Inflação oficial fica em 0,25% em fevereiro, menor taxa para o mês em 20 anos

Foto: Ilustrativa

Pressionado pelos reajustes das mensalidades escolares gastos com educação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,25% em fevereiro, depois de ter registrado uma taxa de 0,21% em janeiro, segundo divulgou nesta quarta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da aceleração, trata-se da menor taxa para meses de fevereiro desde 2000, quando o índice foi de 0,13%.

Em 12 meses, a taxa acumulada atingiu 4,01%, abaixo dos 4,19% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando bem próxima do centro da meta do governo para o ano, que é de 4%.

Nos dois primeiros meses do ano, o IPCA acumula alta de 0,46%, menor inflação para o período já registrada em toda a série histórica do IBGE, iniciada em 1980. Até então, a taxa mais baixa para janeiro e fevereiro tinha sido registrada em 2018 (0,61%).

A inflação comportada neste começo de ano deve elevar as apostas do mercado sobre a possibilidade de novos cortes na taxa básica de juros para evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira em meio aos impactos trazidos pelo coronavírus.

Educação foi o que mais pesou na inflação do mês

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 5 apresentaram alta em fevereiro, com destaque para os custos de educação, cujo grupo apresentou a maior variação mensal (3,70%) e o maior impacto (0,23 ponto percentual) no IPCA do mês.

A alta do grupo Educação foi influenciada principalmente pelos reajustes habitualmente praticados no começo do ano letivo, especialmente aqueles dos cursos regulares (4,42%), item responsável pela maior contribuição individual (0,20 p.p.) na taxa de inflação de fevereiro. Já os cursos diversos tiveram alta de 2,67%,

Veja a inflação de fevereiro por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

Alimentação e bebidas: 0,11% (0,02 ponto percentual)
Habitação: -0,39% (-0,06 p.p.)
Artigos de residência: -0,08% (0 p.p.)
Vestuário: -0,73% (-0,03 p.p.)
Transportes: -0,23% (-0,05 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,73% (0,10 p.p.)
Despesas pessoais: 0,31% (0,03 p.p.)
Educação: 3,70% (0,23 p.p.)
Comunicação: 0,21% (0,01 p.p.)

Perspectivas para 2020

Para 2020, os economistas das instituições financeiras projetam uma inflação de 3,20%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Neste ano, o centro da meta é de 4%, um pouco menor que em 2019. A meta terá sido cumprida se o índice oscilar de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros, atualmente em 4,25% ao ano.

Nota emitida no começo do mês pelo Banco Central sinalizou que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode reduzir novamente a taxa de juros a fim de evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira provocada pelo novo coronavírus.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Malhador disse:

    Inflação oficial fica em 0,25% em fevereiro, menor taxa para o mês em 20 anos

    ESQUERDALHADA?
    cri cri cri
    HAHAHAHAHAHHAHAHA

    • Leo disse:

      Dever ser pq tá tdo mundo comprando…..economia tá 10.
      Eleitor do asno ter cognição é difícil.

Prévia da inflação oficial fica em 0,71% em janeiro, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,71% em janeiro, conforme divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do maior resultado para um mês de janeiro desde 2016, quando o indicador ficou em 0,92%. Em janeiro do ano passado, o índice havia sido de 0,30%, o menor para o mês em 24 anos.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,34%, acima dos 3,91% registrados nos 12 meses anteriores.

Na comparação com dezembro, quando o IPCA-15 ficou em 1,05%, o índice perdeu força. Segundo o IBGE, a desaceleração foi puxada pelo preço da carne, cuja alta passou de 17,71% em dezembro para 4,83% em janeiro.

Apesar disso, foram as carnes que exerceram, novamente, a maior pressão individual sobre a inflação, de 0,15 ponto percentual sobre o indicador. Desde novembro do ano passado, a carne vem pressionando a inflação no país.

Queda na habitação e artigos de residência

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, apenas dois registraram queda de preços na passagem de dezembro para janeiro: habitação (-0,14%) e artigos de residência (-0,01%).

A deflação no grupo de habitação, segundo o IBGE, foi influenciada pela queda de 2,11% no custo da energia elétrica em função de mudança na bandeira tarifária, que passou a ser Amarela.

