Você sabia que já existe vacina para prevenir o câncer?

Foto: Divulgação

O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e o câncer de colo do útero.

Sempre preocupada com o bem estar de todos, a CLÍNICA MIMAR informa que da mesma forma que a prevenção através do auto exame é altamente eficaz para o diagnóstico precoce do câncer de mama, quando falamos em câncer do colo do útero a vacina contra HPV é igualmente eficiente.

A vacina contra HPV pode ser capaz de erradicar o câncer de colo do útero. Assim mostram os estudos financiados pela Organização Mundial de Saúde – OMS, publicado na revista científica The Lancet. Com isso, a OMS destaca que a vacina contra HPV é essencial e segura contra vários tipos de cânceres.

Segundo o Ministério da Saúde, esse vírus é tido como o responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de atuar como protagonista em casos de câncer de pênis. Ele também é o principal responsável por inúmeras doenças da região genital (compreendendo colo, vagina, vulva e anus nas mulheres e, nos homens, pênis e anus).

Infelizmente quando se trata do Papiloma Vírus Humano, significado da sigla HPV, ainda não existe cura. A prevenção, tanto para as mulheres como para os homens, usando a vacina é, de fato, a melhor opção.

Para que a região de Natal e cidades vizinhas recebam suporte e atendimento eficaz, a CLÍNICA MIMAR disponibiliza suporte para retirada de dúvidas sobre os calendários vacinais, bem como oferece um ambiente tranquilo e seguro para realização da vacinação. A quem desejar, a CLÍNICA MIMAR também oferece atendimento a domicílio e na modalidade drive-thru, realizada dentro do carro do próprio paciente.

Para maiores informações, entrar em contato através do (84) 3345-0824 (Fixo e WhatsApp)

Nervos sensoriais bloqueiam a progressão do câncer, aponta estudo com colaboração da UFRN

Foto: Ilustrativa

Nervos sensoriais podem ter papel fundamental no comportamento de tumores e ser alvo de futuros tratamentos que bloqueiem a progressão do câncer. É o que demonstra pesquisa brasileira responsável por comprovar que o sistema nervoso inibe o crescimento de células malignas do melanoma. O estudo, realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com colaboradores do Instituto do Cérebro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade de São Paulo (USP) e Columbia University de Nova York, está na edição de 21 de julho do “Journal of Cellular and Molecular Medicine”.

Os pesquisadores realizaram transplantes de células de câncer em camundongos transgênicos com nervos sensoriais demarcados com fluorescência vermelha para detectar a presença das fibras do sistema nervoso no microambiente tumoral. Em seguida, eles avaliaram o efeito de eliminar os nervos dos camundongos, tanto genética como farmacologicamente, no desenvolvimento e progressão do tumor. Os tumores de camundongos sem nervos sensoriais apresentaram modificações do seu comportamento, com aumento da vascularização e do tamanho. Como o crescimento in vivo das células tumorais foi acelerado após a eliminação genética e farmacológica desses nervos, o estudo indica que os nervos sensoriais neutralizam a progressão do melanoma.

Genes de bancos de dados das amostras de biópsias de câncer de humanos com melanoma também foram utilizados na análise do estudo. Essa etapa revelou que o aumento da expressão de genes presentes em nervos sensoriais nos tumores foi associado a melhores resultados clínicos nestes pacientes.

Apesar de iniciais, as descobertas trazem contribuições que podem se tornar relevantes para o tratamento dos diversos tipos de câncer. “Isso abre as portas para uma possibilidade futura de tratamento que pode agir justamente no papel desses nervos no microambiente tumoral. Imagine controlar um tumor de dentro, de forma que ele promova a própria extinção? Descobrimos que os nervos sensoriais podem bloquear a progressão do melanoma, impedindo seu crescimento”, afirma o pesquisador Alexander Birbrair, pesquisador da UFMG e coordenador do estudo. O estudo pode servir de base para o desenvolvimento de métodos e tratamentos menos invasivos de combate às células tumorais.

Nervos sensoriais infiltrando o microambiente do melanoma (imagem no alto); animais com inervação intacta nos quais é possível identificar vasos sanguíneos (abaixo, ao centro); nervos retirados antes da inoculação das células tumorais geraram tumores maiores (imagem acima à esquerda); nervos retirados após a inoculação das células geraram tumores menores do que o controle (imagem acima, à direita)

Os resultados do estudo jogam luz sobre a importância da preservação dos nervos sensoriais em indivíduos acometidos pelo câncer. A mortalidade da doença aumentou durante a pandemia da Covid-19, devido à queda nos diagnósticos e no atendimento de pacientes em tratamento. “Sabemos que vários tratamentos quimioterápicos, que são muito tóxicos aos pacientes, podem, além de tentar matar as células malignas, afetar os nervos sensoriais. Se estes tratamentos estão matando os nervos sensoriais, baseado nos nossos dados iniciais, isso pode não ser bom para a progressão do tumor nestes pacientes, esperando-se uma piora clínica”, explica Alexander.

Por serem resultados iniciais, Alexander e seu grupo não têm como prever se o uso de uma droga ou outro mecanismo capaz de modular as inervações sensoriais poderia ser utilizada como terapia em humanos. O grupo pretende continuar a pesquisa focando-se em estabelecer a cronologia da importância dos nervos sensoriais em diferentes estágios da progressão tumoral. Além disso, eles estão investigando mais detalhes sobre os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na regulação dos tumores pelo sistema nervoso e pretendem focar, também, em outros tipos de câncer. A pesquisa recebe financiamento do Instituto Serrapilheira, apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicos (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

UFRN

Caseiro afirma que Queiroz estava há poucos dias em residência de advogado: “o rapaz estava ficando aqui para o tratamento de saúde, ele está com câncer”

Foto: CNN Brasil

Caseiro do imóvel onde Fabrício Queiroz foi encontrado e preso na manhã desta quinta-feira (18), Orlando Novaes disse à CNN, nesta quinta-feira (18), que o local funcionava como um consultório de advogacia e afirmou que não tinha convivência com o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

“É um consultório de advogacia mesmo, entendeu? Mas o rapaz estava ficando aqui para o tratamento de saúde, ele está com câncer e essas coisas”, declarou.

“[Não estava] convivendo, não. Tem poucos dias que está aí, vi ele entrando [e tem] uns quatro dias que não vem aí com negócio de saúde”, acrescentou ele.

