Diversos

Marco histórico para a ciência potiguar: astrônomos da UFRN realizam missão observacional remota no ESO a partir de Natal

Telescópio do observatório do ESO, localizado em La Silla, no Chile. Foto: Divulgação

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) viverá um evento histórico no período de 15 a 24 deste mês de fevereiro a partir de uma missão observacional remota pioneira no European Southern Observatory (ESO) com o telescópio de 3,60m do observatório do ESO, localizado em La Silla, no deserto do Atacama, no Chile. Essa missão, que será conduzida pelos professores Izan de Castro Leão e Bruno Leonardo Canto Martins, do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE), é parte de um ambicioso programa científico, iniciado em 2018, dedicado à busca por Exoplanetas orbitando estrelas que possuem cinturões de asteróides parecidos com aqueles existentes no nosso Sistema Solar.

A presença de cinturões de asteróides num sistema planetário é uma das condições fundamentais para a possível existência de atividade biológica em planetas do referido sistema, como acontece com o planeta Terra, no Sistema Solar. No nosso caso, existe um cinturão de asteróide localizado na região compreendida entre as órbitas de Marte e Júpiter, composto por bilhões de corpos sólidos de formato irregular com dimensões variando do tamanho de uma pedra a centenas de quilômetros de diâmetro, bem como por cometas. “Provavelmente a água da Terra pode ter vindo desses asteróides ou cometas que colidiram com nosso planeta ainda na sua fase de formação”, afirma o professor José Renan de Medeiros, do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE).

Pesquisadores durante missão de testes com o Pente de Frequências Laser, no Observatório La Silla. Foto: Divulgação

Nesse programa científico, que conta também com a participação do professor Renan e de vários doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Física da UFRN, Izan e Bruno observaram sistematicamente uma amostra de 60 estrelas denominadas estrelas do tipo-solar por terem muitas propriedades físico-químicas similares àquelas do Sol.

Essas observações serão realizadas com o espectrômetro HARPS (High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher) instalado no telescópio de 3,60m de diâmetro do ESO, em La Silla, principal instrumento descobridor de planetas em operação. Nessas observações será utilizado também o Pente de Frequências Laser do ESO, que é um instrumento de calibração com a capacidade de aumentar significativamente a precisão do espectrômetro HARPS e, portanto, sua capacidade de detectar planetas.

Espectômetro HARPS. Foto: Divulgação

O referido Pente de Frequências Laser, primeiro dedicado à Astronomia Óptica, é resultado de uma colaboração internacional e foi construído por meio de um consórcio constituído pela UFRN, Instituto de Astrofísica de Canárias (Tenerife, Espanha), Instituto Max Planck de Óptica Quântica e o ESO.

Pente de Frequência Laser desenvolvido com participação da UFRN. Foto: Divulgação

A missão observacional remota será realizada a partir do laboratório de observações remotas do Núcleo de Astronomia Observacional e Instrumental da UFRN localizado no Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas (CCET). Tal laboratório é fruto de financiamentos recebidos da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PPG) da UFRN, através do programa PRINT/CAPES, da Pró-Reitoria de Pesquisas (Propesq) da UFRN e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Com UFRN

Opinião dos leitores

    1. Esquerda é ódio e agressividade.
      "Cientistas" seguidores de Fidel Castro, Che Guevara, Maduro e Lula.
      Não me refiro aos verdadeiros cientistas, mas aos esquerdistas que posam de cientistas.

  1. Parabéns a equipe de Cientistas da UFRN e em especial ao Professor Renan Medeiros motivo de orgulho para o RN.

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Diversos

Astrônomos da UFRN participam da descoberta de mais um exoplaneta

Foto: Arte/Sala de Ciência/UFRN

Exoplanetas são importantes porque nos ensinam o quão raro pode ser o surgimento e a evolução da vida na forma que encontramos na Terra. Pesquisadores do Grupo de Estrutura, Evolução Estelar e Exoplanetas (Ge3) do Departamento Física Teórica e Experimental (DFTE) da UFRN participaram da descoberta de mais um deles. Desta vez, é do tipo sub-saturno quente com período orbital de, aproximadamente, 18 dias. O planeta TOI-257b (HD 19916) é o segundo exoplaneta com participação do grupo da UFRN e utilização dos dados do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA). Há dois anos, o grupo anunciou o exoplaneta do tipo “Saturno quente” TOI 197b com período orbital de 14 dias e também descoberto em 2019, com ajuda do telescópio.

