Reportagem do UOL com informações do The Intercept noticia que Deltan Dallagnol “usou” a Rede para mover ação contra decisão de Gilmar Mendes

Com base em outras mensagens roubadas, o UOL, parceiro agora oficial de Glenn Greenwald, diz que Deltan Dallagnol “usou” a Rede para mover ação contra decisão de Gilmar Mendes, depois que o ministro concedeu um HC de ofício em favor do tucano Beto Richa.

O UOL diz que, como procurador de primeira instância, Deltan “usurpou” a competência da PGR.

Análise de O Antagonista rechaça “análise” e diz que um partido político, que tem legitimidade para propor ADPFs, pode muito bem ser convencido por qualquer cidadão — e procuradores são cidadãos — a propor ações de qualquer tipo. É do jogo. E a Rede não pode ser tratada como legenda de aluguel.

Procurador não é juiz, senhores.

O Antagonista ainda provoca reportagem e diz que “Usurpação é o que ministro de tribunal superior faz ao encontrar-se na calada da noite com poderosos acusados de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro”.

Com informações de O Antagonista e UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Raimundo disse:

    Lula livre, Cunha livre Cabral livre solta tudo a lava jato foi uma farsa! Eram 3 anjinhos junto com Dirceu e mais 155 condenados solta tudo foi tudo forjado

    • Fábio disse:

      Raimundo, acho que estão confundindo as coisas. Lula e todos que devem têm que ficar presos, porém não justifica uma ação ilegal para coibir outra. Se for assim, não haverá justiça no real sentido da palavra. Tem que ser punido quem erra, independente de que é.

  2. Edilson Sion disse:

    Homi, Dallagninho parece que não trabalhava muito não, era como diz minha mãe "dipindurado" nos apps de conversas. agora ele arranjou o chapéu da viagem, cutucou onça com vara curta mesmo, querendo reiar logo quem? Gilmarzinho não é de levar desaforo para casa, o procurador bb da nívea e lisa pele que aguarde.

  3. Walsul disse:

    Essa operação lava jato parece cometer mais ilegalidades que a quem eles acusam. Qualquer cidadão pode acionar partidos, mas quando um cidadão, procurador, usa isso para conseguir algo que não seja por interesses coletivos e sim, de um grupo, isso não pode. Por que não acionaram a procuradoria geral da república para obter o que queriam? Porque é um jogo, não movimentos republicanos.

    • Arthur disse:

      Eu até acredito que a Lava Jato começou com uma boa intenção, mas visivelmente foi contaminada pelo viés político e deixou de ser imparcial. Perdemos uma ótima oportunidade de colocar muita gente dos dois "lados" na cadeia. Conseguiram o que queriam, esquerda na cadeia e direita no poder. Pau que bate em Chico deveria bater em Francisco.

Reinaldo Azevedo e Jean Wyllys são os novos colunistas do UOL

Divulgação | Portal UOL

O UOL informou na tarde dessa quarta-feira, 6, que contratou dois novos blogueiros para reforçar o time de suas colunas. Neste caso, os jornalistas são Reinaldo Azevedo e o ex-deputado Jean Willys.

O UOL ainda assegurou que busca a diversidade de opiniões.

Sejamos francos: não há diversidade de opinião entre os dois.

Com informações de Conexão Política e UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Foi a melhor maneira que o UOL teve para homenagear as mulheres neste dia alusivo a elas.

  2. manoel vieira de Araujo disse:

    não v ou acessar mais esta porcaria

  3. Justiceiro disse:

    A Uol querendo lacrar kkkkkkkkkk depois de perder tanta credibilidade a Uol volta querendo lacradores, pqp…. Uol so prestava no tempo do bate-papo e nada mais.

  4. Robson disse:

    O que Jean vai acrescentar? Pelo amor de Deus! Ainda bem que não leio Portal Uol.

    • Henrique Costa disse:

      Robson concordo com vc e de ante mão vou pedir ao amigo BG para não postar nada que esse verme do psol venha a publicar em respeito ao seus seguidores/leitores fiéis ao seu blog. Um abraço

  5. Everton disse:

    Mas esse Reinaldo Azevedo não é o cara do O Antagonista e o livro Lula minha anta? Será que não há diversidade de opinião entre ele e um lacrador do PSOL?

    • Alberto disse:

      Não, gênio ( Everton). O cara do Antagonista e do livro ao qual você se refere é Diogo Mainard. Reinaldo Azevedo escreveu " O país dos petralhas"(ou algo com título parecido).

    • Everton disse:

      Certo, o Azevedo cunhou o termo petralha, passou mais de década batendo no PT, e mesmo assim ele tem opiniões iguais de um BBB lacrador.

  6. John disse:

    JÁ VEJO A "IMPARCIALIDADE", RSRS.

  7. José Dantas disse:

    E Jenifer? Kkkkkk

  8. Joaquim disse:

    uol vai perder

  9. Menezes disse:

    Kkkkkkkkkk ! !!!!

UOL, SBT e Jovem Pan fazem debate com presidenciáveis nesta quinta

14out2014---a-candidata-a-reeleicao-presidente-dilma-rousseff-pt-e-o-candidato-a-presidencia-aecio-neves-psdb-participam-do-debate-da-band-o-primeiro-do-segundo-turno-das-eleicoes-1413341004119_615x300 O UOL, o SBT e a rádio Jovem Pan realizarão um debate com os candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (16), das 17h45 às 19h25, em São Paulo. O debate terá transmissão ao vivo na internet, na TV e no rádio.

Este é o segundo encontro entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) na disputa ao segundo turno. No último dia 14, no primeiro debate realizado pela Band, Aécio e Dilma trocaram provocações o tempo todo, acusaram um ao outro de mentir e usaram supostos casos de corrupção para se atacarem.

De acordo com as regras acordadas entre as campanhas, os candidatos estarão posicionados em púlpitos separados. No púlpito central estará o mediador do debate, o apresentador Carlos Nascimento.

O debate terá duração total de 1 hora e 20 minutos. Serão três blocos com dois intervalos de quatro minutos.

No primeiro bloco, Nascimento fará a apresentação inicial e dará as explicações sobre as regras do debate. Passa então a palavra para o candidato Aécio Neves (conforme definido por sorteio na reunião com representantes das campanhas), que terá um minuto e 30 segundos para responder a pergunta “Por que o senhor quer ser presidente?”. Na sequência, a candidata Dilma Rousseff responde a mesma pergunta, também em um minuto e meio.

Depois, o apresentador abre a rodada de perguntas e respostas entre os candidatos. São quatro rodadas no primeiro bloco. Segundo o sorteio, quem abre a rodada é o candidato Aécio Neves. Os tempos determinados para pergunta, resposta, réplica e tréplica são os seguintes: pergunta – 1 minuto; resposta – 2 minutos; réplica – 1 minuto; tréplica – 1 minuto. Esses tempos serão seguidos nos demais blocos.

