Onde a dengue é mais alarmante é onde menos se tem ação para combate

Apesar do crescente número de casos de dengue, considerado alarmante pela Secretaria Estadual de Saúde, os municípios mais afetados pela epidemia ainda não definiram seus planos de ação para conter a doença. Segundo a subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica, esses planos estão sendo produzidos, sob a supervisão da Sesap, mas ainda não foram finalizados. O Ministério da Saúde incrementou o repasse de 35 municípios, considerados de alto risco, em 20%. A Sesap realizou uma entrevista coletiva na manhã de hoje para explicar a situação da dengue no Estado.

Em 2012 já foram notificados 13.724 casos até a semana 20, sendo que 31 óbitos são suspeitos de terem sido causados pela Dengue, o que chama a atenção para os casos graves da doença, que afeta todo o Estado, que possui 62 municípios com alta incidência da Dengue.

A prevenção da Dengue depende também de uma coleta regular de lixo e materiais como pneus, um eficiente sistema de abastecimento de água, que reduz a necessidade de armazenamento de água em tonéis, ações educativas desenvolvidas nas escolas, entre outras ações a serem desenvolvidas de forma conjunta. Os municípios ficam responsáveis pelo combate preventivo à proliferação do mosquito.

Fonte: Tribuna do Norte

RN é 7º do país no ranking da dengue

Os números de casos suspeitos e confirmados de dengue não param de crescer. O Rio Grande do Norte é o sétimo estado no ranking de notificações da doença. Em Natal, dados do último boletim registrado mostram 4.586 casos de dengue clássico e 297 casos de dengue grave. Uma vacina contra a doença está sendo elaborada e deverá ser lançada no próximo ano e produzida em 2014, mas, de acordo com especialistas, sem a mudança de cultura da população no tocante à prevenção, o cenário não sofrerá alterações.

Júnior SantosPopulação é maior responsável por acabar com focos do mosquitoPopulação é maior responsável por acabar com focos do mosquito

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pela secretaria Municipal de Saúde (SMS), as zonas Leste e Oeste da capital lideram o número de notificações. O resultado permanece inalterado em todos os levantamentos. Bairros como Felipe Camarão, Mãe Luiza, Ribeira e Petrópolis figuram entre aqueles onde há mais registros de pessoas com a doença e quantidade de focos do mosquito Aedes Egypt. “De um lado temos pessoas que têm problemas com abastecimento d’água e precisam armazenar o líquido. Isso, na maioria dos casos, é feito sem o devido cuidado e acabam surgindo os criadouros do mosquito. Do outro, há uma dificuldade em fazer um trabalho de prevenção nas residências”, explica o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, Lúcio Pereira.

Os gestores de saúde pública conhecem os números e sabem onde estão os problemas mais graves. Mas com essas informações, porque não é possível mudar a realidade? Para o médico infectologista, Kleber Luz, sem uma ação integrada e bem articulada entre os governos Federal, Estadual e Municipal junto à população, não haverá resultados positivos. “Não adianta colocar milhares de agentes de combate a endemias nas ruas se a população não colaborar. É preciso conscientização antes de tudo”, informa.

O médico informa ainda que a população tem uma ideia equivocada de que a doença é transmitida por mosquitos vindos da casa do vizinho. Segundo o profissional, a desculpa de que “se eu fizer tudo direito, mas o meu vizinho não fizer, não adianta nada” é errada. “O mosquito que lhe pica estão na sua casa. O mosquito não sai de uma casa para outra. A fêmea põe os ovos num lugar e, naquele mesmo espaço, procura o sangue”, explica.

De acordo com a secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), os números preocupam, mas o resultado ao fim do ano não deve ser pior que ano passado.  Em 2011, a secretaria registrou 13.252 casos de dengue do tipo clássico e  62 óbitos suspeitos. A sétima semana epidemiológica da Sesap, que foi até o dia 28 de abril, apresentava 28 mortes suspeitas, sendo três descartadas e duas confirmadas. “Estamos agindo precocemente nos municípios onde há um aumento no número de suspeitas da doença para evitar um problema maior”, explica Kristiane Fialho, coordenadora do Programa Estadual de Dengue.

