Judiciário

Com ‘penduricalhos’, 65% dos juízes ganham acima do teto de R$ 39,3 mil

Foi na semana de sexta-feira 13, neste mês de setembro, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o melhor era não dar chance ao azar. Apesar de a situação das contas públicas do País não ir bem, o órgão que controla o Poder Judiciário decidiu que era preciso cuidar melhor da saúde de seus magistrados e servidores e aprovou um auxílio que pode chegar a 10% do salário – um juiz no Brasil ficará muito próximo de ganhar o teto, que é de R$ 39,3 mil mensais. É mais do que o salário do presidente da República, de R$ 30.900,00.

Antes de sair criando novas despesas, o CNJ fez uma consulta a tribunais estaduais, federais e associações de juízes. Ouviu deles que o novo gasto era justificado. Uma das justificativas veio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que havia feito pesquisa mostrando que mais de 90% dos magistrados se dizem mais estressados do que no passado.

O CNJ operou em um dos poucos vácuos deixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. Essa lei dá as bases para os gastos do governo e, por causa da crise fiscal, proibiu reajustes aos auxílios alimentação, moradia e assistência pré-escolar. O auxílio-saúde ficou de fora da vedação.

O dinheiro poderá ser usado para pagar médicos, hospitais, planos de saúde, dentista, psicólogo e até os remédios comprados na farmácia. Livre do teto remuneratório, o auxílio será mais um “penduricalho” a turbinar salários dos servidores e magistrados. Uma despesa criada pelo Judiciário para beneficiar o próprio Judiciário.

Pesquisa feita pelo partido Novo mostra que, mesmo após o fim do pagamento indiscriminado de auxílio-moradia, 65% dos magistrados no País estão recebendo acima do teto do funcionalismo em 2019. O porcentual já considera uma margem de R$ 1 mil, para excluir aqueles que passam do limite por auxílios menores, como o de alimentação. Na advocacia pública, que inclui advogados da União e procuradores federais, o porcentual é bem menor, de 15%.

Liminar para garantir benefício

O auxílio-moradia para todos os juízes foi obra de uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2014. Seu fim só foi decretado após uma negociação dura que obrigou o governo Michel Temer a avalizar um reajuste de 16,38% para os magistrados, que gerou efeito cascata nos Estados, por elevar o teto de salários para todos os servidores.

O levantamento do Novo analisou mais de 200 mil contracheques, inclusive de juízes estaduais. O Poder Judiciário nos Estados é blindado de qualquer crise e não recebe um centavo a menos que o previsto no Orçamento, mesmo quando as receitas caem. Por lá, o porcentual de quem extrapola o teto estadual (R$ 35,5 mil) chega a 77%.

A pesquisa exclui os meses de janeiro e julho deste ano para evitar um resultado inflado por quem “furou” o teto com o terço de férias.

O economista Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, diz que o problema dos “penduricalhos” é que, embora seja preciso uma lei para criá-los, o valor é decidido de forma administrativa. Ou seja, os próprios poderes podem escolher se merecem ou não um aumento.

“A LDO seria o lugar em que se poderia limitar de alguma forma essa autonomia”, diz Couri. Para ele, o impacto do novo auxílio-saúde aprovado pelo CNJ deve ser significativo e levará aos órgãos do Judiciário federal a ter de cortar gastos em outras áreas, já que a emenda do teto fixa um limite total para as despesas. Caberá a cada tribunal regulamentar o pagamento do benefício.

A reportagem questionou o CNJ sobre o impacto da medida e as razões que levaram à decisão, mas não obteve resposta.

ESTADÃO CONTEUDO

 

Opinião dos leitores

  1. Na terra de Macunaíma, nem prostitutas gostam tanto de dinheiro quanto juízes. E alguns ainda sugerem que joguem merda na pobre Geni, dá para entender?

  2. Ou Brasil sem jeito, fazer o quê? Vamos ter que trabalhar mais para sustentar os penduricalhos desses marajás!!!’nn

  3. Esse pessoal do judiciário superaram todos os limites do bom senso. O Estado brasileiro falido, milhões de desempregados e essa casta tramando para sugar mais dinheiro do povo. Lamentável ver isso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

‘A música brasileira está uma merda’, diz Milton Nascimento, triste com o mundo

“A música brasileira tá uma merda”, diz Milton Nascimento. “As letras, então. Meu Deus do céu. Uma porcaria”, emenda o cantor e compositor de 76 anos de idade.

“Não sei se o pessoal ficou mais burro, se não tem vontade [de cantar] sobre amizade ou algo que seja. Só sabem falar de bebida e a namorada que traiu. Ou do namorado que traiu. Sempre traição.”

Ele cita os nomes de Maria Gadú e de Tiago Iorc como os poucos jovens de quem gosta na atual geração de músicos nacionais. “Tem o Criolo também, mas ele não é tão novo.”

“Não sei por quê [o cancioneiro nacional está ruim]”, afirma. “Mesmo com a ditadura [1964-1985], o pessoal não deixava de falar as coisas. Ou [os censores] não deixavam ou a gente escrevia [músicas] e eles entendiam errado. Mas ninguém deixou de escrever”, conta.

“Hoje, que está de novo quase uma ditadura, o povo não está sabendo escrever.”

