Gasto no exterior no cartão será fixado em real do dia da compra

Arquivo/Agência Brasil

Os gastos feitos em moeda estrangeira nos cartões de crédito internacionais terão seu valor fixado em reais pela taxa de conversão vigente no dia de cada gasto realizado. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (28) pelo Banco Central (BC) e passa a valer a partir a partir de 1º de março de 2020.

Dessa forma, diz o BC, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente.

“A medida aumenta a previsibilidade para os clientes em relação ao valor a ser pago, evitando o efeito da variação da cotação da moeda estrangeira entre o dia do gasto e o dia de pagamento da fatura”, explicou o BC, em nota.

Além disso, acrescenta o BC, a medida aumenta transparência e a comparabilidade na prestação do serviço, padronizando as informações sobre o histórico das taxas de conversão nas faturas que terão que ser divulgadas em formato de dados abertos, de forma que os rankings de taxas possam ser estruturados e divulgados.

Para a sistemática de fixação do valor em reais na data do gasto, a fatura terá que apresentar, além da identificação da moeda, a discriminação de cada gasto na moeda em que foi realizado e o seu valor equivalente em reais e as seguintes informações adicionais: data, valor equivalente em dólares (quando a moeda usada na compra for diferente de dólar) e a taxa de conversão do dólar para o real.

De acordo com a circular, as instituições poderão ofertar ao cliente sistemática alternativa de pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais no dia de seu pagamento. Nesse caso, diz a circular, o cliente terá que aceitar “expressamente” essa opção.

Segundo o presidente do BC, Ilan Goldfajn, que apresentou hoje (28) avanços da Agenda BC+ (formada por medidas para tornar o crédito mais barato, aumentar a educação financeira, modernizar a legislação e tornar o sistema financeiro mais eficiente), a medida vai demorar mais de um ano para ser implementada pelas instituições financeiras. “Algumas instituições já oferecem, outras ainda precisam mudar o sistema. O consumidor vai se sentir mais confortável em saber na hora da compra quando ele gastou. É uma medida que facilita a vida do cidadão”, disse.

Agência Brasil

 

PGJ classifica como satisfatória a redução de gastos com pessoal

DSC_8557O Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis Lima classificou como satisfatório o resultado da sessão extraordinária do Colégio de Procuradores de Justiça (CPJ) que apreciou e deliberou na tarde desta segunda-feira (7) proposta de extinção de cargos de membros e de Promotorias de Justiça como medidas para redução de gastos com pessoal.

“A racionalização poderia ter sido ainda melhor, mas o resultado foi satisfatório. Já demos um passo decisivo [quanto a proporção de cargos extintos], o que é inédito no nosso Ministério Público”, disse o Procurador-Geral de Justiça ao final da sessão, já no início da noite.

A sessão foi histórica, pois deliberou sobre a proposta da Instituição, apontando o caminho a ser seguido em relação à maneira de enfrentar os efeitos fiscais da crise econômica. O que se busca é um Ministério Público mais enxuto em relação ao quadro de Promotores e Procuradores de Justiça.

As votações foram apertadas. Da proposta apresentada para extinção de 13 cargos de Promotores de Justiça na Capital, nove integrantes do CPJ votaram pela extinção conforme proposto pela Administração e oito Procuradores de Justiça votaram pela extinção de apenas quatro cargos que se encontram atualmente vagos.

Também por maioria, a Administração aprovou a extinção de nove cargos de Promotor de Justiça Substituto, de início de carreira, quando a discussão era também pela não aprovação ou aprovação, parcial, pelos três cargos que atualmente se encontram vagos.

Da proposta de extinção de seis cargos de Procuradores de Justiça, a Administração, por maioria, obteve a aprovação para a extinção de quatro cargos que se encontram atualmente vagos. Nove membros do CPJ votaram pela extinção de quatro cargos e oito integrantes votaram pela extinção de três cargos.

Na proposta para a extinção de cinco cargos de Promotores de Justiça do interior, o Colégio de Procuradores de Justiça não acolheu em relação a quatro das cinco propostas. Buscava-se a extinção, por vários critérios, entre eles produtividade, demanda e população, a extinção das Promotorias de Justiça em São Rafael, São João do Sabugi, Janduís, Pedro Avelino e Taipu, mas somente a extinção em São Rafael foi deliberada, sendo rejeitadas as extinções das demais.

