Esporte

Nísia Floresta deve ser a casa do América em 2013

Depois de atuar as temporadas 2011 e 2012 na cidade de Goianinha, a equipe do América deve se mudar para a temporada de 2013. Neste sábado, o presidente Alex Padang esteve no Estádio Municipal de Nísia Floresta e gostou muito da realidade do local.

O estádio, com pouco mais de 5 mil lugares, está com tudo regularizado e deve ser a casa do alvirrubro no Estadual 2013. Na ano passado, antes de decidir por Goianinha, a diretoria do América chegou a observar Nísia Floresta.

A diferença é de 19 km de uma cidade para outra. Contudo, somando ida e volta, será uma economia de 38 km para torcedor do América. Uma economia de tempo e combustível razoável.

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Empresa de ônibus Rio Grandense pede falência; funcionários são surpreendidos

Cobradores e motoristas que foram trabalhar no início da manhã deste domingo foram pegos de surpresa ao não encontrarem os ônibus da Viação Rio Grandense na garagem por volta das 4h.

Segundo o motorista Hélio Ferreira, o dono da empresa,José Venâncio Flor, chegou na sede a meia-noite e levou os ônibus para Parnamirim e Cidade da Esperança. A informação não chegou por um comunicado oficial, mas sim por meio de um funcionário que ficou encarregado de passar o que tinha acontecidos aos demais colegas.

“Chegamos para trabalhar e não vimos os ônibus. É estranho eles decretarem falência quando não houve indício de que isso ia acontecer. Eles estavam pagando nossos salários e o vale-alimentação normalmente”, disse Hélio Ferreira.

Hélio confirmou também que o dono da empresa agendou reunião com todos os funcionário na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) na próxima terça-feira, às 11h. Mas antes, amanhã a partir das 4h, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (SINTRO) vai estar na garagem da empresa em apoio aos funcionários que trabalhavam na Rio Grandense.

Com a interrupção do serviço hoje, usuários que costumam pegar os ônibus das linhas 03-Campus, 45 e 132-jardim Petrópolis estão sendo prejudicados.

 

Fonte: Tribuna do Norte

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  1. Eu, gostária muito, que a empresa Riograndense, voltar-se ativa, voltar- se a circular, eu, tenho saudade, dela

  2. Eu, lamento muito, à empresa, Riograndense, ter fálido, uma das grandes empresas, de transportes, coletivos, da cidade do Natal, eu, gostária muito, e quizera muito, que a empresa Riograndense, voltar- se a circular, eu, gostária muito, que às linhas, 03, 28, e 45 voltar- se ativa, voltar- se a circular, uma.

  3. é uma uma grande pecar para Natal e o RN pois foi uma das melhores empresa em transporte do nosso estado….

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Ministério Público nega excessos durante operações

Em matéria de O Novo Jornal, o Ministério Público rebate crtíticas de excessos em algumas das decisões tomadas recentemente durante operações de combate à corrupção.

Dentre as acusações, estas feitas por advogados, que pesaram sobre o MP está o fato de primeiro prender para depois investigar. De acordo com os promotores que se reuniram com uma equipe de repórteres do matutino, não é legítimo dizer isso, uma vez que não se pede prisão sem base em nada, portanto, os pedidos possuíram fundamentos, se assim não fosse, juiz algum deferiria o pedido.  A instituição nega espetacularização de ações.

Acerca do tempo em que George Olímpio, apontado como chefe do esquema fraudulento da Inspeção Veicular, foi mantido preso – e que muitos apontaram os sete meses como um exagero -, os promotores argumentaram que o ideal é que o suspeito permaneça preso até que o MP conclua as investigações. A existência de 400 volumes formando o processo referente a Operação Sinal Fechado e a denúncia de 34 pessoas tiveram seu peso. E sobre a liberação de Olímpio, o fato não indica que a prisão foi injusta, e, sim que o Superior Tribunal de Justiça entendeu que não havia condenação e que, portanto, o acusado não poderia permanecer preso. “O réu solto pode destruir prova, influenciar testemunha ou continuar a delinquir”, explicou.

Sobre suspeitos que teriam sido presos injustamente, os membros do MP afirmam que até o momento não existe nenhuma medida contra a instituição uma vez que não existem elementos para isso. Admitiram que após cada operação é feita uma autoavaliação para que os procedimentos possam ser otimizados. “Não consideramos que tenham havido nenhum erro ou excesso”.

No tocante ao caso do escriturário do Banco do Brasil, Pedro Luiz Neto, preso durante a investigação da Operação Judas e que depois teve sua inocência decretada, a comissão do Ministério reafirmou não ter havido excesso também neste episódio, uma vez que as investigações apontavam indícios de participação do suspeito. “Mas o bancário não chegou a ser levado ao cárcere. Ele foi conduzido à delegacia”, justificou. “Ele assinava documentos e a fraude estava comprovada” , acrescentou.

Com informações de O Novo Jornal

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  1. Estamos voltando pro tempo da inquisição o MP manda prender, o unico juiz que defere é dr. Armando Pontes, o suspeito permanece preso até o momento em que confessa ou faz a delação premiada, caso de  carla ubarana, se isso não for tortura, o que é?

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PM prende dupla em Extremoz e apreende munição de uso exclusivo das Forças Armadas

Dois homens foram presos pelo pelotão destacado de Extremoz, região da Grande Natal, por volta das 22h30 desse sábado (11), no Conjunto Central Park, centro da cidade. Segundo informações do tenente Leão, Gerson da Costa Silva estava em frente a uma residência, portando maconha, quando foi abordado pela polícia. Dentro da casa, foram encontradas munições de diversos calibres, dentre elas, três cartuchos de calibre 50, que tem uso exclusivo das forças armadas e poder de fogo para derrubar um avião. Jurandi Lopes Pitanga, que também foi abordado no local, assumiu a responsabilidade pelo crime.

De acordo com a polícia, além da calibre 50, foram encontradas munições para calibres de 9mil (43), calibre 38 (9), calibre 40 (4), além do calibre 762 (4), que também tem grande poder de fogo. Gerson e Jurandi foram encaminhados para a delegacia de plantão da Zona Norte.

