Estudo da Fiocruz reforça que reinfecção por covid-19 é possível e pode ser grave

Coronavírus (Foto: Getty Images)

Casos assintomáticos e mesmo brandos de covid-19 não oferecem imunização contra a doença, segundo um novo estudo da Fiocruz divulgado nesta quarta-feira (23/12). Publicado na Social Science Research Network, o trabalho reforça a ideia de que a reinfecção pelo SarsCov2 é possível e pode resultar em um quadro grave da doença. Ou seja, a população está ainda mais vulnerável à pandemia do que se imaginava.

O principal autor do estudo, o virologista Thiago Moreno, disse que apressou ao máximo a divulgação dos resultados por uma questão de responsabilidade social.”Sinto como uma questão de responsabilidade social divulgar o quanto antes”, afirmou Moreno, lembrando que estamos às vésperas do período de festas e viagens de férias. “Se você já teve uma infecção assintomática ou branda, isso não significa que não vá ter de novo, nem que será branda novamente.”

O estudo foi feito no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz) a partir do sequenciamento de genótipos do novo coronavírus. O trabalho acompanhou semanalmente quatro indivíduos que não apresentaram nenhum sintoma desde o início da pandemia, em março. Foram feitos testes sorológicos e RT-PCR em todos os indivíduos acompanhados e todos testaram positivo, embora fossem assintomáticos.

No sequenciamento dos genomas, os pesquisadores confirmaram que uma pessoa contraiu o vírus associado à um genoma importado e outra apresentou uma estrutura viral associada ao genoma que já circulava pelo Rio de Janeiro.De acordo com Moreno, um dos voluntários procurou novamente o grupo de pesquisa no final de maio, alegando sinais e sintomas mais fortes de covid-19, como febre, e perda de paladar e olfato.”

Quando fizemos o RT-PCR mais uma vez, os quatro indivíduos testaram positivo. O que observamos foi uma reinfecção dentro do ambiente familiar”, explicou o pesquisador. “Contudo, a pessoa que apresentou em março o genótipo associado a casos importados agora estava infectada por uma outra cepa. O outro indivíduo, que tinha sido infectado com o genótipo que circulava no Rio continuava com o mesmo genótipo, mas ele já tinha algumas mutações acumuladas, o que permitiu a interpretação de que era uma reinfecção e não uma persistência da infecção.”

Para o virologista, o trabalho reforçou a noção de que a reinfecção é possível – algo comum entre os vírus respiratórios. Segundo ele, a primeira exposição ao vírus não garantiu uma memória imunológica do organismo.”Pessoas com casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostas ao vírus, poderão ter novamente uma infecção”, disse. “Desta vez, pode ser uma infecção mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa.”

Quando o organismo é invadido por algum microorganismo estranho, ele, inicialmente, lança uma resposta genérica para combater o invasor. Por não ser específica, essa resposta não gera uma memória da invasão, embora consiga derrotar as formas mais brandas da infecção. Nesses casos, não há imunização.Nas formas mais graves e mais longas da doença é diferente.

Há a formação de uma resposta adaptativa específica para combater aquele invasor. Essa resposta é que forma a imunização.Um outro problema, segundo Moreno, é que em alguns casos pode até acontecer uma imunização, mas que não é duradoura – é o que ocorre no caso do vírus influenza, por exemplo. “Os dois mecanismos podem estar acontecendo em paralelo”, explicou.

Época, com Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Brito disse:

    O vírus selvagem não confere imunidades e as vacinas sim. O vírus tem alta letalidade mas 80% das infecções são assintomáticas. Quanto tempo ainda teremos que ouvir tanta picaretagem travestida de ciência?

“Como indivíduo, eu julgo que a vitória do Joe Biden está cada vez mais sendo irreversível”, diz Mourão

Foto: Romério Cunha/VPR

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta sexta-feira que, como indivíduo, considera a vitória de Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos “cada vez mais irreversível”. O presidente Jair Bolsonaro é um dos poucos líderes mundiais de países democráticos que ainda não parabenizaram o democrata pela vitória contra Donald Trump.

“Como indivíduo, eu reconheço [a vitória], mas temos que olhar que eu não respondo pelo governo. Como individuo, eu julgo que a vitória do Joe Biden está cada vez mais sendo irreversível”, afirmou Mourão em entrevista à Rádio Gaúcha. “Brevemente acho que vai acontecer isso [reconhecimento da vitória]. E acho que não há uma tensão entre as duas nações, é mais um fogo de palha.”

