Polícia

Bolsonaro defende que ataques no CE sejam considerados terrorismo

O presidente Jair Bolsonaro defendeu hoje (12) que ações criminosas ocorridas no Ceará sejam consideradas terrorismo. A manifestação do presidente em favor do PLS 272/2016 foi feita por meio de sua conta pessoal no Twitter, às 7h deste sábado (12), ao comentar situação no Ceará.

“Ao criminoso não interessa o partido desse ou daquele governador. Hoje ele age no Ceará, amanhã em São Paulo, Rio Grande do Sul ou Goiás. Suas ações, como incendiar, explodir, … bens públicos ou privados, devem ser tipificados como terrorismo”, disse o presidente.

Bolsonaro também chamou de “louvável” e defendeu o projeto de lei, de autoria do senador Lasier Martins (PSD-RS), que endurece a Lei nº 13.260 que tipifica o conceito de terrorismo e regulamenta atuação de combate do Poder Público. Conforme o projeto, em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, fica classificado como terrorismo “incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado, com o objetivo de forçar a autoridade pública a praticar ato, abster-se de o praticar ou a tolerar que se pratique, ou ainda intimidar certas pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral.”

O PLS 272/2016 também criminaliza “interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática ou bancos de dados, com motivação política ou ideológica, com o fim de desorientar, desembaraçar, dificultar ou obstar seu funcionamento.”

Em outubro passado, o governo federal instituiu uma força-tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. O grupo, sob a coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), tem como função “analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições.”

Ceará

A Polícia Militar do Ceará registrou na madrugada de hoje dois novos ataques criminosos contra uma torre de transmissão de energia e uma concessionária de veículos. O estado entrou neste sábado no 11º dia seguido de ataques atribuídos a facções criminosas.

De acordo com a PM, uma torre de transmissão teve a base explodida na cidade de Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza, e caiu. Em função do ataque, moradores relataram queda de energia nas regiões próximas. Na capital cearense, por volta das 5h, uma explosão atingiu o pátio de uma concessionária e danificou veículos que estavam expostos para venda. Segundo a Secretaria de Segurança do Ceará, 319 pessoas foram presas até o momento. Todas elas autuadas em flagrante por participação nos atos criminosos registrados no estado desde o dia 2 de janeiro.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Acho uma medida corretíssima, inclusive que seja incluído como terrorismo as ações violentas do MST.

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Polícia

“Prender pune a pessoa, mas favorece as facções”, diz especialista

A política de encarceramento favorece as facções criminosas, bem articuladas dentro e fora dos presídios, alerta Gabriel de Santis Feltran, professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor de diversos artigos e livros sobre o crime organizado, como Irmãos: uma história do PCC.

“Quando estouram os conflitos, as pessoas já estão mobilizadas para eles do lado de fora. Os salves das facções apenas organizam a dinâmica dessa mobilização. Custa muito caro manter isso, mas seguimos nessa toada há 30 anos”, observou Feltran em entrevista exclusiva, por escrito, à Agência Brasil.

A advertência do especialista ocorre no momento em que o Ceará vive uma sequência de violência a partir de ações de grupos criminosos organizados. Dos presídios, quatro facções organizaram atentados que interferiram no cotidiano dos moradores de Fortaleza e cidades no interior e litoral do estado, afetando o comércio, o trabalhar e as saídas às ruas.

O que ocorre no Ceará não é um caso isolado. A ação ofensiva dos criminosos na região metropolitana da capital cearense repetiu dezenas de episódios visto em diversas partes do país nos últimos anos. Duas das quatro facções criminosas organizadas nos presídios do Ceará são nacionais.

A seguir, trechos da entrevista concedida por Gabriel Feltran à Agência Brasil:

Agência Brasil: Segundo o noticiário, os recentes atentados ocorridos na região metropolitana de Fortaleza ocorreram por protestos de diferentes facções criminosas que dominariam 11 dos 12 presídios naquele estado. Os atentados recentemente ocorridos lá seguem algum padrão de violência e intimidação visto anteriormente?

Gabriel Feltran: Sim, é um padrão muito recorrente. A política de segurança centrada na ostensividade e encarceramento, como nos Estados Unidos e no Brasil, favorece a coletivização do crime. No Ceará foi muito evidente, não? Havia quatro facções em guerra entre si, mas as medidas governamentais que queriam acabar com elas, as provocaram a agir em concerto. Ben Lessing, da Universidade de Chicago, já diz que essa política produz organização no crime há tempos. Exemplos não faltam. Em São Paulo, o PCC [Primeiro Comando da Capital] se expande há 25 anos instrumentalizando as políticas de segurança e o sistema de justiça. Cada novo preso é um aliado em potencial para a facção, e saímos de 40 mil para 250 mil presos no estado, em 20 anos. A maior facção do país surge desse contexto. Prender pune a pessoa, mas favorece as facções. Não há como não ver essa realidade.

Agência Brasil: As causas dos atentados também são verificadas em outros estados?

Feltran: Algumas sim, outras não. Oportunidade para ganhar dinheiro com droga, arma, assalto e carro ilegal há em todos os estados. Desigualdade também. Mas fazer contrabando na fronteira, assalto a banco no interior ou tráfico no varejo, numa capital, são coisas muito diferentes. Cada facção se organiza de uma forma específica. PCC não é igual a CV [Comando Vermelho], GDE [Guardiões do Estado] ou FDN [Família do Norte]. As políticas de segurança também variam em cada estado. Então, em primeiro lugar, há que se conhecer bem cada situação. O Ceará, nosso foco agora, teve 48,6% mais homicídios em 2017, se comparado ao ano anterior. O Distrito Federal, 17,1% menos, segundo as mesmas fontes. São Paulo assistiu a uma explosão de homicídios nos anos 1990 e a uma diminuição de 70% nos anos 2000. Todo o Nordeste teve aumentos significativos na última década. Cada lugar, um lugar. Em São Paulo, que conheço melhor, não há guerra de facções por exemplo. O tráfico de varejo, na favela, além de ter preço tabelado, não usa armas ostensivamente há quase duas décadas. Por que será que é o estado com taxas mais baixas de homicídio, em toda a federação?

Agência Brasil: No primeiro dia dos atentados no Ceará foi dito à Agência Brasil que os protestos teriam ocorrido por causa do anúncio de uma política prisional “mais vigorosa”, que incluiria a transferência de lideranças de presídios e a redistribuição dos presidiários não mais por facção, mas por tipo de crime. Funciona essa mudança?

Feltran: Não. Nossa falta de imaginação na área de segurança me impressiona. O mesmo gestor que diz que o sistema carcerário é o problema, se vangloria de anunciar que mais tantos criminosos foram presos! Prender assim, como sabemos, não tira a pessoa do mundo do crime, e ainda favorece as facções. Já não foram realizadas centenas de transferências para outros estados, outros tipos de regime prisional? As facções diminuíram com isso?

