Reportagem revela bastidores de mulheres que se submetem a mutilação genital para fingir que são virgens antes do casamento

Foto: AFP

Por medo de sofrer retaliações de seus futuros maridos, mulheres no Sudão escolhem ser submetidas à mutilação genital antes de seus casamentos para fingir que ainda são virgens.

Muitas delas já haviam passado por um processo similar de circuncisão na infância — que costuma ocorrer entre os 4 e os 10 anos de idade.

A mutilação genital feminina, ou na sigla MGF, consiste no corte ou a remoção deliberada da genitália feminina externa.

No país de maioria muçulmana, a prática pode envolver a remoção ou o corte dos lábios e do clitóris, e com frequência inclui também uma sutura para estreitar a abertura vaginal — um processo conhecido como infibulação. Esses pontos se desfazem quando a mulher tem relações sexuais.

A operação costuma ser realizada por parteiras. No Sudão, a sutura na vagina é uma alternativa à himenoplastia, uma cirurgia para reconstruir hímens, a membrana que cobra parcialmente a abertura vaginal, para esconder qualquer sinal passado de atividade sexual.

Mas a himenoplastia deve ser realizada por um cirurgião e sua disponibilidade no Sudão não é ampla.

‘Não pude andar por dias’

“Foi tão doloroso… tive que passar uns dias na casa de uma amiga até me recuperar, porque não queria que minha mãe soubesse”, diz Maha (nome fictício para proteger sua identidade).

“Urinar era um problema e, nos primeiros dias, eu mal conseguia andar.”

Maha passou pela cirurgia dois meses antes de seu casamento com um homem “um pouco mais velho” que ela.

“Ele nunca confiaria em mim se descobrisse que fiz sexo antes do casamento”, afirma.

“Me proibiria de sair de casa e até de usar meu telefone celular.”

Recém-graduada na universidade, ela vem de um Estado no norte do Sudão, em que a mutilação genital feminina é proibida.

Mas a prática ainda é extremamente comum no país — 87% das mulheres sudanesas entre 14 e 49 anos foram submetidas a algum tipo de MGF, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Mesmo trabalhando na capital, Cartum — em que a cirurgia não é proibida —, Maha escolheu fazê-la clandestinamente em sua cidade natal, na casa de uma parteira.

Ela conhece a mulher, que concordou em fazer a operação por um preço mais baixo do que as 5 mil libras sudanesas (R$ 450) cobradas normalmente.

Quatro tipos de mutilação

(mais…)

Ibama rejeitou relatório contra navio grego suspeito de derramar óleo antes da operação da PF

Relatório da empresa Hex Tecnologias Geoespaciais que baseia investigação da Polícia Federal sobre origem de manchas de óleo — Foto: Reprodução

O relatório que embasou a Operação Mácula, da Polícia Federal, deflagrada em novembro contra navios suspeitos de derramar petróleo no litoral, já havia sido rejeitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O documento se baseava na localização de uma mancha, com aparência de óleo, e no rastreamento de navios que passaram por aquele ponto. Entretanto, para o Ibama, as provas eram frágeis.

O aspecto da mancha, a falta de dados como a localização, o satélite usado e a composição colorida para montar a imagem – elementos que trazem credibilidade a documentos técnicos como este – foram cruciais para que o estudo fosse rejeitado, disse em entrevista ao G1 Pedro Bignelli, coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), ligado ao Ibama.

A mesma declaração foi dada a deputados nesta terça-feira (17), durante um depoimento a deputados na CPI do Óleo, que investiga o desastre ambiental na Câmara.

Estudo da HEX

Segundo Bignelli, a empresa HEX Tecnologia, responsável pelo relatório, havia feito um estudo em que apontava uma mancha com aparência de óleo ao lado da trajetória de navios.

Em outubro, os responsáveis pela HEX foram até o Ibama apresentar a descoberta. Como a empresa tem contrato de prestação de serviço com o Ibama, eles pediram que fosse emitida uma ordem de serviço para pagar o trabalho.

“Há uma cláusula no contrato que permite a eles fazerem isso, não é ilegal. Mas como envolvia uma quantia expressiva de dinheiro, e eu ao bater o olho vi ali problemas, remeti ao meu diretor a minha avaliação”, conta Bignelli.

