Embora 80 cidades contem com a moderna cobertura de telefonia celular 4G e os principais municípios do País já tenham cobertura 3G, a maior parte dos brasileiros ainda utiliza 2G. Isso deve mudar a partir de junho, quando os celulares 3G devem superar os 2G no País, prevê o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende. A predominância de uma tecnologia inferior pode ser explicada pelo alcance da cobertura.
Enquanto o 2G alcança todos os municípios brasileiros, o 3G chega a 3.473 municípios, onde vive 90% da população nacional. De acordo com a Anatel, o País encerrou o ano de 2013 com 159,7 milhões de telefones celulares 2G, enquanto os 3G ficaram em 94,8 milhões.
Mas, no início de 2013, a vantagem numérica do 2G sobre o 3G era bem maior: 194,7 milhões contra 53,9 milhões. Ao longo do ano, a tecnologia 3G cresceu 75,9% em número de usuários, enquanto a 2G perdeu 17,9% de seus clientes.
“Em junho deste ano, o 3G deve ultrapassar o 2G em quantidade de telefones”, afirmou, em entrevista ao Estado. No ano passado, 3 milhões de usuários por mês trocaram o aparelho 2G pelo 3G. “A migração foi acelerada.”
Motivos. Rezende destaca duas variáveis como responsáveis por essa mudança. A primeira é o aumento da competição entre as teles, que diminuiu o preço dos aparelhos e pacotes 3G. A segunda é o crescimento da renda dos brasileiros, que, com mais dinheiro, investem em celulares com acesso à internet.
“Esse aumento no número de usuários 3G exige cada vez mais investimentos em infraestrutura e banda por parte das empresas para que não tenhamos problemas com qualidade nos serviços”, afirmou.
Desde junho de 2012, quando as vendas de novas linhas foram suspensas pela Anatel, as teles são fiscalizadas trimestralmente pelo órgão regulador.
Outro fator que deve acelerar essa tendência é o leilão da faixa de 700 MHz, que vai oferecer 4G. Na licitação, que deve ocorrer no primeiro semestre deste ano, o governo pretende obrigar as companhias a antecipar as metas do 3G. Para alguns dos cerca de 2 mil municípios ainda sem cobertura, o prazo vai até o fim de 2019. A ideia é encurtar este período, para 2016 ou 2017.
Incipiente. Já a tecnologia 4G deve demorar mais tempo para se popularizar. A cobertura, que começou em maio nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, encerrou o ano de 2013 com 1,3 milhão de celulares em todo o País. Cerca de 200 mil por mês migram do 3G para o 4G, mas, em dezembro, foram 400 mil a mais.
O número é mais modesto do que previa o governo. Rezende acreditava que o ano se encerraria com 4 milhões de usuários no 4G. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, achava que esse número seria ainda maior. Parte disso pode ser explicada pelo valor do aparelho, que ainda custa mais de R$ 1 mil. “Ainda estamos com uma adesão tímida, mas isso é um processo que ganha escala à medida que a cobertura aumenta e que o preço dos aparelhos cai”, afirmou Rezende.
A partir de 31 de maio deste ano, as companhias terão de oferecer 4G em todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes. “Com certeza, com cobertura maior, o número de usuários também deve crescer mais.”
Segundo o diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, faltam apenas nove municípios para chegar a essa meta: Aracaju, Duque de Caxias, Feira de Santana, Londrina, São Gonçalo, São Luís, Teresina, Porto Velho e Rio Branco.
Galvão Bueno protagonizou uma cena incomum nesta quarta-feira, durante a transmissão do amistoso da Seleção Brasileira contra a África do Sul. O narrador da Rede Globo se preocupou em fazer uma propaganda da emissora e acabou por perder o primeiro gol da partida, marcado por Oscar, aos 9min do primeiro tempo. Por conta disso, se desculpou publicamente.
Galvão acompanhou a partida até o goleiro Júlio César cobrar tiro de meta após chute mal dado pelo ataque sul-africano. Então, passou a divulgar uma campanha da emissora que necessita de envolvimento do público. Em campo, o elenco brasileiro evoluiu a jogada com rapidez: Hulk lançou Oscar, que invadiu a área e tocou por cima do goleiro Williams.