Para continuar lendo click aqui: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/09/a-musica-brasileira-esta-uma-merda-diz-milton-nascimento.shtml

MÔNICA BERGAMO

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente não podemos contestar a posição desse poeta, cantor e compositor de primeira qualidade. Os atuais deveriam te-lo como inspiração.

  2. Na "ditadura", como Milton fala, havia liberdade. Foi o periodo em que ele, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Ney Matogrosso, Gal Costa e Maria Bethania, só pra citar os mais famosos, conquistaram fama e dinheiro. Atualmente existe libertinagem. As pessoas usam de linguagem chula nas musicas, por que acham que é liberdade de expressão. O pobre do revolucionario Milton, que tem bom gosto musical, fica chocado com tanta "liberdade".

  3. A música brasileira produzida nos últimos tempos – e consumida vorazmente pela massa ignara – é confirmação inequívoca de mais um triunfo dos bárbaros em detrimento de nosso precário processo civilizatório.

  4. PARABÉNS!!!!! Grande Milton Nascimento, muito obrigado por TODAS AS CANÇÕES. Suas maravilhosas letras irão ficar na minha memória e de minhas filhas.

  5. Como já dizia a letra da musica Inútil do
    Ultraje a Rigor e Nelson Motta
    A gente não sabemos
    Escolher presidente
    A gente não sabemos
    Tomar conta da gente
    A gente não sabemos
    Nem escovar os dente
    Tem gringo pensando
    Que nóis é indigente
    "Inúteu"!
    A gente somos "inúteu"!
    "Inúteu"!
    A gente somos "inúteu"!
    A gente faz carro
    E não sabe guiar
    A gente faz trilho
    E não tem trem prá botar
    A gente faz filho
    E não consegue criar
    A gente pede grana
    E não consegue pagar
    "Inúteu"!
    A gente somos "inúteu"!

  6. bom dia. e a pura verdade tem razâo Milton Nascimento as musicas de hoje estão uma porcaria.

  7. Ora Sr Milton, esse analfabetismo funcional generalizado, o sucateamento da educação, o emburrecimento e alienação dos jovens é tudo fruto da pátria educadora.

    1. Kkkkkkkk tu não faz a mínima idéia do que seja socialismo! Isso é o que dá fugir das aulas de história e geografia……??

  8. E o que o nobre cantor e compositor tem feito para contribuir com a música popular brasileira? Não tenho visto muitos lançamentos por parte dele!

  9. Eh…
    Prá quem ouviu a galera do clube da esquina, os movimentos musicais dos novos bahianos, tropicalismo, o rock de Rita e mutantes, Roberto Carlos no auge, Raulzito enfrentando a ditadura de frente, Zé Ramalho, Alceu, Geraldo, Elba, Jair Rodrigues, entre tantos ícones e hoje tem que aturar a sofrência desses breganejos universitários que causam nojo, o rebola bunda das vacas do funk e outras porcarias que apodreceram a musica brasileira, sinceramente…
    Mas isso é o retrato cultural de um brasil que não tem…cultura!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Partidos derrotados em 2018 miram o centro e tentam se reposicionar para 2022

Recuperando-se da ressaca prolongada causada pela eleição presidencial de 2018, partidos derrotados miram o centro do espectro político para se reposicionarem até a disputa de 2022. Já o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem procurado manter a polarização esquerda-direita que o levou ao Planalto.

Dirigentes de outros partidos, no entanto, apostam no desgaste desta tensão e na fadiga do governo por causa de tropeços administrativos e de uma recuperação econômica aquém das expectativas —bancos e consultorias têm revisado suas projeções de crescimento para níveis inferiores a 2% em 2020.

Para estes políticos, se o governo não der certo, a decepção da população pode trazer o eleitor para o centro em busca não de uma outra ideologia, mas de um novo nome. Apesar de estarmos a três anos das eleições, análises sobre possíveis candidatos de centro já irrompem em rodas de conversa.

Um dos mais fortes é o do apresentador e empresário Luciano Huck, que, por ora, mantém o discurso oficial de que é apenas um cidadão interessado em ajudar o Brasil, mas, como a Folha mostrou, tem intensificado sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais viva do que nunca.

Mas o deslocamento até o centro não é simples para todas as siglas, a começar pelo PT. A legenda vive um tensionamento entre integrantes da ala majoritária e a presidente nacional do partido, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), que segue no comando da sigla com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba.

Nomes deste grupo majoritário dizem querer posicionar o partido na centro-esquerda, com um discurso menos agressivo e que permita a retomada do diálogo com antigos aliados, como PDT e PSB.

Essa ala chegou a ensaiar uma rebelião para levar o ex-prefeito e presidenciável derrotado Fernando Haddad (SP) à presidência petista, mas houve um recuo depois que Lula deixou claro que queria manter Gleisi no cargo.

Parlamentares classificam o discurso do PT sob as rédeas de Gleisi como mais radical e tentam repartir o poder interno para comandar estruturas do partido como a secretaria de comunicação.

É uma tentativa, dizem estes petistas, de reaproximar a legenda do eleitorado com o qual perdeu interlocução, o mais pobre e conservador, em especial os evangélicos. O rumo que o PT irá tomar depende de uma condicionante: se Lula será solto ou permanecerá preso.

Fora da prisão, correligionários dizem acreditar que ele pode conduzir articulações com partidos do campo de centro-esquerda. Atrás das grades, tende a querer elevar o tom de enfrentamento, restringindo alianças.