Mourão também contemporizou a fala do presidente Bolsonaro sobre usar “pólvora” contra os EUA, atribuindo o discurso a uma “força de expressão”.

Nesta sexta-feira, a China enviou seus cumprimentos a Biden por meio do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do país, Wang Wenbin. “Respeitamos a eleição do povo americano”, disse. “Felicitamos o senhor Biden e à senhora Kama Harris”, complementou, sem justificar a demora pelo reconhecimento e dizendo apenas que “o resultado será confirmado de acordo com as leis e os procedimentos americanos.”

Contudo, o presidente chinês, Xi Jinping, ainda não fez nenhuma declaração pública a Biden até o momento. A China vinha evitando declarar o seu reconhecimento à eleição de Biden assim como outros poucos países como Rússia, Coreia do Norte e Brasil. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, também demorou para enviar seus cumprimentos, mas já o fez na última terça-feira.

Valor

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junin disse:

    Mourao usando a sensatez, diferente do resto do gado arrogante e burros…!!!! Ja era !!! Fora Trump arrogante e fora bozo burro….!!!!

    • Neto disse:

      Sabe de nada petralha.
      Esse vice passa longe da elegância do pernambucano Marco Marciel.
      Até mesmo do mineiro Zé Alencar.
      Esse Morão é um palpiteiro sem VOTOS, ainda não aprendeu o seu lugar de VICE
      Vice, é igual a Pneu de stepe, só entra em caso de defeitos do pneu titular.
      Como o Mito Bolsonaro, tá gozando de saúde e não morreu, esse Morão era pra estar só assistindo calado e na arquibancada.
      Bem caladinho.
      Já dizia o ex Prefeito de Natal.
      Vice é vice.
      Ponto final.

    • Santos disse:

      Calma Neto, tome um suquinho!
      Ele está apenas treinando, passado dois anos, o Mourão já pode assumir a cadeira e é o que vai acontecer. Esqueceu que o Rodrigo Maia está sentado numa centena de pedidos de impeachmant? É só edcolher.
      O trauma de tirar outro presidente num curto espaço de tempo é bem menor.

  2. Calígula disse:

    General Melancia

  3. Maria disse:

    Teoricamente já tá demitido.
    #ForaMourãoTraidor
    #FechadosComBolsonaroSempre

    • Minion alienado disse:

      hahahahahahaha vocês são mais cômicos que os defensores de Lula hahahahahahaha

    • Bolsonaro 2022 disse:

      E tá mesmo!!
      Daqui a dois anos, veja se ele é o escolhido pra ser vice do MITO.
      Kkkk
      Não tem votos e cisca de mais, iqual a galinha choca.
      Tem que trocar esse vice mesmo.
      Ponto final.

  4. Vaqueiro Açoitador disse:

    Não sou simpático com a milicada, mas se tem um cara que tem meu respeito, é o Mourão.
    Eu não sei o que ele ainda quer do lado desse moribundo desse Presidente. Mourão tem cacife para se lançar em 2022 sem depender desse miliciano.

  5. Minion alienado disse:

    Dá-lhe Mourão, aquele que não pode ser demitido. E agora Messias!?

  6. Nando disse:

    O armamento mais letal que nós temos , a mistura de pólvora com enxofre. O popular ‘’ peido alemão ‘’. Essa será a grande arma pra superar a potência bélica dos USA.

    • Maria disse:

      Acabei de ler num jornal Americano que o presidente eleito Joe Bidem está muito mal, não dorme desde o dia 07 de novembro, tem crises de suicídio, chora , arranca os poucos cabelos q ainda tem e TUDO isso só porque não recebeu os cumprimentos de Bolsonaro. O caso está sendo tratado como o maior evento grave já registrado numa campanha americana.

É possível, não certo, que vacina contra Covid-19 esteja disponível neste ano, diz desenvolvedora de Oxford

Foto de 24 de junho de 2020 – Cientista trabalha durante visita do príncipe William, Duque de Cambridge, ao laboratório onde uma vacina contra o novo coronavírus (COVID-19) está sendo produzida, no Hospital Churchill, em Oxford — Foto: Steve Parsons/Pool via Reuters

A possível vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19 pode estar disponível até o final deste ano, mas não há certeza de que isso vai acontecer, disse a principal desenvolvedora da vacina nesta terça-feira (21).

A vacina experimental, que foi licenciada pela AstraZeneca, produziu resposta imune em ensaios clínicos de estágio inicial, mostraram dados divulgados na segunda-feira, o que manteve as esperanças de que ela pode estar disponível até o final do ano.