Apesar de classificar o resultado como satisfatório, o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis já antecipou que vai precisar recalcular o impacto das medidas aprovadas para avaliar se serão suficientes para o reenquadramento do Ministério Público Estadual no que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Todos os esforços são para que o reenquadramento seja realizado com o menor prejuízo possível para os servidores e para a população destinatária dos serviços prestados pela Instituição.

Natalense pretende gastar em média R$ 124,56 com produtos de Páscoa, diz IPDC Fecomércio

Com a Páscoa e o Feriado da Semana Santa se aproximando, o movimento nos supermercados e lojas especializadas em chocolates aumenta muito. Diante disso, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio, ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte, realizou uma pesquisa para conhecer a intenção deste consumidor e, assim, orientar os empresários do setor com relação a este período.

A pesquisa apontou que os ovos de chocolate serão os itens mais consumidos no período (57,8% dos natalenses pretendem comprar); seguidos de peixe e crustáceos, que devem entrar na lista de compras de 31,5% dos potiguares; vinhos (6,9%); e presentes em geral, com 3,5% da intenção de consumo.

Com relação aos valores a serem gastos, 81,2% dos consumidores que responderam à pesquisa, revelaram a intenção de gastar até R$ 200,00 (20,3% devem gastar até R$ 50,00; 34,1% disseram que gastariam entre R$ 51,00 e R$ 100,00; e 26,8% pretendem desembolsar entre R$ 101,00 e R$ 200,00). A intenção de compra mostra uma tendência média de consumo de R$ 124,56. A maioria dos consumidores (63,8%) pretende pagar as compras da Páscoa à vista; e 29,4% com cartão de crédito.

Além disso, 70% deles responderam que iram realizar pesquisa de preço antes de fazer a aquisição dos produtos, de modo que, quase metade (45,9%) pretende realizar suas compras em supermercado – comércio de rua. Outro aspecto revelado pela pesquisa é que 70,2% dos consumidores vão deixar as compras para última hora e só devem ir aos supermercados e lojas especializadas na semana que antecede o feriado.

 

Turista nacional gasta R$ 192,79 por dia no estado, diz pesquisa do IPDC Fecomércio

Homem, funcionário público ou aposentado, casado, na faixa dos 36 aos 50 anos, viajando com a família, a passeio, oriundo principalmente de São Paulo e que fica no estado por dez dias, período no qual gasta, apenas aqui (descontando os gastos com o deslocamento até Natal), R$ 5.514,82 em média. Este é, resumidamente, o perfil do turista que visita o Rio Grande do Norte, segundo uma pesquisa recém concluída pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado à Fecomércio RN.

A pesquisa mostra que 50,9% dos nossos turistas são homens, residentes principalmente na região Sudeste do Brasil. São Paulo (30,4%) e Rio de Janeiro (11,6%) são os maiores emissores de turistas, seguidos por Minas Gerais (8,2%) e Distrito Federal, com 7,7%.

A maior parte dos entrevistados, 26,9%, tem idades entre 36 e 50 anos, predominando aqueles com escolaridade de nível superior (43,9%), e que têm como principais ocupações as de funcionário público (19,9%), aposentado/pensionista (14,2%), comerciário (10,7%) e profissional liberal (9,5%). Entre os entrevistados 57,5% são casados e costumam viajar em família (74,8%). Cerca de um terço (32,8%) dos entrevistados, declarou ter renda mensal na casa dos R$ 3 mil e R$ 6 mil.

O tempo médio de permanência na cidade foi de 10 dias, (mais…)

Governo Rosa investiu mais com Publicidade do que na Saúde

Reportagem de Sérgio Henrique Santos no Diário de Natal mostra que o governo investiu mais com Publicidade e Diárias do que com Saúde. Segue:

O Governo do Rio Grande do Norte gasta menos com saúde do que com diárias e publicidade. Por causa desse e de outros fatores, as contas do exercício financeiro de 2011 da gestão Rosalba Ciarlini (DEM) foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Corte analisou as receitas, despesas e prestação de contas do Governo do Estado em uma sessão extraordinária que aconteceu nesta segunda-feira, 13. Por unanimidade, os conselheiros do TCE seguiram o voto do relator do processo, Paulo Roberto Chaves Alves, que apontou ressalvas às contas públicas no alto valor da Dívida Ativa do Estado, na falta de investimentos em saúde e na inclusão de gastos com inativos nas despesas de insumos na pasta da educação.