O astrônomo da UFRN, José-Dias do Nascimento Júnior, e o doutorando Leandro de Almeida estudam a evolução das estrelas e sua estrutura. O grupo tem fornecido uma ajuda valiosa aos caçadores de planetas que buscam esses novos mundos. Os pesquisadores contribuem para o desenvolvimento do objetivo principal e maior da missão TESS da NASA que é a descoberta de planetas fora do Sistema Solar.

TOI-257b está a cerca de 250 anos-luz de distância e completa uma órbita em torno de sua estrela a cada 18 dias. É provável que seja um mundo gasoso, dada sua baixa densidade. A sua massa é quarenta vezes maior que a da Terra, mas o volume é quase 350 vezes maior. Além das observações espaciais, o grupo de pesquisadores contou com observações em terra feitas com o observatório Minerva-Australis, um conjunto de cinco telescópios robóticos com abertura de 70 centímetros no Observatório Mount Kent, operado pela USQ, perto de Greenmount. Esses, forneceram suporte crucial para as observações do TESS da NASA.

“Esta é uma descoberta importante para nosso grupo na UFRN, pois, em dois anos, estamos anunciando o segundo exoplaneta com nossa participação. TOI-257b é um exemplo do que os astrônomos chamam de ‘sub-Saturnos’, que são planetas maiores que Netuno e menores que Saturno. É um tipo de planeta ausente no Sistema Solar, apesar de possível”, disse José-Dias.

Em janeiro, a missão TESS entregou um total de 1.604 candidatos planetários e observações de acompanhamento que resultaram em um total de 37 descobertas planetárias confirmadas. O grupo da UFRN é, atualmente, o único time brasileiro diretamente envolvido com a descoberta de exoplanetas com o TESS.

Para Leandro de Almeida, que também participou da recente descoberta do TOI-257b, além da descoberta desse exoplaneta, aparentemente raro (com o tamanho entre Netuno e Saturno), também foi possível a caracterização da hospedeira com incrível precisão e utilizando sismologia estelar. “Isso coloca esse sistema entre os poucos que possuem uma caracterização muito precisa.” comentou.

Em lições aprendidas com os exoplanetas, José-Dias do Nascimento afirma que o universo é um lugar peculiar e diverso, com muitos tipos de planetas. “Existem os sub-Saturnos, as superterras e os mini Netunos. Esses planetas não existem no nosso quintal, o sistema solar”, reforça. O pesquisador da UFRN adianta que os dados mostram ainda fortes evidências de um segundo planeta no sistema. Seria o TOI-257c, que esperam confirmar entre 2021 e 2022.

Com UFRN

Opinião dos leitores

  1. Num era melhor descobrir onde está os 5 milhões de reais roubados do RN? Dinheiro que serviria pra diminuir os números de mortos no estado.

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Astrônomos estudam atmosfera de exoplaneta que “não deveria existir”

(Foto: Ethen Schmidt | University of Kansas)

Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, rastreou pela primeira vez a atmosfera de um tipo incomum de exoplaneta, apelidado de “Netuno quente” por ter o mesmo tamanho desse planeta do nosso Sistema Solar. As análises sobre o astro, batizado de LTT 9779b, foram realizadas graças aos dados coletados pelos telescópios espaciais Tess e Spitzer, da Nasa, e compartilhadas nesta segunda-feira (26) no Astrophysical Journal Letters.