Agência Brasil: Por outro lado, abrir mão dessas iniciativas, negociar e aceitar demandas das pessoas presas não aumentam o descontrole dos governos sobre o presídio?

Feltran: Fortaleza se tornou um ponto muito relevante do mercado exportador de drogas. Um grama de cocaína em Berlim pode ser vendido por 100 euros, mais de 400 reais. Um quilo, que custa menos de 10 mil na fronteira, geraria 400 mil reais. Imagine um contêiner. As principais facções do país não estão em Fortaleza por acaso. Se o Secretário de Segurança fala algo e o estado vira um caos, é porque há grupos com poder – e não é pouco poder – do outro lado. Se o agente prisional ganha 3 mil de salário, e um preso, no meio de uma multidão de miseráveis, fatura 200 mil com o tráfico por mês, ele vai negociar as regras no cotidiano da prisão. Ponto. O que temos que pensar é como evitar essa situação inicial. A lucratividade de um mercado ilegal como o do tráfico, transnacional, precisa ser controlada. A disputa em torno desse lucro tem feito muitas mães chorarem. Regulação dessa lucratividade muda o jogo, seja ela feita pelo mercado, pela lei ou pela administração. É o modelo de segurança que precisa ser repensado. O resto é populismo.

Agência Brasil: Como as pessoas que estão presas conseguem mobilizar e arregimentar gente para fazer esses protestos? Isso se deu pela chamada “irmandade” existente nas facções? Como funciona?

Feltran: Quando alguém é preso, normalmente ele encontra algum conhecido, amigo, parente ou vizinho na cadeia. Porque encarceramos sempre o mesmo estrato da população. Não há descontinuidade entre a experiência de vida, no crime ou na vida cotidiana, dentro e fora da cadeia. Há continuidade. Sendo assim, a comunicação entre fora e dentro da cadeia se faz o tempo todo, não apenas por celulares, mas por idas e vindas, notícias, bilhetes, jumbos, livros, advogados, religiosos, grupos voluntários, parentes que entraram e saíram, visitas etc. Não só para atividades ilícitas, que fique claro. Para tocar a vida cotidiana. Então o clima das cadeias e das quebradas é sintonizado. Não é preciso arregimentar ninguém. Quando estouram os conflitos, as pessoas já estão mobilizadas para eles do lado de fora. Os salves das facções apenas organizam a dinâmica dessa mobilização.

Agência Brasil: Conforme dito por uma autoridade à Agência Brasil, as facções fizeram ameaças ao governo estadual por meio do WhatsApp. Por mensagem também articularam seus apoiadores para os atentados. Por que os presídios, no Ceará e em outros estados, não conseguem bloquear em definitivo os celulares?

Feltran: Porque, como disse antes, há muito poder e muito dinheiro circulando no mundo do crime. Não é um problema técnico, mas fundamentalmente econômico e político. Em cada lugar, e a depender da negociação que for feita, vai custar tanto para entrar um chip, um celular, um carregador. E mesmo que não entre, há muitas outras formas de fazer comunicação entre dentro e fora da cadeia.

Agência Brasil: Pelo menos 20 presos foram transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró. Essas transferências serão suficientes para desarticular o funcionamento das facções? Por quê?

Feltran: Não. São medidas paliativas, voltadas para acalmar a opinião pública, ganhar tempo, ouvir o que dizem os setores de inteligência, os informantes e, sobretudo, esperar a poeira abaixar. A guerra arrefece depois de cada batalha, de todo jeito. Não há saída mágica para o problema das facções no Brasil, enquanto não se voltar o modelo de segurança pública para ações de inteligência, invertendo o ciclo das últimas décadas, que nos trouxe a essa situação. Uma regulação responsável dos mercados ilegais, associada a um debate sério sobre homicídios em cada estado, deveria ser o nosso caminho agora.

Agência Brasil: O Brasil já tem a terceira maior população carcerária no mundo e a sensação é que o crime e a violência aumentaram nos últimos anos. O encarceramento funciona?

Feltran: Prisão funciona para controlar a criminalidade, na Dinamarca, que tem 22 presos a cada 100 mil habitantes, quase sempre migrantes. A juventude dinamarquesa discute se deve trabalhar ou não, já que todo mundo tem garantia de renda para a vida toda. Não é o nosso caso. No Brasil, metade das casas não tem saneamento básico e a taxa de encarceramento é de 328/100 mil. Nosso modelo tem multiplicado o número de criminosos. Você prende um menino que vendia drogas na esquina hoje, e amanhã tem outro trabalhando no lugar dele. Daí temos dois traficantes, ao invés de um. Custa muito caro manter isso, mas seguimos nessa toada há 30 anos. Alguém deve estar ganhando com isso, mas não é o país.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Professor de Sociologia de uma universidade federal defendendo bandidos. Nenhuma novidade. Apenas mais do mesmo.

  2. O melhor caminho é matar. Eliminar do CL convívio social quem não se enquadra nele e de brinde gerar economia para o estado e ganho social (mais lucro, menos violência menos gastos com prisões e funcionários da área penitenciária).

  3. Esse pessoal de facção procria igual a rato. Nas periferias, a mulherada começa a fazer menino aos 14 anos, ao 24 já possui umas 5 ou 6 sementinhas do mal, já trabalhando a todo vapor para as facções e se preparando para fazer mais bruguelinhos.

  4. Isso, porque prisão no BRASIL é spa para marginal!
    Tem que ter cumprimento INTEGRAL da pena, e o preso deve ser OBRIGADO a TRABALHAR para SE MANTER. A CADEIA.
    Com o trabalho, pagar sua comida, material de higiene pessoal, uniforme prisional, roupa de cama e colchão.

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Política

“Órgãos federais farão política de Bolsonaro chegar à população do RN”, afirma presidente do PSL/RN

Em entrevista ao programa Comando 95, apresentado por Cyro Robson – Papinha – e J. Régis na 95 FM, o Coronel Hélio Oliveira, presidente do Partido Social Liberal (PSL/RN), afirmou que a política do presidente Jair Bolsonaro chegará ao Rio Grande do Norte mesmo o Estado sendo governado pelo Partido dos Trabalhadores. A entrevista foi concedida na manhã desta sexta-feira (11).

De acordo com o presidente do PSL/RN, o RN possui órgãos federais estratégicos, o que possibilita investimentos no estado. “Os cargos federais que temos aqui são de extrema importância para que o programa do presidente Bolsonaro seja cumprido. Ele mesmo já afirmou que não haverá distinção entre os estados e que o Nordeste será sua prioridade. No entanto, nós temos um Estado que não ajuda muito o Governo Federal, mas na hora de pedir, sabe pedir. Então, temos que dispor destes órgãos federais para que a política de Bolsonaro possa chegar à população, que é quem está na ponta do sistema e quem mais precisa”, garantiu o Coronel Hélio Oliveira.

