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Apenas 3% dos municípios do RN destinam resíduos adequadamente

As quase 50 toneladas de lixo que foram retiradas de praias de sete municípios do Rio Grande do Norte, conforme dados do IDEMA (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Estado), reforçam um problema de todo país: a falta de destinação adequada para resíduos sólidos.

Os dados podem ser considerados alarmantes: na região Nordeste, apenas 35% das cidades tem aterros sanitários, e os números do Rio Grande do Norte são ainda piores: somente 3% dos municípios destinam corretamente o lixo. A situação, quando atinge também a região litorânea, põe em risco o lençol freático, que pode ser contaminado pelos rejeitos.

A legislação, através do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, vem sendo discutida continuamente por representantes de municípios potiguares. No RN, os poucos aterros existentes são municipais e não regionais, o que dificulta a solução do problema.

Apesar disso, o lixo pode ser utilizado como matéria para geração de energia, recursos financeiros e emprego. Uma das possibilidades é a gestão compartilhada pelos municípios, que resolveria um problema grave que ocorre em todo Estado.

Para isso, a ação do poder público é essencial. O projeto Lixo Negociado, iniciativa conjunta entre MPRN e Ministério Público do Trabalho com as prefeituras, atua para que a destinação adequada dos resíduos possa ser resolvida, pois o mais importante é sanar a situação.

Ao Idema, cabe atuar no processo de gestão dos rejeitos também junto aos municípios, através dos planos de gerenciamento de resíduos, da fiscalização e monitoramento, além de novas formas de protocolos e atuação na articulação dos entes para reduzir os detritos.

Aterros compartilhados podem contribuir para o desenvolvimento sustentável e principalmente, para o cumprimento da legislação que regulamenta a destinação correta do lixo, preservação ambiental, bem como para criação de trabalho, renda e tributos.

Na região Leste do Rio Grande do Norte há apenas dois aterros sanitários. Um deles, a CTR Potiguar, na cidade de Vera Cruz, tem pleno potencial para atender os municípios no entorno, uma vez que pode receber 537 toneladas de lixo/dia e aumentar essa capacidade conforme necessário.

A Central de Tratamento de Resíduos – CTR Potiguar pode atender até 1,150 milhões de pessoas. O empreendimento, com vida útil de 20 anos, tem 50,2 hectares de área, sendo 14,63 hectares de mata preservada e 35,27 hectares de área construída.

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MAIS FISCALIZAÇÃO E MULTA: Semurb, Urbana, Semdes e STTU vão coibir descarte irregular de resíduos em via pública em Natal

Foto: Divulgação/Semurb

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) firmou, na manhã desta sexta-feira (31), um termo de cooperação com a Companhia de Serviços Urbanos (Urbana), Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) e de Mobilidade Urbana (STTU) para coibir o descarte irregular de resíduos sólidos nas vias públicas de Natal. A partir de agora, os órgãos municipais em conjunto vão atuar com mais rigor nas fiscalizações, podendo o responsável ser penalizado com multa.

Atualmente, Natal possui 691 pontos de deposição irregular de resíduos sólidos especiais e domésticos. Para se fazer a remoção dos resíduos a Urbana chega a ter um custo mensal de dois milhões de reais que saem dos cofres públicos. Para o secretário da Semurb, Thiago Mesquita, é um grande avanço ter firmado essa parceria, pois vai haver um aumento no efetivo das fiscalizações para coibir as ilegalidades no ponto de vista ambiental e urbanístico.

“Estamos dando um avanço muito significativo em relação à capacidade das fiscalizações no Município. Com a assinatura deste termo de cooperação entre as secretarias. E espero em breve poder firmar cooperação com outras pastas para que possam também nos ajudar supervisionando toda a cidade”, disse Mesquita.

O termo tem por base a Lei Municipal nº 6.693/2017, que dispõe sobre a proibição do descarte de resíduos sólidos em vias públicas. E no cumprimento do Decreto Municipal nº 11.823/2019, que regulamentou a lei. O comandante da Guarda Municipal de Natal (GMN), Albefran Grilo, ressalta que a cooperação técnica é muito importante não só para as secretarias municipais, como para toda a sociedade.