“Pela primeira vez, medimos a luz proveniente desse planeta que não deveria existir”, explicou Ian Crossfield, principal autor do estudo, em comunicado. “Esse planeta é tão intensamente irradiado por sua estrela que sua temperatura está acima de [1650 graus Celsius] e sua atmosfera poderia ter evaporado completamente. Ainda assim, nossas observações do Spitzer nos mostram sua atmosfera por meio da luz infravermelha que o planeta emite.”

Em LTT 9779b, um ano dura menos de 24 horas, não há superfície sólida e o calor é extremo: materiais como chumbo, platina, cromo e aço inoxidável derreteriam por lá. “O planeta também não transporta muito calor para o lado noturno, mas acreditamos que entendemos o motivo”, disse o coautor Nicolas Cowan. “A luz de sua estrela provavelmente é absorvida no alto da atmosfera, de onde a energia é rapidamente irradiada de volta ao espaço.”

Como explicam os astrônomos, planetas como Netuno são muito raros em regiões próximas às suas estrelas hospedeiras, pois não são massivos o suficiente para evitar a evaporação atmosférica de suas substâncias. Dessa forma, a maioria dos exoplanetas quentes próximos às hospedeiras são maciços e rochosos, e há muito perderam a maioria de suas atmosferas.

“Queremos continuar a observá-lo com outros telescópios para que possamos responder a mais perguntas”, disse Crossfield. “Como esse planeta consegue reter sua atmosfera? Como se formou, em primeiro lugar? Era inicialmente maior, mas perdeu parte de sua atmosfera original? Se sim, então por que sua atmosfera não é apenas uma versão em escala reduzida das atmosferas de exoplanetas maiores e ultraquentes? E o que mais pode estar escondido em sua atmosfera?”

Galileu

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Diversos

Astrônomos da UFRN anunciam diagnóstico pioneiro para mil estrelas

Imagem artística do Telescópio TESS (créditos: NASA/Wikimedia Commons)

A busca por exoplanetas com condições físico-químicas de habitabilidade representa o principal desafio da Astronomia moderna, sendo conduzida por múltiplos satélites, em harmonia com instrumentos instalados em telescópios no solo. Entre esses está o satélite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, lançado em julho de 2018, idealizado especificamente para a busca por planetas do tamanho da Terra orbitando estrelas próximas.

O satélite TESS até o momento identificou cerca de 2 mil estrelas hospedando objetos com características de planetas. Em artigo publicado recentemente no periódico americano Astrophysical Journal Supplement Series, anunciou um diagnóstico pioneiro sobre as características físicas de metade dessas estrelas observadas pelo TESS, incluindo medidas de períodos de rotação, identificação de erupções e pulsação e possíveis níveis de atividade magnética. O artigo pode ser acessado aqui e aqui, e foi assinado por um grupo de cientistas brasileiros, liderado pelos astrônomos da UFRN, José Renan de Medeiros, Bruno Leonardo Canto Martins e Izan de Castro Leão. O estudo também conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará e da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

O diagnóstico oferece uma sólida base de apoio para pesquisas sobre exoplanetas realizadas pela missão espacial TESS. De um lado, os resultados indicam quais estrelas oferecem uma melhor perspectiva para monitoramento e estudos sobre as características físico-químicas de seus sistemas planetários, incluindo suas potenciais condições de habitabilidade. Por outro lado, esses resultados ajudarão a comunidade na definição de critérios para a elaboração de estratégias observacionais para diferentes técnicas de diagnósticos, incluindo imageamento direto dos planetas.

O TESS foi inicialmente programado para dois anos de operações, mas a NASA decidiu estender a missão por mais dois anos, até abril de 2022. Tal aspecto levou o grupo de pesquisadores da UFRN a optar por um estudo contínuo no diagnóstico das estrelas que ainda terão planetas detectados pelo TESS, alimentando e mantendo uma base de dados atualizada a serviço da comunidade internacional dedicada à busca por exoplanetas. Tal base de dados já se encontra disponível numa plataforma interativa da Escola de Engenharia da Universidade de Vanderbilt, localizada em Nashville, USA, denominada Filtergraph (http://filtergraph.com).