Hoje, o MDB não cogita lançar candidato à Presidência, mas quer se colocar claramente como uma legenda de centro. “Compromisso permanente é com a democracia e a liberdade”, segundo consta em cartilha elaborada pela Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao partido.

Já o PRB começou mudando de nome e agora se chama Republicanos. A legenda, que já esteve associada ao PT e foi se afastando gradualmente da esquerda, se coloca como centro-direita, posição que confere elasticidade para apoiar de um nome de centro a um mais extremo, caso a polarização não deteriore como esperado pelos políticos ouvidos nos últimos dias.

Em manifesto que está para ser divulgado, o partido se dirá liberal na economia e um movimento político conservador, fundamentado nos valores cristãos, tendo a família como alicerce da sociedade, mas sem levantar bandeira radical nos costumes.

“Entendemos que a sociedade vai amadurecer, compreender o processo democrático e entender que o equilíbrio é melhor que os extremos”, diz o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP).

PSDB tem o governador de São Paulo, João Doria, como postulante ao Palácio do Planalto e trabalha para se desfazer da imagem de partido em cima do muro para uma legenda com posicionamento entre centro e centro-direita.

Interlocutores da cúpula do partido dizem que, desde que deixou para trás o slogan Bolsodoria, que o ajudou a chegar ao Palácio dos Bandeirantes no ano passado, o governador tem se afastado da direita mais extremada.

Aliados ponderam que é o melhor que Doria tem a fazer, já que, numa disputa pelo eleitorado mais conservador, a tendência é que o original vença o genérico. Há, no entanto, episódios que colocam em dúvida essa disposição do governador de se distanciar do extremo, como quando mandou recolher das escolas estaduais um material didático que falava em identidade de gênero.

Também na centro-direita, se coloca o DEM, que vê este campo como espaço livre, já que a direita está ocupada por Bolsonaro e a esquerda, por PT e aliados. O DEM não quer definir agora alianças para 2022 para não antecipar desgastes.

A sigla comanda três ministérios no governo de Jair Bolsonaro (Casa Civil, Saúde e Agricultura) e vem sendo assediada pelo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), que almeja disputar a Presidência e já ofereceu espaço em seu secretariado, em uma tentativa de costurar aliança tanto para 2020, na eleição municipal, como para 2022.

“Como o Democratas não se debruçou até agora sobre o assunto e, internamente, tem posições bastante heterogêneas, nosso foco está todo em 2020, portanto, não tratamos de 2022”, disse o presidente da sigla, o prefeito de Salvador, ACM Neto.

FOLHAPRESS

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Segurança

Sob impacto do assassinato de garota no RIO, deputados agem para derrubar excludente de ilicitude

Em meio à comoção com a morte de Ágatha Félix, 8, o grupo de trabalho da Câmara que analisa o pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) deve derrubar do texto o excludente de ilicitude, nesta terça (24). Hoje, há maioria contra o abrandamento da punição a policiais e militares que cometam excessos –como prevê a proposta do ministro. Essa ala entende que o Código Penal já assegura respaldo à atuação dos agentes e que não há justificativa para flexibilizar a legislação atual.

Deputados que integram o colegiado dizem que a aprovação do trecho sugerido por Moro soaria como aval do Congresso a ações policiais agressivas. Uma punição no caso de Ágatha, por exemplo, seria difícil.

Na proposta de Moro, o juiz pode reduzir a pena à metade ou deixar de aplicá-la se o excesso do agente ocorrer por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. O trecho deve ser suprimido.

“Não podemos permitir que uma mudança na lei ultrapasse os limites da proteção policial para se tornar uma ameaça à sociedade. Em nome da legítima defesa, abre-se caminho para a execução sumária”, afirma o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que faz parte do grupo.

Coordenadora do colegiado, Margarete Coelho (PP-PI) diz que “não se pode falar em excludente de ilicitude tão amplo e irrestrito”. Ela defende a adoção de um meio termo entre o que diz a proposta de Moro e a derrubada integral do trecho que trata do excludente de ilicitude.

PAINEL FOLHA

Opinião dos leitores

  1. É a barbarie. Conceber um ato dessa natureza ao exercício regular de Direito ou legítima defesa, significa aval estatal para matar.

  2. Essa turma ai que tenta piorar a situação para policiais é a mesma que trabalha para abrandar a pena de criminosos. Para a polícia a lei tem que ser implacável para os bandidos a lei tem que ser compreensiva, diriam eles.

  3. "Código Penal já assegura respaldo à atuação dos agentes e que não há justificativa para flexibilizar a legislação atual". Na constituição também diz que todos somos iguais perante a lei, e o que vimos diariamente são estes deputados criando leis para defender gays, lésbicas, ladrões e fundão partidário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Trânsito

[VÍDEO] Carros colidem de frente na BR-226 em Santa Cruz

Um grave acidente foi registrado na tarde deste domingo na BR-226, em Santa Cruz. Um Corola e um Gol bateram de frente na rodovia. Testemunhas informaram que um dos veículos estava sendo perseguido pela Polícia. Primeiras informações dão conta de que um dos motoristas veio a óbito no local e que o outro foi socorrido em estado grave.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Idosos promovem noite de orgia e são expulsos de asilo

Uma noite de festa e orgia terminou mal para um grupo de idosos que morava em uma casa de repouso, em Londres, na Inglaterra. Os participantes, de idade entre 78 e 85 anos, foram expulsos da instituição. O caso ocorreu na última quinta-feira (19).