Questionado sobre a extinção de muitos cargos em nível federal, ele foi enfático. “Estivemos em Brasília durante a transição e o que vemos foi um Brasil contaminado, travado, um grande ‘cabidão’ criado pelo PT e que não conseguia decolar. O país não pode agüentar 39 ministérios sem a menor necessidade. Hoje temos 22. O Governo Bolsonaro, em menos de 15 dias, já está mostrando que vai cortar todos os excessos, toda a ‘gordura’ que o PT deixou. Um país com tantos cargos desnecessários não podia crescer”, afirmou, mencionando a ‘desistência’ de muitos brasileiros ao Bolsa Família.

Sobre a expansão do PSL no Estado, Coronel Hélio Oliveira reafirma que a sua meta é chegar aos 167 municípios, o que também é uma forma de ‘fiscalizar’ o Executivo Estadual. “Estamos em um terceiro turno estratégico. A nossa missão é avançar de forma planejada para consolidar a meta de chegar a todo o Rio Grande do Norte até o final deste ano. E, presentes em todos os municípios podemos, não só nos fortalecer para as eleições de 2020, mas também de fiscalizar o Governo do Estado em todo o nosso território”.

Durante a entrevista, o presidente da legenda no Estado também abordou a reunião que teve com o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, em Recife/PE, na última quarta-feira (10). “Ele está muito impressionado com o RN pq nós conseguimos fazer um deputado federal, um estadual e já temos dois vereadores. Ele vê o PSL no RN como um fenômeno. E olha q nós fizemos uma das campanhas mais baratas da história”, lembra Oliveira.

Opinião dos leitores

  1. Aguardamos o posicionamento, não só do partido, mas dos institutos de pesquisa que insistem em desconhecer o mérito da carreira promissora do Coronel que desbancou velhas lideranças em Natal e Parnamirim (quem elegerá Azevedo??)

  2. Isso é uma verdadeira falácia e muita irresponsabilidade e antagonismo dizer com veemência que o PT contaminou o país! se fosse verdade o governo golpista que vocês ajudaram a constituir teria procedido as demissões tendo em vista que foram dois e meses no poder, Bolsonaro em duas semanas já fez?

    1. Vai curtir as dores do teu gópi no RN. Aí sim quero ver qual vai ser o milagre de tua governadora que elegeu a Zenaide senadora porque tava devendo o voto de favor em prol de Dilma com o discurso de não mexer nos direitos dos trabalhadores. Pois espera só. Fatinha logo logo vai enviar a reforminha dela. ANOTE AÍ!

  3. Muito bom, estamos precisando de políticas de direita, começar a entender que é o melhor caminho. Precisamos de mais influecia pois nosso estado nunca teve uma política liberal, de direita, a esquerda é enraizada em nossa história, mas tenho esperança que isso mude mesmo com governo do PT aqui.

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Política

‘É hora de o Judiciário se recolher’, afirma Dias Toffoli em casa de praia

Numa casa de praia, personalidades do direito discutem a conjuntura da Justiça e da democracia; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, convidado mais aguardado do encontro no litoral paulista, afirma que ‘é hora de o Judiciário se recolher’ para que a política volte a liderar o país.

Ataraxia. A palavra grega na placa na entrada de uma casa de praia em Ilhabela, litoral norte de SP, é o que primeiro intriga o visitante. “Na filosofia estoica e também na epicurista, ataraxia designa o estado de felicidade. Quer dizer: não deixar perturbar-se pelas paixões, atribulações da vida, e alcançar paz”, diz o anfitrião, Tercio Sampaio Ferraz Junior.

Vários elementos, de fato, sugerem um paraíso terrestre: a vegetação que quase encobre a placa, o canto de um sabiá, a afabilidade com que Sampaio Ferraz recebe seus hóspedes. Ao menos uma vez ao ano, porém, a inquietação rompe a serenidade. O professor aposentado da Faculdade de Direito da USP promove há 13 anos no local uma série de debates, os Seminários da Feiticeira —referência à praia onde fica a casa.

Os convidados são outra surpresa dos seminários. Parte da elite do direito nacional estava reunida ali, no final de 2018. Numa roda com recém-formados e estudantes de direito, podia-se ver o presidente do Supremo Tribunal Federal. Na fila do jantar, o homem à frente era um ex-ministro da Justiça. Sobre uma caixa de isopor, estava um ex-chanceler.

A informalidade, como se vê, deu o tom —camisa polo, calção e sandália eram a indumentária masculina comum—, num contraste com os currículos dos participantes e a gravidade dos assuntos em discussão.
O papel do Judiciário na democracia era o tema geral. Na abertura, em 30 de novembro, sexta, o anfitrião trouxe não uma resposta, mas um impasse. Para chegar a ele, Sampaio Ferraz apresentou um panorama histórico de três traços elementares da formação do ideal democrático.

O primeiro, configurado desde os pensadores iluministas do século 18, mostra um processo de inclusão/exclusão, cujo objetivo é determinar quem faz parte do conceito amplo de “povo”. O segundo diz respeito aos mecanismos de representação. Por fim, os meios de garantir a liberdade e controlar a tirania, o que culminou na tripartição dos Poderes.

Uma fundamentação recíproca da política e do direito, prossegue, dependia de um mecanismo pelo qual a lei talha para si um significado conforme a Constituição. A saída deu-se pela formação das cortes superiores, incumbidas da função de guardar a legitimidade constitucional.

A estrutura democrática exigia um Poder politicamente neutro. A independência do juiz, no entanto, só é efetiva se a crença nela estiver enraizada na população. Esse arranjo foi exitoso até fins do século 20, tendo como resultado a expansão generalizada da democracia constitucional. As fissuras tornaram-se mais evidentes nos últimos anos —e aqui o professor chegava ao cerne de sua tese.

Surgiram situações que não mais podiam ser solucionadas por juízes na forma tradicional, uma vez que o Judiciário, para lidar com elas, acabava diante de limites impostos pela ciência e pela tecnologia. Há exemplos de campos diversos: redes sociais, células-tronco, bitcoin.

A Justiça, então, começa a elaborar normas, para além dos conceitos tradicionais, com o objetivo de arbitrar tais conflitos. Da figura tradicional de legislador negativo (restrito a analisar a compatibilidade entre uma determinada regra e a Constituição), o juiz passa a legislador positivo (criador de regras). Desse processo, a neutralidade sai esgarçada.

