Marco Aurélio suspende inquérito até plenário do STF decidir se Bolsonaro depõe pessoalmente

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello suspendeu, nesta quinta-feira (17), a tramitação do inquérito que avalia se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal.

Marco Aurélio decidiu também enviar ao plenário do Supremo a análise sobre a possibilidade de que Jair Bolsonaro escolha o melhor dia e horário para prestar depoimento no inquérito – ou envie manifestação por escrito, se preferir.

Até que esse julgamento ocorra, o inquérito ficará paralisado. A data para a análise em plenário será definida pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux.

Segundo a decisão de Marco Aurélio, a Polícia Federal já havia intimado o governo para que Bolsonaro prestasse depoimento na próxima semana.

“Considerada a notícia da intimação para colheita do depoimento entre 21 e 23 de setembro próximos, cumpre, por cautela, suspender a sequência do procedimento, de forma a preservar o objeto do agravo interno e viabilizar manifestação do Ministério Público Federal”, escreveu Marco Aurélio Mello.

A decisão foi tomada em um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) contra essa determinação de depoimento presencial. O órgão defende que Bolsonaro tem direito de escolher hora e local para o depoimento ou, se preferir, apresentar manifestação por escrito.

No começo da semana, o relator do inquérito, ministro Celso de Mello, rejeitou essa possibilidade. Para ele, esses direitos são previstos apenas para autoridades que depõem como vítimas ou testemunhas. Nesse inquérito, Jair Bolsonaro aparece como investigado.

A AGU recorreu da decisão mas, como Celso de Mello está de licença médica até o próximo dia 26, o caso foi redistribuído a Marco Aurélio Mello. O ministro preferiu levar o caso a plenário, em vez de emitir decisão individual.

Na decisão, Marco Aurélio diz que o prazo servirá, também, para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o tema. Em julho, o procurador-geral Augusto Aras já defendeu no STF que Bolsonaro deveria ter o direito de escolher a melhor forma de depor.

O inquérito

O inquérito, aberto em maio, foi prorrogado por mais 30 dias e tem como base acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Bolsonaro nega ter interferido na PF.

Durante as investigações, a PF informou ao Supremo que quer ouvir o presidente sobre as acusações, e Celso de Mello, relator do inquérito, pediu à PGR que se manifestasse sobre o pedido.

Augusto Aras, então, sugeriu que Bolsonaro escolha se prefere ficar em silêncio, depor por escrito ou escolher data ou local pra oitiva.

O relator, ministro Celso de Mello, discordou de Aras e autorizou a Polícia Federal a marcar o depoimento. Com a nova decisão, entretanto, todo o inquérito foi paralisado.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. aof disse:

    Menos de 50 dias para Celso de Melo cair no ostracismo. Contando ……

  2. Entregador De Pizza disse:

    Os ruminantes estão a todo vapor em defesa do Min. Marco Aurélio. Se a decisão tivesse sido contrária, estariam massacrando o Ministro.

  3. José, o arquiteto do universo! disse:

    Para que esse "aperreio" todo só para responder algumas perguntas de um ilustríssimo e digníssimo delegado da polícia federal,o presidente da República,só precisa responde-las,na palavra escrita ou na palavra falada ou gestual.

  4. Pedro disse:

    Isso VTNC, dizem " O direito é a lei ", decisões monocráticas ou das turmas, onde a pluralidade nem sempre existe, num plenário notadamente tendencioso pelo vício da indicaçao, o correto é a participação de todos ou maioria, preferencialmente televisado.

  5. VTNC disse:

    É assim que deve ser num colegiado que tem obrigação de ser imparcial !

    • paulo disse:

      BG
      Esse ministro celso de melo(que Saulo Ramos disse quem ele é) já deveria estar em casa a CINCO ANOS atras se não fosse a nefasta PEC da bengala. Vai pra casa bota um meião, arranja uma rede e coloca algodão nos ouvidos pelo menos não atrapalha o País.

INCOERÊNCIA? Há três anos, STF autorizou depoimento de Temer por escrito

Foto: Estadão Conteúdo/Dida Sampaio

O decano do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Celso de Mello, determinou, em decisão divulgada nesta sexta-feira (11), que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento presencialmente no inquérito de suposta interferência na Polícia Federal. Na decisão, Celso de Mello justifica que depoimento por escrito é direito dos Chefes dos Três Poderes da República quando eles são testemunhas ou vítimas. E não quando são investigados ou de réus.

A decisão de Celso de Mello, no entanto, é diferente de decisão semelhante tomada pela Suprema Corte, mas desta vez pelo ministro Luís Roberto Barroso, em relação a depoimento do então presidente da República, Michel Temer. Em outubro de 2017, Barroso autorizou depoimento por escrito de Temer no inquérito aberto pela Corte para investigar o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos.

Barroso fez a ressalva que mesmo sendo investigado, Temer poderia escolher como prestar esclarecimentos.

“Assim, mesmo figurando o senhor presidente na condição de investigado em inquérito policial, seja-lhe facultado indicar data e local onde queira ser ouvido pela autoridade policial, bem como informar se prefere encaminhar por escrito sua manifestação, assegurado, ainda, seu direito constitucional de se manter em silêncio”, decidiu o ministro.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    A maioria dos ministros do nosso STF, deveriam ser menos ridículos e pedantes, o Brasil agradeceria.

  2. Sem Partido Sem Político disse:

    Tudo com rabo preso… Lula, Temer, Bolsonaro… e vcs defendendo seus políticos de estimação… ô povo para gostar de sofre….

  3. Ira disse:

    Perseguição mesmo.
    Mas o Mito é o Mito.
    Podem vir quente, que o PR Jair vai fervendo.

  4. Vitor disse:

    Se fosse Lula, o STF iria pegar seu depoimento em São Bernardo. O próprio STF iria a sua casa.

  5. Tonhão disse:

    O inominável não sabe nem falar, quiçá escrever.

PF decidirá se depoimento de Bolsonaro sobre suposta interferência será pessoalmente ou por vídeo, diz ministro do STF, Celso de Mello

Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse à CNN que caberá à Polícia Federal decidir se o depoimento do presidente Jair Bolsonaro ocorrerá pessoalmente ou por vídeoconferência. “Penso que caberá à autoridade policial decidir essa questão!”, escreveu, em mensagem enviada por WhatsApp.

Na mensagem, Mello ressaltou que, em sua decisão, frisou que Bolsonaro, por ser investigado, terá o direito de permanecer em silêncio, de não produzir provas contra si próprio e até de não comparecer ao interrogatório.

Destacou também que, caso não vá ao depoimento, o presidente, “como qualquer outro cidadão”, não poderá sofrer condução coercitiva – isto, também por ser investigado.

Na manhã de hoje, a CNN revelou a decisão de Mello de negar a Bolsonaro o direito de prestar depoimento por escrito no inquérito em que é investigado sobre suposta interferência ilegal na PF.