No muro da casa, em Atibaia, no interior de São Paulo, uma placa diz: “Wassef e Sonnenburg – Sociedade de Advogados”. O primeiro sobrenome faz referência ao advogado Frederick Wassef, que representa Flávio Bolsonaro.

À CNN, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que foi o responsável pelo cumprimento do mandado de prisão em São Paulo, afirmou que a residência é uma casa grande, mas que Queiroz “estava em um quartinho com os pertences, incluindo dois celulares dele”. “No fundo, tinha uma guarita onde estava um casal de caseiros” completou.

O delegado ainda detalhou que Queiroz disse ter tomado remédio para dormir e demorou a atender a campainha, mas que não ofereceu resistência à prisão. “Ele só falou que tem problema de saúde. Não houve nenhum contratempo”, afirmou o delegado. “A reação dele foi tranquila. Ele permaneceu calado, mas falou que não precisava disso, que se chamasse ele iria”, acrescentou.

A prisão

Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18). Ele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) na capital paulista para fazer exames, antes de se dirigir à sede da Polícia Civil em São Paulo, de onde será encaminhado para o Rio de Janeiro.

A prisão faz parte de uma ação conjunta entre o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) dos dois estados.

Fabrício Queiroz foi assessor e motorista de Flávio Bolsonaro até outubro de 2018, um mês antes do início da operação que apura esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na qual é investigado.

A mulher dele, Márcia Oliveira de Aguiar, como não foi encontrada na ação policial, é considerada foragida.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. RICARDO LÚCIDO disse:

    Há controvérsias cara pálida . Esses poucos dias são muito questionados . Há quem diga que o sr Queiroz , estava lá a um bom tempo . O serviço reservado da polícia civil , vinha monitorando , inclusive com todo cuidado pois existia a notória sensação de contra inteligência por parte dos seus protetores .

  2. Gerdson disse:

    Todo cego e cego? Nao, mais os bobos da corte acham que sao?…. o sata naro enganou e engana os indolentes..

  3. Cigano Lulu disse:

    Até que é simpática a fachada do casebre. Se o dono tiver a fim de fazer jogo numa tenda seminova, é só me procurar no privado. Dependendo da volta, pode até rolar um futebol.

Reino Unido testa anti-inflamatório e remédio contra câncer para tratar Covid-19

Foto: Thomas Peter – 30.mar.2020/Reuters

Dois remédios, um anti-inflamatório e outro contra o câncer, estão sendo testados como possíveis terapias para pacientes com Covid-19, anunciaram as universidades britânicas de Birmingham e Oxford nesta quarta-feira (10).

Acredita-se que casos graves de Covid-19 são desencadeados por uma hiper reação do sistema imunológico, conhecida como tempestade de citocina, e pesquisadores estão investigando se remédios que suprimem certos elementos do sistema imunológico podem desempenhar um papel na contenção de uma escalada rápida dos sintomas.

O primeiro dos quatro candidatos do teste chamado Catalyst é o Namilumab, do laboratório Izana Bioscience, usado nas fases finais de testes para tratamento de artrite reumatoide e uma doença inflamatória conhecida como espondilite anquilosante.

Ele visa a uma citocina chamada GM-CSF: acredita-se que em níveis descontrolados, esta citocina é um catalisador essencial da inflamação pulmonar excessiva e perigosa vista em pacientes com Covid-19. O remédio já está sendo testado como terapia para Covid-19 na Itália.

O segundo medicamento, Infliximab (CT-P13), desenvolvido pela Celltrion Healthcare UK, sediada na cidade inglesa de Slough, é usada para tratar oito doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a síndrome do intestino irritável.

“Indícios emergentes estão demonstrando um papel crítico de anti-inflamatórios na tempestade de citocina associada à infecção grave de Covid-19”, disse Ben Fisher, investigador de testes clínicos da Universidade de Birmingham.

“No estudo Catalyst, esperamos mostrar, com uma única dose destes tipos de remédios em pacientes hospitalizados, que conseguimos adiar ou evitar a deterioração rápida para o tratamento intensivo e a exigência de ventilação invasiva neste grupo crítico de pacientes.”

Entre os outros remédios para doenças autoimunes que estão sendo estudados devido à sua capacidade de conter a tempestade de citocina em testes estão o Regeneron, o Kevzara da Sanofi, o Actemra da Roche e o otilimab da Morphosys e da GlaxoSmithKline.

CNN Brasil, com Reuters

Vadão, ex-técnico da seleção feminina, morre vítima de câncer

Foto: Assessoria/CBF

Oswaldo Fumeiro Alvarez, o Vadão, faleceu nesta segunda-feira, em São Paulo, aos 63 anos. Ele lutava contra complicações de um câncer de fígado, que atingiu outros órgãos. O corpo será enterrado em Monte Azul Paulista, cidade natal. O ex-treinador teve passagens por Corinthians, São Paulo e seleção brasileira feminina.

Vadão foi diagnosticado com a doença em dezembro do ano passado e, desde então, vinha realizando tratamento e estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo. O quadro do ex-treinador era considerado grave após a quimioterapia e radioterapia. Ele deixa a esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvarez.

Nas redes sociais, atletas que trabalharam com Vadão publicaram mensagens emocionadas. Marta e Cristiane enviaram relatos de agradecimento ao ex-treinador.

“Vá em paz professor,Sua missão nessa terra você cumpriu e com muito êxito.Desconheço qualquer ser humano igual, voce soube viver a vida de maneira digna e honestamente, orgulho demais de ter vivido momentos maravilhosos ao seu lado e ter tido a oportunidade de aprender muito. Obrigada por tudo e descanse em paz”, escreveu a camisa 10 da seleção brasileira.

Vadão despontou para o cenário nacional como treinador do Mogi Mirim, em 1992, liderando a equipe que foi batizada de Carrossel Caipira. O apelido foi dado em referência ao estilo de jogo ofensivo, remetendo à Holanda de 1974, o Carrossel Holandês.

Não só pela origem no Mogi Mirim, Vadão teve carreira marcante em clubes do interior paulista, especialmente a dupla de Campinas – Guarani e Ponte Preta. Pelo Bugre, foi vice-campeão da Série B de 2009. Na Macaca, teve quatro passagens e é considerado ídolo.

