Erro na correção do Enem 2019 afetou cerca de 6 mil candidatos, diz Weintraub

Foto: Luis Fortes/MEC

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, estimou em seis mil pessoas o número de afetados por erro na correção da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Em entrevista à Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, o chefe da pasta considerou “baixo” o impacto e disse que as notas serão corrigidas ainda na segunda-feira (20).

“A gente já tem o número de pessoas e vai ser corrigido hoje à noite”, disse Weintraub. “Estamos falando de 0,1% das pessoas, isso dá cerca de cinco ou seis mil candidatos, problemas que vão ser corrigidos. O impacto é baixo e não vai ter nenhum efeito para a maioria das pessoas.”

O ministro explicou que o erro ocorreu na impressora da gráfica Valid Soluções S.A, responsável pela diagramação, manuseio, embalagem, rotulagem e entrega aos Correios dos cadernos de provas. Segundo ele, a máquina “dava umas engasgadas” durante a impressão e isso gerou o descolamento da prova com o gabarito.

O ministro disse que, por ter sido um problema mecânico da máquina, deverá tomar as medidas cabíveis contra a gráfica. “Aparentemente não foi uma coisa de má-fé, foi um acidente, coisa que acontece. Não depende da minha avaliação. A gente vai ver legalmente o que acontece”, disse Weintraub.

O G1 entrou em contato com a gráfica Valid Soluções S.A, mas a empresa informou que não vai comentar o assunto.

Falha concentrada em MG

Weintraub explicou que o erro foi identificado a partir de estatísticas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela produção e correção da prova. Segundo ele, foi identificado que alguns candidatos apresentaram notas altas no primeiro dia e resultados baixos no segundo.

“Não faz sentido uma pessoa gabaritar no primeiro dia e no segundo ela tirar zero”, disse o ministro.

Este padrão foi identificado, disse ele, em quatro cidades brasileiras, mas reforçou que o problema esteve concentrado no estado de Minas Gerais. “Não tem impacto nenhum, o pessoal aí do Sul pode ficar tranquilo. O resto também pode ficar tranquilo, foi um susto que as pessoas levaram.”

Ele explicou que a equipe compara os gabaritos onde “estatisticamente tem mais problema”. No domingo (20), uma força-tarefa do Ministério da Educação foi montada para identificar os problemas. Além disso, o ministro disse que ao menos 200 mil candidatos pediram revisão das notas pelo e-mail [email protected]

Sisu será mantido

O ministro descartou a possibilidade de atrasar o prazo de abertura para inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo ele, as notas serão corrigidas diretamente na plataforma até o final desta segunda.

O desempenho no Enem é critério para concorrer no sistema que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. O período de inscrições foi mantido: vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24).

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Já colocou uma atriz pro mimisterio da cultura. Aproveita e já coloca um professor pra Educação e tira esse senhor atrapalhado.

  2. Lucas disse:

    Não precisa ser gênio pra perceber que o ministro parece desconhecer a quantidade de alunos afetados, visto que já mudou umas três vezes o valor.
    Mas achei que ele daria essa entrevista com o guarda-chuva na mão… Acabou a graça, ministro? Tá chovendo incompetência…

  3. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Não um ENEM que tivesse alguma falha. Já teve de tudo, PF pra investigar suspeita de fraudes e juize do CE que anulou a prova, depois foi revertido na 2 instância, etc… Por tanto PTralhas isso não aconteceu só agora. Susseguem o faixo e voltem a comer o capim, imbecis úteis.

  4. Maria disse:

    Esse enem já devia ter acabado faz tempo. Prova cansativa, chata, não mede conhecimento de ninguém. Além de ser injusto, a pessoa concorrer com o Brasil inteiro por uma vaga de curso superior em sua cidade. Era pra voltar o vestibular convencional urgente.

  5. Carlos Medeiros disse:

    Serteza qui só forão ceis miu? Imprecionante issu

  6. Bento disse:

    A ordem dos fatores não alterará o produto.
    Falha insignificativa.
    Os doidin do pt vibram é um momento para esquecerem o mal que fizeram ao PAÍS

    • Minion alienado disse:

      Minion alienado é cômico. Essa falha pode invalidar um processo seletivo com alguns milhões de interessados, acredito você falou isso na inocência típica dos olavistas.

    • Bento disse:

      Alienado é o seguinte:
      Você fala em prejuizos e a probabilidade de quem pontuou mais ou menos fica inalterada.
      No Enem do PT sempre foi caso de Polícia.
      Provas eram vendidas faziam até promoção isso quando se conseguia identicar o crime.
      Ali era crime e não falha
      O governo reconheceu a falha e está tomando as providências.
      Está diferente não é

  7. JOÃO VEIGA disse:

    impressionante …ss esse enem

  8. Zé Garcez disse:

    Mas esse não foi o melhor ENEM de todos os tempos?
    “Imprecionante”!

Bolsonaro diz que ‘é importante investigar’, mas pede ao MPF correção de eventuais erros para evitar sanções futuras

O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente Jair Bolsonaro, durante solenidade na PGR nesta quarta-feira (2) — Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (2), durante cerimônia na Procuradoria Geral da República, que é importante que o Ministério Público investigue crimes, mas pediu aos integrantes do órgão que corrijam eventuais erros na condução das investigações para evitar eventuais punições no futuro.

Bolsonaro deu a declaração ao participar da cerimônia de posse pública de Augusto Aras como procurador-geral da República. Aras foi empossado na semana passada, no Palácio do Planalto, mas a PGR organizou nesta quarta-feira uma solenidade na sede do órgão, em Brasília.

Sem dar detalhes e sem citar casos específicos, o presidente fez um apelo aos integrantes do Ministério Público para que eles apontem eventuais erros do governo a fim de que se possa corrigi-los.

“É um apelo que faço a todos do MP. É importante investigar, é importante fazer cumprir a lei, mas por muitas vezes, se nós estivermos em um caminho não muito certo, e muitas vezes estamos fazendo aquilo bem-intencionados, nos procurem para que possamos corrigir. Corrigindo é muito melhor do que uma possível sanção lá na frente”, disse Bolsonaro no discurso.

“Somos humanos e erramos”, completou o presidente.

Propostas ‘salgadas’

Bolsonaro também elogiou os parlamentares presentes na cerimônia, entre os quais os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), considerados por ele figuras “chaves” para que as propostas do governo sejam aperfeiçoadas no Congresso, mesmo que em alguns casos estas sejam “salgadas”.

“Algumas [propostas são] um pouco salgadas, mas somos obrigados a agir desta maneira para que lá na frente todos possam sobreviver e ter dias melhores”, afirmou Bolsonaro.

Mais cedo, ao conversar com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que lamentava a necessidade de aprovar mudanças nas aposentadorias, mas que sem a reforma da Previdência o Brasil corre o risco de quebrar em dois anos.

O comentário foi feito após o plenário do Senado aprovar, em primeiro turno, o texto-base da proposta da emenda à Constituição da reforma da Previdência.

Os senadores ainda precisam votar os destaques, que podem alterar o texto da proposta, para concluir a votação em primeiro turno. O Senado convocou uma sessão extraordinária para as 11h desta quarta-feira. Após a análise em primeiro turno, ainda será necessário aprovar a reforma em segundo turno.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. disse:

    Esse é país sem futuro, o cara dá um selinho roubado de nada, e é execrado em praça pública, um ladrão comanda um assalto de mais de um trilhão de reais, aí o STF quer extinguir o processo contra ele, enquanto o pais fica apáticos, parece até que o dinheiro da corrupção não é o dinheiro que falta pra acabar o desemprego, e também é esse dinheiro desviado, que a saúde , segurança, e a educação precisa tanto pra prestar um serviço digno, evitando que os cidadãos não fiquem na penúria ao buscá-los quando mais necessitem. Até quando iremos errar nisso. Absurdo.

CORREÇÃO: Ex-deputado estadual não foi autor de Agravo junto ao TJRN

Por interino

Diferente do noticiado na matéria “Operação Pecado Capital: decisão nega recurso de ex-diretor, ex-deputado e delegado”, publicada no último dia 2 de dezembro, o ex-deputado estadual Gilson Moura não é um dos autores do Agravo de Instrumento nº 2016.017868-7. Tal recurso foi interposto apenas pelo delegado de Polícia, Ronaldo Gomes de Morais, e tinha por objetivo suspender decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal que recebeu a Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa nº 0801671-05.2014.8.20.0001. A ação é promovida pelo Ministério Público Estadual contra Ronaldo Gomes, Richardson Macedo e contra o próprio Gilson Moura.

Ao julgar o Agravo de Instrumento, o desembargador Cornélio Alves indeferiu o pedido para suspender a decisão de 1º grau. Assim, a Ação Civil Pública deverá prosseguir. “Oportuno esclarecer que não se vislumbra a ausência de fundamentação da decisão recorrida que, embora sucinta, fez referência às condutas descritas pelo Ministério Público em sua inicial da ACP, não havendo necessidade de tecer considerações sobre cada uma delas, neste momento inicial”.

