Diversos

Maconha passa a ter o efeito oposto quando você envelhece – pelo menos em ratos

(Reprodução/Reprodução)

No equilíbrio entre os benefícios e os riscos da maconha, a idade parece ser um fator mais importante do que se imaginava. Pelo menos foi o que concluiu uma pesquisa feita com ratos na Universidade de Bonn, na Alemanha.

Os cientistas queriam ver qual seria o efeito do THC, a substância responsável pelo “barato” da maconha, se fosse dado aos ratos em doses baixas, mas diárias, por um longo período de tempo.

Eles dividiram os bichinhos em três grupos: um de jovens, outro de ratos na meia idade e um último de idosos. Os animais foram testados com relação à capacidade de aprender e à memória usando pequenos labirintos. Eles observaram quanto tempo os roedores levavam para explorar o trajeto certo e, depois, para perceber quando estavam num caminho já percorrido anteriormente.

A próxima etapa foi dar subdoses de THC durante um mês para cada rato. A quantidade era bem baixa, pequena demais até para causar efeitos psicoativos. Mesmo assim, ao fim do teste, o desempenho dos ratos jovens piorou muito dentro do labirinto.

O resultado é consistente com pesquisas em humanos, que mostram que a memória de curto prazo fica prejudicada enquanto durar o uso, ainda que os efeitos sejam reversíveis.

Mas o grupo de ratos idosos surpreendeu os pesquisadores. Porque, no caso deles, o uso do THC trouxe uma melhora cognitiva razoável, impulsionando a memória e a atenção e trazendo resultados melhores dentro do labirinto.

Qual o nível da melhora? Bem, no grupo de controle, sem drogas envolvidas, os ratos jovens tinham um desempenho muito melhor que os dois grupos mais velhos. Já no grupo que recebeu o THC, a performance dos ratos idosos foi tão boa quanto a dos jovens que não usam o THC.

Em outras palavras, foi como se as baixas doses do canabinoide tivessem rejuvenescido a cognição dos roedores. Por quê? Os cientistas têm uma teoria.

A maconha tem efeito no cérebro porque suas moléculas imitam substâncias produzidas no próprio corpo, processadas pelo sistema endocanabinoide, presente no cérebro de todos os mamíferos.

Os mesmos pesquisadores fizeram testes com ratos geneticamente modificados para ter problemas no sistema endocanabinoide. Eles envelheciam mais rápido e tinham problemas cognitivos mais cedo.

Mesmo em pessoas saudáveis, esse sistema já não funciona tão bem conforme ficamos mais velhos. Baixas doses de THC podem ser o estímulo necessário para equilibrar as coisas novamente, impedindo o declínio da atenção e da memória.

O mesmo mecanismo explicaria o prejuízo na mente dos jovens: o sistema endocanabinoide deles ainda funciona muito bem. Por isso, adicionar mais estímulo acaba desequilibrando o sistema e pecando pelo excesso.

Os cientistas de Bonn repetiram a experiência várias vezes e sempre conseguiram os mesmos resultados. O próximo passo é começar um estudo diretamente com humanos. Por mais promissor que pareça, porém, eles alertam que o THC isolado usado na pesquisa está bem abaixo da quantidade presente em um único cigarro da erva. Ou seja: nada de passar o baseado para turbinar a memória da sua avó.

Super Interessante

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Polícia

INSPEÇÃO POR RAIO-X: Polícia Federal prende homem em flagrante em Parnamirim que receberia cerca de 1,6 quilo de maconha em agência dos Correios

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (11) um homem no momento em que receberia cerca de 1,6 quilo de maconha em uma agência dos Correios, na cidade de Parnamirim/RN. A droga havia sido despachada pelo correio do Paraná

Durante verificação rotineira foi detectada, através de inspeção por raio-x, a presença de quantidade significativa de material orgânico no interior da encomenda postal. Acionados, policiais federais acompanharam de forma velada o trajeto do material até seu destinatário.

O homem foi preso e indiciado por tráfico interestadual de drogas, cuja pena pode variar de 5 a 15 anos de reclusão. Após o indiciamento, ele foi encaminhado ao sistema prisional estadual.

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Polícia

PRF prende casal com maconha na BR-101 em Parnamirim

Reprodução: PRF

Um casal foi preso no final da manhã desta quinta-feira (6), no viaduto de Emaús, em Parnamirim/RN, transportando maconha. Eles estavam em um Fox vermelho com placa da cidade de Riachuelo/RN.

No momento da abordagem, os policiais desconfiaram do comportamento dos suspeitos. Eles se mostraram bastante nervosos. Ato contínuo, foi realizado uma revista no interior do veículo, quando os PRFs localizaram uma sacola plástica contendo seis tabletes de maconha, que após pesagem, pesou cinco kg da droga.