Subvertidos os conceitos tradicionais, o professor indaga: qual o papel hoje do Judiciário na democracia? A resposta, caso houvesse, caberia aos demais palestrantes. Era noite, chovia, e os convidados —cerca de 60 pessoas— foram jantar.

No dia seguinte, após café da manhã com sucos, queijos e bolos, Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores nas gestões Collor e FHC, retomou o debate. Falou da superioridade do governo das leis em relação ao governo dos homens. O primeiro representa a despersonalização do poder, em contraponto ao arbítrio que pode caracterizar o segundo.

Isto posto, o devido processo legal é o mecanismo de controle do governo das leis, tendo por base as garantias processuais e o pressuposto da razoabilidade da decisão judicial (a segurança jurídica). O ex-ministro notou, todavia, uma excessiva interferência do direito no exercício do poder. “No direito há uma significativa ampliação do escopo da interpretação. E, por consequência, a ampliação da insegurança jurídica.”

Quando um juiz vai além do que a norma prevê, quem terá condição de dizer se sua decisão é justa ou não? Recai-se, assim, no perigo do arbítrio. Estaríamos retornando ao governo dos homens? “Jobim vai responder a tudo isso”, brincou Lafer.

Referia-se ao palestrante seguinte, Nelson Jobim, ex-ministro da Justiça (FHC), da Defesa (Lula e Dilma) e do STF. Menos acadêmico, e mais enfático, Jobim sintetizou: “Estamos num momento de grande confusão”. “Há um voluntarismo muito forte, uma tendência complicada em relação às autonomias de algumas instituições.” Seria possível um cenário muito distinto deste?

Jobim matizou a questão ao exemplificar, num extenso apanhado histórico, como o universo jurídico é moldado por necessidades políticas.

Contou como, a uma lei de 1894, o jurista Amaro Cavalcanti acrescentou emenda que atribuía ao STF o controle da constitucionalidade das leis federais. Não se tratava de uma decisão apenas teórica; buscava-se assegurar a manutenção do modelo republicano. Mesmo que monarquistas viessem a ser maioria no Congresso, não poderiam resgatar o antigo regime por via legislativa, pois o Supremo asseguraria a vigência da Constituição republicana de 1891.

De toda forma, ponderou Jobim, chegamos a um estágio de incerteza excessiva, como nos casos das divergências entre turmas das cortes superiores. “Sabem quem é o cara mais importante da perspectiva do advogado?”, provocou. “O distribuidor dos processos. Porque o advogado avalia que, caindo na turma tal, vai ganhar. Caindo na outra, vai perder.”

De forma mais ou menos velada, o foco das palestras era a atuação do STF. Temas controversos, como indulto natalino e auxílio-moradia, despontavam vez ou outra, mais nos bastidores que nas mesas.

Dias Toffoli, presidente do STF, ouviu com polidez todas as apresentações. Evitou fazer comentários —um dos raros foi em tom bem-humorado, ao emprestar seu notebook a outro palestrante que teve problemas com o seu: “Tudo sobra mesmo para o STF resolver!”.

Críticas mais diretas e mais duras vieram na tarde de sábado. Eugênio Bucci, jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, levou o debate à sua área de pesquisa: o STF —e a Justiça em geral— pode se comunicar por meio de imagens? Tomou como base as transmissões das sessões do Supremo pela TV Justiça, iniciativa da qual Bucci foi entusiasta em seu início, em 2002, por acreditar que a visibilidade acentuaria a transparência.

Isso também ocorreu, mas efeito adverso parece ter predominado, diz ele: transbordamento de opiniões pessoais; banalização de manifestações fora dos autos; exacerbação da vaidade individual. “Veja o caso da toga, cujo uso deveria marcar a distinção entre o corpo individual e a representação da Justiça. A toga hoje mais parece a capa do Darth Vader. Assemelha-se a um símbolo da força, e não mais a um símbolo da justiça.”

Contra essa situação, o professor da USP elencou sugestões ao STF: agir pela palavra, não performar pela imagem; reduzir drasticamente o contato público do magistrado com a imprensa e com as redes sociais; fortalecer a identidade coletiva, a instituição; fortalecer a bússola jurisprudencial das decisões colegiadas.

Proposta mais ousada viria a seguir. José Rodrigo Rodriguez, pesquisador do Cebrap, tratou do que chamou de crise do legalismo liberal, etapa em que a norma passa a ser uma construção da interpretação, e não mais evidência a que se pode chegar a partir do texto constitucional.

Se já não é mais possível preservar a neutralidade, não teria chegado o momento de alterar a estrutura do Judiciário? “Por que não pensar em extinguir o Supremo e transformar as questões constitucionais em júris constitucionais? Estou exagerando, mas podemos pensar nessas questões. Nos tribunais devem estar só juízes de carreira?”, questionou.

O momento mais aguardado veio no domingo, com a palestra de Toffoli. Nas rodas de conversa, tentava-se adivinhar como reagiria ao que fora dito nos dias anteriores. “Pedi para falar no domingo para poder ouvir todos os outros convidados, ouvir as críticas, com as quais concordo em grande parte”, disse.

“A judicialização da política ė um dado da realidade. O Judiciário se transformou, seu papel mudou. Suas decisões se espraiaram para além dos casos concretos e passaram a se irradiar para toda a sociedade”, afirmou o presidente do STF.

Esse quadro, continuou, acentuou-se com as crises políticas dos últimos anos. O ministro elencou os principais pontos: corrupção exposta pela Lava Jato, impeachment de Dilma Rousseff (PT), duas denúncias do Ministério Público contra Michel Temer (MDB), prisão de Lula (PT), greve de caminhoneiros, eleição presidencial conturbada.

Diante do descrédito das demais instituições, coube ao Supremo dar perspectivas para a sociedade. “A realidade nos obrigou a isso, e acho que não faltamos à sociedade. O produto final foi positivo. O Supremo foi o fio condutor da estabilidade.”

Em seu principal aceno às críticas anteriores, disse que, passada a eleição, é hora de inflexão. “É hora de o Judiciário se recolher. É preciso que a política volte a liderar o desenvolvimento do país e as perspectivas de ação”. Não significa que o STF deva se omitir. Cabe à corte voltar a seu papel tradicional —garantir os direitos individuais e coletivos.

Toffoli dedicou o final da palestra a propostas para sua gestão no STF. De forma geral, ressaltou, a intenção é reforçar a transparência, a eficiência e o sentido de colegialidade do Supremo. Para isso, pretende antecipar a divulgação da pauta de votação da corte e dar prioridade à análise de processos já iniciados, mas com julgamento interrompido por pedidos de vista —segundo o ministro, são 113 casos nesta situação.

