Foto de “Jesus” foi tirada durante o pôr do sol, em Agropoli, na Itália. Imagem: Alfredo Lo Brutto
Alfredo Lo Brutto não imaginava que uma foto tirada em um fim de tarde, na região da Campania, na Itália, daria tanto o que falar. O clique do chef de cozinha rodou o mundo e ele foi entrevistado pela Rai, uma das maiores redes de rádio e TV da Itália.
Na fotografia, as nuvens e o sol dão a impressão de que a figura de Jesus está surgindo no céu, com os braços abertos, como na estátua do Cristo Redentor.
Alfredo estava na praça Sanseverino, uma das principais da cidade, no último sábado (2), quando resolveu fotografar o pôr do sol. Foi quando notou que as nuvens faziam uma figura que lembrava a imagem de Cristo.
“Assim que vi essa imagem brilhante, senti uma grande necessidade de compartilhá-la”, afirmou Alfredo à Rai.
“Imediatamente reconheci como a imagem do Cristo Redentor, de braços abertos, como se quisesse abençoar toda a cidade de Agropoli”.
O pároco local, Bruno Lancuba, afirmou à Rai que a foto é sugestiva.
“Todos podem interpretar pessoalmente de acordo com a intensidade de sua fé”, disse.
Alfredo disse que sentiu uma mudança muito forte em sua religiosidade.
“Depois desta experiência intensa e dos sentimentos fortes que senti, posso dizer que tenho uma fé religiosa ainda maior”, afirmou.
Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta sexta-feira, 8, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN), por meio do Instituto de Identificação, realizará atendimento para emissão de carteiras de identidade (RG´s) exclusivamente para mulheres nos postos de atendimento espalhados nas Centrais do Cidadão de todo o Estado.
Em Natal, a ação ocorrerá na Central do Cidadão do Alecrim, com emissão de 150 RG´S, além do Via Direta e na Zona Norte, com 50 cada. Nas centrais do Cidadão espalhadas pelo interior do estado também serão emitidas 50 carteiras de identidade. Para a ação não será preciso fazer o agendamento eletrônico, como é feito normalmente, basta se dirigir com a documentação necessária.
A documentação necessária consta de uma foto 3×4, certidão de nascimento e comprovante de residência. A primeira via do documento é gratuita, se for 2ª via custará R$ 25,00 e 3º via R$ 35,00.
Agentes da Guarda Municipal do Natal (GMN) recuperaram na tarde dessa quarta-feira (06), uma caminhonete S10, placas OGF 4397, que havia sido tomada de assalto minutos antes no centro da cidade. O veículo foi localizado pelo sistema de videomonitoramento de câmeras de segurança da GMN, que conseguiu visualizar o automóvel no cruzamento da Avenida Rio Branco com a Rua Ulisses Caldas, no bairro de Cidade Alta, centro da capital.
De acordo com o proprietário do automóvel, o assalto aconteceu minutos antes quando foi rendido por um homem armado de revólver que anunciou o roubo, levando a caminhonete e o aparelho celular que ele portava no momento. Logo em seguida, uma viatura de patrulhamento da Ronda Saúde da GMN passou no local, quando foi acionada pela vítima. “De imediato passamos as informações do carro para as demais viaturas da área e os guardas municipais que operam o sistema de videomonitoramento conseguiram identificar o automóvel e passou para a guarnição a localização exata do mesmo”, contou o comandante da viatura da GMN.
Quando os guardas municipais chegaram ao local que o veículo estava estacionado foi feita uma varredura na área na tentativa de localizar o suspeito do assalto. “As caraterísticas do assaltante foram passadas pela vítima, mas não conseguimos encontrar o bandido”, contou.
O automóvel foi levado à Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov) onde foram realizados os procedimentos legais da recuperação do automóvel roubado, sendo o mesmo entregue ao proprietário.
Um laudo feito por peritos indicados pela Justiça Federal diz que o homem que tentou matar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sofre de uma doença mental. Segundo o documento, Adélio Bispo de Oliveira, que confessou o ataque cometido em 6 de setembro de 2018, não pode ser punido criminalmente pelo fato. As informações foram obtidas pela TV Globo junto a pessoas com acesso à investigação.
A Justiça Federal já aceitou a denúncia contra Adélio por prática de atentado pessoal por inconformismo político e o tornou réu, mas ainda não julgou o caso. Ele está preso provisoriamente desde o dia do crime, tendo sido transferido para o presídio de segurança máxima de Campo Grande dois dias depois.
O laudo, entregue à Justiça no último mês, aponta que o agressor tem a doença chamada transtorno delirante permanente paranoia e, por isso, conforme o documento, foi considerado inimputável. Diz ainda que, em entrevistas com psicólogos e psiquiatras, Bispo afirmou que não cumpriu sua missão, e que saindo da cadeia iria matar o presidente.
O procurador da República Marcelo Medina informou ao G1 que a perícia médica pedida pela Justiça Federal resultou em dois laudos: um psiquiátrico e um psicológico, que divergem entre si. A data é de 15 de fevereiro. Há também divergências em relação ao laudo psiquiátrico particular apresentado pela defesa de Adélio no ano passado.
Segundo o MPF, há algumas divergências nas conclusões, mas não disse quais. “Sobre o teor dos laudos, nada posso informar. Divergem quanto a questões relevantes, não posso dizer quais e por que são relevantes, porque o processo de incidente de insanidade mental está em sigilo”, disse o Medina. No dia 22 de fevereiro, ele se manifestou no processo, solicitando esclarecimentos.
O laudo oficial deve subsidiar a análise pela Justiça de um procedimento para investigar a sanidade mental do acusado, apresentado pela defesa e que caminha junto com a ação penal na 3ª Vara Federal de Juiz de Fora.