Fonte: Diário de Natal

 

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Incêndio destrói loja no Alecrim

Um incêndio de grande proporção foi registrado nas proximidades de um shopping popular, no bairro Alecrim, na noite desse sábado (11). Segundo informações do sub. tenente Farias, do Corpo de Bombeiros, a Casa da Moeda, localizada na avenida 10, começou a pegar fogo por volta das 22h e os bombeiros só conseguiram conter as chamas às 2h deste domingo. Houve perda total de danos na loja, mas ninguém ficou ferido.

Ainda segundo o sub. tenente Farias, a ação foi demorada devido as intensidade das chamas, por ser de derivados de petróleo (classe A e B), além das dificuldades com as vias de acesso. Apesar da intensidade das chamas, uma loja vizinha, que vendia equipamentos de som, não chegou a ser atingida.

Três caminhões e uma caminhonete do Corpo de Bombeiros foram utilizados na operação, que envolveu cerca de 30 homens. A ação foi coordenada pelo major João Eduardo, no CBM/RN. A causa do acidente está sendo investigada.

Quanto a informação sobre a localização do foco do incêndio, lojistas do shopping 10 explicaram ao blog do BG que a Casa da Moeda fica nas proximidades e que não houve nenhum sinistro no centro comercial em si.

Com informações do Diário de Natal

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Reconhecimento de paternidade representa cerca de 20% dos casos registrados nas varas de família

Na data em que se comemora o Dia dos Pais, a edição de hoje de O Poti, faz menção àqueles que não têm um pai para chamar de seu. A reportagem de Simone Silva relata histórias de potiguares que estão envolvidos em processos de investigação de paternidade, prova científica e cabal do vínculo biológico.

Somente no primeiro semestre deste ano, foram registrados nas comarcas de Natal, Parnamirim e Mossoró 437 processos, o que representa entre 15% e 20% dos casos registrados nas varas de família. Em 2011, o número nessas jurisdições chegou a 847.

Segundo a análise do psicólogo Eudes Basílio, a ausência paterna produz reflexos durante toda a vida do indivíduo, podendo comprometer as relações sociais futuras. Basicamente, existe uma influência na construção de identidade de gênero, que segundo o profissional se torna mais clara quando há o convívio com pai e mãe. Além de haver também interferência no estabelecimento de vínculos afetivos, uma vez que o indivíduo que sofre com a ausência paterna pode se sentir culpada pela rejeição.

A reportagem mostra a história de Maíva Patrícia da Rocha, de 36 anos, nascida de um relacionamento de aproximadamente um ano entre sua mãe, uma potiguar, e um aspirante paulista da FAB, que atuou em Natal no início dos anos 1970.

No depoimento da personagem, marcas de uma vivência marcada pela ausência do pai biológico. Fato realçado nos simples gestos de preencher um formulário ou fazer uma inscrição e ter de deixar um espaço em branco e vazio, até mesmo a vergonha de responder a pergunta sobre o “nome do pai” e não ter uma identidade a apresentar”.

Segue a matéria na íntegra:

O desabafo ao lado não é de uma criança, mas de uma mulher que começou sua luta para ser reconhecida pelo pai já adulta, aos 27 anos, e cuja batalha teve um princípio de desfecho quase 10 anos depois. À exemplo dela centenas de pessoas, menores ou adultas, no Rio Grande do Norte, mais que um encontro em família gostariam de neste domingo terem seu vínculo biológico paterno reconhecido, um direito garantido pela Constituição Federal – que proclama como dever do Estado assegurar à criança a convivência familiar –  e ainda pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que decanta ser “indisponível e imprescritível” o direito personalíssimo de reconhecimento do estado de filiação.

De janeiro a junho deste ano já tramitaram nas comarcas de Natal, Parnamirim e Mossoró 437 processos de investigação de paternidade, ações que correspondem entre 15% e  20% das demandas das varas de família. A frieza dos números mascara histórias de distância entre pais e filhos, que segundo o psicólogo Eudes Basílio Júnior pode trazer consequências para toda a vida, influenciando na qualidade das relações sociais daqueles que não conhecem sua raiz paterna. “A ausência pode ser um facilitador de desequilíbrio, principalmente quando o individuo sabe que o pai existe e não atende a sua demanda de afeto”, garante. Da necessidade de suprir esta lacuna emocional vem a buscar pelo parentesco.

Eudes Júnior explica que a ausência paterna pode interferir em duas vertentes importantes: a construção de identificação do gênero, que nasce da observação do pai e da mãe; e da criação de vínculos afetivos, o apego que se dá dentro do convívio familiar. Sem a figura paterna pode surgir sentimento de carência e dúvida levando a criança a sentir-se culpada pela rejeição. “Mãe não substitui pai e pai não substitui mãe. A criança não está envolvida no processo de separação, só os adultos”. O especialista em psicologia escolar e psicopedagogia alerta que timidez, agressividade, baixa estima e até isolamento social podem ter origemna ausência de um “apego seguro”.

DireitoTitular da 1ª vara de família central, a juíza Eveline Guedes Lima reconhece que “todos têm o direito saber quem é seu pai biológico, ainda que já exista a filiação registral e sócio-afetiva distinta”. Há 10 anos na função, ela já julgou centenas de processos de identificação de paternidade, cuja maior parte das decisões se baseia no teste de vínculo genético, popularmente conhecido como exame de DNA.  Cerca de 90% dos casos chegam à justiça via atendimento jurídico gratuito (defensorias públicas ou práticas forenses de instituições de ensino superior) sendo, portanto, a maioria dos requerentes pertencentes a classes menos favorecidas.

“Os filhos sem  nome do pai em suas certidões são, em sua maioria, fruto de relações esporádicas. Então o pai não tem certeza e não reconhece de imediato o filho”, conta a magistrada. No entanto, de acordo com sua experiência 95% dos processos são resolvidos na primeira audiência, promovida por conciliadores. Outra parte, garante o advogado João Arthur Silva Bezerra também têm solução nos escritórios de advocacia. Estes, normalmente, envolvem pessoas mais abastadas. “A situação não chega ao juiz e se resolve numa conversa prévia onde há disposição voluntária das partes, inclusive submetendo o suposto pai ao exame de DNA”. A conclusão de todo processo dura cerca de 30 dias.

