Adolescente de 17 anos é encaminhado para o Fórum de Suzano. Reprodução/Record TV
O adolescente de 17 anos apreendido nesta sexta-feira (15) pela Polícia Civil por suspeita de participar do planejamento do massacre na Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, havia concedido uma entrevista exclusiva ao programa Balanço Geral SP, da Record TV, na última quinta. No entanto, o jovem não revelou na gravação o envolvimento com os assassinos na elaboração do plano criminoso e se apresentou apenas como uma testemunha da tragédia.
“A gente gostava bastante de videogame, bastante de armas. A gente sempre gostou bastante de armas. Basicamente isso. Ele era quieto, mas era querido. Ele não sofria bullying. Ele era o cara que fazia bullying”, revelou o adolescente com exclusividade ao apresentador Matheus Furlan.
O jovem disse ainda que a intenção dos assassinos era matar ainda mais pessoas. “Tudo o que ele fez, etava planejando. Pela munição que levou, ele queria matar mais pessoas. Pelo menos 50 mortos”, revelou.
A irmã do adolescente ajudou no planejamento do ataque teria sido poupada por um dos assassinos durante a invasão à escola Raul Brasil, na última quarta. “Eu acho, inclusive, que ele deixou ela (irmã) sair. [Meus pais] Choraram bastante.”
O rapaz acredita que Guilherme pode ter se inspirado no massacre de Columbine, nos Estados Unidos, ocorrido em 1999, quando 15 pessoas morreram, incluindo os dois atiradores.
“Ele gostava bastante de um caso nos Estados Unidos, da escola Columbine, que jovens entraram lá e mataram muita gente. Ele falava ‘se eu entrava naquela escola, eu fazia isso, isso e isso”.
Depoimento
O jovem chegou ao Fórum da cidade por volta das 11h desta manhã, acompanhado da mãe e de um delegado da Polícia Civil para ser ouvido por representantes do Ministério Público do Estado.
Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do adolescente, após determinação da Justiça. A partir do depoimento concedido ao MP, será decidido se haverá internação. Em virtude das determinações do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o processo tramita em segredo de Justiça.
Troca de mensagens com assassino
Funcionários do estacionamento no qual os assassinos deixavam o carro alugado para a ação – e onde planejavam o crime – contaram em depoimento à polícia que viram três pessoas.
O jovem se comunica com Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, por mensagens no WhatsApp. Na conversa, ambos falam sobre treinamento em um estande de tiros.
Aeroporto Santos Doumont (RJ): É preciso ficar atento às condições dos planos de milhagem Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Cada vez mais consumidores vêm aderindo a programas de pontos — em tempos de crise econômica, a troca por prêmios ou descontos é bem-vinda. No entanto, nos últimos três anos, o número de reclamações relacionadas aos planos de fidelidade aumentou significativamente: 344% no portal de intermediação de conflito Consumidor.gov.br, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). No mesmo portal, as reclamações referentes a fidelidade de empresas aéreas cresceram 211%.
Os aumentos foram identificados em estudo do grupo de pesquisa sobre práticas comerciais abusivas da UniCEUB, coordenado por Ricardo Morishita. Embora em sua maioria os casos tenham sido solucionados, o aumento no número de queixas chama a atenção.
Segundo o professor, os dois principais problemas envolvendo programas de fidelidade no setor aéreo são a falta de informação e a agressividade das ofertas.
— Há dificuldade em compreender as informações dos sites — explica Morishita.
O professor lembra que um dos princípios do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é a transparência, que permite que o cliente faça uma escolha consciente.
— Há uma engenharia financeira por trás dos programas de pontos. As pessoas resgatam passagens muitas vezes sem informações básicas, como o valor da milha em reais. E, assim, não sabe se está pagando caro ou barato pelo tíquete aéreo — diz Morishita.
Atenção no resgate
Há três anos, a estudante de jornalismo Fernanda Freitas, de 26 anos, começou a acumular milhas. Com o tempo, percebeu que não acumulava tantos pontos com cartões de crédito e passou então a fazer compras por meio dos sites dos próprios programas de fidelidade. Ela já conseguiu viajar duas vezes para Londres e irá este mês para a Argentina.
— Sempre tinha que conferir meu saldo, cobrar a loja em que eu havia feito a compra e checar o programa de fidelidade, que nunca creditava os pontos no prazo estabelecido. Muitas vezes o cliente esquece de conferir. Além disso, não é fácil entender os sites dos programas — conta Fernanda.
Segundo o estudo d o grupo de Morishita, a Smiles, da Gol — plano com maior número de participantes do país (15,5 milhões) —, é a que mais registrou queixas nos últimos três anos, sendo 3.278 só em 2018. Em seguida, com 1.421 reclamações, vem a Multiplus (13 milhões de cadastrados), que está em processo de incorporação total à Latam até 2024. A Tudo Azul (10 milhões de clientes), da Azul Linhas Aéreas, teve 1.228 queixas, e o programa Amigo (6 milhões), da Avianca, 440 queixas no Consumidor.gov.br.
— Temos um desafio imenso em relação ao consumidor, o número de reclamações é preocupante. Somente em 2018, emitimos 5,8 milhões de passagens. Por mês, enviamos cerca de 120 milhões de e-mails promocionais. Se compararmos o número de queixas com o de transações, verificamos uma melhora no índice — disse Leonel Andrade, presidente da Smiles.
A Latam e a Avianca não comentaram o aumento nas reclamações. As duas afirmaram estar constantemente empenhadas em aumentar a satisfação dos clientes. Já a Azul diz que, nos últimos 12 meses, mais de 75% dos clientes tiveram suas queixas resolvidas.
Em janeiro, a Multiplus mudou algumas de suas regras e também houve queixas de consumidores sobre falta de clareza nas informações.
Max Oliveira, CEO da MaxMilhas, site especializado em na negociação de milhas, lembra que algumas aéreas vêm dificultando as condições para o consumidor, limitando, por exemplo, o resgate de passagens por CPF. Para se proteger de armadilhas, o consumidor deve pesquisar antes de aderir.
— Além disso, é preciso pesquisar o custo-benefício de entrar em um programa em que você se compromete, por exemplo, a pagar uma mensalidade em troca de pontos.
Saiba como usar melhor os pontos
Qual é seu perfil?