O relatório segue para aprovação na Assembleia Legislativa, que deve julgar se as contas podem ser aprovadas ou não. Do montante de R$ 9.498.381.000,00 da receita prevista na Lei Orçamentária Anual, foram arrecadados R$ 7.778.420.362,47, correspondentes ao percentual de 81,89%. Isso ocorreu especialmente “em função do baixo nível de eficiência da previsão de receitas correntes, como a patrimonial, a agropecuária, a industrial e a de serviços, e da superestimação das receitas de capital”, disse o relator. O governo gastou apenas 3,70% do orçamento com investimentos.

Paulo Roberto também apontou o baixo nível de investimentos realizados na área da saúde pública, com aplicação de recursos da ordem de R$ 11.076.834,92, valor inferior àquele aplicado no exercício financeiro de 2010 (R$ 17.386.528,39), configurando um decréscimo de 36,29%. O relatório apontou ainda que o valor gasto com saúde é menor do que despesas menos prioritárias, como diárias (R$ 23.678.716,14) e publicidade governamental (R$ 16.851.590,51).

A análise tomou como base o Balanço Geral consolidado, remetido pela Assembleia Legislativa ao TCE, que tem por foco apenas as contas do Poder Executivo. O relatório também apontou que o Plano Plurianual apresenta inconsistências quantoaos valores dos programas e o respectivo Relatório de Avaliação, bem como no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAF) constam informações incompletas ou incorretas, dificultando, assim, o planejamento e acompanhamento das respectivas metas pelo próprio Governo e pela fiscalização do TCE.

“As impropriedades materiais constatadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias indicam a desconformidade com as exigências contidas da Lei Complementar nº 101, de 2000, além de as suas impropriedades formais, quanto à confecção dos Anexos de Metas e de Riscos Fiscais, estarem em desconformidade com o Manual da Secretaria do Tesouro Nacional”, continua o relatório. Após a sessão, Paulo Roberto se negou a tecer qualquer comentário. “”Tudo está escrito no documento. As ressalvas servem como um alerta para o Governo do Estado, mas não foram capazes de desaprovar as contas”.

As informações sobre as contas do governo potiguar foram analisadas por uma comissão técnica formada por Fernando de Araújo, Lauro Tércio, Luiz Fabra Lafitte Neto, Luzenildo Morais da Silva, Márcio Roberto Loiola Machado, Marise Magaly Queiroz Rocha e Severiano Duarte Júnior.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gilson Martins disse:

    Bruno, o relator Paulo Roberto é pai de Gabriela Alves, sócia da agência Criola, que briga na justiça para ser contratada pelo governo do Estado? Esses 11 milhões da saúde contemplam todo o investimento mesmo? Salários, contratos terceirizados, cooperativas, medicamentos, etc? E você, realmente acha que só isso foi investido em saúde, somando todas as despesas? E mais, você acha que o Paulo Roberto está chateado porque os negócios da filha não estão indo como poderiam estar? 

Gilson Moura deve gastar R$ 5 milhões na campanha de Parnamirim; Maurício Marques R$ 3 mi

A disputa pela prefeitura de Parnamirim nas eleições desse ano promete um novo embate acirrado entre Maurício Marques, candidato à reeleição, e Gilson Moura, principal candidato da oposição.

Mas no que depender das cifras que devem ser despejadas nesses três meses de campanha, o pevista deve sair ganhando. A estimativa de gastos apresentada por Gilson Moura à Justiça Eleitoral é de R$ 5 milhões. O valor é praticamente o dobro do que o estimado pelo pedetista Maurício Marques que apresentou a previsão de R$ 3 milhões.

Os dados da Justiça Eleitoral são completados com os candidatos Professor Tita Holanda, do PSOL, que prevê gastos de R$ 500 mil, e Camara Leto, filiado ao PCB, que apresentou estimativas de R$ 100 mil.

TCE ratifica proibição de gastos públicos com festas juninas em São Miguel

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado ratificou o voto proferido monocraticamente pelo conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes que determinou a suspensão dos gastos públicos com a realização de festa junina pelo Município de São Miguel, região Oeste do estado. A festa “São João na Serra – 19º Arraiá do Tio Kalica” envolvia recursos públicos da ordem de R$ 122.000,00.

De acordo com o voto referendado pelo colegiado, a medida “visa exatamente à proteção do erário municipal e do interesse público, ao tempo em que exige a intervenção desta Corte de Contas para determinar a abstenção de assunção de despesas públicas pelo Município de São Miguel, objetivando a contratação de atrações artísticas e outros serviços para realização de evento junino, haja vista ter sido reconhecida situação de emergência naquele Município”.

