Finanças

Onyx sugere volta do financiamento privado após 2022, “com alto grau de controle, como existe em muitos países do mundo”

Foto: Evaristo Sa / AFP

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, defendeu a volta do financiamento privado de campanhas eleitorais. A declaração foi dada após Lorenzoni afirmar, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, que o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) deve vetar o aumento do fundo eleitoral do ano que vem para R$ 5,7 bilhões. O ministro afirmou que, caso Bolsonaro seja reeleito, o governo federal vai propor a volta do financiamento privado.

— Vencida essa eleição de 2022, o governo deve propor a retomada da discussão para voltar ao financiamento privado, com alto grau de controle, como existe em muitos países do mundo, para já as eleições municipais de 2024 — disse Lorenzoni.

O ministro afirmou que não há movimentação nem legislação que permita a mudança no financiamento eleitoral a tempo da eleição do ano que vem. Desde 2015, as doações a campanhas políticas feitas por empresas são proibidas, e no caso das doações por pessoas físicas há um limite de 10% da renda bruta anual do doador. Com isso, a maior parte do financiamento fica a cargo do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como fundo eleitoral.

O valor do fundo aprovado pelo Congresso na semana passada, na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é três vezes maior do que foi destinado às eleições de 2018. O montante gerou reação tanto da oposição do governo quanto de apoiadores do presidente, que cobraram respostas a deputados bolsonaristas. Lorenzoni disse que Bolsonaro vai vetar o aumento do repasse e que isso deverá ser resolvido quando for votada a Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser enviada ao Congresso até final de agosto.

— Se verifica o que foi gasto nessas duas eleições [2018 e 2020] e se encontra um denominador comum para a eleição do próximo ano, já que não há nenhuma movimentação e não há nenhuma legislação que permita uma mudança no sistema de financiamento com tempo de ser usado no ano que vem — disse o ministro, que também afirmou:

— Eu sempre tive uma posição contrária, e o presidente também, ao financiamento público de campanhas eleitorais. Em um país como o nosso, ele não se sustenta, acaba retirando recursos de coisas mais importantes que o processo eleitoral. Eu preferiria que houvesse financiamento privado com regras rígidas.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Parece que tem gente que já tem garantido o financiamento de campanha pelos narcomilicianos.

  2. Empresa não faz doação eleitoral, empresa faz investimento p tirar do governo c corrupção lá na frente

  3. Ou menino bobinho esse, mas Moro mesmo disse ‘ele já admitiu e pediu desculpas’ hahahaha no caso do caixa 02 do próprio Onyx, ou povo do coração bondo$o

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Política

CPI DA COVID: Diretora da Precisa nega irregularidades e sugere acareação com denunciantes da Covaxin

Foto: Reprodução/CNN Brasil

A sessão da CPI da Pandemia voltou nesta quarta-feira(14) a ouvir a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades. Os trabalhos começaram pouco após às 10h10 e Medrades se comprometeu a falar.

Antes de Medrades começar a responder as perguntas dos senadores, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), destacou os limites de seu silêncio, imposto em decisão pelo ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Permaneço à disposição, colaborativa, faço questão de falar tudo e inclusive não existe irregularidade, ilegalidade. A gente teve recentemente o vídeo do dia 23, por favor me perguntem. Gostaria de ter oportunidade de falar sobre esse vídeo. Continuo à disposição”, disse Medrades.

Na sequência, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), iniciou seus questionamentos à depoente.

Medrades sugere acareação com denunciantes da Covaxin

A diretora da Precisa sugeriu uma acareação com os denunciantes das supostas irregularidades na compra da Covaxin após contradições na data da apresentação da invoice [nota fiscal de importação] dos imunizantes.

A fala de Medrades aconteceu após Renan mostrar um vídeo de Medrades na comissão da Covid-19 do Senado no dia 23 de março. Nas imagens, Medrades fala do envio da invoice “na última quinta-feira”, que daria justamente a data do dia 18 de março.

No entanto, os servidores da pasta Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda que, inicialmente, denunciou as supostas irregularidades ao presidente Jair Bolsonaro, e William Amorim, que depôs à CPI na última semana, afirmam que o documento foi enviado no dia 18 de março.

“Esse vídeo foi no dia 23 e eu já havia enviado as invoices, trocado e-mails e recebido as solicitações de ajustes do William, mas eu não fui detalhista nessa fala. Estava com aquilo fresco na minha cabeça e disse que encaminhamos. Eu não fui detalhista no vídeo, mas provei que essa invoice só foi enviada no dia 22 e eu desafio eles a provarem que receberam no dia 18”, disse Medrades.

Não tentamos apressar a importação da Covaxin, diz Medrades

Ao responder as perguntas do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), Medrades afirmou que a Precisa Medicamentos não tentou apressar a importação de compra da vacina Covaxin. Segundo ela, a primeira invoice [nota de fiscal de importação] foi encaminha ao Ministério da Saúde no dia 22 de maio.

“Não. Os únicos órgãos que tratamos foram o Ministério [da Saúde] e a Anvisa. Na Anvisa, quem falava conosco era Daniela Marreco, Daniel Cruz, e as pessoas da diretoria. Tinhamos reuniões com a Anvisa que tinham mais de 50 pessoas”, disse a depoente.

Renan voltou a questionar Medrades sobre a relação com Roberto Dias, que chegou a ser preso pela CPI na última semana. Medrades respondeu que a empresa teve “uma agenda com ele em maio e o resto tratávamos tudo com os funcionários.”

Emanuela Medrades diz que se reuniu com Elcio Franco e Roberto Dias, mas Pazuello não participou de tratativas

Medrades afirmou ainda que se reuniiu com o então secretario Elcio Franco e com o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, para tratativas sobre a compra da Covaxin.

Segundo ela, com Dias foi apenas uma reunião feita após a assinatura do contrato, ou seja, após o dia 25 de fevereiro.

“Ele [Elcio Franco] surge para a Precisa já a partir da terceira reunião. As anteriores foram com a SVS [Secretaria de Vigilância em Saúde]. A partir daí, não ele mas os colaboradores que atuavam junto com ele tratavam conosco”, disse.

De acordo com a depoente, cerca de 30 colaboradores da pasta estiveram envolvidos nas negociações por meio de troca de e-mails, conferências e reuniões. Segundo Medrades, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, não atuou nas tratativas da Covaxin.

Não ofertamos a vacina Covaxin por US$ 10 para o Ministério da Saúde, diz diretora Precisa

Em uma reunião no dia 20 de novembro, o Ministério da Saúde afirmou que as vacinas Covaxin custariam US$ 10. O valor consta em um memorando que está sob posse da CPI. No entanto, segundo Medrades, isso não aconteceu.

Existia a expectativa de redução de preço, mas os novos valores não chegaram a ser formalizados durante as tratativas. “A Precisa não possui comando na precificação da Bharat”, disse Medrades – ela também esclareceu que negociava com as autoridades indianas da Bharat um valor menor por dose.

“Se esse preço foi falado foi como expectativa. Não houve em momento nenhum proposta com valor de dose por US$ 10”, disse. “Eu não sei porque falaram isso. Nunca foi ofertada nenhuma vacina a esse valor”, completou Medrades.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Pois eh neh! Lá está os os nomes Coronel fulano… general fulano… e etc… a legislação deveria criar gatilhos pra que à medida que militares militares ocupassem cargos em pastas fora de suas competências ordinárias, seja por competência técnica ou por mera politicagem, os mesmos deveriam ser aposentados com seus salários equivalentes proporcionalmente ao tempo contribuído e que fossem impedidos de usar suas patentes para preservar as instituições. É lamentável assistir o que está acontecendo e o pior, muitos ainda acham que estão acima da constituição pq têm armas.