Quanto a pessoa gasta é determinante no mundo das milhas e pontos. Os cartões de alta renda, por exemplo, podem gerar até três vezes mais pontos, além de oferecer vantagens como acesso a salas VIP e a seguros de viagem. Mas a anuidade é mais cara. Por isso, é essencial identificar seu perfil para o cartão não se tornar um vilão do seu orçamento.
Caro ou barato
Ao avaliar o resgate de passagem , informe-se sobre o valor da milha em reais (nos sites das companhias aéreas, é possível simular o valor na opção de compras milhas). Só assim , diz Morishita, é possível avaliar se está pagando caro ou barato pelo bilhete.
Como acumular
É possível acumular milhas no cartão de crédito,na aquisição de pontos nos próprios programas de fidelidade, na assinatura de clubes de vantagens, em bônus de transferências e também em viagens de avião, diz Max Oliveira, diretor executivo da Max Milhas. Há quem aconselhe concentrar tudo em um único programa de fidelidade.
Antecedência
A maioria das empresas aéreas começa a venda até 330 dias antes do voo. Ao planejar data e destino, é possível aproveitar melhor as promoções e é mais fácil conseguir assentos, diz Fábio Vilela, um dos fundadores do site Passageiro de Primeira.
Atenção às ofertas
Ao receber oferta para o uso das milhas ou bônus de pontos, verifique as condições e validade. Se faltar clareza, reclame com a empresa e órgãos de defesa.
Viajar para o Brasil durante o mês de abril saindo de João Pessoa ao invés de Natal representa uma economia de 22,5% na hora da aquisição das passagens aéreas. É o que mostra um levantamento feito pelo site Agora Eu Voo, especializado em barganhas de viagens, que foi publicado nesta sexta-feira (15). Em algumas datas, a diferença chega a ser de 112%, ficando o trecho R$ 359 mais barato.
O Agora Eu Voo simulou, quarta e quinta-feira (13 e 14), viagens nos 30 dias do mês de abril para São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, destinos para os quais Natal e João Pessoa possuem voos regulares diretos. Foram 240 simulações ao todo a partir das duas cidades. A capital federal é a que custa menos saindo da Paraíba: as passagens são em média 26,9% mais baratas.
São Paulo é a única cidade para a qual, em todos os 30 dias do mês, custa menos viajar por João Pessoa. As passagens são 23,6% mais baratas. Para o Rio de Janeiro, em 72% do mês, a saída pela Paraíba é 17,2% mais em conta. Apesar de Salvador fugir a regra e ter, na maioria das datas, passagens mais baratas a partir de Natal, é para lá que está a maior diferença. Em 14 de abril, por exemplo, o trecho está 112% mais caro, R$ 677 de Natal contra R$ 498 de João Pessoa.
Eu se fosse dono de empresa de onibus criaria 1 linha Natal/aeroporto Castro Pinto.Fica a sugestão.Será q tem algum dono de van q faz este percurso regularmente?Poderia ser o horário dos voos e compatibilizar.Com 1 boa divulgação com certeza haveria interessados.Eu sou 1.
Deixa vê se eu entendi, a passagem aérea aqui é uma das mais caras do país e o governo anterior dizia que a mesma ficaria mais barata porque o preço do querosene de aviação seria o mais barato. O que deu errado? Espero que o governo atual não cai no mesmo conto do vigário, ofereçendo mais isenção a essas companhias.
Caro Julio eu já discordo da sua colocação sobre a insegurança nesse percurso, pois tenho colegar – vários – que fazem o mesmo que a Sylvana; infelizmente Macaíba é uma área totalmente insegura e sem comando! E a Zona Norte não fica atrás…
Mais Julio, eu concordo quando você terce comentário quanto a segurança em todo estado!
Pode acreditar: ninguém quer correr o risco de ir para o Aeroporto de São Gonçalo, inclusive a noite que nem iluminação na parte entre Parnamirim, Macaíba e ao Acesso Sul totalmente as escuras.
-andré sylvana esta certa fui assaltado uma vez ia eu e minha esposa quando três meliantes dentro do carro atiraram em direcão ao meu carro,parei nas proximidades que da acesso a guanduba eu me rendi meus dois filhos ficaram traumatizados choraram muito,minha esposa não viajou neste dia adiou o voô para o dia 2 de janeiro,isto aconteceu no dia 30 de dezembro do ano passado,ela ia visitar sua irmã em florianópolis teve que adiar para 2 de janeiro,e tivemos que ir a joão pessoa pagamos a passagem 27% mais barata e viajem super tranquila e os preços das lanchonetes e restaurantes do aeroporto castro pinto 14% mais baratas,no dia tinha muita gente daqui de natal e rn e estavam animados pelo preço e a viajem tranquila a joão pessoa e a cidade bem arborizada e bem urbanizada gostei de jampa!
andré o aeroporto castro pinto de joão pessoa cresceu quase 50% o número de voôs,tanto oriundas de natal como até de mossoró ja vi gente por la,preços em conta,mais barata,viajem tranquila,cidade bonita,muitas viaturas andando patrulhando perto do aeroporto!
Parabéns Henrique Alves, esse foi o seu presente de grego para RN. O povo não é mais besta.
Preço dos Combustíveis mais baratos;
Comércio com preços melhores;
Metro quadrado dos imóveis mais barato;
Funcionalismo com salário em dia;
Agora passagens aéreas com essa diferença.
Eita inveja, se pudesse mudaria para morar e trabalhar por lá.
Hoje moro na Zona Sul de Natal e viajar usando o Aeroporto de João Pessoa é muito mais seguro do que ir para o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante… sem contar com a tranquilidade do trânsito para Aeroporto Castro Pinto, mesmo rodando 160 Km.
A insegurança em Macaíba e na ZN de Natal é tão grande que nem em horário diurno é viável arriscar!
Vc só pode tá brincando, a BR 101 na altura de goianinha tem vários casos de ataque com pedras a carros e caminhões, vários assaltos em Parnamirim nos semáforos da BR 101, todo estado dominado por facções criminosas, aí vc quer dizer que perigoso é ir para o aeroporto de São Gonçalo, perigoso tá todos os lugares, saiu do condomínio, casa e trabalho ninguém é de ninguém, só Jesus para salvar.