Vadão foi o responsável por lançar Kaká no São Paulo — Foto: Arquivo pessoal / Oswaldo Alvarez

Com Vadão, o São Paulo foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2001, na final contra o Botafogo, que marcou o surgimento de Kaká.

Vadão teve duas passagens pela seleção feminina. Na primeira, entre 2014 e 2016, alcançou o quarto lugar nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Na segunda, mais conturbada pela rotina de derrotas – chegou a acumular 10 derrotas em 11 jogos. Ele fora reconduzido ao cargo para substituir Emily Lima, mas não conseguiu fazer a equipe jogar bem. No Mundial feminino de 2019, o Brasil foi eliminado pela França nas oitavas de final.

Vadão foi demitido da seleção para dar lugar a Pia Sundhage.

O Globo

Pandemia faz ao menos 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer

Foto: Adriano Machado/Reuters

Para evitar que pacientes com outras doenças graves, como câncer ou problemas cardíacos, deixem de procurar atendimento por medo da covid-19, hospitais estão criando fluxos de atendimento totalmente separados para pacientes com suspeita de doença respiratória para que os demais usuários não estejam no mesmo espaço de quem possa estar contaminado pelo coronavírus.

A nova organização inclui não só a criação de um pronto-atendimento exclusivo para quadros respiratórios, como também separação de elevadores, andares de internação e de equipes.

No Hospital Albert Einstein, onde o primeiro caso de coronavírus do País foi diagnosticado, o alerta para a necessidade da separação completa dos fluxos de atendimento foi maior quando a unidade percebeu que pacientes com sintomas graves de outras doenças estavam deixando de procurar a unidade por considerar os hospitais “ambientes contaminados”.

“Vimos um caso de uma paciente que chegou a desmaiar em casa e demorou horas para vir ao hospital e, quando chegou, teve um diagnóstico de aneurisma. Também tivemos uma gestante com um bebê já em momento expulsivo preso à placenta. Todos casos de pessoas que estavam adiando a vinda ao hospital por medo. Não podemos deixar isso acontecer. Independentemente da pandemia, precisamos continuar cuidando dos outros pacientes e deixar claro que os espaços são separados e seguimos regras para deixar o ambiente seguro”, diz Tatiane Canero, gerente de apoio assistencial e fluxo do paciente do Einstein.

Além dos espaços separados para pronto-atendimento de casos covid e não covid, há entrada segregada para o centro de oncologia e maternidade. Deixou de ser necessário passar pelo setor de internação para assinar documentos antes de subir ao quarto. “Abolimos todos os papéis porque as pessoas tinham medo até de pegar em canetas. A pessoa que for internada vai da recepção direto para o quarto”, explica Tatiane.

“Como o Einstein teve esse protagonismo na identificação dos primeiros casos, percebemos que alguns pacientes ficavam com medo de vir. A recomendação é de fato para que, quem puder, fique em casa. Mas há tratamentos que não podem ser interrompidos e os hospitais mantêm uma série de protocolos de higiene e segurança. Costumo brincar que me sinto mais seguro aqui do que dentro do hortifrúti”, diz Sérgio Araújo, diretor médico do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein.

Antes de qualquer cirurgia, seja uma operação de retirada de tumor ou uma cesariana, o paciente passa por um exame de coronavírus bancado pelo hospital. A ideia é identificar infecções ainda assintomáticas e proteger tanto o paciente de complicações quanto os profissionais de saúde e demais doentes.

Se o paciente é diagnosticado positivo, a cirurgia é adiada, quando possível. Caso não seja, a operação é feita em salas com pressão negativa para reduzir o risco de disseminação do vírus e proteção extra aos profissionais.

Até no estacionamento foram feitas mudanças. Todos os carros deixados no valet do Einstein têm o volante, o câmbio e os bancos cobertos por capas plásticas protetoras antes de serem estacionados por manobristas

“Quando vi o medidor de temperatura na entrada, as máscaras e álcool em gel em todos os lugares me senti segura. O andar da oncologia está completamente isolado do restante”, diz a pedagoga Maria Célia de Toledo Garcia Petto, de 67 anos, que continua tratamento de câncer no Einstein mesmo em meio à pandemia.

No A.C. Camargo Cancer Center, os atendimentos também foram separados. “Ao chegar ao pronto-socorro, o paciente com síndrome gripal vai para um lado e os demais doentes vão para o lado oposto. Se o paciente com suspeita de coronavírus está grave e tem de ficar internado, fica em um andar de isolamento exclusivo para pacientes com câncer e covid”, diz José Marcelo de Oliveira, CEO do A.C. Camargo.

Estadão

“EMERGÊNCIAS DESAPARECERAM”: Assim como fora do país, pacientes com câncer e cardíacos deixam de buscar atendimento por medo da Covid-19, alertam médicos

Internações hospitalares com doença associada por país — Foto: Carolina Dantas/G1

O medo de ir ao hospital devido ao coronavírus Sars CoV-2 está afetando o tratamento de pacientes cardíacos e com câncer. A comunidade médica aponta números: houve alta no número de mortes por ataque cardíaco em casa em Nova York e, em São Paulo, uma queda de 45% nos atendimentos do Instituto do Coração (Incor).

Dados da da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, com base em registros próprios, apontam a mesma tendência: uma queda de 50% nos atendimentos a pacientes com infarto em comparação com o mesmo mês em 2019.

Os médicos alertam que é consenso científico que o isolamento social reduz a disseminação do coronavírus. Entretanto, o grupo mais vulnerável à Covid-19 (pacientes cardíacos, com câncer, diabéticos, imunodeprimidos, entre outros) não pode deixar de lado o cuidado com doenças já existentes.

Decisão compartilhada

O oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), não indica o relaxamento nas medidas de isolamento. Mas alerta que, dependendo do tipo e do estágio do câncer, há mais risco de morrer ao deixar o tratamento do que ao ser infectado pelo coronavírus.

Os pacientes com câncer, de acordo com o oncologista, geralmente se enquadram em mais de uma comorbidade com risco maior para o coronavírus. São frequentemente idosos, que podem ter câncer, problemas do coração e diabetes ao mesmo tempo.

“Além disso, 30% dos tumores estão associados ao uso prévio do tabaco e esses pacientes também costumam somar problemas pulmonares e cardíacos. É uma população com muitos fatores de risco”, explica Hoff.