    1. E tem mesmo imbecil, a arma de vcs é a mentira, que muitas vezes faz estragos mais danosos que uma arma de metal.

  2. Falta do que fazer desses patetas.
    Vacina covaxim, Prejuízo zero pros cofres públicos.
    Vão investigar lula.

    1. Zero pq descobriram a tempo e denunciaram, seu jegue…
      Do contrário seriam 1,6 Bilhões….

    2. BOLSONARISTA DIREITOPATA E “PORCARIA” em qual país chamado de Brasil, o Lula livre só em 2043 comanda?

      Até onde eu to sabendo o presidente do Brasil é o MITO O MESSIAS.

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Política

Deputado no RN sugere redução de carga horária a servidores com dependentes autistas

Foto: Divulgação/ALRN

Garantir a redução da carga horária semanal aos servidores públicos estaduais que sejam responsáveis por pessoas portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse foi o objetivo do requerimento encaminhado pelo deputado George Soares (PL) ao Governo do Estado do RN, bem como ao seu Gabinete Civil e à Secretaria de Estado da Administração (SEAD).

Através do documento, o parlamentar pede que seja concedido, através de dispositivo legal, ao servidor que tenha filho, pessoa sob sua guarda e/ou dependente com autismo, redução da carga horária legal de trabalho em 25%, por dependente, sem compensação de horário e sem prejuízo do exercício do cargo e de sua remuneração.

“Não se trata de oferecer benefício, e sim condições mínimas para que os pais possam dar aos seus filhos e/ou pessoas sob sua responsabilidade o mínimo de condições para realizar um tratamento eficaz, já que é necessária uma atenção especial, visando à melhoria da qualidade de vida dessas pessoas”, justificou George.

Segundo o deputado, muitas vezes os pais não possuem recursos financeiros para a contratação de profissionais ou tratamentos diferenciados. “Portanto, com a diminuição de sua carga horária, esses tutores poderiam dar mais atenção aos filhos com necessidades especiais. Além disso, o setor público não sofrerá prejuízo, pois é mínima a quantidade de servidores que necessitam dessa redução”, acrescentou.

Concluindo, George ressaltou que “inúmeros estudos demonstram que o tratamento médico e psicológico da pessoa com autismo apresenta resultados bem melhores quando acompanhados pelos seus familiares”, pedindo, por fim, a sensibilização da Administração Pública Estadual para a necessidade da instituição de regras especiais no que tange à jornada de trabalho dos servidores públicos responsáveis por pessoas portadoras de autismo.

ALRN

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao parlamentar George Soares (PL) pela sua iniciativa. Como foi bem colocado, já é comprovado cientificamente que a participação parental é de suma importância no tratamento e evolução dos indivíduos com TEA. Inclusive na esfera federal e no município de Natal, como em outros municípios, já é concedida a redução de 50% na carga horária sem a necessidade de compensação do trabalho e sem redução dos vencimentos, desde que comprovada a necessidade do afastamento de seu local de trabalho.

  2. Parabéns ao parlamentar George Soares (PL) pela sua iniciativa. Como foi bem colocado, já é comprovado cientificamente que a participação parental é de suma importância no tratamento e evolução dos indivíduos com TEA. Inclusive na esfera federal e no município de Natal, como em outros municípios, já é concedida a redução de 50% na carga horária sem a necessidade de compensação do trabalho e sem redução dos vencimentos, desde que comprovada a necessidade do afastamento de seu local de trabalho.

  3. Sr. João, educação cabe em todo canto. Não são apenas os autistas que requerem cuidados especiais. Aliás, tem autistas em vários graus. Alguns mais graves, outros nem tanto. Se o senhor refletir alguns segundos verá que outras pessoas sofrem de doenças tão graves quanto o autismo. Minha observação reporta-se apenas a uma pergunta: quem pagará a conta?

    1. Tenho uma filha com microcefalia e paralisia cerebral que requer muita atenção de nós pais. Essa lei precisa ser melhor analisada e precisa ser mais abrangente. Parabéns ao deputado pela proposição.

  4. Com todo o respeito, discordo. Cabe aí aquele ditado popular que diz “quem atira com pólvora alheia não quer saber do tamanho do tiro”. Existe outras doenças que merecem, também, este tipo de atenção. Teriam, pois, o mesmo direito. Quem pagaria a conta?

    1. Concordo plenamente com vc! Mas pra que servem esses parlamentares daqui do Estado além de criar gastos? Algumas vezes eh a iniciativa privada que paga a conta, noutros casos como esse da notícia, quem vai pagar somos nós pois ou o serviço público prestado ficará 25% defasado ou terão que contratar mais servidores pra cobrir essa lacuna… E olhe que o parlamentar está no PL, pensei que esse tipo de projeto sairia de um partido de esquerda!

    2. Dois babacas falando besteira, mané e toinho. Vcs não sabem o que é ter úma criança com autismo. Vão lavar a boca seus dois faladores de merda.

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Política

Aldo Clemente sugere redução de ITIV em Natal para aumentar arrecadação

Foto: Divulgação

O vereador Aldo Clemente (PDT) apresentou nessa quinta-feira (20), em audiência da Comissão de Indústria, Turismo, Comércio e Empreendedorismo da Câmara Municipal de Natal, uma proposta para que a Prefeitura da capital potiguar reduza o valor cobrado do Imposto de Transmissão de Bens Inter Vivos (ITIV) como forma de facilitar a transferência de imóveis e, consequentemente, aumentar a arrecadação.

“Em 2011 a Prefeitura reduziu o ITIV para 1,5% por um período de 120 dias e, segundo dados extraoficiais, foi arrecadado mais de R$ 70 milhões. Em meados de 2013 o Governo do Estado também tomou iniciativa semelhante por um tempo e arrecadou entorno de R$ 140 milhões. Essa medida pode ser tomada por Natal, porque tem muita gente que quer passar adiante seu imóvel e não paga o ITIV devido à alta taxa que é cobrada”, disse Aldo Clemente.

O vereador acredita que, com essa medida, seria arrecadado um valor que poderia ser compensado na isenção de impostos do setor hoteleiro, por exemplo. “A hotelaria está quebrada. Acredito que há como fazer uma redução de impostos e uma isenção momentânea para este setor e compensar através da redução de ITIV que vai ser arrecadado”, disse Aldo.

A reunião da Comissão contou com as presenças de vários vereadores e dos secretários municipais de Turismo, Fernando Fernandes, e de Tributação, Ludenilson Lopes. Na oportunidade, os gestores apresentaram ações que estão sendo adotadas pelo município para socorrer os empreendedores do setor turístico natalense.

 

Opinião dos leitores

  1. 👏👏👏👏👏👏 além de baixar o ITIV tem que parcelar também ( só libera a escrita para registrar após a quitação ! )

  2. Se for para investir não comprem imóveis, pois os abutres estão de boca aberta para lhe assaltar. Comprem FI é muito mais viável.

  3. Não adianta só baixar o ITIV. Tem que baixar os custos de cartório. Escritura de Compra e Venda tem valores EXTORSIVOS no RN. Registro de imóvel IDEM.