Diante dos fatos, a dupla foi detida e conduzida com o entorpecente à Delegacia da Polícia Civil de Parnamirim. Durante os procedimentos na polícia judiciária, constatou-se que o condutor, um homem de 21, fez uso de um documento falso, com o nome de outra pessoa e que a mulher era uma adolescente de 17 anos. O veículo não apresentou nenhuma irregularidade e pertence a uma outra pessoa.

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Comportamento

‘Não compre, plante!’: Movimentos convocam Marcha da Maconha em Natal

Foi convocada para o dia 31 de maio em Natal a Marcha da Maconha, evento cuja bandeira, anuncia-se na divulgação, é pela legalização da erva.

Com os dizeres “A proibição mata; o cultivo salta” e ainda “Não compre, plante!” o evento está marcado para ter concentração às 12h ao lado da faculdade Estácio de Sá na Avenida Roberto Freire, em Ponta Negra.

A saída está marcada para as 16h20 em direção ao deck da praia de Ponta Negra, conhecida região que congrega jovens nos fins de semana que fazem uso da droga.

O evento tem o apoio do Diretório Central de Estudantes da UFRN; Liga Canábica; Movimento Lombra Eterna; Cabeças Feitas Produções; Amonati; Casa da Ladeira, dentre outros.

Opinião dos leitores

  1. Liberar significa também regulamentar, criar um ambiente onde se discuta cada aspecto do uso, seja medicinal seja recreativo. Educação dá de dez em proibição cega.

  2. alô PM!!!!

    já sabem onde estará essa cambada de maconheiros…

    é só levar uns 15 camburões .

    1. Sua cervejinha vc nao dispensa no fim de semana, nené hipocrita?

    2. O paradoxo entre a proibição da maconha e a liberação do álcool faz parte do atraso dessa nação de primeiro mundo chamada Brasil.

  3. Código Penal: Art. 287. Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:
    Pena – detenção, de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa.

  4. Fazer uma pós, mestrado etc ninguém quer, mais apologia a maconha fazem uma festa eita país chibata.

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Coluna do BG

Funcionários encontram maconha na universidade federal

imagem ilustrativa

Funcionários da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Ponta Porã, encontraram na manhã de hoje tablete com 473 gramas de maconha, durante a limpeza no pátio, localizado na Rua Itibiere Vieira, Residencial Julia de Oliveira Cardinal.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a responsável pelo local acionou a polícia e informou sobre o tablete de maconha, que estava na universidade.

Conforme a mulher, os funcionários limpavam, quando encontraram tablete com odor forte. A maconha foi entregue à polícia, que fez a pesagem do entorpecente.

Deu no Correio do Estado

Opinião dos leitores

  1. Novidade. Se encontra cocaína em avião , que dirá maconha nas universidades. Isso existe desde que o mundo é mundo.

  2. Se a população soubesse o quanto tem de benefícios. Não tomaria mais remédios e acabaria com os bipolares e stressados. Quem produz e faz chegar às mãos de usuários são heróis mais que 90%desses políticos.

  3. Nada demais. Pior é a cachaça que matou uma dançarina. Nunca foi novidade que as universidades são os polos construtores de vícios e bauburdias. Muitas conspirações são iniciadas lá. Uma simples planta causa tanta polêmica porquê o estado não pode cobrar imposto sobre ela. Mais essa planta tem ajudado vidas . Com o projeto abraçar a espença. Seus estudos científicos é mais eficaz que muitos medicamentos em doença graves. Vão estudar sua história e benéfico científicos.

  4. O pessoal tá dizendo que na ufrn é comum. ACORDEM: em toda esquina tem. Na escola do teu filho de 8 anos já tem.

  5. Hehehe com tanta notícia mais importante pra publicar… O que é um tablete de maconha na frente de um País onde o presidente e seus aliados fazendo TUDO o que querem e saem ilesos?

    1. Aí Junior, o Ministério Público entrava no caso, como é uma instituição federal…..

    2. Hoje 'outsiders' são figuras proeminentes nas universitas fedorentas. E nós bancamos essa conta, vale lembrar.

  6. Isso virou coisa comum nas Universidades Federais. Por aqui também não é diferente.

    1. Será que somente nas universidades federais? Se fosse numa particular, talvez encontrassem aquele pó branco.

    2. Hipocrisia aqui transborda pelos teclados….
      Enquanto isso na Coxinhalandia, tb conhecido com USA, vários estados liberam o consumo e uso da Canabis.

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Polícia

Suspeito de tráfico de drogas é preso em flagrante com 2,5kg de maconha

DEtido com drogas (2)Policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar (4ºBPM) prenderam no fim da tarde desta quarta-feira (27) um homem identificado por Iranilson Barbosa, de 19 anos. Ele foi detido enquanto caminhava na Avenida Irma Vitoria, no Bairro Nossa Senhora da Apresentação, nas proximidades da Avenida das Fronteiras, na zona Norte de Natal. Com ele a PM apreendeu cerca de 2,5kg de maconha dividida em tabletes.