Hoff, no entanto, disse que há uma resistência dos pacientes em continuar o tratamento contra o tumor por medo de sair de casa. Ele explica que, em tipos mais leves, é possível remarcar as consultas, cirurgias e a quimioterapia, mas existem situações e estágios em que a interrupção do tratamento tem um risco maior de vida do que pegar o coronavírus.

“Muitos tumores não esperam o final da pandemia para fazer a evolução”, disse. O médico diz que pacientes com tumores de progressão rápida e em processo de cura precisam continuar as consultas e o acompanhamento. É importante comparecer ao hospital com no máximo um acompanhante e, se possível, ir sozinho.

Quem já está na fase pós-tratamento ou tem um tumor com progressão mais lenta pode tentar remarcar as idas ao hospital ou médico. Então, qual é o primeiro passo para uma pessoa com câncer? De acordo com Hoff, consultar o médico para ver a solução para o caso individualmente.

“A recomendação é que o paciente não tome a decisão sozinho. Por isso, acho que as consultas por vídeo são extremamente importantes. Para o tratamento em si não é possível, mas para acompanhamento e aconselhamento, sim”. – Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

Isolamento responsável

Em Nova York, o número de mortes em casa por infarto aumentou 8 vezes, de acordo com levantamento feito pela comunidade de cardiologistas “Anglioplast.org”. São pessoas que ligaram para o Corpo de Bombeiros, mas não puderam ser reanimadas. Uma das hipóteses é que os pacientes estão com medo de sair de casa quando começam a apresentar os sintomas no coração por medo do vírus, e assim a situação se agrava.

Em texto publicado no “The New York Times”, Harlan Krumholz, professor e diretor do Yale New Haven Hospital, diz que os “hospitais estão assustadoramente silenciosos, exceto pela Covid-19”.

“O que é surpreendente é que muitas emergências desapareceram. As equipes de ataque cardíaco e derrame, sempre preparadas para entrar em ação e salvar vidas, estão praticamente inativas. Isto não acontece apenas em meu hospital”, escreveu.

Diretor da divisão de Cardiologia Clínica do Instituto do Coração (InCor), o cardiologista Roberto Kalil afirma que os atendimentos em São Paulo também reduziram em comparação com o ano passado. Em levantamento feito a pedido do G1, ele mostra uma média de 25 pacientes por mês com infarto no instituto em 2019.

Média de atendimentos por infarto de pacientes/mês do Incor de infarto em 2019: 25

Atendimentos de pacientes com infarto em março de 2019: 31

Atendimentos de pacientes com infarto em março de 2020: 16

Redução de 45% na comparação entre os dois meses

De acordo com o diretor do instituto, o atendimento nas primeiras duas semanas de abril continua mais baixo: foram 8 pacientes.

“Tem que ficar em isolamento, mas é o que eu chamo de isolamento responsável. A pessoa que está infartando em casa tem muito mais risco de morrer”, disse Kalil.

Há 29 anos no Incor, Paulo Soares é diretor do pronto-socorro há 1 ano e meio, mas já passou em diversos outros momentos no setor de emergência de doenças cardíacas. Ele diz que nunca viu uma redução no atendimento como a vista durante esta pandemia.

“Não tenho nenhuma dúvida de que há uma redução nos atendimentos. Desde que começou o período de quarentena, tivemos uma redução de pacientes com diversos problemas cardíacos. Isso está descrito em vários lugares do mundo onde tem a pandemia. As pessoas têm medo e acabam segurando sem saber quando precisam sair”, disse Soares.

O médico é a favor de todas as políticas de combate ao coronavírus: isolamento social, uso da máscara, evitar tocar o rosto, lavar as mãos. Ele pontua, no entanto, que alguns sintomas são mais urgentes e os pacientes precisam correr para o hospital, mesmo com o risco de pegar o Sars-CoV-2.

Sinais de infarto: dor no peito, falta de ar, suor excessivo em repouso, desmaio e até perda de consciência

Sintomas das arritmias: palpitações, coração acelerado, dor no peito

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luis disse:

    Diante desse quadro, um governo responsável e com dever social, deveria ter um esquema de atendimento domiciliar. Isso é justificável, haja vista os profissionais de saúde estarem em suas unidades relativamente ociosos, e nesse atípico emergencial, e de rico de contágio, poderiam montar um atendimento domiciliar a esses pacientes que precisam de atendimento continuado, dessa forma, diminuindo os riscos de evoluções dessas doenças.

    • trabalho pq preciso disse:

      Boa Luis, como posso levar uma parelho de tomografia ou um aparelho de rádio terapia pra sua casa?

    • Cláudio disse:

      Grande ideia pensador Luis, mas explica como poderia a classe hospitalar fazer exames em casa?
      Qual o problema de ir aos hospitais QUE ESTÃO VAZIOS?
      O Fato é que se fizerem tudo será pouco, se resolverem o caos, não será aceito, só existe um objetivo com essa situação, tirar o governo, o resto é consequência que o povo vai pagar, e será muito pior se o preço for o mesmo que os cubanos e venezuelanos estão pagando.

Estudo liga uso do celular com câncer em grupo específico de usuários

Foto: (Getty Images/Reprodução)

A Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos EUA, publicou um novo estudo que mostra uma correlação entre o uso de telefones celulares e a incidência de câncer de tireoide, uma glândula localizada no pescoço que produz hormônios importantes para o funcionamento de nosso organismo.

O estudo analisou 900 pacientes no estado de Connecticut, nos EUA, e determinou que os que tinham uma mutação genética chamada Polimorfismo de Nucleotídio Único (SNP, Single Nucleotide Polymorphism) tinham uma chance maior de desenvolver câncer. A equipe estudou 176 genes, e identificou 10 SNPs que parecem aumentar o risco de câncer de tireoide entre usuários de celulares. Quatro destes SNPs, em específico, são relacionados a um risco até duas vezes maior.

“Nosso estudo fornece evidências de que a suscetibilidade genética influencia a relação entre o uso do telefone celular e o câncer de tireóide”, disse Yawei Zhang, M.D., Ph.D., professora do Departamento de Ciências da Saúde Ambiental da Escola de Saúde Pública de Yale. “Mais estudos são necessários para identificar populações suscetíveis à radiação por radiofrequência (RFR) e entender a exposição à RFR por diferentes padrões de uso de telefones celulares”.