A repórter Camila Bomfim apurou que são três as possibilidades de conclusão do caso: Adélio ser considerado imputável (nesse caso, responderá integralmente, enquadrado na Lei de Segurança Nacional ) , semi-imputável (redução da pena em caso de condenação) e inimputável (aplica-se medida de segurança).
Se o juiz entender que ele, de fato, não pode ser punido criminalmente, Adélio pode ser levado para um manicômio judicial e não para um presídio. Segundo fontes ligadas à investigação, ele deve cumprir a medida de segurança no manicômio judicial por tempo indeterminado e, de dois em dois anos, passará por novos exames psicológicos para avaliação da condição clínica.
Uma audiência com a presença dos peritos para esclarecimentos sobre a constatação da doença deve ser realizado, mas ainda não há informações sobre a data.
O advogado Zanone Manuel Junior informou que ainda não teve acesso ao laudo. A Justiça Federal afirma que a ação penal corre em sigilo e ainda não se manifestou.
Inquéritos
Após o atentado em Juiz de Fora, dois inquéritos foram abertos pela Polícia Federal. O primeiro, finalizado em 28 de setembro de 2018, conclui que Bispo agiu sozinho no momento do ataque. Neste ele foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. A denúncia do Ministério Público Federal foi aceita pela Justiça.
A Polícia Federal segue com as investigações. O segundo inquérito foi aberto para apurar possíveis conexões de Adélio, pessoas que podem ter ajudado o agressor a planejar o crime.
A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) avaliou o Carnaval 2019 de Natal como um dos mais tranquilos dos últimos anos. A ação preventiva da Guarda Municipal do Natal (GMN) integrada aos demais órgãos de segurança pública resultou na realização de um carnaval pacífico sem registro de ocorrências de gravidade nos seis polos de folia organizados pela Prefeitura nas áreas de Petrópolis, Ponta Negra, Redinha, Centro Histórico, Cruzeiro e Polo Zona Oeste.
Desde a abertura do Carnaval de Natal até seu término na madrugada desta quarta-feira (06) de cinzas, a Semdes mobilizou diariamente um efetivo superior a 80 guardas municipais por noite. Esses agentes foram empregados no patrulhamento tático móvel e fixo nos locais de acontecimentos dos shows musicais. A medida utilizou ainda exclusivamente nos locais de folia 10 viaturas operacionais e oito motocicletas, além do sistema de câmeras de segurança operado diretamente do Polo Petrópolis por meio do ônibus de videomonitoramento da Guarda Municipal do Natal.
A Semdes de maneira integrada também utilizou todos os grupamentos operacionais da GMN com foco no carnaval, o que ampliou o olhar de segurança do evento, já que em todos os postos táticos da Guarda os agentes estavam ligadas por comunicação de rádio para atuar em qualquer necessidade. Um exemplo foi o trabalho da Ronda da SaúdeS (RondaS), que zelou pela segurança e acesso das pessoas nas unidades médicas coordenadas pela Prefeitura do Natal, principalmente, no Hospital Municipal da capital e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que funcionam em sistema de plantão 24h.
A secretária da Semdes, Sheila Freitas, parabenizou o trabalho sério da Guarda Municipal em prol da segurança do cidadão natalense e das famílias que visitaram Natal e participaram dos diversos shows organizados pela Prefeitura. “A Guarda Municipal foi muito elogiada pela população, pois, integrada as demais instituições de segurança pública, cumpriu sua missão de fazer com que o carnaval de Natal fosse o mais seguro dos últimos anos”, comentou.
Durante toda a festividade o Comando da GMN utilizou, além dos guardas municipais escalados para o serviço ordinário, agentes de folga, que receberam pagamento de horas extras para ampliar o número de guardas patrulhando as ruas e avenidas da capital. “Nossa missão foi cumprida e Natal teve um carnaval de paz”, concluiu o comandante da GMN, Alberfran Grilo.
O General Girão está entre os nove candidatos a deputado federal do Brasil que obteve menor receita por voto, ou seja, que menos investiu recursos para se eleger. Os dados foram divulgados, por meio de gráfico, pelo Jornal Digital Nexo, no último mês de fevereiro. Na mesma ilustração é possível observar que dos 20 candidatos exibidos, 15 foram eleitos pelo Partido Social Liberal (PSL).
De acordo com o presidente do PSL/RN, Coronel Hélio Oliveira, o diretório estadual recebeu do Fundo Partidário, nesta última eleição, o equivalente a R$ 100 mil reais. Estes recursos foram distribuídos, conforme orientação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sendo 30% para as candidatas mulheres e 70% para os homens. Como eram cinco candidatas mulheres, cada uma recebeu, em média, R$ 6 mil e, os R$ 70 mil restantes, foram divididos para os outros 17 candidatos (16 estaduais e 1 federal), que receberam média de R$ 4 mil.
“Isso demonstra que uma campanha barata, feita pelo povo, feita de doações, é possível. Os nossos candidatos se apresentaram – e são – a renovação e isso possibilitou que nós elegêssemos um deputado federal que foi o General Girão, que foi um dos que menos gastou dinheiro na campanha de todo o país e um deputado estadual, o Coronel Azevedo. Estamos muitos satisfeitos em ver que é possível fazer política e eleição de uma forma diferente”, pontuou Coronel Hélio.