“Expliquei para o meu diretor que eu não tinha sido convencido, pelo aspecto da mancha e pela falta de informação no relatório. Eu trato essas imagens [de satélite] há 25 anos, tenho dois doutores no assunto aqui que ajudaram a avaliar. Disse [ao diretor] que não arriscaria meu currículo naquele relatório, que não acreditava naquele documento” – Pedro Bignelli, coordenador-geral do Cenima

No dia seguinte, segundo Bignelli, a HEX Tecnologia foi à Polícia Federal apresentar o relatório, que foi aceito pela corporação e submetido à Superintendência do Rio Grande do Norte. Em 1º de novembro, a operação foi deflagrada.

“Após a operação eu tive acesso ao relatório completo e fiz o caminho inverso: fui buscar as imagens que eles haviam usado e comprovei que meu veredito estava certo. Não era óleo, era clorofila” – Bignelli

Novos estudos sobre a origem do óleo

Bignelli afirma que o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) está desenvolvendo um novo estudo para localizar a origem das manchas de óleo.

Já que as análises de pontos mais próximos à costa brasileira ainda não apontaram uma hipótese que explicasse o que causou o maior desastre do litoral do país, os pesquisadores do Inpe passaram a vasculhar regiões a Oeste, mais próximas à África, para ver se encontram possíveis derramamentos de óleo.

“O Inpe conseguiu colecionar uma série de gráficos de navios e imagens mais a Oeste, mais à África, e também dados meteorológicos”, diz Bignelli. “O problema é que em nenhum momento este óleo foi detectável [na superfície], então não sabemos o que houve no meio do caminho [entre o derramamento e o aparecimento no litoral]”, afirma.

Mais de 100 dias de registro de manchas

Mais de 100 dias após a primeira mancha surgir em agosto, na Paraíba, 966 pontos do litoral do Nordeste e estados do Sudeste já foram atingidos pelo óleo, segundo o mais recente balanço do Ibama.

Em algumas semanas, as manchas de óleo se espalharam pelos 9 estados do Nordeste – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – e, em novembro, chegaram ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro.

Para Pedro Bignelli, será difícil encontrar uma explicação para o desastre. “Perdemos o timing”, afirmou ao G1.

“Perdemos o ‘timing’. Quanto mais passa o tempo, mais difícil encontrar a origem das manchas de óleo. Você perde as conexões, precisa mapear as correntes e, como espalhou demais, puxar o fio da meada é complicado” – Pedro Bignelli, coordenador-geral do Cenima.

Investigações

Mais de um mês após as manchas surgirem na Paraíba, o presidente Jair Bolsonaro determinou em 5 de outubro que fosse feita uma investigação para encontrar de onde vinha o petróleo. Ele deu o prazo de 48 horas para que fossem apresentados “os dados coletados e as providências adotadas”. Entretanto, as ações se concentravam em limpar as praias, já que a mancha não era visível na superfície do oceano.

Em 25 de outubro, a Petrobras informou que o óleo recolhido nas praias tinha características semelhantes àquele produzido na Venezuela.

Em 1º de novembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mácula e apontou um navio grego como suspeito pelo derramamento: o petroleiro Bouboulina. Ele se tornou alvo da operação porque carregou 1 milhão de barris do petróleo tipo Merey 16 cru no Porto de José, na Venezuela, no dia 15 de julho, e zarpou no dia 18 com destino à Malásia, passando pelo Brasil em 28 de julho. Foi nesta data que a empresa HEX Tecnologias Espaciais disse ter encontrado manchas de óleo no oceano próximo à costa por onde passou o Bouboulina. O relatório foi base da operação da PF.

A empresa responsável pela embarcação no Brasil, a Delta Tankers, negou a suspeita e afirmou que “não há provas” de que o navio Bouboulina vazou petróleo na costa do Brasil. Dias depois a empresa foi notificada e, desde então, a Marinha não divulga novidades sobre a investigação.

No início de dezembro, o comandante de Operações Navais da Marinha, Leonardo Puntel, afirmou em audiência no Senado que não há provas que identifiquem o responsável pelo vazamento.