Os moradores contaram que organizaram o evento para fugir do tédio e ter uma noite, digamos assim, mais excitante. E não economizaram na performance ao ritmo cubano da rumba. Porém, a música alta acabou denunciando o ato e a gerência da casa interrompeu a festa.

O Lar de Edith Scarborough informou que os idosos descumpriram as regras da casa, ao extrapolarem o horário e a “decência” permitidos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Leiam o projeto e deixem de ter má-fé”, diz presidente da CCJ

O deputado Felipe Francischini, presidente da CCJ na Câmara, lamentou no Twitter a morte de Ágatha Felix e disse que o caso não pode ser usado para “prejudicar o debate sobre o pacote anticrime na questão da excludente de ilicitude”.

“O projeto é bastante claro quanto às hipóteses e limites. Não há carta branca para matar. Leiam o projeto e deixem de má-fé”, afirmou.

Como registramos mais cedo, Rodrigo Maia disse que a morte da menina reforça a necessidade de “avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Turismo

Turistas que vão a São Gonçalo são recebidos pelo prefeito Paulinho

Foto: Júnior Santos

Agências de turismo estão vendendo pacotes para conhecer São Gonçalo do Amarante/RN. A cidade é conhecida como berço da cultura popular do Rio Grande do Norte e pelo Monumento aos Santos Mártires de Uruaçu e Cunhaú. Neste sábado (21), mais um grupo esteve no município conhecendo pontos e localidades históricas, e foram recebidos pelo prefeito Paulo Emídio, Paulinho, que tem repetido o gesto em todas visitas.

O roteiro inclui a Praça do Galo Branco de Dona Nené, símbolo do folclore potiguar, o Mercado de Artesanato, igrejas, Monumento aos Santos Mártires e museu municipal. Grupos culturais, como o centenário Boi Calemba Pintadinho, também fazem apresentação especial de boas-vindas.

Opinião dos leitores

  1. Quando tem a sorte de transpor – são e salvo – o famoso "corredor polonês", entre o Aeroporto Aluízio Alves e a zona urbana do município, a primeira coisa de que ocorre ao turista em São Gonçalo é ir à igreja, ou mesmo ao santuário dos Mártires de Uruaçu, pagar promessa por ainda estar vivo. E aí ele dá de cara com o prefeito Paulinho…Quando tem a sorte de transpor – são e salvo – o famoso "corredor polonês", entre o Aeroporto Aluízio Alves e a zona urbana do município, a primeira coisa de que ocorre ao turista em São Gonçalo é ir à igreja, ou mesmo ao santuário dos Mártires de Uruaçu, pagar promessa por ainda estar vivo. E aí ele dá de cara com o prefeito Paulinho…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Reforma da Previdência pode ser votada em 1º turno nesta terça-feira

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
A reforma da Previdência terá um capítulo decisivo nesta semana. Está marcada para a próxima terça-feira (24), no plenário do Senado, a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma. Segundo parlamentares, o clima é favorável a uma aprovação.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), disse que a reforma da Previdência está “blindada”. Pela manhã, será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relatório referente às emendas recebidas em plenário. Após, a PEC para o plenário. A expectativa é cumprir o calendário, votando em segundo turno no dia 10 de outubro.

“Na semana seguinte, começarmos a votação em segundo turno. Em 10 de outubro, temos condições de entregar para o Brasil a reforma da Previdência”, disse Tebet.

Na primeira passagem da reforma pela CCJ, o relator da PEC, Tasso Jereissati (PSDB-CE), leu e submeteu seu parecer à comissão, que foi aprovado por 18 votos a 7 e levado ao plenário. No plenário, foram realizadas cinco sessões de discussão do tema.

Nem todas as sessões reservadas à reforma tiveram um quórum alto. Em algumas, poucos senadores pediram espaço para fala. O deputado Paulo Paim (PT-RS) pediu alteração das regras de aposentadoria especial, para profissões danosas à saúde e mudanças nas regras de pensão por morte.

Em seu relatório, referente às emendas de plenário, Jereissati rejeitou 76 emendas recebidas no plenário do Senado que poderiam modificar a proposta e obrigar a volta do texto à análise dos deputados. O relator, no entanto, mudou a redação sobre o ponto que trata da criação de uma alíquota de contribuição mais baixa para os trabalhadores informais.

Cientes de que o relator não fará mudanças que provoquem a volta do texto à Câmara, alguns senadores jogam suas fichas na chamada PEC Paralela. A PEC, também relatada pelo tucano, promete trazer regras mais benéficas aos trabalhadores e foi criada para evitar alterações na PEC principal e, consequentemente, possibilitar uma aprovação em outubro.

A expectativa de Jereissati e Tebet é que haja uma diferença de 15 dias entre as votações da PEC original e as votações da paralela. No caso dessta, porém, a aprovação definitiva ainda levará tempo, uma vez que ainda precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Crise do petróleo abre oportunidades para o Brasil, diz ministro

Foro: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o ataque terrorista contra instalações petrolíferas na Arábia Saudita pode resultar em uma atração de investimentos para o Brasil. Em entrevista à TV Brasil, ele disse que, além de oportunidades em novos leilões de petróleo, o país oferece um ambiente mais seguro.