Um assalto no fim da manhã desta sexta-feira(15), na esquina da rua Trairi com a Avenida Campos Sales, no bairro de Petrópolis, na Zona Leste de Natal, resultou em confronto com a Polícia Militar. Na ocorrência, dois suspeitos baleados e mais dois presos.
Segundo a Polícia Militar, o alvo dos bandidos foi o Centro de Referência Especializado de Assistência Social(Creas). Após recolherem objetos do local, foram surpreendidos pelos policiais, no instante que embarcavam em um táxi para fuga. Na ocasião, houve troca de tiros e os marginais foram neutralizados.
Os detidos foram encaminhados a Central de Flagrantes.
Zezinho do Camarão, dono de um restaurante em Brasília Teimosa (Fábio Zanini/Folhapress)
(Fábio Zanini)
Saída Pela Direita está no Nordeste, para um mergulho por redutos do conservadorismo numa região que historicamente é reduto eleitoral do PT e de Lula.
Mas algo está mudando por lá, como mostrarei em uma série de posts nos próximos dias. O primeiro é sobre a comunidade de Brasília Teimosa, no Recife (PE).
Há 46 anos ocupando um sobrado com vista para a praia do bairro de Brasília Teimosa, no Recife (PE), o restaurante Império dos Camarões recebeu duas vezes a visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em ambas, o petista ficou na cozinha de papo com o proprietário, José Bezerra dos Santos, 69, enquanto camarões suculentos eram preparados para ele e sua comitiva.
Na época, início do seu governo (2003-10), Lula ganhou o voto de Santos, conhecido como Zezinho do Camarão, um self-made man que começou vendendo caldinho numa barraca na areia.
Mas hoje, Zezinho é apoiador entusiasmado de Jair Bolsonaro e diz que PT nunca mais. “Esse país virou zona. Quem manda hoje é o malandro. Espero que o Bolsonaro seja o cara para consertar”, diz.
Localizada na ponta norte da praia de Boa Viagem, Brasília Teimosa era uma insalubre comunidade de palafitas quanto Lula assumiu a Presidência, em 2003. O petista incluiu a favela em sua primeira viagem após a posse, levando ministros a tiracolo.
Prometeu urbanizar o local e cumpriu: quase todas as palafitas foram retiradas, e os moradores ganharam casas. Uma agradável orla surgiu no local.
A obra impulsionou o restaurante de seu Zezinho, como ele mesmo admite. Hoje, o local atende a uma clientela que inclui executivos de bairros distantes que vêm provar seus pratos.
Mesmo com todo o simbolismo de ter sido transformada na era petista, Brasília Teimosa vive uma onda de bolsonarismo. Numa localidade em que o PT sempre nadou de braçada, o resultado do primeiro turno da eleição no ano passado foi surpreendente: Bolsonaro ficou em primeiro lugar, com 3.346 votos, contra 3.180 de Fernando Haddad (PT). No segundo, Haddad recebeu os votos de outros candidatos e teve 57% contra 43% do atual presidente.
Brasília Teimosa é uma comunidade densamente povoada com cerca de 35 mil moradores, em ruas estreitas, mas todas asfaltadas, com calçada, casas e comércio. Menos de 10% da população ainda vive em palafitas.
O nome é um certo samba do crioulo doido. No início era apenas Brasília, uma homenagem à nova capital que surgia mais ou menos na mesma época da formação do local, nos anos 1950. Depois acoplou-se o adjetivo “teimosa”, porque a comunidade de pescadores que ali se instalou não se intimidava com as remoções de barracos do governo e sempre voltava.
Radialista aposentado, Wilson Lapa, 59, é o principal líder político do pedaço. Há 13 anos preside o conselho de moradores do bairro, e está no quinto mandato seguido. “Eleição aqui é uma guerra. Haddad contra Bolsonaro é fichinha”, diz, sentado em sua sala num sobrado que é a sede da associação.
Wilson Lapa, presidente do conselho dos moradores de Brasília Teimosa (Fábio Zanini/Folhapress)
É outro ex-lulista que se bolsonarizou, como muitas das pessoas com quem conversei numa tarde no bairro na última segunda-feira (11). Filiado ao Patriota, legenda de direita com a qual Bolsonaro chegou a flertar, Lapa pensa em se candidatar a vereador no ano que vem.
“Torço por ele [Bolsonaro]. Está tentando moralizar as verbas que são enviadas sem critério para a cultura e para essas ONGs ligadas a petistas”, afirma. Com um filho que é instrutor de tiro, também defende o maior acesso a armas proposto pelo presidente.
Por enquanto, Lapa acha que as acusações contra o presidente e seu partido são apenas jogo da oposição. Faz um único reparo a Bolsonaro. “Ele não devia ter compartilhado aquele vídeo [mostrando ato pornográfico no Carnaval de São Paulo]. Pelo menos sabemos que não mudou, ainda é o mesmo Bolsonaro de sempre”.
No dia que conversamos, Lapa planejava organizar uma caravana para ir a Brasília denunciar as ameaças que a xará recifense sofre. A especulação e o apetite do mercado imobiliário pelo terreno onde está a comunidade, que fica pouco distante da Recife turística, já levaram a um salto no preço dos aluguéis de casas simples, diz ele.
“Precisamos de proteção, quero falar isso ao Bolsonaro. Ou a um ministro. No mínimo, estendo uma faixa na praça dos Três Poderes”, diz. Por enquanto, o bairro é uma zona de proteção social e está a salvo da construção de novos edifícios, mas os moradores dizem que é preciso manter mobilização constante para que a legislação não mude.
Lapa é evangélico da denominação batista, e o número de igrejas no bairro pode ajudar a explicar o crescimento da direita em Brasília Teimosa. São mais de 30.
Edmilson Macena, 46, cursa o seminário para se tornar pastor. Diz que tem carinho e afeto por Lula, mas votou em Bolsonaro por uma “questão moral e cívica”. Também afirma que se desiludiu com os petistas pela sucessão de escândalos. “Sempre votei no Lula. Mas onde há fumaça há fogo”, diz.
Uma razão prática o levou à desilusão com o PT. No governo Lula, tinha um tio, duas irmãs e um filho empregados nas obras do porto de Suape, região metropolitana de Recife. Terminado o contrato, foram todos para a rua e tiveram dificuldade em se recolocar profissionalmente.
