PARA ETERNIDADE: Morre, aos 91 anos, o escritor e jornalista potiguar Murilo Melo Filho, membro da Academia Brasileira de Letras

Foto: ABL/Reprodução

Morreu nesta quarta-feira (27), aos 91 anos, o escritor e jornalista Murilo Melo Filho, membro da Academia Brasileira de Letras.

Segundo a ABL, Murilo Melo Filho morreu de manhã no Hospital Pró-Cardíaco, vítima de falência múltipla de órgãos. O sepultamento será no mausoléu da Academia Brasileira de Letras. Diante da recomendação de se evitar reuniões e aglomerações por conta do coronavírus, não haverá velório.

“Murilo Melo Filho foi um dos grandes jornalistas brasileiros da segunda metade do século XX. Acompanhou de perto a política nacional, a construção de Brasília e a guerra do Vietnã. Conheceu inúmeros chefes de Estado, a quem dedicou páginas antológicas, dos mais variados espectros políticos. Foi também um acadêmico exemplar, assíduo, com a disposição de emprestar seu talento aos mais diversos cargos e serviços na Academia. Guardo a imagem de um homem bom, de uma alta sensibilidade humana, voltada sobretudo para os mais vulneráveis e desprovidos. Um momento de tristeza.”, afirmou o Presidente da ABL, Acadêmico Marco Lucchesi.

Trajetória

Murilo Melo Filho nasceu em Natal no dia 13 de outubro de 1928 e foi o mais velho de sete irmãos. Já aos 12 anos de idade começou a trabalhar no Diário de Natal, com Djalma Maranhão, escrevendo um comentário esportivo. Posteriormente passou por outras publicações da região.

Aos 18 anos, foi para o Rio, onde estudou no Colégio Melo e Souza e foi aprovado em concursos públicos para datilógrafo do IBGE e do Ministério da Marinha, ingressando a seguir no Correio da Noite, como repórter de polícia.

Trabalhou também na Tribuna da Imprensa, com Carlos Lacerda; no Jornal do Commercio, com Elmano Cardim, San Thiago Dantas e Assis Chateaubriand; no Estado de S. Paulo, com Júlio de Mesquita Filho e Prudente de Moraes Neto; e na Manchete, com Adolpho Bloch.

Estudou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e na Universidade do Rio de Janeiro, pela qual se formou em Direito. Chegou a advogar durante sete anos.

Como repórter free-lancer, entrou para a Manchete, criando a seção “Posto de Escuta”, que escreveu durante 40 anos. Nessa mesma época, dirigiu e apresentou na TV-Rio, com Bony, Walter Clark e Péricles do Amaral, o programa político Congresso em Revista, que ficou no ar ininterruptamente durante sete anos, sendo a princípio produzido e apresentado no Rio e, depois, em Brasília.

Viveu em Brasília de 1960 a 1965, que testemunhou em centenas de reportagens. Construiu ali a sede de Bloch Editores e da Manchete e foi, a convite de Darcy Ribeiro e de Pompeu de Souza, professor de Técnica de Jornalismo na Universidade de Brasília.

Em trabalhos jornalísticos, acompanhou os ex-presidentes Juscelino Kubitschek a Portugal; Jânio Quadros a Cuba; João Goulart aos Estados Unidos, ao México e Chile; Ernesto Geisel à Inglaterra e à França; e José Sarney a Portugal e aos Estados Unidos.

Cobriu a Guerra do Vietnã, com o fotógrafo Gervásio Baptista, em 1967, e foi o primeiro jornalista brasileiro a cobrir a Guerra do Camboja, com o fotógrafo Antônio Rudge, em 1973, tendo chegado a Saigon e Phnom-Penh, via Tóquio.

Sexto ocupante da Cadeira nº 20 da ABL, foi eleito em 25 de março de 1999, na sucessão de Aurélio de Lyra Tavares e recebido em 7 de junho de 1999 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlão disse:

    Mas tem outro imortal do RN, vivo.

    • M.D.R. disse:

      Um Curriculum invejável, e muito serviço prestado ao nosso país. Que descanse em paz.

Vadão, ex-técnico da seleção feminina, morre vítima de câncer

Foto: Assessoria/CBF

Oswaldo Fumeiro Alvarez, o Vadão, faleceu nesta segunda-feira, em São Paulo, aos 63 anos. Ele lutava contra complicações de um câncer de fígado, que atingiu outros órgãos. O corpo será enterrado em Monte Azul Paulista, cidade natal. O ex-treinador teve passagens por Corinthians, São Paulo e seleção brasileira feminina.

