Sesap apresenta “Relatório Situacional” da Saúde Pública

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio da Coordenadoria de Planejamento e Controle de Serviços de Saúde (CPCS), realiza nos dias 26 e 27 de novembro, a partir das 8 horas, no Praiamar Hotel, em Ponta Negra, um encontro envolvendo todas as coordenadorias da instituição para analisar o Plano Estadual de Saúde, no período de 2012 a 2014 e a programação anual prevista para Saúde em 2015. O objetivo principal é socializar e analisar as ações já realizadas, pelas diversas unidades que formam a Sesap, e definir as diretrizes a serem repassadas como meta da futura gestão.

De acordo com Terezinha Rêgo, coordenadora de Planejamento da Sesap, cada coordenadoria que compõe a rede da saúde pública estadual irá apresentar os resultados alcançados e propor temas prioritários a serem traçados para o novo ano.

“A gestão da Sesap está bastante empenhada em processos que representam mudanças profundas de paradigma, corrigindo distorções históricas graves, que vinham comprometendo precisamente a capacidade de resposta da rede pública de saúde. Muitos desafios impediram que alcançássemos todas as metas previstas, entretanto é importante salientar que também tivemos grandes avanços. Nossa proposta é reunir todos estes dados em um Relatório Situacional para que seja apresentado à equipe de transição do Governo. Para alcançarmos as melhorias desejadas precisamos planejar com cuidado os recursos que dispomos para aplicarmos com qualidade nos projetos que demandam prioridades”, disse Terezinha Rego.

Estarão presentes gestores e técnicos das coordenadorias de Planejamento, Controle e Avaliação do Sistema de Saúde (CPCS), Promoção em Saúde (CPS), Hospitais e Unidades de Referência (COHUR), Coordenadoria de Recursos Humanos (CRH), Sistema Estadual de Auditoria (SEA), Administração (COAD) e Orçamento e Finanças (COF).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ricardo disse:

    Só pode ser bravata do atual secretário que,com toda certeza,está querendo continuar no cargo apesar da divida milionária contraída na sua impopular,entre os servidores, gestão.

Contrato definirá as responsabilidades de cada ente envolvido com a Saúde Pública

A construção de um Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP) visando a integração das ações e os serviços de saúde nas regiões que compõem o RN. Esse foi o objetivo do II Seminário de Articulação Interfederativa, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), nos dias 27 e 28 de novembro, em Natal, com a participação de prefeitos, secretários municipais de saúde do RN, profissionais da área jurídica das prefeituras e técnicos da Sesap.

De acordo com o Secretário de Estado de Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca, com a conclusão do contrato, previsto para março de 2014, ficará definida as responsabilidades individuais e solidárias que serão pactuadas pelos entes federativos, possibilitando a gestão compartilhada dos serviços de saúde. “Estamos trabalhando para formalização do decreto do COAPE, que é um contrato organizativo, visando com que as responsabilidades de cada ente (Municípios, Estado e União) sejam expostas com clareza de forma que os gestores possam compreender o que cabe a cada um oferecer à população. Diante destas responsabilidades estabelecidas, o cidadão saberá a quem cobrar para que os serviços cheguem de forma mais eficaz à população”, disse.

O COAP é um acordo de colaboração tripartite, firmado entre a União, o Estado e os municípios, no âmbito de uma Região de Saúde, que servirá para estabelecer algumas regras que não foram definidas quando da criação do Sistema Único de Saúde.

”Antes estas relações entre as federações, a União e o Estado eram regidas especificamente por lei, o que colocava todos, equivocadamente, no mesmo patamar. O mais importante deste contrato é o entendimento que existem peculiaridades demográficas, econômicas e sociais, entre Estados e municípios, e que essas diferenças devem ser analisadas. O COAP é um elemento integrador. Sem ele não há rede, não há sistema, não há SUS!”, disse Luiz Roberto.

Dentro da contratualização, o Secretário Luiz Roberto afirma que, detectada a instabilidade de uma determinada região em oferecer uma assistência digna a sua população, caberá ao Estado e União dar uma contrapartida mais efetiva do que comparado a outra região de saúde com mais pujança financeira. “Atuando de forma pactuada e articulada todos terão a mesma voz e vez. Quando você constrói um contrato organizativo observando as peculiaridades regionais, o favorecimento da população é bem maior”, finalizou.