A ação principal, diz Fialho, é a utilização dos conhecidos carros-fumacê [veja tabela]. Esse ano, 18 municípios receberam a visita de equipes da Sesap. Em Natal, os bairros atendidos pelo sistema foram: Igapó, Alecrim, Quintas, Bom Pastor, Nordeste e Dix-Sept-Rosado. “Acreditamos que com esse trabalho não teremos uma epidemia como a do ano passado. É natural que haja uma diminuição no números dos casos a partir de junho. Isso deve acontecer também esse ano”, disse.

Com o início do período chuvoso, a população redobra a preocupação com a possibilidade de proliferação do mosquito Aedes Egypt. Porém, de acordo com Kleber Luiz, o problema maior é quando há estiagem. “Muita chuva acaba transbordando os locais onde há acumulo de água e a larva morre, cai no chão. Não é apenas com a presença de chuvas que teremos dengue. Observa-se esse ano. Não tivemos muitas chuvas e, no entanto, o número de casos é maior que o do ano passado em Natal”, pondera.

O especialista orienta a população à procurar um posto médico quando surgirem sintomas como febre, dor de cabeça e no corpo. “Os diabéticos, hipertensos e a população de pele branca deve redobrar os cuidados porque estão mais susceptíveis à complicações, especialmente se contraírem a doença por mais de uma vez”. Além disso, explica o médico, os profissionais de saúde precisam saber como manejar a doença. “Para tanto, o Ministério da Saúde disponibilizou, em seu site, um curso simples que qualquer um pode ter acesso”, afirma.

Fonte: Tribuna do Norte

Secretaria de Saúde confirma mais dois casos de H1N1

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), confirmou mais dois casos da Influenza A (H1N1) no Rio Grande do Norte. No ano de 2012 foram recebidas 48 notificações para H1N1, sendo 09 casos confirmados, 15 descartados e o restante ainda sob investigação.

Os dois novos casos confirmados foram de pacientes hospitalizados entre os dias 26 de fevereiro e 14 de março, dos municípios de Lajes e Natal. Ambos passam bem e já receberam alta hospitalar.

De acordo com Stella Leal, responsável pela vigilância da Influenza na Sesap, dos nove casos confirmados, seis são em crianças menores de 14 anos. “É preciso intensificar a vigilância das crianças hospitalizadas”, ressaltou.

O alerta para os profissionais de saúde é para que, diante de casos hospitalizados com febre acima de 38 °C, tosse ou dor de garganta e dispnéia, acompanhada ou não de manifestações gastrointestinais, seja solicitada a coleta de secreção, preferencialmente, ate o 7° dia do início dos sintomas.

Vacinação

Para 2012 o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), lança a14ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no período de 05 a 25 de maio de 2012, sendo 05 de maio, o dia de divulgação e mobilização nacional, tendo como slogan: “Proteger é cuidar”.

Nesta campanha serão vacinados, os idosos com 60 anos e mais de idade, os trabalhadores de saúde das Unidades que fazem atendimento para a influenza, os povos indígenas, as crianças na faixa etária de seis meses a menores de dois anos, as gestantes e a população prisional.

A meta é vacinar, pelo menos, 80% dos grupos elegíveis para a vacinação o que representa aproximadamente 484.283de pessoas no estado do Rio Grande do Norte. Serão 1.746 postos fixos e volantes de vacinação e mais de 8 mil pessoas envolvidas na Campanha.

Justiça determina realização de concurso para agentes de endemias em Natal

Por interino

O Juiz de Direito da 5ª Vara da Fazenda Pública, Airton Pinheiro, abriu prazo de trinta dias para que o Município de Natal providencie a substituição dos Agentes de Endemias que atuam com contratos temporários, conforme acordado em termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado entre o Ministério Público e o poder público municipal.