Em sua experiência, Bezerra garante que seus clientes buscam mesmo o reconhecimento, embora a maioria das ações venha concomitantemente ligada a arbitração de pensão alimentícia. “São adolescentes, por exemplo, que têm trauma por não ter o nome do pai em sua certidão e isso afeta sua vida”. Há casos, conta, que a própria mãe esconde, por mágoa principalmente, a identidade do pai da criança.  “Nessa situação a mãe só pensa nela, na sua dor. Se ela pensar no filho, não faz isso”, atesta o psicólogo Eudes Júnior.

Fato é que todo indivíduo tem direito de receber o nome do pai e da mãe e de ser sustentada, alimentada e educada por eles. Além do parentesco ser uma relação de sangue, a identificação da paternidade é fundamental na formação de um indivíduo, sendo seu referencial de existência. A origem de cada um, muito mais que apenas um nome num documento, um dever jurídico, passa pela não negligência paterna, para que não só uns, mas todos possam festejar a data do Dia dos Pais.

Um sonho pela metade: a história de Maíva

O texto de abertura desta matéria pertence à secretária Maíva Patrícia da Rocha, de 36 anos. Fruto de um relacionamento juvenil e fugaz – de cerca de um ano – entre sua mãe, potiguar, e um aspirante paulista da FAB, em trânsito em Natal no início dos anos 1970, ela ostenta em todos os documentos o que sempre teve na vida: a ausência paterna. A cada necessidade de preencher um formulário ou fazer uma inscrição, o constrangimento de deixar um espaço em branco e vazio, a vergonha de responder a pergunta: “nome do pai” com um “não tenho”. Nem que quisesse poderia esquecer seu vínculo sanguíneo. Seu estranho nome é a junção da denominação do pai e da mãe. “Afago e abraço me foram negados por ele”, lamenta.

A existência de Maíva para o possível genitor se deu por forma de carta. Durante um ano sua mãe escreveu enviando fotos e falando do desenvolvimento da menina. Tudo sem resposta. Aos três anos de idade sua responsável legal fez a primeira tentativa de confirmação, buscando um advogado. Na época, um acordo feitopelo advogado para que o processo não fosse adiante, o que impediria  a subida de patente do aeronauta, garantiu a compra de algumas roupas e uma festa infantil, tudo, segundo sua mãe, com a promessa de que haveria o reconhecimento legal. “Lembro que ela me perguntou se eu queria conhecê-lo, e eu disse que ia fugir se ela fizesse isso. Quando criança eu tinha raiva dessa história de pai”, lembra Maíva.

Embora possuindo a figura de um pai postiço –  na verdade o marido de sua tia, considerada sua mãe de criação – foi na adolescência que surgiu na secretária a curiosidade de conhecer sua origem. “Via coisas em mim que não identificava em ninguém da minha família, então aos 19 pensei em entrar novamente na justiça”. Mas foi só aos 27 anos que ela “se deu de presente” a busca do pai. A alta patente dele dificultou a obtenção de informações, que ela só conseguiu em Brasília, graças a intervenção de uma amigo, assessor parlamentar. Na ocasião já sabia que o militar tinha outra família e pertencia a uma classe social bem distinta da sua. “Nesse momento eu só queria mesmo conhecê-lo, nem buscava ser reconhecida como filha”, garante.

IdentidadeSegundo Maíva, a conversa de três minutos a fez ficar deprimida durante três dias. “Liguei para a base e já esperava que ele fosse frio. Ele descartou de cara ser meu pai e me mandou procurar saber com minha mãe a verdade. Ele foi grosso”. Maíva Rocha resolveu pressionar  a genitora, que confirmou: “tenho certeza que é ele”. No dia seguinte entrou na justiça por meio da prática jurídica gratuita de uma universidade – o ano era 2003. O processo praticamente só andou em 2009 e terminou sendo transferido para São Paulo, onde seu provável pai mora e a quem ela credita a influência para isso ter ocorrido. “Fiquei ciente que seria difícil”. Uma conhecida lhe encaminhou para uma advogada na capital paulista, que pegou sua causa sem lhe cobrar. Foi graças à ajuda de outros amigos que foi fazer seu exame de DNA, no fim de 2011.

Quando chegou ao laboratório Maíva Patrícia da Rocha reconheceuo pai pelas fotos que já vira na internet. Sentou atrás do militar e o observou. Este só soube quem era sua suposta filha quando foi chamado pela técnica. “Antes de realizar o exame a perita disse que era muito estranho esse processo estar lá”. Ainda na sala de espera, o aeronauta, hoje brigadeiro-do-ar, puxou conversa, fez várias perguntas à secretária, a última delas: “O que você quer de mim?”, “Eu disse: reconhecimento”.

Ao final, um simples aperto de mão. “Observei ele até o estacionamento e fiquei surpresa quando ele, que tem 63 anos, subiu numa moto. Descobri de onde vinha minha paixão por essas máquinas”, conta. Meses antes ela havia ficado 11 dias numa UTI, sem perspectiva de sair com vida, em virtude de um acidente de moto.

“Deus estava me satisfazendo o desejo do meu coração em me deixar mesmo que discretamente olhar para ele e gravar suas expressões e seu jeito. Agradeci pela oportunidade. Eu realizei o meu sonho nesse dia. Aos trancos e barrancos o que queria era conhecer ele. E eu consegui”.

Na carta que escreveu em dezembro passado para as  duas irmãs contando sua história, Maíva desabafou. “Creio que vocês já sabem da minha existência, existência esta que foi apagada da vida do meu pai. Digo pai porque eu e ele sabemos a verdade, verdade essa que de todos os modos está sendo deturpada, violada e modificada, e pela qual eu não tenho mais forças pra lutar, pois fui vencida realmente pelo cansaço, e pela tristeza”. O exame de DNA excluiu a paternidade, embora Maíva Rocha tenha certeza do erro.

Projetos possibilitam reconhecimento paterno

Dois projetos, o “Pai Legal” e o “Pai presente”, vêm devolvendo a centenas de crianças potiguares o direito à filiação paterna. O primeiro é uma iniciativa da promotoria de Natal e embora tenha surgido em 2009, funciona efetivamente desde o ano passado, período no qual pelo menos 220 crianças puderam obter seu reconhecimento legal e direitos, afetivos ou financeiros,  vinculados. O segundo é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) através do provimento 16, que busca reduzir o número de pessoas sem paternidade reconhecida no país.