Sobre as acusações contra o presidente, ele prefere esperar. “A gente não tem muito conhecimento dos fatos. Mas ele está dizendo que tem que investigar, o que já é uma mudança”, diz.
Macena é dono de um mercadinho que fica protegido da rua por grossas grades pretas.
O comerciante Edmilson Macena, dono de um mercadinho em Brasília Teimosa (Fábio Zanini/Folhapress)
O bairro não é especialmente perigoso, mas há muito consumo de crack, o que traz o risco permanente de violência. A fala grossa de Bolsonaro ao tratar do tema da segurança o agrada.
De frente para a orla, a ONG “Brasília Teimosa Driblando o Crack” tentar afastar crianças e adolescentes do vício com aulas de futebol e atividades recreativas. Seu fundador, o professor de educação física Luiz Fernanda Silva Neto, diz que teve 27 alunos entre 14 e 19 anos assassinados por causa da droga em 26 anos de trabalho social na região.
A nova desgraça do bairro, diz ele, é uma droga batizada de “pó virado”, que mistura crack moído com ácido bórico e é inalada. “Deixa o cara extasiado”, afirma. Na comunidade, estima o professor, apenas de 5% a 10% dos jovens vêm de famílias estruturadas. A maioria cresce sem pai.
Ele já votou em Lula e andava de broche e camisa vermelha em eleições. “De repente, o homem que era uma referência internacional manchou seu nome”, avalia. Foi então de Bolsonaro, “para ter uma mudança radical”.
Mas não está gostando muito desse início de governo. Acha que é preciso explicar melhor as acusações que surgiram e não aprecia a intromissão dos filhos nos assuntos de governo.
“Quando Bolsonaro entrou eu dava a ele nota 10. Agora, pra mim caiu pra 7”, diz o professor.
Nem Freud explica!! Os caras melhoraram de vida, alguns cursaram faculdade…Agora, torcem por um presidente que pretende acabar com o direito à aposentadoria. Melhor definição de Brasil foi feita pelo Tim Maia: "Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e POBRE É DE DIREITA".
O Pleno do Tribunal de Justiça do RN deu provimento a um mandado de segurança (MS) movido pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Direta (Sindasp) e pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai) contra decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) que questionou o cálculo do valor do vencimento básico pago aos servidores ocupantes do grupo de nível operacional, ativos e inativos, integrantes do quadro de pessoal do Estado do Rio Grande do Norte.
De acordo com a decisão do Acórdão n°124/2018-TC, proferida pelo TCE e alvo do mandado de segurança, o quantitativo pago atualmente pelo Estado à categoria estaria em desacordo com a tabela fixada pela lei que rege a matéria, uma vez que o valor vem sendo atualizado de forma automática, com indexação sobre o salário mínimo, sem aprovação de lei específica.
Já os sindicatos argumentaram que o ato do TCE seria inconstitucional porque determina que o vencimento mensal a ser pago para mais de 3.100 servidores públicos, pelo exercício de cargo público, seja inferior ao salário mínimo, sem o devido processo legal, além de violar os artigos 53, 54 e 43 da Lei Complementar Estadual nº 122/94.
Decisão
O desembargador Amaury Moura Sobrinho, relator do caso, destacou que a Constituição Federal assegura que a menor contraprestação nacional deve ser igual ao salário mínimo, pelo que aos servidores, aprovados em concurso público, é assegurado o pagamento da remuneração respectiva e em valor compatível com o salário mínimo vigente, sob pena de patente ilegalidade e enriquecimento ilícito da Administração Pública.
O voto também enfatizou que o reajuste do valor dos vencimentos básicos dos servidores do grupo de nível operacional da LC n°432/2010, com base no salário mínimo vigente, encontra previsão legal no artigo 54 da LC n°122/94 – Regime Jurídico Único dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte, segundo o qual o conceito de remuneração, para fins de atendimento ao direito de recebimento de remuneração não inferior ao salário mínimo, excluem-se todas as vantagens individuais e as relativas à natureza e ao local de trabalho.
“Neste contexto, infere-se que o reajuste do valor dos vencimentos básicos dos servidores do grupo de nível operacional da Lei Complementar Estadual nº432/2010, com base no salário mínimo vigente, realizado pelo Estado do Rio Grande do Norte, é possível legalmente e constitucionalmente”, ressalta o relator do MS, desembargador Amaury Moura.
A decisão acolhe, então, o pedido formulado pelas duas entidades sindicais, que pleitearam que o Conselheiro Presidente do TCE-RN se abstenha de praticar todo e qualquer ato contrário ao direito concedido à categoria profissional nos seus vencimentos mensais.
(Mandado de Segurança nº 0802766-34.2018.820.0000) TJRN
O Governo do Estado dá início nesta sexta-feira (15) ao pagamento da primeira parcela dos salários do mês de março com o depósito integral aos servidores que recebem até R$ 6 mil (valor bruto) e ainda 30% de quem ganha acima desse valor; os outros 70% para esta categoria de faixa salarial, assim como o salário integral dos servidores lotados em pastas com recursos próprios, será concluído dia 29 deste mês.
A pasta da Segurança Pública, incluso a Secretaria de Justiça e Cidadania, independentemente da categoria salarial, receberá hoje 100% do salário. Com isso, o Governo do Estado adianta o salário para 70.47% de sua folha (ou 69.406 servidores), correspondente a R$ 268,4 milhões, de um total de R$ 482,5 milhões (valor bruto da folha do Estado com pessoal).
“Este é o resultado do esforço do Governo do Estado em honrar o pagamento do salário do servidor em dia, conforme promessa de campanha. E mantemos também nossa atenção redobrada para conseguir recursos extras e ajustar as finanças do Estado para quitar o passivo deixado pela última gestão”, pontuou o secretário estadual do Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire.
Com mais de duas folhas salariais ( parte de salários de 11, 12 e 13° de 2018) retidas e acumuladas, é óbvio que o governo ( impessoal) tem recursos financeiros sobrando para antecipar vales para os servidores e também "negociar " com seus parceiros, os sindicatos…. Lógico e óbvio!
Se o negócio fosse ruim, ninguém queria ser governador …!!! é muito mi, mi,mi e o nosso dinheiro sendo usado para outras coisas, só pode!!!!!e o outro nos deu esse calote e nao é punido em nada!!!