O conselheiro Thompson alertou também para o fato de o Decreto nº 22.637/2012 da Governadora do Estado, reconhecendo a situação de emergência, ser claro quando diz que o município enfrenta “problemas socioeconômicos”, dada a “dificuldade, por parte da Administração Pública local, de adotar medidas emergenciais que minimizem a situação de anormalidade”.

Ainda foi aprovada multa pessoal ao prefeito do Município de São Miguel, José Galeno Diógenes Torquato, correspondente a 50% do valor da contratação, caso seja descumprida a obrigação de não fazer, determinada nesta decisão. O conselheiro determinou que o setor competente do TCE promova a comunicação do prefeito, intimando-o da decisão.

Sesap investe apenas 0,41% do orçamento; gasto com a folha chega a 70%

A manchete da Tribuna do Norte deste sábado merece a leitura atenta de todos porque reflete bem a situação que está a saúde hoje no Rio Grande do Norte. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) investe pouco, gasta  quase tudo com a folha de pessoal e praticamente não dispõe de recursos para manter o custeio da máquina. De acordo com informações do Portal da Transparência, do próprio Governo, a fatura total da Sesap nos cinco primeiros meses deste ano – levando-se em consideração os recursos necessariamente pagos – chegou a R$ 393,7 milhões e somente para os salários dos servidores  se comprometeu 70% da fatia, ou seja, R$ 275,4 milhões.

Praticamente nada foi investido em aquisição de material e equipamentos para os sete hospitais estaduais da rede pública. De R$ 1,6 milhão declarado pela administração estadual – 0,41% do total – como investimentos, R$ 683,8 mil foram computados na condição de restos a pagar (provavelmente despesas de exercícios anteriores). Dos R$ 944,6 mil do exercício financeiro atual R$ 615,6 mil foram para o pagamento do prédio onde funciona a Secretaria, cujo imóvel pertencia ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Restou quase nada, R$ 329 mil para despesas com obras e instalações, segundo o balanço.

O levantamento é do mandato do deputado Fernando Mineiro (PT) e os números apontados – oriundos do Portal da Transparência – foram referendados pelo secretário adjunto de Planejamento e Finanças (Seplan), José Lacerda Felipe. O auxiliar do Governo admitiu que a situação é preocupante, mas esclareceu que o cenário desalentador não vem de agora. “É um grande dilema para o Estado. Realmente limita uma possibilidade de investimentos maior e também de ter um custeio racional e mais positivo como é o caso da Sesap”. Felipe destacou que o Governo realiza um esforço no intuito de  mudar o foco da crise que atinge a Saúde. “A curto prazo temos condições de melhorar a situação, não de resolver”. Ele defende que  o principal problema da Secretaria é de gestão.

Do total gasto com custeio – em que se inclui o pagamento de diárias, locação de mão de obra, material de consumo, entre outros –  vê-se que foi destinado o montante mais substancial para serviços terceirizados de pessoas jurídicas, o que representou R$ 34,4 milhões. Com diárias foram dispendidos 614,8 mil e de auxílio transporte, R$ 676,4 mil.

O deputado Fernando Mineiro frisou, no entanto, que é necessário checar melhor as informações divulgadas pelo próprio Governo porque mesmo o levantamento oficial aponta algumas incongruências e divergências nos valores. O balanço realizado pelo mandato do parlamentar inclui os meses de janeiro a maio deste ano. Se adicionados os dados dos primeiros dias de junho se revelará um resultado diverso. “É preciso fazer uma ressonância magnética para se clarear como está sendo gasto o recurso público.  A população precisa ter um controle maior das finanças, mais transparência, analisar os dados com mais precisão”, defendeu o petista.

Secretário promete enfrentar desafios

O secretário adjunto de Planejamento e das Finanças, José Lacerda Felipe, explicou que as dificuldades financeiras do Governo têm a rigor limitado os investimentos praticamente às contrapartidas dos convênios.  Ele ressalta, porém, que uma parte dos recursos investidos pela administração estadual, como é o caso da verba incorporada mês a mês ao fundo garantidor da Arena das Dunas, não está sendo computada na rubrica divulgada no Portal da Transparência. “Tem investimento que termina não aparecendo nessa contabilidade mas que o Governo realmente fez”, afirmou.

Ele destacou também que a Secretaria de Saúde, junto com a de Educação, são as principais beneficiadas com os recursos destinados a investimentos, embora reconheça que a soma é insuficiente. “Ambas levam, por exemplo, 90% de todo o custeio. É uma quantia limitada, ocasionada pela arrecadação e limitada e a monstruosidade da folha de pessoal, mas há prioridade por parte do Governo”, complementou. Felipe entende que é necessário otimizar os serviços nos hospitais, no intuito de desafogar a capital e melhor equipar o interior.