Mapa descrevendo o comportamento da atividade de uma estrela observada pelo TESS ao longo do tempo. Os aparentes ‘dentes’ indicam as passagens de um planeta na frente da estrela. A imagem foi construída com um padrão de 256 cores.

A Astronomia para Inclusão Social e Inovação

Um aspecto diferenciado nesse trabalho conduzido por astrônomos e estudantes do doutorado em Física da UFRN diz respeito à contribuição do mesmo para ações de inclusão de Pessoas Autistas, através do Centro Frist para Autismo e Inovação (Frist Center for Autism and Innovation), também sediado em Nashville. A plataforma web Filtergraph, criada pelo astrônomo Dan Burger, que armazena o catálogo com os resultados da pesquisa, foi idealizada inicialmente como uma ferramenta computacional para a visualização de uma grande variedade de dados no apoio ao descobrimento de Exoplanetas e desde 2017 tornou-se parte do Centro Frist.

O Centro agrega cientistas, engenheiros e especialistas em neurociências e educação com o objetivo de entender, maximizar, identificar e estimular pessoas autistas a trabalharem com padrões de imagens e cores. Sabendo que alguns autistas têm a capacidade de entender padrões em cores e imagens em um nível superior, o Centro Frist passou a usar o Filtergraph para identificar pessoas com tais habilidades, oferecendo a estes indivíduos formação complementar e ferramentas para que possam se especializar e atuar profissionalmente em posições que executam tarefas semelhantes à análise de imagens ou cores em alto padrão.

Planetas habitáveis?

As condições mínimas para que um planeta possa ser habitável são a existência de água no estado líquido, associada a temperaturas e campos de radiação adequados para sustentar uma biosfera na superfície planetária. Em nosso Sistema Solar, tais condições estão localizadas em uma região restrita, localizada entre os planetas Vênus e Marte, com o nosso planeta azul, a Terra, no centro dessa região.

Uma propriedade física determinante para a existência dessas condições mínimas, impactando diretamente na formação e evolução do sistema planetário, é a atividade magnética de uma estrela que está diretamente associada com a existência de erupções, ventos e tempestades magnéticas, como acontece com nosso Sol. Como a atividade magnética de uma estrela é controlada diretamente por sua rotação, a existência das condições mínimas para habitabilidade de um planeta exige que sua estrela gire de forma adequada, ou seja, nem muito rápido nem muita lento. No caso do Sol, o mesmo leva um pouco mais de 25 dias para dar uma volta completa em torno do seu eixo.

UFRN

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Diversos

Astrônomos encontram superTerra próxima ao centro da Via Láctea

Foto: Cornell University

Astrônomos da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, descobriram uma superTerra próxima ao centro da Via Láctea, segundo um estudo publicado na edição de maio do The Astronomical Journal. O planeta faz parte de um pequeno rol de astros cujo tamanho e a órbita são comparáveis ​​aos da Terra.

“Para se ter uma ideia da raridade da detecção, o tempo necessário para observar, devido à estrela hospedeira, foi de aproximadamente cinco dias, enquanto o planeta foi detectado apenas durante uma pequena análise de cinco horas”, contou Antonio Herrera Martin, líder da pesquisa, em comunicado. “Depois de confirmar que [a descoberta] foi realmente resultado [da detecção] de outro ‘corpo’ diferente da estrela, e não um erro instrumental, começamos a obter as características do sistema planeta-estrela.”

Usando o Sistema Solar como referência, os astrônomos calcularam que a estrela hospedeira da superTerra tem cerca de 10% da massa do nosso Sol, enquanto o planeta tem uma massa entre a da Terra e a de Netuno e órbita de 617 dias. Já a distância entre o astro e sua estrela é equivalente ao espaço que existe entre o Sol e a área situada entre Vênus e a Terra.

De acordo com Herrera Martin, o planeta foi descoberto usando uma técnica chamada microlente gravitacional, que é extremamente específica — apenas uma em 1 milhão de estrelas da nossa galáxia podem ser detectadas pelo método. “A gravidade combinada do planeta e sua estrela hospedeira fez com que a luz de uma estrela de fundo mais distante fosse aumentada de maneira particular”, explicou o especialista.