“Dentro da crise internacional que estamos presenciando, do que aconteceu na Arábia Saudita, em um ataque terrorista, as condições para o investimento no Brasil se tornam muito mais favoráveis, não só em relação à produtividade dos nosso campos de petróleo, mas pela estabilidade que existe no país, além de um bom ambiente de negócios”, afirmou.

No último dia 14 de setembro, um drone bombardeou refinarias da Saudi Aramco em Abqaiq e em Khurais. A ação foi reivindicada pelos rebeldes Houthis, do Iêmen, que travam uma guerra civil no país desde 2014. Com os ataques, a Arábia Saudita, que é o maior produtor de petróleo do planeta, chegou a anunciar a suspensão de metade de sua produção diária. O efeito imediato desse ataque foi uma disparada no preço do barril de petróleo, que chegou a aumentar mais de 18%.

Albuquerque reforçou a expectativa do governo para o leilão da cessão onerosa, que será realizado no dia 6 de novembro, e vai render dezenas de bilhões de reais aos cofres da União com os bônus de assinatura dos contratos.

“Vamos realizar três leilões no setor de petróleo e gás, no final do ano, sendo o mais esperado, o da cessão onerosa, que tornará o nosso país, em um espaço de 20 anos, entre os cinco maiores produtores de petróleo e gás no mundo.”

Firmado pela Petrobras e a União em 2010, o contrato de cessão onerosa garantia à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo em áreas do pré-sal pelo prazo de 40 anos. Em troca, a empresa antecipou o pagamento de R$ 74,8 bilhões ao governo. Os excedentes são os volumes descobertos de petróleo, que ultrapassam os 5 bilhões de barris. Desde 2013, o governo vem negociando um aditivo do contrato, depois que a Petrobras pediu ajustes, devido à desvalorização do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

Após acordo com a Petrobras, o governo estipulou em R$ 106,6 bilhões o valor a ser pago pelo bônus de assinatura do leilão do excedente da cessão onerosa, e em US$ 9,058 bilhões o valor a ser descontado para a Petrobras, a título de negociação do aditivo do contrato fechado com a União. Serão leiloadas as áreas de Atapu, Búzios, Itapu e Sépia, na Bacia de Santos, com área total de 1.385 km².

Agenda nos EUA

Bento Albuquerque está em Nova York, nos Estados Unidos, para participar da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Antes de se juntar à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que desembarca nesta segunda-feira (23) na cidade, o ministro se reunirá com investidores estrangeiros.

“Tenho feito algumas viagens internacionais, estive recentemente na China, onde pude me reunir com investidores, que já têm investimentos no Brasil e pretendem aumentar esses investimentos, fruto do bom ambiente de negócios que conseguimos construir nesses oito meses, com bastante previsibilidade daquilo que vai ocorrer no futuro, tanto no setor elétrico quanto no setor de petróleo, gás e biocombustíveis e da mineração. É isso que eu pretendo fazer no café da manhã com investidores [nos EUA]”, afirmou.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso o preço da gasolina vai explodindo por aqui, e esses montes de m…. ficam vomitando b….

  2. Cadê os empregos ? Engenheiros e Técnicos das mais diversas áreas e formações vivem uma crise profunda.

    Estamos nos tornando pareas como profissionais !

    1. Não…o melhor é deixar o seu partido LADRAO ROUBAR CARA PÁLIDA , seu mestre , o ladrao condenado Lula roubou , esse era melhor que vender ?, deixa de ser idiota

    2. Pode não né! Tem que manter estatal pra os políticos ficarem roubando por lá, como foi feito, como nunca na história deste país, na época do PT na presidência, né?

    3. Não, ela já havia sido entregue a IAS e a Odebrecht.

    4. Esse seu discurso petista já estar ultrapassado, seja criativo, arrume outro discurso para encantar os trouxas. Kkkk

    5. Deixa na mão dos petralhas, eles são expert em negociata, como bem falou Emilio Odebrecht, leo Pinheiro…

    6. Oportunidade de roubar o brasileiro, pq 4,70 amigo ne brinquedo nao, independente de governo a, b ou c. So muda a cor do partido, quem se lascas somos nos, e essa oportunidade ai, deve ser pra politico se dá bem, nao o brasileiro!

    7. E o índio cocaleiro da Bolívia o que foi que fez com os ativos da Petrobras , cara pálida. Quando é para os comunas CONFISCAREM o patrimônio Brasileiro os ptRALHAS acham normalíssimo. Vão se enxergar parasitas.

    8. Entregar nao, vender enquanto vale alguma coisa. A matriz energética mundial irá mudar em breve e o pré-sal não valerá mais nada

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima

Últimos 5 anos são os mais quentes da história, diz agência da ONU para o clima

A temperatura mundial média de 2015 a 2019 deve ser a mais alta de qualquer período de cinco anos já registrado na história, afirma a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que se dedica à observação do clima. O relatório foi divulgado neste domingo (22), véspera de uma reunião de líderes mundiais sobre o aquecimento global. Embora 2019 ainda não tenha terminado, o relatório dá como certa essa projeção.

A cúpula do clima vem ocorrendo desde ontem e vai até segunda. São esperados os líderes europeus Emmanuel Macron, presidente francês; Boris Johnson, primeiro-ministro inglês; e a chanceler alemã Angela Merkel. Índia e China também mandarão representantes para a cúpula. Os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro não participarão.