No segundo e no terceiro blocos, serão feitas perguntas livres entre os candidatos. Quem abre as rodadas nesses dois blocos é a candidata Dilma Rousseff, conforme definição por sorteio.

Após a quarta rodada de perguntas do terceiro bloco, o mediador chamará as considerações finais. Cada candidato terá um minuto e meio para fazê-las. A ordem das considerações finais definida por sorteio é a iniciada pela candidata Dilma Rousseff e encerrada pelo candidato Aécio Neves.

No primeiro turno, UOL, SBT, Jovem Pan e Folha realizaram um debate entre os 7 candidatos cujos partidos têm representatividade no Congresso.

UOL

UOL, Folha, SBT e Jovem Pan realizam debate com presidenciáveis no fim da tarde desta segunda

O UOL, a Folha, o SBT e a rádio Jovem Pan realizarão um debate com os candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (1º), das 17h45 às 19h25, em São Paulo. O debate terá transmissão ao vivo na internet, na TV e no rádio.

Este é o segundo encontro entre os postulantes ao Palácio do Planalto. No último dia 26, o primeiro debate foi organizado pela Band e foi marcado pelos ataques entre os principais candidatos. Entretanto, o debate UOL/Folha/SBT/Jovem Pan é o primeiro após a candidata Marina Silva (PSB) ter empatado com Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, conforme mostrou o último Datafolha.

Além de Dilma e Marina, participam do debate: Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB), todos os candidatos cujos partidos possuem representação na Câmara dos Deputados, conforme determina a Lei Eleitoral.

De acordo com as regras acordadas entre as campanhas, os candidatos estarão posicionados em púlpitos separados. No púlpito central estará o mediador do debate, o apresentador Carlos Nascimento.

O programa será dividido em quatro blocos, com intervalos de três minutos. O primeiro será de perguntas livres entre os candidatos. Cada participante escolhe para quem quer fazer a pergunta, não sendo permitido que repita se um candidato já tiver respondido a uma pergunta. A ordem em que serão feitas as perguntas será definida por sorteio.

Os candidatos terão 30 segundos para fazerem as perguntas, um minuto e 30 segundos para a resposta, 45 segundos para a réplica e 45 segundos para a tréplica.

No segundo bloco, os presidenciáveis responderão a perguntas feitas por jornalistas. Um representante de cada veículo que organiza o debate perguntará para um candidato e escolherá outro para comentar. O candidato que responde não poderá ser repetido, já o que comenta pode fazê-lo até duas vezes.

O terceiro bloco volta a ter perguntas livres entre os candidatos, sendo que será permitido que cada participante responda a até duas perguntas. No quarto e último bloco serão feitas as considerações finais. Cada candidato terá um minuto para isso.

O estúdio em que será realizado o encontro contará com uma plateia para receber jornalistas e convidados dos candidatos. Cada participante tem direito a 13 convites.

UOL

Anthony Armstrong-Emery: "Poderoso Chefão inglês de Natal comanda dois times e empresa", destaca UOL

 Sem títuloOs torcedores de Natal têm um “Poderoso Chefão” para chamar de seu. O empresário inglês Anthony Armstrong-Emery é, desde 2013, o presidente e principal patrocinador do Alecrim, time de futebol da capital do Rio Grande do Norte fundado em 1915.

A fortuna de Anthony, que se auto intitula o único dirigente estrangeiro no Brasil, vem basicamente do mercado imobiliário. O inglês fundou em Natal, em 2007, o EcoHouse Group, uma empresa que capta recursos de investidores ao redor do mundo para comprar terrenos e construir casas populares dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

Ainda em 2013, Armstrong aumentou seus domínios no mundo do futebol e se tornou dono de outro time: o Monza, que disputa divisões menores na Itália – uma parte das ações da equipe pertencia ao holandês Clarence Seedorf.

A rotina do manda-chuva envolve viagens entre os países onde jogam suas equipes e as seis cidades onde o EcoHouse Group tem escritórios, entre Canadá, Inglaterra, Malásia e Cingapura. A jornais ingleses, Armstrong diz ter investimentos em pelo menos 20 negócios, que vão de restaurantes a gráficas.

Nos dias que passa em Natal, Anthony anda em carro blindado, seguido por seguranças em outros dois carros, e visita os jogadores do Alecrim. Se não é ele quem aparece, a tarefa fica com alguém da família: a mulher e a filha já se envolveram com a administração do Alecrim.

Mesmo distante, o inglês entra em algumas polêmicas. Recentemente, foi criticado pela imprensa por ter comprado briga com jornalistas durante um treino ao cobrar mais espaço para o time na mídia, O episódio fez Anthony é aclamado pela torcida, que leva para os jogos um bandeirão com um desenho do seu rosto e a inscrição: “The Godfather”.

O problema surgiu em 17 de janeiro. Após voltar de uma de suas viagens, Armstrong juntou os jornalistas que cobriam o treino do Alecrim no estacionamento do estádio e cobrou mais espaço para o time nas coberturas locais. Alguns jornalistas disseram que não puderam trabalhar naquele dia, alegando que o dirigente foi intransigente.

O dirigente, então, publicou uma carta na internet. “Fiz questão de mostrar que tem gente em casa e o Alecrim não é mais o ‘coitadinho’ que a imprensa cansou de pintar nos últimos anos”, declarou. “Quando tomo uma atitude de cobrar profissionalismo, da mesma forma que sou cobrado, viro o vilão.”

Em uma entrevista para o jornal inglês The Telegraph, o empresário disse que o episódio fez com que ele fosse comparado ao ditador chileno Augusto Pinochet. “Recentemente juntei a imprensa e disse umas verdades duras a eles. Alguns dos jornalistas se referiram a mim depois disso como Pinochet. Não estou muito certo de que isso foi um elogio.”
Torcida presta homenagem

O apoio da torcida foi instantâneo. O bandeirão do “The Godfather”, feito no fim de 2013, voltou aos estádios. A tradução literal da faixa seria “O Padrinho”. Mas não é a única interpretação possível. “The Godfather” é o nome do livro escrito por Mario Puzo, em 1969, sobre uma família de mafiosos italianos que se muda para os Estados Unidos, capitaneada pelo patriarca Vito Corleone.

A história foi adaptada para o cinema em uma trilogia dirigida por Francis Ford Coppola e estrelada por Marlon Brando, Robert de Niro e Al Pacino. No Brasil, livro e filme foram traduzidos como “O Poderoso Chefão”.