O anfitrião encerrou o seminário pouco depois, com a promessa de retomá-lo em 2019. Servido o último almoço, as densas discussões deram lugar a conversas triviais e despedidas. Fazia um dia de sol e o mar chamava para um mergulho. Era hora de voltar à ataraxia.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. O Judiciário é uma mistura de elefante com bicho-preguiça. Pesado, lento e comedor voraz do dinheiro pago pelo contribuinte.

    1. Essa foi a melhor definição do Judiciário que eu já vi. Bato palmas de pé para você, Parabéns!

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Polícia

Defesa de João de Deus desiste de habeas corpus no STF

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A defesa do médium João de Deus protocolou nessa sexta-feira (11) à noite no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de desistência do habeas corpus apresentado durante o período de recesso na Corte. O caso é analisado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

O médium está preso desde 16 de dezembro, no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO), sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crime que teria sido praticado contra centenas de mulheres. A defesa nega as acusações.

De acordo com o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a desistência é uma estratégia processual. Segundo ele, a defesa vai esperar o julgamento de outro habeas corpus protocolado na Justiça de Goiás, que retornou às atividades nesta semana, após o recesso de fim de ano.

O habeas corpus foi protocolado no STF em 20 de dezembro, primeiro dia do recesso no Supremo, mas não teve uma decisão sobre a soltura até momento. A desistência ainda precisa ser homologada por Toffoli.

O Ministério Público de Goiás, que formou uma força-tarefa para cuidar do caso, recebeu mais de 330 denúncias de abuso sexual contra João de Deus de diversos estados brasileiros e do Distrito Federal.

Agência Brasil

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Diversos

Mega-Sena vai sortear hoje prêmio de R$ 12 milhões

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O prêmio principal da Mega-Sena poderá pagar R$ 12 milhões a quem acertar as seis dezenas do concurso 2.114. O sorteio será neste sábado (12), às 20h (horário de Brasília), no espaço Loterias Caixa em São Paulo, no Terminal Rodoviário do Tietê.

O valor do prêmio, caso aplicado na poupança, renderia R$ 44 mil por mês. No concurso 2.113, realizado na quarta-feira (9), nenhuma aposta acertou as seis dezenas e o prêmio acumulou. As dezenas sorteadas foram as seguintes: 11 – 14 – 21 – 25 – 46 – 50.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. O bilhete simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Agência Brasil

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Política

Paralisação do governo americano bate recorde histórico e chega ao 22º dia

A paralisação parcial do governo americano bateu recorde histórico neste sábado, 12, ao chegar ao 22º dia sem solução. O impasse se deve a exigências da Casa Branca para a liberação de US$ 5,7 bilhões do orçamento para a construção de um muro na fronteira com o México. A maioria da Câmara dos Representantes, hoje liderada pelos democratas, rejeita a proposta.

O “shutdown” de várias agências federais deixou 800 mil servidores sem salários na sexta, 11. Cerca de 420 mil funcionários trabalham de graça durante a paralisação enquanto os demais são forçados a se afastarem de suas funções em uma licença sem salário. Em razão disso, muitos serviços do governo seguem funcionando abaixo da capacidade ou precisaram fechar as portas até a aprovação do novo orçamento.

Ao chegar ao 22º dia, o impasse entre Trump e os democratas na Câmara bate o recorde antes registrado pela gestão de Bill Clinton entre 1995 e 1996, que paralisou o governo por 21 dias consecutivos. O governo Barack Obama, que antecedeu Trump na Casa Branca, também passou por um situação semelhante que durou 16 dias em 2013.

Sem soluções à frente, Trump reafirmou a possibilidade de declarar emergência nacional para financiar o muro de forma excepcional, sem a aprovação do Congresso. O montante seria realocado de fundos destinados para atuação em desastres naturais, como tufões e incêndios. A proposta, no entanto, não foi bem recebida. Na sexta, a Casa Branca recuou e disse que, apesar de não descartar a opção, não vai realizar a manobra por preferir chegar a um acordo com os democratas.

A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, que lidera a oposição ao muro na fronteira, afirmou que o impasse na verdade é uma cortina de fumaça para distrair a população sobre os erros da Casa Branca e as investigações do procurador especial Robert Mueller sobre as interferências russas.

“Isso não se trata de um muro entre o México e os Estados Unidos É um muro entre as falhas dele e da sua administração”, disse Pelosi. “Isso é uma grande distração e ele é o mestre da distração.”

Os democratas aprovaram uma medidas orçamentárias para reabrir o governo sem os fundos para a construção do muro, mas a proposta deverá morrer no Senado, ainda controlado por maioria republicana. Mesmo se aprovado pelo Congresso, Trump afirmou que rejeitará todos os projetos que não incluam os US$ 5 bilhões para sua obra na fronteira.

Na última terça, 8, Trump fez um pronunciamento em rede nacional para pedir a aprovação das verbas para o muro. Segundo o presidente, os Estados Unidos enfrentam uma “crescente crise humanitária na fronteira” e é preciso romper com o ciclo de imigração ilegal no país. Em resposta, os democratas acusaram o republicano de usar os americanos como “reféns” em sua disputa com o Congresso pelo orçamento fiscal.

Estadão Conteúdo/AP

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Política

Após troca de comando na Apex, Governo Federal cogita criar conselho para área internacional

O desgaste que bateu à porta do Palácio do Planalto, desta vez provocado pela troca de comando na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), impulsionou a ala do governo que quer blindar o Itamaraty de novos episódios negativos. A ideia, agora, é criar um conselho de ministros para assessorar o presidente Jair Bolsonaro em temas sensíveis da área internacional. À frente desse grupo estão dois generais: o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro, e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

Nos bastidores, tanto Heleno quanto Mourão têm feito contatos externos para tentar apaziguar os ânimos, contornar tropeços e até amenizar declarações dadas por Bolsonaro sobre assuntos controversos ainda não resolvidos, como a transferência da embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém. O risco de um estremecimento com a China é outra preocupação, uma vez que traz maior potencial de perdas para a economia.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Mourão pregou a instalação de um conselho de ministros para avaliar temas estratégicos e evitar novas polêmicas. “Acho que, quando forem ser tomadas decisões relativas à área internacional, o presidente tem que reunir um conselho de ministros ligados ao tema em questão”, afirmou o vice-presidente. No seu diagnóstico, a composição desse colegiado pode variar conforme o assunto em pauta, mas, basicamente, o grupo seria formado por ele e pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Fernando Azevedo (Defesa) e Tereza Cristina (Agricultura).

Questionado se estaria atuando como uma espécie de contraponto a Araújo, o vice negou. Argumentou, no entanto, que é o governo que fala pelo País em grandes questões internacionais. “Agora, toda vez que o presidente me convocar, eu vou emitir a minha opinião.”