A segunda promotora de justiça da capital, Rosa Lígia Rosso Nunes Flor,  explica que o  Pai Legal funciona junto às escolas públicas municipais, sendo realizado por zonas de atuação. Partindo de dados fornecidos pelas próprias instituições de ensino, são identificados estudantes sem registro do genitor. Em Natal 10 promotores atuam no projeto. Primeiro vão conversar com os pais na escola para relatar a importância de constar no registro dos filhos o nome do pai. “Depois vamos averiguar a existência deles, convidamos a mãe a abrir um processo, pedimos documentos e indicação de onde podemos achá-lo. Então o chamamos”, explica.

Na maioria dos casos, segundo ela logo no início, o pai – que não possuía qualquer contato com o filho – faz o reconhecimento e se estabelece o provimento legal, encaminhando ofício para o cartório para que proceda o registro correto. “Ainda há muito preconceito quando a pessoa só possui o nome da mãe”, conta a promotora. Segundo dados nacionais estima-se que no Brasil existam entre 3,5 e 5 milhões de alunos das redes pública e privada que não têm o nome do pai na matrícula. Em Natal são cerca de 10 mil casos, segundo Fátima Soares de Lima, juíza coordenadora no RN do Pai Presente.

O programa desenvolvido por Tribunais de Justiça de todo o país desenvolve no Rio Grande do Norte ações pontuais em parcerias com diversos órgãos como as defensorias públicas e até Câmaras Municipais. Graças a ele o acesso à justiça foi viabilizadopermitindo que aja o reconhecimento. Através dele as mães cujos filhos não possuem o nome do pai na certidão de nascimento poderão recorrer a qualquer cartório de registro civil para dar entrada no pedido. O mesmo procedimento pode ser adotado pelo pai que desejar espontaneamente fazer o registro do seu filho. “O Pai Presente abriu um enorme espaço para regularizar muitas situações que antes era preciso judicionalizar”, revela Fátima Lima.

No cartório é necessário preencher um termo com informações pessoais, do filho e do suposto pai, conforme modelo fornecido pela Corregedoria Nacional, além de apresentar a certidão de nascimento. Pessoas com mais de 18 anos também podem dar entrada no pedido diretamente nas serventias, sem a necessidade de estarem acompanhadas da mãe. O próprio registrador deve enviar o pedido ao juiz competente, que notificará o suposto pai a manifestar-se em juízo se assume ou não a paternidade.

Duas histórias de paternidade

A dona de casa Maria de Fátima Freitas aguarda o resultado de seu exame de DNA para reconhecimento de paternidade. Sua história é atípica. Sexta filha de um casal não legalmente casado, perdeu o pai quando tinha três meses de vida, vítima do álcool. Por este motivo terminou sem o sobrenome “Costa” em sua certidão de nascimento. Só aos 21 anos resolveu regularizar a situação. “Todos os meus irmãos tem o sobrenome, menos eu. Quando era criança lembro de ficar triste por não ter a quem entregar os cartões que fazia. Os outros tiveram contato com ele, eu não. Eu quero ter uma identificação, eu tive um pai. Aprendi a conviver com ele, mas fica o vazio”.

Um administrador (que preferiu manter seu nome sob sigilo) sempre desconfiou que uma de suas filhas, fruto de um de seus longos relacionamentos não fosse sua filha. No entanto só as 16 anos resolveu tirar a dúvida e, sem avisar a ninguém submeteu-se a um exame de DNA. Para o comparativo pegou fios de cabelo da filha e da ex-mulher que pudessem servir ao teste que,por fim confirmou sua suspeita e excluiu sua paternidade. O resultado atendeu uma necessidade própria. Ele só contou o ocorrido a um irmão. “Resolvi continua a ser o que eu já sou há 16 anos, o pai. É assim que eu me sinto”.

Sabia mais

A Constituição Federal de 1988 igualou os filhos havidos ou não da relação de casamento, não havendo mais qualquer restrição para que se opere o seu reconhecimento.

Processo de reconhecimento

– Todo indivíduo tem direito de conhecer suas raízes, de saber qual o seu parentesco com outras pessoas. Caso o pai se recuse a reconhecer um filho, parte-se para um processo que se chama Ação de Investigação de Paternidade que pode ser movido pela criança, representada por sua mãe quando ela é menor de idade, contra o suposto pai que  nega o reconhecimento. Outra situação se aplica quando o filho atingiu a maioridade e pode ele próprio iniciar o processo.

– O primeiro passo é a busca por um advogado. Quem não pode pagar um deve buscar a justiça gratuita das defensorias e práticas jurídicas. É de suma importância fornecer  duas informações cruciais: o nome e o endereço onde o suposto genitor possa ser localizado. O homem é chamado para tomar conhecimento da solicitação. Caso não aceite a paternidade parte-se para o processo de instrução, com a solicitação do DNA.

– Uma vez provada a filiação através do exame, ele será obrigado pelo  juiz a registrar e  cumprir todos os deveres relacionados à paternidade, como, por exemplo, pensão alimentícia e herança. A sentença tem eficácia absoluta, valendo contra todos, ao declarar o vínculo de filiação.

– No entanto ele pode se negar a fazer o exame. Ainda sim o processo segue. “O fato de se eximir dele é um indício forte que será levado em consideração”, explica Eveline Guedes, da primeira vara de família de Natal. Antes do DNA levava-se em consideração, entre outros fatores, as “semelhança fisionômicas”, prova testemunhal, documentos e exames menos específicos de sangue. Um processo deste tipo pode chegar até o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo assunto tratar-se de matéria constitucional.

Estatísticas

Investigação de paternidade

Casos que chegaram à justiça
Período Janeiro a Dezembro de 2011

Comarca de NatalCentral – Seis varas –  143 casos
Zona Sul – Duas varas – 18 casos
Zona Norte – Duas varas – 122 casos
Comarca de Mossoró – Quatro varas –  418 casos
Comarca de Parnamirim – Duas Varas – 146 casos

Total de casos – 847

Investigação de paternidade

Casos que chegaram à justiça
Período Janeiro a Julho de 2012

Comarca de NatalCentral – Seis varas –  162 casos
Zona Sul – Duas varas – 19 casos
Zona Norte – Duas varas – 81 casos
Comarca de Mossoró – Quatro varas –  101 casos
Comarca de Parnamirim – Duas Varas – 74 casos

Total de casos – 437

Fonte: Diário de Natal/ O Poti

 

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Segurança

Apesar de déficit de 2 mil vagas, novo pavilhão de Alcaçuz segue desocupado

“Pavilhão fantasma”. Esta é a definição da Tribuna do Norte, na matéria assinada por Yuno Silva, dada ao Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, anexo ao Presídio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Com um déficit de 2 mil vagas em todos o sistema prisional potiguar, o estabelecimento prisional permanecene sem presos devido a problemas de estrutura e de pessoal.

