Sangue tipo A é transformado em doador universal pela primeira vez

APÓS 4 ANOS DE PESQUISAS, CIENTISTAS ENCONTRARAM RESPOSTAS EM BACTÉRIA COMUM NO INTESTINO HUMANO (FOTO: FLICKR BRYAN JONES)

Pela primeira vez, cientistas conseguiram transformar sangue do tipo A em doador universal, ou seja, qualquer pessoa com qualquer outro tipo sanguíneo pode recebê-lo sem danos à saúde. O tipo A é o segundo mais comum do mundo e, por isso, os especialistas acreditam que a descoberta pode revolucionar as doações de sangue.

Existem quatro tipos gerais sanguíneos — A, B, AB ou O — definidos por moléculas de açúcar na superfície de seus glóbulos vermelhos. Se um paciente com o tipo A recebe sangue do tipo B, ou vice-versa, essas moléculas, chamadas de antígenos do sangue, podem fazer com que o sistema imunológico ataque e mate os glóbulos vermelhos. Já as células do tipo O carecem desses antígenos, o que viabiliza sua transfusão para qualquer pessoa — o que o torna “universal”.

Em situações de trauma e risco, por exemplo, onde transfusões de sangue são essenciais, nem sempre há tempo para que médicos e enfermeiros chequem o tipo sanguíneo do paciente, então o tipo O é utilizado porque as chances de causar maiores consequências diminui. Justamente por isso a demanda desse sangue “universal” é maior —, mas a nova descoberta pode facilitar a vida dos profissionais da saúde.

O método utiliza vias enzimáticas encontradas nas bactérias Flavonifractor plautii, que vivem no intestino humano. Após a obtenção dos microrganismos, os profissionais isolaram seus genes específicos que codificam duas enzimas bacterianas capazes de remover os principais componentes do antígeno A — e deu certo.

“Esta é a primeira vez [que a transformação do sangue é bem sucedida], e, se esses dados puderem ser replicados, certamente é um grande avanço”, disse Harvey Klein, especialista em transfusão de sangue que não esteve envolvido no trabalho à Science. Isso porque, com mais sangue “universal”, há mais possibilidades para quem precisa de transfusões.

De acordo com Mohandas Narla, fisiologista do centro de sangue de Nova York, há escassez de sangue constante em todo o mundo: “As descobertas são muito promissoras em termos de utilidade prática”, disse. Contudo, o especialista lembra que mais testes precisam ser feitos para garantir a segurança do tratamento.

Galileu

 

Hemonorte lança campanha de doação de sangue para o período junino

Foto: Ilustrativa

Em comemoração ao Dia Mundial do Doador, o Hemonorte lança nesta sexta-feira (14), às 9 horas, a campanha de doação de sangue para o período junino. Com o tema “Neste São João venha pro arrasta-pé da doação”, a campanha visa aumentar o número de doações e garantir o atendimento às demandas transfusionais para o período junino.

Atualmente o estoque do Hemonorte encontra-se baixo para atender as demandas do período. A meta é aumentar as doações e atingir um estoque de 800 a 1.000 bolsas/dia. Todos os anos, neste período, as necessidades transfusionais aumentam devido aos acidentes com fogos e várias situações de emergência, além dos pacientes hematológicos que fazem uso constante do sangue.

Para celebrar o Dia Mundial do Doador, que se comemora em 14 de junho, o Hemocentro preparou uma programação toda especial para parabenizar e agradecer aqueles que doam vida. O doador que comparecer ao Hemocentro será recebido com um lanche ao som do cantor Germano Luiz.

Além dessas ações, o Hemonorte, durante o mês de junho está intensificando as campanhas externas com a Unidade Móvel de Coleta para manter o estoque equilibrado no período junino e férias de julho.

O Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado em 2005 pela Organização Mundial de Saúde com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária de sangue e homenagear aqueles que são doam vida.

Requisitos básicos para doar:

· Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho certificado de reservista ou carteira do conselho profissional)

· Estar bem de saúde

· Ter entre 16 e 69 anos

· Pesar no mínimo 50 Kg

· Não estar em jejum. Apenas evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação

Advogado baleado na Zona Leste precisa de doações de sangue

 

Uma campanha busca conseguir doações de sangue em nome de Rodrigo Fernandes de Paiva. O gesto em solidariedade ao advogado baleado em Natal durante tentativa de assalto neste fim de semana pode ser feito no Hemonorte, no bairro Tirol.

O advogado foi baleado no sábado, 12, no Barro Vermelho, Zona Leste. A vítima teve a bala alojada na região do abdômen, atingindo o fígado.