Galileu

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Diversos

VÍDEO: Astrônomos descobrem planeta gigante com órbita jamais vista antes

Astrônomos descobriram um planeta bastante peculiar, como nenhum outro foi encontrado antes. Ele tem três vezes a massa de Júpiter e percorre um longo caminho oval em torno de sua estrela, mas o que é realmente estranho nele é a distância de sua órbita. Outros exoplanetas gigantes com órbitas bem elípticas já foram encontrados em outras ocasiões, mas nenhum deles estava tão distante de suas estrelas como este.

Sarah Blunt, estudante de pós-graduação da Caltech e principal autora do estudo publicado no The Astronomical Journal, disse que “outros planetas encontrados longe de suas estrelas tendem a ter excentricidades muito baixas”. Na astronomia, a excentricidade indica o quanto a órbita de um corpo é circular ou elíptica, e essa medida é feita em uma escala de 0 a 1. Uma excentricidade de 0,5 é uma órbita bem oval, por exemplo.

“O fato de que este planeta tem uma excentricidade tão alta”, continua Blunt, “nos diz algo sobre alguma diferença na forma como ele se formou ou evoluiu em relação ao outros planetas”.

Os dados usados para essa descoberta foram fornecidos pelos dois observatórios usados pelo California Planet Search (o Lick Observatory no norte da Califórnia e o W. M. Keck Observatory no Havaí) e pelo McDonald Observatory no Texas. Os astrônomos observam a estrela do sistema no qual este planeta se encontra, chamada HR 5183, desde os anos 1990. Não há dados sobre a órbita completa do planeta porque ele completa sua volta aproximadamente entre cada 45 a 100 anos.

“Este planeta passa a maior parte do tempo vagando na parte externa do sistema planetário nesta órbita altamente excêntrica, e depois começa a acelerar e faz um estilingue em torno de sua estrela”, explica Andrew W. Howard, professor de astronomia do Caltech. “Detectamos esse movimento do estilingue. Vimos o planeta entrar e agora está saindo. Isso cria uma assinatura tão distinta que podemos ter certeza de que este é um planeta real, mesmo que não tenhamos visto uma órbita completa”.

Mas por que essa órbita tão estranha?

Os planetas se formam a partir dos discos de poeira e gases que sobraram após a formação das estrelas. Esses discos são planos e percorrem harmoniosamente a órbita na estrela jovem, o que faz com que os planetas que ali surgem também tenham órbitas planas e circulares.

Mas eventualmente alguma coisa faz com que alguns planetas entrem em órbitas instáveis, desalinhadas, e, no caso do HR 5183 b, altamente excêntricas. Isso provavelmente foi causado por algum outro objeto que “chutou” o planeta de sua órbita.

Os pesquisadores sugerem que o HR 5183 b já teve um vizinho de tamanho semelhante. Quando os dois se aproximaram o suficiente, um empurrou o outro para fora do sistema estelar, forçando o HR 5183 b a uma órbita altamente elíptica. “Este outro planeta basicamente teria chegado como uma bola de demolição”, diz Howard, “arremessando qualquer coisa em seu caminho para fora do sistema”.

Fonte: Caltech

 

Opinião dos leitores

  1. Mentira. Aqui mesmo no Sistema Solar tem um planeta gigante, cuja órbita em torno do Sol leva milhares de anos. Por isso não é visto como os demais. E eles sabem disso há décadas. Pesquisem e encontrem as evidências! A busca da Verdade dá trabalho!

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Diversos

Astrônomos descobrem capacidade dos exoplanetas de sustentar vida até melhor do que a Terra

Foto: CC0 / skeeze / Exoplaneta

Os exoplanetas, ou seja, os planetas fora de nosso Sistema Solar, podem possuir vida abundante e ter melhores condições do que as existentes na Terra, revela uma nova pesquisa.

O descobrimento pode ajudar na busca de vida alienígena.

