um país de professores. Isso é o que defende o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna , Ricardo Paes de Barros. Segundo ele, de todos os formandos no ensino superior no Brasil nos últimos cinco anos, 21% são professores .

Nesse período, o país formou 1,148 milhão de profissionais. Esse número é a metade de docentes que existem atualmente no país (2,2 milhões). Se considerarmos apenas a rede pública, o índice sobe para 66%.

Os dados foram apresentados, nesta quinta-feira, no lançamento de um estudo na oficina “Enfrentando os desafios educacionais” , com propostas de ações e políticas públicas voltadas para o ensino básico de cada um dos estados e o Distrito Federal.

— Há cinco anos, mandamos para as universidades a mensagem: formem professores. Mas ninguém avisou: parem de formar. Nos próximos cinco anos, serão mais 1,5 milhão. Não estamos preparados para essa queda da demanda. Temos que prestar atenção nisso, não é impacto pequeno no sistema de formação superior. Pode haver uma frustração grande desses formados que não vão conseguir emprego — afirmou Paes e Barros.

A tese, no entanto, não é consenso. Na avaliação de Claudia Costin, ex-diretora global de Educação do Banco Mundial, creches e pré-escolas ainda precisam de mão de obra porque o Brasil ainda não chegou à universalização.

Além disso, as redes do primeiro ciclo de ensino fundamental (1º ao 5º ano) estão recheando os currículos com professores especialistas em Artes, Educaçao Física e Inglês.

— Isso facilita o cumprimento da lei que prevê o planejamento. Ela diz que o professor tem que cumprir um terço da carga horária fora da sala de aula, para planejamento e formação continuada — explica Costin.

Corte de turmas e escolas

O sistema público, segundo Ricardo Paes de Barros, vai ter que reduzir o número de alunos por turma, fechar turmas ou até escolas. Ainda de acordo com o economista, a adoção de tempo integral pode ser um caminho para melhorar a educação e empregar esses professores.

No entanto, Barros acredita que o melhor caminho é melhorar a atratividade da carreira, não só com salários, mas nas condições de trabalho.

— Tem que avisar aos candidatos às universidades que não vai ter vaga para todo mundo. Tudo passa por tornar a carreira mais cobiçada. E não é só salário que conta, como os dados mostram.

Apesar de a formação estar crescente, enquanto a população em idade escolar vem caindo, ainda há áreas que precisam de formação específica.

Segundo o estudo, nos anos finais do ensino fundamental, somente a metade tem formação específica para área que está trabalhando. No ensino médio, essa parcela sobe para 62%. Em ciências, há 22% dos professores sem formação específica.

E a rotatividade dos professores não será tão grande para absorver os 200 mil professores formados a cada ano. Um quinto, na média, tem mais de 50 anos e pode estar mais perto de se aposentar.

A carreira é um instrumento de mobilidade social. Pelo estudo, esses professores, em sua maioria, são mulheres (74%), negros (52%), que concluíram o curso por faculdade privada (62%) e 18% fizeram a formação à distância. Vieram de famílias nas quais as mães não completaram o fundamental. No Brasil, essa parcela chega a 61% dos docentes.

— A maior parte veio de família pobres. A carreira é uma tremenda janela de mobilidade social no Brasil — afirmou.

Contratos

Segundo Ricardo Paes de Barros, um dos problemas de aprendizado no Brasil em relação à União Europeia é a parcela de professores que têm contrato por tempo integral. Lá, são 84% dos professores, contra 43% no Brasil.

— No Brasil, o professor tem contrato para a vida toda, mas roda por muitas escolas. Na União Europeia, a média em cada escola é de 10 anos, no Brasil, sete anos. No Acre, por exemplo, fica somente cinco anos.

Leia Mais: ‘Falta reforma sistêmica no ensino’, diz especialista sobre uma década de estagnação do Brasil no Pisa

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, levantou outras questões prementes a resolver como o ensino médio noturno, o que reduz o rendimento. Segundo ele, um terço dessa faixa escolar funciona à noite, problema também do Rio de Janeiro.

— Temos que trazer esses jovens para o ensino diurno.

No Rio, não há vagas para todos os alunos do ensino médio em idade regular estudarem de manhã ou de tarde. Em 2018, 20 mil alunos não conseguiram se matricular no começo do ano e foram absorvidos principalmente nas turmas noturnas.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lucio disse:

    Em todos os governos fascistas do mundo os professores, artistas, cientistas e jornalistas são as primeiras vítimas.
    Esse discurso anti educação, anti universidades, anti jornalistas, anti ciência e anti arte, que vem do bolsão fanático dos evangélicos liderados pela Universal de Edir Macedo e Silas Malafaia, trarão a idade média de volta com suas barbáries e perseguições aos que não se converterem.

Na Venezuela, sistema educacional entra em falência e alunos desmaiam de fome nas escolas

Foto: ADRIANA LOUREIRO FERNANDEZ / NYT

Centenas de crianças lotaram o pátio de uma escola na Venezuela para rezar, junto com um bispo católico, por sua educação. Quinze minutos depois, quando o religioso terminou sua reza, cinco crianças haviam desmaiado. Duas delas precisaram ser removidas do local em ambulâncias.