O IBGE enfatizou que todas as regiões pesquisadas tiveram queda nas contas de luz – a menor foi em São Paulo (-0,61) e a maior em Fortaleza (-4,46%), onde houve, além da mudança da bandeira, redução da alíquota de PIS/COFINS.

Alimentação vilã da inflação

Dentre os sete grupos que tiveram alta nos preços, o maior destaque é o de Alimentação e Bebidas (1,83%), ainda pressionado pelo alto preço das carnes.

Dentre os sete grupos que tiveram alta nos preços, o maior destaque é o de Alimentação e Bebidas (1,83%), puxada pela Alimentação no domicílio (2,30%), ainda pressionada pelo alto preço das carnes.

Também tiveram alta relevante para a alimentação no domicílio produtos como as frutas (3,98%) e o frango inteiro (4,96%). Pelo lado das quedas, o destaque ficou com a cebola (-5,43%).

A alimentação fora do domicílio apresentou alta de 0,99%, resultado acima do registrado em dezembro (0,79%), especialmente por conta das altas observadas no lanche (1,30%) e na refeição (1,10%).

Veja a prévia da inflação para cada um dos grupos pesquisados pelo IBGE:

Alimentação e bebidas: 1,83%
Transportes: 0,92%
Despesas pessoais: 0,47%
Saúde e cuidados pessoais: 0,35%
Educação: 0,23%
Vestuário: 0,10%
Comunicação: 0,02%
Artigos de residência: -0,01%
Habitação: -0,14%

Depois da alimentação, o segundo maior impacto na inflação partiu dos Transportes (0,92%), que foi pressionado pela alta da gasolina (2,64%) – o segundo maior impacto individual na composição do indicador. Também contribuiu para a alta nos Transportes os reajustes nas tarias de ônibus urbano em algumas capitais.

Com informações do G1

 

Com alimentos e bebidas contribuindo para queda de preços, prévia da inflação oficial é de 0,09% em setembro

Alimentos e bebidas, com deflação (queda de preços) de 0,34%, evitaram inflação maior em setembro (Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,09% em setembro. A taxa é a mesma da prévia de setembro do ano passado e maior que a de agosto deste ano (0,08%).

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula 0,26% no terceiro trimestre, 2,6% no ano e 3,22% em 12 meses.

Em setembro, o grupo de despesas habitação foi o principal responsável pela inflação, com uma alta de preços de 0,76%, influenciado pelo aumento do custo com energia elétrica (2,31%).

Outro grupo com impacto importante na inflação foi vestuário (alta de 0,58%). Por outro lado, os alimentos e bebidas, com uma deflação (queda de preços) de 0,34%, foram os principais responsáveis por evitar uma inflação maior.

Foram observadas quedas do tomate (-24,83%), cenoura (-16,11%), hortaliças e verduras (-6,66%), frutas (-0,93%) e carnes (-0,38%).

Agência Brasil

Inflação oficial desacelera por redução do preço dos alimentos

Foto: EBC

A inflação oficial desacelerou em agosto, pressionada pela redução do preço dos alimentos, segundo os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, afirma que houve redução nos preços de alguns dos principais alimentos consumidos no dia a dia dos brasileiros devido ao aumento de oferta nos pontos de venda. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o tomate (-24,49%), a batata inglesa (-9,11%) e as hortaliças e verduras (-6,53%).

O indicador registrou taxa de 0,11% no mês, frente a 0,19% em julho. Em agosto do ano passado, a taxa foi de -0,09%.

De janeiro a agosto, a inflação oficial acumula alta de 2,54%, enquanto a dos últimos meses ficou em 3,43%.

R7

 

Inflação oficial registra menor resultado para maio desde 2006

Alimentos e bebidas foram as maiores influências do mês. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A inflação oficial registrou a menor taxa para o mês de maio desde 2006, em 0,13%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (7).

Em maio de 2006, o índice foi de 0,10%. Segundo o analista de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov, a desaceleração da inflação de um mês para o outro aconteceu por causa de quedas importantes nos grupos de alimentação e bebidas (-0,56%), transportes (0,07%) e saúde e cuidados pessoais (0,59%).

Dentro dos alimentos, o tomate, o feijão-carioca e as frutas ficaram mais baratos para o consumidor em maio em comparação com o mês anterior. Em contrapartida, houve aumentos nos preços do leite longa vida e da cenoura.