  4. Com essa MÁFIA dos CARTÓRIOS é impossível , esse ano fizeram um reajuste de 14,40% nas taxas , o MINISTÉRIO PÚBLICO CALADO, fora que eles inventaram o PLEONASMO, reconhecimento de firma de venda de veículo tem que ser por autenticidade, eles criaram um terno de comparecimento 🤮pra roubar o contribuinte, passou de R$ 2,90 para R$ 11,90 …se é por autenticidade tem que ser presencial, mas A MALANDRAGEM CRIOU O PLEONASMO, subir pra cima e descer pra baixo

    1. Os custos de cartório no RN são ABSURDOS. Muito, mas MUITO mais alto que estados ricos como os do Sul ou SP.

    2. Cala por um motivo: belisca seu pedaço também. Órgãos públicos, constituídos por servidores públicos em acordo com um entre privado no intuito de retirar dinheiro da população. Para mim, é uma das mazelas deste país. E enquanto se briga para saber quem tem razão (esquerda ou direita), eles seguem como um rolo compressor atropelando todos que precisem dos serviços cartoriais. Querem ver uma imoralidade: a lei 6015/73 (uma lei de quase 50 anos) em seu “Art. 290. diz: Os emolumentos devidos pelos atos relacionados com a primeira aquisição imobiliária para fins residenciais, financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, serão reduzidos em 50% (cinquenta por cento).” Ou seja, quem registra um primeiro imóvel (que foi financiado pela CEF, POR EXEMPLO), tem direito a 50% de desconto nas custas do cartório. Mas qual cartório informa isso? nenhum! mas eles sabem que a lei existe, mas nem por isso deixam de cobrar dos desavisados (ao longo de pelo menos 48 anos). Ser rico assim é very easy. Entretanto posam de arautos da moralidade e dos bons costumes. NOJO!!!!!!!!!!!!!!!

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Saúde

Comitê Científico sugere prorrogação de decreto estadual por mais 10 dias

O Comitê Científico do Rio Grande do Norte, vinculado a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap), vai sugerir ao Governo do Estado a prorrogação do decreto estadual com medidas restritivas por mais 10 dias. A decisão será da governadora Fátima Bezerra.

O decreto mais rígido entrou em vigor no dia 20 de março, e tem validade até 2 de abril.

Um novo texto deverá ser publicado Diário Oficial do Estado. Seguindo a prorrogação, podem funcionar os seguintes serviços, considerados essenciais:

serviços públicos essenciais (como segurança pública e saúde)

serviços relacionados à saúde, incluídos os serviços médicos, hospitalares, atividades de podologia, entre outros

atividades de segurança privada

supermercados, mercados, padarias, feiras livres e demais estabelecimentos voltados ao abastecimento alimentar (vedado consumo de alimentos no local)

farmácias, drogarias e similares, bem como lojas de artigos médicos e ortopédicos;

serviços funerários

petshops, hospitais e clínicas veterinária

serviços de imprensa e veiculação de informação jornalística

atividades de representação judicial e extrajudicial, bem como assessoria e consultoria jurídicas e contábeis

correios, serviços de entregas e transportadoras

oficinas, serviços de locação e lojas de autopeças referentes a veículos automotores e máquinas

oficinas, serviços de locação e lojas de suprimentos agrícolas

oficinas e serviços de manutenção de bens pessoais e domésticos, incluindo eletrônicos

serviços de locação de máquinas, equipamentos e bens eletrônicos e eletrodomésticos

lojas de material de construção, bem como serviços de locação de máquinas e equipamentos para construção

postos de combustíveis e distribuição de gás

hotéis, flats, pousadas e acomodações similares

atividades de agências de emprego e de trabalho temporário

lavanderias

atividades financeiras e de seguros

imobiliárias com serviços de vendas e/ou locação de imóveis

atividades de construção civil

serviços de telecomunicações e de internet, tecnologia da informação e de processamento de dados

prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doenças dos animais;

atividades industriais

serviços de manutenção em prédios comerciais, residenciais ou industriais, incluindo elevadores, refrigeração e demais equipamentos

serviços de transporte de passageiros

serviços de suporte portuário, aeroportuário e rodoviário

cadeia de abastecimento e logística.

Opinião dos leitores

  1. Esse comitê tem represenyante médico que diz que se vc está com os sintomas da COVID-19 fique em casa em lockdown, tomando apenas dipirona ou paraceyamol e mantendo boa hidratação e alimentação. Só procure UBS, UPA ou hospital após o 7o dia quando tiver com falta de ar.
    É muita ciência pra minha humilde ignorância.
    Concluímos de após 14 meses de pandemia, a ciência que norteia os membros desse dileto e endeusado comitê parace que não mudou muito. Ora, essas eram as recomendações do ex-ministro da saúde Mandetta, se não me falha a memória.

  2. Esse come bola científico, deveria arranjar uma lavagem de roupa e fazer jus aos salários!!

  3. Sugestão. Aos que compõem o comitê científico, poderiam fazer a doação dos seus salários até o final dá pandemia.
    Será que continuariam com essas teorias mirabolantes?

  4. No dia que o comitê científico ficar SEM RECEBER SALÁRIO pelos dias paralisados, eles darão um jeito de arranjar uma flexibilização.

    Enquanto isso, vejo a vacinação andando a passos de cágado.

    1. Provavelmente vc é funcionária pública. Fique sabendo que o dinheiro dos Governos pode acabar e seu salário não será honrado. E ai, como fica?

  5. Prorrogar com uma FISCALIZAÇÃO RIGOROSA para Combater a Disseminação do covid-19. sem Fiscalização é TUDO um FAZ de CONTA. Precisa o governo TER mais DETERMINAÇÃO, INTERESSE, CORAGEM e VONTADE POLÍTICA para FAZER Cumprir as Diretrizes dos protocolos para Combater a disseminação do covid-19. Que DEUS tenha MISERICÓRDIA de NÓS.

  6. Estou vendo a hora o comitê científico sugerir fechar o estado até 2022. Só falta isso. Esse mesmo comitê científico é o mesmo que fez uma previsão de mais de 13 mil mortes no RN até maio do ano passado. Pelo secretário fechador Cipriano Maia, o mesmo que fechou o Hospital Ruy Pereira, é outro a favor que feche tudo.

    Eu sou a favor do isolamento social, porém de forma justa. Não penalizar quem está cumprindo com os protocolos de segurança.

  7. Se esse comitê científico não fosse composto por funcionários públicos não teria pareceres tão absurdos.

  8. Fica fácil para esse pessoal do comitê decretar mais 10 dias de decreto , o salário deles estão em dia , Assim fica fácil
    Loucura isso !! Faça o seguinte governadora GD , suspenda o salário desse pessoal , aí nós veremos se esse comitê tem o mesmo pensamento!

    1. Verdade…falou o Dr. Calígula…formado pelo whatsapp na FACULDADE BURROMINION…
      Muuuuuuuuuuuuuuuuummmmmm

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Diversos

Ezequiel sugere ao Governo compra de produtos regionais para hospitais e kits da merenda escolar

Sugestão tem destaque para isentar agricultores de débitos de IPVA de moto e carros, do ano de 2020 e 2021

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), apresenta uma série de medidas para retomar e ampliar a produção da agricultura familiar no Rio Grande do Norte, em meio à crise causada com a pandemia do novo coronavírus. As propostas serão encaminhadas a governadora Fátima Bezerra (PT) e a bancada federal do Estado.

“A pandemia tem causado prejuízos em todos os setores e não é diferente na agricultura familiar. Precisamos fortalecer esta atividade econômica que é essencial para o nosso Estado. Além disso, investindo neste setor, possibilitamos também a ajuda aos que mais precisam, como a distribuição de cestas básicas e do reforço no Programa do Leite”, disse Ezequiel.

Ao Governo potiguar, Ezequiel sugere exatamente o aumento do volume de compra do Programa do Leite, com o objetivo de atender aos mais necessitados nesta pandemia e, consequentemente, fomentar a produção no interior do Estado. Além disso, defende incorporar em todas as licitações para aquisição de alimentos – seja para hospitais, merenda escolar, alimentação de apenados, restaurantes populares, etc. –, produtos regionais: leite, queijos de manteiga, iogurte, polpas/frutas da região.

