Saúde

Vírus ataca redes de hospitais, insere falso câncer em exames de ressonância magnética e pode resultar em diagnósticos tragicamente errados

Malware foi criado por cientistas israelenses – e pode resultar em diagnósticos tragicamente errados. (JohnnyGreig/Getty Images)

Imagine ir ao hospital, fazer um exame de ressonância magnética, e receber um resultado que mudará a sua vida: câncer. Agora imagine que, na verdade, você não tem tumor nenhum – ele é produto de um vírus de computador, que infectou a rede do hospital com o objetivo específico de alterar exames de imagem. Ou, então, o caso oposto: você está com câncer, mas o exame diz que não, pois a imagem do tumor foi eliminada pelo vírus.

É muito Black Mirror. Mas, segundo um grupo de quatro pesquisadores da Universidade Ben-Gurion, em Israel, também uma possibilidade real. Eles criaram um vírus que faz exatamente isso: altera imagens de exames de ressonância magnética, inserindo tumores falsos (ou apagando os verdadeiros) para enganar médicos e aterrorizar pacientes.

Segundo os israelenses, que testaram o vírus com médicos voluntários e publicaram um estudo a respeito, o malware é altamente eficaz: a remoção ou inserção artificial de tumores enganou os especialistas em 94% a 99% dos casos.

O vírus, que foi desenvolvido com propósito experimental, somente para alertar os hospitais -e não foi liberado pelos pesquisadores-, ataca o Picture Archiving and Communication System (PACS), um tipo de banco de dados usado como padrão para armazenar e consultar exames de ressonância e tomografia.

De acordo com os cientistas israelenses, o problema é que os hospitais não empregam criptografia nem assinaturas digitais em suas redes PACS, o que as torna altamente vulneráveis. Segundo eles, o vírus é capaz de invadir a rede, localizar os exames pertences a um alvo específico (como um político, por exemplo), e realizar as alterações desejadas sem deixar rastros.

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Saúde

Greve dos servidores da saúde do Estado não é responsável pela situação dramática nos hospitais, diz Sindsaúde-RN

Na reportagem dessa última segunda (18), a InterTV divulgou uma matéria sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel na tentativa de jogar a população contra a greve dos servidores da saúde do RN. A reportagem diz que a greve da saúde está levando pacientes e familiares a situações dramáticas. Isso não é verdade, rebate em nota o Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte.

A greve que iniciou dia 5 de fevereiro irá completar 15 dias nesta quarta-feira (20). O Sindsaúde-RN destaca que a situação de calamidade na saúde do Estado se arrasta por muito tempo, não é de agora. Só no governo Robinson foi anunciado por duas vezes consecutivas o Estado de Calamidade na saúde do Rio Grande do Norte. Agora, com o Governo Fátima, foi anunciada um decreto de calamidade financeira.

“Será mesmo que a greve dos servidores da saúde é a responsável pela situação dramática que se encontra? Ou os verdadeiros responsáveis são os governos que entram dizendo que a saúde é uma prioridade, mas na verdade seguem a mesma cartilha? Nós do Sindsaúde apontamos para a segunda alternativa”, destaca trecho de nota.

Segundo o sindicato, os servidores da saúde já fazem o melhor possível nas condições que são impostas. “Cada técnico de enfermagem atende cerca de 20 pacientes nos hospitais. E por causa da dedicação desses profissionais muitas vidas são salvas. Mas os governos não se importam isso”, alerta.

 

“O desrespeito começa no nosso salário, que é a nossa forma de sustento. Além dele ser engolido pela inflação e com a cobrança de juros, estamos com os salários de dezembro e o 13º de 2018 atrasados e os aposentados não receberam parte do salário de novembro e 13º de 2017. Não temos reajuste há quase 10 anos, enquanto isso, o TCE aprova aumento dos próprios salários para R$ 35,4 mil., encerrou o coordenador do Sindsaúde-RN.

Opinião dos leitores

  1. NO RN NINGUE,M E RESPONSAVEL POR NADA É UMA VENEZUELA-A NOVA MODA É POLITICOS IREM PARA RÁDIOS MOSTRAM COMO SE ADMINISTRA-´´E MUITA HIPOCRISIA E CARA DE PAU-PARECE QUE NUNCA SE OLHARAM NO ESPELHO-ALO RÁDIOS PAREM COM ESTAS ENTREVISTAS 'E UM SACO OUVIR TANTA BESTEIRA'

  2. Se agovernadora fez um acordo com
    Eles para rejeitaram qualquer tipo de ação sobre o pagamento dos atrasado.
    O deles estão liberado com apoio da governadora.