Para o General Girão, a política brasileira chegou a um ponto tão crítico que os eleitores mostraram nas urnas que não aceitavam mais as antigas práticas. “Nós fizemos uma campanha em que eu não tinha marqueteiro, o trabalho era todo feito em função dos contatos pessoais, de apoiadores que surgiram dos mais diversos lugares, recebi votos de pessoas que não as conheço ainda, mas que votaram em mim porque eu representava – e represento – um ideal de mudanças, porque acreditaram que era possível votar em um candidato que realmente tivesse as mãos limpas. Então, fizemos uma campanha usando pouquíssimos recursos, mas voltada para mostrar às pessoas que era possível votar em alguém que tivesse realmente isenção com as velhas práticas da política e, com isso, obtivemos essa qualificação de voto aqui no RN suficiente para me eleger, o que me deixou muito orgulhoso”, afirmou o deputado federal e vice-presidente do PSL no RN.
O presidente da República Jair Bolsonaro é um militar da reserva (Marcos Corrêa/PR)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira, 7, que a democracia e a liberdade só existem quando as Forças Armadas “assim o querem”. A declaração foi feita durante um curto discurso a militares na cerimônia dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais, na sede da Marinha, no Rio de Janeiro.
Bolsonaro declarou ainda que a sua missão é governar ao lado “das pessoas de bem” e “que respeitam a família”.
“A missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a Pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que tem ideologia semelhantes à nossa, daqueles que amam a democracia e a liberdade. E isso, democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Força Armada assim o quer”, discursou o presidente.
Além dessas declarações, Bolsonaro voltou a afirmar que os militares serão incluídos na Reforma da Previdência, proposta pelo governo federal. “Entraremos, sim, em uma nova Previdência, que atingirá os militares, mas não esqueceremos das especificidades de cada Força”, disse, referindo-se ao Exército, Marinha e Aeronáutica. Bolsonaro discursou por cinco minutos e não atendeu a imprensa após o evento.
O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (7), que os militares precisarão fazer sacrifício com a nova Reforma da Previdência, mas prometeu que as especificidades de cada uma das forças serão respeitadas.
“O que eu quero aos senhores é sacrifício também. Entraremos sim, numa nova Previdência que atingirá os militares, mas não deixaremos de lado, não esqueceremos, as especificidades de cada força”, afirmou o presidente.
A declaração foi dada durante cerimônia de celebração dos 211 anos do Corpo de Fuzileiros Navais no Centro do Rio de Janeiro.
A proposta de reforma previdenciária foi entregue pelo governo ao Congresso no dia 20 de fevereiro e não incluía os militares. Na ocasião, o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que em até 30 dias o governo apresentaria um projeto com mudanças nas regras para aposentadoria dos militares.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) só deve votar a constitucionalidade da reforma da Previdência após o governo apresentar as regras para os militares.
“Avisei o governo que vai ser muito difícil tramitar a PEC sem o envio do projeto dos militares. Já me comprometi com o governo que só voto o [projeto dos] militares no dia seguinte que terminar de votar a emenda constitucional”, afirmou Maia em São Paulo, no dia 25 de fevereiro.
Presidente Bolsonaro participa de cerimônia no Rio — Foto: Reprodução / GNews
O discurso do presidente aos militares durou menos de 4 minutos. Além de falar sobre a Previdência, Bolsonaro disse que quer fazer do Brasil um país de primeiro mundo e que reconhecerá os militares neste contexto.
“Temos uma missão de mudar o Brasil. Esse foi nosso propósito, essa foi nossa bandeira ao longo de quatro anos andando por todo Brasil. O que eu quero para o senhores, meus irmãos militares, vocês conversando, ouvindo, debatendo uma retaguarda jurídica para que vocês possam exercer seus trabalhos, em especial nas missões extraordinárias da tropa”, afirmou o presidente.
Bolsonaro disse ainda que a “democracia e liberdade só existe quando as suas respectivas Forças Armadas assim o quer” (sic).
Cerimônia
Durante o evento, militares receberam a medalha “Mérito Anfíbio” pela dedicação e pelo interesse no aprimoramento profissional. O cabo fuzileiro naval de Infantaria Gilmário Alerson da Silva Lima será homenageado por ter sido eleito o Fuzileiro Padrão 2018.
A cerimônia no corpo de fuzileiros navais é o primeiro evento público do presidente depois do episódio em que ele postou um vídeo com conteúdo pornográfico em sua conta no Twitter. A visualização do vídeo foi restringida, com alerta de conteúdo sensível. A postagem, feita na terça-feira (5), gerou polêmica ao longo da quarta (6).
Também estiveram presentes na cerimônia o líder do governo, deputado Vitor Hugo (PSL-GO); o ministro da Defesa, Fernando Azevedo; o comandante da Marinha, Almirante Ilques Barbosa Júnior; o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol; o comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez; e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
O prazo para quem não votou nem justificou a falta em pelo menos três votações seguidas regularizar sua situação começa nesta quinta-feira (7). Para isso, é preciso pagar as multas referentes às ausências, bem como comparecer a um Cartório Eleitoral para apresentar, além do título, um documento com foto e um comprovante de residência.
Para somar as três faltas, são contados também os turnos de votação. Também são contadas as eleições suplementares, convocadas quando o pleito oficial é anulado devido a irregularidades. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 2,6 milhões de pessoas podem ter o título cancelado caso não resolvam a situação.
Os nomes dos faltosos começaram a ser divulgados em 20 de fevereiro e podem ser consultados nos cartórios eleitorais de todo o país. O prazo para a regularização vai até 6 de maio.
O cancelamento do título pode acarretar uma série de problemas. A pessoa fica, por exemplo, impedida de obter passaporte e carteira de identidade, de receber salário de função ou emprego público e/ou de participar de concorrência pública ou administrativa estatal.
O faltoso fica ainda impossibilitado de obter empréstimos em instituições públicas, de se matricular em instituições de ensino e de ser nomeado em concurso público.