“Após subirem em abril, os preços dos alimentos com grande peso na cesta básica caíram devido ao aumento da oferta com a colheita do tomate, das frutas e da segunda safra do feijão. Nos transportes, houve queda de 21,82% no preço das passagens aéreas. Já no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta de 2,25% nos remédios em abril, devido ao reajuste anual, passou para 0,82% em maio”, explica Kislanov.

De janeiro a maio deste ano, o índice acumula alta de 2,22% e de 4,66% no acumulado de 12 meses.

A inflação oficial perdeu ritmo em comparação com o mês anterior (0,57%) e com maio de 2018 (0,40%).

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Potiguar disse:

    Inflação baixa com economia em flangalhos é simples. O difícil é manter a inflação baixa com a economia acelerada.

  2. Deca disse:

    Interessante, não são vcs mesmos que dizem que essas pesquisas não valem de nada?

    Preço da gasolina, gás… lá em cima. Citem aí o que foi que baixou 0,13.

    Isso aí, tá show, a cada $1,00 a gente economiza 1 centavo. Pra os minions tá bom de mais, é esse Brasil que a gente precisa.

    Essa porcentagem tá igual a inteligencia de vcs.

    • Ceará-Mundão disse:

      Esquerdopata se achando inteligente. Era só o que falta. Lembrei uma célebre frase do finado Roberto Campos: "O PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não leem". Vc se enquadra onde, "cumpanhero"?

  3. Fiscalização disse:

    É isso que o Brasil precisa 👏👏👏👏👏💪💪💪💪💪💪Bolsonaro que Deus te ilumine e tire esse mostro aqui do RN. Venha aqui urgente e peça vista em todos os atos dessa pessoa que não tem méritos para assentar a cadeira de um governo. Fora pt se enxerguem e criem VERGONHA nessas cara de pau.

    • Amo os Minions disse:

      Vai aproveitar para ajudar a movimentar a economia ou está vibrando porque não entende de números?

  4. Arnaldo Franco disse:

    Interessante. Não vi essa noticia na TN e se publicar será nota de rodapé. Parabéns, BG.

  5. Jose de Arimatea Lopes Fernandes disse:

    Pós governo Bolsonaro, para se saber algo do PT, tem que visitar o Museu da Vergonha Nacional, numa capital nordestina

Inflação oficial na Venezuela é de 130.060%

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela — Foto: Venezuelan Presidency / AFP

A Venezuela teve uma inflação de 130.060% em 2018 e uma contração da economia de 47,6% entre 2013 e 2018, informou o Banco Central do país, no primeiro relatório deste tipo nos últimos três anos.

Segundo divulgou o BC na terça-feira (28), a inflação atingiu 274,4% no ano de 2016, foi de 862,6% em 2017 e de 130.060,2% em 2018.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que a Venezuela teve uma inflação de 1.370.000% no ano passado. Em 2019, o FMI prevê uma inflação de 10.000.000% na Venezuela.

O BC venezuelano informou ainda que as exportações de petróleo – fonte de 96% da renda do país – caíram para US$ 29,810 bilhões em 2018, contra US$ 85,603 bilhões em 2013 e US$ 71,732 bilhões em 2014, quando houve uma queda nos preços do petróleo que atingiu em cheio os venezuelanos.

Apesar da recuperação dos preços a partir de 2016, uma abrupta queda na produção venezuelana tem impedido a elevação da renda.

Segundo números oficiais, a oferta de petróleo venezuelano, que foi de 3,2 milhões de barris/dia há uma década, caiu para 1,03 milhão em abril passado.

Há três anos, o BC do país deixou de publicar os relatórios, sem justificativa.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Guimarães disse:

    A Gleise presidente do PT foi prestigiar a posse desse traste.

  2. Ceará-Mundão disse:

    Esse é o sonho do PT, transformar o Brasil numa narco-ditadura, como a Venezuela, enquanto se refestelam no fausto, na riqueza, da mesma forma que Maduro e seus comparsas fazem. E o povo recebendo migalhas, esmolas, enquanto passa fome e toda sorte de privações. O PIB da Venezuela, que já foi um país próspero, exemplo na América do Sul, caiu mais de 50% apenas no governo desse ditador Maduro. Mesmo assim, os petistas continuam a defender essa porcaria. E a gente vê malucos por aqui mesmo dizendo toneladas de asneiras na tentativa de defender o indefensável. É até engraçado.