G1

 

Nova modalidade de estágio permite a jovens ‘rodar’ por diferentes empresas antes de se formar

Foto: Divulgação

Parece (e é) contraditório pedir experiência a quem está começando a vida profissional , mas a prática é mais comum do que se imagina. Para ajudar jovens que estão ingressando no mercado de trabalho a deixar seus currículos mais encorpados, um grupo de grandes empresas se reuniu para criar o estágio rotativo .

A premissa é a mesma do job rotation (em que um funcionário ou aprendiz roda por diversos setores de uma mesma empresa). A diferença, neste caso, é que o estagiário vai dividir o período de aprendizagem entre as empresas parceiras, passando oito meses em cada.

O piloto desse programa já começou a funcionar — por enquanto só em São Paulo — com 12 jovens e as empresas Nestlé, Klabin, CSN, EDP, Vivo e CIEE. Também foi criado um banco de talentos compartilhados, para ampliar a exposição dos jovens aos postos de estagiários, trainees e analistas júnior.

Ainda não há previsão de quando a próxima turma será formada. Segundo o RH da Nestlé, as empresas vão esperar consolidar a primeira experiência para, então, começar a elaborar a próxima edição.

— Os jovens precisam estar nos dois últimos anos de formação. Eles passarão por duas a três empresas e em áreas distintas. Isso ajuda a dar peso ao currículo para iniciar a vida profissional — explicou o presidente da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, no 2º Encontro de Jovens do Mercosul que, neste ano, aconteceu na capital paulista.

O encontro, realizado na semana passada, reuniu estudantes, empresários e representantes dos quatro países participantes do Acordo de Empregabilidade Jovem do Mercosul, que teve início no ano passado, no Uruguai, e consiste na parceria de empresas desses países para impulsionar e empregabilidade e empreendedorismo juvenil.

“O jovem precisa ter curiosidade, capacidade de aprender e saber trabalhar em equipe. Está tudo conectado hoje em dia”. (LAURENT FREIXE, CEO DA NESTLÉ PARA AS AMÉRICAS).

Ao todo, são 58 empresas com a proposta de oferecer 45 mil oportunidades de emprego e treinamento profissional até o final de 2020. Melchior explica que o número engloba desde vagas diretas a mentorias e capacitação, como cursos para ajudar a fazer o currículo ministrados por profissionais destas companhias.

O acordo já ofereceu, até agora, mais de 19 mil oportunidades para jovens nos quatro países.

Trabalho: Aumenta 160% número de qualificados com jornada menor que o desejado

O que as empresas buscam

Além da primeira chance, outro desafio que os jovens enfrentam ao começar a vida profissional é se destacar em meio a tanta gente (e mostrar habilidades que nem sempre tiveram tempo de ser desenvolvidas). Por outro lado, Laurent Freixe, CEO da Nestlé para as Américas, salientou que há outras características que são relevantes e ao alcance de quem sequer passou dos 20.

— Os jovens precisam ter curiosidade e capacidade de aprender. Hoje não existem coisas que eles terão no futuro, então, precisam ser ágeis. Outra habilidade é saber trabalhar em equipe e ter espírito colaborativo. Está tudo conectado. E isso significa que nem sempre você será o líder, mas saberá ser um bom membro e fazer a sua parte — diz Freixe, que acrescenta. — No caso dos que querem ser empreendedores, não basta ter uma boa ideia, é preciso ter gestão e saber como financiá-la. Quem não souber tem que buscar a capacitação — disse Freixe.

Na contrapartida desse jovens que chegam às companhias, ele defende que as empresas precisam se preparar para recebê-los e também se adaptar para atenuar os conflitos entre gerações.

— O modelo de pirâmide é difícil para o jovem, a comunicação dele é diferente. As empresas começam a viver uma revolução silenciosa, em que as estruturas organizacionais passam a ser lineares. Há que se tem mais conexão e menos formalidade.

*A repórter viajou ao 2º Encontro de Jovens do Mercosul a convite da Nestlé

O Globo

 

IMAGEM IMPRESSIONA: Grande mancha de óleo é retirada do mar antes de atingir praia pernambucana

Foto: Diego Nigro/Governo de Pernambuco

Uma mancha de óleo com três metros de diâmetro foi avistada em alto-mar entre o litoral de Alagoas e Pernambuco durante sobrevoo de helicóptero realizado por órgãos ambientais na manhã dessa quinta-feira (17).

