PANCADA: Por antecipar receitas e cair para a Série B, Cruzeiro deverá perder mais de 80% da cota de televisão

Zezé Perrella e Wagner Pires de Sá — Foto: Bruno Haddad

Rebaixado pela primeira vez para a segunda divisão, o Cruzeiro enfrentará em 2020 um dos descensos mais difíceis da história moderna do futebol brasileiro. Ao mesmo tempo em que acumula dívidas, o clube mineiro terá de ajustar as suas contas com um faturamento consideravelmente mais baixo. Resultado da gastança e da irresponsabilidade que marcaram a administração de Wagner Pires de Sá, presidente, e Itair Machado, agora ex-vice-presidente de futebol.

A queda cruzeirense ocorre justo no momento em que o futebol brasileiro mudou de fórmula em relação aos direitos de transmissão. No passado, as cotas eram negociadas entre clubes e emissoras e tinham seus valores inteiramente garantidos durante o período do contrato.

A partir de 2019, o Brasil entrou em um modelo de distribuição semelhante ao das grandes ligas europeias. De todo o valor pago pelo Grupo Globo na primeira divisão, 40% são iguais para todos os competidores, 30% estão condicionados à quantidade de transmissões, e 30% são distribuídos de acordo com a colocação na tabela. Ainda há o pay-per-view, vinculado a uma pesquisa na base de assinantes.

A mudança na fórmula ocasionará a primeira consequência negativa para o Cruzeiro. Ficou estabelecido antes do início do Campeonato Brasileiro que, dentro dos 30% referentes à performance, rebaixados não teriam direito a nada. Se o Cruzeiro tivesse conseguido a 16ª colocação, receberia R$ 11,22 milhões neste mês de dezembro.

Se tivesse ficado na primeira divisão, o Cruzeiro receberia R$ 11 milhões da televisão por ter alcançado o 16º lugar. O dinheiro seria útil para pagar décimo terceiro salário, férias e pagamentos atrasados. Com o rebaixamento, não haverá repasse em dezembro de 2019.

Também por causa da alteração no modelo, a partir de 2020 o clube mineiro não poderá manter o contrato que possuía na primeira divisão. À diretoria caberá a seguinte decisão: ou o Cruzeiro opta por receber a cota fixa e igualitária da Série B, correspondente a cerca de R$ 8 milhões; ou decide receber os valores do pay-per-view, variáveis.

O blog simulou os valores recebidos pelo Cruzeiro, dentro do modelo 40-30-30, para chegar à diferença entre as cotas desta temporada e da próxima. No total, incluindo as televisões aberta e fechada e o pay-per-view, o clube recebeu cerca de R$ 70 milhões em 2019. Se ficar apenas com o pay-per-view previsto no contrato com a Globo, decisão mais provável, a cota ficará em torno de R$ 30 milhões em 2020.

A cota de televisão do Cruzeiro deverá ser reduzida de R$ 70 milhões para R$ 30 milhões, aproximadamente. Mas o cálculo piora. A maior parte da cota de 2020 foi antecipada por Wagner Pires de Sá e Itair Machado em 2018.

A redução em mais da metade seria problemática suficiente para um clube do porte do Cruzeiro. Mas a diretoria de Wagner Pires de Sá foi além. Na gastança em seu primeiro ano de administração, o atual presidente assinou a antecipação de recursos da televisão.

Por meio de operação financeira com o Polo, um fundo de investimento em direitos creditórios, o Cruzeiro antecipou em 2018 valores que seriam recebidos entre 2019 e 2022. No total, foram antecipados R$ 70 milhões. Esse dinheiro foi consumido em 2018. Dali em diante, a Globo passa a direcionar os pagamentos diretamente para o fundo de investimentos.

Antecipação feita por Wagner Pires de Sá, no Cruzeiro, com o fundo Polo — Foto: Reprodução

Considerados apenas os pagamentos previstos para 2020, foram antecipados R$ 20 milhões nesta operação. Isso fará com que o Cruzeiro, dos cerca de R$ 30 milhões a que terá direito por meio do pay-per-view, receba apenas R$ 10 milhões. Pela temporada inteira. Isso se não houver outras antecipações das quais o blog não recebeu documentos.

Dos cerca de R$ 30 milhões que o Cruzeiro deve receber em 2020 pelo pay-per-view, R$ 20 milhões serão consumidos pelo empréstimo feito pela diretoria celeste. O restante não é suficiente para pagar nem um mês de salários.