Vadão foi diagnosticado com a doença em dezembro do ano passado e, desde então, vinha realizando tratamento e estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo. O quadro do ex-treinador era considerado grave após a quimioterapia e radioterapia. Ele deixa a esposa Ana Alvarez e dois filhos, Adriano e Carolina Alvarez.

Nas redes sociais, atletas que trabalharam com Vadão publicaram mensagens emocionadas. Marta e Cristiane enviaram relatos de agradecimento ao ex-treinador.

“Vá em paz professor,Sua missão nessa terra você cumpriu e com muito êxito.Desconheço qualquer ser humano igual, voce soube viver a vida de maneira digna e honestamente, orgulho demais de ter vivido momentos maravilhosos ao seu lado e ter tido a oportunidade de aprender muito. Obrigada por tudo e descanse em paz”, escreveu a camisa 10 da seleção brasileira.

Vadão despontou para o cenário nacional como treinador do Mogi Mirim, em 1992, liderando a equipe que foi batizada de Carrossel Caipira. O apelido foi dado em referência ao estilo de jogo ofensivo, remetendo à Holanda de 1974, o Carrossel Holandês.

Não só pela origem no Mogi Mirim, Vadão teve carreira marcante em clubes do interior paulista, especialmente a dupla de Campinas – Guarani e Ponte Preta. Pelo Bugre, foi vice-campeão da Série B de 2009. Na Macaca, teve quatro passagens e é considerado ídolo.

Vadão foi o responsável por lançar Kaká no São Paulo — Foto: Arquivo pessoal / Oswaldo Alvarez

Com Vadão, o São Paulo foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 2001, na final contra o Botafogo, que marcou o surgimento de Kaká.

Vadão teve duas passagens pela seleção feminina. Na primeira, entre 2014 e 2016, alcançou o quarto lugar nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Na segunda, mais conturbada pela rotina de derrotas – chegou a acumular 10 derrotas em 11 jogos. Ele fora reconduzido ao cargo para substituir Emily Lima, mas não conseguiu fazer a equipe jogar bem. No Mundial feminino de 2019, o Brasil foi eliminado pela França nas oitavas de final.

Vadão foi demitido da seleção para dar lugar a Pia Sundhage.

O Globo

Teresa Maia, ex-primeira dama do RN, morre aos 98 anos

A ex-primeira dama do Rio Grande do Norte, D.Teresa Maia, faleceu na tarde desta segunda-feira, 25, no Rio de Janeiro, aos 98 anos, vítima de pneumonia.

Viúva do ex-governadora Tarcísio Maia, a baiana D. Teresa foi primeira-dama do RN entre 1974 a 1979.  Deixa três filhos; o embaixador Oto Maia, o ex-senador José Agripino Maia e Ana Silvia Maia.

O ex-deputado Felipe Maia, pelas redes sociais, lamentou o falecimento da avó: “As lembranças e saudades desta avó, madrinha e conselheira ficarão para sempre na minha memória e coração. Neste momento só tenho que agradecer por todo carinho e amor que teve sempre, e principalmente nos 8 anos que morei em sua casa no Rio, comigo, Natália e Luiz Henrique. A sua casa era a nossa casa no Rio. A dor e lembranças serão muitas, mas também a certeza que ela viveu muito amada por nós todos”.

Morre o médico João Batista Medeiros por covid-19

Foto: Divulgação

O médico João Batista Medeiros Costa, natural de Patu/RN, de 65 anos, morreu no final da noite desse domingo (24), em Natal, vítima da Covid-19.

Doutor João Batista formou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, foi professor de vários cursinhos preparatórios para vestibular em Natal e ainda foi tenente médico no 16° Batalhão do Exército.

Deixa a esposa e 4 filhos, entre eles dois médicos e uma enfermeira.

 

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Adailton Gurgel de Medeiros disse:

    Está no céu com nosso senhor.fica na paz de Deus.

  2. Ilo jose aranha disse:

    Meus sentimentos a família meu amigo gente muito boa e e que Deus o acompanhe!