Oscar pegou a bola dentro do gol e correu em festa, e mesmo assim Galvão demorou a perceber. Quando viu, sequer ensaiou o grito de gol. “Eu me fixei na mensagem que pedia para o telespectador…”, justificou. “Até imaginei que seria dado o impedimento”, continuou o narrador, conhecido pela emoção com que faz as narrações – principalmente da Seleção Brasileira.
“Tinha mudado o olho rapidamente para ler a mensagem. Peço desculpas a todos”, afirmou Galvão. No Twitter, a gafe repercutiu quase que imediatamente. Alguns internautas brincaram com o ocorrido afirmando que o narrador sofreu com a ressaca do Carnaval. Galvão Bueno narra o jogo in loco no Estádio Soccer City, em Johanesburgo.
Quando Neymar marcou o segundo gol, aos 40min do primeiro tempo, Galvão não deixou passar e gritou. Antes, no entanto, já havia intrigado o telespectador ao falar sobre os 5% da Seleção que o técnico Luiz Felipe Scolari não considera definida para a Copa do Mundo. “5% de 23 é 1.1,5 (um ponto um e meio)”, afirmou o narrador.
O Brasil mais uma vez mostrou que é um dos favoritos ao título da Copa 2014. Contra um adversário só esforçado, é verdade, fez a sua parte e venceu sem problemas nesta quarta-feira (5), no Soccer City, em Johanesburgo. A equipe bateu a África do Sul por 5 a 0 no último amistoso antes da convocação final para o Mundial. Oscar, Neymar (três vezes) e Fernandinho fizeram os gols.
Luiz Felipe Scolari aproveitou a partida tranquila para tirar suas últimas dúvidas quanto aos convocados. A lista final dos 23 jogadores sai em 7 de maio e o treinador parece mesmo estar com o grupo praticamente fechado. Um goleiro, um zagueiro, um lateral-direito e um volante são basicamente as posições em aberto para o banco de reservas. Fica espaço para uma surpresa no meio-campo. Hernanes, que desta vez não foi lembrado, corre riscos.
Como era de se esperar no amistoso que lembrou três meses da morte de Nelson Mandela, o time pentacampeão não demorou para impor sua superioridade em Johanesburgo. O primeiro gol até pegou algumas pessoas de surpresa, mas Hulk acertou um belo lançamento para Oscar sair sozinho na cara do gol. O meia só teve o trabalho de dar um leve tapa para tirar do goleiro aos 9 minutos de primeiro tempo e abrir o marcador.
O Brasil tocava a bola sem ser ameaçado pelo adversário que não se classificou para a Copa do Mundo. Em ritmo de treino, alcançou o segundo gol com sua maior estrela, aos 40 minutos da primeira etapa. Paulinho colocou na frente e Neymar não teve trabalho para chutar cruzado e ampliar o placar.
Fim dos testes
De volta ao time canarinho depois de perder seis jogos devido aos seguidos problemas de lesão, Fred pouco tocou na bola no primeiro tempo. Ainda assim, o camisa 9 é homem de confiança da tão falada Família Scolari e só deixa o grupo se não tiver mesmo condições físicas. Aos 20 segundos da etapa final, escorou para Neymar dar um lindo toque por cima do goleiro e marcar o terceiro gol. Já nos acréscimos, Neymar mostrou também mostrou sua versão oportunista e fechou a conta.
A partida seguiu na mesma toada. A novidade mesmo ficou por conta da apresentação do segundo uniforme, todo azul, com inspiração no litoral brasileiro. O goleiro Julio César foi pouco exigido e mostrou que ainda está em forma em apenas uma oportunidade, no chute prensado de Patosi.
Novidades na lista do treinador, Rafinha e Fernandinho deixaram a África em situações distintas. O lateral-direito não acrescentou muito mais que Daniel Alves e seu concorrente direto Maicon. Já o volante apareceu um pouco mais e, assim como o titular Luiz Gustavo, parece mesmo ter tomado conta da posição. Foi coroado com um golaço, de fora da área aos 34 minutos.
A seleção brasileira ainda tem mais dois amistosos antes da estreia na Copa 2014. A equipe enfrenta o Panamá em 3 de junho, no Serra Dourada, em Goiânia (GO); três dias depois, encara o Panamá, no Morumbi, em São Paulo (SP). Nenhum dos adversários estará no Mundial.
Fazendo um levantamento dos desfalques do América para o jogo desta noite contra o Potiguar, o técnico Leandro Sena não conta quase com um time inteiro.