“A partir de agora, vai haver mais um instrumento de fiscalização em Natal com uma maior potencialização. Qualquer guarda que estiver em campo, e se deparar com uma situação de deposição de material irregular, poderá fazer o auto de constatação”, afirmou o comandante da GMN.

A Semurb conta com o apoio da população para realização de denúncias pelo telefone da Ouvidoria, no (84) 3616-9829, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, ou pelo e-mail [email protected] .

Opinião dos leitores

  1. Que comecem pela esquina da Rua Curimatã com Brisa do Mar, LOCAL DA ANTIGA E DA " NOVA FAVELA DO ALAGAMAR", pois há quinze anos está sem pavimentação e saneamento, bem como se transformou em um ponto oficial de descarte de lixo e entulhos do Bairro de Ponta Negra.

  2. Deveria voltar a coleta de recicláveis semanal. O caminhão da Cooperativa passava em dias determinados. Adquiri a prática e continuo separando mesmo sem recolherem mais. Lamentável. Uma fonte de renda para os cooperados.

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Estudo da UFRN mostra a riqueza dos resíduos do solo potiguar para a construção civil

Foto: Reprodução/UFRN

A utilização de água em larga escala somada ao descarte inadequado de substâncias tóxicas por parte da indústria de construção civil motivou pesquisadores do Centro de Tecnologia da UFRN (CT) a buscar novos materiais que impactem cada vez menos o meio ambiente. O estudo tem como objetivo reaproveitar e valorizar resíduos como a manipueira, scheelita e o pó de pedra, resíduos próprios do território potiguar, de modo a desenvolver materiais sustentáveis ideais para as condições climáticas da região, gerando menos gastos e menos danos ao meio ambiente.

Inicialmente, o grupo — coordenado pelos professores Wilson Acchar, do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN, Vamberto Monteiro, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), e alunos do mestrado em Materiais e Processos Construtivos — estudou o planejamento da base estrutural da parede, na busca por um tipo de tijolo mais sustentável, e em seguida explorou a possibilidade de utilizar esses resíduos nas argamassas. Além disso, foram resgatadas técnicas antigas de construção, como as edificações de adobe, propondo uma adaptação mais moderna nessa retomada. O estudo obteve resultados bem promissores com essa adaptação. “No processo, percebemos propriedades bem melhores em todos os aspectos, como resistência e absorção”, afirma o mestrando Rayanderson Saraiva, um dos integrantes da pesquisa.

Planta do projeto e amostras dos recursos utilizados. Foto: Hogla Geovanna

Um dos resíduos utilizados, a manipueira, um líquido proveniente da produção de mandioca que oferece riscos aos lençóis freáticos, muitas vezes é mal descartado por casas de produção de farinha, como destacou um dos pesquisadores, Jonathan Macedo. Isso acontece no momento em que se prensa a macaxeira: um líquido nocivo ao meio ambiente é expelido, contendo elevada carga de materiais orgânicos danosos e ácido cianídrico que atingem o lençol freático.

A manipueira é, de fato, significativamente danosa, porém o cianeto contido nela é extremamente volátil, então, quando exposta ao ambiente em qualquer temperatura na faixa dos 20°C, já é suficiente para que evapore. Se o cianeto for exposto por um período de 24 horas, por exemplo, a meia-vida do seu teor cianídrico cai pela metade, depois de 48 horas cai por um quarto e assim sucessivamente. Além do mais, a manipueira extraída no Rio Grande do Norte é mais suave, pois a mandioca, conhecida como mansa, que é trabalhada no litoral, não contém tanto ácido cianídrico.

Outra característica crucial para o projeto é o fato da manipueira poder substituir a água potável no processo de hidratação do cimento, de acordo com Jonathan. “Vimos que foi bastante viável, atendeu a todas as normas, obtendo até resultados melhores do que com tijolo convencional”, afirma. O tijolo de manipueira apresenta apenas um pouco de porosidade externa. Contudo, em termos técnicos, esse tijolo tem mais resistência que o convencional. Não obstante, devido a presença do cianeto e do enxofre, a manipueira também serve para combater pragas, como formigas e insetos.