  3. ailton disse:

    que Deus conforte á Família, foi aluno dele Das Neves

Comerciante de 57 anos morre com Covid-19 em Natal e família questiona transferência de hospital dois dias antes do óbito

Foto: Arquivo familiar/Cedida

O portal G1-RN destaca nesta quarta-feira(13) que o comerciante Gilson Freires de Araujo, de 57 anos, morreu em Natal vítima da Covid-19 após 22 dias internado. Ele não tinha comorbidades e lutou contra a doença durante quase um mês, até a noite de segunda-feira (11) quando faleceu no Hospital Municipal de Natal. A família de Gilson questiona a transferência dele do Hospital Giselda Trigueiro para o Hospital Municipal de Natal dois dias antes do óbito.

Gilson Freires Araujo foi entubado no dia 19 de abril no Hospital Giselda Trigueiro, onde permaneceu até o dia 9 de maio sendo tratado da doença em um leito com respirador. Ele apresentou sintomas da doença na semana anterior à internação e procurou ajuda em uma Unidade de Pronto Atendimento.

No dia 9 de maio o paciente foi transferido do Hospital Giselda Trigueiro, na Zona Oeste, para o Hospital Municipal de Natal, que fica na Zona Oeste da cidade. Dois dias após esse procedimento, o vendedor faleceu. Ao G1, os familiares de Gilson afirmaram que eles não foram comunicados sobre a transferência. Os parentes acreditam ainda que o deslocamento pode ter agravado o quadro do paciente.

Leia todos os detalhes aqui em reportagem completa.

Atriz e radialista Daisy Lúcidi morre, aos 90 anos, de Covid-19 no Rio

Foto: Márcio de Souza/TV Globo

A atriz e radialista Daisy Lúcidi, de 90 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (7). Ela estava internada com Covid-19 no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio, desde o dia 25 de abril.

Lúcidi integrou o primeiro elenco de atores da Rádio Globo e fez sua estreia na TV em 1960. Como radialista, comandou, durante 46 anos, o programa “Alô Daisy”, na Rádio Nacional. Foi ainda vereadora e deputada estadual no Rio. Sua última participação em novelas da Globo foi em “Geração Brasil”, em 2014.

O neto da atriz, Luiz Claudio Mendes, publicou uma mensagem em uma rede social relembrando a festa de aniversário de 90 anos da artista no ano passado e agradece a todos pelas mensagens recebidas pela família.

“Nesse momento de dor para tanta gente no mundo e tão triste também para nossa família, nos confortamos em saber que ela teve uma vida plena e feliz, cheia de amor, vitórias e realizações, e que seu legado sempre estará presente entre nós!”, diz um trecho da mensagem.

Estreia nos palcos aos 6 anos de idade

Daisy Lúcidi Mendes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de agosto de 1929. Seus pais, Clarice Lopez e Quinto Lúcidi, eram de origem portuguesa e italiana.

Bem humorada e vaidosa, era divertida mesmo quando queria parecer ranzinza. Descobriu cedo o talento para a interpretação. Foi acompanhando seu pai nos ensaios de um curso de teatro amador que conquistou seu primeiro papel, aos 6 anos de idade, na peça “Nuvem”, de Coelho Neto, no teatro Dulcina, no Rio.

Em 1941, foi contratada para integrar o elenco infantil da Rádio Tupi. O convite veio do diretor, Teófilo de Barros Filho, durante um concurso de interpretação.

Com a inauguração da Rádio Globo no fim de 1944, passou a fazer parte da equipe de atores das radionovelas já no início de 1945. Foi também na rádio que conheceu seu companheiro, o jornalista esportivo Luiz Mendes, que, à época, comandava o programa “Alô, Rio”.

Não demorou até que a Rádio Nacional, mais importante emissora da época, a chamasse para integrar seu elenco, o que aconteceu em 1953. Participou de séries e novelas de sucesso, que posteriormente foram adaptadas por Janete Clair para a Globo.

Na TV, sua estreia aconteceu em 1960, participando de uma minissérie dirigida por Janete Clair, na extinta TV Rio.

A primeira novela na Globo foi o “Homem Proibido”, em 1967. Também trabalhou em “Supermanoela” (1974), “Bravo” (1975) e o “Casarão” (1976).

Carreira no rádio: ‘Alô Daisy’ ficou 46 anos no ar

Embora tenha atuado no teatro, na televisão e no cinema, foi no rádio que se realizou. Depois de consagrar-se como atriz de radionovelas, passou a comandar um programa próprio, em 1971 na Rádio Nacional.

“Meu negócio é o rádio, que é a minha paixão”, dizia.