Se na televisão a receita cairá dos cerca de R$ 70 milhões no total para apenas R$ 10 milhões, em outras fontes de arrecadação as perdas são difíceis de mensurar por causa da falta de transparência.

O programa de sócios-torcedores cruzeirense, que já chegou a proporcionar mais dinheiro até do que a televisão, possui apenas 23 mil adimplentes, segundo Zezé Perrella. Com o rebaixamento para e as desconfianças que cercam os atuais dirigentes celestes, o desempenho do programa em 2020 será uma incógnita. O mesmo vale para bilheterias. Talvez não valha abrir o Mineirão para jogos da Série B. Nos patrocínios, a falta de credibilidade e o amadorismo atrapalham.

As dívidas passaram do meio bilhão registrado no ano passado e se aproximaram de R$ 700 milhões, também de acordo com Perrella. As despesas, descontroladas há muitos anos, precisarão ser drasticamente reduzidas. E as receitas cairão muito, prejudicadas ainda por antecipações. Ao torcedor restará apenas uma certeza: diante da irresponsabilidade de dirigentes, para tirar o Cruzeiro da Série B, novamente é do bolso dele, torcedor, que precisará sair a salvação.

Blog do Rodrigo Capelo – Globo Esporte

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Escritor disse:

    Na europa times de futebol quebram e fecham. Aqui vao inventar uma loteria, vao perdoar dividas fiscais, etc.

Brasileirão: Flamengo tem 96% de chances de ser campeão, enquanto Cruzeiro e Fluminense perigam queda; veja possibilidades de título e rebaixamento

Foto: João Carlos Gomes/MyPhoto Press / Estadão Conteúdo

Entramos na reta final do Campeonato Brasileiro. Até o dia 08 de dezembro, quando está marcada a última rodada, cada equipe disputará mais 10 partidas. Em jogo estão as definições do título da competição nacional, que está cada vez mais próximo do Flamengo, e dos quatro rebaixados para a segunda divisão, além da briga pelas vagas para os torneios internacionais.

Com a vitória diante do CSA, no último domingo (27), no Maracanã, por 1 a 0, o Flamengo chegou a 96% de chance de ser campeão brasileiro. O Palmeiras, com 10 pontos a menos na tabela de classificação, derrotou o Avaí na Ressacada por 2 a 1 e se manteve vivo na disputa pelo troféu. As chances, porém, são de apenas 3%. Já o Santos, agora tem apenas 1% de chance, depois de empatar o clássico paulista com o Corinthians, no sábado (26). Os números são do matemático Tristão Garcia, do site ‘Info Bola’.

Na parte de baixo, a briga é muito maior. Onze equipes ainda correm risco de cair para a Série B, sendo que Chapecoense e Avaí já alcançaram 99% de chance de serem rebaixados. Goiás e Vasco, 10º e 11º colocados respectivamente, tem chances mínimas de jogaram a segunda divisão em 2020.

 

Esporte Interativo

Restando 5 jogos para o término da 1ª fase da Série C, confira classificação e jogos de ABC e Globo, que lutam contra o rebaixamento

Reprodução: Globo Esporte

Restam cinco rodadas para potiguares decidirem seu destino no Campeonato Brasileiro. Veja jogos de ABC e Globo:

ABC x Santa Cruz(Frasqueirão) – 27-07
Ferroviário x ABC (Castelão) – 05-08
Imperatriz -MA x ABC (Frei Epifânio) – 10-08
ABC x Sampaio Corrêa (Frasqueirão) – 17-08

Treze x Globo (Amigão) – 28-07
Globo x Náutico (Barrettão) – 05-08
Globo x Botafogo -PB (Barrettão) – 10-08
Santa Cruz x Globo (Arruda) – 17-08

* Na última rodada( a 18ª) da primeira fase no grupo A, os times potiguares se enfrentarão, dia 25-08, às 17h, no estádio Barrettão, no município de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

Crise já rebaixou quase 4 milhões às classes D e E

Pelo menos 3,7 milhões de brasileiros deixaram a classe C e voltaram para as classes D e E entre janeiro e novembro do ano passado, apontou estudo da economista Ana Maria Barufi, do Bradesco, publicado pelo jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira. A pesquisa foi feita com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período, a participação da classe C na pirâmide social do país caiu dois pontos porcentuais, de 56,6% para 54,6%. Uma parcela dessa queda alimentou as classes D e E, cuja participação avançou de 16,1% para 18,9% e de 15,5% para 16,1%, respectivamente. O aumento do desemprego e a queda da renda são alguns dos principais fatores que afetam a mobilidade social no país.