São nove jogadores vetados pelo departamento médico e um suspenso com três cartões amarelos. Veja a relação: Andrey, Wálber, Zé Antônio, Dener, Fabinho, Rubinho, Alfredo, Max, Isac e Adriano Pardal.
Relacionados América:
Goleiros: Dida e Rafael Roballo;
Zagueiros: Edson Rocha, Cleber e Adalberto;
Laterais: Bruno, Raí e Marcelinho;
Volantes: Márcio Passos, Judson, Tiago Dutra, Jean Cleber e Val;
Meias: Rafinha, Caio e Arthur Maia;
Atacantes: Glaucio, Dalberto, Beleu Macaíba e Giovani.
Relacionados Potiguar:
Goleiros: Ramon e Roberto
Zagueiros: Anderson, Genilson e Werverson
Laterais direitos: Fidélis e Michael
Laterais esquerdos: Berg e Samuel
Volantes: Alexandre, Daniel, Magno e Rogério
Meias: Giovanni e Rayllan
Atacantes: Jone Chulapa, Lindoval e Vavá
Com informações do Vermelho de Paixão e Blog do Mecão
Policiais civis da DP de Touros, em ação conjunta com policiais militares do GTO prenderam em Santa Luzia (distrito de Touros), Lucimário Ferreira, de 19 anos, conhecido como “Esquerdinha”.
Nesta quarta-feira (5), o suspeito entrou na casa de Walter de Oliveira, de 31 anos, esfaqueou o morador e depois arrastou a vítima até o meio da rua, matando o homem com golpes de pedra na cabeça.
Segundo a Polícia, “Esquerdinha” acusava Walter de ser “dedo duro” e, em certa ocasião, ter feito denúncia(a ser esclarecida) a Polícia.
Na última terça-feira, a Agência Espacial Americana (NASA), informou que um asteróide do tamanho aproximado de um avião deverá passar bem perto da Terra. O acontecimento será nesta quarta-feira (5), às 18 horas (horário de Brasília). O asteróide chamado de DX110 tem cerca de 30 metros de diâmetro e passará entre a Terra e a Lua.
Apesar da proximidade, a agência norte-americana esclarece que o acontecimento é comum (por volta de 20 vezes ao ano) e não apresentará riscos de colisão com o planeta Terra.
As informações gerais sobre asteróides e outros objetos que circulam perto da Terra está disponível, em inglês, no site http://www.nasa.gov/asteroid.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), realiza nesta quinta-feira (06) coletiva para divulgar o balanço da Operação Carnaval, deflagrada na última sexta-feira (28.02). A coletiva está marcada para as 10h, no Auditório da Governadoria, e contará com a presença de representantes de todos os órgãos que atuaram na operação: Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, ITEP.
Para este Carnaval, entre outras medidas, foram designados 2.400 policiais militares e 150 bombeiros em todas as regiões do Estado, distribuídos de acordo com as áreas de maior concentração de foliões. Durante todo o período carnavalesco, as delegacias de plantão das zonas Sul e Norte ficaram abertas 24 horas para o atendimento ao cidadão.
O fotógrafo Márlio Forte registrou a folia do Bloco Baiacu Na Vara nesta quarta-feira (5), na Redinha, e que ainda contou com a presença de políticos. Confira abaixo:
Fotos: Márlio Forte via Panorama Político – Anna Ruth Dantas – Tribuna do Norte
De passagem pelo sambódromo do Rio, Rui Falcão, presidente do PT federal, teve de rebolar para lidar com a ira do PMDB. Candidato à sucessão estadual, o vice-governador Luiz Fernando Pezão queixou-se dos ataques do rival petista Lindbergh Farias à gestão de Sérgio Cabral.
Dias antes, o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, defendera o apoio do partido à candidatura presidencial do tucano Aécio Neves. O repórter Fernando Molica conta que, instado a comentar, Falcão insinuou que Picciani ecoa a insatisfação do pedaço do PMDB desatendido na reforma ministerial de Dilma. Ligou-o a Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara.
Procurado, Picciani reagiu com a língua em riste: “Se ele disse isso é porque é um vagabundo. Apoio o PT desde 1989 e nunca pedi cargos, recusei os que me ofereceram. Ele que não compare o PT de São Paulo com o PMDB do Rio.” Como se vê, no quesito harmonia, o blocão ‘Desunidos da Dilma’ é dez… Nota dez.