“Alô Daisy” ficou 46 anos no ar e denunciava os problemas do quotidiano da cidade.

A política e a volta à Globo

Ainda na década de 70, Daisy Lúcidi deixou a carreira de atriz para se dedicar à política, após insistência da então deputada federal pelo Arena, Lygia Lessa Bastos. Foi vereadora e deputada estadual durante 18 anos no Rio.

Mas a vocação artística falou mais alto e 31 anos depois, ela voltou a atuar.

A volta à Globo, foi em 2007, em “Paraíso Tropical”, a convite de Gilberto Braga, autor da novela, que soube por amigos que Daisy Lúcidi tinha deixado a política. Como a encrenqueira síndica Iracema, ela reconquistou a simpatia do público.

Mesmo em papéis difíceis, ganhava elogios pela interpretação. Em “Passione” (2010), novela de Silvio de Abreu, Daisy viveu a dissimulada Vó Valentina, que explorava as duas netas. A atriz achava graça no sucesso da sua primeira vilã e dizia, rindo, que ia acabar apanhando nas ruas por causa das maldades da personagem.

Em 2013, fez uma participação em “Tapas & Beijos”. A última novela na Globo, foi “Geração Brasil”, em 2014.

Lúcidi dizia que não pensava em parar e que tinha muito amor pela profissão.

“Não há nada melhor que fazer o que se gosta e receber o carinho do povo.”

Daisy Lúcidi era viúva do jornalista esportivo Luiz Mendes, com quem foi casada por 64 anos. A atriz, que teve um filho também já falecido, deixa netos.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Neto disse:

    Regina duarte? Vai soltar alguma nota?

COVID-19: Morre o médico Solon Pereira

Foto: Reprodução

O clínico geral Solon Pereira morreu vítima de Covid-19. O óbito foi confirmado nesta quarta-feira(06). Ele estava internado em um hospital particular em João Pessoa – PB.

Era médico atuante em plantões em Natal e Parnamirim e ainda na Paraíba. Muito querido, deixa uma lacuna pelo seu profissionalismo, carisma e disponibilidade.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Machinho da mamãe disse:

    Ele não tomou a cloroquina?

  2. Junior ferreira disse:

    Uma grande perda para nós natalenses conheci ele lá onde eu trabalhava minhas condolências e solidariedade que deus conforte a família desse grande homem e médico

  3. ELEITOR disse:

    Mais um colega que perde a luta para esta praga, que Deus console sua família e seus amigos , e guarde seu espírito num bom lugar.

Ator Flávio Migliaccio morre aos 85 anos no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

O ator Flávio Migliaccio, de 85 anos, foi encontrado morto na casa onde ele morava, em Rio Bonito – interior do Rio de Janeiro.

A morte foi registrada pelo 35º Batalhão de Polícia Militar do estado nesta segunda-feira, após atender a um chamado feito pelo caseiro do sítio do artista.

Na Rede Globo, Migliaccio participou das novelas Rainha da Sucata, Perigosas Peruas, A Próxima Vítima, Vila Madalena, Senhora do Destino e Passione, além da série Entre Tapas e Beijos.

Radar – Veja

Morre o compositor e escritor Aldir Blanc no RJ após internação por Covid-19

Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

O compositor e escritor Aldir Blanc, de 73 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (4) no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Ele estava com Covid-19 e seu quadro de saúde era considerado grave.

No dia 10 de abril, o compositor deu entrada na CER do Leblon com infecção urinária e pneumonia, que evoluíram para um quadro de infecção generalizada.

Cinco dias depois, a partir de uma campanha de amigos e artistas, ele conseguiu transferência para o Hospital Pedro Ernesto.

Na unidade, chegou a apresentar sinais de melhoras, mas como seu estado era muito grave, foi mantido sedado o tempo inteiro.

Obituário

Aldir Blanc Mendes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 2 setembro de 1946. Em 1996, ingressou na Faculdade de Medicina, especializando-se em psiquiatria. Em 1973, abandonou o curso para dedicar-se exclusivamente à música, tornando-se um dos mais importantes compositores de Música Popular Brasileira (MPB).

Uma de suas canções mais famosas, “O Bêbado e a Equilibrista”, feita em parceria com João Bosco, ficou eternizada na voz de Elis Regina.

Outras composições famosas são “Bala com Bala”, “O Mestre-Sala dos Mares”, “De Frente Pro Crime” e “Caça à Raposa”.