Ele foi rendido quando ia buscar um amigo de carro e foi surpreendido por dois bandidos armados. Rodrigo saiu do carro, um modelo Edge e com mãos para o alto. Os assaltantes entraram no carro e não conseguiram ligar no sistema automático e atiraram contra a vítima, mesmo sem reagir.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JCabral disse:

    Não é preciso ser especialista para perceber que há algo assustadoramente errado em tudo isso. Games, pobreza e reação da vítima são abordados e apontados como responsáveis pelo crime no Brasil, ao mesmo tempo em que o bandido é tratado como se fosse um ser autômato, desprovido de livre arbítrio, incapaz de fazer escolhas entre o certo e o errado. Em um discurso puramente rousseauniano e preconceituoso onde ora o pobre é um invejoso que não pode lidar com a “ostentação” dos mais abonados, ora é tratado de forma lombrosiana imputando-lhe a pecha de criminoso nato. Nada mais falso, mas se verdadeiro fosse, embasariam plenamente a ideia de que a punição não resolve, pois não se deve punir quem não é culpado.
    O bandido está plenamente justificado, seja pela existência dos bolsos, seja pela pobreza e resta para nós sermos pobres (ou pelo menos parecermos) e nunca reagir mesmo que nada disso signifique que você escapará ileso.

    O bandido está plenamente justificado, seja pela existência dos bolsos, seja pela pobreza e resta para nós sermos pobres (ou pelo menos parecermos) e nunca reagir mesmo que nada disso signifique que você escapará ileso.

    **Bene Barbosa é especialista em segurança pública.

FOTO: Médicos descobrem motivo de mulher chorar sangue

102_69-alt-blog-blood-01Delfina Cedeno causou sensação na República Dominicana, país onde mora, após a imprensa local noticiar que a jovem de 19 anos chora sangue. A condição, que já dura cinco anos, deixou a dominicana, moradora da pequena cidade de Verón, deprimida. Delfina chegou a tentar o suicídio.

Os médicos que cuidam da jovem acreditam ter descoberto o que faz Delfina chorar. Segundo eles, a dominicana tem o nível de adrenalina no sangue 20 vezes maior que as pessoas consideradas normais. Os ataques de ansiedade que ela sofre fazem a sua pressão arterial subir de uma maneira tal que faz o corpo “suar” sangue para manter o nível da pressão.

A condição incomum é conhecida como hematidrose.

O Globo

Governo vai coletar amostras de sangue e de urina para traçar perfil da saúde dos brasileiros

O Ministério da Saúde inicia nesta segunda-feira, 12, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a primeira pesquisa que vai traçar o perfil da saúde da população brasileira por meio de exames laboratoriais de sangue e de urina.

A iniciativa, inédita, foi revelada pelo Estado em outubro do ano passado. O objetivo da pesquisa é identificar quais são as principais doenças crônicas do brasileiro e, a partir daí, traçar estratégias de saúde pública para combatê-las.

Segundo Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, além dos exames de sangue e urina, os participantes da pesquisa terão medidos a pressão arterial, o peso, a altura e a circunferência abdominal para avaliar prevalência de hipertensão e de obesidade.

Os exames laboratoriais vão analisar os índices de diabete e colesterol, que são fatores de risco ara doenças cardiovasculares, além de anemia falciforme e a sorologia da dengue. A ideia, diz Barbosa, é identificar a prevalência do contato com o vírus da dengue em cada Estado.

“A gente quer saber quantas pessoas já tiveram contato com o vírus da dengue e com quais sorotipos. Isso servirá de base para pesquisas e para orientar o governo no futuro para uma possível introdução da vacina de dengue”, diz.

O exame de urina vai medir a quantidade de sódio no organismo das pessoas para o ministério ter uma ideia real da quantidade de sal que as pessoas estão consumindo. “Há uma preocupação muito grande porque o excesso de sal é fator de risco para a hipertensão”, explica.

Amostra. Outros inquéritos nacionais de saúde já foram feitos nos anos de 2003 e de 2008, mas eles eram um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE e não incluíam exames laboratoriais, apenas perguntas.

Agora, a pesquisa será realizada independente da Pnad e o questionário será muito mais amplo – terá cerca de 250 questões, além dos exames clínicos e das medições de pressão arterial, peso, altura e medida da circunferência abdominal.

A amostra total para responder o questionário envolverá 80 mil brasileiros, sendo que 25% deles (20 mil) vão fazer também os exames laboratoriais. A logística ficará sob coordenação do Hospital Sírio Libanês, que será o responsável por organizar as coletas, coordenando as duas redes de laboratórios para garantir a padronização da coleta e da análise dos exames. Para isso, hospital vai investir R$ 6 milhões que serão abatidos em renúncia fiscal. O ministério vai investir outros R$ 15 milhões.