O governo pernambucano detectou que o material se deslocava para o estado e conseguiu coletar grande parte do óleo antes de o material chegar à areia da praia de São José da Coroa Grande, litoral sul de Pernambuco.

Um plano emergencial com instalação de boias de contenção foi ativado. Pouco mais de uma tonelada de óleo foi recolhido no mar.

O local atingido faz parte da área de preservação ambiental Costa dos Corais. As praias de Pernambuco foram poluídas pelo material no início de setembro. Desde então, não havia novos registros no estado.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou que é fundamental que o governo federal descubra a origem do problema para que novas contaminações não voltem a acontecer.

“A estratégia montada obteve bons resultados. Conseguimos localizar a maior parte das manchas antes de elas atingirem a faixa de areia e foi recolhida pouco mais de uma tonelada do material”, explicou.

Nessa quarta-feira (16), uma grande mancha chegou até Japaratinga, litoral norte de Alagoas.

O material também afetou a cidade de Porto de Pedras. No local, há um projeto de proteção de algumas espécies de peixe-boi.

Na manhã dessa quinta-feira, o óleo atingiu as praias de Ondina e a região do Farol da Barra, em Salvador, no limite da entrada da baía de Todos-os-Santos.

Pequenas pelotas do material foram identificadas nas duas praias, que ficam em regiões de grande interesse turístico e junto a um dos principais circuitos do Carnaval.

Em todo o Nordeste, há ao menos 178 locais e 72 municípios em nove estados atingidos.

Folha de São Paulo

 

VÍDEO: Astrônomos descobrem planeta gigante com órbita jamais vista antes

Astrônomos descobriram um planeta bastante peculiar, como nenhum outro foi encontrado antes. Ele tem três vezes a massa de Júpiter e percorre um longo caminho oval em torno de sua estrela, mas o que é realmente estranho nele é a distância de sua órbita. Outros exoplanetas gigantes com órbitas bem elípticas já foram encontrados em outras ocasiões, mas nenhum deles estava tão distante de suas estrelas como este.

Sarah Blunt, estudante de pós-graduação da Caltech e principal autora do estudo publicado no The Astronomical Journal, disse que “outros planetas encontrados longe de suas estrelas tendem a ter excentricidades muito baixas”. Na astronomia, a excentricidade indica o quanto a órbita de um corpo é circular ou elíptica, e essa medida é feita em uma escala de 0 a 1. Uma excentricidade de 0,5 é uma órbita bem oval, por exemplo.

“O fato de que este planeta tem uma excentricidade tão alta”, continua Blunt, “nos diz algo sobre alguma diferença na forma como ele se formou ou evoluiu em relação ao outros planetas”.

Os dados usados para essa descoberta foram fornecidos pelos dois observatórios usados pelo California Planet Search (o Lick Observatory no norte da Califórnia e o W. M. Keck Observatory no Havaí) e pelo McDonald Observatory no Texas. Os astrônomos observam a estrela do sistema no qual este planeta se encontra, chamada HR 5183, desde os anos 1990. Não há dados sobre a órbita completa do planeta porque ele completa sua volta aproximadamente entre cada 45 a 100 anos.

“Este planeta passa a maior parte do tempo vagando na parte externa do sistema planetário nesta órbita altamente excêntrica, e depois começa a acelerar e faz um estilingue em torno de sua estrela”, explica Andrew W. Howard, professor de astronomia do Caltech. “Detectamos esse movimento do estilingue. Vimos o planeta entrar e agora está saindo. Isso cria uma assinatura tão distinta que podemos ter certeza de que este é um planeta real, mesmo que não tenhamos visto uma órbita completa”.

Mas por que essa órbita tão estranha?

Os planetas se formam a partir dos discos de poeira e gases que sobraram após a formação das estrelas. Esses discos são planos e percorrem harmoniosamente a órbita na estrela jovem, o que faz com que os planetas que ali surgem também tenham órbitas planas e circulares.