Empossado na última quarta-feira (6), o novo secretário de Saúde Pública (Sesap), Isaú Gerino,  prometeu enfrentar os desafios da área, identificar debilidades e cumprir metas. “Como a gente sabe a Saúde no Brasil tem muitas dificuldades, mas com a ajuda de todos espero chegar lá”, disse. O novo secretário entra em cena em um momento de fragilidade da pasta, com críticas da opinião pública e divulgação de reportagens negativas em veículos de grande porte da imprensa nacional.

A primeira providência da gestão, segundo Isaú Gerino, será verificar a situação de abastecimento das unidades hospitalares do Estado. “Já enviamos comunicado a todos os hospitais da rede, para que eles mandem as necessidades  enquanto verificamos a outras possibilidades de abastecimento. A população exige e tem direito a isso”, assinalou. A governadora reconheceu que a Saúde no Estado tem graves problemas, mas disse confiar na experiência administrativa do novo secretário para poder avançar e solucionar os problemas. Ela anunciou  para os próximos dias a disponibilidade de 30 leitos no Hospital Onofre Lopes e destacou que a continuação do convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago garantirá o atendimento da substancial demanda do Estado.

Governo diz não ter como reduzir folha

Chama atenção o investimento literalmente zerado nos principais hospitais do Estado no quesito “material e equipamento permanente”. O balanço nomina os hospitais Walfredo Gurgel, Deoclécio Marques, José Pedro Bezerra, Giselda Trigueiro, Tarcísio Maia, Cleodon Carlos e a Maternidade Leide Morais. Além dos R$ 615,6 mil destinados ao pagamento da compra do prédio onde funciona a Sesap, o único recurso dispendido é para liquidar serviços de obras e instalações, no valor de R$ 329 mil. O Governo se defende afirmando que não tem como se livrar do vultoso comprometimento com a folha de pessoal, que bate à casa dos R$ 275,4 milhões.  Os 70% dos gastos com pessoal são uma tendência não só no governo do RN, mas também nas prefeituras que prestam assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse tem sido um argumento batido de maneira recorrente, para explicar o por que das dificuldades financeiras que afetam o Estado. Por outro lado, as categorias do serviço público reivindicam o pagamento de planos de cargos e salários aprovados desde 2010. O Estado alega dificuldades com a Lei de Responsabilidade Fiscal, motivo pelo qual afirma não ter condições de implantar os benefícios.

Com diárias, no entanto, o Governo gastou – nos cinco primeiros meses do ano – R$ 614,8 mil e com auxílio-transporte, R$ 676,4 mil. Com passagens e locomoções, as despesas foram de R$ 12,9 mil no período.

Turista gasta uma média de R$ 220 por dia em Natal

Por interino

Tendo como foco dar suporte à tomada de decisões e delineamento de ações voltadas ao fortalecimento da atividade turística no Rio Grande do Norte, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado, através do seu Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), realizou, entre os dias 19 e 27 de janeiro passado, uma pesquisa ouvindo 350 turistas que visitavam a cidade de Natal para traçar um perfil detalhado deste visitante.

Entre as principais constatações estão o fato de que a maioria dos nossos visitantes é de homens (58%), paulistas (27,1%) e com escolaridade de nível superior (52,9%). Dois outros pontos podem ser considerados bastante positivos – sobretudo em contraponto aos riscos do chamado “turismo sexual”. De acordo com a pesquisa, 70% dos turistas que vem a Natal são casados e 81,3% viajaram com suas famílias.

Aproximadamente 30% dos entrevistados, declararam ter renda situada entre R$ 3.001,00 e R$ 6.000,00. Em meio aos visitantes estrangeiros entrevistados, que foram 12,1% do total, a maioria chegou ao Brasil diretamente por Natal (54,8%), tendo como principais pólos emissores Argentina, Itália e Portugal.

O tempo de permanência dos turistas na cidade – que historicamente era de sete dias – ficou um pouco acima desta média na pesquisa do IPDC/Fecomércio, batendo em nove dias. Quando questionados sobre o que mais lhes atraiu para Natal, 94% dos entrevistados citaram os atrativos naturais, sobretudo as praias.