Um pré-teste da pesquisa foi realizado no primeiro semestre deste ano. Ao todo, foram feitas 500 entrevistas nos Estados de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Acre e Goiás. Segundo o ministério, o questionário foi bem aceito pelos voluntários.

Prazo. Segundo Barbosa, técnicos do IBGE começam a visitar as casas hoje para aplicar os questionários e fazer as coletas. Até o final do ano essa fase deve estar concluída para início da tabulação dos dados. O ministério estima que terá resultados até o meio do ano que vem.

A ideia do governo é repetir a pesquisa a cada 5 anos, já que a maioria dos indicadores não sofre alterações tão significativas de um ano para o outro, além de a logística ser complicada. “Teremos resultados válidos para todos os Estados e capitais do Brasil. Isso será importante para captarmos diferenças e definirmos estratégias de saúde pública para cada região”, afirma.

Barbosa diz ainda que o ministério continuará fazendo o Vigitel anualmente – a diferença é que essa é uma pesquisa por telefone e depende da declaração das pessoas, já que não há como conferir os dados. “Uma pesquisa complementará a outra.”

Os participantes da pesquisa terão os dados preservados e receberão os resultados dos exames em casa ou pela internet com as orientações, caso haja necessidade. Segundo Barbosa, os resultados serão arquivados na soroteca do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e ficarão disponíveis para cientistas para servir como base para pesquisas no futuro.

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gilberto disse:

    Se o TSE vendeu pra o serasa os dados de eleitores, imagina pois dados de doenças. Vão vender pra planos de saúde e farão como no EUA, ninguém com doença crônica é aceito no plano…

Solidariedade: Cristiano Ronaldo abandona concentração e doa sangue para vítimas de grave acidente

thumbO grave acidente férreo em Santiago de Compostela, na Espanha, levou Cristiano Ronaldo a um hospital. O jogador do Real Madrid abandonou a concentração do clube em Lyon, na França, dirigiu-se à Galícia, e doou sangue. Por enquanto, já são pelo menos 80 mortos e 36 pessoas gravemente feridas.

– É com grande tristeza que soube da notícia de acidente de trem na Espanha. Me solidarizo com as vítimas e peço às entidades locais que contribuam em ajudar os feridas – postou o português em seu Twitter

Logo após a notícia do acidente, a comunidade esportiva da Espanha toda se manifestou. Mesmo quem está fora do país, como Thiago Alcântara e Javi Martínez. Clube como Sporting Gijón e Barcelona também postaram:

– O Barcelona quer expressar seus mais sinceros pêsames pelas vítimas de acidente de trem em Santiago Compostela.

Lance

Exame de sangue que detecta síndrome de Down chega ao país

Laboratórios brasileiros começam a oferecer um exame de sangue para gestantes que detecta problemas cromossômicos no feto a partir da nona semana de gravidez.

O teste é colhido no consultório como um exame de sangue comum e vai para os EUA, onde é feita a análise do material genético do feto que fica circulando no sangue da mãe durante a gestação.

A versão mais completa é eficaz para detectar as síndromes de Down, Edwards, Patau, Turner, Klinefelter e triplo X e custa R$ 3.500 no IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), em São Paulo.

Nos próximos meses, o laboratório do hospital Albert Einstein e o Fleury também vão comercializar exames similares, que já estão disponíveis no mercado americano há pouco mais de um ano.

Hoje, o diagnóstico dessas síndromes congênitas é feito por meio do ultrassom e do exame do líquido amniótico ou da biópsia do vilo corial, em que é retirada uma amostra da placenta.

Esses testes são invasivos e trazem um risco de até 1% de abortamento.

Além de não aumentar o risco de complicações na gravidez, o novo teste pode ser feito antes dos tradicionais, indicados, em geral, a partir do início do quarto mês de gestação. O resultado fica pronto em cerca de 15 dias. Segundo o ginecologista Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO, nenhuma amostra de sangue foi enviada para análise ainda.

O obstetra Eduardo Cordioli, coordenador-médico da maternidade do hospital Albert Einstein, lembra que, se o resultado do teste de sangue for positivo, o diagnóstico deve ser confirmado por meio da biópsia do vilo corial.

“O novo teste vai reduzir o número de biópsias feitas de forma desnecessária. Mas é preciso confirmar os resultados positivos.”

ABORTOS

O problema é o que fazer diante de um resultado positivo. O aumento no número de abortos foi uma preocupação de grupos da sociedade civil na Europa e nos EUA após a aprovação desse tipo de teste nesses mercados.

No Brasil, o aborto é proibido a não ser em caso de anencefalia, violência sexual ou risco de vida para a gestante, mas estima-se que mais de 1 milhão de mulheres o pratiquem por ano.

“Por um lado, o exame vai tranquilizar a grande maioria que não vai ter problemas. Por outro, permite que os pais se preparem caso vão receber uma criança com alguma anomalia cromossômica”, afirma Cambiaghi.

Entre as síndromes detectadas pelo exame, a de Edwards e a de Patau são praticamente incompatíveis com a vida, de acordo com Artur Dzik, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Para ele, a entrada do teste no país não deve aumentar o número de abortos porque o acesso ao exame de preço alto será restrito e porque as mulheres que vão procurá-lo já teriam indicação para realizar os testes tradicionais. “Isso vai fazer parte do pré-natal de alto risco, para mulheres com mais de 38 anos.”

No caso das síndromes de Patau e Edwards, afirma Cordioli, do Einstein, é possível pedir uma autorização judicial para realizar o aborto. “Mas cada caso é analisado separadamente.”

Para síndrome de Down, anormalidade cromossômica mais comum, esse tipo de autorização não pode ser pedida, porque o problema não é incompatível com a vida.

Volnei Garrafa, professor titular de bioética da UnB (Universidade de Brasília), diz que a oferta de um teste como esse e as questões morais ligadas a ele deveriam passar por uma discussão ampla, em um conselho de bioética e no Congresso.

“Para interromper a gravidez, os pais teriam de pedir liminares. Como o Legislativo não faz as leis, o Judiciário acaba fazendo, o que é uma distorção da democracia.”

DÉBORA MISMETTI
EDITORA INTERINA DE “CIÊNCIA+SAÚDE”
Folha

 

Cientistas criam exame de sangue para detectar depressão em jovens

Hoje, médicos e psiquiatras fazem o diagnóstico da depressão com base no relato dos pacientes sobre seus sintomas – o que é algo totalmente subjetivo, ainda mais porque às vezes a tristeza tem motivo (perda de um ente querido, fim de um casamento etc.) e nem sempre isso é levado em conta.

Agora, pesquisadores da Northwestern University (EUA) desenvolveram uma opção que pode ser muito mais confiável: um exame de sangue capaz de diagnosticar a doença em adolescentes e diferenciar a depressão maior e a depressão maior combinada com ansiedade.

O teste, desenvolvido ao longo de um período de mais de 10 anos, pôde identificar mais de 25 marcadores genéticos (mais precisamente, no RNA mensageiro) para a depressão com base em estudos com ratos gravemente deprimidos e ansiosos (pois é, os bichos também podem ter dessas).

Estudos adicionais em seres humanos descobriram que muitos desses marcadores também são válidos para adolescentes humanos, e a combinação entre eles permitiu aos pesquisadores usarem o exame de sangue por si só para determinar com precisão quais dos voluntários estavam deprimidos e/ou ansiosos e quais estavam completamente sãos.

Mas uma das autoras do estudo, a professora de psiquiatria Eva Redei, disse ao site FoxNews.com que o teste não deve eliminar as conversas entre o médico e o paciente para o diagnóstico. A ideia é servir apenas como um complemento.  “O teste apenas ajuda a informar. Queremos dar aos pacientes deprimidos – e existem muitos – a mesma chance que nós estamos dando para quem sofre de diabetes, hipertensão e outras doenças para as quais existem exames”, explicou ela.

Vencendo estigmas

Segundo Redei, a meta de longo prazo é não apenas fornecer aos médicos uma ferramenta para diagnosticar pacientes de forma objetiva, mas também remover estigmas relacionados à depressão.  Ela explicou que há um pouco de vergonha associada à doença: como até então nao havia um exame como os que existem para diabetes e coisas do tipo, os pacientes muitas vezes não encaram a depressão como uma doença de fato e se sentem culpados por nao conseguirem melhorar o próprio humor. Um exame de sangue comprovando que o problema está em parte enraizado na genética, fora do controle do paciente, pode ajudar.

O teste também pode ajudar muito no tratamento da doença, permitindo entender por que alguns medicamentos funcionam para alguns pacientes e não para outros. “Hoje, mesmo os melhores psiquiatras não podem fazer nada mais do que prescrever de um a três diferentes tipos de medicamentos ou tratamentos baseados na experiência prévia e de tentativa e erro“, disse ela.

Fonte: Superinteressante