Na classe C, que concentra o maior contingente de brasileiros, estão 103,6 milhões de pessoas , com renda mensal entre 1.646 e 6.585 reais. Na classe D estão famílias com renda de 995 a 1.646 e na E, de até 995 reais.

“O problema é que não se vê reversão dessa tendência [no curto prazo]”, disse ao jornal a economista responsável pelo estudo, tendo em conta o cenário de aprofundamento do desemprego.

Ana Maria acrescenta que as recessões afetaram mais rapidamente e de forma mais intensa as classes mais baixas, já que as vagas que demandam menor qualificação são as primeiras a serem cortadas em períodos de ajuste.

A inflação, que acumulou 10,67% em 2015, é um agravante, pois compromete o orçamento doméstico com gastos básicos dessa parcela da população, como alimentação e transporte.

Com isso, a economista prevê que a desigualdade de renda aumente no país nos próximos meses, o que pode levar a classe C a voltar a responder por menos de 50% do total da população do país.

Fonte: Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Val Lima disse:

    Se continuar essa política recessiva do Governo Dilma/PT…o povo vai parar na classe "Z" ou seja,na bst….

Agora o "bicho pega": Santista recorre à Justiça Comum contra rebaixamento da Portuguesa

Julgamento-STJD-Foto-Igor-Siqueira_LANIMA20131227_0023_24Foto: Igor Siqueira

A luta para a Portuguesa permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro não vem só de torcedores da equipe rubro-verde. Agora, um torcedor santista de Mogi das Cruzes começou a escrever mais um capítulo dessa história. O advogado Delmiro Aparecido Goveia, ex-presidente do União Mogi, entrou nesta quinta-feira com uma ação pleiteando os quatro pontos que o clube do Canindé perdeu após ser condenado pelo STJD.

– Eu sou torcedor do Santos, sou santista, mas acompanho o Campeonato Brasileiro e fiquei indignado. Eu entrei com uma ação na Justiça Comum pleiteando os quatro pontos que a Portuguesa perdeu e o cancelamento da multa. Eu tenho legitimidade, uma vez que sou torcedor e, de acordo com o Estatuto do Torcedor, os auditores não foram legalistas. Eles aplicaram o Código de Justiça Desportiva para favorecer o Fluminense. Quero que devolvam os pontos da Portuguesa obtidos dentro de campo – disse Goveia, em entrevista ao LANCE!Net.

No último dia 27, a Lusa foi condenada pelo Pleno do STJD pela escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Brasileirão, contra o Grêmio. Com a decisão, o clube perdeu quatro pontos na tabela e acabou rebaixado para a Série B da competição. Quem se deu bem na história foi o Fluminense, que escapou da degola.

De acordo com o site Globoesporte.com, que deu a informação do processo, a ação foi registrada no Juizado Especial Cível, de Mogi das Cruzes, por ser mais ágil na execução e por não ter custos quando a ação se baseia em um valor inferior a 20 salários mínimos.

Lance

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Miguel disse:

    Que o diga o Treze e o Betim…

  2. DANIEL disse:

    BG
    Desde a edição do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (Lei 9.615/98) a justiça comum não mais interfere nas decisões emanadas pelo STJD. Isso porque são órgãos judiciais distintos. O STJD é especializado. O Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03) somente regula questões pertinentes aos direitos do torcedor enquanto "consumidor do produto esportivo". Algo como acesso e conservação dos estádios, transmissões das partidas, preço e carga de ingressos, promoções, etc. Questões atinentes aos regulamentos das competições estão fora da sua competência. Note que pelo critério temporal, o Estatuto (lei material) é inclusive posterior ao CBJD, e sobre ele não exerce qualquer influência. É até possível invocar o Estatuto do Torcedor para pleitear indenizações na esfera cível, todavia, jamais para contestar decisões do STJD transitadas em julgado. Juridicamente não há nenhuma chance, por mais remota que seja, de haver modificação daquilo já decidido pelo STJD.
    Abraço

PREVISÍVEL: Portuguesa, rebaixada, leva mais uma goleada no tapetão

BcgCPw9CYAAbEbqA Portuguesa não conseguiu virar o jogo na segunda rodada do tapetão. No julgamento de seu recurso, no início da tarde desta sexta-feira, na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, o clube paulista teve seus argumentos rejeitados. A perda de quatro pontos pela escalação de Héverton na última rodada do Brasileirão 2013 foi mantida, o que significa que a equipe não terá como escapar da segunda divisão em 2014. Isso, é claro, se não houver uma nova reviravolta, desta vez na Justiça comum – sem ter como recorrer no tribunal desportivo brasileiro, resta à agremiação ir às cortes civis (direta ou indiretamente, através de seus torcedores) ou à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.