A ação ocorreu durante um patrulhando de rotina, quando o infrator foi visto em atitude suspeita. No momento da abordagem, Iranilson Barbosa não soube explicar a origem da droga, mas afirmou que sua função era realizar o transporte do entorpecente onde receberia certa quantia de dinheiro por este serviço.

O infrator foi conduzido à Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) onde foi autuado pelo tráfico de drogas e será conduzido ainda nesta semana para audiência de custódia.

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Jornalismo

SALVE MACONHEIRADA: Estudantes marcam evento para unir “problematização e drogas”

faceO grupo denominado Coletivo Acadêmico de Ciências Sociais (CACS), formado por alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está preparando um verdadeiro encontro de “maconheiros”. Entre os dias 10 e 13 de dezembro, será realizada a 1ª Semana dos Estudantes de Ciências Sociais com o objetivo de unir as coisas que eles mais gostam: problematização e drogas.

A informação foi publicada na página do CACS no Facebook no dia 13 de outubro com o objetivo de discutir nos dias que se passaram a organização do evento. E só agora, ela passou a circular nos grupos de WhatsApp. Diante disso, o blog passou a apurar e viu que é verdade. A publicação está na página oficial do movimento. Para conferi e ver que não é brincadeira, basta clicar AQUI.

Pelo visto, já na organização que aconteceu na semana posterior ao dia 13 de outubro, rolou muita “parada” e muitas “travessuras”, pois foi solicitado que os organizadores levassem as ideias, a larica e “a parada”.

 

Opinião dos leitores

  1. Sairia mais sensato privatizar a UFRN depois dessa. Depois de ler a propaganda indireta que encher os pulmões de fumaça cancerigena e poluidora é remedio, melhor fechar a universidade que apenas serve seu espaço ao trafico (rocinha é fichinha). O pior é a comparacao do quanto pior melhor, ja que existem outras drogas licitas, nao tem nada demais em aumentar o problema. Deve ser o efeito da maconha no cerebro ou indice baixo de pontuacao em determinados cursos. Parece que o pessoal de ciencias sociais nao sabem que quanto mais droga licitas, so resultam em mais problemas de saúde e violência. Estar ligado significa estar imbecilizado. Realmente, a problematizacao e drogas andam juntas, o problema é como alguns gostam de usar o espaço da universidade bancada com dinheiro nosso para o trafico. E o retorno para a sociedade do que é gasto ali?

  2. Deveriam se organizar e fazer este encontro lá para as bandas de Salgueiro e Cabrobó.

  3. Acredito que a pessoa que escreveu o Post não estuda na UFRN (pois não sabe escrever, redigir um texto), e muito menos conhece a fundo, utiliza, ou faz parte de grupos que fazem uso da Erva. Axo que o anúncio DENIGRE a imagem da INSTITUIÇÃO, do CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, e dos ALUNOS e PROFISSIONAIS correlatos à área. Acredito também que nem quem utiliza a ERVA gostou de ser chamado de MACONHERADA. Se Liga !

  4. Como Cientista Social tenho muito que lamentar! O curso de Ciências Sociais, devido a sua abrangência teórica nas áreas da Sociologia, Ciências Políticas e Antropologia, capacita seus profissionais para o magistério e a pesquisa, eixos primordiais na formação de capital intelectual, hoje tão escasso em nosso país. Ferramenta importante para promover grandes transformações na sociedade, as ciências sociais merecem muito mais que isso observado na matéria em epígrafe, pois por lá passaram figuras destacadas da sociedade potiguar que, sem sobras de incertezas, lamentam a que ponto chegou a formação de profissionais da área. Tenho certeza que não falta temáticas para debater e discutir nesses tempos de crise social, política e econômica no país que valesse a pena registrar nos escaninhos e murais do departamento. Porém, entendo que os tempos são outros e as nuvens da revolução bolivariana pairam sobre aquele teto, transformando o setor II numa trincheira da esquerda ultrapassada da América Latina, que contamina a rapaziada do curso com seu estilo Che Guevara e suas revoluções de laboratório . Me orgulho de ter feito parte daquele curso e espero sinceramente dias melhores para as Ciências Sociais, com marijuana ou "parada", o que tem que prevalecer são as ideias, as virtudes e a ética profissional. Um Salve aos meus diletos mestres!