Baixa

No Palácio do Planalto, o impasse que levou à demissão de Alex Carreiro da presidência da Apex, agência subordinada ao Itamaraty e desde esta sexta-feira, 11, dirigida pelo embaixador Mario Vilalva, foi visto como o estopim das trapalhadas no setor internacional. A saída é a primeira baixa no Executivo em dez dias de governo. Em conversas reservadas, auxiliares de Bolsonaro disseram não entender como um assunto tão paroquial, que poderia ter sido resolvido com diplomacia, teve de parar no gabinete do presidente.

Apesar das negativas oficiais, na prática o Planalto já acompanha de perto os passos do Itamaraty. Demandas de outras pastas, relacionadas ao comércio exterior, são levadas ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O general Augusto Heleno, chefe do GSI, tem resolvido questões da área internacional, apresentadas por colegas de governo, diretamente com Bolsonaro, sem a participação de Araújo. Discreto, ele não fala sobre o assunto. “Sou o soldado do silêncio”, desconversou

Nesta quinta-feira, 9, por exemplo, Heleno recebeu o novo embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, como revelou a Coluna do Estadão. Na pauta, o estreitamento da relação entre os dois países. Quando ainda era candidato à Presidência, Bolsonaro acusou a China de estar “comprando o Brasil”.

Antes de assumir o Itamaraty, Araújo escreveu em artigos e ensaios que o país asiático estava sob um sistema de dominação “disfarçado de pragmatismo e abertura econômica” e definiu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um “raro líder” que decidiu reagir após identificar um processo de decadência do Ocidente.

Mourão também já se reuniu com integrantes da Câmara de Comércio Árabe, além da chinesa. Em mais de uma ocasião, o vice disse que o Brasil não pode se descuidar do relacionamento com outros atores da arena internacional, como a China.

O Itamaraty é atualmente, na avaliação de militares de alta patente ouvidos por O Estado de S. Paulo, o principal núcleo de “vulnerabilidade” do novo governo. Assim como as Forças Armadas, o Ministério das Relações Exteriores se destaca por ser uma instituição com cultura própria arraigada, que agora passa por alterações de estrutura na nova gestão.

Por decreto, Araújo extinguiu o departamento responsável por negociações de acordos comerciais e abriu espaço para contratar assessores de fora da carreira. Além disso, o chanceler permitiu que diplomatas de cargos mais baixos ocupem postos antes restritos àqueles com mais experiência. Em conversas reservadas, militares afirmaram que é como se um praça pudesse agora chefiar um oficial. Argumentaram, ainda, que Araújo dispensou a experiência de embaixadores que representam o País há anos no exterior e agora estão “sem emprego no próprio Itamaraty”.

Davos

A preparação da viagem de Bolsonaro, nos próximos dias, para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, também tem contado com a orientação dos titulares da Economia e da Agricultura. Informalmente, a ministra Tereza Cristina tem aconselhado o presidente especialmente no discurso sobre a questão indígena, tema tratado pela imprensa internacional. Ela mostrou a Bolsonaro uma reportagem do jornal americano The New York Times com críticas à política indigenista e observou que o governo brasileiro está sendo mal compreendido no exterior.

Procurado pela reportagem, o Itamaraty não se pronunciou.

Estadão Conteúdo

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Economia

Se assumir liderança política, Bolsonaro pode aprovar a Previdência que quiser, diz economista

Fabio Giambiagi, 57, economista-chefe do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), afirma que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem “todas as chances” de aprovar ainda neste ano uma reforma da Previdência.

“Bolsonaro derrotou simplesmente a maior liderança surgida no país desde Getúlio Vargas”, diz, referindo-se ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve sua candidatura substituída pela de Fernando Haddad.

“Esse é um capital político formidável. O presidente pode aprovar a reforma que quiser se assumir a liderança do processo”, afirma.

Acompanhando mensalmente as estatísticas do sistema, Giambiagi diz que cerca de 60% das aposentadorias por tempo de contribuição vêm sendo concedidas a pessoas com até 55 anos. No caso das mulheres, quase 30% até os 50 anos de idade e mais de 75% até os 55 anos.

“Isso é um crime contra o futuro. Um país onde as pessoas se aposentam com 52 ou 53 anos não tem direito a se queixar quando falta dinheiro para a segurança.”

O Brasil vive um paradoxo em que as condições para crescer são favoráveis, com inflação e juros baixos, capacidade ociosa elevada, setor externo arrumado e otimismo com o novo governo. Mas o país precisa de cerca de R$ 300 bilhões ao ano para interromper a trajetória explosiva da dívida pública. Há alternativa sem reformar a Previdência? Paulo Guedes (Economia) sugere as desvinculações no Orçamento caso a reforma não seja aprovada. Funcionaria?

Se tomarmos 2016, ano de referência para o teto de gastos, e trabalharmos com as contas a preços de 2019 e com uma boa estimativa de despesas para este ano, temos o seguinte: em três anos, o gasto do INSS terá aumentado em torno de R$ 73 bilhões, a despesa com pessoal mais R$ 39 bilhões e as demais terão diminuído em R$ 82 bilhões.

Essa queda não compensou o aumento do gasto com INSS e pessoal porque em 2017, pelo mecanismo definido na própria PEC do teto, ocorreu uma “superindexação” do valor real do teto, que foi atrelado a uma inflação passada elevada, em um ano em que os preços despencaram.

O fato, porém, é que essa tendência não pode continuar indefinidamente, pois, em algum momento, as despesas se tornarão rígidas à queda.

Em 2020, a despesa com pessoal deixará de ser pressionada e espero que em termos reais ceda um pouco. Mas, sem reforma, o crescimento das despesas do INSS inviabilizaria na prática o respeito ao teto.
O fracasso da reforma da Previdência lembra uma reportagem da The Economist de 2001 abordando o eventual fim da conversibilidade na Argentina, cujo título era “Thinking the inthinkable” (“Pensando o impensável”). Seria um desastre. O dólar subiria rapidamente, pressionando juros e inflação, num filme velho que já conhecemos e que ninguém quer ver de novo.

Folhapress

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Gastronomia

Confira as receitas do Papo de Fogão deste sábado; veja programa na íntegra

Confira as receitas que foram ao ar no programa Papo de Fogão deste sábado (12) com Fernando Amaral e Karim Gosson.

Robalo na brasa com aspargos

Porção individual
5 Aspargos frescos
200g de filé de robalo extremante fresco
Alho picado
Azeite
Sal e pimenta branca a gosto

Modo de preparo
Deixe todos os aspargos com o mesmo tamanho, cortando as extremidades duras.
Tempere com sal, pimenta, alho e azeite e coloque na churrasqueira até dourar, reserve.
Tempere o robalo com sal, pimenta branca e azeite e coloque na churrasqueira em fogo alto(primeiro o lado da pele), sele os 2 lados e deixe em fogo baixo para dar o ponto interno, reserve.