O deputado ainda propõe agilidade para que as escolas estaduais distribuam kit merenda com produtos regionais aos alunos de baixa renda que estão em casa; isentar agricultores familiares e pequenos produtores dos débitos de IPVA de moto e carros, do ano de 2020 e 2021; disponibilizar linha de crédito emergencial com taxas especiais (2,0 % a.a.) para recuperação de ativos produtivos: rebanhos, máquinas e implementos agrícolas, implantação de forragem (especialmente palma forrageira), equipamentos de irrigação, packing house, entre outros; e implantar Sistema de ATER com acompanhamento efetivo de produtividades, preferencialmente pública, via: EMATER ou Sistema S: SENAR, SEBRAE, SESCOOP, entre outras.

Segundo os produtores potiguares, a solução para a pecuária do Estado passa pela Palma forrageira. Ezequiel defende a realização de pesquisa para colheita mecanizada para pequena e média produção de palma e o financiamento de máquinas e equipamentos para produção e armazenamento de forragem no semiárido.

Para a bancada federal, Ezequiel preparou uma série de sugestões para que os representantes potiguares possam buscar ajuda ao setor agropecuário potiguar. A primeira medida seria incluir no Programa de Compra Direta a aquisição de mais produtos artesanais de cada um dos estados nordestinos, especialmente de cidades de pequeno porte, fazendo com que aumente a circulação de recursos nos municípios.

Ainda de acordo com o presidente da Assembleia Legislativa é preciso regularizar as operações de crédito rural com aplicação de redutor nos saldos devedores dos agricultores do semiárido brasileiro; implantar sistema de Burocracia Zero para operações de crédito rurais para pessoas física e jurídica com Faturamento entre R$ 4.8 milhões de reais (pequena) até R$ 6 milhões (médio porte) no semiárido nordestino; e buscar um forte incentivo através de crédito rural para ampliação de atividades cujo potencial e vocação econômica já se tem conhecimento e tem margens para expansão e crescimento como a carcinicultura e fruticultura irrigada, ambas com alta capacidade de geração de empregos.

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Saúde

Sars-CoV-2 usa saliva para infectar outras partes do corpo, sugere estudo; entenda o “além do óbvio”

(Foto: Divulgação/Paola Perez, PhD, Warner Lab, NIDCR)

Vários estudos já investigaram a relação entre o vírus da Covid-19, o Sars-CoV-2, e possíveis sequelas na boca, como perda de paladar e o aparecimento de bolhas. Mas, pela primeira vez, uma equipe internacional de pesquisadores encontrou evidências de que o coronavírus não só afeta a cavidade oral como também usa a saliva para atingir outras partes do corpo, caso dos pulmões e do próprio sistema digestivo.

A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (25), no jornal científico Nature Medicine, foi liderada pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH) e pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos. Os autores acreditam que o potencial do Sars-CoV-2 para infectar várias partes do corpo pode explicar os sintomas orais relatados por pacientes ao redor do mundo.

Já se sabia que a saliva de pessoas infectadas pode conter altos níveis do vírus, afinal, testes de coleta dessa secreção são tão confiáveis para detectar a Covid-19 quanto os de esfregaço nasal. Porém, uma questão-chave ainda precisava ser respondida: como o agente infeccioso vai parar na água da boca?

Até então, a hipótese principal para responder a essa pergunta era que o Sars-CoV-2 atinge a saliva a partir da expectoração expelida dos pulmões. Mas isso não ocorre com todo mundo. Existem pessoas que não expectoram o vírus, pois não têm sintomas respiratórios – o que não as impede de abrigar o malfeitor na secreção salivar.

Logo, os pesquisadores acreditam que pelo menos parte do Sars-CoV-2 na saliva é proveniente da própria boca. Para investigar isso melhor, eles analisaram tecidos orais de pessoas saudáveis e pacientes que haviam morrido de Covid-19 só para verificar se as células da boca eram mesmo suscetíveis ao coronavírus.

Isso foi realmente confirmado, pois os experts encontraram, em células das glândulas salivares e em tecidos da boca, o RNA para fabricar as “proteínas de entrada” que são necessárias para o Sars-CoV-2 invadir essas células. São elas: o receptor ACE2 e a enzima TMPRSS2.

“Os níveis de expressão dos fatores de entrada [nas glândulas salivares] são semelhantes aos de regiões conhecidas por serem suscetíveis à infecção por Sars-CoV-2, como o tecido que reveste as passagens nasais das vias aéreas superiores”, explica, em comunicado, o líder do estudo, Blake Warner.

Mas ainda faltava saber se o vírus poderia partir da saliva, infectando as demais áreas do corpo. Os pesquisadores atestaram isso ao coletarem a secreção salivar de oito pessoas com Covid-19 assintomática e a colocarem em células de tecidos corporais saudáveis. A saliva de dois dos voluntários infectou as células.

A equipe coletou então saliva de um grupo separado de 35 voluntários sem manifestações ou com sintomas leves. Das 27 pessoas sintomáticas, aquelas com vírus na secreção salivar eram mais propensas a relatar perda de paladar e olfato. Isso mostra que pode existir alguma relação entre sintomas orais e a infecção por meio da saliva.

“Ao revelar um papel potencialmente subestimado para a cavidade oral na infecção por Sars-CoV-2, nosso estudo poderia abrir novos caminhos investigativos levando a uma melhor compreensão do curso da infecção e da doença”, comenta Warner.

Galileu

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Política

VÍDEO: Deputado sugere a Fátima ir tomar vacina na Paraíba

Em audiência virtual da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Gustavo Carvalho(PSDB), disse que o Governo do Estado está sendo incompetente em não usar o encaminhamento feito pelo Governo federal sobre o envio de doses da vacinas contra a covid-19.

O parlamentar cobrou por maior celeridade da vacinação, como satisfação a população, que vê estado vizinhos com calendários mais adiantados.

Por fim, o deputado sugeriu que a governadora Fátima Bezerra(PT), como paraibana, “tire 3 horas de seu expediente e dê um pulinho na Paráiba e se vacinar”.

Gustavo: “A senhora com a primeira imunização pode até ser que vá à frente desse processo”, referindo-se a novas medidas para aceleração no estado,

Veja vídeo AQUI.

Opinião dos leitores

  1. Concordo e leva o clube da Luluzinha com ela , FATOMA DO SATANÁS, SEMPRE VOTEI NES6A MALDIÇÃO PARAIBANA VAI PARA PARAIBA COISA FEIA

  2. Aproveite Gustavo Carvalho o seu prestígio e faça uma PONTE entre o Governo do RN , e o da Paraíba.

  3. O nobre deputado deveria ter completado a frase, Fatão vá se vacinar na Paraíba que a pariu. Se bem que nossos irmãos Paraibanos não merecem essa criatura de volta, acho que ela já veio deportada de lá.

  4. O deputado é mais um politiqueiro que não está ajudando em nada. Não gosto muito do Ezequiel, mas gostei da atitude de mostrar alguns caminhos ao Governo do Estado. Esse deputado poderia fazer o mesmo e não ficar com molecagem. Pobre RN…

  5. Vacinaram pessoas que não tinham nenhuma prioridade como atendentes de clínicas médicas, dentistas, veterinários, e aí não sobra vacina pra quem deve tomar.