“A faixa que fizemos gerou polêmica porque algumas pessoas dizem que o Anthony manda em tudo. Mas não era essa nossa ideia”, explica o autônomo Dudu Azevedo, de 29 anos, torcedor fanático do time.

“Queríamos dar um apelido para ele, uma homenagem. Pensamos em “padrinho” porque ele apadrinhou o Alecrim. Mas achamos que seria melhor se traduzíssemos “padrinho” para o inglês, já que ele é da Inglaterra.”

Desde que assumiu o time, Armstrong reformou o estádio do Alecrim, refez o elenco, organizou um torneio por conta própria para o time não ficar parado no segundo semestre e ainda viu o time jogar durante a abertura da Arena das Dunas, estádio de Natal para a Copa do Mundo.

“O torcedor do Alecrim há muito tempo alimenta o sonho de ter um grande patrocinador, alguém que invista no time e faça ele voltar a brigar por títulos”, analisa o jornalista Edmo Sinedino, ele mesmo ex-jogador da equipe na década de 1980. “Por isso ele conseguiu apoio para ser presidente do clube.”

Embora o Alecrim não informe oficialmente, estima-se que o EcoHouse Group tenha investido cerca de R$ 3 milhões no time em 2013. Em troca disso, a empresa estampa a camisa do time.

Sinedino dá um exemplo que pode remeter a outra interpretação da palavra “Godfather”. O jornalista conta que foi criticado por Amstrong via Facebook depois que disse em um programa de rádio que o Alecrim estava sem pagar os salários havia três meses. O problema salarial, segundo o próprio Sinedino, foi resolvido.

 Trajetória

Antes de se estabelecer em Natal, Armstrong passou por Espanha, Paraguai e Panamá. O inglês estudou Direito na Inglaterra e se mudou para a Espanha, onde fez um mestrado na Universidade de Salamanca. Insatisfeito com a carreira, Armstrong se mudou para o Paraguai, onde trabalhou com turismo.

De volta à Espanha, o empresário entrou no ramo imobiliário e, segundo ele mesmo conta, fez dinheiro antes que a crise econômica chegasse à Europa. O próximo destino foi o Panamá, onde também trabalhou no mercado imobiliário. Natal, terra de sua mulher, veio na sequência.

No Rio Grande do Norte, Armstrong começou sua carreira de empresário comprando terrenos. Em entrevista a uma revista de investidores de Londres, o empresário disse que a terra no Brasil tinha “preço de banana”. Dois anos depois, o inglês viu uma oportunidade de negócio ao ter contato com o programa Minha Casa, Minha Vida.

O portal London Loves Business avaliou, em 2013, o EcoHouse Group em 150 milhões de libras (ou cerca de R$ 980 milhões).

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ventura disse:

    fazer bandeira é sacanagem né? ou ele bancou essa bandeira pra ele mesmo ou tem alguém cheio de pentelho na boca kkkk

  2. Sérgio disse:

    Afinou.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Levantamento do CNJ: RN tem presídio "queijo suíço" e ignora dados de presos, destaca UOL

vista-de-cela-de-presidio-visitado-pelo-cnj-conselho-nacional-de-justica-no-rio-grande-no-norte-1382556035831_615x470O Estado do Rio Grande do Norte não tem controle sobre os dados do sistema prisional, sem informações básicas como nome, idade e possível condenação. Essa é uma das conclusões do relatório final do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) do mutirão carcerário realizado no Estado em abril e maio.

Segundo o relatório, o Estado não tem controle de informações como data de nascimento dos presos ou se eles são condenados ou provisórios. Além disso, desde 2011, foram registradas 105 fugas, com mais de 425 detentos voltando as ruas.

Descontrole

O CNJ afirma que a “falta de controle” do Estado ao sistema prisional “impressiona”.

“As unidades também não possuem controles básicos dos presos, como saber informar quantos são provisórios ou condenados, ou mesmo dividir os que já possuem condenação e estão na unidade respondendo a outro processo ou aguardando possível regressão de regime por descumprimento do semiaberto. Também não se tem controle sequer da quantidade de vagas na unidade”, apontou o relatório.

Segundo os dados, 404 presos não tinha sequer o registro da data de nascimento. Outros 656 estavam com as datas erradas. “A falta de planejamento é tamanha que sequer possuem qualificação mínima, com nome completo, nome da mãe e data de nascimento”, disse.

Fugas

Além da falta de controle, as unidades sofrem com as constantes fugas, causadas principalmente pela falta de estrutura das unidades. Desde 2011, conforme o relatório, foram 105 fugas, com 425 presos deixando unidades irregularmente. Somente em 2012 fora 50 fugas –média de quase uma por semana–, as quais 235 presos escaparam.

O maior problema está no presídio do Alcaçuz, o maior de Natal, onde as fugas são constantes. O local possui tantos túneis cavados para tentativa de fugas que o CNJ vê risco de estrutural do local atualmente.

“Construída sobre dunas, a penitenciária mais parece um “queijo suíço” tendo em vista os inúmeros tuneis cavados pelos presos para fuga. Há partes da unidade que inclusive corre risco de desabar em razão dos vários tuneis que a cortam pelo subsolo”, aponta os relatores.

O Centro de Detenção Provisória Feminino de Parnamirim, na região metropolitana de Natal, é outro improvisado. Segundo o relatório, o local que abriga preso hoje “era uma cozinha industrial que foi adaptada para servir como unidade prisional.”

“As presas ficam amontoadas em galpões improvisados. O esgoto é um grande problema pois transborda e corre a céu aberto tanto dentro da unidade como fora, pela calçada e rua em torno da mesma”, diz.

Por conta de problemas, o CNJ pede também o fechamento Centro de Detenção Provisória da Ribeira. “Esta unidade sequer deveria estar em funcionamento. Pelo que consegui informalmente apurar, o prédio data da década de 60 e não foi construído para este fim. Foi doado pelo antigo dono já tendo passado por outras finalidades. Assemelha-se a uma masmorra posto que escura, úmida e sem ventilação. Não há qualquer segurança e as fugas são frequentes e aterrorizam a vizinhança”, apontou.

O relatório diz que há presos em delegacias. “Situação totalmente irregular, posto que as delegacias não possuem as mínimas condições de abrigar presos. Não há sequer fornecimento de alimentação.”
 
Resposta

Em nota enviada ao UOL, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) disse que todas as unidades realizam o cadastro dos presos quando chegam à unidade.

A pasta disse ainda que está investindo em melhorias nas unidades prisionais, com instalação de concertinas, câmeras de vigilância, compra de armamentos e convocação de novos agentes penitenciários.

A Sejuc ainda disse que, na sexta-feira (18), quando recebeu o relatório do CNJ, o secretário de Justiça, Júlio César de Queiroz, apresentou um plano que prevê investimentos na ordem de R$ 24,5 milhões, com recursos do Ministério da Justiça e contrapartida do Governo.