Vale destacar que o estudo analisou dados coletados entre 2010 e 2011, quando os smartphones ainda estavam chegando ao mercado. Os riscos podem ser relacionados à geração anterior de celulares, que ainda estava em uso comum quando os dados foram coletados.

Além disso, a chegada dos smartphones mudou a forma de uso dos celulares, que hoje são muito mais usados para troca de mensagens, afastados do rosto dos usuários, do que para as chamadas. Por isso, afirma Zhang, as conclusões do estudo atual merecem ser reavaliadas em estudos futuros.

Olhar Digital, com Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale

ALERTA: Brasil terá 625 mil novos casos de câncer por ano até 2022, diz Inca

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil deve registrar cerca de 625 mil novos casos de câncer por ano de 2020 a 2022. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Somente entre a população infantojuvenil são esperados 8.460 novos casos por ano no mesmo período.

A publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil mostra que o câncer de pele não melanoma deve permanecer como o mais incidente, com a expectativa de 177 mil novos casos por ano. Em seguida, está com o câncer de mama próstata, com 66 mil casos cada; cólon e reto, com 41 mil casos; traquéia, brônquio e pulmão, com 30 mil; e, estômago, com 21 mil.

De acordo com Inca, o Brasil apresenta um declínio dos tipos de câncer associados a condições socioeconômicas desfavoráveis. Em algumas regiões, no entanto, as ocorrências persistem. É o caso do câncer de colo de útero, na Região Norte. Enquanto no Brasil esse tipo de doença está em terceiro lugar, na incidência entre mulheres, desconsiderando o câncer de pele não melanoma, no Norte é o segundo mais incidente, atrás apenas do câncer de mama.

Um a cada três casos de câncer poderiam, segundo o Inca, ser evitados pela redução ou eliminação de fatores de risco, como, por exemplo, tabagismo e obesidade. Atividades físicas, cuidados com a exposição ao sol e alimentação saudável com frutas, vegetais e hortaliças frescos, evitando alimentos ultraprocessados, também podem ajudar a evitar o câncer.

Aumento da estimativa

A estimativa para o próximo triênio aumentou em relação à última projeção, quando 600 mil novos casos eram esperados por ano em 2018 e 2019.

A primeira publicação é feita para o triênio. Antes, a projeção era calculada a cada dois anos.A mudança ocorreu devido à disponibilidade de informações, mais confiáveis.

O instituto também calculou a incidência da doença para a população infantojuvenil. Segundo o instituto, ar maior incidência pode ocorrer entre meninos, com 4.310 novos casos por ano. Entre meninas, devem ser registrados 4.150 novos casos. A incidência deverá ser maior na Região Sul, seguida pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

De acordo com o Inca, o recorte para a população mais jovem permite aprimorar as ações de saúde pública e controle da doença neste público. Se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, 80% das crianças e adolescentes podem ser curados.

Agência Brasil

Jovem é aprovada em Medicina na UERN durante tratamento de câncer e quer ser oncologista

Liliany Mirelly Bezerra Alves, 21 anos, passou em Medicina durante tratamento de câncer — Foto: Cedida

Mais uma bela reportagem no portal G1-RN nesta quinta-feira(30), destaca uma história envolvendo a aprovação no Sisu de uma nova universitária no estado, coincidentemente,  no curso de Medicina.

Trata-se de uma potiguar de 21 anos, apta a cursar Medicina da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), em meio a aprovação no curso durante um tratamento contra o câncer. Agora, o sonho dela é poder se especializar em oncologia para poder ajudar pacientes que enfrentarem a mesma doença que ela enfrentou nos últimos três anos.

Veja mais: Reportagem conta superação de filha de diarista aprovada em medicina na UFRN

O sonho da jovem, que vive em Mossoró, vem de muito tempo, da infância. Em 2014, no último ano do Ensino Médio, Liliany começou a fazer provas para tentar entrar no curso e, continuou estudando mesmo sem conseguir na primeira tentativa. No entanto, em 2016, aos 18 anos, descobriu uma Leucemia Linfoide Aguda (câncer no sangue), que suspendeu temporariamente a realização do sonho. Era preciso se dedicar primeiro à saúde. De acordo com ela, foram três anos de quimioterapias, cirurgia e várias transfusões de sangue. O tratamento ocorreu no Hospital do Câncer em Mossoró. Agora ela está em remissão e precisa passar por avaliação médica a cada três meses. Perto do final do tratamento, no meio de 2019, o médico permitiu o retorno dela ao cursinho preparatório para o Enem.

Leia reportagem aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Parabéns
    Deus no comando.
    Não escolhe os capacitados
    Capacita os escolhidos.

  2. Tutu disse:

    Parabéns Liliany, tenho certeza que você será uma ótima médica, quando tudo parece terminar Deus faz o recomeço em nossa vidas. Saúde e parabéns novamente.

Ana Maria Braga revela câncer no pulmão: ‘Vou sair dessa’

Foto: Reprodução/TV Globo

Ana Maria Braga usou o encerramento de seu programa “Mais Você” nesta segunda-feira (27) para falar sobre seu estado de saúde. A apresentadora revelou estar em tratamento contra câncer no pulmão. “Tenho muita fé, força que vem de Deus, e acredito que vou sair dessa”, disse Ana.

A apresentadora contou que já iniciou o ciclo do tratamento contra o adenocarcinoma, que acontece a cada 21 dias. “Agora, infelizmente, fui diagnosticada com outro câncer de pulmão, é um adenocarcinoma, o nome científico dele, semelhante aos outros, mas que é mais agressivo e não é passível de cirurgia ou de radioterapia. Descobri agora no começo do ano. Já estava sabendo há um tempo. No dia 24 de janeiro eu recebi o primeiro ciclo de tratamento, uma combinação de quimioterapia com imunoterapia”, disse a apresentadora.

Ana relembrou que já teve dois outros cânceres no pulmão. “E vocês me deram força. Um foi operado. e o outro foi tratado com radiocirurgia.”

“Normalmente quando se faz quimioterapia e imunoterapia têm-se efeitos colaterais, têm sintomas que quem faz quimioterapia sabe, quem já conviveu com quem faz quimioterapia sabe que tem dias que você fica mais.. e é por isso que eu preciso falar com vocês aí de casa, tem dias que você fica mais sensível.”