Mas eventualmente alguma coisa faz com que alguns planetas entrem em órbitas instáveis, desalinhadas, e, no caso do HR 5183 b, altamente excêntricas. Isso provavelmente foi causado por algum outro objeto que “chutou” o planeta de sua órbita.

Os pesquisadores sugerem que o HR 5183 b já teve um vizinho de tamanho semelhante. Quando os dois se aproximaram o suficiente, um empurrou o outro para fora do sistema estelar, forçando o HR 5183 b a uma órbita altamente elíptica. “Este outro planeta basicamente teria chegado como uma bola de demolição”, diz Howard, “arremessando qualquer coisa em seu caminho para fora do sistema”.

Fonte: Caltech

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alfredo Almeida disse:

    Mentira. Aqui mesmo no Sistema Solar tem um planeta gigante, cuja órbita em torno do Sol leva milhares de anos. Por isso não é visto como os demais. E eles sabem disso há décadas. Pesquisem e encontrem as evidências! A busca da Verdade dá trabalho!

Nova técnica para separar esperma pode fazer menos garotas nascerem; especialistas alertam para riscos éticos na escolha do sexo do bebê antes da concepção

Foto: (AnnekeDeBlok/Getty Images)

Casais que usam fertilização in vitro ou inseminação artificial para ter filho podem escolher o sexo do seu bebê se pagarem caro por isso. Entre as opções, análises cromossômicas permitem determinar se o embrião fecundado é do sexo masculino ou feminino, e uma tinta fluorescente aplicada ao esperma possibilita diferenciar os que vão gerar meninos dos que criarão meninas.

Países como o Brasil e o Reino Unido proíbem a escolha do embrião a ser implantado pautada puramente por preferência de gênero, a não ser que haja razões médicas específicas, como síndromes graves e doenças congênitas. Para completar, os métodos existentes são muito caros e complexos. Ou seja: embora esse Black Mirror seja realidade, é uma realidade inacessível para quase todo mundo.

Mas pesquisadores japoneses acabam de anunciar um novo jeito de separar o esperma – que pode mudar tudo.

Ao contrário das técnicas atuais, essa não requer procedimentos genéticos complicados nem apresenta riscos de danificar o DNA do gameta ou do embrião. Sua separação é de natureza mecânica. Funciona assim: os homens produzem uma quantidade mais ou menos balanceada de espermatozoides que carregam o cromossomo X, e outros que levam o Y. Se o X encontrar o óvulo, nasce uma menina (XX); se for o Y, vem um menino (XY).

Até agora, pensava-se que os espermatozóides X e Y dos mamíferos tinham a mesmíssima estrutura, exceto pelas diferenças no código genético que carregam. Estudo conduzido na Universidade de Hiroshima, no Japão, mostrou que não é bem assim. É que os gametas masculinos X possuem 500 genes ativos que são totalmente inexistentes nos Y. Destes, 18 codificam proteínas que emergem na superfície da célula reprodutora.

Duas dessas estruturas são receptores capazes de estabelecer ligações com determinados químicos no ambiente ao redor. E quando isso acontece, a produção de energia desses gametas acaba sendo comprometida, fazendo com que se locomovam mais devagar. Basta retirar a substância para que o efeito passe sem deixar sequelas nos espermatozóides. Mas, enquanto dura, ele faz os Y nadarem mais rápido do que os X.

Os resultados publicados nesta terça (13) no periódico PLOS Biology apontam que, levando em conta sua simplicidade, a técnica é assustadoramente eficiente. Testes com esperma de rato submetido à fertilização in vitro demonstraram que 90% dos embriões fecundados com os nadadores mais apressadinhos deram origem a ratinhos, enquanto 81% dos mais lentos resultaram no nascimento de ratinhas. Tudo indica que o método funcione em humanos.

Segundo Masayuki Shimada, um dos autores da pesquisa, o foco para aplicação da tecnologia não é a reprodução humana assistida, que reconhece levantar sérias questões éticas, mas sim a criação de animais. Por exemplo, quem produz leite gostaria que só vacas nascessem em sua fazenda, enquanto quem produz carne acharia melhor que apenas bois viessem ao mundo. Mas sabemos que as descobertas da ciência podem fugir do controle.