  3. Amigo BG aproveito para repetir mais uma vez que o sindsaúde já sabe que essa greve só prejudica o mais pobre e mais uma vez não vai dar em nada o governo da com os ombros e o sindicato com o burros na 'agua foi assim nos governos anteriores e não vai ser diferente agora, faço um apelo ao dirigentes do sindicato para rever essa greve até porque com certeza lá no hospital walfredo gurgel não tem familiares dos diretores do sindicato e muito menos familiares do secretário de saúde do governo do estado e da senhora governadora.

  4. É trabalhar para o estado é sem futuro. Peçam as contas e vão procurar emprego na iniciativa privada, pois lá estão pagando em dia.

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Saúde

Prefeitura de Mossoró confirma repasse de R$ 2,8 milhões para Liga do Câncer, hospitais e demais prestadores de serviço da saúde

A Prefeitura de Mossoró repassou hoje o equivalente a R$ 2.889.410 para entidades como a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) e demais hospitais e prestadores de serviço da Saúde.

Para a Liga, o montante repassado só essa semana foi de R$ 760.619,82. Sendo o primeiro pagamento efetuado na terça (12), de R$ 366.033,82, e o restante hoje de R$ 394.586,00, que correspondem aos meses de janeiro e abril, respectivamente.

Os repasses também obedecem à trâmites burocráticos, o que impediram o pagamento na última quarta-feira.

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Diversos

Após fim da greve dos terceirizados, alimentação continua suspensa nos Hospitais

Por interino

Nesta quinta-feira(08), após a suspensão da greve dos terceirizados da saúde, os servidores ainda estão sem alimentação nos locais de trabalho, devido a falta de gêneros alimentícios, por dívidas com os fornecedores.

A alimentação dos servidores foi suspensa para que a dos pacientes fosse garantida. Dessa forma, os profissionais da saúde precisam se ausentar do local de trabalho para fazer sua refeição.

Na quarta-feira(07), os terceirizados da saúde decidiram suspender a greve, pois o Governo se comprometeu a fazer o repasse referente à parcela de novembro de 2014 será feito até a próxima segunda-feira (12), após o recebimento da 2ª parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) previsto para ocorrer na sexta-feira (09).

Assessoria Sindsaúde

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Esporte

Hospitais definem fluxos de pacientes durante a Copa em Natal

A Coordenação de Ações em Saúde para a Copa, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), definiu o fluxo de atendimentos a pacientes no período da Copa do Mundo FIFA 2014.

Foram definidos quais tipos de pacientes cada hospital irá receber, de acordo com o Protocolo de Risco de Manchester, que denomina, através dos sintomas, a classificação dos doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para atendimento.  Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha (atendimento imediato). Os casos muito urgentes recebem a cor laranja. As situações de urgência recebem a cor amarela. As cores verde e azul são as de menor gravidade]

A definição ocorreu de forma pactuada com representantes de hospitais públicos e privados, durante uma reunião na última quinta-feira (13), com a participação de representantes da Coordenadoria de Hospitais de Unidades de Referência (Cohur) da Sesap, das Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária e Ambiental da Sesap, além da Coordenação das Unidades Básicas de Saúde do município de Natal.

A coordenadora das Ações em Saúde para a Copa, Walkíria Nóbrega, destaca a importância da parceria com os hospitais privados, que irão receber usuários de planos privados e turistas que contratarão os seguros de saúde. ”A preocupação da Sesap se concentra não apenas nos usuários do SUS, mas também nos pacientes de planos e seguros, considerando que os hospitais privados não têm capacidade para realizar os primeiros atendimentos aos pacientes politraumatizados”.

Ela lembra que o trabalho de preparação para a Copa promove uma interação que ficará como legado da Copa. “É um momento histórico na área da saúde, pois em nenhum outro momento reunimos hospitais públicos e privados para pactuar sobre fluxos de atendimentos, e esses vínculos poderão render futuras parcerias além do período da Copa”. Também foi destacada a aproximação das Vigilâncias com os hospitais privados, muito importante no momento em que a cidade receberá turistas que poderão desenvolver doenças endêmicas de outros países.  “Os discursos estão bem afinados e os hospitais entenderam a importância do contato frequente com a vigilância epidemiológica no sentido de notificação dos agravos”.

Dentro da preparação para a Copa 2014 os hospitais deverão concluir os planos de contingência até o dia 27 de março, quando será feito pela Sesap um compilado geral dos planos operativos.  Também está prevista para acontecer em Natal, no período de 24 a 28 de março, uma capacitação em planos hospitalares, em parceria com o Governo Alemão, promovida pela Coordenação Geral da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), com objetivo de promover intercâmbio de experiências entre os municípios que sediaram a Copa da Alemanha em 2006 e as cidades-sede brasileiras.