“Em alguns dias eu não sei, tenho mais uns ciclos de imunoterapia e quimioterapia. Espero estar com vocês até o dia 7″, disse Ana, que já estava com férias programadas para depois desta data.

“Quero contar com sua força aí do outro lado e suas orações. Tenho muita fé, tenho uma força que vem de Deus, acredito que vou sair dessa e vou dividindo esses momentos com vocês.”

Além do câncer no pulmão, Ana Maria Braga também já enfrentou um câncer de pele, em 1991.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Acredito sim no câncer da apresentadora. Já nos cânceres de Lula e Dilma, sem recidiva nem intercorrência, acredite quem quiser. Nem a Velhinha de Taubaté.

    • Lia Laranjeiras disse:

      Meu Deus a que ponto chegamos, que o nosso senhor Jesus Cristo livre vc e sua família de uma doença tão atroz, meu pai luta contra um câncer de próstata e nossa família sabe bem como é terrível, a pessoa por motivação política fazer um comentário desses, é sinal que não estamos lutando só contra as doenças do corpo, mas das almas também.

    • Keila disse:

      Cigano, sei que não és cristão, dado ao seu apelido (e práticas de bestialismo). Entretanto, espero que Deus apazigue o ódio do seu coração.

    • Rômulo© disse:

      Cigano, há quem também acredite na "fakada" sem sangue do Bozo! "Acredite quem quiser"!

  2. josé ribamar da silva Parnamirim/rn disse:

    ANA MARIA, NÃO TEMAIS DEUS, ESTA COM VC! MARIA PASSA NA FRENTE.

MÉTODO COM “ENORME POTENCIAL”: Cientistas descobrem célula que poderá tratar todos os tipos de câncer

Uma equipe de cientistas da Universidade de Cardiff, no País de Gales, desenvolveu um método em laboratório que destrói o câncer de próstata, mama, pulmão e outros tipos.

Os achados, divulgados na publicação científica Nature Immunology, ainda não foram testados em pacientes, mas têm um “enorme potencial”, afirmam os pesquisadores.

Para especialistas que não participaram da pesquisa, ainda que o trabalho esteja num estágio inicial, ele é bastante promissor.

O que eles descobriram?

Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções, mas ele também ataca células cancerosas.

A equipe da Universidade de Cardiff estava em busca de maneiras novas e “não convencionais” de fazer com que o sistema imunológico atacasse naturalmente tumores.

Eles encontraram uma célula-T (ou linfócito T) com um novo tipo de “receptor” que identifica e ataca células cancerosas, ignorando as saudáveis.

A diferença nesta célula imunológica é que ela pode escanear o corpo em busca de ameaças que devem ser eliminadas e atacar uma ampla variedade de cânceres.

“Há uma possibilidade de que ele possa tratar todos os pacientes”, afirmou o professor Andrew Sewell à BBC. “Antes ninguém acreditava que isso fosse possível.”

Como ela funciona?

As células T têm “receptores” na superfície que permitem a elas “enxergar” em um nível químico.

Os pesquisadores da Universidade de Cardiff descobriram que a célula T e seu receptor podem encontrar e destruir uma gama de células cancerosas no pulmão, na pele, no sangue, no cólon, na mama, nos ossos, na próstata, no ovário, no rim e na coluna cervical.

E fazem isso deixando intocados os tecidos “normais”.

O modo exato como que isso acontece ainda está sendo pesquisado.

Esse receptor da célula T em particular interage com uma molécula chamada MR1, presente na superfície de todas as células do corpo humano.

Acredita-se que a MR1 seja a responsável por sinalizar ao sistema imunológico o metabolismo disfuncional em curso dentro de uma célula cancerosa.

“Somos os primeiros a descrever a célula T que encontra o MR1 nas células cancerosas — isso não tinha sido feito antes, foi a primeira vez”, disse à BBC o pesquisador Garry Dolton.

Por que essa descoberta é relevante?

Terapias com células T já existem e o desenvolvimento de imunoterapias contra o câncer tem sido um dos avanços mais empolgantes nesse campo.

O mais famoso exemplo é o chamado CAR-T, uma droga viva produzida por meio de engenharia genética em células T para procurarem e destruírem o câncer.

O CAR-T pode trazer resultados incríveis que levam alguns pacientes do estágio de doença terminal para a completa remissão.

Essa abordagem é, no entanto, extremamente específica e funciona com apenas um número limitado de cânceres onde há um alvo claro para treinar a “mira” das células T.

E também enfrenta dificuldades em combater “cânceres sólidos” — aqueles que formam tumores em vez de sangue canceroso como a leucemia.

Já os pesquisadores da Universidade de Cardiff afirmam que o receptor da célula T pode levar a um tratamento de câncer “universal”.

Mas como isso funciona na prática?

A ideia é extrair uma amostra de sangue do paciente em tratamento contra o câncer.

As células T seriam extraídas e modificadas geneticamente a fim de reprogramá-las para constituir o receptor que encontra o câncer.

Essas células aperfeiçoadas seriam cultivadas em largas quantidades em laboratório e depois reinseridas no paciente. É o mesmo processo usado na terapia CAR-T.

No entanto, essa pesquisa da Universidade de Cardiff foi testada apenas em animais e células em laboratório, e testes em humanos demandam mais etapas de segurança.

O que dizem outros especialistas?

Lucia Mori e Gennaro De Libero, da Universidade de Basileia, na Suíça, afirmam que essa pesquisa tem um “enorme potencial”, mas ainda é cedo para afirmar que ela poderia funcionar para todos os tipos de câncer.

“Estamos muito empolgados com as funções imunológicas dessa nova população de células T e o uso potencial do receptor na terapia de células tumorais”, dizem.

Daniel Davis, professor de imunologia da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirmou que “por ora, ainda é uma pesquisa em estágio bastante inicial e nem perto de se tornar um tratamento real para pacientes”.

“Mas não há dúvidas de que é uma descoberta bastante empolgante, tanto para o avanço do nosso conhecimento sobre o sistema imunológico quanto para o desenvolvimento de novos tratamentos.”

BBC

Rabino Henry Sobel morre em decorrência de câncer nos EUA

Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

O rabino do CIP (Congregação Israelita Paulista) Henry Sobel, 75 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (22), após complicações causadas por um câncer, em Miami, nos Estados Unidos.

De acordo com nota divulgada pela família do rabino, ele se destacou por ser uma “voz firme em defesa dos direitos humanos no Brasil”.