Além do Brasil e do Reino Unido, Austrália, Canadá, China e Índia também proíbem a seleção do sexo do bebê sem nenhuma razão médica. No entanto, os Estados Unidos e a maioria dos países permitem. Especialistas temem que, em um futuro próximo, além de ser usada em laboratório, a técnica possa ser aplicada em cremes e pomadas vaginais para aumentar as chances de o casal conceber um filho homem. E isso não seria nada bom.

Super Interessante

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Será q vamos ter mais homo de pinto do que de perereca

  2. Ivan disse:

    Para a Ideologia de Gênero, isso é totalmente indiferente…Ninguem nasce homem ou mulher!!!!A escolha é livre… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. CURITIBA JA disse:

    TANTO FAZ
    A MODA AGORA É SER BAITOLA U SAPATÃO

  4. Francisco disse:

    Isso é uma reportagem misògino.

Pesquisa revela que 28% dos entregadores admitem “beliscar” a comida antes da entrega

Uma pesquisa feita nos EUA descobriu que muitos entregadores “não aguentam” a tentação e provam o que estão entregando

Aplicativos de entrega de comida estão se tornando cada vez mais populares, no entanto algumas coisas que acontecem no serviço nem sempre são mencionadas. Uma pesquisa recente, que foi encomendada e conduzida pelo fornecedor e distribuidor de alimentos para restaurantes US Foods, perguntou aos consumidores e aos trabalhadores de entregas sobre seus “hábitos e pontos problemáticos” quando se trata de encomendar e entregar refeições e, surpreendentemente, descobriu que 28% dos empregadores “beliscam” a comida antes de entregá-la.

Para conduzir a pesquisa, a US Foods entrevistou 1.518 americanos que disseram ter usado aplicativos de entrega de alimentos. A idade dos entrevistados variou de 18 a 77 anos, com idade média de 31 anos. Ela ainda incluiu os aplicativos mais populares nos EUA, como Uber Eats, o Grubhub, o DoorDash e o Postmates – todos serviços de entrega terceirizados que fazem parceria com restaurantes.

Infelizmente, a pesquisa revelou algumas informações inquietantes. Mais de 500 entregadores que participaram do estudo, cerca de 28%, disseram que roubam um pouco dos alimentos de um pedido. Não apenas os motoristas entrevistados admitiram o ato, como 17% dos clientes também reclamaram que tiveram uma experiência em que o entregador simplesmente deixava comida do lado de fora de casa ou não a entregava em mãos.

No Brasil esse tipo de serviço também está cada dia mais popular e já tem mais de milhões de usuários, principalmente em grandes cidades, mas é difícil saber se a mesma situação e os números se repetem aqui.

Olhar Digital,via Today

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cley disse:

    É bom saber disso, melhor pensar duas vezes quando for comprar alimentos com entregadores. Eu mesmo comprava, agora não compro msm.

    • Everton disse:

      Oi? Estado Unidos? Embalagem lacrada? Se não quiser entregador, gaste gasolina e tempo para ir comprar.
      Essa profissão é bem antiga, junto com seus vícios e virtudes.

Tudo que você precisa saber antes de sua primeira viagem ao exterior

Foto: Divulgação

Viajar é imprevisível e, às vezes, isso é ótimo. Como quando, por exemplo, você vê uma baleia jubarte durante o passeio de barco. Mas nem toda surpresa é boa: o mau tempo que cancela seu voo ou o hotel que não encontra sua reserva não costumam serem motivos para celebração. Obviamente, minimizar essas experiências frustrantes é o desejo de todos os passageiros, mas imprevistos assim podem ser ainda piores para quem está viajando para o exterior pela primeira vez.

Para ajudar os marinheiros de primeira viagem, aqui estão algumas dicas para uma boa primeira experiência fora de casa.

Passaporte: antecedência para evitar imprevistos

Em condições normais de temperatura e pressão, os passaportes brasileiros ficam prontos em até sete dias úteis. Mas é com frequência que imprevistos criam enormes filas, como em junho de 2018, por exemplo, quando a Polícia Federal (PF) suspendeu a emissão do documento por tempo indeterminado.