Cientistas acharam evidências do evento extremo que ocorreu em 660 a.C. — e alertam que não estamos preparados caso algo dessa magnitude aconteça de novo
(Xurzon/Getty Images
O Sol é um pouco como uma montanha-russa. Tem altos e baixos. Em certos períodos, está bem tranquilo; em outros, apresenta intensa atividade, com explosões que arremessam grandes quantidades de partículas de alta energia pelo Sistema Solar. Quando a Terra dá o azar de estar no meio do caminho, ocorrem as chamadas tempestades solares. Nos últimos 70 anos, cientistas têm monitorado esses eventos em tempo real. O mais violento deles acaba de ser descoberto: ocorreu no passado, mais de 2,6 mil anos atrás.
Uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, analisou amostras de gelo coletadas na Groenlândia. Elas contêm material formado nos últimos 100 mil anos — e guardam registros de tempestades solares do passado. No estudo, publicado na última segunda-feira (11) no periódico PNAS, os cientistas descrevem a descoberta de uma tempestade solar violentíssima que ocorreu no ano 660 antes de Cristo.
Nessa época, a democracia ainda nem havia sido inventada em Atenas, na Grécia Antiga. Outras pesquisas revelaram que fenômenos parecidos aconteceram nos anos 775 e 994 da era cristã, mas nenhum deles com tamanha intensidade. Mesmo tendo ocorrido há muito tempo, a megatempestade solar, terceira a ser documentada indiretamente por indícios na natureza, causa preocupação aos pesquisadores.
“Se tivesse acontecido hoje, os efeitos seriam severos em nossa sociedade high-tech”, disse em comunicado o geólogo Raimund Muscheler, um dos autores do artigo. Apesar de não representarem um risco direto à nossa vida, esses eventos são péssimos para tecnologias das quais somos muito dependentes. Rede elétrica, sistemas de comunicação, satélites, tráfego aéreo: tudo isso e muito mais pode acabar comprometido pelas partículas de altíssima energia lançadas em uma tempestade solar.
Em tempos recentes, esses fenômenos causaram apagões em Quebec, no Canadá (1989), e em Malmö, na Suécia (2003). Se episódios menores já provocam estragos, algo com a proporção daquilo que ocorreu em 660 a.C. seria um verdadeiro desastre. E, segundo os pesquisadores, não estamos preparados tecnologicamente para lidar com isso.
“Nossa pesquisa sugere que os riscos atualmente são subestimados, precisamos nos preparar melhor”, afirma Muscheler. Como a própria história nos conta, cedo ou tarde o Sol manda grandes tormentas em nossa direção. Agora que se sabe um pouco mais dos perigos, a ciência vai tentar descobrir maneiras de proteger nossa civilização dessas supertempestades.
É destaque no Blog do Dina – por Dinarte Assunção. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, articulou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, uma estratégia para fazer governadores de oposição apoiarem a reforma da previdência.
Ou os governadores aderem ao pacto ou as mudanças que serão votadas no Congresso Nacional vão incluir uma emenda.
Wagner Moura fala sobre o filme “Marighella” em encontro com jornalistas no Festival de Berlim, na Alemanha. Imagem: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency/Getty Images
Wagner Moura foi para Cuba – literalmente. Tantas vezes “aconselhado” em redes sociais a ir para a ilha socialista que parece até que o ator resolveu aceitar a sugestão. Mas o motivo foi outro: as filmagens de “Wasp Network”, longa do cineasta francês Olivier Assayas (de “Depois de Maio”). Só que antes de embarcar para a terra de Fidel, em fevereiro, o baiano fez uma passagem relâmpago pelo Festival de Berlim, onde aconteceu a première mundial de “Marighella”, sua estreia como diretor.
Biografia de um dos líderes da luta armada contra a Ditadura Militar, nos anos 1960, o filme ganhou aplausos nas sessões de imprensa e de gala. Mas as críticas foram divididas: em geral, questionaram a visão muito parcial de Moura sobre o personagem (o longa tem um viés abertamente de esquerda), mas louvaram a urgência de narrar uma história de resistência no contexto brasileiro bolsonarista de 2019.
Exatamente por ter um forte diálogo com o Brasil conservador de hoje, a ideia era que o filme estreasse o quanto antes, mas ainda não há previsão de chegar aos cinemas. A distribuidora Paris Filmes, já encarregada do lançamento desde a fase de produção, diz, por nota, que a entrada em circuito será definida “em função do cenário previsto no calendário de estreias, que, por ora, estaria muito competitivo”.
Por conta das filmagens em Cuba, Moura só teve um dia em Berlim para promover seu filme. E o UOL conversou com o ator e diretor. Na entrevista, Moura é bastante combativo ao governo Bolsonaro e à direita brasileira. Diz de onde vem sua admiração por Carlos Marighella e que vê em parte da juventude brasileira atual características do guerrilheiro. Relata que se sente vítima de uma campanha de descrédito e que existe no país uma cruzada contra a arte. Confira.
O fascínio por Marighella
Marighella em 1939, em uma de suas prisões; ele foi um dos líderes da luta armada contra a ditadura Imagem: Comissão da Verdade do Estado de São Paulo/Reprodução/BBC
“Sou de Salvador, que também é a terra de Marighella. Ele sempre foi um nome importante e conhecido para todos os interessados na história da resistência do Brasil. Não era somente alguém que participou da resistência à Ditadura nos anos 1960 e 1970, mas também da resistência em toda a história do país em geral – como a dos Malês [1835], de Canudos [1896]… O Brasil tem um histórico de resistência, é um dos países com uma das maiores diferenças sociais do mundo. Então é natural haver isso.
Nasci em 1976, Marighella foi assassinado em 1969, então eu nasci durante a Ditadura. Mas o que eu acho meio louco é que minha geração é muito diferente da anterior, a de quem lutou contra [o regime militar]. Os jovens de hoje em dia são mais próximos daquela geração – se você vai às escolas públicas hoje, encontrará uma juventude algo ‘marighellesca’. Minha geração já era mais alienada, a ditadura estava em transição para a democracia.”