A obra de Blanc reúne, ainda, dezenas de canções conhecidas, feitas em parceria com outros ilustres artistas, como Moacyr Luz, Maurício Tapajós, Paulo Emílio, Carlos Lyra, Guinga, Edu Lobo, Wagner Tiso, César Costa Filho, Cristóvão Bastos, Roberto Menescal, Ivan Lins, entre outros.

Resumo da carreira musical

Aos 18 anos, Blanc ganhou uma bateria e, pouco depois, formou o grupo Rio Bossa Trio. Em 1968, conheceu o parceiro Sílvio da Silva Júnior. Dois anos mais tarde, a primeira composição da dupla, “Amigo É pra Essas Coisas”, é gravada pelo grupo MPB-4.

Na mesma época, ao lado de outros compositores, como Ivan Lins, Gonzaguinha e Marco Aurélio, funda o Movimento Artístico Universitário (MAU), e torna-se conhecido por criar e integrar associações ligadas à defesa dos direitos autorais. É um dos fundadores da Sociedade Musical Brasileira (Sombras) – responsável pela arrecadação de direitos autorais -, da Sociedade de Artistas e Compositores Independentes (Saci) e da Associação dos Músicos, Arranjadores e Regentes (Amar).

“Ela”, sua composição em parceria com César Costa Filho, foi gravada por Elis Regina, em 1971. No ano seguinte, a cantora grava “Bala com Bala”, parceria com João Bosco, e a canção “Agnus Sei” é lançada no Disco de Bolso, compacto que acompanha o jornal O Pasquim.

Em 1973, Elis grava ainda várias outras músicas da dupla Bosco e Blanc, como “O Caçador de Esmeralda” e “Cabaré e Comadre”. Um ano depois, em outro LP, Elis grava outros sucessos da dupla, como “O Mestre-Sala dos Mares”, “Caça à Raposa” e “Dois pra Lá, Dois pra Cá”. E em 1979, “O Bêbado e a Equilibrista”, um dos maiores sucessos de sua carreira.

Em 1996, o disco comemorativo “Aldir Blanc – 50 Anos”, em homenagem ao compositor, reuniu várias participações especiais, entre elas, Betinho ao lado do MPB4, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

O álbum reúne, também, letras e melodias com Guinga, Moacyr Luz, Cristóvão Bastos e Ivan Lins.

Com Bosco, emplacou algumas canções na trilha de abertura de novelas e séries, como “Doces Olheiras” (na novela Gabriela, da TV Globo, em 1975), “Visconde de Sabugosa” (para O Sítio do Pica-Pau Amarelo, em 1977), “Coração Agreste” (em Tieta, de 1979), “Confins” (em Renascer, de 1993), “Suave Veneno” (na novela homônima, de 1999), “Chocolate com Pimenta” (tema de novela homônima, em 2003), “Bijuterias” (para a minissérie “O Astro”, no remake de 2011).

O cronista Aldir Blanc

Blanc era também cronista, reconhecido pelas bem-humoradas histórias e personagens da Zona Norte do Rio.

Publicou vários livros, entre eles “Rua dos Artistas e Arredores” (Ed. Codecri, 1978); “Porta de tinturaria” (1981), “Brasil passado a sujo” (Ed. Geração, 1993); “Vila Isabel – Inventário de infância” (Ed. Relume-Dumará, 1996), e “Um cara bacana na 19ª” (Ed. Record, 1996), com crônicas, contos e desenhos.

Contribuiu, ainda, com crônicas para os jornais O Dia, O Estado de São Paulo e O Globo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Ao contrário do Raul Seixas, esse aí ao menos conseguiu emplacar o "corcel 73".

  2. André Fortes disse:

    “O Brazil tá matando o Brasil”
    Aldir Blanc (1946 – 2020)

Lateral de clube do interior paulista morre empinando pipa aos 21 anos

Foto: Reprodução/Facebook

Uma tragédia deixou o futebol paulista em luto nesta semana. O lateral-esquerdo Kaio Felipe, do Independente, da cidade de Limeira, no interior paulista, morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto empinava pipa em São Paulo.

A tragédia aconteceu na tarde de terça-feira. Ainda não há informações sobre o velório e enterro do jogador, que tinha apenas 21 anos e estava acertado para defender o Independente na Segunda Divisão do Campeonato Paulista – equivalente à quarta divisão estadual.