    1. Desculpa ridícula que todo maconheiro usa… Esse é o nível dos eleitores do PT e apoiadores da esquerda.

  5. Pior é que essa turma de idiotas, vagabundos e arruaceiros, acabam com o conceito do Curso de Ciências Socias. Fica a fama terrível de um excelente curso aliado a bandalheira, desordem e delinquência. Esses vagabundos tem o apoio e a conivência de docentes, que uma vez não fazendo nada, são pelo menos, coniventes! É descabido isso ser publicado numa página oficial! Quero saber o que a Coordenação do Curso, o Departamento, a Reitoria e Polícia Federal (já que se trata de um local sob jurisdição federação) faram ou veremos prevaricarão novamente das autoridades envolvidas!

  6. Deviam ter vergonha, usar essa porcaria, isso é mal exemplo…nao quero meus filhos vendo isso em um local que deveria ser exemplo, se o cigarro comum faz mal imagina isso que é alucinogeno e acaba com os neuronios, isso dito por especialistas da area!!!!muito mal exemplo!!!!

    1. SE ATUALIZE, POIS A MACONHA, COM SÓ 1 PROPRIEDADE CURA MAIS QUE QUALQUER REMÉDIO…

  7. É o fim! Tudo liberado e as autoridades de costas. Essas merdas das drogas é proibida e não falta. Francamente só Jesus Cristo na causa. Prenda esses imprestaveis. Cambada de safados.

  8. Não é de hoje que dizem que os cursos de humanas são meras aldeias de maconheiros de nível superior. Pior é que esse comportamento antisocial é tido como modelo e até defendido com orgulho por aqueles subversivos metidos a moderninhos.
    Em um país minimamente sério, a reitora de uma universidade com esse tipo de gente mandaria abrir sindicância para expulsar os responsáveis por essas filiais das bocas de fumo da periferia, mas, aqui eles tem direito a voto e quem pode votar pode tudo.

    1. Sergio, seu trato intestinal grosso continua com inveja de sua boca, hehehehehehe.

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Polícia

PRF apreende mais de 40 kg de maconha em Picape durante abordagem em posto de fiscalização na BR-101

Na noite dessa quarta-feira (14), a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 40,5 quilos de maconha e prendeu dois homens suspeitos de tráfico de drogas em Macaíba, na Grande Natal. Segundo o órgão, o entorpecente estava escondido sob a lataria da carroceria de uma picape modelo Saveiro.

Segundo a PRF, os rodoviários relataram que encontraram a droga quando abordaram o veículo no posto de fiscalização na BR-101. Informações dão conta que a maconha seria levada de Natal para a cidade de Patos, na Paraíba.

Opinião dos leitores

  1. Na mesma situação, se eles passassem pela Roberto Freire e não estivessem bêbados, teriam entregue a droga sem qualquer problema. Já com a PRF, que foge do esquema "cara-crachá" a coisa é mais eficiente. Parabéns a quem tem o que apresentar em defesa de toda a sociedade e não apenas para ser órgão arrecadatório.

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Polícia

"SANDUBA"? Tabletes de maconha entregues dentro de pão são apreendidos durante revista em Alcaçuz

Cerca de 2 kg de maconha foram apreendidos de forma curiosa na tarde desta terça-feira (11), na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal. Na ocasião, agentes encontram a droga dentro de um buraco em uma cela do pavilhão 2 da unidade prisional.

Segundo a diretora de Alcaçuz, Dinorá Simas, a maconha foi entregue por outro detento na hora do café da manhã. Os tabletes, por sinal, chegaram dentro de um pão. Contudo, a direção do presídio havia esta confirmação e logo após a entrega da droga, a cela em que 10 presos se encontravam foi esvaziada para a revista e conseqüente apreensão.

Todos apenados da cela serão avaliados em sindicância, enquanto o preso responsável para o encaminhamento da droga já foi identificado e será autuado por tráfico de drogas.

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Diversos

Estudo: maconha pode impedir que o vírus HIV se espalhe

maconhauso-medicinalgettyA maconha tem sido usada há muito tempo como tratamento terapêutico efetivo contra alguns sintomas da Aids, como dores crônicas e perda de peso. No entanto, um estudo da Louisiana State University descobriu que a erva talvez poderia ser capaz de frear que a doença se espalhe ainda mais.

Segundo informações do site The Huffington Post, os cientistas administraram por 17 meses uma dose diária de THC, um ingrediente ativo da maconha, em macacos infectados com uma forma animal do vírus HIV. Ao longo deste período, eles observaram que os prejuízos ao sistema imunológico dos estômagos dos animais, uma das áreas mais comuns do corpo que sofrem com infecções, tinham sido reduzidos.

“Estes resultados revelam novos mecanismos que podem contribuir potencialmente para o controle da doença por meio da cannabis”, afirmou a líder da pesquisa, Dra. Patricia Molina. Ela explica também que enquanto o vírus HIV ganha força se espalhando por meio de infecções que matam as células do sistema imunológico, os primatas que participaram da pesquisa mantiveram altas taxas de células saudáveis ao longo do tratamento.