O secretário disse que será construída uma cadeia pública em Ceará-Mirim e haverá a ampliação do Complexo Penal Estadual Agrícola em Mossoró.

“Além destas duas obras, estão sob responsabilidade exclusiva do Estado outras cinco obras de reforma, manutenção e ampliação de unidades já existentes, o que gerará um total de aproximadamente 1,8 mil vagas no sistema penitenciário norte-riograndense. Paralelamente a estas obras previstas, a Sejuc também tem feito manutenções em outras unidades de pequeno porte”, assegurou a pasta.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. zé Ninguém disse:

    ISSO É UM ABSURDO!
    Esses INOCENTES deveriam estar é trabalhando duro numa penitenciária rural para pagar as despesas de sua estadia com comida, água, luz e milhares de servidores encarregados de "cuidar" dos mesmos.
    DESUMANOS são e como tais estão sendo tratados. Situação que se agrava impedindo qualquer possibilidade de recuperação e ressocialização dos referidos mal feitores.
    Não é necessário tratá-los com pão de ló, pois não merecem, mas com dignidade, vez que ainda são humanos e a Tortura é um crime maior que nos tornaria pior do que eles.

Fotógrafo Canindé Soares divulga as paisagens potiguares no portal UOL

Com quase 30 anos de carreira, Canindé Soares foi convidado novamente pelo portal UOL, um dos mais importantes do Brasil, para fotografar as belezas e os atrativos naturais do Rio Grande do Norte. Canindé registrou por dez dias as mais belas paisagens potiguares e percorreu os principais roteiros de lazer, gastronomia, cultura e história do Estado.

O trabalho vai gerar sete álbuns fotográficos, dos quais dois – um com imagens da gastronomia e o outro da cidade de Natal – já podem ser conferidos nos links abaixo:

http://viagem.uol.com.br/album/guia/2013/07/31/natal.htm#fotoNav=31

http://viagem.uol.com.br/album/guia/2013/09/06/gastronomia-de-natal-combina-sabores-do-mar-e-pratos-regionais.htm

Após uma experiência de sucesso, realizando um trabalho semelhante, no ano passado, o portal resolveu retomar a ação e continuar o trabalho de divulgação do potencial turístico de Natal, como uma das Cidades sede da Copa 2014.

Com roteiros pré-estabelecidos, o fotógrafo diz que essa foi “uma experiência formidável; tive a oportunidade de conhecer lugares pouco divulgados, como o passeio de balsa na praia de Pipa e as dunas de Maracajaú”. Para ele, até mesmo os potiguares precisam se aventurar mais e ir em busca de locais pouco explorados e com potencial turístico tão forte.

Para o secretário de Comunicação do Estado, Paulo Araújo, a captação dessas imagens vai contribuir para a divulgação do RN. “O interesse espontâneo do portal demonstra a relevância que o nosso estado e a nossa capital, cidade-sede da Copa, terão no cenário nacional, especialmente após a realização do mundial de futebol de 2014. É gratificante saber que as pessoas estão procurando conhecer a nossa região e nada melhor que um potiguar, conhecedor de nossa cultura, para realizar esse trabalho”, afirmou Araújo.

Além dos álbuns já divulgados, os outros cinco mostrarão fotografias das praias potiguares, sendo três deles exclusivos com imagens das praias de Pipa, São Miguel do Gostoso e Maracajaú, e um último álbum sobre o centro histórico-cultural da capital do RN.

Portal UOL expõe contraste entre o luxo turístico e a miséria da população em Tibau do Sul

O Portal UOl trouxe hoje uma matéria completa sobre a cidade de Tibau do Sul. Com o título “Com infraestrutura precária, cidade potiguar vive entre luxo turístico e miséria do povo”, ela desenha a situação real da população do palco de um dos principal pontos turísticos do litoral do RN.

Confira a matéria na íntegra: 

Quem chega à entrada do município de Tibau do Sul (a 70 km de Natal) não imagina que, a 19 quilômetros dali, terá acesso a um dos mais bonitos e visitados paraísos naturais do Nordeste, onde está a famosa praia de Pipa, no litoral sul do Rio Grande do Norte.

Apesar da fama internacional que atrai milhares de europeus todos os anos ao destino, Tibau do Sul não esconde seus problemas. A cidade tem diversas ruas sem calçamento ou esgoto, moradias precárias e acumula queixa dos moradores, que reclamam da diferença no tratamento dado à parte turística –urbanizada e bem cuidada– em comparação ao dado à periferia da cidade.

Apesar do turismo forte, a renda média da população é inferior à média potiguar. Com 11 mil habitantes, Tibau do Sul tem PIB (Produto Interno Bruto) per capita de R$ 6.115, menor que o valor do Rio Grande do Norte, que fica em R$ 8.893. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), referentes a 2009.

UOL visitou Tibau do Sul dentro do projeto UOL pelo Brasil –série de reportagens que percorre municípios em todos os Estados do Brasil durante a campanha eleitoral deste ano. A reportagem viu de perto que a cidade é a essência do contraditório, com o luxo exuberante de resorts e restaurantes finos, e a pobreza extrema que ainda domina praticamente toda a periferia tibauense.

No caminho para a praia da Pipa, antes de se debruçar com as belezas naturais, o viajante encontra um cenário que não foge àquele típico encontrado em cidades pequenas do Nordeste, com infraestrutura bastante limitada.

No loteamento Bela Vista, por exemplo, não faltam problemas. A começar pelas ruas de terra e casas que ameaçam desabar. Segundo os moradores, na eleições de 2008, uma das principais promessas dos políticos era construir moradias populares para retirar as famílias da condição precária em que vivem. Mas elas não foram cumpridas.

“A cidade tá precisando melhorar mais. Tá faltando trabalho, muita gente desempregada, pedindo aqui nas casas. Tá faltando casa, a minha mesmo é de taipa. As dos meus vizinho, podem ir ver, estão tudo assim. O tratamento aqui é muito pouco. Falta educação e falta atendimento no posto de saúde”, reclama a dona de casa Michelane da Silva Barbosa, que relata a diferença no tratamento entre a parte nobre e a parte pobre da cidade. “É muito diferente”, pontua.

Durante a visita do UOL ao bairro, pelo menos quatro casas visitadas tinham problemas estruturais graves. A pior condição era a residência da dona de casa Maria Goreti da Silva. “Tem buraco por todo canto, entra rato, maribondo, é um inferno. Isso não é uma casa para ninguém morar”, reclama, mostrando o telhado com parte desabada.