Os cientistas estão buscando oceanos nos exoplanetas que tenham “maior capacidade de sustentar vida abundante e ativa em geral”, disse Stephanie Olson, especialista em geofísica da Universidade de Chicago.

O grupo da investigadora usou um software especial da NASA para criar um modelo de um conjunto de exoplanetas. O objetivo era ver qual teria maior probabilidade de desenvolver e sustentar vida. Isso levou a uma conclusão surpreendente, pois revelou existirem “planetas com padrões de circulação oceânica favoráveis e que poderiam ser mais adequados para suportar vida mais abundante ou mais ativa do que a vida na Terra”, disse Stephanie Olson.

O novo estudo ajudará estender os parâmetros que atualmente estão sendo usados na busca de exoplanetas habitáveis. A pesquisa descobriu que atmosferas mais densas, rotações mais lentas e a presença de continentes originam maiores taxas de crescimento.

“Nem todos os oceanos são igualmente hospitaleiros […] e alguns oceanos serão melhores lugares para viver do que os outros devido aos seus padrões de circulação global”, explica Olson.

Os cientistas estimaram que mais de 35 por cento de todos os exoplanetas hoje conhecidos maiores que a Terra devem ser ricos em água e, por isso, há uma forte possibilidade de que a vida exista lá.

Sputnik Brasil

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Astrônomos da NASA escolhem lugar para pouso em ‘asteroide apocalíptico’

A NASA passou mais de oito meses explorando o asteroide gigantesco Bennu, localizado entre Marte e a Terra, para finalmente escolher quatro áreas na sua superfície, onde a nave espacial OSIRIS-REx irá pousar.

Cientistas da NASA consideram o asteroide Bennu “o testemunho silencioso de eventos titânicos na história de 4,6 bilhões de anos do Sistema Solar”. O asteroide representa uma rocha gigantesca com cerca de 500 metros de diâmetro e um peso de cerca de 87 milhões de toneladas .

Os especialistas da missão planetária norte-americana OSIRIS-REx escolheram quatro lugares na superfície do asteroide para explorar o corpo celeste mais detalhadamente. Cada área recebeu o nome de uma espécie de ave encontrada no Egito, já que a União Astronômica Internacional decidiu que os nomes oficiais de partes do asteroide devem se referir a aves mitológicas.

A equipe da missão afirmou que a escolha dos lugares foi mais difícil do que se considerava inicialmente. A superfície do asteroide é mais rochosa do que parecia à distância, após a NASA ter obtido uma imagem do asteroide usando sua espaçonave Osiris-Rex de alta tecnologia.

A nave espacial chegou ao asteroide em dezembro de 2018, entrando em órbita de Bennu no final desse ano. Desde então, a nave tem explorado a superfície do asteroide e criado um mapa pormenorizado do corpo celeste. Graças ao mapa, os cientistas podem escolher os lugares mais convenientes para o futuro pouso, com a intenção de realizar a coleta de amostras de solo no segundo semestre de 2020.

O melhor lugar encontrado foi uma cratera com uma substância parecida com areia. Os cientistas esperam começar a estudar o material coletado em setembro de 2023.

Sputnik

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Astrônomos detectam o buraco negro mais pesado já descoberto

(NASA & ESA/Wikimedia Commons)

Alguns buracos negros são tão pesados que os astrofísicos cunharam uma classificação específica para eles: a categoria dos buracos negros supermassivos, que chegam a ter bilhões de vezes mais massa do que o Sol. Mas um buraco negro recém-descoberto pode inaugurar uma nova classe — a dos ultramassivos.

Tudo indica que ele seja um dos maiores buracos negros já encontrados no universo, talvez o maior. Cientistas alemães usaram o MUSE (um instrumento, não a banda britânica) acoplado ao telescópio europeu VLT, que fica no Chile, para estudar a galáxia central de um aglomerado galáctico relativamente próximo da Terra, o Abell 85. Ele fica a 700 milhões de anos-luz daqui. No coração da galáxia Holm 15A, descobriram um verdadeiro monstro.