Caos nacional: Hospital da Santa Casa em SP suspende todas as cirurgias por falta de material

O hospital da Santa Casa de São Paulo, na Vila Buarque (região central), enfrenta há uma semana problemas de falta de insumos hospitalares e remédios.

A situação também atinge o centro cirúrgico. Na quarta-feira, todas as cirurgias eletivas foram suspensas.

O hospital admite o problema afirma que o desabastecimento se deve a problemas de caixa que surgiram por atraso no repasse de verbas das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

Foi apurado que faltam remédios para tratamento de hipertensão, de insuficiência cardíaca e antibióticos, além de materiais como agulhas, esparadrapos, pulseiras de identificação de pacientes e coletores de secreção, usados em pacientes entubados.

Hospital Varela Santiago nega que criança esteja internada

Na manha deste sábado enquanto eu  estava almoçando , recebi a ligação de Cesar Alves jornalista mossoroense, conhecido no estado pelo seu trabalho social e contou a respeito do caso de Carla Patrícia. Buscamos contato com a médica responsável e indicada pelo próprio jornalista e assim tentamos ajudar a criança envolvida nesse delicado caso .

Conversamos com a médica, que deixaremos o nome em sigilo, que confirmou toda a situação, explicou o problema de saúde da garota, qual o tipo de procedimento , esclareceu porque será realizado em Fortaleza e não em Natal, além dos problemas financeiros enfrentados pela família.

Divulgamos todos os dados para contribuir com a criança, então no início da noite deste sábado o a direção do Varela Santiago  se pronunciou via twitter negando as informações postadas pelo blog. Mais uma vez entramos em contato com a médica que afirmou que criança está no hospital . Em todas três tentativas de contato com a médica, ela nos atendeu de imediato e confirmou todas as informações que solicitamos.

O Blog do BG fez a postagem no intuito de ajudar e devido as informações conflitantes, pedimos a suspensão das doações.

Descartada intervenção federal na saúde pública do RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) recebeu nesta quarta feira (26), a visita da Diretora do Departamento de Atenção Especializada (DAE) do Ministério da Saúde, Alzira de Oliveira Jorge.  A Diretora esteve durante toda a manhã reunida com a Governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, o Secretário de Estado da Saúde Pública, Isaú Gerino Vlilela, a Secretária Adjunta, Kátia Mulatinho, o Coordenador Estadual das Urgências e Emergências, Luiz Roberto e a Coordenadora de Planejamento, Teresinha Rêgo , além  do Técnico do MS, Luiz Branquinho.

A Diretora veio reafirmar o apoio ao Plano de Enfrentamento aos serviços de urgência e emergência no estado e garantir ao Rio Grande do Norte, a entrada do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, a partir do dia 09 de outubro, no SOS Emergência, quando contará com  a presença da Coordenação do programa e de um apoiador do Ministério da Saúde naquela  unidade hospitalar.

“O Ministério da Saúde está acompanhando todo o Plano e nós estamos aqui para garantir o RN no SOS Emergência , apoiando as ações e  discutindo as dificuldades e soluções”, disse Alzira Jorge.

Alzira Jorge esclareceu que “em princípio não existe para   o Ministério da Saúde a alternativa de intervenção federal” e que a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde continuará realizando os repasses pactuados com Estado e  orientando a gestão nas ações de enfrentamento, durante todo  o Decreto de Calamidade.

Para a Governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, a presença do Ministério da Saúde tem sido importante  no enfrentamento dos problemas. ” A representante do Ministério da Saúde vem como entidade federal nos ajudar nas soluções dos problemas. Esse é o momento de darmos as mãos para àqueles que precisam de assistência”, falou Rosalba Ciarlini.

Fonte: SESAP

Protocolado relatório que pede intervenção federal na saúde do RN

Foi entregue na manhã desta quarta-feira (26) para o Ministério da Saúde (MS), o pedido de intervenção federal na saúde pública do RN pelos representantes do Conselho Federal de Medicina, a Federação Nacional dos Médicos e a Associação Médica Brasileira.

A diretora da Atenção Especializada do MS, Alzira Jorge, realiza visita ao estado juntamente com outros técnicos, e recebeu das entidades um relatório completo da situação de calamidade da rede pública de saúde do RN.

Depois de protocolado o relatório, será realizada uma reunião para discutir os pontos apresentados pelas entidades. Em seguida o processo é encaminhado para Advocacia Geral da União (AGU), em Brasília.

Após o parecer da AGU, cabe à presidenta Dilma Roussef decidir se realiza a intervenção federal na gestão da saúde pública no Estado.