Crise econômica europeia derruba turismo na cidade

O município de Tibau tem sua economia baseada no turismo. Segundo a prefeitura, 70% PIB depende da atividade. Mas o turismo vive um momento de dificuldade. Com a crise econômica na Europa, Pipa passou a conviver com uma redução no número de turistas e pousadas e hotéis vazios em boa parte do ano.

“Nós não vivemos um bom momento de captação de turista estrangeiro. Hoje, nosso maior fluxo é do turista nacional, e para ele precisamos de sobremaneira dessa estrutura de acesso de estrada”, afirma José Odécio, representante da Abih (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira) da região de Tibau do Sul.

Segundo Odécio, o preço da passagem do voo direto Natal-Lisboa é um dos problemas enfrentados para atrair mais turistas. “Essa passagem hoje custa 950 euros [cerca de R$ 2.500], o que torna uma viagem cara. Já tentamos negociar, para ver se esse preço não poderia ser menor, mas até hoje não conseguimos”, afirma. “Pipa viveu um auge nos anos 2005, 2006, mas depois caiu. Hoje o turismo regional e nacional representa 90% do total. O ideal era que fosse 50%”, diz.

Outro problema questionando pelo setor é a falta de divulgação do destino em outros países. “Hoje essa divulgação não existe mais. O governo do Estado deixou de vender o destino”, conta Odécio.

A crise causou desemprego e aumento os problemas sociais na cidade. “Está faltando emprego por causa do turista que não está chegando. Uma temporada dessa, entre agosto e setembro, dava muito movimento, a Pipa ficava lotada. Mas agora tem semana que restaurante não vende uma água sequer”, conta o recepcionista Dárcio Martins da Silva, que culpa a gestão municipal por parte dos problemas. “Não se investe e cobra-se imposto muito alto.”

Em nota encaminhada ao UOL, a Secretaria de Turismo do município negou que tenha deixado de divulgar o destino fora do país, e cita que a crise europeia é o principal motivo para a derrubada do número de turistas. “O Estado vem enfrentado essas dificuldades de maneira semelhante ao que já acontecia no passado, participando de todas as feiras importantes europeias e sul-americanas”, afirma o texto.

“A estrada não é boa, mas devagar você chega tranquilo”

  • Leandro Moraes/UOLTibau do Sul tem asfalto precário; veja mais imagens clicando na foto

Além da infraestrutura urbana precária, o acesso à praia de Pipa para os turistas também é marcado por problemas, como falta de sinalização e de acostamento em boa parte do trecho. “A estrada não é boa, mas devagar você chega tranquilo”, avisa um frentista do posto de gasolina na BR-101, que fica na esquina da estrada de acesso a Tibau do Sul.

Mas a falta de estrutura poderia ter sido resolvida, caso a rodovia anunciada pelo poder público há mais de três anos tivesse sido construída. O UOL tentou contato com o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) do Rio Grande do Norte, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. Segundo anúncio do governo do Estado em maio deste ano, a obra estaria parada há mais de um ano por conta da falta de liberação de recursos federais. A obra, que consta no Orçamento Geral da União, tem custo de R$ 45 milhões, mas teria apenas 1% do total liberado até aquele momento, segundo informou o Estado.

UOL: Com hospitais superlotados no RN, mães dão à luz em cadeiras; espera em emergência chega a 24h

Aliny Gama e Carlos Madeiro
Do UOL, em Natal

Com a crise na saúde pública e a greve dos médicos, que já dura 80 dias no Rio Grande do Norte, os pacientes que necessitam de atendimento de emergência estão sofrendo com a demora nos hospitais de Natal.

Relatos colhidos pelo UOL apontam que a demora para receber o primeiro atendimento chega a 24 horas no hospital Walfredo Gurgel, maior emergência do Estado. Além disso, os pacientes são obrigados a ficarem internados em macas de hospitais pelos corredores por conta da falta de leitos. Há problemas de superlotação também nos hospitais pediátricos e maternidades, com registro de mortes de mães e bebês.

A dona de casa Terezinha Bezerra Costa, 51, contou que passou 24 horas sentada em uma das cadeiras da recepção do Walfredo Gurgel, quando finalmente foi transferida para uma das macas no corredor do hospital. Na noite do último dia 12, Costa reclamou à reportagem da demora na assistência médica. “Passei a noite gemendo de dor, com esse braço inflamado devido às várias fístulas e abcessos. Estou com febre e apenas uma enfermeira passou por aqui para dar uma olhada, mas os médicos passam e não param para me atender.”

Reprodução/José Madson Vidal/Twitter
Madson Vidal - Mulher espera em cadeira hora do parto

Segundo relato do médico anestesista Madson Vidal, duas gestantes morreram em junho em busca de vagas em maternidades durante o trabalho de parto. “Imagine essas famílias pobres, que se preparam com enxoval, berço e tudo mais, e no final de tudo recebem, em vez de um bebê, dois caixões em casa. Isso é desumano”, disse.

Vidal também afirmou que a superlotação nas maternidades está obrigando gestantes a darem a luz em locais inadequados. O médico publicou uma foto, pelo Twitter, mostrando uma gestante deitada em duas cadeiras por falta de leito. A imagem teria sido captada no último dia 16. “Quem aqui suportaria ou aceitaria ver a sua esposa humilhada e maltratada desta forma para dar a luz um filho seu? Dói muito”, escreveu o médico.

Para tentar ajudar os pacientes, ele e um grupo de pessoas em Natal criaram a Amico (Amigos do Coração da Criança), uma instituição fundada para ajudar crianças cardiopatas que não têm condições financeiras de se manter após se submeterem a cirurgias cardíacas. “São médicos, promotores de Justiça, advogados e outros profissionais que se sentem desconfortáveis com a situação das crianças cardiopatas carentes e resolveram ajudar porque sempre operávamos uma criança, numa cirurgia complicada, mas bem sucedida, e depois sabíamos da notícia de que aquele paciente havia morrido de desnutrição, de falta de assistência básica em casa por ser pobre.”

Segundo o médico, a falta de atendimento em maternidades da capital gerou superlotação também na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). “Existe uma boa estrutura para atender as mães no local, dentro da capacidade que eles suportam. Como eles atendem mais que a capacidade, porque a rede é deficiente, há a superlotação e os problemas.”

O UOL visitou o local no último dia 13, mas não conseguiu ter acesso às dependências da unidade. Porém, a acompanhante de uma mãe contou que ela foi obrigada a dar à luz em uma cadeira, no último dia 10.

“E não foi porque chegamos em cima da hora do parto: ela já esperava desde a manhã por uma vaga numa enfermaria ou sala de parto para ter o menino, mas não conseguiu. Graças a Deus eles estão bem, pois se dependessem do atendimento daqui estavam mortos”, disse a mulher, que pediu anonimato.