Montagem

Coloque os aspargos no prato, adicione o robalo em cima e delicadamente regue com um pouco de azeite de ervas(tomilho, cebolete e tomilho).

Banana do Gordo

Porção individual

1 banana
50g de chocolate 70% ou ao leite caso prefira
Sorvete de creme

Modo de preparo
Sem descascar a banana faça um corte, com uma faca, de uma ponta a outra, sem deixar furar o fundo dela.
Adicione o chocolate, dentro do corte, coloque na churrasqueira(pode ser no forno), e deixe a banana por 10 a 15 minutos, até sentir que ela esta macia.

Montagem
Ao tirar a banana do fogo, coloque em um prato, e adicione uma bola de sorvete de creme ao lado e raspas ou pedaços de chocolate sobre o sorvete.

Dica Rápida – Tartine de camarão

1 porção

6 fatias de pão baguete (cortado um pouco mais grosso)
4 tomates concasse(sem peles e sementes e cortado em cubos)
12 camarões sem casca e limpo
6 fatias de queijo brie
Azeite de ervas(tomilho, cebolete e tomilho)

Modo de preparo
Corte o pão baguete em fatias um pouco mais grossa, reserve.
Tempere o tomate contasse com sal, pimenta e azeite, reserve.
Em uma frigideira bem quente, refogue a manteiga, tempere o camarão com sal e pimenta, e sele os 2 lados sem deixar passar o ponto do camarão.

Montagem
Pegue uma fatia de baguete, coloque o tomate concasse e em cima o camarão já refolgado, por último adicione o queijo brie e gratine com maçarico, adicione um pouco de azeite de ervas. Sirva em seguida.

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Polícia

Empresário Henrique de Barra é assassinado em Jucurutu

Foto: Focoelho

O empresário Henrique de Barra Lopes, bastante conhecido em Caicó e na região Seridó, foi assassinado na manhã deste sábado (12) na Comunidade Barra de Santana, município de Jucurutu.

Informações ainda preliminares apontam que o empresário foi vítima de emboscada. Ele passava por sobre um “mata burros” quando foi alvejado a tiros, supostamente por desconhecidos.

A Polícia Militar de Jucurutu, disse que no momento está se deslocamento para o local de crime, assim como o Itep de Caicó e Polícia Civil.

Henrique de Barra, como era bastante conhecido na cidade de Caicó, era agropecuarista e proprietário de posto de combustíveis na região. A motivação do crime é desconhecida no meio policial.

Focoelho

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Tecnologia

Apple alfineta a concorrência com publicidade sobre segurança de dados dos usuários

Para afastar o baixo astral da semana passada, o pessoal do marketing da Apple resolveu chamar a atenção para aquilo que a empresa possui de melhor: segurança de dados, mesmo que isso cause certo desconforto à concorrência!

Como de costume, a Apple não participa diretamente das grandes feiras de tecnologia, pois a empresa possui o próprio evento para anúncios importantes. No entanto, isso não quer dizer que a gigante norte-americana de tecnologia se contenta em ficar nos bastidores. No final de semana que marcou o início da CES 2019, a feira de tecnologia de Las Vegas, a Apple criou um enorme painel na fachada do Hotel Marriott com os dizeres: “O que acontece no seu iPhone, fica no seu iPhone”.

Sim, a Apple se apropriou de um ditado popular da cidade – “o que acontece em Vegas, fica em Vegas” – para promover seu exclusivo serviço de privacidade, bem como alfinetar a concorrência. Neste caso, o Google e o Facebook.

Próximo ao local, o Google possui várias propagandas referentes ao seu Assistente, nas quais é possível ver o comando de voz “Hey, Google” pintado nos carros do sistema de transporte local.

No outdoor, vemos também o endereço eletrônico para a página de privacidade da empresa. O CEO da Apple, Tim Cook, é um grande defensor de leis que protejam a privacidade dos usuários. Em 2016, quando questionado pelo FBI sobre a criação de uma backdoor no iPhone, o empresário disse que isso jamais aconteceria por que abriria um precedente muito perigoso. Porém, apesar de todos os esforços da Apple, o departamento de investigação dos EUA conseguiu burlar a segurança da empresa e desbloquear o iPhone.

Com essa “brincadeira”, a Apple alivia a tensão da semana passada, quando a empresa, em carta aberta, admitiu que a procura por novos iPhones ficou abaixo do esperado em 2018. E, claro, tira dos holofotes a questão do processo judicial envolvendo as patentes da Qualcomm na Alemanha.

Olhar Digital

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Política

Despetização na Casa Civil lembra a moenda de Collor na caça aos marajás

POR JULIANNA SOFIA

Passados quase 30 anos, o Estado brasileiro ainda desconhece a verdadeira dimensão das demissões de funcionários públicos promovidas em massa pelo governo Collor (1990-1992).

A caçada aos marajás e o enxugamento da máquina administrativa levaram à defenestração de mais de 100 mil servidores sem estabilidade e celetistas contratados pela União. A revolução liberal extinguiu 24 empresas estatais, e os ministérios foram reduzidos de 23 para 12.

Em 1994, Itamar Franco assinou uma lei para anistiar parte dos desligados, mesmo sob a ameaça demissionária de seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. Foram readmitidos 48 mil pela nova norma, que protegia os despedidos ilegalmente —quem sofrera perseguição política ou tinha mandato sindical, por exemplo.

Ao chegar ao Palácio do Planalto, FHC revogou os processos de anistia e revisou todos os casos. Moral da história: apenas 10% dos demitidos voltaram à folha de pagamento do governo, e centenas ainda brigam judicialmente pelo posto perdido.

​​“Despetizar” cargos comissionados no governo Bolsonaro soa tão arbitrário —só que mais ideologizado e menos disseminado— quanto a moenda instalada por Collor. A caça às bruxas de vermelho na Casa Civil de Onyx Lorenzoni exonerou, por ora, 320 pessoas e emitiu sinal verde para outras instâncias reproduzirem o procedimento. Em órgãos como Apex e ABDI, técnicos dispensados prometem buscar a Justiça.

“Você tem no serviço público funcionários que são realmente funcionários de Estado. O cara passou o governo A, B, C, D e fez ali o trabalhinho dele bonitinho. Não pode pegar esse cara porque estava no governo anterior. O cara é bandido por causa disso?”, disse o vice-presidente Hamilton Mourão, sugerindo que o processo pudesse ter sido feito “com mais carinho”.