A governadora Rosalba Cialirni tem se articulando e realizado várias reuniões focadas no tema da saúde, para que não seja preciso que o Governo Federal intervenha no estado.

Governadora se reuniu com diretores de hospitais de Natal

A governadora Rosalba Ciarlini  reuniu  nesta quinta feira (20), na Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), os diretores dos hospitais Monsenhor Walfredo Gurgel, Santa Catarina, Giselda Trigueiro, Ruy Pereira, Deoclécio Marques e Maria Alice Fernandes, além da Direção da UNICAT e Coordenadores da SESAP.

A Chefe do Executivo vem acompanhando junto com o Secretário de Estado da Saúde Pública, Isaú Gerino, as necessidades ainda encontradas nas unidades hospitalares, como também as ações que estão sendo realizadas dentro do Plano de Enfrentamento às urgências e emergências. “Estamos trabalhando não só para resolver os problemas do Walfredo Gurgel, mas também para estruturar toda a rede e assim, dar mais resposta na grande Natal”, disse a Governadora.

Rosalba Ciarlini acrescentou, ainda, sobre o repasse do Fundo Estadual de Saúde   que foi liberado à Prefeitura de Natal, através do Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$ 5 milhões e 504 mil reais, referente a contra partida do Estado, através das Portarias das Urgências e Emergências.  Com os recursos, o município se comprometeu de regularizar débitos com as Cooperativas Médicas.

O abastecimento pela UNICAT nas Unidades Hospitalares foi um dos pontos prioritários na pauta da reunião. O Governo do Estado já disponibilizou ao todo cerca de R$ 15 milhões para  regularizar o fornecimento de insumos e medicamentos, após o Decreto de Calamidade na Saúde do Estado.

Os percentuais de abastecimento atualizados nesta quinta-feira (20) correspondem a 92% no Hospital Santa Catarina, 90% no Hospital Giselda Trigueiro, 70% no Hospital Deoclécio Marques, 60% no Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, 54% nos Hospitais  Walfredo Gurgel e Ruy Pereira.

Ao final da reunião, os diretores avaliaram o momento atual, de que forma as reuniões, com a presença dos diretores, podem colaborar para agilidade nas demandas e na realização das ações estruturantes, que  já  iniciaram na maioria das unidades.

“São reuniões necessárias para sabermos a realidade de cada hospital e resolvermos os problemas que estão sendo enfrentados dentro do decreto de calamidade”, afirmou Wilson Cleto, Diretor Geral do Hospital Maria Alice Fernandes.

Para o Diretor Administrativo do Hospital Giselda Trigueiro, Carlos Mosca, com as reformas que estão sendo realizadas naquela unidade hospitalar, haverá um crescimento significativo no atendimento. “Com a regulação e as reformas de ampliação daremos uma maior resolutividade nos serviços”, falou o diretor.

Ortopedista do Walfredo Gurgel desabafa a respeito das condições da saúde‏

Todos nós potiguares sabemos o caos que anda a nossa saúde pública, em especial o Hospital Walfredo Gurgel. Notícias sobre a falta de medicamentos, médicos, materiais básicos,  falta de atendimento; são relatados rotineiramente por este blog e qualquer outro veículo de comunicação. Desta vez o BG abre espaço para um médico ortopedista e traumatologista contar o seu desabafo a respeito do seu local de trabalho e da saúde pública no estado:

Confira a carta escrita por  Tiago Medeiros  de Almeida, médico ortopedista e traumatologista

Hospital Walfredo Gurgel, dia 30/08/2012.

Devido ao caos instalado na saúde pública do nosso Estado, creio eu que fruto de má vontade política, acompanhada de má gestão e descaso com o povo, pacientes brigam com os médicos e demais profissionais da saúde dentro do hospital, buscando uma solução para seus problemas. Não sabem eles que o pobre do médico e os funcionários não são culpados, mas são os que estão na linha de frente e recebem todas as reclamações.

Hoje recebi um paciente com dor crônica na perna há mais ou menos um mês, que devido à ineficiência municipal da saúde, não consegue resolver seu problema. E já que o problema dele deveria ser resolvido em ambulatório, com realização de exames para investigação das causas da dor, o que eu poderia fazer naquele momento, era prescrever analgésico, e dar alta. Ao ouvir que daria alta ao paciente, a senhora que o acompanhava (irmã, esposa, não sei), começou a me agredir verbalmente.

Em situações assim, qualquer ser humano passa do seu estado normal para um estado de estresse, ainda mais quando sabe que está fazendo o certo e que está sendo injustiçado nas críticas, que deveriam ser direcionadas à outra instância. Mesmo assim não contestei e terminei o tratamento conforme demandava o caso, e dentro das minhas possibilidades locais!!

Terminado este atendimento, passo a atender os outros pacientes, porém com um nível de estresse elevado. Em um determinado momento, entra no consultório da Ortopedia, uma senhora muito educada e humilde, procedente da cidade de Serra Caiada, que me indaga: – Doutor, tenho um filho de 12 anos que está com fratura de antebraço há mais ou menos 7 dias. Gostaria de saber quando ele será operado… Antes que eu contestasse, ela completou que o problema maior, é ela é pai e mãe, que cuida sozinha dos filhos, e que além do menino que está no hospital ela tem uma filha de 15 anos, e que está sozinha em casa.

Neste momento, diante de tamanha educação e humildade, comecei a explicar que a pessoa menos indicada para que ela fizesse esta pergunta seria eu. Mas como sou pai, no momento que falava, me coloquei no lugar dela e rapidamente minha frieza da medicina se esvaiu. Fui às lágrimas frente a paciente, que também começou a chorar.

Acho deprimente isso que está acontecendo, e acho que não sou o único que está com esse sentimento de impotência, é tanto que inúmeros colegas estão pedindo exoneração. E como se não bastasse o médico ter que cuidar do biológico do paciente e psicológico do paciente, ele também está evoluindo para problemas psicológicos.

Acho que nunca estivemos tão ruins em matéria de saúde. E o engraçado, ou o mais grave, é que a gestora do nosso Estado é médica. Mas acho que ela já não tem noção do que é trabalhar na saúde pública, em prol dos necessitados e angustiados. Eu faria uma analogia dizendo que hoje se a saúde fosse um paciente estaria na porta da UTI agonizando, sem poder entrar, pois a mesma está fechada e NINGUÉM faz nada para salvá-la.

Peço às entidades competentes que façam algo sobre este descaso. Muitos familiares estão pagando o preço de ver seus entes falecerem, ou ficarem com sequelas, mutilados. Hoje nosso hospital (Walfredo Gurgel) não tem a mínima condição digna de funcionamento. Nem um hospital de guerra é tão mal equipado e funciona tão precariamente como o nosso hospital.

Este é um hospital que recebe tudo e todos do Estado, e deveria ter condições mínimas de prestar um atendimento digno a esta população tão sofrida. E não só à população tão sofrida, até porque, todo paciente politraumatizado vai para lá, independente da classe social, e de ter plano de saúde ou não.

Este é o desabafo de um médico que acredita que o Estado pode funcionar, que ama a medicina, e por isso briga por ela!!

 

Tiago de Medeiros Almeida

Médico Ortopedista e Traumatologista

 

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] Ortopedista do Walfredo Gurgel desabafa a respeito das condições da saúde‏ […]

  2. ESTE SIM, É UM PROFISSIONAL DE CARÁTER E VERGONHA, POIS VÊ O PACIENTE   COMO SER HUMANO E NÃO COMO UM ANIMAL QUE NÃO SEJA DE ESTIMAÇÃO, POIS ESTE TAMBÉM MERECE TRATAMENTO DIGNO. PARABÉNS DR. TIAGO,  VOCÊ SIM MERECE TOD NOSSO RESPEITO.

  3. Lucynara Santos disse:

     brilhante iniciativa mesmo…sei que muitos até percebem a precariedade dos serviços públicos de saúde, mas é preciso botar a boca e o coração no trombone! Assim outras pessoas tenderão a fazer o mesmo…

  4. Lucynara Santos disse:

    Como NÃO se afetar com esse depoimento…afinal de contas não é sempre que um médico admite importar-se e até chorar mediante o sofrimento de um paciente ou melhor, de um Estado adoecido pelo descaso e precariedade geral. Evidente que NÃO podemos generalizar, pois não apenas os médicos como também a classe da enfermagem, e até mesmo a minha classe (psicólogos) estamos diariamente nos vestindo de uma insensibilidade humana que dá medo. Hoje percebo que naturalizamos com maior facilidade a dor, o sofrimento que vai muito além do mau funcionamento do corpo, é duro mas estamos cada vez mais conformados com o desrespeito aos direitos básicos do ser humano (saúde, educação, segurança…) e dá muito gosto ver que outras pessoas ainda se importam com isso, parabéns ao médico 
    Tiago de Medeiros Almeida pela capacidade não só de ainda enxergar a falta de recursos estruturais, mas principalmente por se permitir experimentar em seu dia-a-dia tão estressante um pouco da dor emocional do outro que lhe vêm educadamente ou não, em pedido de ajuda!
    Lucynara Santos – Psicóloga

  5. […] para um médico ortopedista e traumatologista contar o seu desabafo a respeito do seu local de trabalho e da saúde pública no […]

  6. teofilo gautier disse:

    Bruno, todos os dias eu vejo todo mundo falando mal da saúde pública, aliás da administração pública. Eu trabalho com administração pública e na área de saúde, apesar de não ser técnico dessa área. Esse depoimento do ortopedista do HWG é comovente e por isso resolvi postar esse comentário.
    Como não quero criar polêmica não vou assinar o comentário, mas vou deixar a minha visão de técnico.
    A verdade é que as secretarias municipal de natal e do estado já desistiram de administrar através da Lei 8.666. Essa lei, que é proclamada como bastião da correção, foi feita a partir de normas que regulavam a construção civil e não atende a velocidade de serviços de emergência, como ocorre no caso da saúde.
    Nossos profissionais, incluindo os diretores de hospitais, secretários e governantes (prefeita e governadora) não fazem a menor idéia de como organizar o serviço, numa perspectiva como se encontram. O estado gasta R$ 8,50 de cada R$ 10,00 investidos na saúde com servidores, ou seja, sobra 15% do orçamento para tudo (medicamentos, investimentos, materiais, equipamentos). Um estudo da Sec de saude de SP indica que esse percentual não deve ultrapassar 65% de forma nenhuma, mas que o ideal seria entre 55% e 60%. A LRF limita em 54% o percentual do Estado. A SESAP gasta hoje 85%.
    É bobagem falar em falta de vontade política. Todo governante adoraria resolver o problema da saúde e choram e se desesperam por não conseguir. O problema dos governantes é que além de um ordenamento jurídico que é feito para dar errado, em que as compras nunca, em todo o Brasil, acontecem de forma cara, atrasada e de má qualidade, fruto de uma corrupção que se alimenta dessa desorganização, mas que beneficia fundamentalmente os empresários do setor.
    Saúde sem materiais, medicamentos e equipamentos não acontece. E isso custa muito caro, muito mais que a nossa capacidade de bancar, nesse contexto.
    Solução: apertar muito, muito, muito mesmo em cumprimento de horários e expediente dos servidores, porque ai a gente manda uma parte que não aguenta o tranco embora. E flexibilização das compras, com a redução da burocracia, e fiscalização fortíssima nos serviços contratados e nos materiais e medicamentos entregues.
    Retirar o foco da burocracia para os resultados. Pagando-se preço de mercado ao invés de buscar preços irrealmente baixos dos fornecedores e fiscalizar a entrega, com qualidade, prazo e eficiência.
    O problema é que se aperta na compra, imaginando-se que isso acaba com a corrupção e tudo é feito com preços irreais, faltando entrega ou se comprando coisas imprestáveis e a corrupçao continua a mesma. Deve-se inverter essa ordem: simplificar a compra, pagar o preço de mercado e exigir a boa prestação e entrega, ou seja, o aperto esta do lado errado.
    Assim nunca vai dar certo, como não dá em canto nenhum do país. Será que todo mundo é mal intencionado, no Brasil todo?

93% da população natalenses desaprova a Saúde Pública

Quase 100% da população de Natal reprova a saúde pública oferecida na cidade. Foi isso o que apontou a pesquisa Sinduscon-Consult divulgada na manhã de hoje. Apenas 2,8% se mostraram satisfeitos.

Veja os números:

APROVA: 2.80%

DESAPROVA: 93.80%

SEM OPINIÃO FORMADA: 3.40 %

 

E a principal culpada, na opinião das pessoas que responderam a pesquisa, é Micarla de Sousa.

PREFEITA MICARLA: 41.3%

GOVERNADORA ROSALBA :32.1%

TODOS:  31.2%

PRESIDENTE DILMA: 3.4%

NÃO SABE DIZER: 2.7%

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Omar Salgado disse:

    Caro Bruno, eu fico ESTARRECIDO de saber que existe gente (gente ???), ainda que apenas 2,80%, que aprova o serviço de saúde pública de Natal !!!
    A não ser que este percentual abranja todos os doentes mentais desta mesma cidade…