Segundo a acompanhante, mãe e filho ainda estavam internados porque o bebê “engoliu um pouco de líquido [amniótico] e ficou em observação”. “Nesses dois dias que estou aqui, observei que não foi só ela quem pariu em cima de uma cadeira. Outras mulheres –acho que umas quatro ou cinco– também ficaram na mesma situação constrangedora, com todo mundo olhando os nascimentos dos nenéns.”

No dia em que visitou o local, a reportagem tentou falar com o diretor da maternidade, Kléber Morais, mas foi informada que ele estaria viajando, sem prazo para retorno. O UOL também tentou falar com a diretora médica da unidade, Maria da Guia, mas foi informado que a obstetra não poderia atender porque estava ajudando nos partos que estavam sendo realizados no dia 13. Esta semana, a reportagem tentou novamente falar com o diretor da maternidade, mas foi informado que ele ainda estava viajando.

Demora na pediatria

No hospital pediátrico e maternidade Dr. José Bezerra, conhecido como hospital Santa Catarina, a demora no atendimento também é motivo de reclamação dos pacientes e acompanhantes. Na tarde do dia 12, mães que estavam à espera de atendimento pediátrico se mostraram revoltadas com a lentidão para entrar na fila de atendimento. Sueli Miranda, 35, era uma das dezenas de mães que estavam na fila da pediatria. Miranda relatou que esperou por duas horas na recepção do hospital para que as atendentes fizessem a ficha do filho dela, de um ano e dez meses.

“Elas só me chamaram porque viram que meu filho começou a vomitar. Tem de passar muito mal para ser atendido rápido. Só o trouxe porque já estava com quase 40ºC de febre. Ele dormiu durante tanta espera”, afirmou Miranda, destacando que já estava há uma hora e 40 minutos esperando atendimento.

Raiane Michele da Silva, 25, reclamou que a filha, com suspeita de pneumonia, teve de fazer o exame de raio-x em outro hospital. “Além da demora em fazer uma ficha, enfrentar a fila desse corredor, estou obrigada a esperar novamente para mostrar o exame ao médico. Chegamos perto de 12h e agora já são quase 16h e não resolvem nada?”, indagou.

A diretora médica do Santa Catarina, Lyenka Pinto, diz que a demora no atendimento ocorre por falta de profissionais para atender à alta demanda de pacientes. “Tem dia em que apenas um pediatra está de plantão. Na semana passada, uma médica passou mal porque não estava dando conta de tantos atendimentos e precisou suspender os trabalhos. Este mês a escala de médicos plantonistas de 24 e 12 horas só vai dar para chegar até o dia 25. Se não chegar reforço de novos pediatras, vamos chamar o sindicato para homologar a suspensão das atividades do hospital no setor de ambulatório”, explicou.

Investimentos

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, entre as principais medidas para enfrentar a crise na saúde estão a implantação de mais cem leitos, sendo 60 deles de imediato no Hospital Universitário. Outros 63 novos leitos de UTI devem ser criados em 180 dias.

Haverá também um investimento de R$ 12 milhões para reforma e compra de equipamentos para os quatro principais hospitais de referência da região metropolitana de Natal. O prazo de conclusão das obras é de 60 dias. O Estado também promete reabastecer as unidades de saúde, que sofrem com a falta de medicamentos e insumos, em até seis meses.

O repasse mensal aos hospitais da rede também terá um aporte de R$ 600 mil para tentar melhorar o atendimento. Uma força-tarefa está programada para tentar zerar a fila de cirurgias ortopédicas em 60 dias.

No dia em que foi decretada calamidade pública na saúde do Estado, em 4 de julho, o secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Isaú Vilela, afirmou que o hospital Walfredo Gurgel tem capacidade para atender 288 pacientes por dia, mas estaria atendendo a uma média de 450 pessoas.

Segundo a governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), praticamente todos os municípios do Estado têm gestão plena de recursos de saúde e devem fazer sua parte no processo. “O município recebe o recurso, mas não resolve as demandas e encaminha para os hospitais de outras redes. Acaba se pagando duas vezes para que a pessoa tenha o atendimento necessário”, afirmou.

UOL: Pacientes pagam por remédio gratuito e ficam em macas sem lençóis em hospitais do RN

Com calamidade pública decretada na área da saúde desde o dia 4 de julho, os hospitais do Rio Grande do Norte enfrentam problemas com o desabastecimento de remédios e falta de material básico para atendimento. Os pacientes e acompanhantes reclamam da situação e alegam que são obrigados a pagar por remédios que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

Foto 4 de 31 – Paciente espera atendimento em uma maca sem lençol, colocada junto com extintor de incêndio devido à falta de espaço nos corredores do Walfredo Gurgel, em Natal (RN). Doentes e acompanhantes dizem que o caos é constante e a cena da superlotação nos corredores é comumMais Carlos Madeiro/UOL

Durante três dias, a reportagem do UOL visitou três dos principais hospitais de Natal e constatou uma série de problemas, entre eles falta de remédios, equipamentos e insumos, além de muitos casos de improviso no atendimento.

A rede de saúde sofre com problemas estruturais básicos, como mofo em enfermarias, aparelhos de ar-condicionados quebrados e falta de espaço para atender a demanda dos pacientes.

No hospital Walfredo Gurgel, o maior de urgência e emergência do Estado, muitos pacientes são obrigados a ficar em macas nos corredores, com colchões sem lençóis. A maioria dos que têm lençóis para forrar macas e camas alega que o material é trazido de casa.

As macas se apertam nos estreitos corredores, que mais lembram um cenário de um hospital de guerra. Logo na entrada da emergência muitos pacientes estão internados de forma improvisada e recebem atendimento precário por conta da greve dos médicos. Durante a visita feita pela reportagem do UOL, pelo menos oito pacientes foram vistos internados em colchões sem lençóis.

“Dizem que isso aqui é a guerra, mas acho que na guerra é melhor, pois pelo menos eles têm boa vontade e atendem a pessoa, mesmo sem estrutura”, contou um paciente com uma lesão na mão direita, que aguardava atendimento de um especialista há mais de 20 horas.

No hospital Ruy Pereira, especializado em atendimento a pacientes com problemas vasculares, a falta de medicamentos e insumos é constante há meses e prejudica o atendimento. As condições precárias da unidade já causaram um surto de superbactérias que matou duas pessoas em um só dia.

Segundo profissionais da unidade, não havia máscaras para atendimentos, por exemplo. Vários medicamentos também estavam em falta. Segundo os relatos, a carência é antiga e se agravou nos últimos meses. Há um ano, a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) não possui um aparelho de raio-x, que realizada um exame considerado básico para pacientes internados.