Os delegados da Polícia Federal estão insatisfeitos com seu status funcional. Desejam usufruir das mesmas prerrogativas que a lei concede a juízes e membros do Ministério Público. Reivindicam também a conversão do atual Departamento de Polícia Federal em órgão independente, dirigido por um delegado eleito pela corporação e com autonomia orçamentária. Querem priorizar suas próprias investigações em detrimento das requisitadas por promotores e procuradores.
Essa super-PF está retratada num documento elaborado pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Será debatido em assembleias da corporação em 121 cidades de todo país. E norteará as decisões a serem tomadas num Congresso Nacional dos delegados federais. Acontecerá em Vila Velha, no Espírito Santo, entre os dias 2 e 5 de abril. E resultará num movimento de pressão sobre o Executivo e o Legislativo para que as mudanças sejam implementadas.
O documento da ADPF tem 37 páginas. Pode ser lido aqui. Defende que a PF saia do organograma do Ministério da Justiça e passe a ter “status de Secretaria Especial ou órgão independente, garantida sua autonomia orçamentária e financeira, nos moldes da Advocacia-Geral da União (AGU)…”
Nessa nova estrutura, a PF passaria a exercer “o papel de órgão articulador da segurança pública nacional.” Relacionando-se com as polícias civis e militares, combateria os “crimes de repercussão nacional e internacional”. O diretor-geral da PF viraria “delegado-geral”. Seria escolhido em procedimento análogo ao do procurador-geral da República. “O delegado de Polícia Federal tem o direito de eleger seu Delegado-Geral”, anota o documento.
Os “candidatos” inscritos concorrem a uma “lista tríplice, que será encaminhada à Presidência da República para indicação, de preferência, do mais votado.” O salário do delegado-geral seria de R$ 26.533 —o equivalente a 90,25% do contracheque de um ministro do STF.
No modelo idealizado pelos delegados, a atividade de “polícia judiciária” sofreria alterações profundas. Na “nova estrutura, o delegado passaria a ser o próprio órgão da instituição, tal como ocorre na Justiça e no Ministério Público em relação aos juízes e promotores.” Teria “equipe própria” e “autonomia administrativa”.
Na “nova” PF, os delegados teriam completa autonomia para direcionar os “recursos materiais e humanos” para os inquéritos abertos por decisão deles próprios. Eis o que consta do documento: “As investigações criminais de origem externa devem receber um tratamento comum, enquanto as investigações de origem interna receberão tratamento preferencial”.
Hoje, os inquéritos solicitados por promotores e procuradores têm prioridade. No modelo dos delegados, “o orçamento e os esforços da PF deverão priorizar demandas internas, investigações da própria PF, em detrimento das demandas externas —o MP será apenas mais um órgão entre diversos outros de controle e parceiros.” O texto enfatiza: “A PF deve aumentar as investigações de ofício e priorizá-las em relação às requisições ministeriais…”
Os delegados reivindicam prerrogativas próprias dos juízes. Por baixo, querem ser chamados de “vossa excelência”. Pelo alto, desejam dispor de “vitaliciedade e imunidade funcional”. Por quê? “O delegado livre das amarras do poder político, econômico ou de criminosos, que investiga de forma idêntica os fracos e os fortes, é uma garantia para a plena cidadania e justiça social”, anota o documento da ADPF. “E o predicamento da vitaliciedade é a dimensão necessária do delegado independente, sem assombros na sua carreira, em razão das suas decisões.”
O texto acrescenta: “Seria um caos social e traria insegurança para a sociedade a possibilidade de o delegado, com base em decisões políticas ou por retaliação em razão do exercício de sua função investigativa, pudesse ser demitido ou afastado. Os delegados, no exercício da sua função, têm peculiaridades que os diferenciam e impedem a perda do cargo por decisão administrativa.”
Nesse figurino hipertrofiado, o delegado “não está obrigado a instaurar inquérito policial se entender que lhe falta justa causa.” Ainda que o pedido venha do MP ou do Ministério da Justiça, ele pode “determinar investigação policial preliminar para subsidiar a sua decisão futura.” E pode “rejeitar” as requisições invocando apenas o seu “livre convencimento”.
Mais: o superdelegado “deve ter o poder de requisitar apoio operacional-técnico-investigativo a outras instituições para o exercício de atividades tipicamente policiais”. Pode também constituir “forças-tarefas”, como são chamados os grupos temporários de investigação criados pelo Ministério Público.