Seja como for, a situação da Portuguesa e do principal interessado em sua situação, o Fluminense, que se salvou do rebaixamento graças à falha da equipe paulista, só será resolvida definitivamente no ano que vem. Por enquanto, não é possível prever o que pode acontecer na edição de 2014 do campeonato nacional. Um cenário bem diferente do que aconteceu nesta sexta no STJD: apesar das tentativas da Portuguesa de mostrar otimismo em relação ao sucesso de seu recurso, poucos acreditavam que o clube conseguiria virar o placar no pleno do tribunal. O desfecho previsto, nova derrota da Portuguesa, foi confirmado com os cinco primeiros votos pela manutenção da perda de pontos. Mesmo que os outros auditores votem em favor dos paulistas, nada mudará.

Veja

Brasileirão 2013: Procurador do STJD nega incoerência em falas e diz que campeonato "não acabou"

 O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, negou ter sido incoerente ao tratar de maneira diferente dois casos de jogadores que entraram em campo mesmo supostamente suspensos – Heverton, da Portuguesa, em 2013, e Leandro Chaves, do Duque de Caxias, em 2010 – e o caso de Tartá, então no Fluminense, em 2010.

Em entrevista à TV Globo, ele negou que suas opiniões sobre os casos sigam linhas diferentes. “Não vejo nenhuma incoerência. Acho que as duas falas tem a mesma linha no sentido de que o critério técnico e o resultado de campo tem que ser preservado sim. No caso do Tartá e do atleta do Duque, a procuradoria sempre foi contundente em levar para julgamento. Como no caso do Tartá, não chegou comunicado da CBF e havia esse julgamento anterior do Duque de Caxias, não houve julgamento, aplicação de pena, nem irregularidade”, disse.

Em 2010, Leandro, do Duque, atuou em partida da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro mesmo após receber três cartões amarelos, o que significaria suspensão automática – porém, dois dos cartões foram desconsiderados, já que haviam sido recebidos antes do atleta se transferir para o time carioca.

No mesmo ano, o Fluminense não foi julgado sobre uma suposta irregularidade na escalação de Tartá, que teria atuado mesmo suspenso (o que não ocorreu), e Schmitt declarou que não havia “condição moral” para tirar pontos do time carioca na ocasião.

“Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade. Rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora (ao final do campeonato), abrindo um precedente. Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos”, disse à época ao SporTV.

No caso atual, em que Heverton atuou pela Portuguesa na última rodada do Brasileiro mesmo após receber terceiro cartão amarelo, Schmitt declarou ser “pouco crível” a justificativa do clube paulista. A Portuguesa alega que o advogado Oswaldo Sestário Filho, que defendeu o time no caso, informou que a suspensão recebida pelo atleta foi de apenas um jogo.

Além dessa situação, Schmitt também opinou que o Campeonato Brasileiro, para ele, “ainda não acabou”. “O Campeonato não acabou nem de fato e direito. Tem a violência enorme em Joinville, tem dois casos de irregularidades na Lusa e Flamengo, que para nóss está comprovada, pois são atletas que não cumpriram a pena”, disse.

“Imagina a seguinte situação: dezenas de clubes cumprem suas penas sob as mesmas regras e condições. Se esses clubes passarem a não cumprir suas penas, não tenho a menor dúvida que os resultados seriam outros. Muitos atletas de qualidade excepcional ficaram fora dos jogos porque cumpriram suas penas. Não vamos contentar o torcedor preocupado que o Fluminense não seja rebaixado. Isso para nos não interessa. Se um dia interesse clubístico prevalecer, é melhor fechar as portas”, completou o procurador.

Por fim, ele novamente citou as questões “morais e técnicas”: “Casos específicos estão sempre sendo julgados e sempre há questão moral e técnica de não mexer nos resultados campo. Mas o resultado de campo se faz com todos cumprindo a mesma regra com isonomia”, finalizou.

O julgamento do caso no STJD está marcado para a próxima segunda-feira. A Portuguesa pode ser rebaixada porque se for considerada culpada no caso ela poderá perder quatro pontos. Assim, ela terminaria o Brasileirão com 44 pontos – dois a menos que o Fluminense, que então se salvaria do rebaixamento.

2004 – São Caetano – São Caetano punido com a perda de 24 pontos no Campeonato Brasileiro pela suposta escalação irregular do zagueiro Serginho, que morreu cerca de uma hora após desmaiar durante jogo contra o São Paulo, no Morumbi.

2005 – Brasileirão – O Campeonato Brasileiro de 2005 vivenciou uma das maiores polêmicas do futebol nacional, quando foi descoberto que o árbitro Edílson Pereira de Carvalho havia manipulado 11 jogos por um esquema de apostas. A polêmica aumentou porque o STJD decidiu anular os 11 jogos e repeti-los novamente. O Corinthians tinha dois de seus jogos entre os 11. Não havia feito nenhum ponto nestes duelos, mas, com a repetição, fez quatro. Foi campeão com três pontos acima do Internacional, o vice-campeão.

2008 – Grêmio – O zagueiro Léo foi punido com 120 dias de suspensão, o também defensor Réver pegou gancho de três jogos, e o atacante Morales não poderá atuar por oito partidas. Os três jogadores foram julgados por lances ocorridos na partida contra o Botafogo, no último dia 4, em que o Grêmio venceu por 2 a 1. Léo, que foi expulso na oportunidade, foi indiciado por chutar Jorge Henrique, do time carioca, sem a bola estar em disputa. Já Rever foi punido por empurrar o meia Carlos Alberto, e Morales era acusado de fazer falta violenta no lateral Alessandro.

2009 – Coritiba – O Estádio Couto Pereira será interditado até serem atendidas melhorias de segurança a serem determinadas pela CBF. Depois de cumprida esta pena, passa a valer a cassação de 30 mandos de campo, válida para os jogos da Série B e da Copa do Brasil. Além disso, o clube terá de pagar multa de R$ 610 mil. Acabou cumprindo dez perdas de mando.

2009 – Botafogo – Pego no doping, o atacante Jobson foi punido com dois anos pelo STJD. Porém, depois teve pena abrandada para seis meses. Ele foi flagrado pelo uso de cocaína em dois exames antidoping realizados na reta final do Brasileirão- contra Palmeiras e Coritiba.

2010 – Canedense – A briga que envolveu torcedores da Canedense e jogadores do Vila Nova-GO deixou um jogador do time visitante queimado e fora dos gramados por 40 dias. Após a confusão, o STJD resolveu interditar o estádio por 30 dias.

Mamoré 2010 – Vitinho foi escalado de maneira irregular em jogos do Módulo II e o Clube Patense foi derrotado. Os auditores entenderam que houve a irregularidade e por 8 votos contrários decretaram o Mamoré culpado e decretaram a perda de 7 pontos dentro do Módulo II.

2010 – Grêmio Prudente- A equipe do interior paulista escalou o zagueiro Paulão em partida contra o Flamengo, pela 3ª rodada do Brasileirão, no final de semana. O problema é que o defensor havia sido suspenso pelo STJD na sexta-feira, e não poderia ter entrado em campo no Macaranã. A defesa do Prudente alegou que o tribunal só notificou o clube na segunda-feira, mas não houve conversa: o time teve três pontos subtraídos e ainda teve que pagar multa de R$ 1 mil. Paulão também foi julgado e corria risco de ser suspenso por um ano, mas foi absolvido.

2011 – Rio Branco, do Acre, foi desclassificado da Série C do Campeonato Brasileiro 2011. O clube foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e, além da eliminação, teve que arcar com mais de R$ 13 mil em multas. O time infringiu o artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) ao mandar um jogo na Arena da Floresta, que havia sido interditada.

2013 – Carlos Alberto – Carlos Alberto, atualmente sem clube, foi condenado a um ano de suspensão por doping.

2013 – Paysandu – Perda de seis mandos de campo e mais R$ 80 mil de multa pecuniária. O clube foi julgado na sede do órgão, no Rio de Janeiro, por conta dos incidentes que aconteceram na partida contra o Avaí, no dia 18 de outubro, no Estádio da Curuzu. Na ocasião, um grupo de torcedores bicolores arremessaram objetos ao gramado, inclusive bombas caseiras, e a partida foi encerrada pelo árbitro Grazianni Maciel Rocha aos 37 minutos do segundo tempo.

UOL

Caso tese da Lusa prevaleça no STJD, Timão pode perder pontos devido a Emerson Sheik e cair para Série B

Parece inacreditável, mas até o Corinthians poderá ser rebaixado para a Série B na reta final do Brasileirão-tapetão 2013.

A queda pode ocorrer se o STJD confirmar o argumento da Portuguesa de que a decisão do julgamento do atleta Héverton só contaria a partir da segunda-feira, 9, primeiro dia útil depois do julgamento.

E como o Corinthians entra nessa história? Simples: no jogo do clube contra a Portuguesa, em 29 de setembro, Emerson Sheik foi flagrado por câmeras dando uma cotovelada em Ferdinando, da Lusa. O jogador não foi expulso – portanto não cumpriu suspensão na partida seguinte -, mas acabou denunciado no STJD dias depois.

No dia 18 de outubro, uma sexta feira, Sheik foi condenado no STJD com um jogo de suspensão. O jogador não entrou em campo no dia 19, na partida contra o Criciúma. Já na rodada seguinte, contra o Santos, Sheik participou normalmente do jogo, que terminou em empate.

Ora, se a tese da Lusa prevalecer, o Corinthians deveria perder quatro pontos porque Sheik não poderia ter disputado a partida contra o Santos. Ou seja, não jogar contra o Criciúma não teria efeito de cumprimento da pena. Assim, com 46 pontos e menos vitórias que Fluminense e Criciúma, o Timão estaria rebaixado para a série B.

Além do caso de Emerson Sheik, a aceitação da tese defendida pela Portuguesa poderá revelar outras irregularidades e movimentar ainda mais o tapetão neste final de ano.

Fonte: Blog Radar on-line – Veja Online

Rebaixamento do Flu: Sergio Mallandro marca data e hora para pagar promessa constrangedora

 

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Torcedor do Fluminense fanático, o humorista Sergio Mallandro prometeu na reta final do Campeonato Brasileiro que o desfilaria de fio dental na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, caso o seu time de coração terminasse a competição rebaixado. Como a queda se confirmou, Mallandro anunciou na sua página no Facebook que vai cumprir a promessa na próxima quinta-feira, às 16h30, em frente ao Copacabana Palace, luxuoso hotel da cidade. Será que ele tem palavra ou será apenas mais uma pegadinha?

Em 1996, ano do primeiro rebaixamento do clube, o então técnico da equipe, Renato Gaúcho, disse que desfilaria nu caso o Fluminense fosse rebaixado. Após a confirmação da queda, o atual técnico do Grêmio não cumpriu o que havia se comprometido a fazer.

Lance

De campeão a rebaixado, a sequência de erros do Flu

O rebaixamento de um grande clube, defensor do título nacional, e com um orçamento bastante superior ao de mais da metade dos times na disputa, pode ser comparado a um acidente de avião: é preciso que aconteça uma sucessão de erros, acumulados, para que a tragédia se consume. A do Fluminense se concretizou neste domingo, com o clube terminando o Brasileiro na zona de rebaixamento pela quarta vez nos últimos 20 anos.

Diferentemente de 1996, 1997 e 1998, porém, o Fluminense atual tinha muito mais condições de evitar o vexame. Um patrocinador que injeta dinheiro, um grupo de jogadores caros e títulos recentes formavam o contexto do futebol tricolor há um ano, quando o time levantou o tetracampeonato brasileiro. Já na virada do ano começou a série de equívocos que culminou no rebaixamento.

Ainda em janeiro, a diretoria, capitaneada pelo diretor Rodrigo Caetano, e a comissão técnica liderada por Abel Braga, avaliaram que o elenco não precisava de grandes reforços. Não era apenas uma escolha A Unimed já sinalizava que 2013 seria um ano de poucos investimentos extras, além da manutenção de estrelas como Diego Cavalieri, Deco e Fred. O time faria poucas contratações e só investiria alto para uma posição, a de meia.

A opção por Felipe, jogador de salário alto e idade avançada, se mostraria ruim. As contratações mais baratas também fracassaram: Wellington Silva, Rhayner e Monzón não vingaram. Com Deco e Fred constantemente lesionados, o time foi eliminado da Libertadores. No segundo semestre, os erros da diretoria se agravaram.

O que estava ruim piorou

Se Deco e Fred já davam sinais de que podiam ficar mais tempo no estaleiro que em campo e novamente não haveria dinheiro para ir ao mercado (além da Unimed com o freio puxado, o clube sofria com as penhoras), perder jogadores importantes poderia ser muito ruim. Mesmo assim, o Fluminense vendeu Thiago Neves e Wellington Nem, sabendo que não teria como fazer a reposição. Há três semanas, dias antes de se reeleger, Peter Siemsen afirmou, ao GLOBO, que a venda dos dois titulares não foi uma necessidade financeira do clube:

— Vendê-los foi uma opção do clube. É gestão. Não foi necessidade. Nosso orçamento prevê todo ano receita com venda de jogadores. As propostas eram muito boas, era a hora de vender — disse Siemsen.

Para aumentar o enfraquecimento do elenco, Deco se aposentou. Antes disso, uma sequência de cinco derrotas culminou na demissão de Abel e expôs os problemas de um futebol com duplo comando, o do clube e o do patrocinador. Peter Siemsen não queria demitir Abel, mas a vontade de Celso Barros prevaleceu. O presidente da Unimed também fez o sucessor, e Vanderlei Luxemburgo assumiu o time ainda na 10ª rodada do primeiro turno.

Num primeiro momento, conseguiu fazer o time sair da zona de rebaixamento. Já sem Fred, que outra vez se lesionou, perdeu o lateral Carlinhos, àquela altura talvez a principal peça ofensiva de um time que já perdera Nem, Thiago e Deco. Com muitas mexidas no time a cada partida, o Fluminense de Vanderlei começou a afundar, e a diretoria novamente não soube agir sob crise. Siemsen queria demiti-lo após a derrota para o Vitória, Celso Barros segurou o treinador. Já se sabia que a demissão era questão de tempo, e o time ainda perdeu mais dois jogos.

Veio Dorival Júnior, e apesar de duas vitórias nos primeiros jogos, não houve força que impedisse o avião tricolor de cair.

O Globo

Vasco pode ser rebaixado hoje para Série B

O Maracanã cheio é a maior esperança do Vasco para escapar do rebaixamento. Com apenas nove vitórias no Campeonato Brasileiro e um desempenho claudicante em casa – apenas 45% de pontos conquistados como mandante -, o time de Adilson Batista recebe o Cruzeiro, campeão brasileiro com quatro rodadas de antecedência, em duelo de extremos.

De um lado, o desesperado Vasco, do outro, um tranquilo Cruzeiro, com time misto e portas abertas para experiências realizadas pelo técnico Marcelo Oliveira. Caso perca o jogo de hoje o Vasco estará matematicamente rebaixado para a Série B do ano que vem.

Série B: Guaratinguetá surge como postulante, ABC e América precisam despertar; confira riscos na zona da "morte"

Assim como a briga pelo acesso, a luta contra o rebaixamento tem mais duas vagas para serem preenchidas e isso deve acontecer apenas na última rodada, já que depois dos resultados da última terça-feira tudo embolou de vez. ASA e São Caetano estão virtualmente rebaixados para a Série C do Campeonato Brasileiro, enquanto Atlético-GO e Paysandu respiraram e se aproximaram de ABC, Guaratinguetá, América-RN e Bragantino.

Apesar das duas vitórias seguidas – Avaí e Guaratinguetá -, o ASA está em situação muito delicada e dificilmente escapará do rebaixamento. Com 32 pontos, o time alagoano deixou a lanterna depois de dez rodadas e vem adiando sua queda, já que as chances são de 99,93%. A penúltima colocação ficou para o São Caetano, que não ganha há quatro partidas. O Azulão tem a mesma pontuação do ASA e 99,8%.

Dois times que voltaram a respirar na Série B são Atlético-GO e Paysandu. Depois de vencer o Sport, por 2 a 1, no Serra Dourada, o Dragão chegou aos 38 pontos e continuou na 18ª colocação, mas viu suas chances de rebaixamento diminuírem para 62%. Já o Paysandu evitou o título do Palmeiras ao vencer por 1 a 0 no Mangueirão e, com 39 pontos, tem 60,2% de chances de cair.

Após a derrota para o Figueirense, o ABC estacionou nos 39 pontos e só não entrou na zona de rebaixamento porque tem uma vitória a mais que o Paysandu (11 contra 10), mas as chances aumentaram para 34,4%. Outro que viu o sinal de alerta ser ligado foi o Guaratinguetá. Sem vencer há quatro jogos, o time paulista é o 15º colocado, com 41 pontos e 20,4%.

Outros três times ainda possuem chances de rebaixamento, apesar de serem remotas. Empatados com 42 pontos, América-RN e Bragantino têm 12% e 9,8% respectivamente. Enquanto isso, o Oeste, com 44 e na 12ª colocação, está praticamente livre da degola, tendo 1,6% de chances.

Confira as chances de rebaixamento

20) São Caetano – 99,8%
19) ASA – 99,93%
18) Atlético-GO – 62%
17) Paysandu – 60,2%
16) ABC – 34,4%
15) Guaratinguetá – 20,4%
14) América-RN – 12%
13) Bragantino – 9,8%
12) Oeste – 1,6%

Futebol Interior

Site diminui chances de rebaixamento do ABC para 55,1% e alerta para campanhas de ASA e América-RN

Depois de um péssimo início de campeonato, o ABC vem crescendo de produção desde a chegada do técnico Roberto Fernandes e venceu a terceira seguida ao bater o Atlético-GO, por 1 a 0, no Serra Dourada, deixando a lanterna e subindo para a 18ª colocação, com 26 pontos. Já as chances diminuíram para 55,1%, diferente do ASA, que não ganha há oito jogos e se encontra na última colocação, com 23. As chances são de 92,5%. As informações são de um dos principais sites esportivos do país: o Futebol Interior através do Chance de Gol(UOL).

Segundo o site, dois times também estão em situações delicadas e precisam acordar se não quiserem amargar o rebaixamento. Em penúltimo lugar, com 24 pontos, o São Caetano tem 72,5% de chances de cair para a Série C. Apesar de estar fora da zona de rebaixamento, na 16ª colocação, com 27 pontos, o América-RN viu as chances aumentarem para 76,7% depois da derrota para o Bragantino, por 2 a 0, em casa.

Assim como o ABC, o Paysandu também melhorou depois da mudança na comissão técnica – chegou Vágner Benazzi – e deixou a zona de rebaixamento, subindo para o 15º lugar, com 28 pontos e 30,7% de chances de ser rebaixado. O Atlético-GO, que perdeu mais uma como mandante nesta Série B – para o ABC, por 1 a 0 -, não conseguiu deixar a degola, estacionou nos 26 pontos e tem 39%.

Confira as chances de rebaixamento

20) ASA – 92,5%
19) São Caetano – 72,5%
18) ABC – 55,1%
17) Atlético-GO – 39%
16) América-RN – 76,7%
15) Paysandu – 30,7%
14) Oeste – 17,8%
13) Guaratinguetá – 9,6%
12) Boa Esporte – 5,1%

Agência Futebol Interior

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. felipe disse:

    Só deve ser um abcdista o dono deste site KKKKKKKKKKKKK

  2. Daniel disse:

    Matematicamente sem fundamento esses cálculos.

  3. thiago cabral disse:

    O que vemos ai é grande máxima do futebol que é a de ser uma caixa de surpresas, ele sempre contraria a lógica. Um grande exemplo é o ABC que estava com grandes chances de ser rebaixado a algumas rodadas passadas, bastou 3 vitórias consecutivas para as coisas começarem a mudar. Acredito que se manter um aproveitamento em torno dos 90% no restante de jogos no frasqueirão, e buscar mais pontos fora o alvinegro permaneça na série B de 2014.

Cenas deprimentes de vandalismo da torcida do River Plate após o rebaixamento

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. joao maria de andrade lima disse:

    não é por causa de uma eliminação e consequentemente passar para a 2a divisão que tal comportamento por parte daqueles que se dizem torcedores do River protagonizem um espetáculo indigno de 110 anos de história e glória do River, sou torcedor do River e estou muito triste por seu descenso mas repudio as atitudes tresloucados de gente irreponsável que diz amar este clube, torço para que o mesmo esteja futuramente na 1a divisão argentina, desde que seja feito um planejamento sério e honesto para que os verdadeiros e fiéis torcedores do River venham a ter novamente a alegria de ver seu time junto com os maiores como sempre foi.