Não terão os títulos cancelados aqueles que não são obrigados a votar, sendo seu comparecimento às urnas facultativo, como as pessoas entre 16 e 18 anos e acima de 70 anos. Também não estão sujeitos à medida os portadores de deficiência a quem seja impossível ou extremamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais.
A Operação Lei Seca abordou mais de 700 veículos nesse carnaval, resultando em 42 pessoas autuadas por embriaguez e um condutor preso por dirigir com concentração maior que 0.33 mg/l.
Além disso, outros 29 autos por infrações diversas foram feitos na mesma ocasião, como dirigir sem CNH e com documentos vencidos. As abordagens aconteceram em todos os dias do carnaval, tanto em Natal, nos polos Ponta Negra e Petrópolis, quanto em Pirangi.
Os dois receberam gratificação extra por regime de “dedicação exclusiva” e, ainda assim, trabalharam fora da universidade durante vários anos
O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da absolvição dos professores da UFRN Manoel Gadelha de Freitas Júnior e Antônio Sérgio Macedo Fonseca, acusados de violar as restrições ao regime de dedicação exclusiva da universidade, gerando prejuízo de R$ 456.840,13 aos cofres públicos. Os dois receberam salário superior para se dedicar apenas à universidade, porém atendiam – como médicos – em clínicas privadas, o segundo, e em uma prefeitura do interior, o primeiro.
O Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou que a UFRN é o caso mais grave, dentre as universidades e institutos federais, “em relação a servidores em situação irregular, por possuir outros empregos incompatíveis com o cargo ocupado.” Ainda assim, a sentença de primeira instância absolveu ambos, mesmo a juíza admitindo que, “de fato, houve descumprimento do regime de dedicação exclusiva por parte dos professores”.
Em relação a Manoel Gadelha a sentença foi no sentido de que a conduta “não se enquadraria como ímproba”, se resumindo a mera “irregularidade administrativa” e, no tocante a Antônio Sérgio Macedo, não teria havido dolo, ou má-fé, em sua ação. Em decorrência disso, e de uma alegada prescrição, também foi negado o pedido de ressarcimento do prejuízo.
No recurso, de autoria do procurador da República Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, é demonstrado que ambos tinham plena consciência da improbidade que cometiam, desde que assumiram seus cargos na universidade. No regime de dedicação exclusiva (DE), de acordo com o Decreto 94.664/87, o servidor tem a obrigação de “prestar 40 horas semanais de trabalho em dois turnos diários completos e impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada”. Em contrapartida, esse profissional recebe salário maior que o oferecido a quem mantém mesma carga horária, porém sem dedicação exclusiva.
“Aquele que opta pelo regime de Dedicação Exclusiva sabe perfeitamente que está recebendo uma remuneração maior para não exercer outra atividade remunerada, pública ou privada, de modo que o seu dolo resta evidente quando burla esse comando, inclusive podendo rir e fazer troça daquele professor que optou pelo regime simples de 40h”, enfatiza o MPF. Ao deixar de punir essas ilegalidades, a Justiça abre brecha para que todos os professores que optaram pelo regime de 40h venham a buscar o regime de DE, mesmo sem se dedicar exclusivamente à UFRN.
Fatos – Manoel Gadelha exerceu, de março de 2000 até sua aposentadoria da universidade, em de abril de 2009, o cargo efetivo de médico pediatra da Prefeitura de Extremoz, ao mesmo tempo em que era docente do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRN, com “dedicação exclusiva”. Ele só veio a deixar o cargo de médico em 2011. “O próprio demandado, ao prestar depoimento em juízo, confirmou que exerceu o cargo de médico pediatra (…) e, indagado pelo juiz se tinha ciência sobre a ilegalidade de sua conduta, concordou que não seria legal.”
Já Antônio Sérgio Macedo é docente do Departamento de Pediatria da UFRN, submetido à jornada de dedicação exclusiva, desde maio de 1993 até os dias atuais, porém nunca deixou de realizar consultas em clínicas. Foi constatado seu vínculo – “até pelo menos o ano de 2005” – com a Clínica AMI; e ainda até pelo menos fevereiro de 2014, com o Instituto de Onco-Hematologia de Natal – IOHN; bem como, até o momento, com a rede do plano de saúde Amil.
Na AMI, em consultório alugado, ele fazia até 2005 consultas dois dias na semana, totalizando oito horas, fato que o próprio Antônio Sérgio confirmou em depoimento. Os vínculos com a Amil e o IOHN também foram comprovados durante as investigações e pelo acusado. “Ao contrário do entendimento exposto na sentença (…), o dolo na conduta do referido demandado também resta inquestionavelmente demonstrado nos autos”, entende o MPF.
O procurador lembra que, se desejassem exercer atividade remunerada fora da instituição, eles poderiam simplesmente abrir mão do regime de DE e optar pelo cargo de 20 ou 40 horas semanais. “Chegou a hora de pôr um basta nessa prática costumeira e nefasta”, destaca.
Ressarcimento – O MPF também alega falha na sentença de primeira instância, que considerou ter havido uma suposta prescrição quanto ao ressarcimento dos danos. “O Plenário do Supremo Tribunal Federal (…) firmou a tese de que são imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário, fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa.” O mesmo entendimento foi consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça.
O recurso do MPF (dentro do processo 0800312-25.2016.4.05.8400) deverá ser encaminhado à apreciação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.
O nome é dedicação exclusiva e o cara ainda me vem com essa pelezança de querer comer por fora, pqp que ganância. Era só pedir pra reduzir a carga-horário e perder o DE, que eles poderiam atender até na Guatemala.