“Então eu tenho fascínio por quem quis fazer algo não só por si mesmo. Eu cresci pensando em família, profissão, coisas do capitalismo, mas houve um momento no mundo em que pessoas morriam por seus ideais. Que lutavam não só por elas mesmas, mas também em nome das outras pessoas”
Campanha contra a arte
“Meu pai era um sargento da Marinha. Não falávamos de política. Acho que comecei a pensar em política quando fui para o teatro, em Salvador, quando tinha uns 15 ou 16 anos. A arte é sempre um ambiente que te faz pensar. E é por isso que agora, no Brasil, há uma grande campanha contra a arte e a cultura. Contra o pensamento crítico, contra os livros. E se você estudar a história dos governos fascistas pelo mundo, verá que esses são os primeiros sinais, que isso é o vento que antecede a tempestade.
sso e a mudança semântica, que também acontece agora no Brasil. Ou seja, as pessoas começam a falar: ‘Ah, não foi o ‘Golpe de 1964’, foi o ‘Movimento de 1964’ ‘. Ou: ‘A ditadura não foi tão severa no Brasil, foi mais branda do que no Chile e na Argentina’. Esse tipo de porcaria.
Acredito que é difícil afastar o Brasil disso agora, já que temos um governo de extrema-direita. Esse [o filme] é o tipo de narrativa que as pessoas não querem ouvir, especialmente depois de toda essa campanha contra a arte. E também contra mim, em particular.”
A participação da ALN
“Eu fiz o filme que eu queria ter feito, estou feliz com ele. Todos os personagens são amálgamas de pessoas reais diferentes. Não quis que ninguém da ALN [Ação Libertadora Nacional, grupo guerrilheiro de Marighella] fosse ao cinema e se reconhecesse. A ALN era um grupo grande, com centenas de pessoas, e no filme você vê 12. É uma ficção, não é um documentário, há muitas situações que nunca aconteceram, há muitos personagens que foram inventados. Mas o filme é bastante ancorado em estudos que tínhamos.
Eu já estava interessado no assunto, mas [o jornalista] Mario Magalhães lançou o livro dele [‘Marighella: o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo’, no qual o filme se inspira] em 2012, e nós filmamos em 2017. O roteiro foi muito rigoroso, muitas pessoas que fizeram parte da ALN e da guerrilha conversaram com a equipe. Foi um processo muito longo. Ensaiamos o filme como uma peça de teatro por quase dois meses e meio.
Preparado para tudo
“A única censura, ou melhor, o único boicote que sofremos foi financeiro – ninguém queria dar dinheiro a esse filme. Vai ser extremamente difícil lançar. Eu espero gente jogando merda na tela, vaiando o filme, agressões físicas. Estou preparado para tudo. Essas coisas provavelmente vão acontecer. Ao fazer o filme, claro, disseram que iam invadir o set e dar porrada, blá blá blá, mas não aconteceu – graças a Deus. Não quero que a esquerda, em especial, vá ao filme esperando um documentário sobre Marighella, porque esse trabalho só funciona como ficção. Se você vê o filme tentando achar personagens reais e etc, vai ser decepcionante”
Mamadeira de piroca
“Já está acontecendo uma campanha de descrédito de minha pessoa. É horrível, mas estou pronto. Antes de vir para Berlim, dei entrevista para o portal de esquerda Brasil de Fato. No final, disse que adoraria ter uma troca de ideias com alguém da direita brasileira. Mas quando eu olho para o espectro da direita no Brasil, eu não vejo ninguém com quem eu de fato gostaria de sentar para conversar, porque são tão agressivos, medíocres.
Logo depois de dizer isso, achei que muitas pessoas gravariam vídeos dizendo: ‘Wagner Moura, deixa eu te explicar as coisas’, provando que eu estou errado. Mas o que fizeram? Um vídeo dizendo que eu estava cheirando cocaína quando gravei a entrevista. Eu estava com rinite, então mexi no nariz algumas vezes, mas editaram um vídeo só com essas partes. Então esse tipo de resposta só prova quando eu digo que são medíocres, porque foi o que instigou o argumento ad hominem, de quando você não ataca a ideia de alguém, mas a própria pessoa… e com mentiras… Eu não sou capaz de responder a esse tipo de coisa: eles me provam que estou certo. O que é louco é que, seja lá o que eles fizerem, funciona”.
“No Brasil, quem ganhou as eleições? Não foram só os erros da esquerda. Coisas como a mamadeira de piroca. A mamadeira de piroca ganhou as eleições no Brasil! E não estamos falando só do Brasil: fiquei sabendo que Donald Trump mente 11 vezes por dia. Vivemos em um momento em que a verdade não importa. Não importa! Seja lá o que fizerem [a extrema-direita] – dizer que estou cheirado, ou que a esquerda distribuía a mamadeira de piroca – funciona.”
Waldemir, faz uma pesquisa de quem mais se beneficiou com a rouanet (não paga nada)…Você vai se surpreender.
Uma polarização da "Esquerda e Direita", ambas extremamente radicais e extremistas, a destruição do Brasil… Pulem fora em quanto podem, são doentes,fantoches e alienados partidários, querem impor o pensamento coletivo para controlar a mente dos eleitores…tudo lixo!
Impressionante como as pessoas acreditam nessas coisas como essa tal de mamadeira e outras bobagens. Quanto mais burro mais cheia de razão é a criatura. Há pouco no supermercado um minion me ensinou que os correios não eram empresa pública federal e sim particular cujo dono era o o ex-presidente FHC. Eu ia dizer que não?
A diretora Albertina Carri, que vive longe das redes sociais Foto: Divulgação / Mariana Bomba
Pergunte à diretora argentina Albertina Carri o que faz de seu filme “As filhas do fogo” um “pornô feminista”, e a primeira resposta será um simples “não sei”. Mas a verdade é que o road-movie erótico, que acaba de chegar aos cinemas brasileiros, com distribuição da Vitrine Filmes, fala por si só.
– Claramente, o filme não se encaixa na seara do pornô patriarcal, hegemônico, puramente genital, capitalista – afirma a diretora, que estará no Rio para uma sessão especial, às 21h30 deste sábado, no Espaço Itaú de Cinema, acompanhada pela atriz Mijal Katzowicz. – A grande diferença, eu diria, está na naturalização do gozo da mulher, na voluptuosidade do desapego frente aos afetos e na possibilidade da circulação dos corpos como parte de um todo.
O longa se passa na Patagônia argentina e explora uma jornada poliamorosa, iniciada por três mulheres. Uma delas é uma cineasta, cujas anotações narram essas aventuras e investigam as histórias das personagens. Ao longo do caminho, elas encontram outras companheiras e experimentam, juntas, novas possibilidades de prazer.