“Atualmente, calcula-se que estamos 1,1ºC acima da era pré-industrial (1850-1900) e 0,2ºC acima de 2011-2015”, diz o relatório “Unidos na Ciência” da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Segundo o documento, isso representa um aumento expressivo demais para poucos anos. A elevação das temperaturas, o aumento do nível do mar e a poluição com carbono se aceleraram. Isso quer dizer que, para cumprir as metas assumidas pela comunidade internacional, o aquecimento teria que ser contido — bem mais do que vem sendo feito atualmente.

Os cientistas afirmam que aumento do nível dos oceanos se acelera e o ritmo subiu na última década a quatro milímetros por ano, em vez de três, em consequência do derretimento acelerado das calotas polares no Norte e Sul, algo confirmado por diversos estudos e análises de satélite.

As indústrias de carvão, petróleo e gás prosseguiram com seu avanço em 2018. As emissões de gases do efeito estufa também aumentaram e em 2019 serão “no mínimo tão elevadas” quanto no ano passado, preveem os cientistas que coordenaram o relatório.

Em 2009, líderes mundiais assumiram o compromisso de manter o aquecimento global em apenas 2ºC, considerando os padrões pré-industriais. Em 2015, uma segunda meta, mais rígida, foi assumida: a de manter o aquecimento em apenas 1,5ºC.

Os esforços para reduzir as emissões de carbono teriam que ser triplicados para evitar que o mundo se aqueça 2ºC , de acordo com a OMM. Para que não se chegue à marca de 1,5ºC seria preciso ainda mais rigor. As iniciativas de redução de emissões teriam que ser ampliadas em cinco vezes.

G1

Opinião dos leitores

  1. Ainda tem muita gente que cai nesses 'estudos' de aquecimento global, e enquanto isso os países poderosos vão nos tosando e evitando que os países em desenvolvimento cresçam, principalmente o Brasil que tem clara vocação para o agro.
    Eles têm de abrir o olho mesmo, pois se se deixarem: o Brasil quebra a indústria agrícola de boa parte da europa.
    Viva a indústria agro brasileira. Viva a quem produz alimento.

  2. Carbono não polui bando de farsantes. A natureza precisa de carbono em abundancia. Quanto mais melhor. Não existe media climática global. Não assustem os leigos com essa farsa. Estamos num período de diminuição da temperatura quem tem vários ciclos: de 12 anos, 50 anos, 90/anos. Impossível o ser humano mudar a temperatura do mundo. Tanto material no.YouTube mostrando a farsa do.aquecimento global produzido pela ONU com interesses geopoliticos

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Reconstituição do caso Flordelis revelou contradições, diz delegada

Deputada Flordelis participa de reconstituição da morte do pastor Anderson; filho desiste no local

Reprodução simulada em Niterói durou quase 6 horas e teve a participação de familiares que estavam na casa na noite do crime. Filhos acusados do crime decidiram não participar

Polícia faz reprodução simulada do assassinato do Pastor Anderson do Carmo
Polícia faz reprodução simulada do assassinato do Pastor Anderson do Carmo

A Polícia Civil realizou na madrugada deste domingo (22) a reconstituição da morte do pastor Anderson do Carmo, ocorrida em 16 de junho, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. No total, 14 pessoas participaram da reprodução simulada, incluindo a deputada federal Floderlis (PSD), mulher do pastor. Os filhos acusados de envolvimento no crime se recusaram a participar.

Ao final dos trabalhos, que duraram cerca de 6 horas, a delegada Bárbara Lomba afirmou que foi possível identificar algumas contradições. Segundo Lomba, Flordelis manteve grande parte do que já havia dito anteriormente em depoimentos, mas em alguns momentos disse não se lembrar do que havia acontecido no dia do crime.

Lucas dos Santos, que é filho adotivo do casal e está preso acusado de conseguir a arma do crime, desistiu de participar quando já estava no local.

Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis e apontado pela polícia como o autor dos disparos, foi levado por policiais ao local durante a madrugada, mas – como a defesa já havia adiantado – ele também se recusou a fazer parte da reconstituição.

Flávio e Lucas viraram réus pela participação no crime e terão que aguardar o julgamento em regime fechado. Eles poderiam se recusar a participar, já que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

Além de Flordelis, a polícia ouviu familiares que estavam na casa quando o pastor foi assassinado. Um deles foi Daniel, filho biológico do casal, que detalhou aos policiais como foi o momento em que ele socorreu o pai baleado. Também houve a participação de um motorista de aplicativo que transportou Lucas na noite do crime.

Durante a madrugada, os peritos realizaram também nove disparos na garagem, local onde o pastor foi morto. O objetivo era avaliar em que pontos da casa o som desses tiros poderiam ser ouvidos.

Com a reprodução simulada, a polícia quer esclarecer contradições de depoimentos e saber se havia uma segunda pessoa ao lado de Flávio na hora dos tiros.

Para os investigadores, é importante descobrir o mandante desse crime e por qual motivo o pastor foi assassinado. A principal linha de investigação é disputa por poder e dinheiro.

Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), com pena prevista de 12 a 30 anos. O crime completou três meses no último dia 16.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Meio Ambiente

Ricardo Salles: ‘Brasil fará discurso de esclarecimento e oportunidades’

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o Brasil quer transmitir para a comunidade internacional um esclarecimento sobre o que de fato está acontecendo no território brasileiro na questão ambiental – em especial na Amazônia – e exaltar as oportunidades de investimento no País.

Ele está nos Estados Unidos desde quinta-feira, onde tem se reunido com investidores e autoridades locais, e recebeu o Estado para um café no hotel em que está hospedado no sábado, 21, em Nova York.

A presença do ministro coincide com a greve do clima, que mobilizou milhões de jovens em 130 países na sexta, e permeia o período da cúpula global de mudanças climáticas, na segunda, e da Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde o presidente Jair Bolsonaro discursará na terça, 24. Em ambas as ocasiões, o governo brasileiro vai procurar rebater as críticas que têm recebido.

Durante a semana, diplomatas ouvidos reservadamente pela reportagem na ONU demonstraram preocupação com o que consideram um possível retrocesso na política ambiental brasileira.

“(Queremos) Desmistificar essa falsa ideia de que houve um desmonte do sistema ambiental, de que houve flexibilização da legislação ou da fiscalização, de que o Brasil não se importa com meio ambiente. Não é verdade. Temos que esclarecer tudo isso para que essas mentiras ou desinformações não continuem a ser repetidas”, afirmou.

O ministro disse ainda que é preciso mostrar o potencial de investimentos ambientais no País, em áreas como créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais. “Há uma gama enorme de oportunidades e o Brasil é o principal canal privilegiado para receber esses recursos”, afirmou o ministro, que também já foi secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo no governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Em reportagem recente, o jornal britânico de economia Financial Times afirmou que o Brasil ficou de fora da cúpula do clima por não ter mostrado interesse, assim como Austrália, Arábia Saudita e Estados Unidos. Antônio Guterres, secretário-geral da ONU, tem defendido que os países deveriam apresentar, nesta cúpula, ações e não discursos. Sobre a questão, Salles disse que, se abrirem uma oportunidade para o Brasil falar, está pronto para apresentar suas colocações.

Líder ambiental

Questionado sobre a avaliação de que o Brasil teria perdido seu papel de líder na defesa do desenvolvimento sustentável e do meio ambiente com o novo governo – especialmente após o aumento dos incêndios na Amazônia -, o ministro negou e lembrou que o Brasil tem um Código Florestal restritivo e um “volume enorme” de recursos sendo utilizados para a manutenção das reservas legais e das áreas de proteção permanente “sem nenhum tipo de apoio de compensação pública”.

Destacou, em ambos os casos, que outros países não fazem isso. Salles também citou os números da preservação da Amazônia e da mata nativa ao redor do Brasil. “Dizer que perdermos uma liderança em desenvolvimento sustentável é simplesmente ignorar que as coisas continuam. São coisas que o brasileiro faz”.

Ele disse ainda que houve uma alteração de paradigma na política ambiental. “Colocamos a defesa do desenvolvimento econômico sustentável, a harmonização entre a parte econômica e ambiental como prioridade”, disse, afirmando que governos anteriores pensavam o tema ambiental de forma isolada, sem a preocupação econômica. “Nós deixamos 20 milhões de brasileiros para trás na Amazônia, que é a região mais rica do Brasil em termos de recursos naturais, mas com o pior índice de econômico. Entendemos que essa não é a maneira adequada”.

Cooperação internacional

Nesta semana, o enviado especial sobre mudanças climáticas na 74ª Assembleia-Geral da ONU, Luís Alfonso de Alba, disse ao Estado que a instituição está destacando a importância de uma ação coordenada dos países afetados pelos incêndios na Amazônia. Perguntado sobre se o País aceitaria recursos externos ou uma cooperação internacional, Salles afirmou que sim e que tratou do tema em reunião com o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

“Mas tem um ponto: o Brasil não abre mão de escolher como usar os recursos recebidos de qualquer forma – fundo perdido, cooperação, financiamento, empréstimo. Nenhum estrangeiro vai dizer qual política pública nós temos que adotar”, afirmou, destacando que a destinação dos recursos vai ter “viés de preservação” e prestigiar a visão de desenvolvimento econômico sustentável.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Quanto aos altos índices de desemprego e miséria do povo brasileiro, o mundo dá as costa. Já com relação a Amazônia quer impor uma política que consiga debelar até fenômenos naturais, como as queimadas normais dos períodos de sêca. Ora, poderiam era dar prioridades a comprar produtos brasileiros, subsídiar equipamentos de combate ao fogo, ou políticas que resultasse em fortalecimento da economia brasileira, assim, poderíamos melhor cuidar de um ecossistema que interessa ao bem estar mundial. Mas, contrariando a lógica, tentam é desestabilizar o Brasil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Desembargador suspende julgamento de ação contra Haddad

O desembargador Márcio Lucio Falavigna Sauandag, da 2ª Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a suspensão da audiência em que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) seria julgado por queixa-crime movida pelo bispo Edir Macedo. O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus acusa o petista de difamação e injúria.

Durante as eleições de 2018, Haddad afirmou. “Sabe o que é o Bolsonaro? Vou dizer pra vocês o que é o Bolsonaro. Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado representado pelo Paulo Guedes, que corta direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”. Na área civil, o ex-prefeito chegou a ser condenado a indenizar Macedo em R$ 79.182.