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Diversos

Ezequiel sugere pacote fiscal e tributário em socorro ao setor produtivo e famílias de baixa renda

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), apresenta ao Governo do Estado uma série de propostas e sugestões a serem adotadas como medidas de socorro ao setor produtivo. A iniciativa tem como objetivo amenizar a crise econômica, que deverá se agravar ainda mais com as novas restrições que serão adotadas a partir deste sábado (20), na tentativa de conter o avanço da pandemia do coronavírus.

“Nossa expectativa é contribuir com o Governo do Estado no sentido de ajudar a classe produtiva do RN, vendedores ambulantes e as famílias a conseguirem vencer mais este momento difícil que a economia potiguar enfrentará. Para isso será preciso que o Estado possa socorrer de todas as formas aos empreendedores e pequenos comerciantes para que, passada a pandemia, possamos retomar o desenvolvimento e a geração de emprego e renda para o povo potiguar”, disse Ezequiel, que fará encaminhamento das sugestões via requerimento legislativo.

Ezequiel defende que o Governo possa isentar de ICMS para as pequenas empresas optantes do Simples; a redução de 50% do ICMS para as empresas de alimentação optantes do regime especial; a isenção de tarifas de água e esgoto por seis meses para o setor de comércio e serviços, famílias de baixa renda; parcelamento em até 60 vezes (5 anos) do pagamento de ICMS devidos e parcelamentos em geral; descontou ou possibilidade de parcelamento do gás da Potigás; isenção de IPVA para veículos das empresas e dos pequenos comerciantes.

Outra medida seria a isenção do IPVA de 2021 para veículos que estejam registrados em nome dos estabelecimentos ou do pequeno trabalhador desempregado. Ezequiel propôs ainda o perdão dos débitos abertos desde o início da pandemia no país, em março de 2020, até o mês passado. Além disso, Ezequiel sugere a compra e distribuição de forma imediata de cestas básicas para a população menos favorecida, que sofrerá já desde o primeiro momento com as restrições impostas.

Famílias em situação de vulnerabilidade social

Para as famílias de baixa renda e vendedores ambulantes, Ezequiel sugere que as contas de água dos meses de março, abril e maio, deveriam ser isentas. A medida seria estabelecida em acordo com a Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern).

Com o objetivo de ajudar o agricultor familiar para geração de renda e de doar alimentos para quem precisa, o Governo do Estado nos próximos meses da pandemia da Covid-19, compraria da agricultura familiar alimentos produzidos pelos homens e mulheres do campo, visando a montagem de cestas básicas. “Então arroz, feijão, farinha de mandioca, mel, azeite, óleo e massas do Seridó e outras regiões se transformariam em cestas básicas beneficiando mais famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar no estado”, exemplifica.

Opinião dos leitores

  1. Governadora diminua 30% do repasse aos poderes Legislativo e Judiciário e transforme esse capital em auxílio aos empregados de baixa renda que ficarão 15 dias sem remuneração por trabalharem em atividades não essenciais.

  2. Tem-se q cortar ao menos 50% dos salários dos servidores não essenciais e dividir com o que mais precisam. Simples assim. Será q topam a ideia

  3. Oí!!!!
    Passado um ano o homem falou.
    Deve tá em casa.
    Sem tempo pra conversar sobre a pandemia no RN.

  4. Tvz agora fatão consiga trabalhar em prol dos prejudicados. Com certeza ela vai repassar pra o presidente. Ela é apenas repassadora financeira e de ações do governo federal, mesmo assim ainda sumiu com 5 milhões de reais que serviriam pra comprar respiradores e reduzir o número de mortos. Cada dia que passa, aumentam os óbitos pela falta desses equipamentos. E nada do dinheiro.

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Saúde

Estudo sugere risco ao reduzir 10 dias de quarentena para infectados

FOTO: ALISSA ECKERT, MS; DAN HIGGINS, MAM/CDC/REUTERS

Resultados de uma pesquisa conduzida no Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP) sugerem que pode ser arriscado reduzir de 14 para dez dias o tempo de quarentena indicado para casos leves e moderados de COVID-19, como recomendou em outubro o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

No estudo, apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), os pesquisadores do IMT-USP trabalharam com 29 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes com diagnóstico confirmado por teste de RT-PCR. O material foi coletado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Araraquara no décimo dia após o início dos sintomas e, em laboratório, inoculado em culturas de células.

Em 25% dos casos, o vírus presente nas amostras se mostrou capaz de infectar as células e de se replicar in vitro. Em teoria, portanto, pessoas que tivessem contato com gotículas de saliva expelidas por 25% desses pacientes no período em que o material foi coletado ainda poderiam ser contaminadas. Os dados completos da pesquisa foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.

“Recomenda-se que os infectados com sintomas leves permaneçam totalmente isolados em casa, sem contato com ninguém, durante todo o período de quarentena. E há uma grande pressão para reduzir o tempo de isolamento – tanto por fatores econômicos como psicológicos. Mas, se o objetivo da quarentena é mitigar o risco de transmissão do vírus, 25% [de pacientes com vírus viável] é uma proporção muito alta”, avalia Camila Romano, coordenadora da investigação.

Como explica a pesquisadora, a quarentena de 14 dias foi estabelecida ainda no início da pandemia com base no tempo médio que leva, após o início dos sintomas, para o SARS-CoV-2 deixar de ser detectado no teste de RT-PCR. Em geral, esses primeiros estudos foram feitos com indivíduos com doença moderada ou grave, que precisaram ser hospitalizados.

“Partiu-se do princípio de que quando a carga viral é tão baixa a ponto de ser indetectável nesse tipo de exame – considerado padrão-ouro para o diagnóstico da COVID-19 – o risco de transmissão torna-se muito pequeno. Naquela época nem sequer havia testes suficientes para diagnosticar todos os casos suspeitos e menos ainda para liberar os pacientes com sintomas leves da quarentena. Então estabeleceu-se como padrão o período de 14 dias para infectados não hospitalizados”, explica Romano.

Estudos posteriores mostraram ser possível detectar o RNA viral nas vias respiratórias pelo teste de RT-PCR por um período até superior a 14 dias. Contudo, segundo esses mesmos trabalhos, após o oitavo ou nono dia de sintomas dificilmente se conseguia isolar em pacientes com quadros leves ou moderados o vírus ainda viável, ou seja, com a capacidade de se replicar em células.

Desse modo, em meados de 2020, o CDC passou a rever as recomendações referentes ao período de quarentena. Para pessoas expostas ao SARS-CoV-2 sem diagnóstico confirmado por teste molecular, estipulou-se que um isolamento de dez dias seria suficiente para reduzir o risco de transmissão para 1%. Para casos confirmados com sintomas leves ou moderados, o isolamento poderia ser interrompido dez dias após o início dos sintomas, considerando a resolução da febre por pelo menos 24 horas. Este período, entretanto, deveria ser estendido em caso de COVID-19 grave, em pacientes com algum tipo de comprometimento imunológico ou caso o infectado ainda estivesse manifestando sintomas.

“No Brasil, a regra ainda é a quarentena de 14 dias, embora alguns municípios estejam cogitando reduzir para dez dias. Em países como a Suíça, infectados com sintomas leves são liberados do isolamento após sete dias apenas”, conta Romano à Agência FAPESP. “À medida que mais estudos vêm sendo feitos em populações diferentes e com metodologias mais sensíveis, percebemos que ainda é muito cedo para ‘bater o martelo’ sobre o tempo ideal de quarentena. Estamos vendo países sendo atingidos por novas ondas da doença e cada vez menos o isolamento de 14 dias é seguido. É importante levar em conta os dados mais recentes ao repensar políticas de isolamento”, defende a pesquisadora.