Os desmaios na escola primária de Boca de Uchire se transformaram em algo regular, pois muitos alunos vão para as aulas sem ter tomado café da manhã ou jantado na noite anterior. Em outras escolas, os alunos procuram saber se haverá comida antes de decidir se comparecerão ou não às atividades do dia.

— Não é possível educar pessoas esqueléticas e famintas — disse Maira Marín, professora e líder sindical da cidade.

A devastadora crise econômica que toma conta da Venezuela há seis anos está afetando o sistema educacional do país. Outrora, a educação pública era a menina dos olhos dos venezuelanos e fazia com que o país tivesse uma das maiores mobilidades sociais da América Latina. Em um passado não tão longínquo, até mesmo crianças de áreas remotas tinham boas chances de ingressar nas melhores universidades do país.

A fome é apenas um dos vários problemas que as atrapalham neste momento. Milhões de venezuelanos abandonaram o país nos últimos anos, desfalcando o número de professores e estudantes. Muitos dos educadores que continuam na Venezuela se viram forçados a mudar de profissão, pois seus salários tornaram-se praticamente sem valor após anos de hiperinflação. Escolas que antes tinham milhares de alunos hoje têm menos de cem.

O colapso do sistema educacional do país não está apenas condenando uma geração inteira à pobreza, mas arrisca também fazer retroceder em décadas o desenvolvimento e reduzir severamente o potencial de crescimento, afirmam especialistas e professores.

— Uma geração inteira está ficando para trás — disse Luis Bravo, que pesquisa educação na Universidade Central da Venezuela, em Caracas. — O sistema educacional de hoje não permite que as crianças se tornem membros relevantes da sociedade.

O governo de Nicolás Maduro parou de divulgar suas estatísticas educacionais em 2014, mas visitas a mais de dez escolas em cinco estados, além de entrevistas com dezenas de pais e professores, indicam que o comparecimento à escola despencou neste ano. Muitos centros de ensino também estão fechando suas portas.

A situação é uma grande vergonha para o autoproclamado governo socialista, que há muitos anos prega a inclusão social. A situação contrasta com a de outros países nos quais dirigentes venezuelanos sempre disseram se inspirar — Cuba e Rússia. Tanto Moscou quanto Havana foram capazes de proteger seu ensino básico e os alunos durante os piores momentos das crises econômicas que enfrentaram nos anos 1990.

O comparecimento à escola começou a reduzir logo após Maduro chegar ao poder, em 2013. A queda no preço do principal produto de exportação da Venezuela, o petróleo, combinado aos fracassados esforços do governo para controlar o custo de vida fizeram com que a economia local ingressasse em uma recessão da qual ainda não conseguiu sair.

Algumas crianças venezuelanas estão ficando em casa porque muitas escolas pararam de fornecer refeições ou porque seus pais não podem mais arcar com os custos de uniformes, materiais escolares ou até mesmo com a passagem do ônibus. Outras se juntaram a seus pais em uma das maiores crises imigratórias recentes: segundo a ONU, cerca de quatro milhões de pessoas já abandonaram o país desde 2015.

De acordo com o sindicato nacional dos professores, milhares dos 550 mil educadores venezuelanos não compareceram às escolas em setembro, quando o ano letivo atual teve início. Eles abriram mão de seu salário mensal de US$ 8 (cerca de R$ 33,92) para tentar a sorte no exterior ou em minas ilegais de ouro , algo em ascensão no país.

No estado de Zulia, o mais populoso da Venezuela, cerca de 60% dos 65 mil professores abandonaram a profissão nos últimos anos, segundo estimativas do dirigente do sindicato local de professores, Alexander Castro:

— Eles nos dizem que preferem trabalhar pintando unhas por alguns dólares a trabalhar por um salário mínimo — disse Castro.

Para que as escolas continuem funcionando, os professores que permanecem geralmente ensinam todas as matérias ou juntam, em uma mesma sala, alunos de séries diferentes. Quase todas as 12 escolas visitadas reduziram suas jornadas de funcionamento. Algumas delas abrem apenas um ou dois dias na semana.

No vilarejo de Parmana, no centro do país, apenas quatro dos 150 alunos matriculados foram à escola em outubro. De idades variadas, os estudantes se sentavam na mesma sala sem eletricidade, praticando assuntos diversos desde o alfabeto até álgebra, ensinados por um único professor que buscava encorajá-los com um sorriso abatido.

O restante das crianças da região se juntou aos seus pais na agricultura e nos barcos de pesca para ajudar a alimentar suas famílias.

Recentemente, em Maracaibo, segunda maior cidade do país, um letreiro na fachada de uma escola sem eletricidade dizia: “Por favor, venham às aulas, mesmo sem uniformes”. Na entrada, as crianças perguntam aos professores se há comida antes de decidirem se irão ou não assistir às aulas.

Os banheiros da maior escola da cidade nem sequer funcionam mais. Projetada para atender a 3 mil alunos, hoje o centro de ensino tem apenas 100.