Um outro questionamento interessante (já que pode balizar o período de eventuais campanhas de divulgação do destino Natal em potenciais pólos emissores) foi o de quando o visitante efetivamente tomou a decisão de viajar para Natal. Entre os entrevistados, 23,9% decidiram três meses antes da viagem, enquanto 21% tomaram esta decisão com seis meses de antecedência. A maioria chegou à cidade em vôo regular (64,9%), – sendo 56,5% pela TAM. Dos pesquisados, 65,9% tiveram suas viagens organizadas por agências de turismo.

Com relação ao gasto total no estado – incluindo hospedagem, alimentação, compras e etc. – verificou-se que, os turistas (de uma maneira geral) gastaram em média R$ 5.960,10 para um grupo médio de três pessoas que ficaram nove dias no estado. Com isso, o gasto médio diário por turista ficou em R$ 220,74. Os gastos médios diários dos turistas estrangeiros, incluindo-se aí todas as suas despesas na cidade, foram pouco superiores aos dos brasileiros.

Os turistas internacionais gastaram no total em média R$ 6.395,00 (seis mil trezentos e noventa e cinco reais), porém o tempo médio de permanência foi maior (15 dias) e  os gastos foram divididos para duas pessoas, o que redunda em uma média diária de R$ 213,17 por turista.

Já os visitantes nacionais gastaram em média R$ 5.865,00, com tempo de permanência médio de oito dias e grupos de três pessoas, o que levou a média de gasto diário por turista para R$ 244,37.

Analisando os gastos por segmento, pode-se constatar que tivemos um total médio de R$ 2.964,97 com hospedagem; R$ 1.135,02 com alimentação; R$ 418,71 com transporte no local; R$ 697,74 com diversão; e R$ 567,31  com compras.

Avaliação

Os preços na cidade foram avaliados como normais pela maioria dos entrevistados (57,5%). Entretanto um percentual significativo (37,9%) considerou o nível dos preços elevado. A grande maioria (82,2%) dos entrevistados projeta retornar a Natal. Outro dado positivo é que quase todos os nossos visitantes (98%) recomendariam a cidade a outras pessoas.

Os maiores índices de aprovação plena (excelente+bom) dos equipamentos e serviços turísticos da cidade foram: hospitalidade/povo, com 93,2%, bares e restaurantes com 92,2%, empresas/serviços de turismo receptivo, com 90,5%, serviços da rede hoteleira com 90%, meios de hospedagem com 89,9%, passeios e comércio/compras, ambos com 87,9%.

A infraestrutura e os serviços da cidade foram os que obtiveram os menores índices de aprovação plena (que resulta da soma dos conceitos excelente e bom superiores a 80%). O mais bem avaliado, que atingiu esse índice de classificação, foi: condição/qualidade ambiental de Natal (preservação do meio ambiente) com 88,9%. Já  a limpeza pública foi o item que obteve o menor índice de aprovação plena, com 51,4%.

Rosalba vai apertar ainda mais o cinto nos gastos

Durante um ato solene no Centro Administrativo, ontem pela manhã, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, que vai aumentar o arrocho fiscal e administrativo, pelo fato de o governo não ter conseguido sair do limite prudencial, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com a folha de pessoal. “Vamos ter ainda medidas duras e difíceis”, destacou.

Segundo a governadora, o controle de gastos continua pelos próximos meses. “Nós precisamos manter o ajuste fiscal e administrativo”, disse Rosalba à TN, acrescentando que no ano passado, o governo conseguiu “ter algum resultado mas não foi ideal”. Enfática, a governadora afirmou que precisa ter esse cuidado porque “se não houver um ajuste, não teremos aval do tesouro nacional para programas importantes como os de saneamento e da Copa”.

A gestora teme que o Governo Federal cancele os convênios e  apoio para financiamentos. O Executivo estadual fechou 2011 acima do limite prudencial previsto na LRF. No 3º quadrimestre, da receita corrente líquida de R$ 5,915 milhões, o governo Rosalba Ciarlini destina quase a metade – 48,35% para despesas de pessoal, quando o recomendável é estar abaixo de 46,55%. O limite máximo é 49%.

Os dados foram publicados no Relatório de execução do Orçamento Fiscal e da Seguridade, na edição do Diário Oficial do Estado de 31/01. Ontem, os servidores protocolaram um pedido de audiência com a governadora, no Gabinete Civil do Governo, na expectativa de serem recebidos na próxima semana.

Ao ser questionada acerca do retorno das gratificações e da implantação dos Planos de Cargos e Salários, Rosalba disse que essa é uma questão que “preocupa muito” e que “gostaria de poder atender e de melhorar cada vez mais a vida do servidor, porque entendo como importante, mas por outro lado, se tiver condições é que chegaremos lá”.

