Mortes e infecções por covid-19 voltam a diminuir na Espanha

Foto: Jon Nazca/Reuters

As mortes pelo novo coronavírus na Espanha chegaram a 517 nas últimas 24 horas, 102 casos a menos do último boletim divulgado no domingo (12), enquanto novas infecções aumentaram 2% por dia, o número mais baixo desde o início da pandemia.

A quantidade total de mortes pela Covid-19 é de 17.489, enquanto o número de casos de infecção notificados é de 169.496, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde local, 3.477 há mais de que ontem, um um número que não era visto desde 18 de março.

Além disso, a diminuição do número de mortes é a maior, em termos percentuais, desde o surto da epidemia na Espanha.

O número de pacientes curados também mantém sua tendência ascendente, com novas 2.336 pessoas que tiveram alta, em um total de 64.727, representando 38,2% de todos os casos.

“A tendência de queda da doença está sendo confirmada”, disse a porta-voz do Ministério da Saúde para a pandemia, Dra. Maria José Sierra, levando em conta esses números.

Madri continua sendo a região mais afetada, com 6.423 mortes, embora o número de novos casos registrados, 559, seja o mais baixo em um único dia em um mês.

A segunda região mais afetada ainda é a Catalunha, com 34.726 casos registrados e 3.538 mortes.

Com a curva da pandemia achatada, embora não em declínio, a Espanha suspendeu hoje o hiato de duas semanas para a atividade econômica em alguns setores não essenciais, com isso, centenas de milhares de trabalhadores começaram a voltar ao trabalho.

Essa medida ocorre em pleno debate entre políticos, sindicatos e cientistas, para um possível risco de recuperação da pandemia devido ao aumento da mobilidade e contatos pessoais, se as medidas de segurança necessárias não forem tomadas, pelas quais o governo planeja distribuir 10 milhões de máscaras entre hoje e quarta-feira.

R7, com EFE

Arroba do boi gordo cai 15%, e preço da carne deve diminuir em janeiro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O preço da carne, vilã da cesta básica nos últimos meses, deve começar a cair nas próximas semanas, segundo informou em nota o Ministério da Agricultura. O motivo é que o preço da arroba do boi gordo registrou queda média de 15% no mês de dezembro, segundo o Ministério da Agricultura.

“Esse recuo interrompe a alta de 28,5% contabilizada ao longo dos últimos seis meses nos principais mercados do país”, disse a pasta, em nota.

“Em Mato Grosso do Sul, o recuo foi de R$ 220 para R$ 190.”

A avaliação do diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento, Sílvio Farnese, é de que o cenário indica uma acomodação dos preços no atacado, com reflexos positivos no varejo no curto prazo.

Para ele, o comportamento dos preços se deve à regulação do mercado, com melhor equilíbrio entre a oferta e a procura.

“Para o consumidor, a redução dos preços deverá ser sentida nas próximas semanas, com a renovação de estoques por parte dos supermercados. Na última semana, já foi observada queda no valor de cortes de traseiro, que têm cotações mais elevadas e mais sensíveis às variações de demanda. Um exemplo é a alcatra que teve a maior desvalorização, com 4,5% de queda no preço nos últimos sete dias”, afirma a pasta na nota.

A tendência para os próximos meses, segundo Farnese, é de estabilização dos preços. “Não há margem para aumentos futuros”, disse.

R7, com Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luis disse:

    Kkkkkkk, tomaram o pirulito da baca do petralha, era só o que eles falavam esse aumento da carne.

Estresse e depressão podem diminuir o cérebro

Depressão e estresse crônico podem causar a perda de volume do cérebro, uma condição que contribui para insuficiências emocionais e cognitivas. Pesquisadores de Yale, em artigo publicado no jornal Nature Medicine, descobriram um dos motivos para isso ocorrer. Trata-se de uma espécie de interruptor genético que desencadeia a diminuição de conexões entre os neurônios.

As descobertas mostram que o interruptor reprime a expressão de genes necessários para a formação de conexões sinápticas entre células do cérebro, que por sua vez contribui para a perda de massa cerebral no córtex pré-frontal.

— Nós quisemos testar a tese de que o estresse causa a perta de sinapses cerebrais em humanos — disse o professor de neurobiologia e farmacologia Ronald Duman. — Mostramos então que circuitos normalmente envolvidos com a emoção, assim como a cognição, são interrompidos quando esta espécie de interruptor é ativado.

A equipe de pesquisadores analisou tecidos de pacientes deprimidos e não deprimidos doados de um banco de cérebros e procuraram diferentes padrões de genes. Os de deprimidos exibiram baixas taças de expressão nos genes necessários para o funcionamento e estruturas das sinapses. Autor principal do estudo, H.J. Kang descobriu que ao menos cinco destes poderiam ser regulados por um simples fator chamado GATA1. Quando ativado, os roedores que serviam de cobaias mostraram sintormas de depressão, sugerindo que tal fator tem um papel importante não apenas na perda de conexões entre neurônios, mas também nos sintomas da doença.

Duman acredita que as variações genéticas do GATA1 podem ajudar a identificar pessoas com risco alto de entrar em depressão ou muita sensibilidade para o estresse.

— Esperamos que estabelendo as conexões sinápticas consigamos desenvolver terapias mais eficientes.

Fonte: O globo