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Saúde

Escolta presidiários: Reunião discute medidas de segurança nos hospitais de Natal e região metropolitana

Nesta quinta-feira (7) foi realizada uma reunião no Hospital Giselda Trigueiro (HGT), com o objetivo de discutir a situação dos pacientes presidiários internos nos hospitais da Grande Natal, sem a devida segurança (escolta), o que ocasiona graves problemas ao funcionamento dessas unidades.

Participaram da reunião o Ministério Público, diretores de presídios, delegados da Polícia Civil, representantes da Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejuc), da Coordenadoria de Operações de Hospitais e Unidades de Referência (Cohur) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), além de diretores dos hospitais Walfredo Gurgel, Santa Catarina, João Machado, em Natal, e Deoclécio Marques, em Parnamirim

Na ocasião, foram discutidas medidas a serem adotadas para melhorar a segurança, não só dos policiais na transferência dos presidiários para os hospitais, mas também da equipe médica, profissionais do hospital e demais usuários.

De acordo com a diretora geral do Hospital Giselda Trigueiro, Milena Martins, já aconteceram vários casos de fuga e agressões tanto físicas quanto verbais aos servidores e pacientes do hospital. “Passamos por uma situação muito complicada, de risco à segurança de servidores e pacientes, já que quando o presidiário precisa ficar internado, não há escolta durante este período para ele”, disse.

Durante a reunião, as autoridades de segurança presentes reconheceram que há um déficit de profissionais para fazer a escolta destes presos. Mas, de acordo com Milena Martins, o promotor José Braz, da 17º Promotoria de Execuções Penais, se comprometeu a agendar outras reuniões para se buscar uma solução efetiva. “Esse encontro foi bastante positivo, pois vimos pela primeira vez, de forma objetiva, que será dado um andamento para resolução do nosso problema, seja através de um Termo de Ajustamento de Conduta, ou de outra forma administrativa”, explicou a diretora geral do Giselda Trigueiro.

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Saúde

Hospitais do Estado estão sem atendimento pediátrico

Médicos dos maiores Hospitais do Estado denunciam o déficit considerável de pediatras e a dificuldade em se fechar escalas de plantão do atendimento pediátrico.

Atualmente, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel – maior unidade pública de saúde do Rio Grande do Norte – dispõe de 13 pediatras, onde quatro estão de licença médica e um com licença prêmio (todos com previsão de aposentadoria após a licença), e ainda um profissional de férias. Destes, apenas cinco possuem carga horária de 40 horas semanais.

Devido a essa carência de profissionais, na próxima segunda-feira (28), durante toda a manhã, não haverá médicos para cobrir a escala de atendimento pediátrico do Walfredo Gurgel. Já na quinta-feira (31), a preocupação é ainda maior, pois não terá profissionais ao longo de todo o dia, o que compromete os setores de Pronto Socorro, Enfermaria e o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da Unidade.

Já no segundo maior hospital do Estado, Deoclécio Marques, e no Hospital Santa Catarina, a situação é ainda mais difícil, pois as escalas médicas não conseguem ser preenchidas até o final de cada mês, situação que se repete desde o início do ano. Este fato ocasionou, desde ontem (23), a suspensão dos atendimentos pediátricos nos dois os hospitais.

Atualmente, o Deoclécio Marques conta com dez pediatras, sendo apenas seis com carga horária de 40 horas semanais, onde uma médica está de licença médica e outra está de férias. No Santa Catarina, a grande preocupação é com as constantes aposentadorias, sendo um total de sete apenas neste ano. No geral, o Santa Catarina dispõe de 18 pediatras. Todavia, existem dois profissionais de licença médica, uma de licença maternidade e outra com licença prêmio.

Médicos do estado questionam a ausência de concursos públicos pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a fim de repor o déficit de profissionais, além da falta de atratividade destes concursos para os médicos mediante a baixa remuneração.

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Judiciário

Fórum da Saúde Pública inspeciona obras atrasadas em hospitais no RN

1Fotos: Jorge Filho

O MPJTCE, a OAB/RN e a Promotoria Estadual de Saúde estão realizando durante essa semana visitas às obras de 13 unidades de saúde do Rio Grande do Norte. Os Hospitais Walfredo Gurgel, João Machado, Giselda Trigueiro e Santa Catarina foram os primeiros a serem inspecionados. A maioria das obras de melhoria foi executada com dispensa de licitação. Para isso os gestores alegaram caráter emergencial. Passado o prazo de 180 dias para conclusão das obras, ainda falta muito trabalho pela frente.

No Hospital Walfredo Gurgel a situação é caótica. Foram contratadas melhorias na unidade semi-intensiva e a reestruturação do politrauma. Até agora apenas 60% da obra foi executada.  O procurador geral do MPJTCE, Luciano Ramos se reuniu com a direção do Hospital, o Secretário de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, e a empresa contratante para averiguar o que está atrasando a conclusão dos trabalhos.

Foram observados entre as dificuldades, atraso no repasse por parte do Estado para pagamento do contratado. No Hospital Giselda Trigueiro a situação é um pouco melhor. Apesar do atraso do repasse, a empresa contratada, não paralisou as obras e a previsão é que até o dia 04 de outubro todas as reformas e a construção do CAF-Centro de Abastecimento de Farmácia seja concluído.

Estão programadas ainda visitas nos Hospitais da grande Natal (Macaíba, Santo Antônio, São Paulo do Potengi e São José do Mipibu) e da região oeste – Mossoró (Hospitais Tarcísio Maia e Rafael Fernandes).

TCE

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Saúde

Sesap irá implantar Protocolo de Classificação de Risco em três hospitais de urgência

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) irá promover o Curso de Classificação de Risco de Manchester, voltado para profissionais que atuam na porta de entrada de urgência e emergência dos Pronto-Socorros dos hospitais: Monsenhor Walfredo Gurgel, José Pedro Bezerra (Santa Catarina) e Deoclécio Marques (Parnamirim).

A Aula Inaugural será aberta a todos os servidores de unidades públicas de saúde e tem como objetivo divulgar o Sistema de Manchester de Classificação de Risco e promover a compreensão da importância desta classificação nas portas de entrada das urgências. A Aula será realizada dia 17, às 18 horas, no Auditório da UnP, na Avenida Floriano Peixoto, 295, bairro Petrópolis.

O Protocolo de Classificação de Risco de Manchester será implantado nas portas de entrada de urgência e emergência dos três Pronto-Socorros com objetivo de melhorar o fluxo de atendimento dos pacientes. “A implementação do Protocolo tem importância primordial para a melhoria dos atendimentos na Rede de Urgência e Emergência do nosso Estado”, explica Camila Costa, Coordenadora de Operações de Hospitais e Unidades de Referência da Sesap.

O título da aula inaugural será “Conhecendo o Protocolo Manchester”, um termo que denomina, através dos sintomas, a classificação dos doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para atendimento. Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha (atendimento imediato). Os casos muito urgentes recebem a cor laranja. As situações de urgência recebem a cor amarela. As cores verde e azul são as de menor gravidade.

O Protocolo recebeu este nome porque foi aplicado pela primeira vez em 1997 na cidade britânica de Manchester. Desde então, vem sendo utilizado em outros países da Europa como Espanha, Holanda, Alemanha e Suécia.

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Saúde

ANS vai testar indicadores de qualidade dos hospitais privados

A partir deste mês, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai testar indicadores de qualidade dos hospitais privados do País. Nos primeiros seis meses, a participação é voluntária. A partir do segundo semestre, a medida será obrigatória para todos os hospitais que pertencem à rede dos planos e continuará opcional para os demais.

Segundo Bruno Sobral, diretor de desenvolvimento setorial e diretor interino de normas e habilitação de operadoras da ANS, o objetivo é dar ao usuário de plano de saúde mais um instrumento, com critérios objetivos, que torne possível avaliar a qualidade do produto.

“A ideia é criar um índice, um gráfico de fácil leitura, para que os dados sejam mostrados ao consumidor de forma clara e simples”, afirma Sobral.

Segundo a Federação Brasileira dos Hospitais (FBH), há 6.690 hospitais no País, sendo 4.548 particulares e 2.142 públicos. Não há dados sobre a quantidade de hospitais que pertencem às operadoras de saúde, mas estima-se que sejam 20% do total.

A fase de testes, que vai de janeiro até junho, contará inicialmente com 42 hospitais voluntários de todas as regiões. Entre eles, 13 ficam no Rio de Janeiro, 18 em São Paulo, 5 em Minas Gerais, 2 no Rio Grande do Sul, 1 no Espírito Santo, 1 em Santa Catarina, 1 na Paraíba e 1 no Distrito Federal. Desses, 19 pertencem à rede própria dos planos e 23 são independentes.

A ANS e as operadoras de planos de saúde definiram, durante cerca de um ano, os 26 indicadores de qualidade – divididos em seis áreas que vão avaliar, por exemplo, níveis de infecção, taxas de mortalidade cirúrgica e neonatal, taxas de ocupação operacional, tempo de espera em urgência e emergência, entre outros itens que deverão atestar a qualidade do atendimento .