Não é só: os delegados julgam-se no direito de encaminhar petições ao Judiciário sem a intermediação do Ministério Público. Querem requerer diretamente, por exemplo, quebras de sigilo dos investigados, podendo “recorrer às instâncias superiores em caso de denegação judicial dos pedidos.”
Há no miolo do texto, um parágrafo que deixará os políticos de cabelos hirtos: “O delegado de polícia federal tem o poder-dever de instaurar inquérito policial para apurar crimes eleitorais independentemente de autorização judicial ou requisição do Ministério Público.” Noutro trecho, o documento informa que os delegados planejam usar a autonomia funcional e financeira que reivindicam para dar prioridade às investigações contra o roubo de verbas públicas.
“Considerando que os recursos da PF são finitos e limitados, há necessidade de priorizar a sua aplicação, escolhendo as atividades que serão estimuladas e as atividades que serão reduzidas”, anota o documento. “…A atividade de combate ao crime organizado priorizará as investigações sobre desvio de recurso público.”
Sugere-se a criação de uma “Coordenação-Geral” voltada exclusivamente ao combate à corrupção. Controlaria “delegacias especializadas em todas as unidades da Polícia Federal”. Uma das ideias defendidas no documento é a de que pelo menos 30% da verba reservada às investigações criminais sejam aplicadas no esforço anticorrupção.
Uma dupla armada realizou um arrastão no sábado de carnaval (1), por volta de 21h, na varanda da Pousada Arraial do Marco, na praia do Marco, localizada no litoral norte do Estado. Na ocasião, os bandidos renderam quem estava no local, levando pertences, cerca de R$ 500,00 do estabelecimento e ainda uma arma de um policial federal. Em seguida, os suspeitos fugiram com destino ignorado.
A tragédia começou a ser delineada aos poucos. Em Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, Digna Medeiros, uma jovem de 29 anos que vive da mesada de dois salários-mínimos dada pelo pai, começou a ser pressionada pelo Conselho Tutelar porque não mandava seu filho Alex, um garoto franzino, que não aparentava seus 8 anos, à escola. Ameaçada de perder a guarda, mandou o menino para o Rio para que ele morasse com o pai. O encontro da criança tímida com o pai desempregado, que já cumprira pena por tráfico de drogas, não poderia ter sido mais desastroso. Horrorizado porque Alex gostava de dança do ventre e de lavar louça, Alex André passou a aplicar o que chamou de “corretivos”. Surrava o filho repetidas vezes para “ensiná-lo a andar como homem”. No último dia 17, iniciou outra sessão de espancamento. Duas horas depois, Alex foi levado para um posto de saúde. Parecia desmaiado, com os olhos grandes, de cílios longos, entreabertos. Mas não havia mais o que fazer. Estava morto.
As sucessivas pancadas do pai, provocadas porque Alex não queria cortar o cabelo, dilaceraram o fígado do garotinho. Uma hemorragia interna se seguiu, levando o menino, que também gostava de forró e de brincar de carrinho, a óbito. Apesar de a madrasta, Gisele Soares, que socorreu o enteado, afirmar que ele tinha desmaiado de repente, os médicos da UPA de Vila Kennedy desconfiaram logo de violência doméstica. O corpo de Alex, coberto de hematomas, era um mapa dos horrores que ele vinha passando. O laudo do Instituto Médico Legal descreve em muitas linhas todo o sofrimento: a criança tinha escoriações nos joelhos, cotovelos, perto do ouvido esquerdo, no tórax, na região cervical; apresentava também equimoses na face, no tórax, no supercílio direito, no deltoide, punho esquerdo, braço e antebraços direitos, além de edemas no punho direito e na coxa direita. A legista Áurea Maria Tavares Torres também atestou que o corpo magricelo apresentava sinais de desnutrição.
O posto de saúde chamou o Conselho Tutelar de Bangu, providência que nenhum vizinho do menino havia tomado. Alex morava com o pai, a madrasta e outras cinco crianças num casebre na Vila Kennedy, uma área sem UPP, onde três facções rivais travam uma guerra. Não se sabe se a lei de silêncio, que costuma imperar onde traficantes atuam, contaminou quem vivia nas casas próximas, ou se ninguém realmente sabia do que se passava no imóvel de três cômodos.