Com 40 bilhões de vezes a massa do Sol, o objeto encontrado é mais de seis vezes maior que o M87*, um buraco negro considerado bem grande. Ele virou celebridade na internet após sua foto, a primeira já tirada de um buraco negro na história, viralizar em abril deste ano. Em comparação com o Sagitário A*, nosso “próprio” buraco negro supermassivo, no centro da Via Láctea, o que fica na Holm 15A é 10 mil vezes maior.

E não é só a sua massa que impressiona. O tamanho também: seu diâmetro é de 236 bilhões de quilômetros. De tão grande, ele seria capaz de engolir o Sistema Solar inteiro de uma só vez. Os resultados foram submetidos ao The Astrophysical Journal e aguardam revisão de pares e publicação, mas o manuscrito do artigo já está disponível no repositório arXiv.

Mas como um buraco negro pode engordar e espichar tanto a ponto de se tornar ultramassivo? Eles crescem de tamanho da mesma forma que nós — comendo. Só que, em vez de arroz e feijão, buracos negros comem estrelas, gás, planetas, civilizações: qualquer matéria que dê o azar de passar perto demais deles. E, pelas bandas do Abell 85, o alimento é farto. Isso porque pelo menos duas das galáxias que ficam nesse aglomerado estão passando por processos de fusão.

É um evento lento, mas violento, que arremessa muito gás. E uma parcela generosa desse gás acaba servindo para aplacar o apetite insaciável do buraco negro central, em torno do qual todas as galáxias satélites orbitam. Considerando a massa total das estrelas da Holm 15A, o “monstrão” é quatro vezes maior do que seria de se esperar (levando em conta o movimento delas, nove vezes maior).

Super Interessante

 

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Astrônomos descobrem novo sistema estelar e um planeta que pode abrigar vida

Imagem: NASA/Goddard Space Flight Center/Chris Smith

Um novo sistema estelar foi encontrado por uma equipe internacional de astrônomos, liderada por cientistas espanhóis. Três planetas orbitam a estrela GJ 357, uma anã vermelha do tipo M, localizada a 31 anos-luz da Terra, e um deles talvez tenha água em estado líquido, o que significa a possibilidade de abrigar vida. A descoberta foi publicada na revista Astronomy & Astrophysics, dois dias após a Nature Astronomy trazer a notícia sobre outros três exoplanetas (planetas situados fora do Sistema Solar) que podem ser o “elo perdido” da formação planetária.

Tudo começou no dia 13 de abril, quando o telescópio espacial TESS, da NASA, apontou para a possibilidade de haver um planeta muito próximo da estrela GJ 357, que é menor e 40% mais fria que o Sol e está localizada na constelação de Hydra. Um enfraquecimento de luz da anã vermelha foi detectado, o que soou o alarme para a possibilidade de haver um planeta em trânsito por lá. Percebeu-se então se tratar de um mundo que completa sua volta em torno da estrela a cada quatro dias.

Então, a equipe de 70 astrônomos liderada por Rafael Luque, astrofísico cordovês que trabalha no Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), procurou informações sobre essa estrela obtidas anteriormente com telescópios terrestres, incluindo o instrumento Carmenes, do Observatório Calar Alto, em Almería. Todos detectaram o “piscar” da GJ 357 a cada quatro dias, resultado da passagem de um planeta em sua frente Porém, os dados revelaram também algo novo: outros dois mundos que orbitam a mesma estrela.

O primeiro planeta, aquele detectado pelo TESS, orbita 11 vezes mais perto de sua estrela do que a distância entre Mercúrio e nosso Sol. Por isso, seu ano dura apenas quatro dias terrestres e sua temperatura de equilíbrio (calculada sem levar em consideração os efeitos de aquecimento resultantes das condições de uma possível atmosfera) é de 250 graus Celsius. Os pesquisadores o descrevem como uma “Terra quente” e, apesar de não poder abrigar vida, “é um dos melhores planetas rochosos que temos para medir a composição de qualquer atmosfera que possa possuir”, de acordo com o coautor Enric Pallé, astrofísico do IAC e supervisor de doutorado de Luque.