Os dados serão coletados mensalmente por meio de uma ficha técnica de cada unidade. Depois, serão agrupados por tipos de hospitais que sejam comparáveis: unidades que tenham o mesmo tamanho e que trabalhem na mesma área. “Não adianta, por exemplo, compararmos os índices de infecção de uma maternidade com um hospital geral de emergências”, explica.

Os dados ainda serão agregados em um banco de dados e passarão por uma auditoria para que não haja distorções. Após todas essas etapas, serão divulgados para a sociedade. A previsão é de que isso ocorra no segundo semestre. “Por enquanto, estamos na fase de avaliação controlada para aperfeiçoarmos a metodologia”, diz Sobral.

Selo. Com base nos resultados dos indicadores, a ANS vai criar um selo de qualidade (identificado pela letra Q) que será colocado ao lado do nome do hospital no livro de prestadores que as operadoras de saúde entregam aos clientes e também no site.

Só terá direito ao selo o hospital que atingir uma nota mínima de qualidade. O hospital que não alcançar essa meta, no entanto, não receberá nenhum tipo de punição da ANS.

“Não vamos punir, a não ser que seja detectada alguma coisa muito fora do comum. Mas aí a gente encaminha para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tomar providências. A nossa ideia é estimular a busca por qualidade entre as operadoras”, afirma o diretor da ANS.

Fonte:Estadão

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Saúde

Governadora se reuniu com diretores de hospitais de Natal

A governadora Rosalba Ciarlini  reuniu  nesta quinta feira (20), na Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), os diretores dos hospitais Monsenhor Walfredo Gurgel, Santa Catarina, Giselda Trigueiro, Ruy Pereira, Deoclécio Marques e Maria Alice Fernandes, além da Direção da UNICAT e Coordenadores da SESAP.

A Chefe do Executivo vem acompanhando junto com o Secretário de Estado da Saúde Pública, Isaú Gerino, as necessidades ainda encontradas nas unidades hospitalares, como também as ações que estão sendo realizadas dentro do Plano de Enfrentamento às urgências e emergências. “Estamos trabalhando não só para resolver os problemas do Walfredo Gurgel, mas também para estruturar toda a rede e assim, dar mais resposta na grande Natal”, disse a Governadora.

Rosalba Ciarlini acrescentou, ainda, sobre o repasse do Fundo Estadual de Saúde   que foi liberado à Prefeitura de Natal, através do Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$ 5 milhões e 504 mil reais, referente a contra partida do Estado, através das Portarias das Urgências e Emergências.  Com os recursos, o município se comprometeu de regularizar débitos com as Cooperativas Médicas.

O abastecimento pela UNICAT nas Unidades Hospitalares foi um dos pontos prioritários na pauta da reunião. O Governo do Estado já disponibilizou ao todo cerca de R$ 15 milhões para  regularizar o fornecimento de insumos e medicamentos, após o Decreto de Calamidade na Saúde do Estado.

Os percentuais de abastecimento atualizados nesta quinta-feira (20) correspondem a 92% no Hospital Santa Catarina, 90% no Hospital Giselda Trigueiro, 70% no Hospital Deoclécio Marques, 60% no Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, 54% nos Hospitais  Walfredo Gurgel e Ruy Pereira.

Ao final da reunião, os diretores avaliaram o momento atual, de que forma as reuniões, com a presença dos diretores, podem colaborar para agilidade nas demandas e na realização das ações estruturantes, que  já  iniciaram na maioria das unidades.

“São reuniões necessárias para sabermos a realidade de cada hospital e resolvermos os problemas que estão sendo enfrentados dentro do decreto de calamidade”, afirmou Wilson Cleto, Diretor Geral do Hospital Maria Alice Fernandes.

Para o Diretor Administrativo do Hospital Giselda Trigueiro, Carlos Mosca, com as reformas que estão sendo realizadas naquela unidade hospitalar, haverá um crescimento significativo no atendimento. “Com a regulação e as reformas de ampliação daremos uma maior resolutividade nos serviços”, falou o diretor.

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Saúde

Sem repasses há 5 meses, hospital Médico Cirúrgico e Memorial suspendem atendimento a pacientes encaminhados pela prefeitura

A prefeitura não faz o repasse aos hospitais Medico Cirurgico e Memorial há mais cinco meses. E o descompromisso do executivo municipal, mais uma vez, recai sobre a população. Nenhum paciente encaminhado pela prefeitura será atendido nestes dois hospitais até que os débitos sejam quitados.

Na ultima quinta feira, 23, uma audiência foi realizada com os representantes dos hospitais. Na ocasião estavam a promotora da Saúde Iara Pinheiro, o secretário estadual de Saúde, Esaú Gerino, e três funcionários da secretaria municipal de Saúde, representando a titular da pasta. Também estava presente o juíz da 3ª vara da Fazenda Pública, Geraldo Antônio da Mota.