  3. Sergio Dias disse:

    Só………………………………………………………………………………., Viva a Maduro e ao PT que apoia essas aberrações. O partido chibata esse PT.

  4. Petrônio disse:

    Antes achava que a ALIENAÇÃO ERA por falta de informação, hoje vejo que é PROPOSITAL.
    Quer dizer que o caos econômico, inflação, falta de emprego, assassinatos, perseguição a opositores, fome do povo, falta de abastecimento de energia, indústria paralisada e tudo mais que acontece na Venezuela é culpa dos EUA?
    Isso deixou de ser alienação, é idiotice com forte tendência a necrose cerebral sem cura!
    Mas me digam aí, quando a cúpula da esquerda e seus políticos vão tirar férias, descansar, gastar dinheiro, vão para onde mesmo? Que país eles gostam de ir?

  5. Marcos disse:

    Não concordo com nenhuma ditadura, mas os Estados Unidos tem uma grande parcela de culpa!!

    • Netto disse:

      Quase nada de culpa americana. Escassez de produtos se via desde o pico do preço do petróleo. Os EUA, pelo menos até bem recentemente, era ou ou é o país para que a Venezuela mais vende produtos (e de quem mais compra). O que quebrou a Venezuela foi uma série desembestada de expropriações, de bancos, empresas de energia, petróleo, siderurgia, telefonia, terras, imóveis, até supermercados e hotéis. Entregando tudo a partidários, de 'companheiro' roubando e batendo cabeça. Também arrasou a economia com tabelamento de preços, contratos e câmbio, com hordas de coletivos (milicianos) achacando os empreendedores (que, no Brasil, seriam chamados de 'coxinhas'). O grosso das melhores mentes e empreendedores já deu no pé de lá há anos. Engraçado que esquerdista vive botando culpa no flagelo cubano ao embargo americano, mas depois dizem que a miséria da América Latina se deve ao comércio com os EUA. Cuba tem liberdade para comercializar com o resto do Mundo.

    • Severino Carnegie-Rockfeller disse:

      Quer uns culpados externos pela ditadura venezuelana?
      China e Rússia.

  6. Ems disse:

    É tudo culpa dos "Yankees opressores" !!!

  7. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Esse é o país que os ratos PTralhas adoram !!!

    • Victorino disse:

      Adoram construir para os outros, para a massa de manobra, para eles os Estados Unidos, o que eles usam para justificar a politica maldita desses esquerdopatas.

Inflação oficial fica em 0,57% em abril, diz IBGE

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou taxa de 0,57% em abril deste ano. Apesar de ter ficado abaixo do 0,75% registrado em março, o IPCA de abril deste ano é maior do que o 0,22% de abril do ano passado e a maior taxa para o mês desde 2016 (0,61%).

Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de 2,09% no ano (a maior para o período desde 2016) e de 4,94% em 12 meses.

A inflação de 0,57% registrada em abril foi puxada pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (1,51%), transportes (0,94%) e alimentação (0,63%).

As maiores altas de preço do segmento de saúde e cuidados pessoais veio dos remédios (2,25%), perfumes (6,56%) e planos de saúde (0,8%). Entre os transportes, as principais contribuições vieram das passagens aéreas (5,32%) e das tarifas de ônibus urbanos (0,74%).

Os alimentos foram puxados pelas altas de preços da alimentação fora de casa (0,64%) e de produtos como tomate (28,64%), frango inteiro (3,32%), cebola (8,62%) e carnes (0,46%). O feijão-carioca, com queda de preço de 9,09%, e as frutas, com queda de 0,71%, evitaram uma inflação maior.

Entre os outros grupos de despesas, apenas os artigos de residência tiveram deflação (queda de preços), de 0,24%. Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,24%), vestuário (0,18%), despesas pessoais (0,17%), educação (0,09%) e comunicação (0,03%).

Agência Brasil

Inflação oficial fecha em 10,67% em 2015, a maior desde 2002

O Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), conhecido como a inflação oficial do país, ficou em 0,96% em dezembro, fechando o ano de 2015 em 10,67%, a maior taxa desde 2002, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (8).