“É com sentimento de pesar que o Independente Futebol Clube comunica o falecimento do jogador Kaio Felipe. Externamos à família e amigos sinceras condolências”, postou o Independente em suas redes sociais.

Promovido ao profissional da Internacional, também de Limeira, em 2017, Kaio Felipe Santos Silva passou também pelo CSP, da Paraíba, e já havia defendido o Independente no ano passado, quando disputou 22 jogos e marcou seis gols.

Estadão

‘Seu Severino’ morre de causas diferentes em noticiários da Globo

A repórter Sabina Simonato dando uma das versões da morte. Foto: Reprodução

Como explicar a narrativa da morte de um mesmo personagem, com causas diferentes, em dois noticiários do mesmo canal, no mesmo dia?

A morte de um homem de 60 anos causou confusão no jornalismo da Globo na terça-feira (21). O motivo é que o óbito foi atribuído a dois motivos diferentes em dois telejornais nacionais distintos da rede. E tudo no mesmo dia.

A primeira versão foi exibida no ‘Jornal Hoje’, quando a repórter Sabina Simonato narrou a história de Severino, que “teve um AVC e estava há dias no Hospital Municipal de Campo Limpo esperando por um leito de UTI”, mas acabou morrendo antes de ser transferido.

Já no fim do dia, no ‘Jornal da Globo’, a repórter Patrícia Falkowski falou sobre o caso do mesmo homem, mas dessa vez o relato deu conta de que ele morreu de Covid-19 sem conseguir o leito de UTI.

A Globo tentou se explicar e disse que “Alexandre, filho do senhor Severino, informou que o exame para Covid-19 foi feito logo que o pai foi internado por causa do AVC. Essa declaração inclusive foi ao ar nos jornais locais”.

A emissora admitiu que o ‘Jornal da Globo’ cometeu “uma imprecisão” ao dizer que o homem estava com a Covid, quando na verdade o caso se tratava apenas de uma suspeita.

Ao blog, fontes do jornalismo do canal contaram que a confusão gerou uma crise interna que pode resultar em demissão de envolvidos.

Keila Jimenez – R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. jackson disse:

    Quando vejo uma pessoa como esse Jose Quirino defender uma pessoa como o Luladrão, querendo provas depois de tantas mostradas nas reportagens das tvs, jornais e até mesmo o google te mostra, fico imaginando o quanto os petralhas são ou dão uma de doido, são cegos ou se fazem e são desmemorizados. Resposta: são tão mal-caráter ou marginais em potencial ou, são idiotas mesmo e burros masoquistas, pois apanham, sofrem e querem mais.

  2. SHUBUGO disse:

    Globo lixo

  3. Pedro disse:

    Essas barrigadas da Globo tem sido recorrentes, bem como, antigas. Essa emissora que sempre sobreviveu do dinheiro público está indo a lona. Tem se mostrado pouco leal, mentirosa, tendenciosa, rasteira e vil. Faz um péssimo papel em um Brasil democratico, seu jornalismo chega ao ridículo.

  4. Pedro disse:

    JJ. deixa os comentários desse francês tupiniquim de lado, é comum ele querer dar uma de sabido, quando devia apenas ficar reiniciando. Responder a esses que estão a margem da legalidade é um insulto a inteligência.

  5. Azevedo disse:

    O cabaré na globo está em ebulição, estão esquecendo da veracidade das notícias para plantarem terrorismo jornalístico, tudo para comprometer a imagem do Presidente Jair Bolsonaro, isso é uma vergonha. Plantar jornalismo terrorista deveria ser passivo de punição seria, ou até mesmo a retirada do sinal do ar do veículo de comunicação.

  6. João JJ disse:

    Nenhuma novidade meu caro BG.
    É a globo lixo e governadores agindo.
    E agora??
    Do que de fato o Severino bateu as botas???
    E tome tumulto.
    E tome pânico.
    E tome politicagem sebosa.
    É imoral!!!!
    Tem credibilidade um negócio desses?.
    Tá difícil!!

    • François Cevert disse:

      Engraçado que tudo o que a direita facista sabem sobre o PT, Lula, Dilma e Comunismo eles não aprederam na escola, na real nem na escola foram pra aprender a história correta, aprederam na globo e aplaudindo, principalmente entre 2015 há 2018, e agora não presta é lixo e fazem o mesmo de um erro de matéria piada sem graça na internet, alguém procurou saber da familia do seu severino o que ela acha disso? Me poupem e tenham vergonha na cara!!!