O Município pediu um prazo de 48h para efetuar o pagamento. Para isso, ficou acertado que os hospitais continuariam atendendo normalmente. Ao mesmo tempo, o juiz pediu um prazo para avaliar se determinaria o bloqueio do dinheiro na conta da Prefeitura.

O prazo não foi cumprido pela Prefeitura e o juiz decidiu hoje pelo não bloqueio. Desse modo, os hospitais optaram pela paralisação. E eles estão fazendo isso, resguardados pelo contrato firmado com o município que permite a paralisação do serviço após 90 dias de atraso.

O hospital Médico Cirúrgico faz em média 300 cirurgias por mês e o Memorial outras 400 de ortopedia e traumatologia. Este último ainda tem um serviço de urgência na traumatologia que atende em média 3 mil pacientes por mês. Tudo está paralisado.

Difícil, muito difícil a situação em Natal. O serviço a população não tem, o empresários passando dificuldade.

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Saúde

MPE vai acionar Justiça contra desabastecimento dos hospitais no RN

Ministério Público Estadual (MPE) pretende ingressar com uma ação judicial contra o estado ainda hoje para tratar do desabastecimento nas unidades hospitalares do estado. A diretora da Unicat Alaíde Menezes fez um apanhado sobre a situação de desabastecimento no estado e informou que, pelo menos nos hospitais da região metropolitana, desde a última semana, os níveis de abastecimento giram em torno dos 50%.

De acordo com a promotora da saúde, Iara Pinheiro, a ideia do MP é acionar o Judiciário para ajudar os hospitais a garantirem os insumos necessários para o bom funcionamento dos serviços de saúde. A promotora convocou a diretora da Unidade de Agentes Terapêuticos (Unicat), Alaíde Menezes, para esclarecer como está o abastecimento dos 23 hospitais que compõema rede Sesap, o que vem sendo feito para regularizar a entrega mensal dos medicamentos nas unidades e quais as dificuldades enfrentadas para atender às demandas.

O processo judicial que será movido pelo MP contra o estado deverá contemplar o impacto do desabastecimento da Unicat na realidade e orçamento dos hospitais estaduais, além de cobrar uma medida que obrigue o estado a manter a regularidade do abastecimento nas unidades de saúde.

Com informações do Diário de Natal

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Saúde

MP pede multa para Secretário de Saúde e Rosalba por desabastecimento de hospitais

O Ministério Público Estadual, por intermédio da 47ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, peticionou em Ação Civil Pública para que a Justiça fixe multa no valor de R$ 10 mil para o Secretário Estadual de Saúde, Isaú Gerino; a Governadora do Estado, Rosalba Ciarlini; e o Secretário Estadual de Planejamento e Finanças, Francisco Obery Rodrigues Júnior, por dia de inadimplemento pelo fato de descumprir decisão judicial que determina providências com vistas ao abastecimento da rede hospitalar estadual.

A petição do MP foi protocolada nos autos da Ação Civil Pública n° 0116296-56.2012.8.20.0001, que trata do desabastecimento hospitalar no Estado, após reunião do Fórum em Defesa da Saúde Pública realizada no início da semana no qual observa-se que o percentual de abastecimento do Hospital Walfredo Gurgel caiu, mesmo após a decisão da Justiça.

Segundo dados do Conselho Regional de Medicina, em meados de julho deste ano o Hospital Walfredo Gurgel tinha um percentual de abastecimento de 34% e passados menos de trinta dias da visita anterior o CRM voltou à unidade para verificar a melhoria no estoque de medicamentos, materiais e insumos tendo em vista a decisão judicial determinando providências e o percentual de abastecimento caiu para 32%.

Situação idêntica a do Walfredo Gurgel é vivenciada no Hospital Giselda Trigueiro onde inúmeros medicamentos também estão em falta, com evidente comprometimento do tratamento dispensado aos portadores de doenças infecto-contagiosas.

“Não há, pois, como duvidar do descaso do Poder Público Estadual quanto à decisão judicial proferida na ação em referência, ensejando a necessidade de adoção de providências mais severas para compelir ao cumprimento.”, traz a petição da representante do Ministério Público.

Confira a integra da petição nos autos da Ação Civil Públcia n° 0116296-56.2012.8.20.0001.

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Jornalismo

Após duas horas de reunião Unimed e Hospitais não chegam a um acordo

O imbróglio envolvendo a Unimed e os hospitais Promater, São Lucas e do Coração está longe de um final feliz. Nesta quarta-feira, uma reunião de mais de duas horas não trouxe nenhuma novidade para o caso.

