O prefeito Ilderlei Cordeiro, de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, esteve em pontos de aglomerações pela cidade nesta terça-feira (5). Acompanhado de servidores da Saúde municipal, ele passou pelo Centro da cidade e também nos mercados municipais para alertar a população sobre os riscos da pandemia.
O que chamou a atenção foi a estratégia usada pela gestão. A comitiva foi acompanhada também por uma pessoa que estava vestida de morte, com capuz preto e a até foice.
Alertando a população, o prefeito questiona se as pessoas querem levar a morte para a casa. “Quero parabenizar a estratégia de usar o símbolo da morte, com sua foice, para alertar as pessoas”, disse.
O humor é uma forma das pessoas entenderem que os números na segunda maior cidade do Acre continuam subindo rapidamente. Até segunda-feira (4), no último boletim oficial da Secretaria Estadual de Saúde, a cidade contabilizava 11 casos confirmados da Covid-19. No Acre já são 733 casos divididos em 13 cidades.
A Câmara Federal aprovou nesta terça-feira (5) o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (PLP 39/20) que prevê repasses de 60 bilhões e suspensão de dívidas que elevam o impacto total a R$ 120 bilhões a estados e municípios, durante a pandemia do coronavírus.
O texto elaborado pelo Senado substitui proposta aprovada anteriormente pela Câmara (PLP 149/19) e muda a forma de distribuição dos recursos. Apesar de discordarem da estratégia do Senado, deputados aprovaram o projeto para garantir o rápido envio da proposta à sanção presidencial e possibilitar a liberação dos recursos. O texto ainda pode ser alterado por emendas, que serão votadas separadamente.
O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), relator da proposta de ajuda aos entes federados durante a pandemia de covid-19, recomendou a aprovação do texto elaborado pelo Senado com apenas duas emendas de redação. “Considero imperioso garantir que os recursos cheguem rapidamente aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios”, disse.
Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rejeitou as emendas de redação apresentadas pelo relator. Segundo Maia, essas emendas tinham como objetivo evitar mudanças profundas no texto, o que exigiria o retorno da proposta ao Senado.
Durante a sessão virtual do plenário, parlamentares criticaram o congelamento dos salários de servidores da União e dos entes federados. Essa contrapartida resultou de acordo para que a equipe econômica desse aval ao texto pelo Senado, que substitui versão aprovada em abril pela Câmara diante da urgência decorrente do estado de calamidade pública.
Segundo o relator, o texto do Senado avança ao estabelecer limite global para o auxílio financeiro da União e no aprimoramento das vedações para aumento de despesas nos entes federados. No entanto, Pedro Paulo alertou que a combinação de critérios de distribuição dos recursos elaborada pelos senadores produz distorções.
“Alguns estados e municípios, principalmente para aqueles que possuem maior base de arrecadação e melhores sistemas públicos de saúde, serão os mais afetados pela queda da arrecadação e pela demanda crescente dos serviços para combate ao coronavírus e, ainda, podem receber proporcionalmente menos que os demais”, disse o deputado.
Se tivéssemos um orçamento no queal quem GERA RECEITA, não só despesa como executivo e judiciariio, esse Brasil seria outro. É fácil atirar c a pólvora alheia,…
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que ainda não há informações disponíveis para afirmar quando, efetivamente, ocorrerá o pico dos casos de contaminação e mortes pela covid-19 nos cinco Estados mais afetados pela doença no País: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Amazonas.
Questionado sobre o assunto, Oliveira disse que a curva de crescimento de casos aponta que o comportamento do vírus tem variado entre esses Estados e que a única informação que pode garantir hoje é que o período mais crítico da doença será conhecido entre maio, junho e julho.
“Quando nós avaliamos o número de óbitos, é uma conclusão de duas, três semanas atrás. A situação no Amazonas, Ceará e Pernambuco segue uma tendência de padrão muito similar, de doenças respiratórias nessas regiões”, disse Oliveira. “São Paulo e Rio já apresentam padrões mais distintos. Não posso dizer quando seria o pico da pandemia”, comentou.
Até março, o Ministério da Saúde afirmava que o País se prepara para um pico da doença entre o fim de abril e o início de maio. O fato é que esse período chegou e os casos e mortes estão em franco crescimento. Estados como Maranhão e Pará, que não figuram entre os cinco mais afetados, estão com medidas de fechamento total (lockdown) em andamento. Os Estados mais afetados estão ampliando suas medidas de restrição de circulação de pessoas.
“Ainda não dá para dizer quando chegaria o pico da crise. O isolamento social reduz a curva de casos. Ainda não sabemos em que data exata isso ocorrerá. O que posso dizer é que será entre maio, junho e julho, não tenho duvida”, disse.
Sem Lockdown nenhum saiu e nenhum sairá da pandemia. O Maranhão será em breve o primeiro a sair dessa guerra. E quem ainda tá com números baixos sem um Lockdown vai dispara. Anotem.
Tá anotado, Suécia, Japão, Coréia do Sul, Singapura, Taiwan, Hong Kong, alguns dos países que não fizeram lockdown e já estão saindo de isolamento, ah, e os que fizeram lockdow foi onde mais morreu gente, Itália, Espanha, França, Reino Unido, me explique isso !!!
Horas depois de devolver a Dante Mantovani a presidência da Funarte (Fundação Nacional de Artes), o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tornou sem efeito o ato de sua nomeação.
O ato foi assinado pelo chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira (5).
A nomeação de Mantovani havia saído na edição regular do periódico, na madrugada.
Esse governo tá igual a couro de pescoço (para não escrever o nome de um órgão sexual acolá) é pra frente e pra trás quase a toda hora, ou seria entra e sai, entra e sai na porta da frente e na porta de trás.
Brasil está no 39º no ranking mundial com 37 mortes por milhão de habitantes o 1º lugar está a Bélgica com 692 .
média mundial de mortos por milhão 33.1.
Em casos de mortos está em 7º.
Meu Deus, 600 mortes nas últimas 24 horas. que tristeza, e ainda tem gente rindo e brincando com essa situação, gente que fala em gripezinha, resfriadinho.
Se você se informasse saberia que foram 600 novos óbitos confirmados, mas que ocorreram nas últimas 24 horas foram 76, o restante era óbito aguardando resultado de exames, teve óbito nessa relação de um mês atrás.
O Portal da Transparência do Governo do Estado passa a informar, a partir desta terça-feira (5), toda a atividade do Executivo Estadual referente ao combate ao novo coronavírus, como compras, doações, serviços, boletins epidemiológicos e impactos na economia do RN.
“Com essa nova área (Transparência Covid 19) instalada no Portal o Governo reafirma seu compromisso em proporcionar a maior transparência das suas ações, pois temos mesmo o dever de prestar contas à sociedade”, enfatiza o controlador-geral do Estado, Pedro Lopes.
Esta sessão de informações a respeito do Covid 19 cumpre a exigência da Lei 13.979/2020, relativa à divulgação nas compras realizadas por dispensa de licitação. “Mas desejamos aperfeiçoar e incluir informações gerenciais, não exigidas pela legislação, mas necessárias ao melhor entendimento da população. São dados complexos extraídos da contabilidade pública”, adiantou ainda o controlador.
A atualização das informações será feita duas vezes por semana, às segundas e quintas-feiras. Além dos dados atualizados, o Portal oferece ainda informações fixas de disque prevenção (3190-0700), com informações e esclarecimentos, além de acolhimento psicológico.
Pedro Lopes agradeceu à equipe da Transparência da Control, aos gestores do Governo que atenderam as solicitações de informação, e ainda as equipes de comunicação e Tecnologia de Informação da Assecom, Gabinete Civil, secretarias de Tributação e Administração, à equipe de Epidemiologia da Secretaria de Saúde e a UFRN. Todos colaboradores na consolidação dos dados dispostos nos diversos sites do Governo.
Delegados federais reagiram com apreensão à troca no comando da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, promovida pelo novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza. O superintendente no estado, Carlos Henrique Oliveira, foi chamado por Rolando para ser diretor-executivo PF.
O ato de Rolando levou a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) a suspender a divulgação de uma nota de boas-vindas ao novo diretor-geral. O receio dos delegados é que a promoção de Carlos Henrique tenha como objetivo afastá-lo de investigações que envolvem a família Bolsonaro e aliados do presidente.
A entidade decidiu se pronunciar sobre a nomeação de Rolando somente depois de avaliar o início da nova gestão. As informações foram publicadas no início da manhã nas colunas de Matheus Leitão, na Veja, e de Bela Megale, no Globo e foram confirmadas pelo Congresso em Foco.
A mudança na Superintendência da PF no Rio foi confirmada nesta terça-feira (5) pelo presidente Jair Bolsonaro. Ao deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF. Segundo Moro, Bolsonaro determinou a saída de Maurício Valeixo do comando da instituição devido, entre outros motivos, à sua resistência em trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
Em mais um ataque à imprensa, Bolsonaro reclamou hoje de matérias que faziam referência à troca na PF do Rio. Aos gritos, o presidente disse que o superintendente está sendo promovido e que ele não tem interesse político em sua nomeação. Bolsonaro mandou jornalistas calarem a boca e se recusou a responder questionamentos.
“É uma patifaria, cala a boca, não perguntei nada. Manchete [do jornal Folha de S.Paulo] canalha, mentirosa. Vocês da mídia, tenham vergonha na cara, grande parte só publica patifaria. Passar bem”, disse.
Por causa da troca no Rio, a bancada do Psol na Câmara apresentou requerimento de convocação do novo diretor da PF (veja a íntegra).
Para a líder do partido, deputada Fernanda Melchionna (RS), a troca na superintendência do Rio não deixa dúvidas de que Bolsonaro usa a PF para fins particulares.
“Não se pode deixar que a Polícia Federal aja como segurança privada a serviço dos negócios e crimes da família. As ações de Bolsonaro são, na verdade, confissões de crimes. Ele intervém na PF do RJ para obstruir investigações em curso sobre as relações espúrias de sua família com as milícias. Não precisa ser muito visionário para prever uma próxima troca em Pernambuco. A troca da chefia da PF no RJ não deixa dúvidas de que Bolsonaro usa a PF como segurança privada para acobertar crimes da sua familícia.”
O presidente Jair Bolsonaro acusou nesta terça-feira (5) o ex-ministro da Justiça Sergio Moro de vazar relatórios sigilosos a veículos de imprensa e ressaltou que a iniciativa pode se enquadrar na Lei de Segurança Nacional.
“Ele [Moro] tinha peças de relatórios parciais de coisas que eu passava para ele”, disse. “E entregava para a Globo. Isso é crime federal, talvez incurso na lei de Segurança Nacional”, acrescentou o presidente.
Na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse ainda que não tentou interferir na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e que em nenhum momento pediu acesso a relatório sigilosos.
“Não houve crime”, disse. “É mentira atrás de mentira.”
O presidente afirmou que lerá ainda nesta terça-feira o depoimento concedido por Moro à Polícia Federal e que se reunirá com seu advogado para tomar providências.
Em depoimento à Polícia Federal no último sábado (2), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pediu a ele no começo de março deste ano a troca do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
“Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”, disse Bolsonaro a Moro, por mensagem de WhatsApp, segundo transcrição do depoimento do ex-ministro à PF.
Os investigadores perguntaram a Moro se ele identificava nos fatos apresentados em seu pronunciamento de saída do governo alguma prática de crime por parte de Bolsonaro. O ex-ministro disse que os fatos narrados por ele são verdadeiros, mas não afirmou se o presidente teria cometido algum crime.
“Quem falou em crime foi a Procuradoria-Geral da República na requisição de abertura de inquérito e agora entende que essa avaliação, quanto à prática de crime, cabe às instituições competentes”, disse Moro.
Segundo Moro disse em depoimento, o então diretor da PF, Maurício Valeixo, “declarou que estava cansado da pressão para a sua substituição e para a troca do SR/RJ”. “Que por esse motivo e também para evitar conflito entre o presidente e o ministro o diretor Valeixo disse que concordaria em sair”, afirmou o ex-ministro.
De acordo com Moro, em seguida o presidente Bolsonaro “passou a reclamar da indicação da Superintendente de Pernambuco”. Segundo ele, “os motivos da reclamação devem ser indagados ao Presidente da República”.
Segundo o ex-ministro, “o presidente lhe relatou verbalmente no Palácio do Planalto que precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência”.
A Justiça Federal deu um prazo de 72 horas para o que a União justifique a nomeação do delegado Rolando Alexandre para a direção geral da Polícia Federal. A informação é da jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil.
A decisão é da 8ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, e atende ação do Movimento Brasil Livre (MBL), que contesta a nomeação do substituto de Maurício Valeixo no comando do órgão.
"Moro, vc tem 27 superintendências e eu só quero uma, a do Rio de Janeiro". Mensagem de whatzap do Bolsonaro para o Sérgio Moro entregue à polícia. Se Moro apontar crimes de Bolsonaro será acusado de prevaricação. Então deixa que a procuradoria aponte. Moro diz q foi pressionado diante de diversos ministros a trocar o superintendete da PF do Rio, e que se não o trocasse, Bolsonaro poderia mandar Moro e o comandante da PF embora. Ontem, a primeira ação do novo diretor da PF foi trocá-lo.
Esse povo é doido de mexer com os MITRALHAS MILICIANOS……Quem acusa ou pensa diferente da boiada do partido 38 e aliados, fica proibido de frequentar restaurantes, aeroportos, shoppings e outros ambientes públicos. O Conselho que dou ao nosso povo, é cada um comprar uma camisa verde e amarela com um número 38 na frente e atrás, comprar uma arma de fogo e sair gritando "MICO, MICO, MICO…….".
Tinhaxque ser um abestalhado mesmo. So fala babaquice.
Me desculpe Paulo. Eu sou um abestalhado mesmo. Você é o cara! Esse Alexandre e Moro são dois despreparados. Eu até que achava Moro um bom juiz e ministro…..Pra você vê como eu sou abestalhado. É Bolsonaro 38 em 2022.
Será se o presidente precisar trocar o jardineiro do Planalto, terá que pedir licença a PGR ou STF?
Não tenho procuração do presidente e muito menos quero para lhe defender, mas com a devida data vênia, acho que não precisamos de presidente, e sim de uma junta governativa judiciária, haja vista que os seus atos não seriam censurados e nem contestados, assim, como são o da maior autoridade constitucional do pais.
Vivemos em um tempo, fora do tempo aonde minoria é maioria.
A chinesa Xiaomi está trabalhando em uma máscara que se desinfeta sozinha e que não bloqueia as expressões faciais do usuário. A iniciativa pode ajudar a diminuir a taxa de contágio pelo novo coronavírus.
Segundo informações do site “XDA Developers”, o projeto está sendo desenvolvido pela Huami, uma subsidiária da Xiaomi que fabrica os relógios inteligentes Amazfit.
A máscara, chamada de “Porject Aeri” utiliza um filtro N95, que pode ser substituído. A autodesinfecção é feita por meio de uma luz ultravioleta, que é emitida quando a máscara não está em uso e é conectada a uma fonte de energia via cabo USB.
De acordo com o site, a máscara é transparente, feita de materiais leves e flexíveis, o que permite que ela fique bem encaixada ao rosto, evitando a entrada de partículas contaminadas.
Para que ela na fique embaçada, a máscara também conta com uma espécie de ventilador, que expele o ar da respiração do usuário.
A ideia principal do produto em desenvolvimento é permitir o reconhecimento facial do usuário em aparelhos smartphones com essa tecnologia mesmo com a máscara.
Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros independentes e voluntários aponta o Brasil como o novo epicentro de coronavírus no mundo. De acordo com o levantamento, até 4 de maio, o país tinha entre 1,3 milhão e 2 milhões de casos confirmados da doença, mais do que o registrado nos Estados Unidos, atual epicentro, com 1,2 milhão de casos, segundo o monitoramento da universidade americana Johns Hopkins.
O número apresentado no Portal Covid-19 foi calculado com base em modelos matemáticos que têm como base a Taxa de Letalidade da Coreia do Sul, um dos poucos países que tem conseguido realizar testes em massa – o que sugere que o índice seja mais próximo do real. A Taxa de Letalidade dos Casos é ainda ajustada a partir de um deslocamento temporal entre o registro de óbitos e a confirmação de casos. O estudo estima que o Brasil já tenha entre 10 mil e 12 mil mortos por coronavírus.
“O Brasil é hoje o principal foco da epidemia no mundo. O atraso dos resultados e a subnotificação nos levam a lidar com números muito distantes da realidade. Não estamos conseguindo gerenciar a pandemia. O que estamos fazendo é apenas lidar com os casos de internação, mas sem um cenário preditivo”, explica à Crescer o professor Domingos Alves, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), que integra a equipe do Portal Covid-19.
Oficialmente, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (4), o Brasil tem 107.780 casos de coronavírus e 7.321 mortes causadas pela doença. Ainda de acordo com o governo, 1.427 óbitos permanecem em investigação. O próprio ministério admite, porém, que apenas pacientes internados são testados para coronavírus no país. Os casos de assintomáticos ou pessoas com sintomas leves não são sujeitos à testagem e, portanto, não são notificados.
“A média mundialmente aceita de pacientes que precisam ser hospitalizados por Covid-19 gira em torno de 15%. Se temos hoje 107 mil casos notificados no boletim oficial, e sabemos que, por falta de testes, só estão sendo testadas pessoas internadas, não é difícil concluir que 85% das pessoas contaminadas com a Covid-19 não aparecem na estatística. Isso se levarmos em consideração apenas as falas do próprio governo. Sabemos, porém, que os números são ainda maiores”, explica Domingos Alves.
São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 32.187 casos e 2.654 mortes, segundo o Ministério da Saúde. Já segundo o Portal Covid-19, o total real de casos varia entre 421,7 mil e 650,9 mil. O Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no país, tem 11.721 casos e 1.065 óbitos registrados oficialmente. A estimativa, porém, aponta entre 152,3 mil e 244 mil casos da doença até 4 de maio.
“O que mais nos preocupa hoje é o número de casos ocorrendo nas cidades do interior, com uma infraestrutura muito menor do que a observada nas capitais. Isso pode fugir do controle dos gestores estaduais. O que as pessoas não estão levando em consideração é que o atraso de medidas mais rígidas, a falta de gestão da pandemia, representa vidas que poderiam estar sendo salvas”.
Isolamento e ‘lockdown’
O Brasil tem hoje uma taxa de distanciamento de 50%, muito abaixo da considerada ideal, em torno de 70%. Ainda assim, os números mostram que o isolamento praticado até aqui reduziu o número de mortes no país, que poderia ser ainda mais alarmante. “Estimamos que os números de óbitos seriam de 3 a 4 vezes maiores se não tivéssemos esse nível de isolamento”, explica Alves.
Na opinião do pesquisador, não é momento de flexibilizar a circulação de pessoas. Pelo contrário, estudiosos do Portal Covid-19 acreditam que, para evitar ainda mais mortes, o chamado “lockdown” – que impõe a restrição de circulação – deveria ser adotado quando a ocupação de leitos hospitalares nas capitais estiver em 70% – ou 60% no caso de cidades do interior, que têm menor infraestrutura de saúde. Em São Paulo, a taxa de ocupação de leitos já ultrapassa os 80%. No Rio, o índice já passa de 90%. Ainda assim, apenas 4 cidades brasileiras – todas no Maranhão – já adotaram o “lockdown”.
“Se formos rigorosos agora, talvez daqui um mês possamos tomar medidas de relaxamento como o que está ocorrendo em Portugal, Nova Zelândia e Alemanha. Se não o fizermos, estaremos cada vez mais parecidos com o cenário dos EUA e o Equador, com muitos mortos em casa por falta de atendimento.”
Uma pesquisa não pode usar o parâmetro de subnotificaçao para o Brasil e para o EUA ter dados exatos. Até pq se diz que o único país que testa em massa é a Coreia do Sul. Portanto se o Brasil tem cerca de 107 mil casos e o mais provável seria de 1,3 a 2 milhões entao o estados unidos que tem 1.2 milhão, deveria ter bem mais que o Brasil. E lá sim é o epicentro da doença. Vcs leitores tbm chegam a essa conclusão???
Para direcionar o retorno das atividades econômicas no estado, de forma progressiva e segura — obedecendo as medidas de saúde preconizadas no combate a COVID-19 —, o Sistema FIERN, através do Mais RN, apresenta o Plano de Retomada Gradual da Economia Potiguar. O documento, lançado nesta terça-feira (5), propõe um planejamento estratégico com a “Agenda Pública Urgente” de ações governamentais consideradas pré-requisitos para a recuperação econômica, além de propostas e protocolos para o funcionamento das atividades, com cronograma e escalonamento da flexibilização do isolamento social e para o período pós-isolamento. A ideia é pactuar uma saída e conciliar agendas.
O Plano foi desenvolvido por um grupo multidisciplinar formado, a partir da Sala de Situação do Mais RN, por representantes das Federações do setor produtivo – FIERN, Fecomércio, Fetronor, Faern -, do Sebrae, da AGN, do governo do Estado, com participação de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
E leva em conta o avanço da pandemia de COVID-19 e a grave crise econômica gerada, a partir de dados e estimativas apresentados por governos e instituições. No Brasil, o governo federal estima que a dívida pública pode chegar a 90% do PIB e o impacto fiscal a R$ 307 bilhões, além de uma queda do PIB de 5,3%, conforme projeção do FMI. Com o desemprego atingindo 15,8%, segundo estimativa do Bradesco.
No Rio Grande do Norte, a Secretaria Estadual de Tributação (SET) projeta queda no ICMS entre 27% e 30%, algo em torno de R$ 130 milhões por mês. Até o dia 21 de abril, a diminuição registrada na arrecadação deste tributo era de R$ 75 milhões, segundo dados da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), que previa, até o fim de abril, entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões, além de estimar recuo de 44% no consumo do mercado varejista e de 80% no setor de serviços. A indústria também sofre os impactos da crise. Sondagem elaborada pela FIERN aponta que 40% das indústrias do RN não resistem mais um mês nessas condições, 39% já passou por demissões e 65% por renegociação de contrato de trabalho.
Projeções apontam que a curva começa a crescer intensamente entre os dias 15 de abril e 02 de maio, no Brasil, com o pico dos casos previsto para o período entre 3 e 16 de maio, segundo o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e do SUTD Data-Driven Innovation Lab. Para o RN, segundo dados da Sesap, o cenário também converge para o período de 2 a 15 de maio. O documento ressalta que o objetivo do isolamento é achatar a curva de contaminados no pico, com a principal finalidade de não sobrecarregar os leitos hospitalares.
Diante da pandemia, o presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales de Araújo, enfatiza a necessidade de planejar a recuperação da economia do Rio Grande do Norte de forma responsável para quando o retorno for possível, minimizando os efeitos da crise instalada. “A FIERN, preocupada com a situação dos empresários e da economia do Rio Grande do Norte, formou um grupo de trabalho para discutir soluções e a sugestão resultante que será feita ao Governo do RN é de indicar caminhos, de ver uma luz no fim do túnel e como caminhar até ela”, afirma o presidente.
Ele destaca a cooperação das entidades envolvidas no grupo de trabalho interdisciplinar. “O grupo tem forte representatividade dos mais diversos setores da economia, do setor produtivo, governo, prefeituras, do meio científico e médico, com mais de 20 pessoas envolvidas, debatendo possibilidades em vários campos e direções para darmos esta contribuição à sociedade e podermos, desde já, planejar a retomada”, observa Amaro Sales.
A Agenda Urgente elenca pontos de atenção e necessidade de respostas mais imediatas, como o planejamento nos bancos para acesso ao crédito-auxílio, criação de barreiras sanitárias nas divisas, um Plano de Segurança Pública para Situação do COVID-19, distribuição de máscaras para a população, monitoramento completo dos leitos hospitalares, além de propor que o Governo do Estado deve agir junto ao Governo Federal para flexibilizar burocracias que impedem, neste momento, as empresas terem acesso aos programas de financiamento, bem como a melhoria do acesso a linha de crédito especial do Banco do Nordeste com recursos do Fundo Constitucional – FNE.
A agenda pressupõe identificar a população de maior risco, expandir a capacidade de testes, ter o acompanhamento eficiente, em tempo real, de leitos disponíveis de UTI dotados de respiradores, o Governo dar condições para que as Secretarias e órgãos estaduais [Segurança Pública, Agricultura, Desenvolvimento Econômico, Pesquisa, Ciência e Tecnologia e Idema] atuem de forma intensiva, condicionadas às orientações da Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap).
Propostas e protocolos de ações para retomada das atividades
Entre as propostas apresentadas no Plano de Retomada Gradual da Economia Potiguar estão a criação de um cronograma para abertura gradual de atividades econômicas e de horários alternados para diversas atividades econômicas de forma que se evite horários de pico. O Plano ainda alerta para atividades econômicas que, hoje, merecem atenção e sugere ações de educação para planejamento financeiro às famílias e de suporte aos pequenos empresários.
Além de ações transversais de continuidade de quarentena domiciliar para grupos de risco e infectados; uso generalizado de máscaras de proteção; adequação da oferta da frota de ônibus urbanos; continuidade de suspensão de eventos com grande número de pessoas e a manutenção do teletrabalho para as atividades em que for possível essa modalidade.
E apresenta um conjunto de protocolos de retorno como Protocolo de distanciamento social no trabalho, Protocolo se algum funcionário testar positivo para COVID-19; Protocolo para creches e escolas; Fábricas, Escritórios, Setor lojista; Setor de alimentação; Salões de beleza, estética e correlatos; Shoppings e praças de comércio; Personal trainer e estúdios de pequeno porte; Transporte público.
Há ainda a proposta de projeto piloto de liberação para pequenos municípios, em que, aqueles que até o momento não apresentaram óbitos, casos confirmados e nem possuem casos suspeitos possam ser gradualmente liberados, observando os pressupostos, protocolos e ações transversais apresentados.
José Bezerra Marinho, coordenador do Mais RN, explica que o plano de retorno gradual considera o ser humano em sua integridade, no aspecto de saúde e também na necessidade de sustento e sobrevivência econômica. “O plano procura atender e pensar o ser humano em sua integridade, buscando oportunidades, com o escalonamento, para que quando se tornar possível, obedecendo a todos os protocolos, o retorno as atividades econômicas possam ser feitas pensando nos trabalhadores e nos empresários de todos os portes, desde o grande ao micro”, disse Marinho.
O documento também antecipa estratégia e pilares da comunicação, com campanha para orientação e conscientização da responsabilidade de todos os cidadãos acerca do cumprimento das medidas preventivas, com ênfase nas ações transversais estabelecidas no plano (horários, circulação, higienização das mãos, uso de máscaras).
E estabelece ainda o papel estratégico do “Sistema S” nesse contexto, com treinamento e consultoria para os empresários e equipes se adequarem aos protocolos de propostos no Plano. Os treinamentos serão todos online de forma a seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de modo a mensurar a quantidade e a identidade dos capacitados.
“O objetivo é elaborar um plano responsável, seguro, atento aos ditames da saúde, mas que dê previsibilidade e um calendário de retorno gradual das atividades econômicas no Rio Grande do Norte”, afirma assessor técnico de Economia e Pesquisa da FIERN, Pedro Albuquerque.
Precisou juntar 20 pessoas para fazer esse “plano”? Outra coisa, o “pico” da pandemia agora é entre 02 e 15 de maio. Não sabem de nada. Desse jeito vamos chegar dezembro e nada de sairmos da quarentena. Quero ver quando faltar dinheiro pro governo pagar salário, neguinho ficar gritando fique em casa
O Núcleo de Economia Aplicada e Conjuntura (NEAC), do Departamento de Economia (Depec), do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), da UFRN, está realizando uma pesquisa intitulada: “Impacto socioeconômico da COVID-19 nos moradores de Natal/RN”, com o objetivo de contribuir para a mensuração do impacto da pandemia no bem-estar da população da cidade do Natal-RN. A pesquisa é voluntária e pode ser respondida a partirdeste link.
Para o professor Diego André, coordenador do NEAC, o estudo é importante para compreender como a chegada do coronavírus e as medidas implementadas para combatê-lo afetou a vida da população natalense: “Para isso, estamos interessados em coletar informações sobre como a pandemia afetou o emprego e a renda, além do efeito do isolamento social no deslocamento das pessoas e na saúde emocional”.
Desde o início da Pandemia, a equipe vem produzindo boletins com informações atualizadas e enfoque local que podem ser consultados neste link. Os documentos apresentam dados como distribuição espacial de variáveis como renda, número de agências bancárias, número de respiradores, dentre outros e tem o objetivo de levar informação à sociedade em geral e contribuir para que ações individuais, coletivas e governamentais sejam realizadas em prol da contenção da doença no estado.
Após uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o prefeito de Maxaraguape, Luís Eduardo Bento da Silva, revogou o decreto que flexibilizava as medidas restritivas de enfrentamento da emergência e calamidade em saúde pública decorrente do coronavírus (Covid19) no município. A recomendação foi expedida na tarde desta terça-feira (5) e encaminhada ao prefeito. Após receber o documento, o prefeito publicou novo decreto tornando sem efeito o anterior.
Na recomendação, o MPRN reforça que a Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, apresentou as medidas a serem adotadas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus e o fato de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado, em 11 de março passado, que a contaminação com o novo coronavírus caracteriza pandemia. Essa lei federal trata da quarentena, estabelecendo que devem ser resguardados apenas o exercício e o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais.
O MPRN também levou em consideração que em 19 de março passado foi decretado estado de calamidade pública no Rio Grande do Norte, ao passo em que a União reconheceu calamidade pública em âmbito nacional em razão da pandemia da Covid-19 no dia seguinte.
Também foi destacada no documento a alta escalabilidade viral do Covid-19, exigente de infraestrutura hospitalar (pública ou privada) adequada, com leitos suficientes e composta com aparelhos respiradores em quantidade superior à população em eventual contágio, o que está fora da realização de qualquer centro médico deste Estado, sobretudo do Município de Maxaranguape, que sequer possui hospital e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em seu território, sendo necessário referenciar o atendimento dos usuários para outro município.
O Prefeito de Maxaranguape teve a visão que falta à maioria dos gestores. Infelizmente o MP, torna sem efeito a decisão do Prefeito que, se tiver espaço legal deveria recorrer.
O boletim epidemiológico Nº 52 divulgado nesta terça-feira (5), durante a coletiva de imprensa, atualiza os dados da Covid-19 no Rio Grande do Norte. De acordo com o documento, o Estado possui 1.536 casos confirmados, 5.138 suspeitos, 4.702 descartados, 68 óbitos e 478 recuperados (pessoas que tiveram alta hospitalar).
Este cenário mostra que em função do percentual atingido com o isolamento social, os números seguem uma progressão e a situação ainda exige atenção. Razão pela qual ocorreu a edição do novo decreto governamental com a prorrogação das medidas de isolamento.
A taxa de ocupação de leitos Covid continua crescendo e está próxima de 50%. Na rede hospitalar estão internados, atualmente, 211 pacientes nas redes pública e privada, sendo 117 na pública e 94 na rede privada. Os casos mais críticos da doença (112) estão em UTIs e semi-intensivas e 99 estão em leitos clínicos.
Um dado preocupante apresentado pela Secretário de Estado da Saúde, Cipriano Maia, é relativo ao crescimento rápido do número de óbitos. As investigações dos óbitos suspeitos continuam e nas últimas 24 horas foram registrados seis mortes, ocorridas em Natal e Mossoró (dois em cada cidade), Parnamirim e Montanhas. Todas as vítimas possuíam comorbidades.
“A situação exige cuidado e atenção redobrada. E este é o motivo da prorrogação do decreto. Ainda precisamos manter o isolamento e o distanciamento social, e intensificar o uso de máscaras que passa a ser obrigatório em todo o RN a partir do próximo dia 7”, afirmou Cipriano Maia.
CIENTISTAS E ESPECIALISTAS ORIENTAM MEDIDAS
O secretário chefe do Gabinete Civil do Governo do RN, Raimundo Alves, disse que a decisão de prorrogar o decreto estadual que estabelece normas e medidas protetivas à saúde pública contra o novo coronavírus foi tomada ouvindo o Comitê de Cientistas e Especialistas que assessora a Administração Estadual. O Comitê é formado por integrantes da Universidade Federal do RN (UFRN), do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), da UFRN e por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz.
“Depois de ouvir o comitê científico, o Governo resolveu prorrogar as medidas restritivas por mais 15 dias, com vistas a aumentar o índice de isolamento social que é eficaz no combate ao vírus, valendo até dia 20. Exceto as aulas, que ficam suspensas até 31 de maio”, explicou Alves.
Durante a entrevista coletiva, o secretário do Gabinete Civil destacou também o aporte de recursos pelo Governo Federal para os Estados e Municípios compensarem a perda de arrecadação devido à epidemia. “O socorro é extremamente necessário para manter a máquina pública em funcionamento”, declarou Raimundo Alves. O Congresso Nacional (Senado e Câmara do Deputados) está votando a medida, mas não há definição sobre valores.
A respeito, ainda, do novo decreto que traz o uso obrigatório da máscara, o procurador-geral adjunto da Procuradoria Geral do Estado (PGE), José Duarte Santana, detalhou a atribuição das empresas que estão autorizadas a funcionar de fornecerem as máscaras aos funcionários e exigirem o uso aos clientes, funcionários e colaboradores. A exigência do decreto visa atingir os municípios os quais não tenham adotado a iniciativa. “As empresas que não cumprirem as normas estarão sujeitas à multa. A pessoa física não será multada, mas poderá responder civil e criminalmente por descumprimento de medidas de saúde, como é previsto em lei, no Código Penal Brasileiro”, disse.
FAKE NEWS
O procurador-geral adjunto falou ainda sobre a previsão do novo decreto de responsabilizar quem divulgar informações falsas, as ‘fake news’. “Isso traz insegurança à sociedade. Quem faz deve responder criminal e civilmente e o Código Penal estipula multa de R$ 5 a R$ 25 mil para pessoa física que espalhar notícias falsas em relação à pandemia”, apontou.
O representante da PGE acrescentou que as notícias falsas são passíveis de investigação. “Hoje no mundo virtual tudo fica gravado. Os órgãos de segurança têm estrutura para identificar de onde partem as notícias falsas. Com isso, poderá ser aberto processo para responsabilização dos autores. Não podemos ser coniventes com o errado e com fake news. A notícia verdadeira está aqui, nas entrevistas coletivas diárias do Governo e na cobertura feita pela imprensa”, finalizou.
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