Outro material pesquisado, a scheelita, é encontrado em grande proporção na Mina Brejuí, em Currais Novos. O mineral, quando unido ao pó de pedra e à manipueira, promove um melhor empacotamento das partículas nos tijolos, tornado o material resultante mais maleável e de fácil manuseio. O tijolo convencional tem várias consequências negativas ao meio ambiente, por causa dos impactos provenientes de sua fabricação: a produção dos tijolos de resíduos evita a liberação de gases tóxicos, que acontece no processo de queima tradicional.

É assim que a produção de tijolo de solo-cimento passa a ser o objeto de pesquisa das construções inovadoras. O pesquisador Ricardo Ramos afirma que o tijolo feito de solo, cimento e manipueira foi alvo de “testes obtendo a combinação de resíduos, de forma que a união proporcione melhoria nas propriedades”.

Casas ecológicas e a problemática das zonas bioclimáticas

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Operação visa combater descarte irregular de resíduos nos arredores da Avenida da Integração

Foto: Assessoria Semurb

Duas operações conjuntas serão realizadas para combater o descarte irregular de resíduos sólidos e inertes na avenida governador Tarcísio de Vasconcelos Maia (av. da Integração), que fica na lateral do condomínio Green Towers, em Lagoa Nova. As ações serão realizadas nos dias 3 e 5 de dezembro, a partir das 8h30 da manhã, sob a coordenação da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), que contará com o apoio das secretarias de Serviços Urbanos (Semsur), Mobilidade Urbana (STTU), Vigilância Sanitária (SMS), Companhia de Limpeza Urbana (Urbana) e a Guarda Municipal (Semdes).

O local é alvo de constantes descartes de resíduos, tendo em vista que se trata de uma via que ainda não recebeu pavimentação. Carroceiros e motoristas de carros depositam frequentemente material inerte, ou seja, restos de material de construção – metralhas, de móveis e podas, além do lixo doméstico em seu leito.

“Essa ato se configura como um crime ambiental e passível de multa”, ressalta o secretário da Semurb, Thiago Mesquita. Durante a operação serão removidos todo o material ali depositado e recolhido os animais que estiverem no local. As ações são frutos de um compromisso firmado em audiência com a 71ªPmJ, para desobstruir a via que é a continuação da av. da Integração.

Opinião dos leitores

  1. Aqui na rua Lago da pedra, no conjunto dos bancários, o lixão está se formando no calçadão, as pessoas levam os cães para passear e fazer cocô em plena calçada, demonstrado a maior falta de educação, ou é no calçadão ou nas calçadas dos moradores mesmo. Tão simples de resolver, bastava levar um saquinho para apanhar o cocô. Qdo vejo a cena, fico pensando quem é o irracional?

  2. Enquanto isso, a Rua Curimatã, no Bairro de Alagamar, há 14 anos é um depósito oficial de lixo do Bairro de Ponta Negra.

  3. Mas pode descartar depois do dia 6?
    Façam o serviço direito prefeitura, coloquem pontos de coletas, retirem esses pontos de dois em dois dias semelhante a coleta de lixo, nós contribuintes já pagamos os impostos pra isso, mas o que vcs querem é economizar nas costas dos cidadãos. Acari, currais novos as ruas são todas limpas e cuidadas, é no mesmo estado e mesmo país, portanto o diferencia está em quem gerência mesmo

    1. Há um ano fiz denuncia ao MP, sobre esse lixão clandestino.
      Mas vale tarde do que nunca.

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Idema orienta prefeituras e população sobre retirada de resíduos no litoral potiguar

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema, acerca dos fatos ocorridos recentemente pela deposição de resíduos betuminosos (aparentemente piche) encontrados nas praias do litoral do RN, com origem ainda desconhecida, vem esclarecer e informar o seguinte:

1. Considerando que compete  ao município a limpeza das praias e nesta situação a retirada de tais resíduos, informamos que  este resíduo é classificado, pelas Resoluções Conama 307 e 313/2002 e pela NBR 10004/2004, como resíduo Classe D (Conama) e Classe I (NBR), necessitando, portanto, de cuidados com a coleta, manuseio e descarte seguro, logo, não podendo ser depositado em qualquer lugar. Em função disso, é importante que a coleta seja feita utilizando-se ferramentas como rastelos e pás, acondicionando provisoriamente o material em recipientes plásticos, enquanto o produto não for retirado do local, procurando proteger-se do contato direto com o resíduo, não podendo ser retirado por tratores;