Por sua vez, o planeta intermediário tem uma massa pelo menos 3,4 vezes maior que a Terra e sua temperatura é de 127 graus Celsius. Ele orbita a estrela a cada 9,1 dias terrestres, mas o TESS não foi capaz de observar os trânsitos deste planeta, provavelmente porque sua órbita está levemente inclinada em relação à órbita da “Terra quente”.

Já o terceiro, o mais afastado, chama a atenção dos pesquisadores por se encontrar na zona habitável de sua estrela. Ele possui massa seis vezes maior que a da Terra e sua órbita é de 55 dos nossos dias. De acordo com Diana Kossakowski, do instituto Max Planck de Astronomia e coautora do estudo, “ele recebe aproximadamente a mesma quantidade de energia estelar de sua estrela que Marte recebe do Sol”. Se este planeta tiver “uma atmosfera densa, ele poderia reter calor suficiente para aquecê-lo e permitir a entrada de água líquida em sua superfície”, conclui.

“Se conseguirmos confirmar que ele tem atmosfera, estaremos diante do planeta [potencialmente] habitável mais próximo que transita em frente à sua estrela”, disse Enric Pallé. “O grande objetivo dos astrônomos é buscar, em uma atmosfera, o desequilíbrio químico e termodinâmico entre diferentes elementos que só pode ser explicado pela presença de vida, como acontece na Terra com as proporções de metano, oxigênio e água, e este planeta pode ser um candidato para fazer isso”, destaca o astrofísico. Se não houver uma atmosfera, o planeta teria uma temperatura de equilíbrio de -64 ° C, o que tornaria o planeta glacial.

Techtudo, via Aurek Alert, El País

 

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Diversos

Astrônomos encontram estrela com possível “megaestrutura alienígena”

MESSIER 55, AGLOMERADO GLOBULAR OBSERVADO PELO TELESCÓPIO VISTA (FOTO: ESO/J. EMERSON/VISTA/WIKIMEDIA COMMONS)

Cientistas detectaram uma estrela antiga batizada deVVV-WIT-07 e que intriga os astrônomos pela possível presença de um objeto em sua órbita que impede a passagem de seu brilho. Alguns especialistas chegaram a afirmar que bloqueio seria motivado por “uma estrutura feita por vida extraterrestre”. A maior parte da comunidade acadêmica, entretanto, busca explicações mais plausíveis para explicar as carcterísticas da estrela.

Em 2012, astrônomos verificaram, por meio do telescópio VISTA, no Chile, que a amplitude (medida de ondas) da VVV-WIT-07 diminuía lentamente por cerca de 11 dias. Em seguida, o brilho da esfera de plasma ficava praticamente imperceptível nos 48 dias seguintes.

Tabetha Boyajian, astrônoma da Louisiana State University, nos Estados Unidos, fez um estudo comparando VVV-WIT-07 e J1407, a Estrela de Tabby. Ambas têm estrutura semelhantes. Ao contrário do VVV-WIT-07, entretanto, qualquer material que esteja passando entre a Terra e J1407 bloqueia apenas cerca de 20% da luz.

Boyajian descarta que engenhosidade de ETs possa estar por trás disso. “Os novos dados mostram que diferentes cores de luz estão sendo bloqueadas em diferentes intensidades”, ela disse. “Portanto, o que quer que esteja passando entre nós e a estrela não é opaco, como seria de se esperar de uma megaestrutura planetária ou alienígena.”

Eric Mamajek, astrofísico da Universidade de Rochester, elimina a possibilidade de que o bloqueio seja causado por aneis espaciais. “É preciso ter mais de 1 milhão de quilômetros de largura e ser muito denso para bloquear a luz das estrelas”, ele afirmou.

Segundo o portal Science Alert, a explicação pode estar nos pedaços de poeira do universo. Nuvens interestelares impedem a passagem de luz de estrelas, tornando difícil determinar suas características.

Galileu

 

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