Também na mensagem, o ministro disse que uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) impede o uso de videoconferências apenas em audiências de custódia.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chega de PILANTRA.. FORA cagaonaro disse:

    Bota essa peste no xilindro….amaldiçoado dos INFERNOS.

  2. Luciano Brito disse:

    A Bezerra fazendo uma vídeo conferência pra explicar os 5 milhões ,foi Gopi ,foi Gopi.

  3. Entregador De Pizza disse:

    Aconselho fazer pelo Twitter, o miliciano posta alguma bobagem (como sempre), o gado comenta, os delegados imprimem e pronto, depoimento colhido.

Em depoimento, Queiroz diz que pediu demissão da Alerj, esperava ser assessor de Flávio Bolsonaro no Senado, desconhece vazamento e não tem contatos com o senador e o presidente desde 2018

Foto: Reprodução

Em novo depoimento prestado na quinta-feira, o ex-assessor Fabrício Queiroz afirmou ao Ministério Público Federal que “esperava” ser nomeado para trabalhar no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Senado no fim de 2018, antes de vir a público o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações atípicas no valor de R$ 1,2 milhão nas suas contas.

Esse foi o segundo depoimento prestado por Queiroz desde que foi preso na Operação Anjo, deflagrada no último dia 18 de junho – ele foi preso em um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Na segunda, ele também foi ouvido pela Polícia Federal e deu declarações de teor semelhante.

Ele foi ouvido pelo procurador Eduardo Benones, do Ministério Público Federal, na condição de testemunha, que não lhe dá o direito de permanecer em silêncio. A investigação do MPF apura suspeitas de vazamento na Operação Furna da Onça – o empresário Paulo Marinho disse que a equipe de Flávio Bolsonaro recebeu um vazamento da Polícia Federal do Rio avisando que foram detectadas movimentações financeiras atípicas de Queiroz e que ele foi demitido do seu cargo por isso.

Neste depoimento, o ex-assessor afirmou que tinha a expectativa de ser nomeado por Flávio para seu gabinete no Senado, cargo ao qual o filho do presidente foi eleito no fim de 2018. Essa nomeação, entretanto, não ocorreu e Queiroz se tornou a peça central na investigação sobre rachadinha.

O ex-assessor disse que não chegou a conversar com Flávio sobre uma possível nomeação ao Senado. “Apenas esperava que isso viesse a ocorrer devido aos bons serviços que prestou durante a candidatura”, afirmou.

Queiroz voltou a dizer que não teve conhecimento desse vazamento e que sua saída do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa no Rio se deu a pedido dele próprio, como havia dito em depoimento à Polícia Federal na última segunda-feira. Também afirmou que tomou conhecimento apenas pela imprensa, no início de dezembro, do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou que movimentação de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017 em suas contas.

Foi por causa da expectativa de ir para Brasília que Queiroz pediu demissão, ainda em outubro, do seu cargo no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e deu entrada em seu pedido de aposentadoria na Polícia Militar do Rio. A expectativa, porém, não se concretizou. Em seu primeiro depoimento, Queiroz afirmou à PF como justificativa para seu pedido demissão, que estava “cansado” de trabalhar como assessor político e que iria cuidar de problemas de saúde.

O ex-assessor também disse que se encontrou com Flávio logo após ter vindo a público o relatório do Coaf, no fim de 2018, e que depois disso não manteve mais contato com o senador. Afirmou ainda que também cortou contato com o presidente Jair Bolsonaro desde então.

O senador Flávio Bolsonaro já foi intimado pelo MPF para também prestar depoimento nesta investigação. Uma data ainda será agendada. Caso haja necessidade ao curso da investigação, Queiroz pode ter que ser ouvido novamento pelos investigadores. Também devem ser ouvidos nos próximos dias outros personagens citados no caso.

Queiroz ainda não prestou depoimento na investigação da rachadinha, conduzida pelo Ministério Público Estadual. Desde que seu nome ficou sob suspeita, o ex-assessor passou a se esquivar de apresentar explicações. Sua defesa apresentou informações por escrito, mas Queiroz nunca chegou a prestar depoimento ao MP do Rio. Agora que está preso, ele deve também ser ouvido pelos promotores sobre o esquema de rachadinha. Neste caso, como é investigado, ele tem o direito de ficar em silêncio.O

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. MORO 2022 disse:

    Os culpados são os grandes, e quem come a cadeia são os pequenos.

  2. Antônio disse:

    Que peninha….tá com febre??? Deu uma perda de memória foi???? Manda logo essa quadrilha do BOLSOTRALHA para o XILINDRÓ

  3. JR & JR disse:

    Marmenti

  4. Isolda disse:

    Tadinho!

PF e PGR marcam depoimento de Witzel e da primeira-dama Helena

Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO

Representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) tomarão nesta sexta-feira, no Rio, os depoimentos do governador Wilson Witzel (PSC) e da primeira-dama, Helena, sobre um suposto esquema de superfaturamento de compras do governo fluminense para o combate à pandemia do coronavírus. De acordo com a defesa, Helena Witzel se valerá do direito constitucional de ficar calada caso não tenha acesso prévio ao resultado da busca e apreensão feita há um mês em seus endereços.

Helena Witzel é investigada por ter recebido, como advogada, honorários por serviços prestados a empresários suspeitos de desvio de verbas da saúde durante a pandemia do coronavírus. O depoimento, na sede do Ministério Público Federal (MPF) no Rio, será conduzido por procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato, designados pela PGR, e por delegados do Serviço de Inquéritos da PF, de Brasília.

Fontes da PF informaram nesta terça-feira que Witzel arguiu as prerrogativas de governador para depor em local escolhido por ele, e não na sede do MPF.

No pedido de busca e apreensão contra o governador e a primeira-dama, a PGR alegou que, desde agosto do ano passado Helena recebia R$ 15 mil mensais a título de honorários advocatícios, em um contrato de R$ 540 mil por três anos de serviços com a empresa DPAD Serviços Diagnósticos ltda. Alessandro de Araújo Duarte, um dos sócios da empresa, é apontado como operador do empresário Mário Peixoto, acusado de comandar o esquema de desvio dos recursos fluminenses.

Na época da operação, o governador divulgou nota em que disse que “não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal”. E disse que estranhava “o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará”.

Prisões da Favorito

Mario Peixoto e Alessandro Duarte foram presos em maio, na Operação Favorito, deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato do Rio. O grupo de Peixoto, segundo as investigações, buscou usar a pandemia do novo coronavírus para expandir seus negócios. Os procuradores dizem que foram encontrados indícios que indicam a movimentação da organização criminosa em relação a contratos para a instalação de hospitais de campanha.

– Estamos requerendo todos os documentos do inquérito que ainda não estão nos autos, notadamente o resultado da busca e apreensão, sem o que a defesa se sentirá cerceada e, sendo assim, a minha cliente, e o governador também, invocarão o direito de permanecer em silêncio constitucionalmente assegurado. Ou se garante a ampla defesa ou nenhum esclarecimento ela prestará – disse o advogado José Carlos Tórtima, que a assiste.