Metodologia

O estudo descrito no artigo é parte de um projeto ainda em andamento, cujo objetivo é avaliar a transmissão domiciliar do SARS-CoV-2 na cidade de Araraquara. A cidade decretou lockdown no dia 15 de fevereiro, depois que foi detectada em pacientes locais a nova variante brasileira do vírus, conhecida como P1.

Graças a uma parceria com os gestores municipais, os pesquisadores do IMT-USP conseguiram contatar pacientes com sintomas leves que tiveram o diagnóstico de COVID-19 confirmado por RT-PCR em uma UBS local e não foram hospitalizados.

Foram convidadas para participar 53 pessoas com idades entre 17 e 60 anos que testaram positivo no décimo dia de sintomas. Somente 29 das 53 amostras coletadas continham material suficiente e bem conservado e puderam ser utilizadas nos experimentos.

Em um laboratório com nível 3 de biossegurança (NB3) sediado no IMT-USP, as amostras selecionadas foram incubadas com linhagens de células Vero – originárias de rim de macaco –, modelo mais usado em estudos sobre coronavírus.

“O experimento consiste em oferecer para o vírus um ambiente adequado para ele se replicar. Inoculamos a secreção nasofaríngea coletada dos pacientes nas culturas celulares e acompanhamos durante quatro ou cinco dias”, conta Romano.

Esse intervalo, segundo a pesquisadora, é suficiente para observar se o contato com o vírus provoca um efeito citopático, ou seja, se as células em cultura começam a morrer. A variação da carga viral nas linhagens foi quantificada pela mesma técnica de RT-PCR usada no diagnóstico.

Em 25% dos casos avaliados observou-se um efeito citopático significativo, acompanhado de aumento na carga viral.

“Claro que um experimento feito em laboratório não reproduz com perfeição o que ocorre na natureza. Mas nossos resultados são um indício de que pode haver partículas virais viáveis nas secreções de pacientes no décimo dia de sintomas”, afirma Romano.

Atualmente, o grupo realiza novos ensaios com o objetivo de descobrir como varia, em um mesmo paciente, a dinâmica do risco de transmissão. Amostras estão sendo coletadas diariamente, entre o nono e o 14o dia de sintomas. Esse material será inoculado em culturas celulares para ver em que medida a proporção de amostras com vírus viável diminui com o passar dos dias.

Segundo Romano, os resultados obtidos até agora reforçam a importância de manter a quarentena de 14 dias. “O isolamento, de modo geral, precisa ser intensificado neste momento. Caso contrário, o avanço lento da vacinação exercerá uma pressão seletiva sobre o vírus e favorecerá a emergência de variantes resistentes. Diminuir o isolamento neste momento é extremamente perigoso”, alerta.

O artigo Discontinuation of isolation for persons with COVID-19: Is 10 days really safe? pode ser lido em: www.medrxiv.org/content/10.1101/2021.01.29.21250753v1.full.pdf.

R7, via Agência Fapesp

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Saúde

Infectologista referência nos EUA sugere o uso de duas máscaras de uma vez contra covid

Foto: Nick Bradshaw/Reprodução

“Atenção, passageiros. Em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente. Para colocá-las, retire sua máscara de proteção contra o novo coronavírus”. Elementares, mas foram assim as instruções da tripulação do voo que me leva hoje até o Rio de Janeiro, onde, como voluntária em busca de uma vacina contra a Covid-19, testarei se mantenho os anticorpos gerados a partir da vacina que recebi em meados de novembro. Caso tenha recebido o imunizante verdadeiro, e não um placebo, é altamente provável que meu sistema imunológico tenha sido ativado e criado uma barreira contra o vírus.

Estudos das fases 1 e 2 do ensaio clínico da Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, mostraram que os anticorpos permaneceram robustos 71 dias após a aplicação da dose experimental em um grupo restrito de voluntários. Meu dia 71 é hoje. A parcela de pessoas testando a vacina já não é mais singela – agora somos 45.000 ajudando cientistas a colocarem de pé mais uma vacina contra o vírus. Desta vez, um biofármaco de dose única e com armazenamento a temperaturas de geladeira comum. As próximas semanas serão cruciais para sabermos se o estudo científico deu certo e se haverá pedido para uso emergencial de mais um antígeno na pandemia. Todos os indicativos sugerem que sim. Mas voltemos, por enquanto, às máscaras.

Depois de quase onze meses em quarentena, com saídas esporádicas para compromissos essenciais, sucumbi à compra de máscaras cirúrgicas de proteção. Com triplo filtro, clipe no nariz, draconianamente ajustadas ao rosto. Deixei as N-95 para profissionais de saúde que atuam na linha de frente e estoquei as chamadas PFF2. O motivo para meu cuidado extra são os primeiros indicativos de que as novas variantes do coronavírus descobertas no Reino Unido e na África do Sul estariam a exigir uma proteção mais acurada. É possível que a cepa descoberta na Amazônia também nos demande cuidados extras no dia a dia do uso de máscaras.

Anthony Fauci, o principal infectologista dos Estados Unidos e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse ontem que o uso de duas máscaras é uma “estratégia lógica” para se conter o espalhamento do novo coronavírus, principalmente após a descoberta de mutações mais transmissíveis do vírus. Segundo ele, a ideia seria utilizar as já conhecidas máscaras com dupla ou tripla camada de tecido acrescidas de uma máscara cirúrgica por baixo. Para Fauci, é melhor utilizar uma máscara cirúrgica seguida de uma de pelo menos duas camadas de tecido do que simplesmente sobrepor duas comuns de tecido. Isso porque essas três camadas teriam propósitos específicos: a de fora protegeria contra respingos, por exemplo, a do meio serviria como filtro e aquela que fica mais próxima ao rosto teria por objetivo absorver saliva e suor.

No voo rumo ao Rio de Janeiro, a exemplo das outras vezes em que tive de me apinhar com inúmeros passageiros, fiz minha própria vistoria se todos estavam usando adequadamente seus equipamentos de proteção. Na segunda-feira passada, depois de dois avisos anteriores para que cobrisse apropriadamente o nariz com uma máscara de tecido, uma passageira foi expulsa no mesmo trajeto que faço hoje, Brasília-Santos Dumont. Na manhã desta terça-feira, diante dos meus olhos, um jovem adulto dispensou as máscaras descartáveis disponibilizadas no balcão de embarque e se satisfez apenas com uma bandana no rosto. Fotografei-o para protocolar a terceira reclamação contra a mesma companhia aérea. E provocá-la para que tome providências para além do confortável marketing pró-segurança que tem adotado desde o início da pandemia.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Muita burrice, agora burrice dobrada! Acordem para a escravidão social! Façam uma pesquisa simples sobre vírus e trajes que realmente impedem seu contato e verão uma vestimenta semelhante aos astronautas. Máscara simples nenhuma impede a contaminação viral. Informem-se!

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Saúde

Comitê de SP sugere ampliar intervalo de doses da CoronaVac para mais de 28 dias sob o argumento de permitir que mais pessoas recebam a vacina

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Centro de Contingência do Coronavírus do governo de São Paulo recomendou nesta quarta-feira (27) que o intervalo de aplicação entre as duas doses da CoronaVac seja ampliado para mais de 28 dias, para permitir que mais pessoas recebam a vacina contra a Covid-19. No momento, não há doses suficientes disponíveis para toda a população dos grupos prioritários.

O estado de SP tem cerca de 9 milhões de pessoas que teriam prioridade para imunização. Esse número considera profissionais da saúde, povos indígenas, quilombolas e idosos. Por não haver quantidade suficiente de doses, a campanha começou profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia, indígenas, quilombolas e idosos internados em instituições (leia mais abaixo).