Considerando apenas o mês de dezembro, o avanço de preços também é o mais alto em 13 anos, quando o IPCA do período chegou a 2,10%.

Esse resultado indica que a inflação fechou bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central para o ano.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Em 2014, o índice havia avançado 6,41%.

Custo de vida ainda mais caro

O que mais pesou no bolso do brasileiro no ano passado foi o aumento de preços dos alimentos e das bebidas. De 8,03% em 2014, a taxa subiu para 12,03%. Não foi o aumento mais forte entre todos os tipos de gastos analisados pelo IBGE, mas seu peso é o maior no cálculo do IPCA.

“Especialmente no caso dos alimentos, o clima fez com que alguns produtos fossem prejudicados não só na quantidade, mas também na qualidade. A chuva nos estados do Sul prejudicaram um pouco as lavouras, e os produtores já estavam sacrificados por custos de aumento de energia, frete, combustível e majoraram seus preços”, disse a coordenadora de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

Gastos com habitação também subiram bastante: de 8,8% para 18,31%. Depois desse grupo vem o de transportes, que registrou forte avanço: de 3,75% em 2014 para 10,16%, no ano seguinte.

De acordo com o IBGE, o maior impacto do ano na análise individual dos itens – não dos grupos – partiu da energia elétrica e dos combustíveis.

A conta de luz do consumidor brasileiro ficou, em média, 51% maior que em 2014. São Paulo e Curitiba aplicaram os maiores reajustes, de 70,97% e 69,22%, respectivamente.

Com o aumento do preço da gasolina autorizado pela Petrobras no início de setembro, o reajuste no valor dos combustíveis chegou a 21,43%. A gasolina, especificamente, subiu 20,10% em média – um pouco abaixo do avanço médio do custo do etanol, de 29,63%.

“Em 2015, os combustíveis tiveram um papel importante no sentido de pressionar a taxa. No final do ano, a gasolina foi reajustada em 6% e durante os três últimos meses do ano esse aumento teve uma repercussão. Não só pelo reajuste em si, mas também pela pressão do etanol. O etanol teve uma alta muito forte e isso teve uma influência sobre a composição da gasolina, já que 27% da mistura é de responsabilidade do etanol.”

Tiveram variações próximas e abaixo da média os grupos de despesas pessoais (9,5%), educação (9,25%) e saúde e cuidados pessoais (9,23%). Dentro desses tipos de gastos, as principais pressões partiram dos empregados domésticos, dos jogos de loteria, de serviço bancário, excursão, cabeleireiro, cigarro e manicure.

As menores taxas foram vistas em artigos de residência (5,36%), de vestuário (4,46%) e de comunicação (2,11%).

“No primeiro trimestre de 2015, houve uma concentração forte nas contas que as pessoas pagam e influenciam no custo de vida. Itens importantes como a energia elétrica que fechou o ano com 50%, taxa de água e esgoto, combustíveis. Ou seja, o primeiro semestre de 2015 concentrou aumentos fortes. Esses aumentos se alastraram para os demais produtos”, afirmou.

De acordo com a coordenadora, a alta do câmbio também determinou aumento forte em outros itens como artigos de limpeza e itens de consumo.

Janeiro de reajustes

“Nesse primeiro mês de 2016, já são conhecidos vários itens que vão pesar no custo de vida. Um deles é o gasto com transportes que é importante no orçamento das famílias, importante para trabalhar e deslocamento. Alguns estados já se manifestaram com aumentos relativamente fortes nas passagens dos ônibus urbanos e energia elétrica também vai ter reajuste em algumas regiões. Algumas taxas como água e esgoto vão aumentar e, para quem fuma, o cigarro terá um aumento significativo. Ou seja, janeiro vai concentrar alguns reajustes expressivos e de peso no orçamento das famílias”.

Raio-X do IPCA

O índice é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos de dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

No cálculo do índice de dezembro, por exemplo, foram comparados os preços pesquisados de 28 de novembro a 29 de dezembro de 2015 (referência) com os preços vigentes de 28 de outubro a 27 de novembro de 2015.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. PSDB/DEM nunca mais disse:

    É isso aí mesmo amigo PSDM/DEMO Nunca mais 2, esses hipócritas passaram pela maior crise (recessão) com desindustrialização e desemprego em massa, que é esse país já presenciou, na década de 1990, e ficam se fazendo de idiotas; e ainda vem um tal de SURPRESO, que eu não sei quem é mais imbecil, ele mesmo, ou que ele escreve, ou as duas coisas juntas.