No dia 26 de maio, por ordem do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo do estado, na casa particular do governador e no escritório de advocacia de Helena Witzel.

O MPF informou ao STJ que um “novo compartilhamento de provas proveniente da Justiça Federal do Rio de Janeiro demonstra vínculo bastante estreito e suspeito entre a primeira dama do estado e as empresas de interesse de M.P (Mário Peixoto), em especial o contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios entre seu escritório de advocacia e a empresa DPAD Serviços Diagnósticos Ltda, bem como comprovante de transferência de recursos entre as duas empresas.”

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tarcísio Eimar disse:

    Arrocha q ele delata o resto

Em depoimento à Polícia Federal, Weintraub fica calado; inquérito apura ataques a ministros do Supremo e fake news

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira, no prédio do MEC. Segundo relatos feitos ao GLOBO, o ministro apelou ao direito de permanecer em silêncio. A PF havia marcado o depoimento para amanhã. Porém, hoje, o próprio Weintraub pediu para antecipá-lo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou o depoimento de Weintraub para explicações sobre sua afirmação durante reunião ministerial do dia 22 de abril, quando pediu a prisão de todo o STF.

— Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF. E é isso que me choca — disse Weintraub na ocasião.

A decisão de Moraes foi tomada no inquérito que investiga, desde março de 2019, ataques ao STF e aos ministros. Segundo o ministro do Supremo, há indícios de que Weintraub cometeu crimes de injúria e difamação, previstos no Código Penal, bem como quatro crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, de 1983.

“A manifestação do Ministro da Educação revela-se gravíssima, pois, não só atinge a honorabilidade e constituiu ameaça ilegal à segurança dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, como também reveste-se de claro intuito de lesar a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado de Direito”, escreveu Moraes.

Nesta quarta-feira, o ministro Moraes autorizou uma operaçao da PF contra fake news e ataques ao Supremo dentro do mesmo inquérito. Além de seis deputados federais bolsonairstas, aliados do presidente, como empresários e influenciadores, foram alvos da operação.

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também determinou que o ministro da Educação explique as declarações. A comissão deve analisar também o fato de Weintraub ter usado assessores do ministério como advogados em ações de interesse particular, conforme revelado pelo GLOBO. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) entrou com uma representação no órgão sobre o caso, mas o assunto ainda não foi analisado, segundo Lucon.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Arcanjo do bem disse:

    Com essa turma de brasileiros de araque a começar pelo presidente, O barco comandado pelo capitão só desce, levando o Brasil par a o fundo do lamaçal.

  2. Cigano Lulu disse:

    Em matéria de destilar ódio, proferir bravatas e assassinar a gramática, o ministro da "educação" é o aluno número 1 do Capetão.

    • Jefff disse:

      Ministro da deseducação, isso sim, um bravateiro, igual ao presidente

  3. Fora bolsotralhas disse:

    Alexandre Morais bota esse vagabundo logo na CADEIA…esse LACRAIA…e seus coloios. FORA BOSTANARO incompetente ..

  4. Cidadão pagador de impostos disse:

    Arregou…

  5. François Cevert disse:

    'impreçionante' a COVARDIA desse ignóbil.

  6. E DAÍ??? disse:

    Tem gente que tem mais medo da milícia do que da justiça. Eu também. Tá ok PORRA?

  7. João disse:

    Agora sim, temos um ministro de verdade.
    Se você não sabe, após o uso da cloroquina, o Brasil é o segundo país do mundo em curados do covid.
    Até então só se via roubalheira.
    Aceita que dói menos, petralhada!
    Avante Brasil!!!!!🇧🇷

  8. Pedro Henrique disse:

    Tigrão atrás do teclado do computador, tchutchuca na frente da PF.

  9. Vitor Silva disse:

    Quando o negócio apertou o leão virou gatinho. Todos eles são assim.

  10. Lucas disse:

    O falastrão afinou? Típico do moralista de goela!

  11. ALEXANDRE DE MORAES 2022 disse:

    O Alexandre de Moraes tá botando pra torar nesse povo. Esse careca é doido e corajoso que só uma porra. Essa turma do capitão não é de brincadeira.

  12. Bosco disse:

    Oxente! Tão macho! Na hora do vamu ver, cagou-se! Tremendo bundão!

  13. Antonio Turci disse:

    O bravateiro que apareceu no vídeo de Bolsonaro acabrunhou.

  14. João disse:

    90% da população brasileira tem o mesmo sentimento do ministro da educação.

    • Cigano Lulu disse:

      Quem tem bigode cagado sempre acha que o mundo é uma imensa cloaca.

  15. Cabo Silva disse:

    Covarde!
    Arregou….

  16. Marcelo disse:

    Onde esta o corajoso ministro que colocaria todos na cadeia começando pelo STF. Diante de alguns agentes e delegados federais, simplesmente calou-se, tremeu-se todo e não teve a mesma "coragem"…isso é só mínimo…..seja HOMEM e assuma ao menos suas palavras, pois um HOMEM sem palavra não é nada.

  17. Vitor Silva disse:

    Estamos há 14 dias sem Ministro da Saúde diante de uma pandemia que já matou mais de 26 mil pessoas. Ainda tem quem apoie essa cambada de incompetentes.

Celso de Mello envia à PGR pedidos de depoimento e opinião sobre apreensão do celular de Bolsonaro

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para a Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crimes apresentadas por partidos e parlamentares que pedem novos desdobramentos na investigação sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Entre as medidas solicitadas estão o depoimento do presidente, e a busca e apreensão do celular dele e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia.

Em despachos enviados nessa quinta-feira (21) à PGR, o ministro ressaltou ser dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’”.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na “notitia criminis”, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado”, escreveu o ministro do STF.

Os pedidos chegaram ao STF logo após o ex-ministro da Justiça Sergio Moro deixar o governo afirmando que o presidente tentou interferir na PF e que Bolsonaro buscou informações de investigações em andamento na Corte.

É praxe que ministros do STF enviem esse tipo de ação para manifestação da PGR, que é responsável por propor investigação do presidente perante o STF. Celso de Mello é relator do inquérito proposto pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que investiga os fatos narrados por Moro.

Aras já defendeu em outros pedidos feitos no mesmo inquérito por deputados que a competência para esse tipo de linha investigação cabe ao MPF.

Celso de Mello enviou os casos para análise da PGR e ressaltou que compete ao PGR analisar os fatos colocados. Não há prazo para Aras decidir sobre os pedidos.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos disse:

    Não há dúvidas, o ministro trabalha a serviço dos inconformados com um novo modelo de gestão do Brasil. Pode até ter canelada mas não há denúncias de desvio. Ao que parece quer incendiar a nação brasileira. Não é o fato de ter encaminhado esses pedidos para o PGJ, mas a velocidade que imprime, dando sinais claros que pretende provocar algo ainda com a caneta na mão. Quando se aposentar em novembro será abandonado pelos senhores a quem hoje serve. Será apenas mais uma voz na multidão. Da esquerda, claro.