    • JJ. disse:

      François!
      Lula é ladrão, um bandido condenado em duas instâncias.
      Ponto final.

    • David disse:

      Não seja tonto, petralha adorador de ladrões condenados, se houve fatos diferentes narrados pela emissora, com certeza ela está com um objetivo nisso aí. Desinformar e se locupletar da consciência dos desinformados, você é um deles, tanto wue confia na inocência de luladrão.

    • Jv disse:

      Amigo, o LULA não foi condenado apenas em 2 instâncias e sim em 3 instâncias apenas em um processo.

    • José Quirino disse:

      Perseguido sim Lula sempre foi so pq foi um presidente que saiu da Camada mais pobre. Até hoje ninguém provou através de documentos que o triplex foi ou é dele. Vc prova se sim mostre para todos verem.

    • Yago disse:

      O cara com um codinome desse nem vale a pena comentar, chora baby chora.

    • Gabriel disse:

      Olha a rachadinha ai gente!!!

      Cadê o Queiroz?

Idosa de 67 anos morre em Mossoró durante incêndio dentro de casa

Fachada da casa onde idosa morava não foi atingida pelo incêndio. — Foto: Flávio Soares/ Inter TV Costa Branca

Uma idosa de 67 morreu carbonizada em um incêndio que atingiu a casa dela na madrugada desta quarta-feira (22), em Mossoró, região Oeste potiguar. O caso aconteceu por volta das 4h. A causa do início das chamas ainda é investigada, mas a suspeita é que um curto-circuito tenha acontecido no local. Veja detalhes em reportagem aqui.

Aos 94 anos, morre Rubem Fonseca, um dos maiores escritores do Brasil

Foto: Divulgação

Morreu no início da tarde no Rio de Janeiro um dos maiores escritores do Brasil, Rubem Fonseca.

A menos de um mês de completar 95 anos, Fonseca sofreu um infarto nesta quarta-feira(15), perto da hora do almoço, em seu apartamento, no Leblon. Foi levado imediatamente ao hospital Samaritano, onde morreu.

Talvez o maior cronista brasileiro da segunda metade do século XX, Rubem Fonseca é autor, entre outros, de “Feliz ano novo” (1976), “A cólera do cão” (1963), “O cobrador” (1979). Seu último livro de contos inéditos foi lançado há dois anos, “Carne crua”.

História

Nascido em Juiz de Fora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca mudou-se para o Rio aos 8 anos de idade. Formado em Direito, trabalhou como comissário de polícia no início dos anos 1950.

Na década seguinte, prestou serviços para o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), vinculado ao golpe militar de 1964. Mais tarde, ele negou que tivesse apoiado o regime.

Dentre os principais livros de Rubem Fonseca, estão os volumes de contos “Lucia McCartney” (1967), “Feliz ano novo” (1975) e “O cobrador” (1979), além dos romances “O caso Morel” (1973), “A grande arte” (1983) e “Agosto” (1990).

O escritor mineiro era considerado um dos maiores da literatura brasileira e costuma ser avesso a eventos públicos.

Em 2015, ao receber o Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra, Rubem Fonseca citou seu livro de estreia, escrito aos 17 anos.

Ele também falou sobre como a obra chocou o primeiro editor a quem ela foi oferecida. O “problema” teria sido, justamente, a presença de palavrões no texto.

Questionado sobre o fato de Machado de Assis e Eça de Queiroz, algumas de suas inspirações, não usarem palavrões em seus textos, Fonseca afirmou que as palavras não devem ser discriminadas.

“Eu escrevi 30 livros. Todos cheios de palavras obscenas. Nós, escritores, não podemos discriminar as palavras. Não tem sentido um escritor dizer: ‘Eu não posso usar isso’. A não ser que você escreva um livro infantil. Toda palavra tem que ser usada”, disse ele.

Lauro Jardim – O Globo e G1

ADVOCACIA E JORNALISMO DO RN EM LUTO: Hemeterio Gurgel morre aos 84 anos

O Rio Grande do Norte perdeu o advogado, procurador do estado aposentado e jornalista Hemeterio Gurgel.

Hemeterio tinha 84 anos e faleceu de complicações decorrentes de uma parada cardíaca na semana passada. Estava internado desde o dia 06.

Era uma figuraça. Durante muito tempo escreveu crônicas hilárias nas páginas do Jornal de Hoje relacionadas a conversas de restaurante e gastronomia.