A governador afirmou que não se negará  a receber os representantes dos servidores estaduais. “Eu sempre recebi e vou voltar a recebê-los sim. Vamos conversar com muita sinceridade para que possamos avançar no nosso Estado”, afirmou Rosalba. A entrevista à Tn foi concedida durante a entrega de 29 viaturas à Empresa de Assistência Técnica e Rural do RN – Emater e 240 kits de informática, sendo 200 para as escolas escolas de inclusão digital e 20 para os escritórios da Emater.

Na entrevista à TN, a governadora disse que o Estado estava sem capacidade de pagamento das dívidas contraídas e, por isso, o governo teve dificuldades para obter aval do Tesouro Nacional para a retomadas de operações de crédito já contratadas e suspensas, para novas contratações. “Agora ti o sinal verde para fazermos os projetos que estão em andamento”, afirmou.

Em entrevista ao jornal de Fato de Fato, o  secretário estadual de Planejamento e Finanças, Francisco Obery Rodrigues Júnior, disse que a  equiparação do salário dos professores com o piso nacional implicou num reajuste de 33%. Além disso, houve o acordo judicial com a Polícia Civil, que representou aumento de R$ 59 milhões, a promoção horizontal na saúde e a contratação de mais profissionais, que resultaram em mais R$ 80,25 milhões.

Ele disse que “isso é fato concreto” e que “já repercutiu no relatório fiscal do terceiro quadrimestre”. O secretário lembrou que a LRF fixa em 60% da arrecadação os gastos com a em folha de pagamento. “Os 40% restantes”, disse Obery, são para manter a saúde, educação, segurança e outras ações. “É importante refletir uma coisa: se a sociedade quer que o Estado invista toda a sua arrecadação na folha de pagamento”,  finalizou.

Fonte: Tribuna do Norte

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo César disse:

    Rosalba deu um agrado à Polícia.
    Esquece(será?) que o estado tem mais uns 80 mil funcionários, multiplique isso por 5 e veja a avalanche de votos que vai ser contra ela e quem ela apoiar. Não tem máquina(principalmente nesses tempos de MP de olhos abertos) de governo que derrube isso.

Paulo Wagner é bicampeão em gastos de verba parlamentar

Pela segunda vez consecutiva, o deputado federal Paulo Wagner, foi o parlamentar da bancada potiguar que mais gastou verba pública. Paulo Wagner havia liderado os gastos em novembro pedindo o reembolso de R$ 44.284,23. No mês de dezembro, ele apresentou  R$ 40.166,73 em notas fiscais para ser reembolsado. Do total apresentado, o maior gasto ficou por conta da divulgação da atividade parlamentar com uma fatia de mais de R$ 30 mil.

Em segundo, está o deputado Felipe Maia com R$ 10.775,09 de gastos da verba parlamentar. Mais de R$ 30 mil a menos do que o que foi gasto por Paulo Wagner com a divulgação. O maior gasto de Felipe Maia foi com a mesma atividade, porém foi empregado apenas R$ 6 mil. Cinco vezes menos do que o gasto por Paulo Wagner

 

Confira a lista: 

Paulo Wagner

Total: R$ 40.166,73

Maior gasto: R$ 30.747 (Divulgação da atividade parlamentar)

 

Felipe Maia

Total: R$ 10.775,09

Maior gasto: R$ 6 mil (Divulgação da atividade parlamentar)

 

Sandra Rosado

Total: R$ 7.069,84

Maior gasto: R$ 3.758,15 (Serviços postais)

 

Fábio Faria

Total: R$ 4.499,91

Maiores gastos: R$ 3.450,89 (Telefonia)

 

Fátima Bezerra

Total: R$ 3.517,40

Maior gasto: R$ 2.000 (Manutenção do escritório de atividade parlamentar)

 

João Maia

Total: R$ 3.200

Maior gasto: R$ 3.074,28 (Telefonia)

 

Henrique Eduardo Alves

Total: R$ 946,73

Maior gasto: R$ 946,73 (Telefonia)

 

Rogério Marinho

Total: R$ 814,13

Maior gasto: R$ 764,13 (Telefonia)

 

Em apenas 7 meses, Governo do RN gastou mais de R$ 6 milhões em Diárias

Blog de Ana Ruth Dantas

O Governo do Estado gastou mais de R$ 6 milhões nos primeiros sete meses do ano de 2011. O órgão campeão em gasto foi a Secretaria Estadual de Saúde. Nesse período foram pagos R$ 992.850 em diárias.