As imagens mostradas na tela, diz Albertina, trazem cenas de sexo reais e simuladas. Durante as filmagens, a maior preocupação foi que as as atrizes se sentissem à vontade e se entregassem à experiência. A pluralidade de corpos no elenco também foi levada em consideração, para que o maior número possível de mulheres fosse contemplado pela trama. O resultado?
– Suponho que espectadores e espectadoras voltam para suas casas cheios e cheias de sonhos molhados, luminosos e infinitos – comenta a diretora, considerada um dos nomes que ajudaram a consolidar o “Novo Cinema Argentino.
Antes de estrear em circuito comercial no Brasil, o longa foi premiado em festivais como Bafici 2018, San Sebastián Film Festival, Festival de Roterdã, Festival do Rio e Mix Brasil 2018. Abaixo, nossa conversa com Albertina.
O GLOBO – O trailer do filme abre com a seguinte reflexão: “O problema nunca é a representação dos corpos. O problema é como esses corpos se tornam território e paisagem”. O que isso diz sobre o filme e sobre o seu discurso?
ALBERTINA CARRI – É uma declaração de princípios. Tanto sobre o filme, como sobre o cinema em geral, e também uma reflexão sobre o papel a ser encenado, o olhar, o ponto de vista. O que representamos quando empunhamos uma câmera? Para quem? Para quantos? Por quê?
Como você lida com o termo “pornô”? Considera perfeitamente adequado ao seu filme?
Gosto de dizer que “As filhas do fogo” é uma película pornográfica porque me interessa discutir com esse gênero cinematográfico. Em termos ortodoxos ou acadêmicos, o filme não é pornô, mas me parece importante ressignificar esse gênero e não ignorá-lo.
O que difere o seu filme dos demais pornôs?
Claramente, o filme não se encaixa na seara do pornô patriarcal, hegemônico, puramente genital, capitalista – no sentido de que sempre deixa o público com desejo porque apresenta corpos impossíveis para a vida real, um tipo de orgasmo irreproduzível, uma forma de gozo unilateral e milhares de etc. A grande diferença, eu diria, está na naturalização do gozo da mulher, na voluptuosidade do desapego frente aos afetos e na possibilidade da circulação dos corpos como parte de um todo. Em outras palavras, como parte da paisagem, da viagem, do discurso e da palavra.
O que faz do seu pornô um “pornô feminista”?
Não sei (risos). Mas suponho que seja o que está em cena, com uma câmera que participa, e não uma câmera que indica.
O pornô convencional contribui, na sua opinião, para a perpetuação do machismo? Como?
Contribui, assim como a publicidade, as novelas e os filmes dramáticos sobre o amor romântico perpetuam a dor da mulher, como se fôssemos seres destinados ao sofrimento e que só deixamos de sofrer quando a aprendemos a fazer um outro gozar, que, em geral, é um homem com um membro enorme. O pornô convencional gira sempre em torno do falo. E o “falo”, que os gregos chamavam de fascinus , vem do que fascina. Mas os gregos e os romanos não faziam distinção entre homossexualidade e heterossexualidade, mas entre atividade e passividade. O fascinus e os sprints (orifícios) foram utilizados de acordo com os desejos de cada um. Então, a Igreja Católica chegou com toda a sua lógica higienista e destruiu nossa sensibilidade como sociedade. Pelo menos, no Ocidente. Mesmo em nosso continente, nossos povos originários tinham uma cosmovisão de corpo e do prazer que de nada se parece com o sistema monogâmico e heterossexual com o qual estamos sendo educados há anos. E a única maneira de impor tal regime é a violência, e é isso que a pornografia convencional faz; Faz parte das engrenagens que continuam a nos domesticar para nos tornarmos pessoas cheias de tédio e insatisfação.
Fazer um pornô como o seu é um enfrentamento a isso? É uma apropriação do gênero, por exemplo?
Sem dúvida. É mostrar outra maneira de estar no mundo. Não gosto da palavra apropriação por duas razões: porque é reconhecer uma propriedade anterior e porque implica num gesto violento. Eu não vim violentar ninguém, pelo contrário, estou aqui, cercada por todas essas meninas, para falar sobre a ternura, a ternura de nos deixarmos ser.
Como é fazer um trabalho desses em meio a uma onda conservadora? Que tipo de reações você enfrenta?
Não estou em redes sociais e sempre digo que não quero ofender ninguém, mas vivo num mundo em que me ofendem. Que pensem sobre isso antes de ficar com raiva. Lembre-se que a Igreja Católica é a instituição que mais cometeu genocídios na história da humanidade, em nome de seu Deus, que não me representa.
Isso torna, de alguma maneira, o seu trabalho ainda mais relevante?
Só o tempo, que é o que mais sabe de tudo, dirá isso.
O filme pornô pode nos ajudar a lidar melhor com o nosso corpo e a nossa sexualidade?
Estou convencida que sim. Muita gente tem me dito: “aprendi muito vendo seu filme”. Por esses comentários, vejo que vale a pena tê-lo feito. Viver nossa sexualidade sem culpa nem repressão nos levará a sociedades mais maduras.
Como o filme afeta a vida de espectadores e espectadoras?
Eu suponho que voltam para suas casas cheios e cheias de sonhos molhados, luminosos e infinitos.
Considera importante que o público masculino também o assista?
Sim, claro. Muito importante. É um filme para quebrar preconceitos e, nesse sentido, é vital que os homens também o vejam.
Como foi o trabalho com as atrizes em cena? É tudo real ou há alguma simulação? Qual era a sua preocupação neste sentido?
O importante ao fazer o filme foi a ideia de não fazer nada que não quiséssemos. Então, às vezes era real e às vezes não, de acordo com o humor das atrizes, a narrativa da cena e outras circunstâncias. Às vezes, se goza de verdade e, em outros momentos, como encenação. Para nós, era importante nos deixarmos levar por toda essa gama de possibilidades.
Quando você começou a produzir filmes pornôs? O que a levou até o gênero?
Há 20 anos. Fiz um curta com bonecas que simulavam a coleção da Barbie, depois trabalhei por anos com arquivos pornográficos e finalmente cheguei a esse filme. Minha curiosidade está relacionada à repressão e àquela ideia perturbadora de genitais que a pornografia convencional traz. Nunca me senti parte desse modo de sentir prazer, mas, mesmo assim, sempre senti a necessidade de encontrar materiais do gênero. Acho que é por isso que comecei a fazer pornô com minhas próprias mãos.