2. É importante que a coleta seja realizada para se tirar ao máximo do contato do resíduo com a natureza, procurando não retirar a areia junto com piche. De forma emergencial, as Prefeituras, através da empresa contratada para coleta de resíduos do município, poderão coletar e acondicionar os resíduos betuminosos em bombonas plásticas, devendo ficar em local coberto e seguro até a coleta pela empresa especialmente habilitada e licenciada pelo Órgão Ambiental competente, para essa finalidade;

3. Também destacamos que sejam evitados o contato direto com esse produto e, caso ocorra, tentar retirar primeiro com gelo ou com óleos de cozinha, devendo logo após, lavar a pele com água e sabonete neutro. Como medida preventiva contra irritações e processos alérgicos, nunca levar as mãos sujas aos olhos e boca;

4. O Idema disponibiliza a listagem das empresas habilitadas e prestadores de serviços para este tipo de coleta, transporte e tratamento de resíduos perigosos licenciadas pelo órgão;

Via Limpa RN
Natal Reciclagem LTDA ME
Recicla – Indústria e Comércio de Metais LTDA
Aliança Petróleo LTDA
Brasóleo Transporte e Tratamento Resíduos LTDA
Master Locações LTDA
Cril Empreendimento Ambiental LTDA
M.Y.Pordeus Transporte De Cargas LTDA
Manloc Logística Sociedade LTDA
Klin Engenharia e Gestão Ambiental LTDA
LH Locações e Transportes LTDA EPP
Paulo S. de Oliveira
João Paulo Panificação Eireli ME

O Idema está disponível para orientar as gestões municipais e agradece a atenção e compreensão de todos.

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Petrobras recolheu mais de 200 toneladas de resíduos de óleo nas praias do Nordeste

Cerca de 1700 agentes ambientais contratados pela companhia atuaram na limpeza das áreas impactadas. Foto: Adema

A Petrobras completou um mês de apoio permanente ao Ibama nos esforços para limpeza das praias atingidas por óleo no Nordeste. Desde o dia 12 de setembro, a companhia coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos (mistura de óleo e areia). Ao todo, a Petrobras mobilizou cerca de 1700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta.

Também foram acionados cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) e nove Centros de Resposta a Emergência. Os CDAs são instalações da Petrobras distribuídos estrategicamente em diversas regiões do país, de modo a complementar os recursos de resposta a emergências de vazamento de óleo das unidades operacionais da companhia. Além dos CDAs, cada unidade possui equipamentos e recursos para resposta imediata nos seus Centros de Resposta a Emergência. Essa estrutura garante os tempos, os recursos e capacidade de resposta das instalações sob gestão da companhia.

A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama. A análise das amostras realizadas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) atestou que o petróleo cru encontrado em praias do Nordeste não é produzido no Brasil, nem comercializado ou transportado pela companhia.

A atuação da Petrobras na limpeza das praias é feita por solicitação e coordenação do Ibama, órgão responsável pela estratégia de contenção do óleo. Desta forma, estabeleceu-se uma rotina de comando coordenado, onde as decisões estratégicas de resposta são tomadas pelo Ibama, com apoio técnico da Petrobras. A partir destas decisões, a companhia mobiliza e implementa no campo as atividades de limpeza nos locais prioritários indicados, bem como a destinação final do material recolhido.

A Petrobras permanece, nesta quarta-feira (16/10), com diversas equipes em campo. A companhia reforça seu comprometimento com a proteção do meio ambiente e mantém os recursos mobilizados, conforme as orientações estratégicas do Ibama.
“DNA” do petróleo

O Cenpes mantém um banco de resultados das análises geoquímicas realizadas em todos os campos produtores de petróleo da Petrobras. Quando há a necessidade de investigar a procedência de uma amostra de óleo, os pesquisadores da Petrobras comparam os resultados deste banco com o da amostra, no que é chamado de geoquímica forense. Este foi o trabalho realizado a partir do óleo coletado nas praias do Nordeste.