A  decisão foi proferida no Processo Judicial n.º 0806043-02.2011.8.20.0001, uma Execução de Termo de Ajustamento de Conduta firmado em maio de 2010, no bojo do Inquérito Civil n.º 008/10, da 62ª Promotoria de Justiça, cujo objetivo era acompanhar as contratações temporárias de agentes de endemias e comunitários de saúde no Município de Natal, bem como a realização do concurso público para a regularização desses profissionais e dos agentes de saúde no serviço.

Com base nos argumentos expostos pela representante do MP na petição inicial (precariedade do vínculo desses profissionais, que desenvolvem atividade-fim da Secretaria e, portanto, deveriam ser contratados por concurso público), o juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública abriu prazo de 10 dias no começo do último mês de janeiro para o Município comprovar que havia cumprido os termos do TAC firmado.

Pela inércia do Município (certificada em 13/02/2012), foi proferida a decisão, determinando a obrigação.

O Juiz de Direito determinou a notificação da Prefeita de Natal e da Secretária de Saúde para fins de caracterização de eventuais responsabilidades pessoais por ato de improbidade por ofensa aos princípios da Administração (legalidade e provimento de cargos por concurso público).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cosmomariz disse:

    NOTA
    DE ESCLARECIMENTO SOBRE DECISÃO DO JUIZ DA 5ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE
    NATAL-RN.

    Sou
    Secretário do Sindicato dos Agentes de Saúde e gostaria de esclarecer alguns
    detalhes a respeito do DESPACHO proferido pelo M. Juiz, Airton Pinheiro, da 5ª
    Vara da Fazenda Pública, nos autos do processo nº 0806043-02.2011. 8.20.0001,
    que determina um prazo de 30 dias para o Município de Natal realizar concurso
    Público para substituir os agentes de endemias temporários.

    Em
    2009, o Município de Natal passou por uma epidemia de Dengue e declarou estado
    de emergência, contratando por certame simplificado, 74 agentes de endemias,
    nos moldes do que prevê a Lei Federal nº 11.350 de 05 de outubro de 2006 e Art.
    198, §§ 4º,5º da Constituição Federal. Em 2009, na então Gestão da Ex-Secretária
    Municipal de Saúde Ana Tânia Lopes Sampaio, os contratos foram renovados por
    duas vezes com aval do MP por meio da Promotoria de Defesa da Saúde. Para que
    ocorresse a segunda renovação, eu intervi pessoalmente junto a Promotoria da
    Saúde, tratando do assunto diretamente com a Sra. Promotora Elaine Cardoso e
    com Sr. Procurador do Município, Bruno Macedo. Na época usei como argumento, a
    existência de fortes indícios de uma iminente epidemia de Dengue e que já
    existia um processo administrativo em curso, que tratava da realização de um
    concurso público, para contratação definitiva de mais agentes de endemias.

    A
    Promotora em tela, preocupada com interesse público e, ao mesmo tempo, zelando
    pelas prerrogativas constitucionais garantidas ao MP, antes de autorizar a
    renovação dos contratos por mais seis meses (maio de 2009 a maio de 2010),
    exigiu da Municipalidade, que fosse enviado um Projeto de Lei ao Legislativo
    Municipal, para autorizar o Executivo renovar os contratos e alterando a Lei
    Municipal 080/2007, criando mais 150 vagas para o concurso. Além dessa
    exigência, o MP condicionou a renovação ao um futuro concurso, o que não
    ocorreu, originando portanto, o Termo de Ajustamento de Conduta –TAC, onde o
    Município se comprometeu fazer concurso para suprir a necessidade e não o fez.
    A Prefeitura no final de maio de 2010, conforme havia sido exigido por Dra.
    Elaine Cardoso em discussão conosco, enviou para Câmara o PL 010/2009, que
    depois de aprovado, deu origem a Lei Complementar nº 106 de 05 de junho de
    2009. No final de 2010 os agentes que antes tinham a condição de agentes
    temporários, foram absolvidos pela Lei nº 120/2010 conforme o Próprio
    Procurador informou ao M. Juiz Airton Pinheiro.