Os hospitais rejeitaram a proposta do plano que não chegou nem próximo do que os donos esperavam, segundo informações recebidas pelo Blog do BG, o atendimento da Unimed nesses hospitais deve ser suspenso após o fim do contrato atual.

O atendimento chegou a ser suspenso no último dia 2 de agosto, conforme antecipou o Blog do BG, mas uma medida do MP garantiu a continuidade dos serviços até a próxima sexta-feira (10).

Os hospitais apresentaram planilhas de custos mostrando que não há possibilidade de sustentar o atendimento com os valores atuais, que giram em torno de R$ 65 por atendimento. Segundo os diretores das unidades de saúde, o valor repassado não cobre os custos do serviço prestado e vem causando prejuízos a muito tempo.

Opinião dos leitores

  1. Hoje precisei levar minha avó que esta doente ao pronto socorro,liguei para o Hospital do Coração por ser o mais próximo da minha casa e perguntei se já estava atendendo Unimed,me falaram que sim,levei minha avó lá,chegamos as12:35,porém só fomos atendidas 2 horas depois.Minha avó com 81 anos,passou 2 horas sentada em uma cadeira de rodas e sempre que eu perguntava a recepcionista quanta pessoas tinha na frente e que minha avó era preferencial,ela me respondia que a médica sabia e que dependia dela chamar os pacientes.Ai eu me pergunto de que adianta pagar tão caro por um plano de saúde???Unimed mais respeito com seu usuários!

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Saúde

UOL: Com hospitais superlotados no RN, mães dão à luz em cadeiras; espera em emergência chega a 24h

Aliny Gama e Carlos Madeiro
Do UOL, em Natal

Com a crise na saúde pública e a greve dos médicos, que já dura 80 dias no Rio Grande do Norte, os pacientes que necessitam de atendimento de emergência estão sofrendo com a demora nos hospitais de Natal.

Relatos colhidos pelo UOL apontam que a demora para receber o primeiro atendimento chega a 24 horas no hospital Walfredo Gurgel, maior emergência do Estado. Além disso, os pacientes são obrigados a ficarem internados em macas de hospitais pelos corredores por conta da falta de leitos. Há problemas de superlotação também nos hospitais pediátricos e maternidades, com registro de mortes de mães e bebês.

A dona de casa Terezinha Bezerra Costa, 51, contou que passou 24 horas sentada em uma das cadeiras da recepção do Walfredo Gurgel, quando finalmente foi transferida para uma das macas no corredor do hospital. Na noite do último dia 12, Costa reclamou à reportagem da demora na assistência médica. “Passei a noite gemendo de dor, com esse braço inflamado devido às várias fístulas e abcessos. Estou com febre e apenas uma enfermeira passou por aqui para dar uma olhada, mas os médicos passam e não param para me atender.”

Reprodução/José Madson Vidal/Twitter
Madson Vidal - Mulher espera em cadeira hora do parto

Segundo relato do médico anestesista Madson Vidal, duas gestantes morreram em junho em busca de vagas em maternidades durante o trabalho de parto. “Imagine essas famílias pobres, que se preparam com enxoval, berço e tudo mais, e no final de tudo recebem, em vez de um bebê, dois caixões em casa. Isso é desumano”, disse.

Vidal também afirmou que a superlotação nas maternidades está obrigando gestantes a darem a luz em locais inadequados. O médico publicou uma foto, pelo Twitter, mostrando uma gestante deitada em duas cadeiras por falta de leito. A imagem teria sido captada no último dia 16. “Quem aqui suportaria ou aceitaria ver a sua esposa humilhada e maltratada desta forma para dar a luz um filho seu? Dói muito”, escreveu o médico.

Para tentar ajudar os pacientes, ele e um grupo de pessoas em Natal criaram a Amico (Amigos do Coração da Criança), uma instituição fundada para ajudar crianças cardiopatas que não têm condições financeiras de se manter após se submeterem a cirurgias cardíacas. “São médicos, promotores de Justiça, advogados e outros profissionais que se sentem desconfortáveis com a situação das crianças cardiopatas carentes e resolveram ajudar porque sempre operávamos uma criança, numa cirurgia complicada, mas bem sucedida, e depois sabíamos da notícia de que aquele paciente havia morrido de desnutrição, de falta de assistência básica em casa por ser pobre.”

Segundo o médico, a falta de atendimento em maternidades da capital gerou superlotação também na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). “Existe uma boa estrutura para atender as mães no local, dentro da capacidade que eles suportam. Como eles atendem mais que a capacidade, porque a rede é deficiente, há a superlotação e os problemas.”