O segundo no ranking foi a Polícia Civil com R$ 890.995 em diárias. E o terceiro ficou com a Secretaria de Educação com R$ 517.216,67 em diárias.

Veja o ranking completo:

1. Secretaria da Saúde Pública R$ 992.850

2. Polícia Civil R$ 890.995

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alexandre Rêgo disse:

    Caro Bruno,

    Corrigindo sua informação. Nos 7 primeiros meses de 2011 (Jan a Jul) o governo gastou R$ 5.128.714,13 e nao mais de 6 milhoes como vc afirmou. E tbm seria interessante de vc como jornalista ter feito o comparativo com o mesmo periodo do ano de 2010, onde o Governo Wilma/Ibere gastou R$ 12.467.615,52 em diárias.
    Entao com todas as medidas para conter gastos, o Governo de Rosalba economizou em 2011 R$ 7.338.901,39 em diárias no periodo de janeiro a Julho, em relação ao mesmo periodo de 2010.

Vejam quanto cada Deputado Estadual gastou em Maio. Vivaldo foi o campeão

Do Blog de Ana Ruth

O deputado estadual Vivaldo Costa foi o campeão no gasto da verba de gabinete do mês de maio. O total dele foi R$ 28.924.02. Desse total, a maior despesa foi com a gráfica Rio Branco, a quem o parlamentar pagou R$ 6.375.

O segundo colocado do ranking foi o deputado Poti Júnior, que gastou R$ 25.362. Desse total, R$ 7.500 foi para o serviço de advocacia do escritório Flávio R Alves da Silva Advocacia.

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Palocci gastou R$ 150 mil de celular em 20 meses quando era Deputado

Congresso em Foco:

Estão guardadas em salas da Câmara informações importantes sobre o sigilo telefônico do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. São dados que podem subsidiar esclarecimentos que a Procuradoria da República no Distrito Federal busca para dirimir as suspeitas da oposição de que o braço-direito da presidenta Dilma Rousseff praticou improbidade administrativa e enriqueceu de modo ilícito, suposições que vieram à tona após a revelação de que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 durante quatro anos. Ontem (6), o procurador geral da República, Roberto Gurgel, arquivou pedido de investigação criminal contra Palocci, mas ainda prossegue a apuração cível, por conta da Procuradoria da República do DF.

A mil metros do edifício da PGR, no subsolo do Anexo IV da Câmara, na Coordenação de Gestão da Cota Parlamentar (Cogep), e nas salas do Centro de Documentação da Câmara, no Anexo II, estão originais de todas as contas telefônicas do então deputado Palocci entre 2007 e 2010.

Os documentos contêm as datas e números de telefones de pessoas, empresas e órgãos públicos que receberam chamadas do hoje ministro enquanto ele era deputado e sua consultoria, a Projeto, estava ativa e fechando contratos com clientes dos setores de finanças, engenharia e serviços, pelo que se sabe até agora. Só em 2010, a Projeto faturou cerca de R$ 20 milhões, valor concentrado no final do ano, após a vitória de Dilma na campanha eleitoral. Assessores do ministro Palocci afirmaram ao Congresso em Foco que ele jamais usou os telefones da Câmara para atividades fora do exercício do seu mandato. Sem a apresentação das faturas telefônicas à Câmara, os deputados não obtêm reembolso das despesas com telefonia feitas por eles.

R$ 150 mil com telefone

Dados do Legislativo mostram que, de maio de 2009 a fevereiro de 2011, o então deputado Palocci gastou quase R$ 150 mil com os telefones à sua disposição: seu celular e os aparelhos em seu gabinete, seu imóvel funcional em Brasília e em escritórios políticos no estado de São Paulo. Os valores incluem gastos do próprio ex-parlamentar e de seus auxiliares. As despesas refletem uma média de cerca de R$ 7 mil por mês, descontados os dois meses de 2011, que contabilizam despesas remanescentes da época em que ele ainda era deputado, mas já estava no Executivo.

Os gastos de Palocci com telefones representaram 45% de todas as despesas dele com o chamado “cotão”. O “cotão” é uma verba guarda-chuva de R$ 27 mil mensais usada para pagar uma série de itens, como bilhetes de passagens aéreas, aluguel de escritórios políticos, divulgação do mandato, telefonia, alimentação, transporte, hospedagem e segurança. Antes de maio de 2009, a divulgação das despesas era restrita e não incluía os gastos com telefonia.  Mesmo assim, as informações anteriores a esse momento também guardadas nos arquivos da Câmara.
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