  2. Jr disse:

    O Ministro não decidiu nada. Ele recebeu uma ação e nela há o pedido de busca e apreensão do celular. Essa ação foi enviada à PGR que dará um parecer e só então haverá uma decisão!

  3. Medeiros disse:

    Fica até difícil comentar essas notícias. A canalhice é tão grande, que a cada minuto esse “stf” demonstra claramente a sua posição comunista, e desafiando a CONSTITUIÇÃO, e o POVO

  4. Isoares disse:

    Pega fogo cabare

  5. Beto Araújo disse:

    Vamos tomar Coca cola, se é ótimo prá o estômago do capitão…

  6. Raimundo disse:

    Esse velho gaga sai em novembro e quer deixar uma marca está causando uma crise institucional por nada, o celular de um presidente tem monitoramento da ABIN ou seja não fica nada nele e tudo é criptografado. Está fazendo uma bagunça pessoal

  7. Francisco Touché disse:

    Não vou dizer pega 🔥 Cabaré em respeito, pois tem muito Cabaré muito mais organizado!

  8. Mário disse:

    O pau ali só dá no coitado do Chico. O Francisco fica de boa.
    Mas uma prova que tem política em jogo

  9. Francisco Alves disse:

    Concordo com o ministro no fato de que ninguém está acima da Lei. Mas, então, por que a mesma Corte negou a quebra do sigilo dos advogados de Adélio Bispo, protegendo, dessa forma, quem seria o mandante do atentado contra a vida do atual presidente? É para se pensar, não é mesmo?

    • Manoel disse:

      Mas será possível, a PF aparelhada pelo teu presidente fez duas investigação e nao encontrou nada mas para quem acredita em terra plana e a ineficácia de vacinas, nao tem verdade q convença.É mais fácil acreditar em terra plana q a eficiência da PF aparelhada pelo presidente, o mais interessado.

    • Anônimo disse:

      Verdade pq todos do STF querem desmoralizar o Presidente Bolsonaro estão com medo de que ou será que tem obscuridade, logo antes a roubalheira corria solta e propina tb mas agora acabou será que estão sentindo falta de alguma coisa e querem a todo custo derrubalo, nem que por isso tenham que constrangelo é brincadeira esse nosso supremo!

    • Araújo disse:

      Isso mesmo, negaram também investigações dos próprios membros do STF, Tóffoli Gilmar e familiares recentemente enrolados em falcatruas. É uma vergonha esses caras.

    • Juailson disse:

      Quer dizer que quebrar o sigilo do celular do PR pode!! Mas de um bandido não!!! Outra coisa pq o coaf também não pode abrir o sigilo das movimentações financeira dos decanos, a justiça não é pra todos!

    • Cigano Lulu disse:

      Qualquer advogado reiera deste patropi trabalharia de graça para o maluco Adélio Bispo, a troco de mídia nacional e mais nada.

Mourão defende ministros após depoimentos e diz que “quem alinha discurso é bandido”

Foto: Reprodução/Twitter

Hamilton Mourão, no Twitter, defendeu Augusto Heleno, Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos, que prestaram depoimento no âmbito do inquérito que apura se Jair Bolsonaro interferiu na PF.

“Quem alinha discurso é bandido. Homens de honra, como Augusto Heleno, Braga Netto e Ramos, falam a verdade e cumprem a missão.”

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pela Paz Social disse:

    É indiscutível. O fato é que o General Mourão é muito melhor para o Brasil do que Bolsonaro. Mourão já!

  2. Gabriel Fernandes disse:

    Primeiro de tudo, sou contra impechmant, sou contra o quanto pior melhor! Foi eleito pelo povo, e ao meu ver, deve ser tirado de lá pelo voto. Agora ver certos comentários aqui é risível, ser contra esse imbecil é porque é esquerdopata, é petralha, é comunista. Não é! Sou a favor que o Brasil melhore, sou a favor da economia, queria muito um presidente que raciocinasse mais, e agisse mais pela ciência e pela razão. Infelizmente, somos o país que está indo para uma situação crítica, e o aloprado ainda libera academias. Barbearia, salão de beleza… isso já funcionava mesmo, mas academia onde se tem aglomeração, contato!!! Pior de tudo é ver uns babacas que defendem e chamam quem não concorda de adorador de ladrão. Pior são esses que adoram demagogos, milicianos, e que está envolvido em várias falcatruas, como rachadinhas, pagamento de despesas pessoais com dinheiro do povo e o pior para mim, envolve religião com vários lunáticos o apoiando pensando esse genocida ser o "messias". Só se for do capiroto!!! Antes que falem mais asneiras… esse radicalismo em 2018 foi que levou duas bostas para o 2º turno. E que todos possuem defeitos, com certeza sim! Mas um Meirelles, que nos levou ao auge econômico no país, um Amoedo que prega realmente o Estado mínimo… e muitos falam de Ciro Gomes que de idéias realmente tem muita coisa positiva, mas é outro aloprado!!!

  3. Eudes disse:

    “O bolsonarês humilha aqueles que votaram no capitão em nome dos bons costumes.”
    Linguajar de bandido!

  4. Francisco Alves disse:

    É risível o desespero dos esquizofrênico lulistas, petistas, esquerdopatas defensores de corruptos e ladrões, pois todos os dias (há mais de um ano) os energúmenos se deleitam com frases feitas, tais como: "O governo acabou", "Esse governo tá morto", "É, agora o bozo cai" etc.
    O governo continua com mais de 60 milhões (MAIS DE SESSENTA MILHÕES) de apoiadores, ou seja, o pranto é livre! Esquerda nunca mais.

    • Manoel disse:

      Delírios finais de uma espécie q durará apenas 2 anos. Uma pena. Estava divertido.

  5. Cidadão pagador de impostos disse:

    200 mil militares recebendo o auxílio emergencial. Bandido!

    • Rodrigo Duarte disse:

      Cidadão pagador de impostos Os citados na matéria estão recebendo auxílio emergencial? Generalizar é coisa de idiota. Humanos matam, vc é humano, logo vc é assassino? Não seja idiota Cidadão pagador de impostos.

  6. Keynesianista disse:

    O governo Bolsonaro "morreu". Só falta marcar a data do enterro!

  7. Ricardo Lúcido disse:

    Falou e disse . Os militares falam a verdade as vezes esquecem maus falam a verdade .

Janaína Paschoal afirma que depoimento de Valeixo foi “completamente favorável ao presidente” e que “crime, ao que tudo indica, não há”

Foto: Reprodução/Instagram

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) afirmou que o depoimento prestado por Maurício Valeixo, ex-superintendente da Polícia Federal, na última segunda-feira, 11, foi “completamente favorável ao presidente da República”.