“A meta do final do ano para ter a vacina disponível é uma possibilidade, mas não há absolutamente certeza sobre isso, porque precisamos que algumas coisas aconteçam”, disse Sarah Gilbert à Rádio BBC.

Ela disse que é preciso demonstrar que a vacina funciona em testes em estágio avançado, que é necessária a fabricação de doses em larga escala e que os órgãos reguladores precisam licenciar a vacina rapidamente para uso emergencial.

“Todas essas três coisas têm que acontecer e se juntarem antes que possamos começar a ver uma grande quantidade de pessoas vacinadas”, disse ela.

Os cientistas de Oxford esperam que 1 milhão de doses da potencial vacina sejam produzidas até setembro.

Embora o acordo com a AstraZeneca tenha dado a capacidade industrial para fazer isso, a menor prevalência do novo coronavírus no Reino Unido complicou o processo de provar a eficácia da vacina.

Os testes em estágio avançado estão em andamento no Brasil e na África do Sul e devem começar nos Estados Unidos.

“O crucial é que tenhamos um número suficiente de pessoas expostas ao vírus que também tenham a vacina para que possamos ter um julgamento adequado sobre se ela evita a doença e permanece segura”, disse John Bell, professor de Medicina da Universidade de Oxford, à BBC.

“Estamos esperançosos, particularmente por causa das baixas taxas de incidência no Reino Unido, de que os indivíduos recrutados no Brasil e na África do Sul serão, em última instância, capazes de fornecer os dados.”

Ainda não há vacina aprovada contra a Covid-19 no mundo. Há cerca de um mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a da AstraZeneca é uma das principais candidatas, mas, nesta segunda, alertou que ainda há “um longo caminho a percorrer” na busca pela imunização.

Corrida

O resultado anunciado por Oxford – de que a vacina é segura e induz a produção de anticorpos – não permite ainda concluir de fato se uma pessoa exposta ao novo coronavírus (Sars-Cov-2) fica imune com a vacina. Isso porque a resposta imune foi medida em laboratório.

A fase 3, final, ainda está em andamento; ela é que irá determinar se há eficácia num grande número de pessoas. Os cientistas ainda não sabem, exatamente, o quanto de resposta imune é necessária para combater a doença.

Na segunda (20), além do anúncio de Oxford, também saiu o resultado preliminar de testes de uma vacina desenvolvida pela China e a chegada de uma carga de outra vacina chinesa a São Paulo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Afinal está vacina está pronta, ou não?

  2. Gibira disse:

    E o hospital de Campanha prometido pela Desgovernadora?

  3. Gibira disse:

    A vacina vai chegar e os respiradores comprados pelo governo do RN será que chegam?

    • Manoel disse:

      Gado nao tem direito a vacina pois nao acredita na ciência. No máximo toma cloro de piscina q tem o mesmo efeito da cloroquina em conjunto com remédio contra piolho.

VÍDEO: Marinha dos EUA confirma perseguição com possível OVNI

Foto: Reprodução

Em dezembro de 2017 e março de 2018, o jornal norte-americano The New York Times divulgou três vídeos secretos do governo dos Estados Unidos mostrando pilotos da Marinha dos Estados Unidos perseguindo objetos voadores não identificados – que se moviam em velocidade hipersônica, a milhares de pés acima da Terra, sem asas, motores ou sinais visíveis de propulsão.

Joseph Gradisher, porta-voz do vice-chefe de operações navais da Marinha, enviou uma declaração ao site The Black Vault confirmando a veracidade dos vídeos com os “fenômenos aéreos não identificados”, acrescentando ainda que não houve qualquer edição nas gravações.

Os objetos ainda não foram identificados com sucesso como qualquer tipo conhecido de aeronave. Segundo Joseph, as imagens nunca deveriam ter chegado ao conhecimento público. Reporta-se ainda que os vídeos foram divulgados inadequadamente por um ex-funcionário do Pentágono, que pediu permissão para compartilhar entre agências do governo para uma espécie de banco de dados sobre veículos aéreos não tripulados.

Não é possível dizer que tais objetos sejam domínios de “alienígenas”. No entanto, como apontou o The New York Times, na época da divulgação dos vídeos, é estranho que objetos “apareçam repentinamente a 80.000 pés e depois sejam arremessados em direção ao mar, estacionando a 20.000 pés e pairando”. Uma curiosidade é que os vídeos foram divulgados pelo NYT e pela To The Stars Academy of Arts & Science, uma organização criada pelo ex-vocalista e guitarrista da banda Blink-182 Tom DeLonge.

UOL