Estudos anteriores concluíram ainda que macacos infectados com o vírus HIV e tratados com THC tinham maior chance de sobreviver. Em 2012, outra pesquisa pontuou que componentes da maconha podem ser efetivos na luta contra o vírus HIV em pacientes terminais diagnosticados com a doença.

Um oncologista do Reino Unido também divulgou um levantamento no qual diz que a erva pode matar células cancerígenas em pacientes com leucemia. No California Pacific Medical Center, em São Francisco, nos Estados Unidos, cientistas sugeriram que os componentes da maconha podem também combater outras formas mais agressivas do câncer.

Terra

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Polícia

FOTO: PM apreende mais de 60 kg de maconha em Mossoró

 

ÍndiceA Polícia Militar de Mossoró apreendeu na manhã desta sexta-feira(31) mais de 60 quilos de drogas em Mossoró. Dois traficantes (nomes ainda não confirmados) estão presos em flagrante e outros poderão também terminar na mesma condição. Os policiais estão em diligências.

A informação foi confirmada pelo comandante do II Batalhão de Policia Militar, tenente coronel PM Alvibá Gomes. A droga e os suspeitos presos estão sendo conduzidos para a Delegacia de Combate ao Tráfico de Drogas (DNARC).

Jornal De Fato

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Judiciário

Juiz em Brasília considera maconha 'recreativa' e absolve traficante confesso

 Um réu confesso do crime de tráfico de drogas foi absolvido após um juiz de Brasília considerar a maconha uma droga “recreativa” e que não poderia estar na lista de substâncias proibidas, utilizada como referência na Lei de Drogas.

A decisão, do juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel, da 4ª vara de Entorpecentes de Brasília, foi tomada em outubro e o Ministério Público recorreu. Na sentença, o juiz compara o uso da maconha com o cigarro e álcool, para concluir que há uma “cultura atrasada” no Brasil.

“Soa incoerente o fato de outras substâncias entorpecentes, como o álcool e o tabaco, serem não só permitidas e vendidas, gerando milhões de lucro para os empresários dos ramos, mas consumidas e adoradas pela população, o que demonstra também que a proibição de outras substâncias entorpecentes recreativas, como o THC, são fruto de uma cultura atrasada e de política equivocada e violam o princípio da igualdade, restringindo o direito de uma grande parte da população de utilizar outras substâncias”, diz o juiz, na sentença.

Ele cita vários exemplos que comprovariam o uso da maconha como droga recreativa e medicinal, além do baixo potencial noviço. A sentença exemplifica os casos do Uruguai, Califórnia e até a posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

LISTA PROIBIDA

Maciel entendeu que não houve justificativa para a inclusão do THC, substância da maconha, na lista proibida. O juiz afirmou que, como essa lista restringe o direito das pessoas usarem substâncias, essa inclusão deveria ser justificada.

“A portaria 344/98, indubitavelmente um ato administrativo que restringe direitos, carece de qualquer motivação por parte do Estado e não justifica os motivos pelos quais incluem a restrição de uso e comércio de várias substâncias, em especial algumas contidas na lista F, como o THC, o que, de plano, demonstra a ilegalidade do ato administrativo”, escreveu na sentença.

No caso concreto, o réu confesso foi pego em flagrante, dentro do presídio da Papuda, com 52 porcões de maconha dentro do estômago, que seria repassada a um presidiário. Ele assumiu o crime, pediu pena mínima e acabou absolvido.

Folha

Opinião dos leitores

  1. Todo apoio ao Excelentíssimo Juiz Frederico, a Ciência falou mais alto. Vivas a psicodelia!

  2. Só tendo o pensamento autista para defender a liberação da maconha. Só sendo um maconheiro ou traficante para tentar dar cores de seriedade a um absurdo deste. Então liberando a maconha acaba o tráfico ou cria uma concorrência oficial com os traficantes? Se acabar, que tal as mulheres andarem nuas para também acabar com as taras dos estupradores? Ou os bancos não usarem cofres para evitar o uso de armas e explosivos nos assaltos? Ou ainda tirar os pneus dos carros e fazer cessar as mortes no trânsito?
    Só mesmo quem tem a mente carcormida pelo THC para defender uma imbecilidade desse naipe.

  3. Torço para que qualquer familiar de quem apóia a liberação ou considera a maconha uma droga recreativa tenha um caco de vidro esfregado no pescoço por alguém que quer dinheiro para se divertir um pouquinho.

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Diversos

Obama: ‘Maconha não é mais perigosa do que álcool e tabaco’

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acredita que a maconha não é mais perigosa do que o álcool ou o tabaco, mas não considerou a legalização uma “panaceia” que resolveria todos os problemas, de acordo com uma entrevista publicada neste domingo na revista “New Yorker”.

– Como foi bem documentado, fumei maconha quando era jovem e vejo como um mau hábito e um vício não muito diferente dos cigarros que fumei durante a minha juventude e grande parte da minha vida adulta. Não acho que seja mais perigosa do que álcool – afirmou Obama na entrevista, feita em novembro de 2013.

O presidente explicou que considera “menos perigoso em termos de seu impacto sobre o consumidor”. Mas afirmou não encorajar o consumo.

– Eu disse às minhas filhas que é uma má ideia, um desperdício de tempo e não é muito saudável.

Para Obama, o principal problema do consumo de cannabis nos Estados Unidos são as penas desproporcionais e como elas afetam as minorias.

– A classe média não fica presa por fumar maconha, mas as crianças pobres ficam – disse. – Não deveríamos encarcerar jovens ou indivíduos por muito tempo por consumir (maconha), quando os que estão escrevendo essas leis provavelmente fizeram o mesmo.

Ele considerou que as leis estaduais, como a do Colorado, que descriminalizaram a maconha para o uso recreativo, devem avançar, já que permitem acabar com a situação injusta na qual grande parte da sociedade viola a proibição e “só alguns são punidos”.

O presidente ressalvou que a legalização não é uma “panaceia”, argumentando que é uma questão complexa, e será sentida em casos como nos Estados de Colorado e Washington.

– Tendo dito tudo isso, aqueles que argumentam que a legalização da maconha é uma panaceia e resolve todos esses problemas sociais, acho que provavelmente estão exagerando. A experiência no Colorado e em Washington será desafiadora.

Em seu primeiro livro, “Dreams From My Father” (1995), Obama escreveu, antes de entrar na arena política, que tinha usado maconha e cocaína. Ele afirmou que não tinha experimentado heroína porque não gostava do traficante que estava tentando vender a substância a ele.

O Globo

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Diversos

Sou simpático à experiência do Uruguai sobre maconha, diz ministro do STF, Luís Roberto Barroso

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, diz ver com simpatia a política uruguaia de liberar o uso da maconha.

Ele pondera que a experiência do Uruguai é um “projeto piloto” que está “focado no usuário e em como tratar o usuário”.

Ele se diz mais preocupado com o poder que o tráfico exerce sobre a sociedade e sobre comunidades específicas, independentemente do consumidor final.

Barroso participou do programa Poder e Política, programa da Folha e do UOL conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. A gravação ocorreu no dia 18 de dezembro de 2013 no estúdio do Grupo Folha em Brasília.

Folha

Opinião dos leitores

  1. Pedro, seu comentário é de uma candura de tão simplória demonstração de egoísmo e vaidade, achando que todos gostariam de ser Promotor ou Juiz e apenas os que não são capazes é que não o são. COMO SE NÃO HOUVESSEM OUTRAS PROFISSÕES, SONHOS, DESEJOS, ASPIRAÇÕES, VOCAÇÕES E BUSCAS que não fossem apenas "dinheiro, remunerações, salários, cargos, gratificações, etc". Essa sua resposta simplesmente denudou os motivos reais por trás das falsas máscaras, que os referidos, em sua maioria, dos Promotores e Juízes perseguem: DINHEIRO. Muitos não fazem Direito e depois concurso para juiz e Promotor, apenas por que tem outras aspirações e sonhos. Veja que ainda hoje existe gente que pensa no bem coletivo e acredita em altos ideais de IGUALDADE E JUSTIÇA SOCIAL. Nesse sentido é que não podemos deixar de notar o absurdo do que representa simbolicamente esses "AUXÍLIOS" que são maiores do que os salários dos Professores, para quem pode muito bem pagar seus planos de saúde e suas refeições, enquanto Profissionais como Professores, Policiais e/ou enfermeiros não tem esse PRIVILÉGIO COMO VC MESMO FEZ QUESTÃO DE FRISAR. Caro manifestante, cresça e perceba que esse tipo de situação não tem defesa, assim como a GTNS do TJRN ou as EFETIVAÇÕES dos servidores da Assembléia sem concurso público. Coisas como essas nos fazem refletir sobre os exemplos daqueles que exigem certos comportamentos de nós meros mortais e pequenos servidores públicos/privados. Não ficamos revoltados com a quantidade de regalias que possuem os políticos brasileiros em seus diversos níveis? Mas estão dentro da LEGALIDADE, não é mesmo? E onde ficam a MORALIDADE e a ISONOMIA?

  2. Declaraçoes como esta so podia partir de um ministro indicado pelos PETRALHAS. Todos os estudiosos do assunto sao unanimes em afirmar que a maconha é a porta de entrada pra outras drogas. Xô PETRALHAS IMUNDOS.

    1. FHC quando disse que fumava maconha e era a favor da descriminalização é aplaudido porque é um sociólogo intelectual.

      Quando estudos apontam os fins terapêuticos da maconha ninguém contesta.

      O mundo todo caminha para a legalização da maconha, e ninguém comenta nada.

      Agora bastou um ministro dizer que é favorável que aparece os coxinhas para falarem que ele é um PETRALHA, como são pequenos de raciocínio essas criaturas.

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Diversos

Uso contínuo de maconha pode causar alterações na estrutura do cérebro parecidas com as da esquizofrenia

2013-670339708-2013-646080222-2013-634933187-2013-633467525-2013073114360491O uso contínuo e diário de maconha pode causar alterações na estrutura do cérebro parecidas com as da esquizofrenia. Em estudo com adolescentes, pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, relataram que as modificações cerebrais estão ligadas à perda de memória de curto prazo, o que compromete o desempenho escolar.

A pesquisa foi realizada com estudantes que fumavam diariamente durante três anos, entre os 16 e 17 anos, mais ou menos. As anormalidades cerebrais e problemas de memória foram constatadas dois anos após eles terem interrompido o consumo da droga, quando tinham cerca de vinte anos. O resultado aponta para os efeitos do uso crônico a longo prazo.

De acordo com os cientistas, as estruturas relacionadas com a memória pareciam encolher nos usuários, possivelmente refletindo uma diminuição nos neurônios. O estudo também mostra que as anormalidades cerebrais ligadas à maconha possuíam relação com o baixo desempenho da memória de curto prazo, o mesmo problema observado no cérebro de esquizofrênicos.

Nos últimos dez anos, os cientistas da Northwestern, em conjunto com outras instituições, têm apontado que mudanças na estrutura do cérebro podem alterar a forma como ele funciona.

Estudos anteriores já haviam avaliado os efeitos da maconha sobre o córtex, mas poucos haviam comparado diretamente o cérebro de usuários crônicos ao de esquizofrênicos. Esta é a primeira pesquisa a segmentar as regiões da área cinzenta subcortical afetadas por usuários e também é a única a ligar a área com a capacidade de processar informações do momento e, se necessário, transferi-las para a memória de longo prazo.

– O estudo relaciona o uso crônico de maconha a estas anormalidades cerebrais que parecem durar por pelo menos alguns anos depois de as pessoas pararem de usar a droga – disse o principal autor do estudo, Matthew Smith, professor de pesquisa em psiquiatria e ciências comportamentais da Escola de Medicina da Universidade de Northwestern Feinberg. – Com o movimento para descriminalizar a maconha, precisamos de mais pesquisas para compreender seu efeito sobre o cérebro.

Publicado nesta segunda na revista “Schizophrenia Bulletin“, o estudo analisou apenas um ponto no tempo e os cientistas afirmam que será preciso um estudo longitudinal para mostrar definitivamente se a maconha é responsável pelas alterações cerebrais e perda de memória.

– É possível que as estruturas cerebrais anormais revelem uma vulnerabilidade preexistente ao uso da droga – afirmou Smith. – Mas a evidência de que o sujeito mais novo a usar a droga apresentou maior anormalidade cerebral indica que a maconha pode ser a causa.

Cerca de 97 pessoas participaram do estudo, incluindo usuários de maconha saudáveis ou com esquizofrenia e não usuários saudáveis ou com esquizofrenia. Os que usaram maconha não fizeram uso crônico de qualquer outra droga.

Conexão entre maconha e esquizofrenia

Dos 15 usuários esquizofrênicos no estudo, 90% começaram a usar a droga intensamente antes de desenvolverem o transtorno mental. O uso crônico da maconha já havia sido relacionado com o desenvolvimento de esquizofrenia em pesquisas anteriores.

– O abuso de drogas de rua populares, tais como a maconha, pode ter implicações perigosas para os jovens que estão desenvolvendo ou vão desenvolver transtornos mentais – relatou outro autor do estudo, John Csernansky. – Esta pesquisa pode ser pioneira a revelar que o uso de maconha pode contribuir para as alterações na estrutura do cérebro que têm sido associados com a esquizofrenia.

Tanto os fumantes crônicos saudáveis quanto os com esquizofrenia tinham alterações cerebrais relacionadas com a droga. No entanto, os indivíduos com transtorno mental apresentaram maior deterioração no tálamo, uma estrutura tida como o centro de comunicação do cérebro e fundamental para a aprendizagem, a memória e as comunicações entre as regiões cerebrais.

– O uso crônico de maconha pode aumentar o processo de doença subjacente associada com a esquizofrenia – analisou Smith. – Se alguém tem um histórico familiar de esquizofrenia, ele pode estar aumentando seu risco de desenvolver o transtorno fazendo uso crônico da droga.

O Globo

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Diversos

Uruguai é o 1º país do mundo a regularizar produção e distribuição da maconha

Depois de mais de doze horas de discussão, o Senado do Uruguai aprovou nesta terça-feira a lei de estatização do mercado da maconha, por 16 votos a 13 – tornando-se o primeiro país do mundo a regularizar a produção e distribuição da erva. Antes do debate acalorado, o próprio presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, alimentou a fúria da oposição ao admitir que seu país não estava pronto para se tornar o primeiro do mundo a regulamentar o cultivo, distribuição e uso da maconha. Mas, ele também se disse seguro de que “a dúvida não pode paralisar a abertura de novos caminhos”.

Com a nova lei, os usuários de maconha terão que ser maiores de 18 anos e poderão comprar 40 gramas por mês em farmácias autorizadas pelo Estado – após um cadastramento para que essas aquisições possam ser monitoradas. Os uruguaios também poderão cultivar para consumo próprio seis plantas – ou 480 gramas anuais. A Junta Nacional de Drogas prevê a comercialização de quatro ou cinco tipos de cannabis ao preço de US$ 1 por grama. Não será permitida a venda a estrangeiros e, um novo órgão, o Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA) ficará responsável por dar licenças, multar e suspender o registro de infratores.

Resta agora somente a Presidência sancionar a lei, que poderá entrar em vigor após 120 dias, prazo para para que o governo conclua as regras de todo o mercado de maconha, da plantação ao cigarro, passando pelo preço e pelo registro de todos os envolvidos no processo – incluindo os consumidores.

– Começamos a nova experiência em abril. Culturalmente ela envolve uma grande mudança focada na saúde pública e na luta contra o tráfico de drogas – disse a primeira-dama uruguaia, a senadora Lucía Topolansky.

Durante todo o dia, manifestantes favoráveis à medida se concentraram na Plaza Cagancha. Mas, no plenário, temerosa de que as novas regras façam crescer o consumo das drogas, a oposição questionou vários pontos da proposta, considerada inconstitucional. Mais cedo, com o estilo simples e tranquilo que lhe é peculiar, Mujica admitiu que há dúvidas legítimas sobre o sucesso da empreitada.

– Não estamos totalmente prontos, mas é como você, que aprendeu a ser jornalista quando te deram a oportunidade – afirmou o presidente ao Canal 4. – É preciso audácia para buscar outros caminhos e tirar da clandestinidade os jovens que entram no consumo e não se sabe onde vão parar.

Para o senador Jorge Larrañaga, da Aliança Nacional, no entanto, o projeto vai levar o Uruguai ao “abismo”, já que os viciados, acredita, poderão trocar suas doses de maconha por outras drogas pesadas no mercado negro.

– Este governo perdeu o rumo – criticou o provável candidato da oposição à Presidência.

O consumo de maconha já é legal no Uruguai, e a base desta nova lei é coibir a ação do narcotráfico: o presidente acredita que ao deixar nas mãos do Estado todo o controle sobre cultivo, colheita, produção importação, exportação e comercialização da cannabis e seus derivados, estará minando o comércio de drogas no país de 3,4 milhões de habitantes.

Comparação com um purgante

No Senado, enquanto governistas mostraram seu entusiasmo com o passo que estavam prestes a dar, a oposição criticou detalhes do projeto de lei, que classificou de inconstitucional.

– A lei representa uma política decidida e inovadora, para combater o crime organizado – afirmou o senador oficialista Roberto Conde.

Sua companheira de bancada, Constanza Moreira, destacou que a lei volta a colocar o país na vanguarda da América Latina.

– Para muitos de nós, hoje é um dia histórico. Muitos países da América Latina, e muitos governos, tomarão esta lei como exemplo.

Já o representante nacionalista Luis Alberto Heber questionou o critério que estabelece o plantio de seis pés de cannabis, e não sete ou oito. O senador colorado Alfredo Solari citou estudos que alertam sobre os danos à saúde provocados pela maconha, que pode levar à dependência:

– Se aprovamos a lei, podemos nos converter en um foco regional para o turismo de cannabis, como teme a região – disse.

Antes do fim da votação, o presidente uruguaio comparou a droga a um purgante, em declarações ao Canal 4. Aos 78 anos e garantindo que nunca fumou maconha, Mujica ressaltou:

– Isso não é um viva ao baseado. É como alguém que toma um purgante: é tomar medidas que não são bonitas, mas não podemos deixar as pessoas entregues ao narcotráfico.

Apesar da agenda progressista, a regulamentação tem o apoio de apenas 27% dos uruguaios, segundo o instituto Equipos Consultores – alta de seis pontos em relação a junho, quando o projeto passou na Câmara. A oposição à liberalização, embora tenha diminuído, continua alta: passou de 68% 58%.

O Globo

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