Papiloscopistas do ITEP-RN integram equipe do programa “Em Frente, Brasil” no combate a crimes violentos

Fotos: Divulgação

As papiloscopistas do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN), Luciana Lima de Freitas e Maria Suely Alves da Silva Lino estão representando o Rio Grande do Norte no programa nacional “Em Frente, Brasil”, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco no combate aos crimes violentos no país. Elas integram equipe da Força Nacional de segurança que desenvolve o projeto piloto na cidade de Cariacica, no Espírito Santo.

“Me sinto muito lisonjeada de representar a perícia do meu estado e o ITEP-RN, onde já estou há 30 anos. É um grande desafio atuar neste plano nacional de enfrentamento e combate à violência, mas iremos trabalhar com muita dedicação e empenho nesta nova missão”, destacou Luciana Freitas que já foi sub-coordenadora de Identificação do ITEP-RN e atuou na identificação biométrica de detentos.

Luciana que já tinha experiências em operações nacionais, como a “Operação Acolhida” desenvolvida em Boa Vista-RR, por 11 meses, em que chefiava o setor de Perícia Criminal foi novamente convidada para coordenar a área pericial no novo programa de segurança lançado na última semana em cinco cidades brasileiras com alto índices de violência, entre elas Cariacica-ES.

Suely Alves atuava no setor de Necropapiloscopia do ITEP-RN e tem longa experiência no trabalho de identificação, o que a levou a atuar também na equipe da Força Nacional em Boa Vista-RR e agora em Cariacica-ES auxiliando nas atividades de perícia criminal.

“Em Frente, Brasil”

O “Em Frente,Brasil” propõe uma nova estrutura para as políticas públicas de estado, direcionadas ao combate da criminalidade violenta com foco nos territórios, a partir da implementação de soluções customizadas às realidades regionais.

A proposta alia medidas de segurança pública a ações sociais e econômicas, para promover a transformação das realidades socioeconômicas das regiões, por meio da cooperação e da integração, obtidas pelas parcerias firmadas com estados e municípios, além da participação de outros ministérios, que auxiliarão para o alcance dos resultados previstos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. joaozinho disse:

    ??? pra coletar com tinta uma digital precisa desse camuflado de guerra e pistolas?

PM registra redução de 28,8% em crimes violentos do tipo assalto à mão armada, roubo de veículos e arrastões em 11 bairros de Natal; veja comparativo

A Polícia Militar classifica a “estratégia de intensificação de policiamento, integrando ações ostensivas e preventivas”, como fator principal para a redução de crimes violentos em Natal. Os dados de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), praticados com uso de violência, por exemplo os arrastões a estabelecimentos comerciais e residenciais, roubos a veículos ou mesmo assaltos à mão armada ou sob ameaça contra a pessoa, foram divulgados nesta sexta-feira(30). De acordo com estatísticas da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), queda foi de 28,8%, e foi observado em pelo menos 11 dos 36 bairros da capital potiguar.

Segundo a Polícia Militar, para conclusão desta redução, foram comparados os assaltos registrados entre os dias 1º de janeiro e 29 de novembro deste ano com os casos ocorridos no mesmo período do ano passado. Confira abaixo os CVPs registrados.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alex disse:

    Mentir é pecado.

Rio Grande do Norte apresenta redução de mais de 15% em Crimes Violentos

O número de casos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) teve uma redução de mais de 15% no Rio Grande do Norte nos 10 meses de 2018, comparado com o mesmo período de 2017.

Entre janeiro e outubro de 2018, foram contabilizados 1.702 CVLIs, 15,99% a menos em relação aos 10 primeiros meses do ano passado. O mês com maior redução foi maio, com 41,43% (passou de 210 para 123), seguido por setembro, com 35,29% (passou de 221 para 143).

Os dados foram divulgados pela Coordenadoria de Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

O relatório completo você encontra no seguinte link https://goo.gl/scqur9. A Sesed também disponibiliza um Monitor de CVLI (https://goo.gl/LDhpty), que atualiza diariamente os dados.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulada disse:

    Essa redução só existe aos olhos da secretaria de segurança pública, todos sabem que isso é uma grande mentira. A realidade para as famílias enlutadas é outra totalmente diferente. MENTIRA….

Câmara aprova banco de DNA de criminosos

O Congresso aprovou ontem a criação de um banco de dados genéticos, formado com o DNA de condenados por crimes violentos e de suspeitos. A lei aprovada, que segue agora para a sanção presidencial, permitirá melhorar a investigação criminal no País e facilitar a identificação de bandidos reincidentes. Na prática, estabelece um modelo de análise que já ficou famoso em séries policiais americanas, como CSI.

“O índice de reincidência no Brasil é alto, de 70%. Muito criminoso sai da prisão e comete crime novamente”, observa o deputado João Campos (PSDB-GO), relator do projeto na Câmara dos Deputados. O DNA é um material genético individual: cada pessoa tem uma combinação única, que funciona como um RG. Ou seja, cada caso de homicídio, estupro ou latrocínio em que se conseguir chegar a um culpado renderá um perfil genético – que poderá ser comparado com futuros casos.

“Evidências biológicas, como manchas de sangue, cabelos, etc, são encontradas em cenas de crimes, principalmente aqueles cometidos com violência. Atualmente, os resultados da identificação genética já são rotineiramente aceitos em processos judiciais em todo o mundo. O DNA pode ser extraído dessas evidências e estudado por técnicas moleculares no laboratório, permitindo a identificação do indivíduo de quem tais evidências se originaram”, argumentou o autor do projeto, senador Ciro Nogueira (PP-PI).

O projeto altera a Lei de Execuções Penais para obrigar os condenados por crimes violentos à identificação do perfil genético. Quanto aos suspeitos investigados, isso dependerá de decisão judicial. “O DNA não poderá, por si só, provar a culpabilidade criminal de uma pessoa ou inocentá-la, mas poderá estabelecer uma conexão irrefutável entre a pessoa e a cena do crime”, argumenta Nogueira.

O novo banco de dados terá caráter sigiloso e será gerenciado por uma unidade oficial de perícia criminal. Na hipótese de o crime em análise acabar prescrito, sem que a autoridade policial conclua o inquérito ou que o acusado seja condenado, o perfil genético do acusado será excluído do sistema.

Esse material coletado alimentará a chamada Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, atualmente em análise, que deverá tomar por base o sistema de informação Codis (Combined DNA Index System), desenvolvido pela Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI).

No Brasil, a rede deverá ser abastecida por perícias dos Estados e da Polícia Federal, com dados retirados de vestígios genéticos deixados nos locais de crimes. Há três anos, o Ministério da Justiça anunciou um acordo de cooperação técnica gratuita com o governo americano que previa testes do programa em Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Paraíba e Paraná.

Fonte: Estadão