Durante a fala de Valeixo, ele afirma que não pediu demissão do cargo, mas recebeu uma ligação do presidente Jair Bolsonaro para avisar que seria exonerado “a pedido”. Bolsonaro perguntou a Valeixo se ele estava de acordo e o ex-superintendente afirmou que sim.

Além disso, Valeixo ainda afirmou que nunca houve tentativa de Bolsonaro de obter informações da Polícia Federal.

“O depoimento do Dr. Valeixo afasta a falsidade ideológica, que havia sido ventilada, pela publicação no Diário Oficial. Mas o depoimento foi além, pois o Delegado foi categórico ao assegurar que jamais houve interferência do Presidente em investigações”, escreveu a deputada nas redes sociais.

Janaína Paschoal, que saiu em defesa do ex-ministro Sergio Moro no dia em que ele pediu demissão, afirmou que Moro não mentiu, mas que “qualquer pessoa minimamente conhecedora do Direito Penal dirá que não houve crime”.

Yahoo Notícias

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Esse é o Moroglobo que os esquerdopatas adoram, , mentiroso e mal caráter se aliou a globolixo pensando que iria derrubar o JB.

  2. ANTENOR NUNES disse:

    E o Bolsonaro está destruindo mais um possível concorrente à sucessão presidencial. O Moro mordeu a isca. Abriu mão do cargo de Juiz Federal, deixou de ser ministro, perdeu a prometida vaga no STF e vê diminuir suas chances de ser Presidente. O capitão é maquiavélico.

  3. E DAÍ disse:

    A PF sabe trabalhar. O crime não está na reunião. Aguarde. E é bom já ir de acostumando com o afastamento do Bozo.

  4. Moro foi FRACO! disse:

    Ele não precisava sair do governo desta forma, fez muito pelo Brasil. Agora estamos vendo ele desMOROnando!!!!

  5. Rocha Neto disse:

    Servidor federal , seria doido de falar mal pra perder sossego pro resto da vida. Bolsonaro é presidente, Moro hoje é simplesmente ex-ministro. Outra, amigo fiel ñ existe quando a sobrevivência é uma opção.

    • Flauberto Wagner disse:

      Rocha Neto, Concordo plenamente! E não acrescento mais nada em seu comentário.

  6. Bruno disse:

    Cada vez mais Moro fica desacreditado, quem deve tá gostando é o petismo.

    • WellingtonB disse:

      Cada vez mais Bozo fica desacreditado também. Festa dupla para os petistas.

Ramagem e mais dois delegados depõem à PF na segunda; três ministros serão ouvidos na terça

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A Polícia Federal programou para segunda-feira (11), na sede do órgão, em Brasília, o depoimento do delegado Alexandre Ramagem, que teve a nomeação para diretor-geral da instituição suspensa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele será ouvido no inquérito que apura suposta tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro em investigações da Polícia Federal, acusação feita pelo ex-ministro Sérgio Moro.

No mesmo inquérito, serão ouvidos na terça-feira, às 15h, no Palácio do Planalto, os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Delegados

O depoimento de Ramagem será colhido às 15h por um delegado do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), grupo da PF responsável por inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal.

Outros dois delegados devem ser ouvidos na segunda: o ex-diretor-geral, Mauricio Valeixo, às 10h, em Curitiba; e o ex-superintendente da Polícia Federal no Rio, Ricardo Saadi, às 15h, em Brasília. A PF começou na tarde desta sexta a informar os advogados sobre a data.

O objetivo do depoimento de Ramagem é esclarecer os laços dele com a família Bolsonaro e as circunstâncias da indicação para comandar a Polícia Federal.

O ex-diretor-geral Mauricio Valeixo será ouvido por ter sido demitido por Bolsonaro, que indicou Ramagem para substituí-lo, mas não conseguiu emplacar a nomeação, barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, ao analisar uma ação movida pelo PDT.

O ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro Ricardo Saadi deixou o posto após críticas de Bolsonaro à atuação dele, contestadas em nota oficial pela Polícia Federal.

Governo tenta renomear Ramagem

Nesta sexta, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reconsidere a decisão liminar (provisória) que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para ocupar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

O governo pediu que a Corte libere a validação do ato de nomeação de Ramagem, amigo da família do presidente Jair Bolsonaro.

Depois da suspensão de Ramagem, Bolsonaro nomeou o delegado Rolando Alexandre de Souza para o comando da Polícia Federal. Souza era subordinado de Ramagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Rolando de Souza esteve no Palácio do Planalto nesta sexta-feira para participar de reunião com o presidente e com o ministro da Justiça, André Mendonça.

A assessoria da PF informou que eles trataram dos trâmites para nomeações de superintendentes regionais do órgão.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Xicu disse:

    Ojuara tu faz parte do gado de Bolsonaro pqp, sai da tua bolha

  2. Ojuara disse:

    Tanto bandido solto por aí, tanta corrupção ocorrendo nessa pandemia, tanta licitação superfaturada pra ser investigada e esses "ministros do supra sumo da merda" criando e inventando chifre em cabeça de cavalo, tentando desviar o foco e suas incompetência e de suas roubalheiras com os maiores bandidos desse país. Façam um favor a população, arranjem uma lavagem de roupa.

    • Manoel disse:

      Não basta passar pano no líder da familícia e suas atitudes para protegê-la, tem que mostrar o selo Gado de ser!
      🐂🐃🐂🐃🐂🐃🐮🐮🐮🐮🐮🐮

Moro relata mensagem de Bolsonaro: ‘Quero apenas a PF do Rio’

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou em seu depoimento prestado no último sábado que recebeu uma mensagem de celular do presidente Jair Bolsonaro na qual ele teria afirmado expressamente que “queria” a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro sob sua influência, sem explicar seus interesses específicos nesse cargo.

Nas dez páginas de seu depoimento à PF, Moro detalhou as pressões feitas pelo presidente para trocar cargos da Polícia Federal desde agosto do ano passado, que incluíam mudar o superintendente do Rio e demitir o então diretor-geral Maurício Valeixo — que acabou sendo exonerado no mês passado e gerou a crise que resultou no anúncio de demissão do próprio ministro da Justiça.

Nessa mensagem citada no depoimento, Bolsonaro teria dito a Moro que o então ministro da Justiça poderia escolher todos os demais superintendentes da PF, mas que ele queria definir o nome para o Rio de Janeiro.

“No começo de março de 2020, estava em Washington, em missão oficial com o Dr. Valeixo; que recebeu mensagem pelo aplicativo de Whatsapp do Presidente da República, solicitando, novamente, a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, agora Carlos Henrique; que a mensagem tinha mais ou menos o seguinte teor: ‘Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro'”, relatou no depoimento. A PF tem superintendências em cada um dos 26 Estados e uma no Distrito Federal.

VEJA MAIS: Em depoimento, Moro disse que “não afirmou que o presidente teria cometido algum crime”; leia a íntegra de esclarecimentos do ex-ministro à PF

Nesta segunda-feira, Bolsonaro nomeou o novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, e uma das suas primeiras medidas foi justamente trocar o comando da Superintendência da PF do Rio. A mudança foi vista por investigadores como uma corroboração das acusações de Moro.