Daqui desse canto nossos sentimentos a todos, em especial ao amigo Marco Gurgel.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jl disse:

    Realmente altíssimo nível!

  2. Tarcísio Eimar disse:

    Profissional de altíssimo nível

  3. Wellington Medeiros disse:

    Ao assumir em 1964 o cargo de Diretor Superintendente da Rádio Cabugi, Hemetério Gurgel entendeu que o Jornalismo era a saída para incrementar a audiência. E criou os “Ases da Notícia”, sob a direção do jornalista Cassiano Arruda e tendo como novos integrantes os Francisco Macedo, José Wilde, Adamires Furtado, Abmael Moraes, Souza Silva, Ewerton Alexandrino, Isa Freire, Nilson Freire, José de Sousa e eu. Os “Ases da Notícia” marcaram época no rádio potiguar. Quem viu e ouviu. Wellington Medeiros.

Stanley Chera, magnata amigo de Trump, morre de complicações por coronavírus

Foto: Reprodução / Internet

O bilionário Stanley Chera, amigo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, morreu por complicações causadas pelo coronavírus, segundo o canal de TV “CNN” e o jornal “New York Post”. Magnata do mercado imobiliário de Nova York, ele tinha 77 anos. Conforme o diário, Chera foi hospitalizado com a Covid-19 no dia 24 de março.

No mês passado, Trump chegou a citar que um amigo estava lutando contra a “crueldade” do coronavírus e entrando em coma, mas não havia citado o nome. Agora, acredita-se agora que Chera era a pessoa em questão. Os fatos da doença do magnata correspondem ao que o presidente dos EUA descreveu.

“Nós pensamos que eles estavam indo para uma estadia suave e, em um caso, ele está inconsciente, em coma. E você diz, como isso aconteceu?”, comentou Trump.

A Casa Branca não comentou sobre a descrição de Trump do amigo, sua amizade com Chera ou a morte do magnata. A família do bilionário não discutiu publicamente a amizade com o presidente ou sua morte.

Embora Chera fosse conhecido em Nova York como um titã imobiliário e comercial, ele também era um filantropo. Sua maior paixão era a ajuda a crianças com necessidades especiais, disse uma fonte do diário.

Chera foi co-fundadora do Sephardic Community Center, uma instituição sem fins lucrativos, no Brooklyn. Ele “era um homem muito especial, amado por todos”, afirmou o centro comunitário em comunicado. “Sua devoção a muitas de nossas instituições comunitárias é incomparável”.

Doador republicano, Chera era co-fundador da Crown Acquisitions, cujas propriedades incluem o St. Regis New York e a Cartier Mansion, endereços icônicos de Nova York. Segundo a rede de TV americana CNN, de 2016 a 2019, ele doou um total de US$ 402.800 (cerca de R$ 2 milhões) para organizações dedicadas a apoiar a presidência de Trump.

Extra – O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão pagador de impostos disse:

    Ué tá faltando cloroquina nos EUA?
    Bolsonarismo mata!

Ator de ‘Star Wars’ morre aos 76 anos com Covid-19 em Londres

O ator Andrew Jack, que esteve em filmes como Star Wars: Os Últimos Jedi, ao lado de Harrison Ford e Carrie Fischer, morreu de Covid-19 aos 76 anos, na manhã desta terça-feira (31). Ele estava internado em um hospital em Londres, enquanto sua mulher cumpre a quarentena imposta pela pandemia de coronavírus na Austrália, segundo a agente do ator, Jill McCullough.

Andrew, que era inglês, viveu o general Caluan Ematt no filme da franquia de George Lucas e também esteve em longas como Vingadores: Ultimato e Sherlock. Ele ficou conhecido no meio do cinema e televisão por ser um requisitado coach de sotaque, preparando estrelas para encontrar o tom certo para seus personagens – um de seus trabalhos foi a franquia Senhor dos Anéis. Até há poucas semanas, Andrew estava na equuipe de The Batman, novo longa da DC que tem Robert Pattinson como o Homem-Morcego – as filmagens foram suspensas por conta do coronavírus.

O ator deixa dois filhos de uma união anterior e, de acordo com sua representante, seu funeral deverá seguir as novas regras para enterros no Reino Unido. Assim como em outros países da Europa, os velórios foram suspensos e apenas a família imediata pode estar presente à cerimônia.

Época

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