– Eu nunca escutei nada. Eu mal via o menino. Pensei até que ele já tivesse voltado para o Nordeste. Só os outros filhos saíam de casa. Acho que ele vivia em cárcere privado – diz a vizinha Wandina Ribeiro.
No depoimento que o pai, apelidado pelos vizinhos de “monstro de Bangu”, deu à polícia, há uma pista de que o menininho podia, de fato, sofrer os maus-tratos calado: “Enquanto batia, mais irritava o fato de ele não chorar, o que fazia o depoente crer que a lição que aplicava não estava sendo suficiente e que, por isso, batia mais e mais”.
Um dos conselheiros tutelares de Bangu, Rodrigo Coelho, diz que vai pedir à polícia que investigue se Alex vivia em cárcere privado. Se os vizinhos dizem não saber de nada, no colégio tampouco desconfiavam do que Alex passava em casa. Matriculado em maio de 2013 na Escola Municipal Coronel José Gomes Moreira, também na Vila Kennedy, o garoto era considerado calmo, obediente e inteligente. Teve ótimo desempenho no ano passado: nota 88 no segundo bimestre, primeiro que cursou no local, nota 100 no terceiro, e 90 no último. Este ano, não apareceu, mas os funcionários não se preocuparam: em janeiro, Alex André fora à unidade pedir a documentação escolar, dizendo que o filho voltaria para Mossoró.
O menino afetuoso, que se dava bem com os colegas, é descrito de forma bem diversa pelo pai. No depoimento à polícia, Alex André, que teve a prisão temporária decretada no último dia 19 pela juíza Nathalia Magluta e foi levado para o Complexo de Gericinó, disse que o filho “era de peitar”, “partia para dentro de você”. Segundo policiais que investigam o caso, a frieza de Alex André impressionou quem assistiu ao depoimento. Ele negou ter tido a intenção de matar, mas insistia que o filho tinha que ser “homem”.
Homofobia já tinha feito assassino rejeitar outra criança
Ninguém sabe dizer – como se isso tivesse alguma relevância – se Alex era realmente afeminado. Mas não faltam relatos de como o pai do menino era homofóbico. Sobrinha do assassino, Ingrid Moraes diz que Alex André era “cismado com essa coisa de homossexual” e rejeitava o filho mais velho, de 12 anos, por achá-lo pouco másculo. O menino, que morava numa rua próxima com a mãe, conta que a relação com o pai, que ele mal via, era cheia de segredos.
– Eu cuido da casa, mas ele nem sabia. Não acho nada demais, mas ele não aceitava muita coisa — diz o garoto, que escapou por pouco de ser surrado. – Uma vez, ele tentou, mas meu tio me defendeu.
Se poupou o filho mais velho, o mesmo não pode se dizer de outros parentes. Ingrid conta que já apanhou de Alex André, que também atacou a própria mãe
Se, em família, Alex André resolvia muita coisa no braço, na rua ele fazia valer sua condenação por tráfico de drogas (cumpriu pena por quase quatro anos) para amedrontar a vizinhança. Sem emprego fixo e vivendo de bicos, costumava consumir drogas no meio da rua e, se alguém reclamasse, dizia para não se meterem com ele.
Gisele, a mulher de Alex André, não tem sido mais vista na Vila Kennedy. Ela abandonou o lar no dia seguinte à morte do enteado, quando vizinhos ameaçaram linchá-la e atear fogo ao imóvel. À polícia, ela confirmou as palavras do marido e disse ser contrária aos castigos físicos.
Digna Medeiros, a mãe de Alex, garante que Alex André nunca foi violento com ela:
– Se soubesse, não teria deixado o Alex vir para o Rio. Ele era minha vida, nunca pensei que isso pudesse acontecer, meu Deus. Preferia que tivesse sido comigo.
Perguntada se o filho nunca havia se queixado do pai, Digna contou que só falara duas vezes com ele nos últimos nove meses.
– Eu liguei no dia que ele foi para o Rio com a aeromoça e falei também quatro dias depois. Ele disse que estava tudo bem. Depois, não consegui mais falar com o celular do pai dele. Entrei em contato com o irmão do Alex André pelo Facebook e ele disse que estava tudo bem. Confiei, afinal ele era tio do meu filho – diz.
Digna resolveu acompanhar de perto o desenrolar do caso. Deixou o bebê de 8 meses com amigos em Mossoró. O filho de 3 anos mora com os avós paternos. O mais velho, de 15, que ela não vê desde neném, ela quer encontrar no Rio.