Em Santa Bárbara, subúrbio de Caracas, metade dos professores de uma escola não voltou às aulas em setembro. O diretor se viu forçado a convocar pais voluntários para que os alunos pudessem continuar a ter aulas. No outro lado da capital, em Rio Chico, metade das classes estão vazias por falta de estudantes e educadores. Quando os alunos chegam, perguntam primeiro sobre a merendeira, disseram os professores restantes.

As medidas populistas de Chávez, no entanto, focavam mais na quantidade de estudantes que na qualidade de sua educação. Conforme os cofres públicos se esvaziavam, seu programa educacional foi por água abaixo.

Mesmo frente à queda no comparecimento, Maduro continuou a afirma que seu governo estava focado nos gastos com a educação, apesar da “brutal guerra comercial” realizada por seus inimigos.

— Na Venezuela, nem sequer uma escola fechou ou irá fechar. Nenhuma sala de aula — disse o presidente, em um discurso televisionado em abril. — Nós nunca negaremos acesso à educação.

Para aumentar o número de professores, Maduro prometeu, em agosto, enviar milhares de integrantes do partido governista para as salas de aula. Especialistas em educação, no entanto, disseram que poucos desses militantes adicionarão algum valor pedagógico ou serão, de fato, enviados às escolas.

Ao mesmo tempo, o número de professores de verdade está diminuindo. A quantidade de graduados no principal centro de treinamento de professores do país, a Universidade Pedagógica Experimental Libertador, caiu 70% entre 2014 e 2018.

Ao, na prática, dolarizar a economia venezuelana, Maduro permitiu neste ano que muitos funcionários públicos conseguissem uma renda extra ao cobrar em dólares por seus serviços. Isso, no entanto, trouxe poucos benefícios para os professores da rede pública de ensino em lugares mais pobres, onde as famílias de alunos têm pouco acesso a moedas estrangeiras.

Em Boca de Uchire, a família Caruto parou de mandar suas crianças para a escola quando o refeitório não funciona.

— Eu não posso enviá-los para a escola com fome — disse José Luis Caruto, que está desempregado e é pai de duas crianças.

Sua irmã, Yuxi, de 17 anos, foi a última da família a parar de frequentar a escola, já que não conseguia arcar com os custos da passagem de ônibus. Ela tentou retomar seus estudos em um centro comunitário local, mas os professores pararam de aparecer na segunda semana de aula. Agora, ela passa os dias cuidando do filho de 1 ano.

— Eu quero aprender matemática, saber ler e escrever rapidamente. Eu tenho medo de não saber respoder quando o meu filho crescer e começar a fazer perguntas. Agora, no entanto, nós nem temos o que comer — disse Yuxi.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Braulino Francisco disse:

    É o começo de um Holocausto oficial autorizado por nossa Esquerda silenciosa. Ou seria um Holodomor bolivariano? Pobres crianças! Pobres pais que não têm de onde tirar alimento, roupas e remédios para os filhos. É uma tragédia humana. É muito triste.

  2. vilanir gurgel disse:

    Se o PT não saisse do poder em pouco tempo o Brasil ficaria assim.

  3. Francisco disse:

    Acho que é essa o modelo de escola que Fátima quer trazer pra cá, já que refutou a instalação de qualquer escola militar no estado do RN.

  4. Pedro disse:

    Onde estão os socialistas de araque, safados comunistas, petistas analfabetos e por aí vai? Sei que o cabeça (nove dedos) está na rua, com o tesão a mil, as contas nos paraísos fiscais repleta do que ele gosta (dinda) e tem um bando de bestas querendo defender o marginal.

  5. Triste Realidade disse:

    Essa é a realidade do socialismo, TODOS IGUAIS NA MAIS ABSOLUTA MISÉRIA!
    NUNCA foi diferente em lugar nenhum do mundo onde o socialismo virou forma de governo.
    Pobre povo venezuelano que se deixou ENCANTAR PELA MENTIRAS REPETIDAS de seu soberano e ditador que PROMETEU O CÉU e está entregando a MISÉRIA em todos os sentidos.

    • Neco disse:

      Todos iguais, nada, meu fi. Sempe tem os "mais iguais que os outros". A alta nomenklatura e seus associados vivem como nababos. Lá são os boliburgueses e enchufados.

  6. joaozinho disse:

    Esse deve ser a copia do programa assistencialista fome zero petista implantado na Venezuela. Muitas cotas, bolsa ração, educacao de primeira segundo a propaganda. Afinal, povo zumbi e morto nao tem fome. Nao demoraria tanto para acontecer aqui no país, pra os nossos doutrinadores educadores entenderem o resultado da desgraca da propaganda que eles tanto pregam como sendo boa. Aqui no RN, estes mesmos doutrinadores pedagogos nao quebram mais a porta da governadoria, sinal que estao felizes e nao podem reclamar da qualidade da educacao do RN e dos salarios. Enquanto isso Paloci delata mais alguns petista…

  7. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Era o exemplo que o FDP do ladrao condenado Lula Queria trazer para o nosso país , cadê que esses vermes PTralhas passeam ou querem turistar na VENEZUELA???