O comitê de contingência é formado por 20 especialistas em saúde que orientam a gestão João Doria (PSDB) sobre as medidas para o controle da doença no estado. A CoronaVac é produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista.

“Hoje, a segunda dose está prevista para ser feita em até 28 dias após a primeira. No entanto, do ponto de vista científico biológico, é possível pensar que a segunda dose dada em uma data posterior aos 28 dias seja até mais eficaz. Então, o Centro de Contingência, neste momento, é favorável à possibilidade de ter uma extensão”, afirmou o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes nesta quarta.

De acordo com o governo estadual, a decisão sobre a possibilidade de estender o intervalo entre as doses caberá ao governo, por meio das regras do Programa Nacional de Imunização (PNI). De acordo com Doria, o governo do estado fará uma consulta formal nesta quarta ao Ministério da Saúde sobre a possibilidade de ampliar o prazo para além dos 28 dias.

“O que nós temos neste momento é uma diretriz do PNI que recomenda que a vacina CoronaVac seja aplicada em duas doses em um intervalo entre 14 e 28 dias. Todos os lotes encaminhados para os governos estaduais vêm com uma recomendação expressa do Ministério da Saúde”, afirmou o secretário executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro.

“Nós somos favoráveis de que, havendo o respaldo técnico, que se possa ampliar o intervalo. Para isso, há que se ter uma manifestação formal do PNI ajustando a sua orientação. O governo do estado de São Paulo é favorável a toda e qualquer estratégia que permita ampliação da abrangência do público alvo.”

O PNI contra a Covid-19 conta atualmente com 6 milhões de doses da CoronaVac que foram autorizadas no primeiro pedido de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por outros 4,1 milhões referentes ao segundo pedido. Há ainda 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca.

No entanto, o montante é insuficiente para vacinar toda a população prevista nos primeiros grupos prioritários. Só no estado de São Paulo, por exemplo, a estimativa é que tenha 1,5 milhão de profissionais de saúde nesse grupo. Seriam necessárias, portanto, 3 milhões de doses da CoronaVac, considerando as duas aplicações.

Embora o governo estadual dê uma diretriz, são as cidades que estabelecem quem efetivamente faz parte desse grupos prioritários. A capital paulista, por exemplo, decidiu nesta terça-feira (26) ampliar a aplicação para todos os funcionários de unidades básicas de saúde.

G1

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Judiciário

VÍDEO: “Dá para adoção”, disse juiz que debochou da Lei Maria da Penha em outra audiência; veja

Em duas novas audiências on-line recebidas pelo Papo de Mãe, o juiz Rodrigo de Azevedo Costa, que desdenhou da Lei Maria da Penha, segue a mesma conduta misógina e machista. Ele se descontrola, faz ameaças, grita. Faz comentários considerados racistas e discriminatórios.

“A senhora escolheu um mau pai, a senhora escolheu um cara sem dinheiro. Azar é o seu” – audiência de B.

“Se ele é mau pai, eu não tenho culpa. Eu vou fazer o que? Vou pegar este negão e encher ele de tapa? Não é meu trabalho este.” – audiência de B.

“Quisesse, minha senhora, ganhar dinheiro, não ia ser sendo juiz com esse salário pífio que eu recebo” – audiência de F.

(O salário bruto do juiz Rodrigo de Azevedo Campos é de R$32.004,65, conforme informa site do TJ-SP.)

Como durante a pandemia as audiências estão sendo on-line e gravadas, após reportagem em primeira mão do Papo de Mãe mostrando o juiz Rodrigo de Azevedo Costa afirmando em vídeo “não estar nem aí para a Lei Maria da Penha”, outras mulheres apareceram para contar que também foram humilhadas por ele. Todas as audiências são da Vara de Família da Nossa Senhora do Ó, zona noroeste de São Paulo.

B. é auxiliar de enfermagem, tem duas filhas pequenas e participou de audiência de conciliação de regulamentação de visitas no dia 10 de dezembro. Assim como *Joana, que aparece na nossa primeira reportagem do caso, B. foi chamada de “mãe” e “manhê” pelo juiz, se sentiu ofendida em diversos momentos e mal teve a chance de falar. Sempre que ela tentava dizer algo, era interrompida.

Isso também aconteceu com F., numa audiência on-line de conciliação que tratava de partilha de bens no dia 11 de novembro (neste caso, não havia promotor). Foram duas horas de audiência. O juiz se mostra muito mais amigável com o advogado homem e o ex-marido do que com a advogada mulher e a mulher. Interrompe as mulheres várias vezes.

Matéria completa AQUI no Justiça Potiguar.

Opinião dos leitores

  1. Eu assisti ao vídeo me desculpem, mas não enxerguei nada de racismo no vídeo,eu só ouvi ele mencionar a palavra negão fazendo uma comparação de uma situação hipotética,não vi nenhuma ofensa racial contra ninguém,também não vi machismo ele foi bastante neutro não se inclinou nem para o lado do homem e nem para o lado mulher,já que nenhum dos dois lados tem como ficar com o filho,e os dois juntos não podem pagar uma babá,o caminho certo seria adoção mesmo,também não vi e ouvi nada de misoginia ele não disse nada que ofendesse diretamente ou indiretamente a integridade e dignidade etica,moral e física da mulher em questão.
    Nos outros casos não posso dizer nada,mas no caso desse vídeo não vi nenhum ato de racismo,de machismo e nem de misoginia.

    1. Não tem nada de doente, nem de burro, ele é muito é sabido, tá fazendo isso para ser punido com aposentadoria e salário integral, burro é o povo.

  2. Que coisa ridícula! Corta na própria carne, Judiciário, e expulsa esse ser indigno de vestir uma toga!

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Saúde

Anticorpos contra Covid-19 são passados pelo leite materno, sugere estudo

(Foto: StockSnap / Pixabay)

O leite materno de pacientes que se recuperaram da Covid-19 contém anticorpos contra a doença, sugere um novo estudo publicado no iScience.

Conduzida pela Escola de Medicina Icahn em Monte Sinai, nos Estados Unidos, a pesquisa analisou amostras de oito doadoras que haviam sido infectadas pelo Sars-CoV-2 e sete que tiveram suspeita da infecção. Os cientistas queriam verificar a presença de anticorpos IgA, que normalmente são encontrados em secreções do nosso organismo.

Das 15 amostras, 80% mostraram uma forte resposta de IgA contra o coronavírus. Além disso, 67% continham anticorpos IgG (que são encontrados em maior quantidade no corpo) e IgM (que se formam na resposta primária a um patógeno). Todas essas moléculas de defesa se ligam diretamente à proteína spike do Sars-CoV-2 para combater a infecção.

“No geral, esses dados indicam que uma resposta robusta de sIgA-dominante [anticorpo IgA comumente encontrado em muco] ao Sars-CoV-2 Ab no leite humano após a infecção deve ser esperada em uma maioria significativa de indivíduos”, escreveram os autores do estudo.

A pesquisa apresenta algumas limitações, no entanto. Nem todas as participantes fizeram um exame do tipo PCR, então não há como se ter certeza absoluta de que elas tiveram Covid-19. Por isso, é necessário fazer novos estudos com mais pessoas.

Além disso, ainda é necessário determinar se os anticorpos fornecidos pelo leite materno realmente podem proteger bebês da doença causada pelo coronavírus.

“A resposta imune Sars-CoV-2 no leite humano ainda não foi examinada, embora proteger bebês e crianças pequenas de Covid-19 seja fundamental para limitar a transmissão na comunidade e prevenir doenças graves e morte”, apontaram os cientistas.