O depoimento do ex-ministro foi enviado pela PF na tarde de segunda-feira ao gabinete do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), e juntado ao processo. Transcrito em dez páginas, o depoimento reitera as declarações feitas por Moro em seu anúncio de demissão e traz novos detalhes sobre os fatos. A defesa de Moro chegou a solicitar mais cedo ao STF que seu depoimento com as acusações a Bolsonaro fosse publicizado “com intuito de evitar interpretações dissociadas de todo o contexto das declarações e garantindo o direito constitucional de informação integral dos fatos relevantes”.

Apesar do ex-ministro ter entregado seu telefone celular à PF para cópia das conversas, fontes da perícia da Polícia Federal apontam que esse diálogo era antigo e ainda não foi localizado no aparelho. O ex-ministro afirma que as indicações de superintendentes deveriam ser feitas todas pela PF e ele não escolhia nomes para as superintendências, por avaliar que seria uma interferência indevida.

No depoimento, o ex-ministro disse que não sabia as razões pelas quais o presidente queria indicar um nome de sua confiança para a PF do Rio e afirmou que isso deveria ser questionado ao próprio Bolsonaro.

Segundo Moro, a primeira tentativa feita por Bolsonaro de trocar o comando da PF do Rio foi em agosto do ano passado, de forma verbal, em uma reunião no Palácio do Planalto. O superintendente na época era Ricardo Saadi.

“Em agosto de 2019 houve uma solicitação por solicitação por parte do Presidente da República de substituição do Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saad”, diz Moro. Prossegue o depoimento: “Essa solicitação se deu de forma verbal, no Palácio do Planalto”.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Henrique Chal disse:

    Isto é que é um Carioca, apaixonado pela Superintendência do Rio de Janeiro.
    Será que algunm dos meninos já hospedou-se por lá ?

Em depoimento, Moro disse que “não afirmou que o presidente teria cometido algum crime”; leia a íntegra de esclarecimentos do ex-ministro à PF

Foto: Adriano Machado/Reuters

Da CNN Brasil

Em depoimento prestado em 2 de maio à Polícia Federal em Curitiba, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro confirmou a pressão que sofreu do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da superintendência do Rio de Janeiro.

Moro disse, ainda, que “não afirmou que o presidente teria cometido algum crime” e que “quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República na requisição de abertura de inquérito”. Segundo Moro, a avaliação sobre crime “cabe às Instituições competentes”.

Leia abaixo a íntegra do depoimento prestado pelo ex-ministro Sergio Moro:

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Danniel Amaral disse:

    Resumindo: Não darei mais ouvidos para o que Moro falar e estou com o Presidente Bolsonaro

  2. Elvis Roberto da Silva disse:

    O q ele fez na Lavajato com MP do Paraná não dava para esperar outra coisa. Ou todos nós não acreditamos na vaza a jato… O marreco não passa de um conje. Nada mais a declarar. Vai para o fosso do esquecimento. O STF vai declarar suspeição dele no caso Lula e ponto final.

  3. Morais disse:

    É, pelo que li e o que está comentado aqui, muita gente tem graves problemas de leitura e interpretação.
    Está muito clara a intenção do chefe do executivo em interferir na PF com intuito de… Todos sabem!

  4. Fernando Bastos disse:

    BG, com essa publicação do depoimento do Sr. Sérgio Moro, você já pode se dá ao luxo de tirar uma boa quarentena da sua coluna já que tem material para massagear o ego da politicalha oposicionista com força.

  5. Higino disse:

    Aí está um homem íntegro, que viu depois de perder coaf, a falta de empenho do presidente nas propostas que enviou ao congresso pra diminuir Corrupção e criminosidade, e o veto ao juiz de garantias, se permitisse a troca da PF do RJ estaria se desligando dos seus princípios e caráter, pois estaria sendo conivente com a impunidade. Portanto manteve a dignidade e o caráter, com isso sou MORO 2022

  6. Júnior disse:

    Uma piada ! Era pra ser preso por Calúnia contra o Presidente !
    Como diz o matuto , CABA DE PÊIA !

  7. Carlos disse:

    O que ele revelou é que o Presidente teve extrema consideração para com ele (Moro), dado que poderia fazer substituições a qualquer tempo e não o fez. Me espanta é um Ex-juiz fazer uma tempestade e só derramar um copo de água. Vai se lascar por denunciação caluniosa com agravantes. Além da queda vai levar um coice. Sem falar na falta de confiança que seu nome inspira. Me diga aí um empreendedor que tenha coragem de contratar um abestalhado desse.

    • Ricardo disse:

      Deve ter ouvido o mesmo canto de sereia que PG ouviu de Dória. Mandeta deve também ter ouvido.

  8. Manoel disse:

    Amarelou !!!!

Moro indicou a existência de pelo menos sete provas para corroborar as acusações de que Bolsonaro tentou interferir indevidamente na PF

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

No depoimento de mais de oito horas prestado no último sábado, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro indicou à Polícia Federal a existência de pelo menos sete provas para corroborar as acusações de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir indevidamente na PF. Dentre essas provas, Moro citou que ministros da ala militar do governo federal – Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) – foram testemunhas das pressões de Bolsonaro sobre a PF e poderão confirmar seus relatos.

O assunto se tornou objeto de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a pedido do procurador-geral da República Augusto Aras depois que Moro anunciou sua demissão do governo e acusou o presidente de tentar realizar interferências políticas na corporação e querer frear investigações contra aliados. O ex-ministro deixou seu cargo no mesmo dia que Bolsonaro demitiu o então diretor-geral da PF Maurício Valeixo, pessoa da confiança de Moro no comando da corporação.

Caso realmente comprovem as acusações do ex-ministro, esses elementos podem demonstrar a prática de irregularidades por parte do presidente da República nas tentativas de interferência na Polícia Federal. Fazem parte desse conjunto de provas tanto os elementos entregues diretamente por Moro como a indicação de testemunhas e documentos a serem obtidos pela investigação da PF.

O principal elemento é o aparelho celular de Moro, que foi entregue aos investigadores para cópia do conteúdo das conversas com Bolsonaro e com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Como o ex-ministro apagava com frequência suas mensagens por temer um novo ataque hacker, as conversas são relativas a um período recente, de aproximadamente 15 dias. Os peritos da PF conseguiram recuperar as mensagens referentes a esse período.

Moro entregou o conteúdo integral do seu celular, mas análise preliminar da PF detectou que não havia informações relevantes para o inquérito dentre as conversas mantidas por Moro com ministros e integrantes do governo federal, por isso esses diálogos não foram copiados.

Dentre as mensagens trocadas entre o ex-ministro e o presidente, a perícia da PF confirmou a existência do diálogo no qual Bolsonaro manifesta a Moro uma preocupação com inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news que poderia atingir dez a doze deputados bolsonaristas. Na conversa, revelada pelo “Jornal Nacional”, Bolsonaro afirma a Moro: “Mais um motivo para a troca”, uma referência à sua intenção de demitir Valeixo.