Para o desembargador Cornélio Alves, a suposta conduta inadequada do agente que, em conluio dos demandados supostamente tentou promover a substituição de um Delegado da Polícia Civil, é ato que necessita esclarecimento e somente com o aprofundamento da instrução processual é que se poderá chegar a alguma conclusão mais segura, não sendo o caso de indeferimento liminar.

O relator destaca que “longe de significar qualquer juízo antecipado de mérito, a decisão singular que recebe a petição inicial da Ação Civil Pública tem por objetivo precípuo a verificação da existência de elementos mínimos e necessários à instauração da lide”.

TJRN

http://www.tjrn.jus.br/index.php/comunicacao/noticias/11485-correcao-ex-deputado-estadual-nao-foi-autor-de-agravo-junto-ao-tjrn

MP ajuíza ação para Prefeitura de Mossoró corrigir edital de concurso

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou ação civil pública para que o Município de Mossoró corrija o edital do concurso público 01/2013, em vigor, e que não informa o número de vagas para pessoas com deficiência.

O edital divulgado pela Prefeitura para o concurso público em exercício também não garante a previsão de adaptação das provas e do curso de formação de estágio probatório, que deve atender às necessidades específicas de acordo com a deficiência do candidato.

Em outros concursos públicos realizados pelo Município também foram encontradas irregularidades no que diz respeito à reserva de vagas para portadores de deficiência. O Ministério Público Estadual propôs, em ocasiões anteriores, Termos de Ajustamento de Conduta (TAC’s), na intenção de buscar solucionar as irregularidades existentes. Mas, diante de desinteresse do Município nos ajustamentos propostos o MPRN ingressou com a ação civil pública na Justiça.

O Promotor de Justiça, Hermínio Souza Perez Júnior, da 17ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, ainda pede na ação que a prefeitura expresse nos editais de futuros certames o quantitativo das vagas destinadas à pessoa com deficiência e indique que as provas e o estágio probatório serão adaptados em função da deficiência do candidato. Também é requerida que em todos os editais haja a garantia desta reserva de vagas para a pessoa com deficiência.

O Município de Mossoró não possui lei específica regrando a reserva de vagas para deficientes físicos em concursos públicos. Existe apenas uma disposição genérica no artigo 7º da Lei Complementar nº 29/08, que diz respeito ao estatuto do servidor público municipal.

As inscrições para o concurso vigente terão início na próxima semana. Caso seja deferida a liminar requerida e não tenha sido efetiva e integralmente cumprida até a próxima segunda-feira, dia 14/10 (data que se inicia o período de inscrições) o MPRN requer na ação que o Município seja obrigado a reabrir o prazo de inscrição para as pessoas com deficiência.

MPRN

Concurso público da Ufersa pode ser anulado por irregularidades nas correções das provas

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), por irregularidades encontradas na correção das provas do concurso público realizado pela instituição em 2011. A medida pretende anular o concurso para evitar maior prejuízo aos participantes.

A ação foi motivada por denúncias realizadas por candidatos que se sentiram prejudicados com o resultado final. A partir disso, foram constatadas irregularidades como atribuir nota a candidato que não realizou prova, acordar com candidato por telefone a apresentação de títulos oito dias depois do término do prazo, além de reprovar candidatos na análise dos títulos, uma vez que a fase era somente classificatória.

A peça afirma ainda que a correção permitiu que candidatos com pouquíssima experiência profissional fossem classificados a frente de concorrentes academicamente mais qualificados, portanto, perdendo qualquer sentido a exigência de títulos para determinar a classificação dos concorrentes. O fato teria prejudicado a classificação final dos participantes.

Após análise dos fatos, o MPF/RN acredita que o resultado final não deve ser acolhido e por isso solicitou em tutela antecipada, ou seja, em caráter imediato, a anulação do concurso. De acordo com o procurador da República Fernando Rocha de Andrade, que assina a ação, aguardar o final da demanda poderá causar inúmeros transtornos, especialmente com relação a necessidade de exoneração de candidatos nomeados com base no resultado já publicado, a partir de critérios claramente ilegais.

Caso a tutela antecipada não seja aceita, o MPF/RN requer a suspensão do concurso para recontagem dos pontos da prova de redação e de títulos. Além disso, pede a aplicação de multa diária, em caso de descumprimento da decisão, no valor de R$ 5 mil.

A Ação Civil Pública está tramitando na 10ª Vara da Justiça Federal sob o nº 0001205-85.2012.4.05.8401.