Suas produções contemplam as mulheres heterossexuais também?
Claro que sim. Diria que as espectadoras heterossexuais foram as mais efusivas até o momento. Sentem-se muito amparadas ao ver essa celebração de corpos.
Nessa quinta-feira(14) vários tremores foram registrados em Caraúbas, distante 296 km de Natal. O evento de maior magnitude ocorreu às 08:52 UTC (05:52, hora local), teve magnitude preliminar estimada em 2.0 e foi registrado por diversas por diversas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) operadas pela UFRN.
O mapa de localização epicentral está mostrado na Figura 1.
Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro do evento está representado pela estrela vermelha. O triângulo vermelho indica a localização da estação de Paraú (NBPA). Em destaque, os limites do município de Caraúbas.
No Senado, também será apresentado um projeto de lei para tirar da Justiça Eleitoral crimes comuns, como corrupção e lavagem, ligados a delitos eleitorais, como o caixa 2.
O autor da proposta é Alessandro Vieira, o mesmo do pedido de criação da CPI da Lava Toga. O senador está em contato com lideranças partidárias para que a proposta tramite em regime de urgência e possa ser votada já na próxima semana.
A avaliação é de que, no Senado, o projeto possa avançar mais rápido, já que a Câmara terá de se debruçar sobre a reforma da Previdência.
Está disponível para servidores, aposentados, pensionistas e demais beneficiários incluídos na folha de pagamento do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o comprovante de rendimentos do ano-calendário 2018, necessários para a declaração do Imposto de Renda 2019.
A declaração anual traz informações sobre rendimentos recebidos pelo servidor em 2018, incluindo os valores referentes aos salários atrasados de 2017 que foram pagos apenas em 2018.
Para o subsecretário de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (Searh), Ediran Teixeira, é de suma importância que o servidor (contribuinte) fique atento a essa questão, porque a Receita Federal trabalha em regime de caixa, e não de competência. O que significa que somente devem ser considerados os rendimentos que foram efetivamente recebidos no ano anterior à declaração.
“Desse modo, àqueles servidores que, em 2018, receberam salário integral e 13º de 2017, devem considerar esses valores para fins da declaração ano-calendário 2018, de acordo com o informe de rendimentos disponibilizado pela Searh. Por outro lado, é necessário esclarecer que salários e 13º de 2018 ainda em atraso não foram computados nesse informe de rendimentos para fins de declaração do Imposto de Renda 2019”, aponta Ediran.
Caso haja alguma divergência nos dados, é imprescindível que o servidor estadual se dirija à Searh para averiguação e, caso necessário, correção dentro do prazo para declarar.
O documento está disponível para os servidores na intranet e nos sites: www.rn.gov.br e www.searh.rn.gov.br. Caso o contribuinte (servidor ativo/inativo ou pensionista) opte pela via impressa, pode fazer a solicitação no setor de atendimento da Secretaria da Administração.
Kim Kataguiri e Jerônimo Goergen apresentaram à Câmara projeto de lei para tirar da Justiça Eleitoral crimes comuns, como corrupção e lavagem, ligados a delitos eleitorais, como o caixa 2.
Na justificativa, dizem que o STF ignorou os apelos do Ministério Público e da população ao fixar a competência da Justiça Eleitoral nesses casos, “fulminando a evolução da histórica Operação Lava Jato”.
“Apenas a Justiça Federal reúne condições de investigar se os crimes comuns tiveram alguma relação com as eleições. Inverter essa ordem traria um único desfecho possível para os processos criminais eleitorais: a prescrição dos crimes e a consequente impunidade dos criminosos.”
Vou repetir o pertinente comentário de Gilvan em outra matéria:
"Como podemos testemunhar, tudo mudou nessas terras de Cabral e mudou para muito pior. Estamos vivendo da valorização “do quanto pior melhor”.
“Como nunca antes na história desse país” as instituições foram tão aparelhadas politicamente, chegou até no STF, que passou a produzir insegurança jurídica, quando a corte decide de uma forma e os ministros, monocraticamente, sentenciam em outra. O STF nunca se mostrou contra o povo e sempre esteve ligado as questões constitucionais, não legislava. Mudou muito, parece ter se distanciado de suas funções maiores e funciona por razões política, onde as partes na ação são mais determinantes que o estabelecido em lei.
Quem não deve, não teme, então qual a razão de ministros do STF ter a preocupação e o trabalho de ficar ligando para senadores, aconselhando a não assinar uma CPI contra eles? Isso parece mais com confissão de Erros, de está assumindo culpas e tem medo que sejam reveladas, provadas.
Lamentavelmente depois do desmonte moral, ético e pelo que estamos vendo, legal que o Brasil passou nos últimos 15 anos, estamos colhendo frutos podres, devido a um proposital aparelhamento estatal que visou implantar a impunidade e a libertinagem como regra geral.
Cada vez mais vemos que esse país precisa voltar a ter ordem e desenvolvimento e acabar definitivamente ao enorme retrocesso a que fomos submetidos".
Tem muita coisa no Brasil que precisa ser revista sem qualquer dúvida
Nesta sexta feira (15), ocorrerá o lançamento do Manual de Urgências e Emergências em Pediatria, evento este realizado pela Liga de Pediatria (LAPED) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com a Editora Sanar e a Sociedade de Pediatria do RN (SOPERN).
O Manual é um projeto realizado pela Liga de Pediatria da UFRN e conta com a participação de 21 autores, entre eles, alunos do curso de Medicina – UFRN, e os coordenadores, Prof. Dr. Leonardo Moura Ferreira de Souza e a Médica Pediatra Dr. Frankleide Santana Gomes.
O evento acontecerá às 19h, no Auditório da Associação Médica do Rio Grande do Norte, localizada na Av. Hermes da Fonseca, 1396 – Tirol, Natal – RN e contará com uma palestra ministrada pelo Prof. Dr. Kleber Giovanni Luz com o tema: “Sarampo: desvendando essa ameaça”.
Na mesma ocasião, também haverá o lançamento do PedAjuda, um website/aplicativo de Pediatria desenvolvido por estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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