O petróleo é formado a partir da matéria orgânica contida em sedimentos, que foram depositados há milhões de anos. Essa matéria orgânica é constituída por restos de microorganismos que viveram em mares ou em lagos e apresentam em sua constituição moléculas características que os definem biologicamente e ambientalmente, chamados biomarcadores.

Apesar desses sedimentos sofrerem transformações por aumento de pressão e temperatura, a composição molecular dos biomarcadores mantém sua forma estrutural praticamente inalterada, permitindo assim, a sua utilização para distinguir os diversos ambientes de geração do petróleo. É esta especificidade que permite diferenciar um tipo de petróleo de outro.

Opinião dos leitores

  1. Por que os desocupados do MST e os vermelhos PT e outros não aparecem pra ajudar a combater o derrame de óleo, já que o País também é deles????

  2. Cadê a ONU, a França, a Alemanha e as demais entidades preocupadas com o meio ambiente? Só sabe fazer ladainha quando envolve a Amazônia?

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Idema orienta sobre retirada de resíduos encontrados no litoral do RN

FOTO: IDEMA/ASSECOM/RN

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema, acerca dos fatos ocorridos recentemente pela deposição de resíduos betuminosos (aparentemente piche) encontrados nas praias do litoral do RN, com origem ainda desconhecida, vem esclarecer e informar o seguinte:

1. Considerando que compete ao município a limpeza das praias e nesta situação a retirada de tais resíduos, informamos que este resíduo é classificado, pelas Resoluções Conama 307 e 313/2002 e pela NBR 10004/2004, como resíduo Classe D (Conama) e Classe I (NBR), necessitando, portanto, de cuidados com a coleta, manuseio e descarte seguro, logo, não podendo ser depositado em qualquer lugar. Em função disso, é importante que a coleta seja feita utilizando-se ferramentas como rastelos e pás, acondicionando provisoriamente o material em recipientes plásticos, enquanto o produto não for retirado do local, procurando proteger-se do contato direto com o resíduo, não podendo ser retirado por tratores;

2. É importante que a coleta seja realizada para se tirar ao máximo do contato do resíduo com a natureza, procurando não retirar a areia junto com piche. De forma emergencial, as Prefeituras, através da empresa contratada para coleta de resíduos do município, poderão coletar e acondicionar os resíduos betuminosos em bombonas plásticas, devendo ficar em local coberto e seguro até a coleta pela empresa especialmente habilitada e licenciada pelo Órgão Ambiental competente, para essa finalidade;

3. Também destacamos que sejam evitados o contato direto com esse produto e, caso ocorra, tentar retirar primeiro com gelo ou com óleos de cozinha, devendo logo após, lavar a pele com água e sabonete neutro. Como medida preventiva contra irritações e processos alérgicos, nunca levar as mãos sujas aos olhos e boca;

4. O Idema disponibiliza a listagem das empresas habilitadas e prestadores de serviços para este tipo de coleta, transporte e tratamento de resíduos perigosos licenciadas pelo órgão;

Via Limpa RN

Natal Reciclagem LTDA ME

Recicla – Indústria e Comércio de Metais LTDA

Aliança Petróleo LTDA

Brasóleo Transporte e Tratamento Resíduos LTDA

Master Locações LTDA

Cril Empreendimento Ambiental LTDA

M.Y.Pordeus Transporte De Cargas LTDA

Manloc Logística Sociedade LTDA

Klin Engenharia e Gestão Ambiental LTDA

LH Locações e Transportes LTDA EPP

Paulo S. de Oliveira

João Paulo Panificação Eireli ME

O Idema está disponível para orientar as gestões municipais e agradece a atenção e compreensão de todos.

Opinião dos leitores

    1. Os "ambientalistas" de plantão só se preocupam com as queimadas que ocorrem a milhares de quilômetros de distância. Deve ser porque o máximo que irão fazer são textões nas redes sociais e poses de amantes da natureza. Mas, limpar o próprio quintal e o lixo por eles produzidos é humilhante demais para sair nas fotos. Fé sem obras não é só morta, como também é hipócrita.

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