O UOL informou na tarde dessa quarta-feira, 6, que contratou dois novos blogueiros para reforçar o time de suas colunas. Neste caso, os jornalistas são Reinaldo Azevedo e o ex-deputado Jean Willys.
O UOL ainda assegurou que busca a diversidade de opiniões.
Sejamos francos: não há diversidade de opinião entre os dois.
A Uol querendo lacrar kkkkkkkkkk depois de perder tanta credibilidade a Uol volta querendo lacradores, pqp…. Uol so prestava no tempo do bate-papo e nada mais.
Robson concordo com vc e de ante mão vou pedir ao amigo BG para não postar nada que esse verme do psol venha a publicar em respeito ao seus seguidores/leitores fiéis ao seu blog. Um abraço
Mas esse Reinaldo Azevedo não é o cara do O Antagonista e o livro Lula minha anta? Será que não há diversidade de opinião entre ele e um lacrador do PSOL?
Não, gênio ( Everton). O cara do Antagonista e do livro ao qual você se refere é Diogo Mainard. Reinaldo Azevedo escreveu " O país dos petralhas"(ou algo com título parecido).
Certo, o Azevedo cunhou o termo petralha, passou mais de década batendo no PT, e mesmo assim ele tem opiniões iguais de um BBB lacrador.
Com Marcos Camacho, o Marcola, foram transferidos para presídios federais outros 21 integrantes da maior facção de São Paulo, o PCC, entre eles alguns de seus potenciais substitutos. Foto: Pedro Ladeira / Folhapress
O crime organizado está assustado com a repressão prometida pelo novo governo e promete guerra. A Época teve acesso a algumas mensagens da bandidagem:
A: Salve que chegou novo do Bolsonaro.
C: Se vai perder biqueiras ou se vai morrer.
A: Alerta rua e sistema.
C: Bagulho tá louco né velhinho.
A: caras tão querendo tirar nós xará, tá de brincadeira (…) vai dá guerra.
C: Vai dá guerra, vai se f….
A: Quero vê bagaço secar, tô louco pra regaçar tudo.
A causa básica do problema ainda permanece que é a falta de leis ou suas brechas. Caso o Governo Bolsonaro consiga convencer o Congresso onde existe uma minoria canalha do PT, PSOL, PC do B que é favorável aos bandidos poderemos ter paz.
Espero que pelo menos mude a ideologia e cultura que bandido "é a vítima da sociedade", já a própria vítima seja o culpado e esquecido pela " sociedade"… já será um imenso avanço!
Por enquanto só estou vendo combate aos direitos duramente conquistados pelos trabalhadores, e uma corrida louca para vender a previdência social aos tubarões do mercado financeiro.
A Secretaria do Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) apresentou, nesta quinta-feira (7), o balanço da Operação Carnaval 2019, que foi considerado o mais tranquilo dos últimos quatro anos.
De acordo com a Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine), as Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLI) sofreram uma redução de 32.5%, sendo registrados 27 casos de mortes violentas em 2019, durante os dias de folia. Conforme a série histórica do setor, em 2016 foram 31 homicídios, em 2017 a Coordenadoria registrou 51 CVLIs, já em 2018 foram 40 casos.
Os números também apresentaram uma diminuição em relação aos arrombamentos de residências, saindo de 23 no ano passado para 10 durante os festejos de 2019, o que representa uma queda de 56.5%. Os percentuais de furto e roubo de veículos também caíram respectivamente 42.8% e 29.6% se comparado o mesmo período.
A operação contou com o apoio do efetivo extraordinário através de diárias operacionais no valor aproximadamente R$ 3 milhões. Além disso, as forças estaduais receberam apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guarda Municipal e Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU).
CIOPAER
O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), através da aeronave Potiguar 01, foi acionado para salvamento aquático duas vezes. “Estávamos prontos para atender ocorrências de translado de pacientes e vítimas de acidentes em qualquer parte do estado com o apoio do SAMU, patrulhamos nosso litoral com pousos eventuais em varias localidades, sobrevoamos áreas de concentração de pessoas, mantivemos nossa condição de apoio policial em todo momento”, apontou o comandante do Ciopaer, Hildebrando Alves.
Polícia Militar
A Polícia Militar atuou com 4.900 policiais de efetivo extra, sendo 2.478 do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), 1.752 do Comando de Policiamento do Interior (CPI) e 670 do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE).
CPM e CPI prenderam 60 pessoas durante os dias de carnaval. No período, foram apreendidos seis adolescentes, 3,36 kg de cocaína, 1,25 kg de maconha, 1,2 litros de loló, 10 comprimidos de ecstasy e seis psicotrópicos, além oito armas. Também foram registradas 153 ocorrências de som alto.
CPRE – Em relação ao o Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE), o dado mais importante neste carnaval foi a redução de 33,33% de vítimas fatais em acidentes de trânsito, sendo quatro em 2019 e seis em 2018. O órgão ainda fiscalizou 2.920 veículos contra 2.557 do ano de 2018, um aumento de 14,20%. As ações resultaram em 386 autos de infrações, índice de 58% maior que o ano anterior. Um total de 93 veículos foram recolhidos ao pátio do DETRAN contra 17 em 2018, um aumento de 447,06%.
Além disso, também foram registrados quatro veículos roubados recuperados, nove pessoas presas, 17 carteiras de habilitação recolhidas e 153 testes de alcoolemia realizados.
Operação Lei Seca – A Operação Lei Seca abordou mais de 700 veículos nesse carnaval, resultando em 42 pessoas autuadas por embriaguez e um condutor preso por dirigir com concentração maior que 0.33 mg/l. Além disso, outros 29 autos por infrações diversas foram feitos na mesma ocasião, como dirigir sem CNH e com documentos vencidos. As abordagens aconteceram em todos os dias do carnaval, tanto em Natal, nos polos Ponta Negra e Petrópolis, quanto em Pirangi.