– Tive ele muito nova, com 14 anos, não tinha a cabeça que tenho hoje. Deixei ele com o pai, lá em Honório Gurgel – diz Digna.
Digna e o conselheiro tutelar foram os únicos que participaram do enterro de Alex. Mas a cena do menino no caixão branco, de blusinha listrada, ainda marcado pela violência, foi tão forte que levou pessoas de quatro velórios que eram realizados ao lado a sair de suas capelas para abraçar a mãe.
A igreja deveria refletir um caso desse, quantas crianças sofrem de preconceito por nascerem assim, cada dia está mais comprovado que ninnguem escolhe ser gay, chegar um ponto de um pai matar um filho de porrada por causa de seus trejeitos, com todas informações que temos hoje sobre a homosexualidade, ainda aparecem Felicianos, Malafaias e Bolsonaros para incutirem que ser homosexual é pecado e estes devem ser excluídos da siciedade ou curados. Chega de preconceito e homofobia.
puxa não entendo essas pessoas falam de preconceito e quer preconceito do que isse,? dizer que líderes religiosos insultam a homofobia?
Será que isso acontece no nosso país? Com certeza que sim, aqui bandido tem proteção, justiça a favor, concelho de direitos humanos, leis brandas, ajuda de custo porque matou ou outro crime, salinha pra sexo, regreção de pena, julgar em liberdade, réu primário, corpo de delito quando prende pra não arranhar os coitadinhos, mais, infelizmente o que fazer? Apenas ver e ouvir, pra quem tem sentimento e caráter, dói e é revoltante!
É muita falta do que fazer. Falta mesmo de respeito! Durante o carnaval em Natal, nesta quarta-feira (5), a estátua de Iemanjá, na praia do meio, teve parte do braço esquerdo destruído por vândalos.
A Federação de Umbanda e Candomblé do Rio Grande do Norte é responsável pela manutenção do monumento e enviará uma equipe para avaliar o estrago e providência de reparo.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre hoje (5) a Campanha da Fraternidade de 2014, com o tema Fraternidade e Tráfico Humano e o lema É para a liberdade que Cristo nos libertou. A solenidade será às 14h, na sede da CNBB, em Brasília.
O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidirá a cerimônia, na qual será divulgada mensagem do papa Francisco para a Campanha da Fraternidade. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère e a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, confirmaram presença na solenidade.
Primeiro dia da Quaresma (período do ano litúrgico que antecede a Páscoa), a Quarta-feira de Cinzas simboliza, para os cristãos, o dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a fragilidade da vida humana, sujeita à morte, explica o arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta. A data coincide com o dia seguinte à terça-feira de carnaval e é o primeiro dos 40 dias do período da Quaresma.
De acordo com dom Orani, nesse período recomendam-se os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje praticados pelos cristãos. No Brasil, a CNBB promove todos os anos a Campanha da Fraternidade, que focaliza sempre um tema da vida social, tem o objetivo de ajudar as pessoas e é considerada um instrumento de evangelização.
Segundo dom Orani, a origem do nome Quarta-Feira de Cinzas é puramente religiosa. Neste dia, celebra-se a Missa das Cinzas – as cinzas usadas no ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A essas cinzas, mistura-se água benta. Conforme a tradição, o celebrante da missa usa as cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na testa de cada fiel, proferindo uma dessas duas frases: “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Na Quarta-feira de Cinzas, assim como na Sexta-Feira Santa, a Igreja Católica recomenda o jejum, para os que têm de 18 a 59 anos, e a abstinência de carne, a partir dos 14 anos. Além disso, incentiva-se a prática de dar esmolas. O tema da pobreza é a mensagem do papa Francisco para esta Quaresma: “Fez-se pobre para nos enriquecer”, lembra dom Orani.
Um menor foi amarrado a um poste na manhã desta quarta-feira, após ser espancado. O motivo da agressão seria uma suposta tentativa de furto à um trailler em Campo Grande, na zona oeste do Rio. O menor passou pelo Hospital Estadual Rocha Faria para exames e voltou para a 35ª DP onde conversa com a delegada.
Em janeiro, um adolescente foi amarrado nu a um poste e espancado por um grupo de cerca de 30 homens que se autodenominavam “justiceiros”. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e, desde então, situações de justiça com as próprias mãos têm vindo à tona frequentemente.
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