Saúde

RN mantém intervalo de 14 a 28 dias entre doses da CoronaVac

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informa que a campanha de imunização contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte vai seguir com a recomendação de intervalo de 14 a 28 dias entre a aplicação das duas doses da vacina CoronaVac. No domingo passado (11), um estudo preliminar do Instituto Butantan apontou que a eficácia desta vacina pode aumentar de 50,7% para 62,3% quando o intervalo entre as doses é maior, de 21 a 28 dias.

Em meio a dúvida, a Sesap informou que continua valendo a recomendação enviada aos municípios na nota técnica mais recente, do dia 2 de abril. Mas pede preferência para aplicação da segunda dose no período máximo – depois do 21º dia.

“Ressaltamos que é de extrema importância que os esquemas vacinais com a D2 (segunda dose) sejam completados até a 4ª semana (de 2 a 4 semanas) após a dose inicial. Orienta-se que a D2 seja administrada, preferencialmente, levando em consideração o intervalo máximo (4 semanas)”, diz a nota.

Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que não recebeu nenhuma recomendação do Ministério da Saúde e seguirá a atual – com a aplicação a partir de 14 dias. A pasta disse que, se o Ministério da Saúde orientar um novo período entre as doses, “seguirá as recomendações e atualizações do MS”.

Com acréscimo do G1

Opinião dos leitores

  1. É bom que as próximas doses sejam só para 2 dose para não acontecer como João Pessoa.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Comitê de SP sugere ampliar intervalo de doses da CoronaVac para mais de 28 dias sob o argumento de permitir que mais pessoas recebam a vacina

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Centro de Contingência do Coronavírus do governo de São Paulo recomendou nesta quarta-feira (27) que o intervalo de aplicação entre as duas doses da CoronaVac seja ampliado para mais de 28 dias, para permitir que mais pessoas recebam a vacina contra a Covid-19. No momento, não há doses suficientes disponíveis para toda a população dos grupos prioritários.

O estado de SP tem cerca de 9 milhões de pessoas que teriam prioridade para imunização. Esse número considera profissionais da saúde, povos indígenas, quilombolas e idosos. Por não haver quantidade suficiente de doses, a campanha começou profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia, indígenas, quilombolas e idosos internados em instituições (leia mais abaixo).

O comitê de contingência é formado por 20 especialistas em saúde que orientam a gestão João Doria (PSDB) sobre as medidas para o controle da doença no estado. A CoronaVac é produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista.

“Hoje, a segunda dose está prevista para ser feita em até 28 dias após a primeira. No entanto, do ponto de vista científico biológico, é possível pensar que a segunda dose dada em uma data posterior aos 28 dias seja até mais eficaz. Então, o Centro de Contingência, neste momento, é favorável à possibilidade de ter uma extensão”, afirmou o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes nesta quarta.

De acordo com o governo estadual, a decisão sobre a possibilidade de estender o intervalo entre as doses caberá ao governo, por meio das regras do Programa Nacional de Imunização (PNI). De acordo com Doria, o governo do estado fará uma consulta formal nesta quarta ao Ministério da Saúde sobre a possibilidade de ampliar o prazo para além dos 28 dias.

“O que nós temos neste momento é uma diretriz do PNI que recomenda que a vacina CoronaVac seja aplicada em duas doses em um intervalo entre 14 e 28 dias. Todos os lotes encaminhados para os governos estaduais vêm com uma recomendação expressa do Ministério da Saúde”, afirmou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro.

“Nós somos favoráveis de que, havendo o respaldo técnico, que se possa ampliar o intervalo. Para isso, há que se ter uma manifestação formal do PNI ajustando a sua orientação. O governo do estado de São Paulo é favorável a toda e qualquer estratégia que permita ampliação da abrangência do público alvo.”

O PNI contra a Covid-19 conta atualmente com 6 milhões de doses da CoronaVac que foram autorizadas no primeiro pedido de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por outros 4,1 milhões referentes ao segundo pedido. Há ainda 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca.

No entanto, o montante é insuficiente para vacinar toda a população prevista nos primeiros grupos prioritários. Só no estado de São Paulo, por exemplo, a estimativa é que tenha 1,5 milhão de profissionais de saúde nesse grupo. Seriam necessárias, portanto, 3 milhões de doses da CoronaVac, considerando as duas aplicações.