    O
    TAC que o Juiz executou na ação Judicial Proposta pelo MP, em referência ao
    Inquérito Civil n.º 008/10, perdeu seu objeto com a edição da Lei Municipal nº
    120/2010 e, indubitavelmente, se refere aos agentes de 2008 e não aos atuais
    agentes contratados para suprir a necessidade emergencial em 2011.

    No
    dia 07 de 02 de 2012, visando urgência na renovação dos contratos dos 150
    agentes de endemias contratados em maio do ano passado e, que teriam seus
    contratos vencidos agora em 07 de fevereiro, procurei o Procurador Bruno
    Macedo, que na ocasião, me informou da existência de um processo na Vara da
    Fazenda Pública e que estava dificultando a renovação dos contratos até o concurso.
    Ele informou ainda que em face desse processo, a Sra. Promotora Iara Pinheiro
    não acatou a renovação. Sabendo dos fatos me dirigi a Promotoria da Saúde e de
    posse do número do processo, descobri que existia uma notificação a ser
    respondida pelo Procurado. No dia seguinte, juntamente com uma comissão,
    compareci a PGM munido de todos os editais e relação de aprovados no Processo
    seletivo de 003/2008 e passei para o Procurador Adjunto, Dr. Heider Neto. Na
    ocasião, em conversa rápida com Procurador Bruno Macedo, o mesmo nos informou
    que o TAC estava invalidado, que o MP era ciente e que pediria audiência com
    Juiz para explicar.

    Nesse
    intervalo de tempo, a solicitação do Juiz não foi respondida e nem os
    documentos que levei a PGM foram colacionados aos autos. Por essa omissão da
    Municipalidade, dia 13/02/2012, o M. Juiz notificou a Prefeitura sobre o
    decurso do prazo e dia 21/02/2012, emitiu DESPACHO dando um prazo de trinta
    dias para Prefeitura cumprir um TAC sobre contratos temporários que não existem
    mais e sobre agentes temporários que já estão efetivos desde 2010.

    O
    grupo de agentes temporários atuais não são os agentes envolvidos nessa Ação
    Civil Pública, e sim, os que foram absolvidos temporariamente pelo Município na
    epidemia do ano passado, depois da anulação do contrato milionário com
    Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), e que precisam
    ser mantidos para evitar uma grande epidemia esse ano. 

    Natal fechou o ano passado com 5 visitas anuais, graças a reforço dado
    com a contratação de 150 agentes temporários, que foram contratados
    temporariamente por 3 e depois mais 6 meses. O segundo aditivo contratual
    venceu dia 07/02/2012, por isso alertei a Prefeitura sobre a importância de
    renovar os contratos novamente, pois como estamos em ano de pleito eleitoral
    local, mesmo que a Prefeitura faça concurso para contratação definitiva de 150
    agentes, como está exigindo o M. Juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, esses
    concursados não poderão mais ser nomeados esse ano. Daí a importância da
    renovação dos contratos por mais um ano.

    Sem os 150 agentes temporários, Natal poderá ser alvo de uma das maiores
    epidemias de dengue, principalmente por causa da circulação do temido sorotipo
    4 e a volta do tipo 1. De nada adianta colocar um plano de contingência que
    visa prevenir a Dengue, sem termos gentes suficientes para fazer trabalho lá na
    ponta, onde o mosquito se reproduz e infesta às pessoas.

    São os agentes de endemias que fazem o trabalho de prevenção, educação em
    saúde, identificação de possíveis criadouros e a eliminação de focos do Aedes
    Aegypti. Falar em prevenir epidemia sem antes se preocupar com esses detalhes,
    é sem dúvida, brincar com a vida.      “Tenho
    certeza que ninguém está disposto a assinar atestados de óbito de pessoas vítimas
    de Dengue”.

    Saúde é um direito de todos e de ver do Estado. Querer resolver em trinta
    dias, um problema que se arrasta há mais de dois anos, é sem dúvida, colocar em
    risco a saúde da população e rasgar o texto Constitucional In Verbis:

    CF DE
    1988:

    “Art. 196 – A saúde é direito de todos e dever do Estado,
    garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
    de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
    serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

    “Art.197 – São de relevância pública as ações e
    serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre
    sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
    diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de
    direito privado”.

     

     

                                                                                                 
                                                                                                                                     _________________________________

    1º Secretário do SINDAS

     

Secretaria divulga panorama da dengue no RN; confira o mapa

Para ver o mapa em tamanho maior, copie e cole na barra do seu navegador

 

O Mapa de Vulnerabilidade (foto) para ocorrência da dengue no Rio Grande do Norte, emitido pelas subcoordenadorias de Vigilância Epidemiológica (Suvige) e Ambiental (Suvam) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), apresenta um panorama da doença no Estado. Quarenta municípios apresentam risco muito alto para epidemia de dengue em 2012.

O documento é produzido com base nos critérios da incidência da doença nos últimos dez anos, índice de infestação e densidade populacional, além de apresentar as áreas de risco de epidemia de dengue nos 167 municípios do RN.

Também foi confirmado pelas subcoordenadorias, através do Laboratório Central Dr. Almino Fernandes/LACEN, dois (02) casos de dengue causado pelo sorotipo 4 do vírus (DENV 4), sendo 01 no município de Alexandria e 01 no município de Guamaré. O diagnóstico foi obtido pela técnica de isolamento viral nas culturas de células C6/36 (técnica padrão ouro), processadas no Lacen.

O Programa Estadual de Controle do dengue, diante da confirmação da circulação do sorotipo DENV 4 recomenda aos municípios:

– O bloqueio de casos tem que ser explorado ao máximo pelos municípios com as batidas de foco e utilização de portáteis, pois no momento o Estado não possui autorização legal para cortar a transmissão utilizando UBV pesado (fumacê);

– A necessidade de reforçar que a rede de atenção à saúde esteja atenta para o aparecimento dos primeiros casos, solicitando coleta para sorologia e isolamento viral de todos os casos suspeitos de dengue;

– As vigilâncias epidemiológica e ambiental devem permanecer em alerta no sentido de tomar todas as medidas necessárias, tendo em vista a magnitude da doença;

– As secretarias municipais de saúde devem intensificar o sistema de notificação de casos suspeitos em toda a rede de serviços de saúde e inserir imediatamente estes dados no SINAN para que a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde possam monitorar todos os casos suspeitos;

– Investigação de campo para a determinação da amplitude da circulação do DENV-4 na área de ocorrência do caso, com visitas casa a casa pelos agentes de endemias e agente comunitário de saúde para identificação de novos casos suspeitos;

– Intensificar atividades de educação em saúde e mobilização social.

Dengue

A dengue é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que possui quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). É transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti infectado. Ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

Agentes da dengue nem voltaram e já ameaçam parar

Deu na Tribuna

O Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindas) protocolou ontem, na sede da Prefeitura e na Promotoria da Saúde, o ofício nº 091/2011. O documento reforça o retorno dos agentes municipais ao serviço na próxima segunda-feira, mas condiciona a volta ao trabalho a abertura de negociação com a Prefeitura.

“Nós decidimos voltar ao campo. Mas se a prefeita não atender nossa reivindicação, iremos parar novamente na quinta-feira”, destacou o secretário do Sindas, Cosmo Mariz.

Recomeço

Apesar do cancelamento do contrato da Prefeitura de Natal com o Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), a recém-empossada secretária municipal de Saúde, Maria do Perpétuo Socorro Nogueira, prometeu ações  enérgicas no combate ao aedes aegypti.

A anulação do acordo trouxe consigo um legado de consequências negativas para as ações contra a dengue em Natal. Por outro lado, oxigenou a vontade dos agentes de saúde municipais de  retomarem ao trabalho e começarem um novo ciclo de visitas aos domicílios. O trabalho, porém, não será fácil. Um novo Levantamento Rápido de Infestação (LIRA) deverá ser feito nos próximos dias para mensurar os índices e subsidiar a coordenação das ações.

De acordo com o coordenador do Programa Municipal da Dengue, Alessandre Medeiros, os 150 agentes terceirizados pelo ITCI serão incorporados pela Prefeitura. Com ressalvas, porém.

O contrato firmado entre eles e o ITCI será finalizado para dar lugar a um acordo com o Município. Informações sobre  a manutenção ou revisão dos salários não foram repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde.
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Natal fora do risco de epidemia de dengue

Natal recebeu uma grande notícia do Ministério da Saúde.

Pela primeira vez em 12 anos, a cidade foi considerada fora do risco de epidemia de dengue. A avaliação positiva levou em conta os dados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypt (LIRAa). Aplicada em todas as regiões do Brasil, a metodologia revelou que para cada 100 domicílios visitados em Natal, 0,8% havia a presença do mosquito da dengue. Conforme preconiza o Ministério da Saúde, o município não corre risco de epidemia de dengue por apresentar índice abaixo de 1%.

O fato é inédito.

Fonte: PMN

Dengue já matou doze esse ano. Para completar, agentes podem entrar em greve

Tribuna do Norte:

A dengue já matou 12 pessoas no Rio Grande do Norte somente nos seis primeiros meses deste ano. Este número é maior que o registrado ao longo de todo o ano de 2010, que teve 11 mortes confirmadas. Além dos casos confirmados, há mais 22 óbitos sob análise. No total, a Secretaria Estadual de Estado da Saúde Pública (Sesap) registrou, até o dia 25 de junho, 15.722 casos suspeitos da doença. Destes, 5.377 foram confirmados. Os números completos da 25ª semana epidemiológica serão divulgados na tarde de hoje. Natal, continua liderando o número de casos, mas  as cidades de Mossoró, Macaíba, Parnamirim, Taipu, Jandaíra, Boa Saúde, Monte Alegre e Pedro Avelino também contabilizam mortes em decorrência da doença.
De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Combate à Dengue, Kristiane Fialho, os novos números revelam duas preocupações: entre os óbitos confirmados, 4 são crianças na faixa etária de quatro meses a sete anos de vida; além disso, o número de casos da dengue tipo 4 aumentou. “Chama atenção o município de Santa Cruz. Lá, até agora, foram registrados cinco casos da dengue causados pelo sorotipo 4. Há suspeitas também no município de São José do Campestre”, revela.

Sobre a contaminação em crianças, a Sesap, afim de orientar os médicos pediatras, realizou, na noite de ontem, uma palestra com o médico infectologista Kleber Luz, na sede da Associação Médica do Estado. “Os profissionais de saúde, especialmente os pediatras, ainda se confundem ao detectar se as crianças estão com dengue”, diz Kristiane.

Agentes de Parnamirim estão em greve e os de  Natal podem aderir

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Emergência na Prefeitura

Natal durante 411 anos ficou conhecida como a capital do Sol e do seu povo hospitaleiro. Atualmente, Natal está conhecida como a capital do LIXO e dos Buracos. Aonde for possível imaginar, tenham certeza que lá, irá ter buraco e lixo. Sim, coloque nessa conta o mosquito da Dengue também.

Pois bem, todos os projetos da Prefeitura no ano de 2011 se resumem a projetos de emergência, são tantas emergências que a mais grave a própria Prefeita não percebe.

Emergência virou moda na Cidade, primeiro foi à emergência do mosquito da Dengue que não vela nem comentar mais o tamanho descaso na prevenção e principalmente no combate. Depois, veio a emergência das chuvas, se qualquer especialista em meteorologia chegar a Natal e souber que a capital decretou estado de calamidade por causa das águas de São Pedro ele pede internação de alguém.

Agora de manhã, o Secretario Carlos Paiva na Intertv Cabugi decretou estado de emergência na malha viária de Natal, mais uma emergência para chegar dinheiro das belíssimas tetas do Governo Federal. Eu, em toda minha vida nunca tinha visto uma prefeitura decretar emergência para tapar buracos, uma prefeitura que não tem condições de tapar seus próprios buracos vai tapar o que?

Não me venham criticar se daqui a uma semana cair um pé d’água em Natal e alagar tudo, estou escrevendo essa linha no dia 13/05. A Calamidade das águas foi decretada desde a semana passada,

Eu tento me controlar para não ficar falando na Prefeitura, mas as bizarrices são muitas.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sandro disse:

    Acho que a única emregência que essa cidade está passando chama-se incompetência. O secretário que foi dar a entrevista até para falar estava difícil. Eu não sei, mas me pareceu que ele assumiu totalmente sua incompetência administrativa quando falou que os buracos estão aí desde de sempre mas agora é motivo de emergência… ridículo!

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  3. Thiago Raphaell disse:

    O pior buraco ñ é o da rua e sim o dos cofres da prefeitura.

Natal, ficção ou realidade?

Desde o dia da publicação do contrato da ITCI no diário oficial que, a Prefeitura não conseguiu dar um passo no rumo certo. Primeiro, a Prefeitura defendeu o contrato, que era uma urgência e o dinheiro federal só viria se fosse carimbado para essa rubrica. Depois o proprietário do instituto afirmou numa conversa informal com o presidente do sindicato dos agentes da dengue, que passaria muito mais do que 90 dias prestando serviço. Após grande clamor da população, pressão da imprensa e os órgãos de fiscalização entrar em campo, as coisas começam a se mostrar mais graves do que as suspeitas. A Prefeita ao vivo e a cores defendeu na sua TV no programa de Salatiel de Souza, que não iria abrir mão dos contratos emergenciais, pela qual a Prefeitura tinha feito, em seguida afirmou ao Promotor Luciano Ramos que não tinha conhecimento desse contrato com a ITCI e que tudo tinha sido feito dentro da Secretaria de Saúde e pelo secretário,  que sequer conhecia essa empresa. O Blog do BG fez uma matéria sobre isso no dia 06 de maio. Depois o próprio secretário disse no Tribunal de Contas que a Prefeita sabia de tudo, que tinha conhecimento de tudo. Hoje o secretário confirmou que está de saída, afirmou ainda que não tinha autonomia para contratar e descontratar, que tudo era feito e aprovado pelo Gabinete Civil através do seu secretário Kalazans Bezerra.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Romeiro disse:

    Acho melhor a borboleta abrir a boca logo e tratar de comer todos esses mosquitos que estão infestando a nossa cidade. Ou entao basta ordenar/ pedir aos seus pupilos para cada um colocar a roupa de homens fumace e sair pelos bairros combatendo essa epidemia. Pensando bem: nem assim convenceria a população. O que falta mais, heim?

Contrato da PMN com a ITCI chega a Mídia Nacional

PATRÍCIA BRITTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA São Paulo

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV) tem até a próxima quinta-feira (5) para prestar esclarecimentos ao Ministério Público sobre contrato firmado com a empresa ITCI (Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social) para terceirização de serviços de combate à dengue na cidade.

Também foram notificados representantes da empresa e o secretário municipal de saúde, Thiago Trindade.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Curioso disse:

    A pior administração de todos os tempos.

Dengue – Situação de Emergência

Prefeitura declara situação de emergência em Natal, pelo prazo de Noventa Dias, em virtude do aumento dos casos de dengue clássico e hemorrágico:

DECRETO Nº. 9361, DE 05 DE ABRIL DE 2011.

Art.1º – Fica declarada situação de emergência no Município de Natal, pelo prazo de noventa dias, em virtude do aumento dos casos de dengue clássico e hemorrágico.

Art.2º – A Secretária Municipal de Saúde e os demais órgãos da Administração Pública Municipal, no âmbito de suas atribuições, deverão adotar todas as medidas que se fizerem necessárias ao restabelecimento da situação de normalidade.

Art.3º – Fica autorizada a aplicação do Plano Emergencial de Combate ao Dengue, elaborado pelos setores técnicos do Ministério da Saúde e pelas Secretárias Estadual e Municipal de Saúde.

Art.4º – Este Decreto entra em vigor na data de sua aplicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Felipe Camarão, em Natal, 05 de abril de 2011.

Micarla de Sousa

PREFEITA