Além disso, conseguir agendar um horário conveniente em um posto de emissão de sua preferência pode demandar bastante antecedência. E tudo só vai dar certo, claro, se você for com a documentação correta – inclusive com o pagamento já realizado. Para evitar qualquer tipo de imprevisto e acabar atrasando, ou mesmo perdendo a viagem, vale começar o processo, pelo menos, seis meses antes da data de embarque.

Férias nos EUA? Depois do passaporte, ainda é preciso tirar o visto

Destinos na América do Sul, no Caribe, na Europa e em alguns países da Ásia não exigem o visto de turista dos brasileiros, então, se o seu destino for para algum desses locais, basta consultar a data de validade do passaporte para saber se ainda dá tempo de ir e voltar dentro do prazo.

Mas, se a ideia é visitar alguma cidade nos Estados Unidos ou no Canadá, o visto é necessário e o processo também demanda antecedência. Além de documentos obrigatórios (lembre-se de que o passaporte já precisa estar em mãos!), é necessário pagar um taxa e agendar a entrevista, onde o visto será aprovado (ou não). Para aumentar suas chances, leve documentos que mostrem que você vai retornar ao Brasil após as férias (passagem de volta e comprovante de emprego fixo ajudam).

Albergues são boas opções para economizar

Apesar da reputação de serem destinados a mochileiros, e que estes não se preocupam muito com conforto, os albergues são alternativa viável. Nos últimos tempos, se modernizaram e se tornaram boas opções de acomodação, com conforto e preços mais em conta. Há ainda a versão mais luxuosa deste tipo de acomodação, os hotels boutique, que oferecem opções sofisticadas com cafés, divertidas atividades comunitárias e quartos bem decorados.

A identidade ainda é mesma, ou seja, você ainda terá que compartilhar espaços (e, provalmente, o banheiro) com outros viajantes, mas, em compensação, conseguirá economizar um monte de dinheiro. Alguns dos albergues mais caros cobram apenas US$ 30 por noite, dependendo do destino. Vale pesquisar em sites de hospedagem.

Defina um alerta de viagem em seus cartões de crédito

Antes de usar seu cartão de crédito ou débito no exterior, ligue para seu banco ainda aqui no Brasil e avise que estará em viagem. É o que algumas instituições chamam, literalmente, de “aviso de viagem”. O banco perguntará para onde você viajará, e quanto tempo ficará fora. Dessa forma, a empresa de cartão de crédito não irá confundir suas transações estrangeiras com fraudes e congelar seu cartão.

Enquanto estiver fazendo isso, pergunte também sobre a política do seu banco ou da sua empresa de cartão de crédito sobre taxas de transações no exterior. Muitos cartões cobram uma taxa para os clientes usarem o cartão no exterior, geralmente como uma pequena porcentagem de cada compra. Se for o caso, tente negociar o valor, ou procure um cartão que ofereça esse benefício.

Lembre-se de que, no Brasil, o IOF para transações internacionais por cartão é de 6,38%. Em dinheiro, esse valor cai para 0,38%, então, considere levar um valor em espécie.

Tenha um plano de transporte do/para o aeroporto

Não deixe para pedir táxi em cima da hora. Você precisa estar no aeroporto com pelo menos três horas de antecedência do voo. Então, calcule o tempo de deslocamento até lá, e planeje tudo com antecedência. Melhor não correr riscos de chegar atrasado e, pior dos pesadelos, perder o voo e estragar suas férias.

Quando seu voo chegar ao seu destino, você provavelmente estará saindo do aeroporto. Além do serviço de táxi, a maioria dos aeroportos internacionais está equipada com trens diretos ou ônibus que o levarão ao centro da cidade.

No aeroporto de Heathrow, em Londres, por exemplo, você pode pegar o Heathrow Express para chegar ao centro de Londres. E o serviço de transporte Leonardo Express para o aeroporto de Fiumicino irá levá-lo para a estação ferroviária central de Roma, a Termini.

Naturalmente, a maioria dos aeroportos também tem opções de transporte público mais baratas que podem ser um pouco mais complicadas – especialmente com muitas malas. Você pode pegar o metrô de Londres de Heathrow na linha Piccadilly, por exemplo, mas terá que descobrir quais paradas e transferências para chegar ao seu destino final.