No hospital pediátrico José Bezerra (mais conhecido como hospital Santa Catarina), a falta de suprimentos é rotina tão constante que os funcionários da unidade criaram um sistema de rodízio para não deixar faltar água, luvas e outros insumos básicos, além de compras imediatas de medicamentos.

“No quadro de avisos colocamos uma tabelinha com os nomes dos contribuintes para pagamento da água para não ficarmos com sede. Todo mês, cada um dá R$ 20 para a cota da compra de garrafões de água, mas muitas vezes temos outras despesas extras para compra de luvas, gazes, álcool em gel e até papel higiênico”, diz a médica pediatra Lyenka Pinto. “Já as máscaras também somos nós que custeamos. Cada um tem sua caixinha guardada porque aqui não tem há muito tempo no estoque.”

A pediatra, que também é coordenadora clínica do hospital, disse que com a falta de medicamentos no Santa Catarina muitas vezes os médicos tentam conseguir amostras grátis com representantes de remédios ou ainda tiram do próprio bolso para poder atender a um paciente em estado grave.

“Sofremos antes, durante e depois de cada plantão devido a falta de estrutura no Santa Catarina. Tenho 17 anos como médica no Estado e nunca vi uma situação tão precária como esta que estamos vivenciando. É uma falta de tudo”, disse a médica.

No hospital, apesar das carências, existem equipamentos que nunca foram usados e estão encaixotados há cerca de dois anos depois que foram enviados pelo Ministério da Saúde.Entre eles estão dois conjuntos de aparelhos de raio-x e equipamentos para abertura de 10 leitos de UTI neonatal ou pediátrica.

Paciente tem que comprar analgésico para pós-operatório

Por conta da falta de remédios, muitos pacientes que recebem atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são obrigados a comprar medicamentos que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

“A cirurgia do meu pai está marcada para ocorrer amanhã ⎚ de julho] , e tive que vim aqui pegar a receita com o médico para comprar o medicamento para dor no pós-cirúrgico”, conta Maria Lourdes Basílio, que acompanha o pai, Damião Baracho, 73 –que passaria por uma cirurgia de amputação de dedo, devido a complicações da diabetes, no hospital Ruy Pereira. O remédio indicado pelo médico foi o Tramal, um analgésico para dores moderadas e fortes.

A cirurgia de Damião, que deveria ser realizada em até 48h, pela gravidade do problema, só aconteceria dez dias após a entrada dele no hospital. A demora, segundo Maria de Lourdes, ocorreu por falta de médicos, que estão em greve há mais de 70 dias. Nesse período de internação, ela contou que também foi obrigada a comprar outro medicamento, o Cilostazol (indicado para tratar problemas circulatórios). “Cada caixa custou R$ 41. Muito caro para quem não tem dinheiro sobrando.”

Com trombose arterial, Benedita Fernandes de Brito, 41, deu entrada na emergência do hospital Walfredo Gurgel em junho. Por conta da falta de medicamentos e demora no atendimento, ela teve a perna amputada, segundo contou a irmã da paciente.

“Faltou o medicamento que o médico indicou, o que resultou na ampliação do problema. Ela está consciente do que aconteceu, e sempre a pessoa fica revoltada. Agora não sei o que vamos fazer”, contou Damiana Fernandes.

Ações e respostas do governo

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, divulgado no último dia 4 de julho, quando o Estado decretou calamidade pública na Saúde, o governo afirmou que vai investir R$ 5 milhões para garantir o “abastecimento imediato das necessidades básicas dos hospitais da rede pública estadual”.

Em nota encaminhada ao UOL, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte alegou que “a crise na saúde do Rio Grande do Norte é histórica. Qualquer busca rápida no Google (nos anos de 2006, 2007, 2008…) vai encontrar as mesmas manchetes, que anunciam a falta de leitos de UTI, macas no Hospital Walfredo Gurgel e a ambulancioterapia (sic).”

O órgão alegou ainda que “algumas medidas estão sendo tomadas para organizar  e moralizar os serviços de saúde, como a implantação do ponto eletrônico e o chamamento de profissionais  que hoje estão cedidos a órgãos não ligados ao SUS.”

“No plano estão contempladas ações como reforma e equipagem das principais unidades hospitalares da região metropolitana de Natal, reforma de sete hospitais regionais, que serão centros de referência no atendimento de média e alta complexidade, implantação de 125 leitos novos leitos de enfermaria e 63 leitos de UTI, ampliação do SAMU para atender 72% da população e implantação da Central de Regulação”, complementa a nota.

UOL: Sem remédios e equipamentos, hospital do RN tem surto de superbactérias e mortes

Aliny Gama e Carlos Madeiro
Do UOL, em Natal

A contaminação de pacientes por superbactérias está preocupando médicos e pacientes do Hospital Estadual Ruy Pereira, em Natal (RN). A unidade, inaugurada em outubro de 2010, tem cerca de 85 leitos e é referência no atendimento a pacientes com problemas vasculares no Rio Grande do Norte. Na unidade são realizadas cirurgias eletivas e internações –há no local uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com quatro leitos.

Por conta da crise na saúde –com desabastecimento dos hospitais, greve dos médicos e falta de leitos nas unidades– o governo estadual decretou calamidade pública na urgência e emergência de todo o Estado no último dia 4. O poder público pretende resolver os principais problemas do setor em 180 dias –prazo de validade do decreto.

Segundo profissionais ouvidos pelo UOL, o hospital Ruy Pereira não possui equipamentos adequados para tratar pacientes com infecções, o que leva a proliferação de bactérias de difícil tratamento.

No dia da visita da reportagem ao local, na última quinta-feira (12), o médico plantonista Pedro Raimundo Souza contou que foram registradas duas mortes de pacientes por infecção de superbactérias. “Essas mortes estão ligadas às condições precárias do hospital”, disse, relatando uma série de problemas na unidade.

Segundo o médico, duas superbactérias estão contaminando vários pacientes do hospital: a acinetobacter e a pseudomonas. Há falta de antibióticos para combater as infecções.

“Quando fazemos o teste e é apontada uma superbactéria nós fazemos o isolamento do paciente em uma enfermaria. Mas acontece que, devido à insuficiência de equipamentos e instrumentos, que são compartilhados com todos os pacientes, a bactéria sai passando de um para o outro”, explicou Souza, citando que as duas bactérias são bastante resistentes a tratamentos. “É difícil o tratamento. O melhor remédio muitas vezes não faz efeito. A gente luta, mas na maioria a gente perde para a acinectobater.”

O médico afirmou ainda que a bactéria fica mais resistente porque ocorrem faltas rotineiras de medicamentos para o tratamento. “O que ocorre também é que ministramos, por um determinado tempo, o antibiótico, mas o paciente fica sem a defesa. Quando o tratamento é interrompido, devido à falta da medicação, a bactéria fica mais resistente.”

