Estudo explica o que leva uma pessoa a enviar nudes sem ninguém ter pedido

Foto: Ilustrativa

Quem constrói os limites de um relacionamento, a rigor, são as pessoas envolvidas nele. Alguns fetiches podem ser extremamente prazerosos para uns, mas acabar causando constrangimento em outros. E não estamos falando só de práticas incomuns: os famosos “nudes” podem ser extremamente invasivos. Ainda mais quando não são solicitados.

Mas o que leva uma pessoa a enviar fotos da própria genitália sem ninguém ter pedido? Considerando que as “dick pics” (literalmente “fotos de pênis”, em inglês) nunca estiveram tão na moda, pesquisadores do Canadá e Estados Unidos resolveram investigar as razões que levam homens a compartilhá-las.

O experimento fez parte de um estudo científico, e foi publicado na revista The Journal of Sex Research. Participaram, ao todo, 1.087 homens héteros, que forneceram respostas em um questionário online. As perguntas avaliavam quais eram suas motivações para o envio de nudes – bem como as reações que eles esperavam obter da pessoa que estava do outro lado da tela. O questionário envolvia também perguntas sobre personalidade, para medir os níveis de narcisismo e machismo dos voluntários.

De acordo com os resultados, 48% dos marmanjos afirmaram já ter mandado nudes sem a parceira ter pedido. E a principal razão para isso, apontada por 43,6% dos que já enviaram, era simples: eles esperavam receber fotos de volta. A segunda razão mais citada (em 32,5% dos casos) justificava que “essa é uma maneira normal de flertar”. Quanto a reação que eles esperavam enviando as imagens, 22% achavam que elas se sentiriam “valorizadas” ao receber as fotos.

Todos essas respostas, segundo o estudo, consideravam que a mulher poderia responder positivamente à atitude. Mas também apareceram motivações explicitamente negativas para o envio das fotos picantes: 15% dos voluntários afirmaram que enviaram nudes para provocar medo nas destinatárias, e 8% esperava evocar nelas uma sensação de vergonha – o que, convenhamos, é uma péssima forma de se aproximar de alguém.

Alguns participantes mostraram misoginia (6%) e necessidade de estar no controle (9%) como suas principais motivações. No questionário, esses resultados estavam associados a frases como “eu sinto uma sensação de desconforto em relação às mulheres e enviar fotos de pênis é algo que me satisfaz”, ou “enviar fotos de pênis me dá um sentimento de controle sobre a pessoa para quem eu enviei”.

Os resultados da análise das personalidades não surpreenderam ninguém: homens que mandaram nudes gratuitos se mostraram mais narcisistas e machistas do que aqueles que não mandaram. A pesquisa destaca que experimentos sobre o tema se revelam cada vez mais necessários na sociedade atual, “dadas as atuais ansiedades culturais em torno de sexting, pornografia de vingança e outras formas de sexualidade mediada por tecnologia”.

Resumo da ópera? Tenha em mente que a grande maioria das mulheres não acha legal uma foto de pênis recebida de surpresa. Como o estudo concluiu que a maioria dos homens que faz isso espera imagens sensuais de volta, vale a máxima: se quer um nude, peça. Queimar a largada e mandar de sopetão um retrato de seu instrumento não é uma boa forma de quebrar o gelo.

Super Interessante

 

WhatsApp vai processar usuário que enviar mensagens em massa pelo aplicativo

A partir de dezembro de 2019, a plataforma deverá tomar medidas legais contra divulgação de mensagens automáticas ou em massa

Na seção de perguntas e respostas do site do WhatsApp, agora consta a informação de que o aplicativo não foi projetado para enviar mensagens automáticas ou em massa, e que atitudes como essas violam os Termos de serviço da plataforma. Usuários e empresas que não respeitarem tal normativa, poderão ser processadas pela empresa a partir de 7 de dezembro de 2019.

Como parte de um extensivo trabalho na luta contra a disseminação de informações falsas, o WhatsApp optou por tomar atitudes mais efetivas contra o envio de mensagens em massa através do aplicativo.

Em fevereiro, executivos da empresa já haviam informado que estavam desenvolvendo um sistema de detecção e expulsão de usuários cujo comportamento fosse considerado inadequado. Isso permite barrar pessoas mal-intencionadas em várias situações: no momento de cadastro, enquanto enviam mensagens e quando são denunciados por outros usuários do serviço de mensagens. Logo, processar quem fizer uso indevido da plataforma, violando os termos de uso do WhatsApp é mais um instrumento da plataforma na luta contra as fake news.

Na seção “Uso não autorizado do WhatsApp” temos a seguinte informação:

Este é um desafio que requer uma abordagem holística. O WhatsApp está comprometido a utilizar todos os recursos à disposição dele, incluindo processar, se necessário for, para evitar abusos contra nossos Termos de serviço, como o envio de mensagens em massa ou utilização comercial. É por isso que, além das iniciativas tecnológicas, utilizamos uma abordagem jurídica contra indivíduos ou empresas que ligamos a evidências dentro da plataforma WhatsApp de abusos contra ela. O WhatsApp se reserva ao direito de continuar a tomar as medidas jurídicas cabíveis nesses casos.

Além disso, a partir de 7 de dezembro de 2019, o WhatsApp tomará medidas legais contra quem auxiliar a terceiros a violarem nossos Termos de serviços com práticas abusivas, como envio de mensagens em massa ou automatizadas, ou com a utilização comercial, mesmo que essas informações sejam disponibilizadas para nós fora da plataforma. As informações fora da plataforma, por exemplo, incluem declarações de empresas sobre a habilidade em utilizar o WhatsApp de forma que viola nossos Termos de Serviço. Este texto serve como aviso de que tomaremos medidas jurídicas contra as empresas que abusarem da nossa plataforma se tivermos evidências fora dela desses abusos se eles continuarem após 7 de dezembro de 2019, ou antes dessa data se essas empresas estiverem ligadas a evidências dentro da plataforma que evidenciem tais práticas.

O WhatsApp se esforça para conter usos inadequados, uma vez que sofre pressão em massa de governos – como acontece na Índia. Além de problemas com a justiça eleitoral, a distribuição de notícias falsas no país pelo WhatsApp incita comportamentos agressivos, que já causaram a morte de dezenas de pessoas, e aspectos semelhantes contribuem para violência étnica em Mianmar.

Mas a Índia não é o único país em que o WhatsApp vem enfrentando tais problemas. Durante as eleições no Brasil, depois da denúncia do jornal Folha de São Paulo sobre o disparo de mensagens em massa pela equipe do então candidato à presidência da república, Jair Bolsonaro, a empresa que pertence hoje ao Facebook desativou centenas de contas usadas para tal prática.

Como parte de uma ação mais rigorosa neste sentido, desde janeiro deste ano, o reenvio de mensagens está limitado a apenas cinco destinatários.

Logo, se você costuma compartilhar mensagens em massa, violando os Termos de uso do WhatsApp, saiba que a partir de 7 de dezembro deste ano poderá responder judicialmente por tal prática.

Olhar Digital, via WhatsApp