O vice vocalizaria a razão nesse tema, não fosse o bla-bla-blá para justificar a promoção questionável do próprio rebento no Banco do Brasil.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. MOSTRA QUE ESSE GOVERNO TEM NO CARMA DA IGNORANCIA E INVEJA O PT……QUANTOS ACREDITAM NESSA FORMA DE PENSAR RUDE E DESTEMIDA DE UM DESQUALIFICADO NO PODER???? LULA FOI UM GRANDE PRESIDENTE ..HUMANO E LEAL AO POVO BRASILEIRO..NUNCA OLHOU ATRAVESADO PARA O ADVERSARIO QUE IMPUNHOU ARMAS E DEDOS EM SUA DIRECAO….UM GRANDE MARTIR DA HISTORIA DO BRASIL..QUE CERTOS OTARIOS TENTAM TIRAR DO CORACAO DO POVO BRASILEIRO…FICAM COM ESSA IDEIA LOUCA …OS DESGRAÇADOS MAL AMADOS….FORA BOLSOBOSTA E SUA TRUPE DE LOUCOS….QUEREMOS LULA LIVRE E QUEM FOR CONTRA VA SE TRATAR OU SE INTERNAR…O HOSPICIO OS ESPERA….

  2. A Folha está de sacanagem. O que a falta de dinheiro não faz…Lá, na era Collor, era caça aos marajás; aqui é caça a corruptos e adeptos do jeitinho para tudo.

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Judiciário

Associação de procuradores apoia projeto de acordo penal proposto por Moro

Embora o projeto de lei do “plea bargain”, acordo penal proposto pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, ainda não tenha sido apresentado e deva ser avaliado pela entidade, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) emite nota de apoio ao modelo adotado nos Estados Unidos e aprimorado em outros países.

“No Brasil, a implementação do sistema pode contribuir para uma Justiça mais célere, em que o sistema jurídico penal possa dar andamento a casos que hoje ele não consegue julgar, não consegue terminar”, afirma o procurador regional da República José Robalinho Cavalcanti, presidente da ANPR.

Eis a íntegra da nota pública:

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público manifestar apoio à proposta sugerida pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, a respeito da implementação do modelo conhecido como “plea bargain” no país.

Embora o projeto de lei ainda não tenha sido apresentado, – e, consequentemente, ainda será objeto de avaliação desta Associação – a ideia, em si, é extremamente positiva para um sistema jurídico-penal mais eficiente.

A defesa pelo modelo “plea bargain” é luta histórica do Ministério Público Federal e da ANPR, que, em diversas oportunidades, esteve no Congresso Nacional defendendo propostas que traziam a ideia como uma das soluções para melhorar o sistema penal brasileiro.

Um modelo em que as partes, Ministério Público – titular da ação penal – e investigados – assistidos por seus advogados –, podem negociar penas é uma forma moderna de funcionamento da Justiça Criminal, o que garante ampla defesa e permite que o foco do sistema fique concentrado em casos de maior envergadura.

O modelo, consagrado há décadas nos Estados Unidos, onde mais de 80% dos casos são solucionados via justiça negocial, vem crescendo e sendo aprimorado em diversos países de tradição democrática, entre eles, Alemanha, França, Itália, Inglaterra, Portugal, Japão, Suécia, Noruega.

No Brasil, a implementação do sistema pode contribuir para uma Justiça mais célere, em que o sistema jurídico penal possa dar andamento a casos que hoje ele não consegue julgar, não consegue terminar.

A ANPR elogia a iniciativa e se coloca à disposição do ministro da Justiça e Segurança Pública para contribuir com a construção de uma proposta que eleve a persecução criminal brasileira a um patamar mais moderno e eficiente.

José Robalinho Cavalcanti
Presidente da ANPR
Procurador Regional da República

Opinião dos leitores

  1. Se todo país do mundo tivesse um ser humano, com as qualificações e as oportunidades de desenvolver seu trabalho como o magnífico Sérgio Moro, com certeza, teríamos um mundo melhor! Parabéns Brasil! Parabéns Sérgio Moro!

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Política

Gleisi Hoffmann é alvo de representação criminal com base na Lei de Segurança Nacional

O Movimento Brasil Livre (MBL) representou criminalmente na Procuradoria-Geral da República contra a presidente do PT, Gleisi Hoffmann com base na Lei de Segurança Nacional após apoio a Nicolás Maduro, na Venezuela.

A alegação é que ela teria infringido o Artigo 8 da Lei de Segurança Nacional, que afirma que é crime “entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil”.

“A postura da Gleisi como presidente do PT e seu alinhamento com o Nicolás Maduro, bem como as críticas ao Grupo de Lima, ao qual o Brasil é signatário, acentuaram a hostilidade do ditador venezuelano ao governo brasileiro”, diz Rubinho Nunes, advogado e coordenador do MBL.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Nossa! É tanto ódio, só podem ser cachorrinhos e cachorrinhas do Bolsonaro. Meu Deus pra que tanta raiva! Falar nisso: CADÊ O QUEIROZ?

  2. MBL, onde está vc quando os direitos dos trabalhadores são rasgados e o seu único instrumento de defesa é sistematicamente atacado e destruído com a regorma trabalhista favoravel apenas aos empresarios, o fim do Ministério do Trabalho e o inicio de <ma campanha pra acavar com a justica do trabalho.

    1. Pense numa turminha de oportunistas essa do MBL. Não gosto dessa politicalha brasileira, mais qual a pessoa que tenha só um porquinho de bom senso faz declaração apoiando essa coisa da Venezuela ?

  3. Bora falar besteira, defensores do PT, de Lula, de Gleyse!!!!Nessas matérias de apóio do PT a Venezuela de Maduro, os petistas passam direto.

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Política

Bolsonaro inaugura mandato de mudanças e esperança, diz Raquel Dodge

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse hoje (11) que o presidente da República, Jair Bolsonaro, inaugura um mandato de mudanças e renova a esperança dos brasileiros. As declarações da procuradora foram feitas durante a posse de novos procuradores da República, na noite de hoje (11), em Brasília.

“Agradeço, por isso, sensibilizada e muito especialmente a Vossa Excelência, presidente Jair Bolsonaro, que recém-eleito, inaugura um mandato de mudanças sob a égide da Constituição e renova a esperança dos brasileiros de que a vida cotidiana seja melhor para todos, calcada em valores constitucionais caros aos brasileiros”, disse a procuradora.

No discurso, Raquel Dodge também defendeu a atuação do Ministério Público e o combate à corrupção. “Temos a incumbência constitucional de zelar pela qualidade das políticas públicas e dos serviços de relevância pública. Zelamos pelo bem comum, o bem de todos, que não admite corrupção, nem dissimulação do ganho obtido ilicitamente, mas também não se compatibiliza com a omissão, a inércia e a ineficiência”, disse.

O presidente Bolsonaro não discursou na cerimônia. Também participaram do evento o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Compartilho com essa visão lúcida da procuradora, estamos tendo a oportunidade de traçar novos caminhos que há uns 2 anos atrás pensavamos que estariamos mais distante, mas o poder de DEUS é maior que tudo!

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