Informações preliminares da perícia da Polícia Federal apontam que também há, no celular do ex-ministro, mensagens enviadas por Bolsonaro na qual ele manifestaria vontade de trocar o comando da Superintendência da PF em Pernambuco, mais uma mensagem indicando preocupação do presidente com inquéritos em curso no STF e outra conversa na qual Bolsonaro verbalizou sua intenção de demitir Valeixo. Peritos da PF ainda farão um relatório sobre o conteúdo das conversas existentes no celular.

Outra prova citada por Moro é a existência de um registro, gravado em vídeo, de reunião do conselho de ministros do governo federal no último dia 22 de abril na qual o presidente expressou sua intenção de trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro e ameaçou demitir Moro caso ele não concordasse com a substituição. O fato foi revelado neste domingo pelo GLOBO.

O ex-ministro afirmou aos investigadores que essas reuniões do conselho de ministros costumavam ser gravadas pelo Palácio do Planalto e que outros ministros presentes à reunião testemunharam o diálogo. Moro, porém, não dispunha desse arquivo de vídeo para entregar à PF. O material deverá ser obtido ao longo do inquérito.

Em seu depoimento, Sergio Moro também citou a existência de prova testemunhal de diversos delegados da PF que podem confirmar as pressões feitas por Bolsonaro na corporação. Citou como testemunha dos fatos o ex-diretor Maurício Valeixo e também os ministros da ala militar do governo federal, como Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). Segundo Moro, esses ministros acompanharam as pressões de Bolsonaro para trocar nomes dentro da PF. Investigadores apontam que os depoimentos dos ministros precisarão ser colhidos para que a investigação verifique a veracidade dos fatos, o que os colocará em posição desconfortável.

Moro também indicou como prova da veracidade de suas declarações o histórico de pressões de Bolsonaro para a troca da Superintendência da PF no Rio, que teve início em agosto do ano passado com declarações públicas do presidente sobre sua intenção de nomear um novo superintendente. Na ocasião, Bolsonaro chegou a dizer que demitiria o diretor-geral Maurício Valeixo caso não pudesse escolher a nomeação de um superintendente da corporação. Outro elemento apontado pelo ex-ministro foi o pronunciamento público de Bolsonaro após seu pedido de demissão, no qual ele confirmou que havia pedido acesso a relatórios de inteligência da PF e admitiu sua intenção de trocar integrantes de cargos de comando da PF.

Moro aponta provas documentais

Sobre esses relatórios, o ex-ministro apontou a existência de provas documentais tanto dentro da Polícia Federal como na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que comprovam o envio de relatórios de inteligência da corporação destinados à tomada de decisões estratégicas pelo presidente, o que desmentiria as declarações de Bolsonaro de que não tinha acesso a esse tipo de informação.

O ministro Celso de Mello, do STF, autorizou na segunda-feira passada (27) a abertura deste inquérito, após o pedido feito por Aras. Devido a trâmites burocráticos, o processo ainda não tinha sido enviado para a PF dar prosseguimento às diligências na semana passada. Com isso, Celso de Mello determinou na quinta-feira o prazo de cinco dias para o depoimento de Moro. Esse depoimento foi colhido no sábado na Superintendência da PF em Curitiba, por integrantes da PF em Brasília e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Agora, caberá à PGR indicar nesta segunda (4) a realização de novas diligências pela PF para dar prosseguimento às investigações. O processo está no gabinete do ministro Celso de Mello, que já recebeu o depoimento de Moro. Após a definição das novas diligências, o ministro deve enviar a íntegra do inquérito para a PFpara que o Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), órgão da corporação que cuida de investigações em trâmite no STF, dê prosseguimento às diligências.

Também nesta segunda, Bolsonaro nomeou um novo diretor-geral para a PF, o delegado Rolando Alexandre de Souza. Ele trabalhava na Abin com Alexandre Ramagem, o nome inicialmente nomeado pelo presidente para o comando da PF mas que foi barrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que entendeu haver desvio de finalidade na nomeação, tomando como base as acusações feitas por Moro de que Bolsonaro queria nomear uma pessoa de sua confiança no comando da PF.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sebastião disse:

    Xiii, f****, o que der pra ele, vai dar pra os generais. Eu já disse, o cara pra botar na cadeia luladrão, petralhas, comparsas, mega empresários, precisa ser muito casca grossa. Moro 2022

    • Anônimo disse:

      Colocou esse povo na cadeia mas trouxe junto a recessão e o desemprego isso ninguém fala pois não protegeu os trabalhadores principalmente os da construção civil

    • Lobinha disse:

      Tião, vc deu um certeiro nos petralhas e nos apoiadores de Bolsonaro. Esse Moro é um caningado da mulesta pra acabar com a raça desses corruptos.

    • Fernando disse:

      Não tem nada haver com recessão e desemprego, quem deixou esses males, foram os petralhas, o Moro fez limpar o país desses falsos homens público, ou acha que deveríamos conviver com esses ratos saqueando trilhões de reais dos cofres públicos, e o pais não sofreriam as sequelas disso. Corrupção, colapsa saúde, onde hoje é uma incógnita quantos morrerão quando o pico da pandemia chegar, se não tivesse ladrões de dinheiro público, tínhamos uma saúde descente, perceba isso.

Em depoimento fechado, Cabral admite ‘excessos’ em 2,5 mil viagens de helicóptero

Foto: Reprodução/Internet

O ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo foram convocados para audiência na 32ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), nesta quinta-feira, no processo em que são réus pelo uso irregular de helicópteros do governo do estado. Cabral afirmou, segundo a assessoria do TJ-RJ – que teve acesso ao depoimento -, que fazia as viagens sob recomendação de seu gabinete de segurança e que não infringiu nenhuma norma, mas admitiu “excessos”.

O ex-governador e sua mulher foram denunciados por peculato devido ao uso das aeronaves para 2.501 voos de caráter pessoal, causando prejuízos de mais de R$ 45 milhões aos cofres públicos, segundo o Ministério Público do Rio (MP-RJ). Embora o processo não seja sigiloso, o juiz André Felipe Veras de Oliveira impediu o acesso de jornalistas à audiência. O depoimento de Cabral, iniciado pouco depois das 13h, durou cerca de duas horas e quinze minutos. Adriana Ancelmo prestou depoimento em seguida, também por cerca de duas horas.

Este foi o primeiro depoimento de Cabral e Adriana Ancelmo após o ex-governador declarar no último mês, em audiência com o juiz federal Marcelo Bretas no âmbito da Lava-Jato, que a ex-primeira-dama tinha conhecimento de seu esquema de cobrança de propinas no governo do estado. Cabral, já condenado a 282 anos de prisão, vinha isentando a mulher de culpa até então na Justiça Federal.