O sepultamento de Sobel deve acontecer no domingo (24), o Woodbridge Memorial Gardens, em Nova Jersey.

O rabino teve forte atuação na ditadura militar pelo esclarecimento da morte de Vladimir Herzog, não aceitando a versão oficial de que o jornalista teria cometido suicídio e autorizando que o ex-diretor da TV Cultura fosse sepultado no Cemitério Israelita do Butantã, seguindo os ritos judaicos.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Ele também foi preso roubando gravatas cara uma vez

Sancionada lei que fixa prazo de 30 dias para diagnóstico de câncer pelo SUS, após a primeira suspeita do médico

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão sancionou lei que prevê que os exames para diagnóstico de câncer devem ser realizados no prazo de 30 dias, após a primeira suspeita do médico, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, publicada hoje (31) no Diário Oficial da União.

Ela foi assinada ontem (30) por Mourão quando o vice ainda estava no exercício da Presidência, por ocasião da viagem do presidente Jair Bolsonaro.

O dispositivo altera a Lei 12.732/2012 que prevê 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento do câncer em pacientes do SUS.

O texto foi aprovado pelo Senado no dia 16 de outubro e é fundamentado no fato de que o tempo de identificação da doença impacta no tratamento e na chance de cura do paciente.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcelo disse:

    SUS tem que realizar procedimento como foi feito com prefeito de SP. Resolveu exames, diagnóstico e planejamento em 3 dias.
    Por que para um servidor público eleito (cargo temporário) foi tão eficaz e rápido e para resto da mortal população é diferente?

Devido a atrasos no SUS, até 80% de casos de câncer são descobertos em estágio avançado

Pedro da Silva, de 68 anos, esperou por seis meses por exame que comprovasse câncer Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

Foi o resultado de um exame de sangue que acendeu o sinal amarelo na vida do aposentado Pedro da Silva, de 68 anos. O PSA , proteína que, quando alta, indica câncer de próstata , estava acima do indicado. Ainda assim, era preciso uma tomografia para a confirmação. O teste, no entanto, só foi realizado seis meses depois .

O caso do morador de Volta Redonda ilustra um cenário comum no país: falta a urgência adequada em casos da doença, o que leva a diagnósticos com os tumores já em estágios avançados — como atesta relatório do Tribunal de Contas da União ( TCU ) divulgado em setembro.

— Demorou muito para fazer o exame. Só quando cheguei ao Inca é que a coisa andou — conta Silva, no ônibus da prefeitura de Volta Redonda que leva os pacientes da cidade do Sul Fluminense até o hospital na praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio.

Segundo o estudo do TCU, 80% dos cânceres de pulmão, tireoide, estômago e cavidade oral são diagnosticados em estágios mais avançados. Já a doença no cólon, reto, colo de útero, mama e próstata também têm patamar de 50% nos diagnósticos demorados.

Desde 2013, ainda de acordo com o estudo, só 6% das pessoas são diagnosticadas na primeira fase da doença. Esse é o mesmo patamar encontado desde 2013. Segundo estimativa do Inca apresentada pelo TCU, cujo estudo considera dados de 2017 em 14 estados do país, 420 mil pessoas terão câncer entre 2018 e 2019.

Na semana passada, o Senado aprovou uma lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer, em até 30 dias, exames que confirmam o câncer, após o paciente ter passado por uma consulta médica que levante suspeita da doença. O texto seguiu para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro.

Se aprovada, a mudança será incluída na lei que já estipula o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer.

Fila eletrônica

No sistema público de saúde, a responsabilidade pelo exame de confirmação da doença é dos municípios. Após o diagnóstico, a rede municipal encaminha o paciente para as redes de complexidade mais alta, a estadual ou a federal.

A organização dos exames é feita através de uma espécie de fila eletrônica. Na cidade do Rio, por exemplo, o Sistema de Regulação (Sisreg) aponta que todas as 108 mulheres com o grau mais alto de urgência terão que esperar por uma ultrassonografia de mama — um dos exames para o diagnóstico de câncer no local — por pelo menos dois meses. A primeira da fila neste momento,por exemplo, entrou no sistema em fevereiro do ano passado.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que a ultrassonografia de mama “não é o exame de rastreio ou diagnóstico de câncer, mas sim a mamografia”, que tem “número mais do que suficiente para atender à demanda da cidade”. Também diz que é preciso avaliar cada caso da ultrassonografia para explicar a demora.

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia do Rio de Janeiro, Sandra Gioia, diz, no entanto, que a ultrassonografia de mama é importante para diagnosticar o câncer quando a mamografia não consegue a confirmação do resultado.

— O que nós queremos é a detecção precoce. Aí a mamografia é indispensável e o ultrassom pode ser necessário — afirmou a médica.

Rede sem estrutura

O estudo do TCU atesta que o diagnóstico do câncer no país não está sendo realizado em tempo hábil. E revela um alto percentual de pacientes diagnosticados com a doença “em grau de estadiamento IV e V” — ou seja, os dois mais avançados dos cinco que existem.

— Uma paciente com nódulo suspeito, por exemplo, não pode entrar numa fila normal. Tem que ter tratamento especial, de urgência — defende Gioia. — A gente recebe os pacientes com os nódulos grandes, sangrando, o braço inchado. São sintomas da demora dos exames que levarão ao diagnóstico.

O estudo do TCU também destaca que a rede de exames ofertados pelo SUS não está suficientemente estruturada para possibilitar aos pacientes com suspeita de câncer receberem no tempo adequado o diagnóstico exato.

A regulação do acesso à assistência à saúde no país, segundo o TCU, possui “deficiências quanto à organização, ao gerenciamento e à priorização do acesso por meio de fluxos assistenciais no âmbito do SUS”.

O Ministério da Saúde afirmou que, em oito anos, dobrou os recursos federais destinados aos tratamentos do câncer na rede pública de saúde, passando de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,4 bilhões em 2018.

Afirma ainda que “a auditoria (do TCU) retrata uma amostra apenas dos oito tipos de cânceres mais prevalentes, o que não representa o cenário nacional”.

Segundo a pasta, o Brasil tem 309 hospitais habilitados a oferecer assistência ao paciente com câncer.