O UOL visitou o local no último dia 13, mas não conseguiu ter acesso às dependências da unidade. Porém, a acompanhante de uma mãe contou que ela foi obrigada a dar à luz em uma cadeira, no último dia 10.

“E não foi porque chegamos em cima da hora do parto: ela já esperava desde a manhã por uma vaga numa enfermaria ou sala de parto para ter o menino, mas não conseguiu. Graças a Deus eles estão bem, pois se dependessem do atendimento daqui estavam mortos”, disse a mulher, que pediu anonimato.

Segundo a acompanhante, mãe e filho ainda estavam internados porque o bebê “engoliu um pouco de líquido [amniótico] e ficou em observação”. “Nesses dois dias que estou aqui, observei que não foi só ela quem pariu em cima de uma cadeira. Outras mulheres –acho que umas quatro ou cinco– também ficaram na mesma situação constrangedora, com todo mundo olhando os nascimentos dos nenéns.”

No dia em que visitou o local, a reportagem tentou falar com o diretor da maternidade, Kléber Morais, mas foi informada que ele estaria viajando, sem prazo para retorno. O UOL também tentou falar com a diretora médica da unidade, Maria da Guia, mas foi informado que a obstetra não poderia atender porque estava ajudando nos partos que estavam sendo realizados no dia 13. Esta semana, a reportagem tentou novamente falar com o diretor da maternidade, mas foi informado que ele ainda estava viajando.

Demora na pediatria

No hospital pediátrico e maternidade Dr. José Bezerra, conhecido como hospital Santa Catarina, a demora no atendimento também é motivo de reclamação dos pacientes e acompanhantes. Na tarde do dia 12, mães que estavam à espera de atendimento pediátrico se mostraram revoltadas com a lentidão para entrar na fila de atendimento. Sueli Miranda, 35, era uma das dezenas de mães que estavam na fila da pediatria. Miranda relatou que esperou por duas horas na recepção do hospital para que as atendentes fizessem a ficha do filho dela, de um ano e dez meses.

“Elas só me chamaram porque viram que meu filho começou a vomitar. Tem de passar muito mal para ser atendido rápido. Só o trouxe porque já estava com quase 40ºC de febre. Ele dormiu durante tanta espera”, afirmou Miranda, destacando que já estava há uma hora e 40 minutos esperando atendimento.

Raiane Michele da Silva, 25, reclamou que a filha, com suspeita de pneumonia, teve de fazer o exame de raio-x em outro hospital. “Além da demora em fazer uma ficha, enfrentar a fila desse corredor, estou obrigada a esperar novamente para mostrar o exame ao médico. Chegamos perto de 12h e agora já são quase 16h e não resolvem nada?”, indagou.

A diretora médica do Santa Catarina, Lyenka Pinto, diz que a demora no atendimento ocorre por falta de profissionais para atender à alta demanda de pacientes. “Tem dia em que apenas um pediatra está de plantão. Na semana passada, uma médica passou mal porque não estava dando conta de tantos atendimentos e precisou suspender os trabalhos. Este mês a escala de médicos plantonistas de 24 e 12 horas só vai dar para chegar até o dia 25. Se não chegar reforço de novos pediatras, vamos chamar o sindicato para homologar a suspensão das atividades do hospital no setor de ambulatório”, explicou.

Investimentos

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, entre as principais medidas para enfrentar a crise na saúde estão a implantação de mais cem leitos, sendo 60 deles de imediato no Hospital Universitário. Outros 63 novos leitos de UTI devem ser criados em 180 dias.

Haverá também um investimento de R$ 12 milhões para reforma e compra de equipamentos para os quatro principais hospitais de referência da região metropolitana de Natal. O prazo de conclusão das obras é de 60 dias. O Estado também promete reabastecer as unidades de saúde, que sofrem com a falta de medicamentos e insumos, em até seis meses.

O repasse mensal aos hospitais da rede também terá um aporte de R$ 600 mil para tentar melhorar o atendimento. Uma força-tarefa está programada para tentar zerar a fila de cirurgias ortopédicas em 60 dias.

No dia em que foi decretada calamidade pública na saúde do Estado, em 4 de julho, o secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Isaú Vilela, afirmou que o hospital Walfredo Gurgel tem capacidade para atender 288 pacientes por dia, mas estaria atendendo a uma média de 450 pessoas.

Segundo a governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), praticamente todos os municípios do Estado têm gestão plena de recursos de saúde e devem fazer sua parte no processo. “O município recebe o recurso, mas não resolve as demandas e encaminha para os hospitais de outras redes. Acaba se pagando duas vezes para que a pessoa tenha o atendimento necessário”, afirmou.

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