Galileu

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Saúde

Falta de vitamina D pode aumentar risco de Covid-19, sugere estudo

Foto: Getty Images

Por volta de abril, quando o mundo ainda se perguntava se máscaras ajudavam na prevenção à covid-19 ou se crianças podiam transmitir a doença, já corriam boatos nas redes sociais anunciando pelo menos uma resposta salvadora: a vitamina D, que poderia ser reforçada através de suplementos ou mesmo com a exposição ao sol.

Na época, sociedades científicas e autoridades de saúde alertavam que não havia evidências científicas que sustentassem a defesa do reforço de vitamina D como medida proteção contra a nova doença.

Nesta quinta-feira (3/9), pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, publicaram o que afirmam ser o primeiro estudo que conseguiu avaliar a relação entre níveis de vitamina D e infecção por covid-19.

E o resultado — que deve ser tomados com cautela, segundo os próprios autores — foi: entre pessoas com deficiência de vitamina D, o percentual de infectados foi maior do que na comparação com aqueles sem a deficiência.

Na pesquisa, publicada no periódico científico JAMA Network Open, 489 pacientes que fizeram teste molecular (PCR) para covid-19 tiveram analisados também seus dados sobre níveis vitamina D, que já constavam em um sistema da faculdade de medicina com dados de saúde. Por isso, o estudo é considerado do tipo retrospectivo e observacional — os autores se valeram de dados já registrados, buscando uma conexão entre eles.

Isso é diferente de um estudo clínico randomizado controlado, por exemplo, em que pesquisadores controlam as variáveis (ex: um placebo versus um remédio) e acompanham a evolução do experimento em tempo real, podendo, no fim, mostrar uma relação de causa e efeito.

No estudo divulgado nesta quinta-feira, os autores demonstraram uma associação entre os fatores — deficiência de vitamina D e infecção pelo coronavírus —, mas não podem dizer que uma coisa causou a outra.

Os pacientes foram divididos em grupos, combinando informações sobre níveis de vitamina D no corpo registrados há no máximo um ano antes do teste de covid-19 e possíveis tratamentos que puderam ser recebidos desde então. Os participantes foram, então, divididos em quatro categorias: provavelmente deficiente (níveis baixos de vitamina D e tratamento não aumentado); provavelmente suficiente (níveis não deficientes e tratamento não diminuído); e outros dois grupos com deficiência indefinida.

Do total de pacientes incluídos no estudo, 71 (15%) testaram positivo para covid-19. Entre os participantes considerados deficientes para vitamina D, 19% (32 participantes) testaram positivo, enquanto no grupo sem deficiência, o percentual foi de 12% (39).

“Estudos clínicos randomizados controlados com tratamentos para reduzir a deficiência de vitamina D são necessários para determinar se estas intervenções (com vitamina) podem reduzir a incidência de covid-19, incluindo tanto pesquisas com populações amplas como com grupos de particular risco para deficiência de vitamina D e/ou covid-19”, ressaltam os autores.

Por motivos ainda em estudo, a deficiência de vitamina D (ou hipovitaminose) é comum no Brasil e no mundo.

Mas os autores da pesquisa no JAMA Network Open destacam que, nos EUA, a hipovitaminose é mais comum em pessoas de pele mais escura e com menor exposição ao sol, incluindo aquelas vivendo em lugares de latitude mais alta no inverno. Isso coincide com uma maior prevalência da covid-19 na população negra, por exemplo, e entre aqueles vivendo em cidades do norte do país no fim do inverno.

Portanto, podem haver coincidências entre hipovitaminose e infecção pelo coronavírus que impedem falar em uma causalidade. “A deficiência de vitamina D pode ser uma consequência associada a um conjunto de condições de saúde e hábitos que plausivelmente aumentam o risco da covid-19”, diz o estudo, destacando, porém, que os pesquisadores tentaram isolar estatisticamente o papel de comorbidades como obesidade e hipertensão.

Apesar do nome, a vitamina D é um hormônio. Receptores dele são encontrados em células do sistema imunológico, o que faz supor que a vitamina D tenha um papel no sistema de defesa, o que ainda não foi comprovado totalmente. A vitamina D é ativada sob a exposição ao sol e também adquirida através da alimentação.

EXPERIÊNCIA COM OUTRAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS

Uma pista que os pesquisadores já tinham era relativa a outras infecções respiratórias — estudos clínicos com a vitamina D nestes quadros já haviam mostrado que a suplementação podia diminuir a incidência do adoecimento.

Por outro lado, os autores mencionam também um artigo de julho, publicado no periódico Diabetes & Metabolic Syndrome por outra equipe, e que teve resultados divergentes, indicando uma menor relevância da vitamina D. Neste, a associação entre hipovitaminose e teste positivo para coronavírus não se mostrou estatisticamente relevante.

Mas os pesquisadores da Universidade de Chicago criticam que, neste artigo de julho, os dados sobre níveis de vitamina D eram muito antigos, de 10 a 14 anos antes do diagnóstico de covid-19. Também não houve controle sobre tratamentos realizados neste meio tempo.

Para a equipe que publicou no JAMA Network Open, os resultados recém-divulgados reforçam que a vitamina D tem sim papel no sistema de defesa.

“A vitamina D modula a função imunológica por meio de efeitos nas células dendríticas e nas células T, que podem promover a eliminação do vírus e atenuar as respostas inflamatórias que produzem os sintomas”, diz o artigo.

“Na medida em que previne a infecção, diminui a replicação viral ou acelera a eliminação do vírus, o tratamento com vitamina D pode reduzir a transmissão (da doença). Por outro lado, se a vitamina D reduz a inflamação, ela pode aumentar a transmissão assintomática e diminuir as manifestações clínicas, incluindo a tosse, tornando difícil prever seu efeito na disseminação do vírus”, conclui.

Época, com BBC

Opinião dos leitores

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Comportamento

Use máscara ao fazer sexo durante a pandemia, sugere autoridade médica do Canadá

Foto: Anna Tarazevich/Pexels

Evite beijar e considere usar máscara ao fazer sexo para se proteger do coronavírus, disse a principal autoridade médica do Canadá nesta quarta-feira (3), acrescentando que atividades individuais continuam sendo a opção sexual de menor risco em uma pandemia.

Theresa Tam afirmou em um comunicado que há poucas chances de contrair Covid-19 através do sêmen ou fluido vaginal, mas a atividade sexual com novos parceiros aumenta o risco de contrair o vírus, especialmente se houver contato próximo, como beijar.

“Como outras atividades durante a Covid-19 que envolvem proximidade física, existem algumas coisas que você pode fazer para minimizar o risco de se infectar e espalhar o vírus”, afirmou.

Evite os beijos, a proximidade cara a cara, use uma máscara que cubra a boca e o nariz e monitore você e seu parceiro quanto aos sintomas antes de qualquer atividade sexual, disse Tam. “A atividade sexual de menor risco durante a Covid-19 envolve você sozinho”, acrescentou.

A saúde sexual é uma parte importante da saúde geral, disse Tam, e, tomando precauções, “os canadenses podem encontrar maneiras de desfrutar da intimidade física e, ao mesmo tempo, proteger o progresso que todos fizemos para conter a Covid-19”.

O Canadá relatou 129.425 casos de Covid-19 e 9.132 mortes até 1 de setembro. Novos casos diários estão muito abaixo dos volumes de pico, mas houve um aumento recente, impulsionado por mais infecções em certas províncias do oeste canadense.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Mas tem muita gente por aí que já usava máscara pra fazer sexo, mas era pra não ser identificado (a). kkk

  2. po mais o tesão esta em beijar na boca pelo menos em mim eu fico com um tesão danado quando beijo na boca hahahahaha so de pensar o loucooooooo!!!!!!!!!!

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