Polícia Civil
Pela Polícia Civil, foram realizadas 131 prisões, entre ocasiões de flagrante delito e mandados de prisão, por crimes como furto, roubo, tráfico de drogas e violência doméstica.
Com efetivo em todas as regiões do Rio Grande do Norte, as equipes das Delegacias de Polícia Civil, além de realizarem prisões, confeccionaram 765 boletins de ocorrência, sendo os registros de furtos, roubos, violência doméstica, estelionato, posse ilegal de arma de fogo e lesão corporal os mais frequentes. Foram confeccionados, ainda, 68 termos circunstanciados de ocorrência, por crimes de considerados de menor potencial ofensivo.
Corpo de Bombeiros
Durante o carnaval, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) trabalhou diariamente com 150 militares, distribuídos no litoral potiguar e nos polos carnavalescos.
O 1º, 2º e 3º Grupamento Bombeiro Militar, que atuam na Grande Natal Mossoró e Caicó, respectivamente, prestaram 89 atendimentos ao público. Já o Serviço de Atividades Técnicas (SAT) fiscalizou estruturas de eventos e trios elétricos em mais de 38 municípios.
Diariamente, trinta mergulhadores e guarda-vidas, do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), atuaram em postos distribuídos nas praias da Redinha, Praia do Forte, Praia do Meio, Praia dos Artistas, Praia de Areia Preta, Ponta Negra, Búzios, Camurupim, Praia da Barra (Tibau do Sul), Praia do Amor (Tibau do Sul), Emanuelas e Ceará (Tibau), distribuindo panfletos e orientando 1.597 pessoas.
ITEP
O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) adotou o plantão de serviços 24 horas para a perícia criminal e medicina legal em Natal e nas unidades regionais de Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros.
Na região metropolitana de Natal foram contabilizadas 25 perícias externas em locais de crime contra a vida, crimes contra o patrimônio e ocorrências de trânsito. O Instituto de Medicina Legal realizou 96 exames de lesão corporal e pequenas causas, além de um exame de conjunção carnal e 29 exames de necropsias, dos quais 15 relacionados a homicídios.
No Seridó, foram registrados no período momesco atendimentos de sete perícias em locais de crime, sendo quatro de óbitos, 20 exames de lesão corporal leve, um de conjunção carnal, um de ato libidinoso e seis exames toxicológicos.
Já na região Oeste, a unidade regional de Mossoró realizou atendimentos de perícias de três ocorrências de trânsito, um homicídio e um afogamento. Na Medicina Legal realizaram-se 20 exames de lesão corporal e oito exames necroscópicos. Já a unidade regional de Pau dos Ferros contabilizou uma perícia em local de crime, um exame necroscópico e 10 exames de lesão corporal leve.
O termo hikikomori se refere tanto à condição quanto às pessoas que são afetadas por ela, aquelas que vivem ‘isoladas do mundo’ — Foto: Free Photos/Pixabay
No nosso mundo hiperconectado pode ser difícil se desconectar. O fluxo interminável de emails, tuítes, curtidas, comentários e fotos nos mantém constantemente “ligados” à vida moderna.
Mas no Japão, meio milhão de pessoas vivem isoladas. Elas são conhecidas como “hikikomori” – na prática, pessoas solitárias que se afastam de todo o contato social e, muitas vezes, ficam anos sem sair de casa.
Uma pesquisa do governo identificou cerca de 541 mil pessoas (1,57% da população) no país vivendo nessa condição, mas muitos especialistas acreditam que o número total pode ser muito maior, porque pode levar anos até que peçam ajuda.
O problema não está, porém, restrito ao Japão como se acreditava. Ele também tem sido reportado em outras partes do mundo.
Na vizinha Coreia do Sul, uma análise de 2005 estimou que havia cerca de 33 mil adolescentes isolados socialmente (0,3% da população); em Hong Kong, uma pesquisa de 2014 estimou que tal isolamento alcançava 1,9% da população.
Mas isso não ocorre apenas na Ásia; também se dá em países como Estados Unidos, Espanha, Itália e França, por exemplo.
E um tema controverso (mas comum) nas pesquisas é a influência da tecnologia moderna no isolamento. Ainda que não haja estudos suficientes comprovando uma relação concreta entre esses dois fenômenos, especialistas dizem estar em alerta.
O que é hikikomori?
O termo hikikomori se refere tanto à condição quanto às pessoas vítimas dela e foi cunhado pelo psicólogo japonês Tamaki Saito em seu livro Isolamento social: uma adolescência sem fim, de 1998.
Hoje, esse conceito é definido como uma combinação de isolamento físico e social somada com um sofrimento psicológico que pode durar seis meses ou mais.
O transtorno foi considerado, inicialmente, cultural. E há razões para se pensar que a sociedade japonesa é especialmente suscetível a ele, diz Takahiro Kato, professor de psiquiatria na Universidade de Kyushu, na região Fukuoka, e pesquisador do tema.
“No Japão há um ditado muito famoso que diz: ‘O prego que se destaca leva martelada'”, diz Kato. “E as rígidas normas sociais, as altas expectativas manifestadas pelos pais e a ‘cultura da vergonha’ fazem com que a sociedade japonesa seja terreno fértil para sentimentos de inadequação e o desejo de querer se esconder do mundo.”
‘Eu não queria ver ninguém’
Tomoki *, de 29 anos, deixou o emprego em 2015. Ele me diz que estava decidido a voltar a trabalhar e que regularmente saía em busca de vaga. Também participava de um grupo religioso quase diariamente, mas o líder deste grupo começou a criticar publicamente sua atitude e incapacidade de conseguir trabalho.
Quando ele parou de ir às sessões religiosas, o líder passou a ligar para ele várias vezes por semana. Essa pressão, aliada à que vinha da família, acabaram empurrando ele para um completo isolamento.
“Eu me culpava”, diz ele. “Eu não queria ver ninguém, não queria sair.”
O centro Yokayoka, que oferece apoio aos hikikomoris na cidade de Fukuoka, realiza sessões em que os integrantes do grupo descrevem a pressão que sentem em suas vidas.
“A escola é uma monocultura, todo mundo tem que ter a mesma opinião”, disse um dos visitantes, Haru, de 34 anos. “Se alguém diz algo (diferente) está fora do grupo”.
Corresponder às expectativas da sociedade japonesa também ficou mais difícil. A estagnação econômica e a globalização estão fazendo com que as tradições coletivistas e hierárquicas do Japão entrem em conflito com a visão de mundo mais individualista e competitiva do Ocidente, diz Kato.
E os pais japoneses sentem uma forte obrigação de apoiar os filhos independentemente de qualquer coisa, e a vergonha, muitas vezes, os impede de procurar ajuda, explica o psicólogo.
Mas o crescente número de casos fora do Japão está levando muitos a questionarem se se trata de uma questão puramente cultural. Em um estudo de 2015, Kato e colegas pesquisadores nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Índia encontraram casos em seus países que correspondiam aos critérios clínicos.
Alan Teo, principal autor do estudo, ensina psiquiatria na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos EUA, e diz que é frequentemente contatado por americanos que acreditam sofrer dessa condição.
“As pessoas pressupõem que isso deve ser mais comum no Japão”, explica ele. “Mas se você medir oficialmente o quão comum é, pode encontrar dados surpreendentes.”
Do Japão à Espanha
A psiquiatra espanhola Ángeles Malagón Amor, do Hospital del Mar, se deparou com o problema durante um programa de tratamento em domicílio em Barcelona. Ela e seus colegas encontravam frequentemente pacientes com períodos prolongados de isolamento social, o que a levou à literatura sobre os hikikomori do Japão.
Entre 2008 e 2014, eles encontraram 190 casos – os dados mais recentes. Mas isso foi antes de o programa ser expandido e a médica tem certeza de que eles são apenas a ponta do iceberg.
“Na época, éramos dois psiquiatras e duas enfermeiras para uma população de mais de um milhão de pessoas”, diz ela. “Eu acredito que devem existir muito mais casos.”
Entretanto, estabelecer uma explicação mais detalhada é muito difícil.
Muitos estudos dizem que o hikikomori está relacionado a distúrbios psiquiátricos ou de desenvolvimento que podem variar em tipo e gravidade. Também pode ser desencadeado por estresse relacionado ao trabalho ou famílias desestruturadas.
“Uma das razões pelas quais o hikikomori é fascinante é que não há uma única explicação”, diz Alan Teo. “Existem muitos fatores que influenciam.”
Outro fator frequentemente discutido é o papel de tecnologias como a internet, as redes sociais e videogames, fonte de polêmicos debates nas pesquisas sobre saúde mental.
Uso de tecnologia pode aprofundar isolamento
TaeYoung Choi, psiquiatra e pesquisador que trabalhou no estudo pela Universidade Católica de Daegu na Coreia do Sul, não acredita que a tecnologia necessariamente cause o isolamento, mas que ela é capaz de reforçá-lo e de aprofundá-lo. “Algumas pessoas podem ficar mais isoladas usando a tecnologia, o que torna esse isolamento mais resistente e grave”, diz ele.
Em um estudo de 2018 sobre casos de hikikomori em Barcelona, Malagon-Amor, do Hospital del Mar, disse que em apenas 30% foi identificado vício em internet. Mas eles descobriram que o grupo com vício tendia a ser mais jovem – a idade média deles era de 24 anos, enquanto a média dos 190 casos analisados era de 39.
“Pelo que vimos até agora, isso não é um problema tão grande (hoje). Mas acredito que vai ficar muito maior nos próximos anos nos casos de isolamento social de jovens com vício em internet”, diz a psiquiatra.
O efeito da tecnologia também poderia ser mais sutil, diz Kato. Jogos de computador reescreveram as regras do jogo como hábito social coletivo, com crianças passando cada vez mais tempo em ambientes virtuais controlados do que no mundo real imprevisível. Ao mesmo tempo, internet, smartphones e redes sociais têm tornado o contato indireto entre as pessoas muito mais comum do que o cara a cara.
Para Choi, pesquisador da Universidade Católica de Daegu, “a tecnologia em si não pode estar 100% por trás do agravamento do hikikomori como um fenômeno mundial”. Mas ele considera que nossa crescente capacidade de realizar atividades como comprar, jogar e socializar sem interações do mundo real poderia estar exacerbando o isolamento social.
Com base em estudos conduzidos por seu laboratório, sem ligação com o hikikomori, o pesquisador americano Alan Teo diz que, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para traçar qualquer relação conclusiva a esse respeito, o contato cara a cara, seja pessoalmente ou por vídeo-chat, representa um menor risco de depressão, comparado ao contato por telefone, email e rede social.
“Se as interações online viram substitutas para as interações cara a cara, eu acho que a pesquisa que eu fiz e as que outras pessoas fizeram indicam que isso é problemático”, diz ele.
‘Não demonizar’
No entanto, é importante não demonizar a tecnologia, diz Teo. As redes sociais e o email não são causas diretas de problemas mentais; eles são veículos de comunicação que podem ser usados tanto de maneira positiva como negativa.
A internet, em especial, oferece uma janela para pesquisas sobre a vida dos hikikomori.
Um método usado para chegar a casos não explícitos de adolescentes socialmente isolados foi o uso de aplicativos de redes sociais, como o WeChat e o Weibo, em um estudo desenvolvido por Teo e outros pesquisadores na China, no ano passado. Eles alcançaram 137 pessoas, um quinto das quais experimentando algum nível de isolamento.
A crescente interligação entre os mundos online e offline também poderia oferecer maneiras de facilitar o retorno dos hikikomori a um cotidiano normal. Em 2016, Kato publicou um estudo de caso sobre um paciente que de repente começou a sair de casa diariamente após baixar o jogo Pokemon Go, da Nintendo.
O jogo usa realidade aumentada para capturar criaturas virtuais no mundo real. Kato diz que este tipo de jogo pode ser útil em centros de ajuda para os hikikomori.
Ele também começou a trabalhar com uma empresa japonesa para criar um robô que possa reintroduzir o contato social na vida dessas pessoas, em um ambiente controlado.
Mas pode haver formas menos tecnológicas de ajudar os hikikomori.
Shinichiro Matsuguma, estudante de doutorado na Universidade de Medicina de Keio, em Tóquio, especializado em psicologia positiva, criou um centro de reabilitação de hikikomoris que foca nos pontos fortes deles para melhorar sua autoestima.
A maioria dos pacientes joga videogames, então a metodologia do tratamento envolve discutir estilos de jogo e motivações para identificar qualidades como trabalho em equipe, estratégia ou liderança.
“Muita gente, inclusive seus pais, acham que os hikikomori não fazem nada. Mas na minha perspectiva eles estão desenvolvendo seus pontos fortes através de videogames”, disse ele à BBC. “E eu sempre digo a eles que isso se aplica a diferentes áreas da vida.”
Aconselhamento à distância
Os especialistas concordam que o contato social direto e as terapias intensivas não podem ser substituídos.
Yoko Honda, que dirige o Centro de Saúde Mental e Bem-Estar de Fukuoka, diz que o governo japonês, entretanto, têm pressionado os especialistas para que usem as redes sociais para oferecer aconselhamento à distância aos hikikomori. Eles têm, porém, resistido a adotar essa alternativa.
“Só um tuíte não é o bastante para expressar nossa ansiedade ou nossas emoções”, diz a especialista. Ela concorda, entretanto, que esses canais poderiam ser úteis para alcançar novos pacientes.
Além de psicoterapia e medicação para tratar qualquer transtorno psicológico subjacente, uma parte central de sua estratégia é o aconselhamento familiar para corrigir lares desestruturados.
O centro de apoio Yokayoka também oferece um local seguro para que hikikomoris que estão no caminho da recuperação conheçam outros na mesma condição e reaprendam habilidades sociais atrofiadas. A diretora da instituição diz, entretanto, que a natureza variada dos casos torna o tratamento difícil.
“Esperamos dar assistência personalizada a todos esses hikikomori”, diz ela. “Mas isso sempre demanda muito trabalho e muito tempo”.
‘Pacientes muito frágeis’
Malagón-Amor comprovou com seu estudo de 12 meses sobre os hikikomori de Barcelona que aqueles que receberam mais terapias intensivas, em casa ou no hospital, reagiram melhor. “Serviços ambulatoriais menos intensivos foram relacionados a um índice maior de abandono do tratamento e, muitas vezes, pioravam o isolamento. “Eles são pacientes muito frágeis”, diz ela.
A especialista também acredita que o isolamento social poderia ser um sintoma de outras condições, como depressão ou transtorno de estresse pós-traumático, e que o Ocidente poderia aprender muito com a experiência no Japão.
Teo, por sua vez, espera que as pesquisas sobre os hikikomori nos permitam compreender a importância das conexões sociais para nossa saúde física e mental.
“Quando falo com os pais de um hikikomori, fica muito claro para mim que o isolamento social está causando enormes impactos negativos – ele afeta o indivíduo, a família dele e outras pessoas”, diz.
“Não temos prestado atenção suficiente na medicina aos problemas de conexão social. E eu acredito que agora com os hikikomori, com mais foco sobre a solidão, estamos finalmente começando a analisar esses problemas como questões de saúde.”
* Os nomes de todos os “hikikomori” foram alterados nesta reportagem para proteger suas identidades.
Enquanto a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa da narrativa da esquerda derrotada nas urnas contra o projeto de interesse do País da reforma da Previdência, o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Fazenda, Rogério Marinho, anuncia a decisão do governo de por fim à unicidade sindical. Essa herança maldita do fascismo getulista, que garante monopólio de um sindicato de categoria de trabalhadores, contrariando o princípio democrático da liberdade de organização da classe operária, passando a lhe dar prioridade e pondo fim a um privilégio da elite de sindicalistas, tem sido a fórmula empregada para manter os sindicatos a reboque dos políticos populistas. O comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 7 de março de 2019 pode ser conferido abaixo a partir do nono minuto do áudio. Avance abaixo.
Estão esquecendo que poderemos ter duas FIERN's? Duas FECOM's. Estão querendo acertar nos trabalhadores, mas vão ferir mortalmente a representação dos patrões. Ótimo! Nós trabalhadores, saberemos "nadar" nesse mar revolto. Sairemos maiores. Podem ter certeza. Criaremos tantos Lulas quantos forem possíveis. Nossa história de lutas falará mais alto…
É o Cristo Redentor, que fugira do Brasil por causa do "golden shower" bolsonariano.
Jesus está voltando!
Kkkk
Ô loco meu.