  2. PSDB/DEMO Nunca mais 2 disse:

    Apertar 45 nem no microondas como citou meu amigo PSDB/DEMO Nunca mais 1.
    Quem viveu o desmantelo e crises de VERDADE nos anos 90, promovidos pelos tucanos, e nao é hipócrita, jamais vota em tucano.

  3. SURPRESO disse:

    PSDB/DEM nunca mais (Luciano) – Parabéns por citar LULA nas bobagens que vc falou!

    *para felicidade dos coxinhas –

    Quer coxinha maior do que LULA?

    Agora, quando vc fala dos milicos…Cuidado…Eles estão de olho em você! Cuuuuiiiiddddaadddooo

  4. Charles disse:

    Tem muitos Zé Ruelas que ainda ficam defendendo esses safados que destruíram o Brasil. Por causa de gente como vcs estamos nessa situação. Se juntar essa merda do PT com psdb, dem, pmdb e muitos outros forma um aterro sanitário que nem Urubu chega perto.

  5. PSDB/DEM nunca mais disse:

    Vamos votar no PSDB, esse é que é bom: taxa de desemprego (18%), taxa de crescimento (-1,5%), inflação (12,6%), reservas cambiais (0,0) e Selic (36%,) além de privataria tucana (terceirizações e reeleição presidencial). Quem é o próximo desgoverno: FHC, Aecim ou Alkmim. Aperte 45 e confirme!! para felicidade dos coxinhas – milicos atrasados, médicos parasitas e dos servidores "públicos"da década de 1970, que entravam pela janela no serviço público (Auditores, BB, Petrobras, Caixa, Universidade etc.

    • Rômulo disse:

      Essa atual crise atual nem de longe se assemelha a quebra do Brasil pelo "santo liberal" FHC em 2002, quando ele entregou o país em frangalhos para Lula governar com maestria! Quem viveu aquela época sabe do que estou falando! Por isso não aperto 45 e 25 nem no microondas!

    • SURPRESO disse:

      Pronto, agora está tudo resolvido, todos os canalhas do PT estão absorvidos, chegou a hora da comparação, isso aliás resolve todos os problemas do Brasil, palmas para esses dois babacas, agora sim, tudo bem…Antes também tivemos crise, antes também se roubavam, então, tudo explicado…Mais ou menos como dizer que o PT não inventou a corrupção né? Só lembrando… Fernandinho beira mar também não inventou a cocaína…maaaassssss!!!

  6. Jorge disse:

    Parabéns PT…… Esse militantes ainda acham que a culpa de ser de algum outro partido

  7. Verônica Melo disse:

    Dando como exemplo a bandeja de ovos que subiu de R$ 10,89 para R$ 13,50, mostra que na vida o percentual de aumento é muito maior que os números oficiais do governo do PT. Uma diferença de quase 20% a mais na realidade, é muito para sentir no bolso.
    Junte a isso o desemprego. Qual serão mesmo os candidatos do PT nas próximas eleições?

    • Rômulo disse:

      Acho que você não está sabendo onde fazer suas compras! Ainda encontro a "bandeja de ovos", que eu suponho que seja a de 30 unidades, por R$ 9,90, em supermercados da área nobre da cidade.

Inflação oficial fecha agosto em 0,25% e acumulado passa teto da meta

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou agosto em 0,25%. Em julho, a taxa havia ficado em 0,01% e em agosto do ano passado, a taxa foi 0,24%.

Segundo dados divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula taxas de 4,02% no ano e 6,51% em 12 meses, pouco acima portanto do teto da meta do governo, que é 6,5%.

A inflação em agosto continuou sendo puxada pelo grupo de despesas habitação que, com taxa de 0,94%, respondeu por mais de metade do IPCA. Os principais itens individuais responsáveis pela alta do índice foram o de empregados domésticos, 1,26% mais caro, e energia elétrica com variação de 1,76% em agosto.

Os alimentos, por sua vez, com uma deflação (queda de preços) de 0,15%, foram os principais responsáveis por evitar uma alta mais acentuada do IPCA.

Agência Brasil