No depoimento desta quinta-feira à Justiça Estadual, Cabral afirmou que Adriana Ancelmo não tinha autonomia para determinar as viagens com os helicópteros do governo do estado. A autorização para os voos, segundo o depoimento, partiam do próprio governador.

Cabral cumpre pena no Complexo Penitenciário de Gericinó. Adriana Ancelmo, já condenada a 36 anos na Lava-Jato, está em liberdade, mas usa tornozeleira eletrônica. Embora siga casada com Cabral no papel, ela chegou sem aliança à audiência no TJ-RJ nesta quinta-feira, repetindo um padrão de suas últimas aparições em depoimentos à Justiça.

Sem imprensa

Ao contrário do expediente na Justiça Federal, em que os depoimentos de Cabral no âmbito da Lava-Jato têm sido abertos à imprensa, o juiz titular da 32ª Vara Criminal estadual não permitiu o acesso de jornalistas à sala de audiência.

De acordo com a denúncia do MP, Cabral fez 2.281 viagens irregulares com helicópteros do governo do estado. Adriana Ancelmo, por sua vez, é acusada por 220 viagens. Ao aceitar a denúncia, em abril de 2018, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, antigo titular da 32ª Vara Criminal, escreveu que o ex-governador e sua mulher “foram transportados em um número substancial de viagens para fins privados, com o transporte de familiares, amigos do casal e dos filhos, namoradas dos filhos de SÉRGIO CABRAL e empregados domésticos, mesmo em voos sem a presença deste”.

O uso irregular dos helicópteros, segundo o MP, ocorreu principalmente em viagens entre o Rio e Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, onde Cabral e Adriana Ancelmo tinham residência. O MP também aponta o uso das aeronaves, por exemplo, para transporte do cachorro de Cabral e para buscar objetos pessoais de Adriana Ancelmo.

Segundo a assessoria do TJ-RJ, Cabral não detalhou quais foram os “excessos” que julga ter cometido no uso das aeronaves, mas afirmou que não infringiu nenhuma norma e que os helicópteros foram usados por sua família e por autoridades seguindo recomendações do gabinete de segurança. Entre as testemunhas arroladas pela defesa de Cabral no processo está o antigo chefe operacional da Secretaria de Segurança do Rio, Roberto Sá, atual secretário de Segurança do Espírito Santo. O ex-governador também afirmou que a mulher não era responsável por autorizar quaisquer viagens com helicópteros oficiais.

A promotora Marcia Colonese afirmou que Cabral e Adriana Ancelmo tiveram “divergências” nos depoimentos, principalmente em relação ao local usado para pouso das aeronaves. A ex-primeira-dama mencionou, de acordo com a promotora, um campo de futebol ao lado da casa de Mangaratiba. Segundo Colonese, Cabral e Adriana disseram que os helicópteros não permaneciam em Mangaratiba, mas iam e voltavam para o Rio.

– Se existia norma (sobre o uso de helicópteros) ou não, isso é imoral, é criminoso. Eram três aeronaves, com dois pilotos cada, indo para Mangaratiba com diversas pessoas. Os pilotos chegaram ao ponto de dizer que estavam indignados de levar cachorro, funcionário. Só em querosene, isso onerou os cofres públicos em R$ 45 milhões, fora a manutenção – disse a promotora.

Adiamento negado

A defesa de Cabral havia pedido o adiamento da audiência desta quinta-feira, sob o argumento de que o ex-governador precisaria ter sua imagem e segurança preservadas após ter acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao negar o adiamento, André Felipe Veras de Oliveira justificou, em despacho no último dia 27, que Cabral já prestou um depoimento à Justiça Federal após a delação ser homologada. Foi neste depoimento, no dia 10 de fevereiro e aberto à imprensa, que Cabral implicou Adriana Ancelmo pela primeira vez na Lava-Jato.

A defesa de Cabral pediu também que o depoimento fosse realizado por videoconferência, caso o adiamento não fosse aceito. O magistrado concordou com um pedido para que Cabral não fosse levado de “camburão” até o tribunal, e resolveu por um veto a “pessoas estranhas” ao processo.

“Oficie-se, ainda, ao DGSEI, para que proceda ao isolamento e ao controle de circulação de pessoas no andar, durante a realização da audiência, de maneira a que se evite a presença de pessoas estranhas ao processo nos acessos à sala de audiência”, diz o despacho do juiz.

O GLOBO

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. gilson disse:

    esse bandido acabou com estado do rio janeiro

    • Dulce disse:

      Esse Cabral era cria de lula, andavam de mãozinhas, nas favela e apontavam um pro outro dizendo a uma só voz "esse é o cara" enfim, detonaram o RJ e o Brasil

  2. Getro disse:

    Cabra livre 2

  3. Fábio disse:

    Cabral livre!

    • Zuza disse:

      Booooa!! Kkkkkkkk
      Marcola Livre!
      Maníaco do Parque Livre!!!
      Os jumentos petralhas livres da alienação!

CASO MARIELLE: Ouvido pela PF, porteiro não confirma versão que citava Bolsonaro e corrige depoimento, destaca O Globo

Foto: Domingos Peixoto | Agência O Globo

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra em depoimento dado nessa terça-feira(19) à PF corrigiu sua versão inicial dada em dois depoimentos anteriores à Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Nos dias 7 e 9 de outubro, o porteiro do condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa disse ter ouvido uma autorização do “seu Jair” para que um dos acusados da morte de Marielle Franco entrasse no Vivendas da Barra.

Nessa terça-feira(19), o porteiro não confirmou a versão inicial dada por ele próprio.

Bolsonaro, ressalte-se, estava em Brasília, na Câmara, no dia 14 de março do ano passado, data em que ocorreu o fato narrado pelo porteiro.

A PF não conseguiu ainda descobrir se o porteiro se confundiu ou se foi pressionado a citar “seu Jair” em seus depoimentos anteriores — e, se houve pressão, de quem partiu.

Lauro Jardim – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. O MICO disse:

    Depois se lwvarvuma prensa do tipo: ou fala o que wuerobqur vcbdale, ou…

Depoimento do porteiro foi filmado, diz jornal

Foto: Domingos Peixoto | Agência O Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro filmou o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra que anotou no livro o número 58 (o da casa de Jair Bolsonaro) e disse ter ouvido o o.k. do “seu Jair” quando o PM reformado Élcio Queiroz quis entrar no local.

A Polícia ainda não periciou a voz desse porteiro com a do outro porteiro, que surgiu num áudio divulgado por Carlos Bolsonaro. Como, repita-se, o depoimento foi filmado basta comparar as vozes. Nada que seja muito complicado, aliás.

Queiroz é acusado pela polícia de ser o motorista do carro usado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Lauro Jardim – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Olimpio disse:

    Só na cabeça oca dos petralhas querer induzir esse crime a Bolsonaro.

  2. fernando disse:

    Isso é q faz uma quadrilha se tornar competente, desviando as investigações e apagando provas