Compromisso

Presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), a médica Maira Caleffi afirmou que esteve pessoalmente com o vice-presidente Hamilton Mourão e conseguiu dele o compromisso de que a lei aprovada no Senado, que garante um exame de confirmação da doença em até 30 dias quando há a suspeita de câncer, será sancionada ainda no Outubro Rosa.

A Femama, composta por 71 instituições espalhadas por 18 estados, além do Distrito Federal, foi a responsável pela formulação da lei.

— Estive com o vice-presidente, Hamilton Mourão, e entreguei o ofício (da sanção) na sexta-feira. Ele se comprometeu pessoalmente a sancionar a lei ainda neste mês, ou através do presidente ou como presidente interino (Bolsonaro está em viagem na Ásia),— diz Caleffi.

A médica afirmou, ainda, que se encontraria com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para entregar o mesmo documento.

A aprovação pelo Senado, segundo ela, pegou todas de surpresa pelo desafio orçamentário. A pauta é objeto de críticas de setores da administração pública, uma vez que não há sinalização de verba extra — assim como ocorreu na lei dos 60 dias.

— Faríamos um ato pela aprovação, mas, graças a Deus, ela aconteceu. O próximo passo é lutar para que haja verbas. Para que a lei seja colocada em prática, são 180 dias a partir da sanção. Temos que trabalhar em uma articulação para que haja financiamento e não aconteça a mesma coisa que aconteceu com a lei dos 60 dias. Até hoje, não houve nenhum aporte extra para financiá-la.

Para Caleffi, todos estão contra o câncer e o diálogo deve ser a base do debate.

— No momento em que começamos a poder exigir e cobrar a lei de 60 dias, aprovada em 2012, começamos a perceber um represamento. Pacientes estavam parados antes do diagnóstico porque, se a doença fosse diagnosticada, o Estado teria que tratar — alega.

O Globo

 

Consumo diário de bebidas açucaradas, sejam refrigerantes ou sucos, pode elevar risco de vários tipos de câncer; estudo alerta “mão pesada”

Foto: (Deagreez/Getty Images)

Você é daqueles que sempre preferem um suco de fruta a uma latinha de refrigerante? Não adianta fazer a troca se você tiver a mão pesada na hora de adoçar – ou o costume de exagerar na quantidade. Afinal, o consumo diário de bebidas açucaradas, quer sejam elas refrigerantes ou refrescos naturais, pode elevar seu risco de desenvolver vários tipos de câncer.

Foi o que concluiu um estudo extenso, feito por pesquisadores franceses, que acompanhou 101.257 pessoas (78,7% eram mulheres) entre 2009 e 2018. A pesquisa foi publicada na revista científica BMJ na última quarta-feira (10), e é uma das primeiras a traçar uma relação direta entre consumo de bebidas doces e surgimento de câncer.

Todos os participantes do estudo eram maiores de idade, e tinham, em média, 42 anos. No começo do levantamento, eles responderam questionários sobre seus hábitos alimentares a fim de mapear as fontes de calorias diárias do grupo. A cada seis meses, eles respondiam novamente as mesmas perguntas.

A lista de itens considerados no estudo incluía 109 bebidas açucaradas ou adoçadas artificialmente – sucos de fruta diversos, refrigerantes, xaropes, refrescos, bebidas adoçadas quentes, chás, cafés, bebidas à base de leite, isotônicos e energéticos. Foram consideradas “adoçadas” bebidas que continham mais de 5% de açúcar em sua composição, além de sucos 100% naturais – sem nenhum açúcar extra e, portanto, só com o doce natural da fruta. Várias versões de suco de fruta in natura superam essa margem. Um copo de suco de uva, por exemplo, tem 14 g de açúcar. No de maçã são 10 g e no de laranja, 8 g.

Ao longo dos nove anos de análise, os pesquisadores detectaram o surgimento de 2.193 novos casos de cânceres – sendo 693 de câncer de mama, 291 de câncer de próstata e 166 de câncer colorretal. Na maioria dos casos, os tumores se manifestaram por volta dos 58,5 anos.

Em média, homens consumiam 90,3 mL de bebidas adoçadas todos os dias, contra 74,6 mL das mulheres. A partir desses valores, estimou-se o quanto o consumo poderia influenciar no surgimento de algum tumor.

A pesquisa concluiu que, a cada 100 mL de aumento no consumo diário de bebidas açucaradas, a chance de que uma pessoa sofra de câncer aumenta em 18%. Ou seja: quem tomava 190 mL (quase um copo americano) de refri ou suco adoçado todo dia teve 18% mais chances de desenvolver um tumor do que quem estava na média (até 90 mL). Esse risco é ainda maior no caso do câncer de mama e, para os pacientes considerados no estudo, chegou aos 22%.

Não se sabe ao certo qual o mecanismo fisiológico que explique o fato de as bebidas açucaradas terem relação com o surgimento de cânceres. É fato que uma dieta repleta de açúcar pode contribuir para a obesidade – o que, por tabela, amplia o risco de que alguém desenvolva até 13 tipos de câncer. Mas essa relação, de acordo com a pesquisa, não conta a história inteira.

Segundo os autores, a explicação pode estar na formação de depósitos de gordura visceral – localizada junto aos órgãos internos – e que pode facilitar a formação de tumores. Não é preciso, necessariamente, estar drasticamente acima do peso para que alguém apresente índices de gordura visceral maiores que o recomendado.

Outro fator considerado pelos cientistas é que níveis altos de açúcar no sangue podem provocar reações inflamatórias no organismo, resposta que facilita o desenvolvimento de tumores.

Ainda que o açúcar seja o fator mais determinante na conta, os cientistas pontuam que outros componentes químicos podem ter sua parcela de culpa. Um exemplo, segundo consta na pesquisa, é o 4-Metilimidazol, um dos produtos da degradação do do corante Caramelo IV – usado em refrigerantes a base de cola e energéticos.

“Estes dados mostram a importância das recomendações nutricionais em relação ao consumo de bebidas açucaradas, incluindo os sucos 100% à base de fruta, assim como outras ações, como impostos e restrições de propaganda para essas bebidas”, escrevem os pesquisadores.

Antes que você, leitor, risque qualquer líquido com o menor traço de açúcar da dieta, vale lembrar que o surgimento de cânceres pode estar ligado a diversos fatores que não a alimentação. Entram na conta poluição, prática de atividade física, tabagismo e predisposição genética, por exemplo. Você pode ler o estudo completo neste link.

Super Interessante