O Google Maps é um excelente navegador, mas pesquise seu roteiro com antecedência para que você esteja preparado no momento da chegada (especialmente se o aeroporto não tiver acesso wi-fi gratuito). Você pode encontrar os preços de trens, horários e informações de conexão no site do próprio aeroporto, ou usar um banco de dados como o iFly ou o World Airport Guides.

O Globo

 

Deputado volta a defender que candidatos a Governador apresentem nomes de secretários antes da eleição

Por interino

O deputado Kelps Lima voltou a defender na imprensa, noite desta segunda-feira, 2 de dezembro, que os futuros candidatos a governador do Rio Grande do Norte apresentem, ANTES DA ELEIÇÃO, os nomes dos secretários chaves, dos cargos mais importantes do Estado, que vão ajudá-lo a administrar a máquina pública nos primeiros meses de Governo.

Segundo Kelps, essa é um a forma que a população terá de correr menos riscos quando, após vencida a campanha eleitoral, os cargos importantes, que demandam decisões cruciais para as vidas de milhares de pessoas, caiam nas mãos de pessoas inadequadas para as funções.

“É indiscutível que um governador só vai conseguir se eleger se ele fizer uma boa composição política, que lhe dê número de votos e visibilidade de projetos. E é legítimo que o grupo político vencedor do pleito tenha assento e espaços no Governo. Mas, os cargos indicados precisam ter qualidade técnica e espírito público. Não dá mais para brincar com a vida do povo nomeando pessoas inadequadas só porque elas são indicações de um ou outro cacique político ou coronel antiquado. O governador tem que ser bem assessorado. Por pessoas com espírito público e capacitadas para o cargo que vão exercer. Então, pelo menos nas secretarias vitais como Educação, Segurança, Saúde e Finanças, a população tem o direito de saber por quem a máquina será gerida”, defende o deputado.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Mario Rocha disse:

    A ideia é fantástica, seria um avanço na gestão política, uma evolução considerável.
    O Dep. Kelps tem inovado na visão da gestão pública, está de parabéns.
    Indicar um e outro não está errado, o erro é nomear pessoas SEM capacidade e afinidade com o cargo e a função e deveria ser enquadrado como uso indevido da máquina pública. Já vi e soube de muita incoerência na nomeação pública e essa é uma das principais razões da ineficiência administrativa. Culpa de quem indica e nomeia, vendo o lado político, fechando os olhos para a qualidade do serviço.
    O que encontramos ao longo da história é que numa secretaria onde existe 50 cargos, 40 são ocupados por "apadrinhados" políticos e 10 são técnicos que ficam na obrigação de levar o trem nas costa, NÃO FUNCIONA e chegamos ao que TEMOS HOJE no precário serviço público. É administrador a frente do setor de Eng. Civil (construções), é enfermeiro gerenciando médico, arquiteto a frente do serviço social, fisioterapeuta responsável pela energia e assim por diante, um descaso!!!
    Somado a esse trilogia do caos vem as baixas remunerações, a falta de aparelhamento, a falta de condições de trabalho, a falta de incentivo profissional, enfim a contra mão da PRODUTIVIDADE com QUALIDADE.
    PIOR, AINDA TEM MUITO MAIS DESVIOS E DESCAMINHOS!!!
    A COISA PÚBLICA não deve ser repensada com um todo???

  2. Sergio Nogueira disse:

    Boa ideia. Mas deveria ser expandida para que os Deputados apresentassem previamente os nomes de seus auxiliares também de modo a sabermos se algum iria dar emprego a ex-auxiliares da turma de Micarla. Bom, mas nesse caso não aparecerá quem atire nos próprios pés. É melhor aparecer de bonzinho perante a mídia.

  3. primo das primas disse:

    Parece ser uma ideia inteligente. Será dificil certos políticos aceitarem.

  4. Gustavo disse:

    Exelente idéia! Continue assim deputado! Nao é demais lembrar que em toda eleiçao fica um suspense danado do secretariado e so escolhem bos…, os q agripino indicou p Micarla pela caridade, quase q acabam c tudo.