Embora o governo estadual dê uma diretriz, são as cidades que estabelecem quem efetivamente faz parte desse grupos prioritários. A capital paulista, por exemplo, decidiu nesta terça-feira (26) ampliar a aplicação para todos os funcionários de unidades básicas de saúde.

G1

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Coronavac é mais eficaz com intervalo maior entre doses, diz Sinovac

O laboratório chinês Sinovac Biotech disse, nesta segunda-feira (18), que o estudo clínico com a vacina contra Covid-19 Coronavac, realizado no Brasil, mostrou que o imunizante foi até 20 pontos percentuais mais eficaz em um pequeno sub-grupo de pacientes que receberam a segunda dose do fármaco com um intervalo maior.

A taxa de proteção para 1.394 voluntários que receberam doses da Coronavac ou um placebo com intervalo de três semanas entre elas foi de quase 70%, disse um porta-voz da Sinovac.

Pesquisadores do Instituto Butantan, que liderou os testes com a CoronaVac no Brasil, disseram na semana passada que a eficácia geral da vacina foi de 50,4% com base nos resultados dos testes em um grupo de 9 mil voluntários que receberam as doses com intervalo de 14 dias entre elas. O instituto também disse que a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 e 100% em evitar quadros moderados e graves.

O porta-voz da Sinovac disse que um pequeno grupo de voluntários receberam a segunda dose após um intervalo maior em relação à primeira devido a uma série de razões, sem entrar em detalhes.

O intervalo entre as doses das vacinas contra Covid-19 se tornou um tema de debate entre cientistas, reguladores e governos.

Reguladores do Reino Unido disseram que a vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford é mais eficaz quando aplicada com um intervalo maior entre as doses do que inicialmente planejado.

No domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial no Brasil da CoronaVac e da vacina Oxford-AstraZeneca, e o imunizante do laboratório chinês começou a ser aplicado no país.

O Reino Unido também decidiu permitir um intervalo maior entre as doses da vacina da Pfizer com a BioNTech, apesar de as empresas afirmarem que só têm dados de eficácia para um intervalo mais curto.

O porta-voz da Sinovac alertou que a robustez dos dados do sub-grupo é menor do que o dado da eficácia geral.

Embora os pesquisadores da Sinovac tenham dito que testes em estágio inicial mostraram que um intervalo de quatro semanas entre as doses induziu uma resposta imune mais forte do que com intervalos de duas semanas, é a primeira vez que a empresa divulga dados de eficácia do estudo em Fase 3 com padrões de doses diferentes do protocolo inicial.

A Sinovac ainda não divulgou o resultado global dos testes em Fase 3, mas sua vacina já foi aprovada para uso emergencial em países como Turquia e Indonésia, além do Brasil.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Calígula está todo dia aqui tentando lançar dúvidas sobre um produto criado por CIENTISTAS.
      Os comentários dessa pessoa são um desserviço ao Brasil e à humanidade.

      Tome vacina, sim, cidadão. Não se deixe influenciar por um qualquer que não sabe fazer um O com um quenga de côco.

    2. kkkkkk, ta desmoronando, bolso n tem nada a apresentar, p perder a eleição basta o pt não participar, kkkk

    3. A vista da VACHINA só tem 50% de eficácia. Eu não tomo. Vou esperar a ASTRAZENECA mínimo de 78%.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Vacina de Oxford pode ser 80% eficaz com intervalo de 3 meses entre as doses

Foto: Dan Himbrechts – 19.ago.2020 / AAP Image via Reuters

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca pode ser 80% eficaz quando há um intervalo de três meses entre a aplicação das doses, disse um funcionário envolvido na aprovação do imunizante no Reino Unido. Segundo ele, ainda não há evidências suficientes para apoiar um regime de meia dose.

“A eficácia foi alta, de até 80% quando havia um intervalo de três meses entre a primeira e a segunda dose, o que é o motivo de nossa recomendação”, afirmou Munir Pirmohamed, presidente da Comissão do Grupo de Trabalho de Especialistas em Medicamentos Humanos para vacinas da Covid-19, nesta quarta-feira (30).

“Também analisamos o regime de meia dose, que foi amplamente divulgado, mas sentimos que os resultados não foram confirmados pela análise completa”, disse ele em uma entrevista coletiva na qual a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) apresentou a decisão.

Também nesta quarta, o Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a aprovar a vacina da Universidade de Oxford. A aprovação ocorre enquanto o país luta contra uma grande onda de Covid-19 causada por uma nova variante do vírus altamente contagiosa.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *