Casal que passou 50 anos separados se reencontra e se casa aos 80 em Mossoró

 (Wilson Moreno/UOL Notícias/Divulgação)

Depois de ficar meio século separado, o casal Irene Moura e Fernando Fernandes, oficializou nesta terça-feira (15) seu reencontro. O casamento dos noivos de 80 anos foi realizado na igreja do Alto de São Manoel, em Mossoró (RN). Os quatro filhos do casal – dois de Irene e dois de Fernando – acompanharam a cerimônia, informou o Uol.

Irene e Fernando se conheceram e namoraram quando tinham 20 anos e moravam em Caraúbas. Por conta de um trabalho, Fernando precisou se mudar para outro município e o namoro terminou. “Oito anos depois me casei com outra pessoa e fui morar em Mossoró. Dessa união tive dois filhos e nem tinha mais notícia de Fernando. Na mesma época, ele também se casou e teve dois filhos”, conta Irene.

Depois de ficarem viúvos, os dois se reencontraram. “Encontrei uma pessoa amiga que o conhecia e conversa vai, conversa vem, descobri que ele ainda se lembrava de mim. Não tive dúvidas e mandei um bilhete com o número do meu telefone e meu nome”, diz Irene.

Fernando telefonou para Irene e foi ao encontro dela em Mossoró. “Pensei que ela já tinha morrido, pois eu nunca mais tive notícias”, lembra Fernando, dizendo que nunca esqueceu o namoro de um ano, período em que os namorados não chegaram a se beijar.

No momento do reencontro, apesar dos 50 anos sem ver Irene, Fernando disse tê-la reconhecido de imediato. “Ela estava com quatro amigas na porta de casa e eu logo a reconheci”. Os dois passaram a morar juntos e, quase uma década depois do reencontro, resolveram se casar. “Isso é obra de Deus e estamos aqui na igreja para ele nos abençoar”, resume Irene.

Editorial BG: FHC 80 anos

O Brasil teve dois presidentes da República realmente fundamentais para a sua história: Getúlio Vargas e Fernando Henrique Cardozo. O primeiro descobriu o poder do estado na definição dos rumos de um país; o segundo, o poder da sociedade. Essas coisas não são um campeonato, mas, se eu tivesse de escolher, é evidente que ficaria com FHC. Com ele, não só o Brasil criou os marcos fundamentais para ocupar um lugar de destaque entre as economias emergentes como viu avançar o controle democrático do poder e do estado.

Na sexta-feira, dia 10, estive na Sala São Paulo, na festa que comemorou os seus 80 anos. FHC está de bem com a vida, feliz, ciente do seu legado e atento aos desafios presentes, com a lucidez de sempre. Fez uma brevíssima saudação aos convidados, exaltando, uma vez mais, a tolerância, a civilidade e a alegria de viver. Tendo prestado um enorme serviço aos brasileiros e ao Brasil, ele nos lembra que podemos, sim, ter um bom futuro.

Curiosamente, ou até por isto, o mais importante presidente da nossa história sofreu um tentativa de desconstrução inédita, com uma virulência como jamais se viu. Nem mesmo a ditadura avançou contra a herança do regime deposto pela “revolução” com a violência retórica com que Luiz Inácio Lula da Silva atacou o seu antecessor — nada menos do que o líder que havia posto fim ao ciclo da superinflação, que havia estabelecido os fundamentos do equilíbrio macroeconômico, que havia vencido alguns entraves históricos ao desenvolvimento. Não só isso: criou e consolidou as bases dos programas sociais no país, que, bem…, o Lula de oposição, ele sim!, chamava de “esmola”, o que está documentado em vídeo. O Apedeuta referia-se aos programas reunidos no Bolsa Família.

Oito anos de ataques implacáveis, sustentados pela mais poderosa máquina de propaganda jamais montada no país! Lula contou, ainda, com o auxílio pressuroso de setores da imprensa e do colunismo adesista, que se referiam — e alguns o fazem até agora — à “privataria” da era tucana, à “ruína” do governo FHC, ao “neoliberalismo” e a fantasias várias para tentar minimizar o papel definidor que o “homem do Real” teve na história do país.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. @borgesneto12 disse:

    FHC, JK e Vargas, os maiores presidentes de nossa história republicana. O resto, é o resto mesmo.

FHC: aos 80 anos a verdade começa aparecer

Alberto Bombig e Lucas de Abreu Maia – O Estado de S.Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso completa 80 anos hoje em meio a uma onda revisionista de seu legado político, administrativo e intelectual, motivada pela declaração da presidente Dilma Rousseff de que o tucano deu “contribuição decisiva” ao desenvolvimento do País.

Na última década, FHC teve sua gestão (1995-2002) sob fogo do PT, em especial do sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que, empenhado em enfraquecer a oposição, decidiu “desconstruir” a imagem e o legado de FHC.

Com Lula fora do poder, cientistas políticos, sociólogos e historiadores ouvidos pelo Estado acreditam que FHC terá sua obra devidamente reconhecida e respaldada pela História.

“As críticas ao governo FHC são retórica. Os presidentes que o sucederam copiaram mais do que inovaram. Por exemplo, a presidente Dilma Rousseff, ao propor a privatização dos aeroportos do país, vai pôr em prática uma das lições de liberalismo econômico ensinadas por Fernando Henrique” diz Celso Roma, cientista político da USP.

“O Lula não encontrou nenhuma herança maldita. É um legado que só está sendo redescoberto agora, até mesmo com a carta de felicitações da presidente Dilma Rousseff”, afirma o historiador Marco Antonio Villa.

(mais…)

Dilma derrama-se em elogios a FHC

Blog Josias do Souza:

Foi ao ar o sítio ‘80 FHC’, uma homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, completados neste sábado (11).

Em meio a mensagens de velhos admiradores, há um texto de Dilma Rousseff. Ela recobre o aniversariante de elogios.

Chama-o, por exemplo, de “acadêmico inovador” e “político habilidoso”. Enaltece-o por um feito ao qual o PT se opôs: o Plano Real.

Dilma refere-se a FHC como “ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação…”

“…O presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”.

A certa altura, realça as diferenças: “Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes”.

E retoma: “…Justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias.”

Encerra o texto com um “parabéns”. Dedica “um afetuoso abraço” a FHC, a quem chama de “querido presidente”.

Vai abaixo a íntegra da mensagem de Dilma:

(mais…)