A edificação que possui uma área construída de aproximadamente três mil metros quadrados se encontra vazio há quase dois meses. Motivos: problemas na rede elétrica, os quais impossibilitam o funcionamento da rede de tratamento de esgoto e insuficiência no efetivo de agentes penitenciários. Toda a estrutura comporta 402 presos distribuídos em 52 celas.

Inaugurado em dezembro de 2010, porém ocupado somente em outubro do ano seguinte, o Rogério Madruga foi apresentado como um pavilhão de segurança máxima. Fato ignorado pelos 41 presos que conseguiram fugir do local em janeiro deste ano. A construção do anexo custou quase R$ 11 milhões.

AGENTES – De acordo com a matéria, atuam 16 agentes penitenciários em Alcaçuz, presídio ao qual o pavilhão ainda está subordinado administrativamente. Seriam necessários 25 profissionais para dar cumprimento ao serviço.

REABERTURA- A atual diretora de Alcaçuz, Dinorá Simas informou que os reparos na rede elétrica devem ser iniciados nesta semana, mas não apresentou uma data para conclusão e reabertura da unidade. Ela adiantou que, segundo prospecção da Sejuc, devem ser convocados 59 agentes penitenciários para trabalhar no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga.

Segue abaixo a matéria na íntegra:

A cena é de abandono e desperdício. O Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como o pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, reflete os problemas que assolam o sistema prisional no Rio Grande do Norte. Inaugurado em dezembro de 2010, o prédio de quase três mil metros quadrados de área construída está desocupado, mesmo com o déficit de duas mil vagas, e no olho do furacão de uma crise que pode desembocar na decretação do estado de calamidade pública na segurança pelo Governo do Estado – pelo menos esse é o entendimento do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), cuja sugestão é vista com bons olhos pelo juiz Henrique Baltazar, da Vara de Execuções Penais.

Baltazar interditou parcialmente a Penitenciária de Alcaçuz no dia 8 de agosto, devido a superlotação do presídio, decisão que impede qualquer transferência ou encaminhamento de novos presos. A decisão só será revogada quando a situação do pavilhão 5 for normalizada – sua construção custou R$ 10,98 milhões aos cofres públicos.

Considerado de segurança máxima, o pavilhão 5 está vazio há cerca de dois meses por deficiências na rede elétrica, que impede o funcionamento da estação de tratamento de esgotos, e falta de pessoal. Testemunha de uma série de fugas – a mais espetacular delas aconteceu em janeiro deste ano, quando 41 presos escalaram o muro -, boa parte delas ocorridas por falta de vigilâncias: das 11 guaritas de Alcaçuz, apenas nove funcionam e mesmo assim de forma irregular. “São necessários 25 homens para dar conta do serviço, no mínimo 22, mas hoje só temos 16”, declarou um agente penitenciário que acompanhou a reportagem da TRIBUNA DO NORTE até o pavilhão fantasma, e preferiu não se identificar.

Quando se chega ao Pavilhão Rogério Coutinho Madruga tem-se a impressão de que o lugar foi abandonado às pressas, como cidades fantasmas vistas em filmes:  através das janelas é possível ver roupas, lençóis, utensílios pessoais e recipientes com comida apodrecida jogados pelo chão e espalhados por cima das camas.

O lixo arremessado pela janela se acumula do lado de fora, e logo na entrada uma gambiarra parece ser a única fonte de energia elétrica que alimenta o pavilhão – fato que comprova a precariedade do fornecimento e as constantes sobrecargas que paralisam o funcionamento da estação de tratamento de esgoto (ETE). Para completar o quadro, um vazamento chama atenção pelo barulho causado pelo volume de água desperdiçada.

O agente penitenciário mostra a estrutura da ETE: “Tudo novo e sem funcionar direito”, lamentou. “Está vendo ali aquela guarita? Está vazia. E logo aquela outra”, aponta, “também vai ficar, pois não há quem renda o policial”. As duas guaritas são as que cuidam da vigilância do pavilhão. Ele contou que, quando os 41 presos fugiram em janeiro, “era tanta gente que escalaram o portão e usaram as escadas de manutenção da ETE para pular o muro”. De acoprdo com o agente, “no começo esse lugar aqui era um exemplo de disciplina, era tudo organizado e limpo. Hoje está assim, tudo bagunçado”, lamentou.

Falta de agentes é principal problema

O Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, inaugurado pelo Governo em dezembro de 2010 mesmo sem ter sido completamente concluído, foi projetado para ser uma unidade prisional independente. A informação é do agente penitenciário que acompanhou a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE até o local.  “Há espaço suficiente para instalar setor administrativo próprio”, garantiu o agente que prefere não ser identificado. “A estrutura física daqui é boa, há camadas de concreto no chão para evitar escavações, o maior problema é a falta de recursos humanos”, informou.

Outra questão apontada por ele, que prejudica o funcionamento do pavilhão, é o fato da central elétrica não ser independente: “Sem eletricidade não há como a central de tratamento de esgoto operar, fato que compromete todo o sistema hidráulico deste pavilhão”. O pavilhão 5 é o único do complexo prisional de Alcaçuz que possui o equipamento, “os quatro restantes utilizam fossas comuns”.

A estação de tratamento está parada desde que o pavilhão foi fechado, há cerca de dois meses, por falta de estrutura. Questionada se há algum prazo estipulado para o pavilhão ser reestruturado e reaberto, Dinorá Simas Lima Deodato, diretora da Penitenciária de Alcaçuz, limitou-se a dizer que “estamos esperando e logo logo será relocado, não deve demorar muito não. Os trabalhos para resolver o problema da rede elétrica deverão iniciar nesta próxima semana”. Segundo a diretora, a empresa que ganhou a licitação já esteve no local fazendo medições: “Fui informada pelo engenheiro da empresa que segunda-feira (13) começam a encostar o material para as obras”, adiantou. Quanto à necessidade de contratar novos agentes penitenciários para tomar conta do pavilhão 5, quando este for reaberto, Dinorá Simas comentou que há comentários na Sejuc de serão “convocados 59 novatos”.

Com 52 celas, 2.880 mil metros quadrados de área construída e capacidade para abrigar 402 apenados, o Pavilhão Rogério Coutinho Madruga é um dos únicos do Estado que possui estação de tratamento de esgotos – ao lado da Cadeia Pública de Nova Cruz, inaugurada em agosto de 2010. Construído em tempo recorde (120 dias), com blocos de concretos de alto desempenho que dificultam escavações, o pavilhão recebeu investimento da ordem de R$ 10,98 milhões, recursos do próprio Governo do RN.

Bate-papo: Henrique Baltazar – Juiz de Execuções Penais

Há alguma previsão do Pavilhão 5 ser reaberto?
O Governo informou que em 30, no máximo em 60 dias quer concluir as obras de reestruturação do pavilhão. Eu acho que vão tentar apressar, pois conforme a determinação imposta   só serão permitida a entrada de novos presos em Alcaçuz depois que esse pavilhão for reaberto. Agora depende do Estado, se terminar em 15 dias ele (o Governo) pode encaminhar novos detentos pra lá.

Qual o principal problema do pavilhão?
Adequação da parte elétrica, reativação da estação de tratamento de esgoto e a segurança. Não adianta reabrir o local sem os agentes para trabalhar, se não vai acontecer a mesma coisa que aconteceu antes: se não tiver ninguém trabalhando lá dentro, vão fugir de novo.

O senhor saberia informar se o Governo pretende contratar ou remanejar agentes penitenciários para cuidar do pavilhão quando ele for reaberto?
O que posso dizer é que o Ministério Público propôs ao Governo um Termo de Ajustamento de Conduta permitindo a nomeação de novos agentes prisionais.

E a chegada de três novos presos na noite de quinta (9) para sexta-feira (10) em Alcaçuz?
Esse caso é o seguinte: a Sejuc transferiu esses presos e encaminhou um ofício pra mim, temos um sistema interno de troca de correspondência, mas eu ainda não tinha aberto esse comunicado. E eles, na verdade, teriam que esperar que eu respondesse primeiro. Disseram que era uma situação emergencial e irei determinar um prazo para que esses presos sejam transferidos para outro local. A determinação que dei é que para entrar ou sair presos de Alcaçuz só com minha autorização.

Há rumores de que as fugas do dia 3 de agosto, quando fugiram oito detentos, foram facilitadas?
Como dizem: não confirmo nem ‘desconfirmo’, a situação está sendo investigada.

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Acidente

Animal na estrada provoca capotamento e morte na BR-304

O acidente aconteceu por volta das 23h desse sábado, no trecho da BR-304, nas proximidades da comunidade de Acauã, entre as cidade de Assu e Itajá.

Segundo informações, Dandara de Souza Fonseca, de 22 anos, conduzia um veiculo tipo Sorento de placas NNK 9864, e, no momento que tentou desviar de um animal, perdeu o controle do carro e capotou. A jovem morreu no local.

A vitima era filha do empresário conhecido como “Samucka Palcos” da cidade de Assu.

Com informações do blog O Câmera

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Polícia

BPChoque captura foragido do PEP e outro acusado de assaltar correios

O Batalhão de Choque em patrulhamento na Rua Marcílio Dias, localizada no bairro de Igapó, quando visualizou quatro indivíduos com atitude suspeita.

Os policiais investiram na abordagem dos quatros indivíduos, porém nada ilícito foi encontrado com eles. Todavia, um dos suspeitos logo adiantou que era fugitivo do PEP de Parnamirim, seu nome é Jeferson Mendonça de Carvalho, enquanto os outros três nada adiantaram à guarnição.

Desta forma, a equipe resolveu levar todos os quatros para a delegacia. E para a surpresa da equipe, além do fugitivo do PEP (Presídio Estadual de Parnamirim), havia um procurado pela Polícia Federal por vários assaltos aos correios, seu nome é Jiedson Cabral de Oliveira. A ação policia aconteceu no fim da tarde do sábado.

Os outros dois foram liberados por nada se  ter contra eles.

Com informações da Assessoria de imprensa da PMRN

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Polícia

ROCAM captura foragido na Praia do Meio

A Polícia Militar por meio da ROCAM capturou um condenado no final da tarde deste sábado. A captura ocorreu quando em patrulhamento de rotina na Rua do Motor, a guarnição suspeitou do indivíduo W.I.M.F por ser muito semelhante a um foragido da justiça.

Ao ser questionado e melhor averiguado pela equipe, verificou-se que se tratava de um foragido da justiça, qual deveria estar cumprindo pena no Presídio Provisório Raimundo Nonato na Zona Norte de Natal.

O acusado foi encaminhado à DP Plantão Zona Sul, onde foi entregue para adoção dos procedimentos cabíveis.

Fonte: Assessoria de imprensa PMRN

 

 

 

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Judiciário

Ministro do STF concorda que os réus do mensalão não terão chance de recurso se forem condenados

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, concordou  com a tese do advogado Márcio Thomaz Bastos de que o julgamento do mensalão nessa Corte é uma “bala de prata”, onde os réus não terão a chance de recurso. Marco Aurélio, que não compareceu nesta sexta à sessão do julgamento do mensalão para participar do 5º Congresso Brasileiro de Sociedades de Advogados, em São Paulo, lembrou que só três dos 38 réus da ação penal 470 teriam direito a foro privilegiado. Em sua opinião, o processo poderia ser julgado em primeira instância. “É (um julgamento de bala de prata). Depois que o Supremo decide, não há a quem recorrer”, disse o ministro aos jornalistas. “Não temos um Supremo de semideuses. Temos homens e mulheres que não podem errar”, comentou o ministro durante a palestra.

Mello disse que fez questão de participar do evento, mesmo faltando ao julgamento em Brasília, porque já tinha um compromisso assumido com os organizadores do congresso. O ministro afirmou que solicitou as gravações das defesas dos réus que se apresentaram nesta tarde em Brasília. Durante a palestra, o ministro defendeu que o STF tem de ser uma corte estritamente constitucional. “Não somos afeitos a instruir processos. Não somos afeitos a julgar processos crime”, afirmou.

 Com uma semana de julgamento e longas sessões diárias, Mello reclamou da dedicação exclusiva do STF ao julgamento do processo do mensalão, deixando para trás outras 900 ações além dos 100 processos semanais que cada ministro recebe. “Eu me sinto exaurido de tanto ouvir”, desabafou. “Imagine o quanto é maçante ouvir a mesma coisa uma, duas, três vezes”, emendou o ministro, relembrando que outros colegas já cochilaram durante a sessão. Para o ministro, é preciso rever esse modelo de julgamento. “Esse sistema não se coaduna mais. Precisamos conciliar celeridade e conteúdo”, propôs.

 O ministro revelou que já foi cogitada a possibilidade das sessões extras para garantir o calendário de julgamento do mensalão também pelas manhãs. “Só falta. Eu penso que é impraticável”, disse. Na avaliação dele, há grande possibilidade de o ministro Cezar Peluso não conseguir votar e da corte não concluir o julgamento até o primeiro turno das eleições municipais deste ano. “Não sei quando terminaremos esse julgamento”, admitiu.

 O magistrado defendeu ainda que sejam considerados no julgamento todas as provas levantadas pela CPI do Mensalão, diferentemente do seu colega Celso de Melo. “Você julga considerando o todo e é o que vou fazer”, disse. O ministro disse que “se eu fosse leigo daria a contenda por empatada” mas que como magistrado não vai julgar a ação de acordo com as “paixões” políticas. “Não sei qual será o meu voto. Ele será de improviso”, adiantou o ministro. Mello disse ainda que deve começar a formular o seu voto a partir do voto do relator, o ministro Joaquim Barbosa, e que espera que o voto já traga a fixação das penas para os casos de condenação. Ao deixar o evento, Mello disse que é preciso votar com serenidade. “Nem parcimônia, passando a mão na cabeça de quem cometeu desvio de atividade, nem justiçamento. Temos de decidir de acordo com o figurino legal”, ponderou.

 

Fonte: Estadão

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Social

Apps para espantar insetos não funcionam, diz cientista

Se você costuma usar aplicativos de smartphone para resolver problemas com insetos, saiba que está gastando tempo – e, talvez, dinheiro – à toa. Pelo menos é o que diz o dr. Roger Gold, professor de entomologia da Universidade Texas A&M.

Ele e sua equipe queriam saber qual a relação do som com a eliminação de mosquitos, por exemplo, e descobriram que a resposta é: nenhuma. “Baseado nos testes que fizemos ao longo dos anos, as alegações de que se repele insetos (com som) são infundadas”, afirmou Gold, em entrevista ao Buzzfeed.

Para chegar à conclusão, eles fizeram uma série de tentativas, colocando insetos em uma caixa de madeira e aplicando diversos tipos de som: ultrasônico, subsônico, audível etc. – nenhum deles causou qualquer efeito. Segundo o professor, o máximo de reação que conseguiram foi perceber que algumas mulheres do escritório ouviam sons que os homens não conseguiam.

Segundo ele, a indústria que vende aparelhos sonoros como repelentes fatura mais de US$ 1 bilhão com base em uma mentira. E os aparelhos móveis pegaram carona nisso por meio dos aplicativos, também muitas vezes cobrados.

Então de onde vem essa história, afinal? Gold explicou que os culpados são os militares, que queriam saber se haveria problemas quanto à presença de insetos próximos a sirenes de ataque aéreo. Graças à explosão de energia causada pelas sirenes, eles acabavam morrendo, e executivos levaram a coisa adiante como o som se fosse o responsável.

Fonte: Olhar Digital

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Polêmica

Juiz suspende liminar que determinava a retirada do Facebook do ar

O juiz Luiz Felipe Siegert Schuch, da 13ª zona eleitoral de Florianópolis, suspendeu neste sábado (11) a liminar que determinava a retirada do Facebook do ar por 24 horas em todo o Brasil. Segundo ele, a suspensão ocorreu pelo fato de a empresa ter colaborado com a Justiça Eleitoral.

O juiz havia pedido a suspensão do acesso à rede social Facebook por causa do descumprimento de liminar que determinava a suspensão da página “Reage Praia Mole”, por apresentar material ofensivo a um vereador.

“Vou suspender essa multa e a retirada do site do ar por enquanto. Vamos reavaliar o caso lá na frente”, disse Schuch em entrevista ao UOL.

A suspensão foi solicitada pelo vereador Dalmo Deusdedit Menezes (PP), de Florianópolis, que concorre à reeleição. O parlamentar argumentou que houve veiculação de “material depreciativo” contra ele na página, feita de maneira anônima por um usuário. O juiz eleitoral também determinou a identificação das pessoas que criaram a página no Facebook.

Na decisão de sexta-feira, o juiz determinava que a rede social deveria interromper o acesso e apresentar informação de que o site estava fora do ar por descumprir a Legislação Eleitoral. Caso a medida não fosse cumprida, o site teria de pagar multa diária de R$ 50 mil e o prazo de suspensão de seria duplicado.

Questionado sobre o que o levou a mudança de posição, Schuch afirmou que foi a disposição da empresa de origem norte-americana em colaborar com a determinação da Justiça Eleitoral.

O Facebook repassou os números do IP (que permite localizar o usuário) do computador de duas pessoas de Florianópolis, que já foram identificadas e notificadas a se apresentar no cartório eleitoral em até cinco dias.

A Justiça Eleitoral tem também a informação sobre a participação de outro internauta na administração da página, mas seu nome não foi citado no processo.

Fonte: UOL

 

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Social

Juiz faz visita surpresa a cadeia pública da ZN

O juiz da Vara da Execução Penal, Henrique Baltazar dos Santos, realizou uma visita de surpresa, ontem de manhã, à Cadeia Pública Raimundo Nonato Fernandes, na Zona Norte de Natal. Nem os agente penitenciários que faziam a revista dos familiares e parentes que iriam visitar os presos, sabiam da chegada do juiz, que no começo desta semana deverá concluir o relatório da inspeção e, assim, decidir se também determina a interdição do estabelecimento penal, a exemplo do que fez, no meio da semana, em relação à Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

Segundo o juiz, “há uma grande probabilidade” de decidir pela interdição, caso a Secretaria Estadual da Justiça da Cidadania não tome providências que serão solicitadas por ele, dentro de um prazo a ser colocado pela pasta, pois vê como preocupação, principalmente, a questão da superpopulação carcerária: “a cadeia está com mais de o dobro de sua capacidade”, pois tem 160 vagas e está, praticamente, com quase 400 presos.

Para o juiz, também é necessário se resolver uma situação, que ocorre nos dias de visita dos familiares e parentes de presos, porque “crianças ficam brincando dentro dos pavilhões” junto com os presos.

Henrique Baltazar dos Santos passou uma hora e cinco minutos dentro da cadeia pública, situada na avenida Itapetinga, no conjunto Santarém, tendo chegado às 10:20 e saído às 11:25: “Já vim várias vezes aqui, já conheço a situação, fui apenas conferir algumas coisas, saber se tinham sido feitas, se tinham corrigidas porque já foram verificadas antes e ver as coisas que já existem”.

Ele explicou que foram consertados o quadro de energia elétrica e as grades que tinham sido destruídas. Mas, Henrique Baltazar também constatou que o fato de a cadeia funcionar vizinho ao presídio do regime semiaberto, aproveitando-se uma estrutura parcial da antiga penitenciária João Chaves, que deu lugar ao campus da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), o qual ainda está sendo concluído, fragiliza o estabelecimento do regime fechado: “É fácil jogar as coisas para dentro dele, até do semiaberto são jogadas celulares e até armas podem ser jogadas para dentro da cadeia”.

Henrique Baltazar também falou sobre o mutirão que se realiza no âmbito da Justiça para agilizar a progressão de regime para os presos do sistema prisional do Rio Grande do Norte, que é realizado pelo Grupo de Apoio às Execuções Penais (Gaep), vinculado à Corregedoria Geral da Justiça: “Na verdade o mutirão que o CNJ fez foi necessário naquele momento, mas isso está sendo realizado pelo Gape em todas as Comarcas do Estado”.

No primeiro semestre de 2012, a Corregedoria Geral da Justiça realizou 46 correições em unidades jurisdicionais e cinco inspeções do Fundo de Desenvolvimento da Justiça – FDJ.

Além disso, o Gaep promoveu dez inspeções e, segundo o juiz corregedor auxiliar, Francisco da Nóbrega Coutinho, até o dia 30 de junho realizamos correições em 46 unidades: “Significa dizer que não deveremos ter dificuldades para cumprir a meta até o final do ano”.

O plano de ação elaborado no início do ano vem sendo cumprido e está de acordo com o regime de metas estabelecido pela Corregedoria Nacional da Justiça para as Corregedorias Estaduais. A Meta 4, fixada pela Corregedoria Nacional da Justiça, consiste na realização de correições em pelo menos 30% das unidades jurisdicionais do Estado por ano. No Rio Grande do Norte, isso representa 66 unidades.

Segundo o Gaep, o em 2012 resultou na abertura de 282 vagas no sistema prisional. Tratam-se de presos que já tinham direito a progressão de regime prisional ou ao livramento condicional e ainda aguardavam uma decisão judicial para obter a garantia do direito.

Além de visitar os presos e inspecionar as condições das unidades prisionais, o grupo também se atém aos processos que tramitam nas varas criminais visitadas. Este ano já foram concedidas 56 progressões de regime, 60 apenados obtiveram o livramento condicional e declaradas 166 extinções de pena.

Até junho de 2012 foram analisados 4.209 processos, o que corresponde a mais da metade dos 6.631 examinados durante todo o ano de 2011.

Fonte: Tribuna do Norte

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Economia

Preços mais baixos na internet atraem Classe C

Preços invariavelmente mais baratos do que os encontrados nas lojas físicas, em função de impostos e concorrência, é o que leva a Classe C, considerada a nova classe média brasileira, a comprar pela internet – saiba até quanto pagar a menos nas compras online no quadro abaixo.

Descontos, maior poder de escolha e o aumento da segurança nas transações também são outros fatores que seduziram esses novos consumidores virtuais, que têm renda familiar entre R$ 1.064 e R$ 4.591, segundo classificação da FGV (Fundação Getúlio Vargas). As lojas virtuais estão brigando por eles, o que impacta diretamente no preço dos produtos.

Na comparação com as lojas físicas, os descontos médios oferecidos na web chegam a 18% nas categorias mais compradas pela Classe C – grupo consumidor que representa mais de 60% dos novos compradores do setor. Porém, de produto a produto, a diferença pode passar dos 100%, alertam especialistas.

Gasto

Após uma fase favorável ao consumo com redução de IPI (Imposto sobre o Produto Industrializado) e formas de pagamento facilitadas, o gasto médio dos internautas com renda em torno dos R$ 3.000 para compras pela internet caiu 15% no primeiro semestre de 2012, de R$ 335 para R$ 285.

Segundo a diretora de unidade da empresa de informações do comércio eletrônico e-bit, Cristina Rother, é característico da classe C comprar eletrodomésticos, eletrônicos, computadores e celulares na internet.

– Em 2007, por exemplo, estes itens não estavam entre os mais comprados. Hoje, as vendas de eletrodomésticos vêm aumentando nos últimos anos.

A tática dos sites de compras coletivas, leilão de centavo e lojas virtuais está na adaptação à menor proporção do endividamento em relação à renda por meio dos descontos nos produtos de alto valor agregado.

Mais baratos

Televisores são vendidos pelas lojas virtuais com diferença de preço de até 20%, mas sites de compras coletivas, como o Groupon, chegam a fazer ofertas especiais com 98% do preço.

O garimpo nos sites de comparação de preços pode render economia de quase 15% em geladeiras e congeladores, 6% em lavadoras, 7% em fogões, 10% em notebooks e mais de 18% em celulares. Mas, na média, a diferença de preços é de 10% no comércio eletrônico, segundo dados do Índice Fipe-Buscapé. Veja a tabela abaixo.

Porém, o comércio eletrônico brasileiro deve revisar seus números e fazer novas previsões para 2012 mesmo com uma estratégia de descontos mais pesada. Rother revela que o crescimento do mercado on line para 2012 pode ser revisto para baixo.

– Ainda mantemos o crescimento de 25% [previstos], mas acreditamos que haverá uma queda nesse número devido ao comportamento nos primeiros meses de 2012, mas ainda não fechamos qual será.

Fonte: R7

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