O médico plantonista Luciano de Morais Silva afirma que a UTI do hospital também sofre com o desabastecimento e desaparelhamento. “A gente está sem exame de raio-x há um ano. Todo paciente aqui a gente drena o tórax, acompanha com pneumonia, coloca e tira do respirador sem ter um exame. Ou seja, a gente faz tudo como herói, vendo apenas clinicamente.”

O filho de um paciente de 70 anos, que não quis revelar o nome, relatou que o pai pegou duas superbactérias e está em estado grave. “Ele tem úlcera e foi internado. Depois, foi diagnosticado com infecção. Fizeram exame e foi detectado um tipo de superbactéria, e ele agora pegou outra aqui, nesse hospital”, afirmou.

Sem equipamentos e material

A contaminação em série, segundo os profissionais ouvidos pela reportagem, é causada pela falta de equipamentos para garantir o isolamento completo de contato. No hospital, faltam tensiômetros e otoscópios individualizados para os pacientes infectados. Termômetros também são considerados “artigos de luxo” na unidade. “Aqui, a gente faz que nem no interior: bota a mão e vê se está quente”, disse uma auxiliar de enfermagem.

Os profissionais se queixam da falta de luvas, máscaras e até da escassez de lençóis. Além disso, muitas vezes falta álcool em gel para higienização.

“É o atendimento deles [pacientes] que fica prejudicado, porque a gente precisa priorizar esses cuidados, mas temos também que pensar na nossa segurança. Infelizmente não temos como trabalhar sem material, sem o mínimo de condições”, disse Ivânia Martins, técnica de enfermagem da UTI.

Medidas

UOL encaminhou questionamentos à Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte na manhã da segunda-feira (16), mas até o fechamento dessa matéria não recebeu resposta.

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, divulgado no último dia 4, quando decretou calamidade, o hospital Ruy Pereira deve ganhar mais 25 leitos até o início de agosto, assim como outras seis vagas de UTI em 90 dias. Com isso, a unidade deve ajudar a desafogar o hospital Walfredo Gurgel, referência no atendimento em urgência e emergência em Natal.

Sobre a falta de medicamentos, insumos e equipamentos, o governo também informou que vai investir R$ 5 milhões para garantir o “abastecimento imediato das necessidades básicas dos hospitais da rede pública estadual”.

O governo do Estado informou ainda que os gestores da área metropolitana de Natal já foram convocados para pactuar medidas para a rede de urgência e emergência.

Segundo o secretário Nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, o plano elaborado para o Estado deve resolver o problema em médio prazo e “mudar por completo” o cenário de caos da saúde.

“Decretar calamidade foi uma atitude debatida conosco [do Ministério da Saúde] e uma ação corajosa e determinada do governo do Estado. Com isso, teremos várias contratações de leitos, relocação de pessoal, obras estruturantes agilizadas, pois a situação é grave, e a população está sofrendo muito. Nós temos um plano em curto, médio e longo prazos. É um plano muito bem elaborado e acreditamos que o Estado vai dar uma virada”, finalizou.

 

 

Greve da UERN é destaque no Portal UOL

A greve na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte volta a ser destaque no Portal Uol, um dos principais portais de notícia do país.

Segue texto na íntegra

Seis meses após maior paralisação da história, professores da Uern entram em greve novamente

Seis meses após encerrarem a maior greve da história da instituição, que durou 106 dias, os professores e técnicos da Uern (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte) decidiram, nesta quinta-feira (3), realizar uma nova paralisação. O motivo, segundo a categoria, foi o não cumprimento do acordo fechado com o governo em setembro de 2011. Ao todo, 13 mil alunos podem ficar sem aulas.

Após o movimento no ano passado, o governo do Estado ofereceu reajuste de 27,7%, dividido em três anos. A primeira parcela do reajuste seria paga em abril, com aumento salarial de 10,65% –os demais reajustes seriam dados em 2013 e 2014. Mas a primeira parcela não foi paga, já que o Estado alegou estar no limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) para cumprir o acordado, e os professores decidiram retomar a paralisação.

A informação de que não seriam contemplados em abril, como acordado, foi dada pela própria govenadora, Rosalba Ciarlini (DEM), em audiência com representantes dos professores na noite da última quarta-feira (2).

No dia seguinte, os professores realizaram uma assembleia, quando foram informados da decisão do Estado e decidiram paralisar novamente as atividades. “Estranhamente o governo rasgou o acordo. Estávamos tranquilos, mas quando olhamos os salários de abril tivemos a surpresa. A categoria se sentindo traída pelo governo e decidiu retomar a greve”, explicou o presidente da Aduern (Associação dos Docentes da Uern), Falubert Torquato.

Torquato afirmou que o percentual foi ofertado durante as negociações de 2011 e ficou abaixo do que era pedido. “O mais estranho é que esse percentual foi oferecido pelo próprio governo, que disse que fez todos os cálculos e que era possível. Ou seja, deu com uma mão e tirou com a outra”, lamentou.

Segundo o presidente da Aduern, a categoria está “indignada” e “revoltada” com a postura do governo. “Vamos agora exigir! Só voltamos com aquilo que o próprio governo prometeu. Vários pontos foram descumpridos do acordo, visto que a universidade enfrentando uma nova crise, com contingenciamento de recursos. O governo tem virado as costas para a universidade, e está passando por mais esse vexame”, finalizou.
Sem recursos

Em nota, o governo do Estado afirmou que a governadora reconhece a legitimidade do acordo, mas alegou impedimento legal para aplicar o reajuste em abril, como prometido. Ela se comprometeu a encaminhar para a  Assembleia, até a tarde desta sexta-feira (4), o projeto de lei que trata do aumento salarial para os servidores da Uern –mas sem garantia de data de aplicação.

O governo disse ainda que os acordos firmados serão cumpridos, mas apenas quando forem feitos dentro da “legalidade e obedecendo à LRF.” Segundo o Estado, a folha da Uern custa R$ 14,5 milhões ao mês, e um reajuste de 10% implicaria em ultrapassar o limite das despesas com percentual estabelecidas pela LRF –que é de 49% da receita corrente líquida. Segundo o governo, o Estado utiliza hoje 48,35% da receita para pagar servidores.

Também na nota, o reitor da Uern, Milton Marques, classificou a greve como um “desgaste” para professores, funcionários e alunos. “É desagradabilíssimo. Já estamos iniciando um semestre com muito atraso, isso [a greve] representa uma perda para a instituição junto aos órgãos de fomento e convênios, sem falar nos atuais programas desenvolvidos pela Universidade que não podem simplesmente parar”, disse.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ai118 disse:

    É o RN aparecendo para o país!!! Como diria o narrador Milton Leite da Sportv: "Que Beleza!"