Na área criminal, o processo estava em via de ser julgado. Os advogados de Haddad, Pierpaolo Bottini e Tiago Rocha, apelaram contra a decisão da audiência de instrução, interrogatório, debates e julgamento para a data de 08 de novembro de 2.019, às 14:00 horas. A defesa sustenta a importância das oitivas de testemunhas antes do julgamento, que foram indeferidas pela juíza da 1ª Vara Criminal, Tania Magalhães Avelar Moreira da Silveira.

A juíza anotou que ‘as testemunhas arroladas são pessoas e membros de órgãos que a juizaram ações ou promoveram investigações em face do querelante, bem como da Igreja Universal,da qual o querelante é líder espiritual’. Neste sentido, não se vislumbra como essas testemunhas poderiam contribuir para afastar a adequação típica tendo em vista que as expressões “fundamentalistas” e “charlatão” são expressões do nosso léxico, cujas definições já foram trazidas pela defesa na resposta à acusação e dispensam maiores explicações,notadamente por testemunhas”, escreveu.

Acolhendo pedido liminar da defesa, o desembargador anotou que, sem entrar no mérito da necessidade das oitivas, há perigo de dano irreversível caso elas sejam necessárias e a audiência for realizada. “Na avaliação da postulação, entendo presentes os requisitos e pressupostos da cautela postulada, à vista da eventual possibilidade dano, caso a audiência referida seja realizada, nos moldes do decidido nos autos, antes mesmo da profunda avaliação do mérito da presente impetração, que reclama decisão colegiada”.

“Bem por isso, então, DEFIRO a liminar postulada, suspendendo a audiência atermada nos autos originários”, decidiu.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Governo propõe corte de 45% no orçamento da Embrapa para 2020 e pesquisas correm riscos

O orçamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), uma das principais fontes de novas tecnologias para o setor agropecuário, poderá sofrer corte de 45% em 2020.

Em 2019, os recursos destinados para estatal foram de R$ 3,6 bilhões. A proposta do governo federal para o ano que vem é de R$ 1,9 bilhão e está em análise no Congresso Nacional.

O texto já começou a ser discutido na Comissão Mista de Orçamento, que é composta por deputados e senadores. Eles vão dar o primeiro parecer sobre a previsão de gastos do governo federal para 2020.

O deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator do orçamento, disse que a previsão de cortes atingiu todas as áreas, mas reconhece que o setor agropecuário tem um papel estratégico no desenvolvimento da economia do país.

“O setor do agro tem todo o apoio necessário para garantir a proteção de um setor que é o que move a nossa economia. O nosso trabalho nos próximos meses vai ser olhar onde tem recurso a mais para poder cortar e remanejar para onde se precisa mais”, explica Neto.

Em outubro, os parlamentares devem apresentar as emendas ao projeto de orçamento. A votação final está prevista para dezembro.

Projetos em risco

Atualmente, 90% do orçamento da Embrapa é para cobrir gastos com a folha de pagamentos. O restante é para custeio e investimento em pesquisas.

A direção da Embrapa disse em nota que há quatro anos o orçamento vem caindo e por isso, tem feito cortes nas despesas.

Cita também a redução no número de centros de pesquisas e de unidades administrativas, mas reconhece que se o orçamento for aprovado como está, pesquisas em áreas importantes poderão ser afetadas.

A nota diz ainda que alguns projetos correm riscos, como os de agricultura de precisão e automação, biotecnologia, sanidade animal.

A notícia do corte preocupa o ex-presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, que foi exonerado pelo governo em julho deste ano.

“Se não tomar cuidado isso representa o fim de tudo que foi feito pela Embrapa ao longo dos anos. A pesquisa é uma coisa de longo prazo. Uma estatal para a pesquisa agropecuária é fundamental”, afirmou Barbosa.
O Globo Rural tentou contato com o Ministério da Agricultura, que não quis comentar o corte no orçamento.

Globo Rural

Opinião dos leitores

  1. Mas dinheirinho $1.600.000 para o Ministério da Defesa está assegurado, o Homi quer equipar as forças armadas pra lutar com quem ? Meu Deus livrai-nos do mal, amém.

  2. Atacar a ciência, a preservação do meio ambiente e a educação parece ser objetivo desse Presidente. Já os privilégios dos empresários, agroindustriais e banqueiros (perdoando dividas e impostos), alem dos militares, legislativo e judiciario, permanecem intocados.
    Destruir o que pode nos proteger e permitir que avancemos será o nosso fim a curto prazo.
    Logo, logo, vamos nos arrepender amargamente dessas escolhas absurdas feitas agora dessa forma. E não adianta desculpas pondo a culpa em outros governos. A história segue em frente e é pra frente que precisamos caminhar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Mega-Sena: ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 44 milhões

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.190 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (21) em São Paulo. O prêmio acumulou.

Veja as dezenas sorteadas: 05 – 09 – 20 – 25 – 35 – 53.

A quina teve 94 apostas ganhadoras; cada uma receberá R$ 29.098,66. Já a quadra teve 6.835 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 571,69.

A estimativa de prêmio do próximo concurso é de R$ 44 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

G1

Opinião dos leitores

  1. O ganhador será outro petistas. Como os anões do orçamento, eles não tem culpa de serem escolhidos por DEUS. Só não escapam da polícia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *