MPF oferece denúncia contra 18 investigados na Operação Turbulência

O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) ofereceu denúncia contra 18 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa investigada pela Operação Turbulência, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em junho deste ano. A acusação se refere ao crime de organização criminosa.

Para as suspeitas de lavagem de dinheiro e de crime contra o sistema financeiro nacional, o MPF requereu a instauração de novo inquérito policial para aprofundar as investigações. O argumento é que ainda estão pendentes algumas diligências investigatórias para o esclarecimento total a respeito desses crimes.

Estima-se que o esquema de lavagem de dinheiro, considerado sofisticado pela Polícia Federal, tenha movimentado R$ 600 milhões desde 2010. O ponto de partida da investigação foi a compra do avião Cessna Citation PR-AFA, usado pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) na campanha presidencial de 2014. Campos e mais seis pessoas morreram na queda do avião, em agosto de 2014, em Santos, São Paulo.

De acordo com a acusação, o grupo operava uma rede complexa de empresas de pequeno porte, de fachada e em atividade, para fazer transferências de grandes somas de dinheiro e despistar a origem supostamente ilícita dos valores. A PF aponta desvios ocorridos na Petrobras e nas obras de transposição do Rio São Francisco, por meio de contratos superfaturados, como exemplo da origem dos recursos. Há também a denúncia de formação de caixa 2 para as campanhas de Eduardo Campos.

Para apresentar a denúncia à Justiça Federal, o MPF dividiu os acusados em quatro categorias. João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira, presos preventivamente pela PF, são apontados como líderes da organização. Os gerentes, segundo o Ministério Público, são Arthur Roberto Rosal (também preso), Severnia Divanci de Moura, Paulo Gustavo Cruz Sampaio e Paulo César Morato, encontrado morto no dia seguinte à deflagração da Operação Turbulência.

No entendimento do MPF, os líderes direcionavam as transações bancárias ilícitas com a ajuda dos gerentes, que usavam contas bancárias de colaboradores, que seriam João Victor Sobral, Carlos Roberto de Macedo, Gilberto Pereira da Silva, Pedro Neves Vasconcelos, Carolina Vasconcelos e Sérgio André Mariz.

Subordinados cuidavam da gestão e circulação dos recursos. Os acusados que se enquadram nessa categoria são Bruno Alexandre Moutinho, Carolina Gomes da Silva, Cledeilson Nogueira, Neusa Maria de Sousa, Silvânia Cristina Dantas e Vlamir Nogueira de Souza.

“Embora nem todos os denunciados soubessem do funcionamento total do esquema criminoso, todos tinham consciência e manifestaram vontade de participar da empreitada ilícita, assumindo os riscos pelo envolvimento na fraude”, ressaltou, em nota, o MPF. A pena para o crime de formação de organização criminosa pode chegar a oito anos de reclusão.

Agência Brasil

Banco JPMorgan está otimista com o Brasil, e destaca “Governo mais amigável” para destravar onda de investimentos

Ck_y3w1UoAEfWbbDepois que o mercado internacional de bonds do Brasil sofreu um colapso sem precedentes em 2015, não é de surpreender que os bancos estejam ainda menos otimistas em relação às perspectivas para este ano.

O Banco Santander e o Grupo BTG Pactual, por exemplo, dizem que emissões de dívida mudarão pouco em relação ao total do ano passado agora que o Brasil sofre sua recessão mais profunda desde 1901. As emissões caíram 83% em 2015, atingindo o menor valor dos últimos sete anos, de US$ 7,8 bilhões, mostram dados compilados pela Bloomberg.

Mas nem todos os bancos estão sucumbindo ao pessimismo. O JPMorgan, segundo maior coordenador de ofertas de bonds no exterior do Brasil no ano passado, diz que as emissões podem subir em 2016 porque as empresas recorrerão ao mercado para refinanciar dívidas prestes a vencer. O banco com sede em Nova York prevê um aumento de até 50%, para quase US$ 11 bilhões.

— Assim que tivermos uma melhora externa e alguma recuperação no mercado secundário, poderíamos ver alguma emissão primária — indica Ricardo Leoni, chefe de mercados de capitais de dívida brasileira do JPMorgan. — Poderíamos ver as empresas emitindo dívidas se uma janela no mercado for aberta à medida que nos aproximamos dos próximos vencimentos, em 2017.

As empresas brasileiras têm cerca de US$ 16 bilhões em bonds a vencer em 2017, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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É o período mais longo de seca desde pelo menos 1999. Nenhuma empresa nacional vendeu bonds no exterior de junho para cá. A situação coincide com o maior escândalo de corrupção do país, com a crise política e com o colapso dos preços das commodities, que provocou os juros mais altos em sete anos.

— Os mercados de dívidas ainda estarão bastante deprimidos neste ano, com spreads mais elevados e vencimentos mais curtos — afirma Cristina Schulman, superintendente-executiva para mercados de capitais de dívidas do Santander Brasil. — Essa tendência de encolher o volume total emitido pode continuar neste ano.

O banco com sede em Madri é o sexto maior coordenador de vendas de bonds internacionais do Brasil.

Após uma retração de 3,73% no ano passado, a maior economia da América Latina encolherá 2,99% em 2016, segundo pesquisa do Banco Central divulgada na segunda-feira.

O aumento das taxas de juros nos EUA e a crise global dos junk bonds também dificultarão a emissão de dívidas pelas empresas, segundo Guilherme Paes, chefe de investment banking do BTG Pactual.

— Vai ser um ano difícil para a emissão de dívida internacional — disse ele. — Com juros americanos subindo, high yield americano com mais dificuldade para acessar o mercado, o custo de captação está mais alto, as empresas estão muito cautelosas para vir ao mercado. Vai ser mais ou menos como no ano passado, emissão de dívida internacional vai ficar estável em volume.

Ainda assim, Leoni, do JPMorgan, está otimista.

— Em 2016, a expectativa para a região é que vejamos alguma recuperação e espero que isso inclua o Brasil — disse ele. — Provavelmente fomos muito longe em termos de deterioração.

O Globo

Salário mínimo de R$ 946 não representará aumento real, destaca governo

13ºsalárioA Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou na internet o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2017.

Na sexta-feira (15), quando a proposta foi enviada ao Congresso Nacional, os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão, já haviam divulgado parte do conteúdo. O projeto explicita que o salário mínimo previsto para 2017, de R$ 946, não representará um aumento real ante os R$ 880 pagos hoje.

“Vale salientar que, para 2017, não haverá correção real do valor do salário mínimo, pois essa [correção] corresponde ao crescimento real do PIB [Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos em um país] em 2015, que foi de -3,85%”, diz a proposta do governo.

O trecho refere-se à fórmula para cálculo da remuneração mínima da economia, vigente até 2019. Segundo a fórmula, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do PIB dois anos antes.

O projeto da LDO 2017 também conta com recursos que viriam da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para o próximo ano, conforme já haviam adiantado os ministros. O governo prevê a arrecadação de R$ 33,24 bilhões em receitas com a CPMF, caso a Proposta de Emenda à Constitução (PEC) 140/2015, que prevê a recriação do tributo, seja aprovada pelo Congresso.

A proposta prevê ainda aumento permanente de receita de R$ 21,4 bilhões em razão do crescimento real da atividade econômica, levando-se em conta projeções de expansão de 1% do PIB; de 9,85% das vendas de veículos; de 15,67% no volume de importações; de 8,31% no volume de aplicações financeiras e de 4,1% nas vendas de bebidas.

O governo também espera aumento de R$ 3,078 milhões na arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em decorrência da elevação das alíquotas sobre sorvetes, cigarros e chocolates. Conta ainda com R$ 336 milhões da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), devido à redução da desoneração de computadores em 2016 com impacto em 2016.

Por outro lado, há expectativa de redução de R$ 7 milhões nas contribuições do PIS/Pasep (Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e de R$ 2,025 milhões na arrecadação da contribuição para Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

No total, descontadas as transferências aos entes federados e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o aumento permanente de receita total em 2017 será de R$ 48,6 bilhões, afirma o governo.

O projeto da LDO prevê meta fiscal 0 para o Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) em 2017. No entanto, prevê a possibilidade de um abatimento de R$ 42 bilhões em frustração de receitas e R$ 23 bilhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nesse caso, haveria déficit de R$ 65 bilhões.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Juvenal disse:

    Nada contra o aumento do salário mínimo, que, sinceramente, acho que deveria ser bem maior. O problema é que o país está no fundo do poço, as empresas cada vez mais demitindo e os servidores públicos sem aumento que chegue perto, pelo menos, de metade da inflação. Ai fica a pergunta: como é que uma empresa que não consegue vender sua produção ou um servidor público que não tem aumento, vai ter condições de bancar esse aumento do salário mínimo?

OLIMPÍADAS: Brasil, Argentina, México e Japão serão cabeças de chave no futebol

No feminino, seleção brasileira fica no pote 1 com Alemanha e Estados Unidos. Sorteio será realizado no Maracanã, na próxima quinta-feira, às 10h30

A Fifa divulgou nesta sexta-feira a divisão dos potes para o torneio de futebol das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Além do anfitrião Brasil, Argentina, México e Japão serão cabeças de chave na competição masculina. No feminino, a seleção brasileira está no pote 1 com Alemanha e Estados Unidos. O sorteio será realizado na próxima quinta-feira, no Maracanã, às 10h30 (de Brasília).

Entre os homens, há mais três potes, com quatro equipes em cada um. No segundo estão Nigéria, Coreia do Sul, Honduras e Iraque; no terceiro, Suécia, Fiji, Portugal e África do Sul; e no quarto Argélia, Colômbia, Dinamarca e Alemanha. No torneio feminino, cada pote tem três times, estando no segundo França, Austrália e Suécia; no terceiro, Canadá, China e Nova Zelândia; e no quarto, Colômbia, África do Sul e Zimbábue.

De acordo com a entidade máxima do futebol, a divisão entre os potes do torneio masculino se deu através de um ranking baseado na performance das seleções nas últimas cinco edições dos Jogos Olímpicos. As edições mais recentes têm peso maior, e os times que se classificaram como campeões continentais tiveram um bônus na pontuação. Entre as mulheres o critério foi a última edição do ranking da Fifa, divulgado em 25 de março.

As seleções masculina e feminina do Brasil já têm posição definida no sorteio por serem anfitriãs: os grupos A e E – os primeiros de cada torneio. Duas seleções pertencentes à mesma confederação não poderão ficar no mesmo grupo – o que já tira do caminho brasileiro a Colômbia, em ambas as competições.

Globo Esporte

Shell compra a BG por US$ 53 bi; Brasil será país-chave para a nova empresa

shell-bgA Shell anunciou nesta segunda-feira que chegou a um acordo para comprar a rival BG por 53 bilhões de dólares. A empresa resultante da união deverá quadruplicar a produção de óleo e gás no Brasil até o fim da década, transformando o país no principal mercado de exploração e produção da companhia, afirmou nesta segunda-feira o presidente global da Shell, Ben van Beurden.
Atualmente, as duas empresas produzem juntas cerca de 240.000 barris de óleo-equivalente por dia no país, segundo os últimos dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A BG produziu 205.572 barris de óleo-equivalente em dezembro no Brasil e a Shell, 34.471.
“O Brasil será um dos três principais países para a Shell e, em uma perspectiva de upstream (exploração e produção), provavelmente será o país mais valioso em nosso portfólio”, disse Beurden, em conferência de imprensa sobre a fusão, que passa a vigorar nesta segunda. “As duas companhias juntas deverão quadruplicar (a produção) até o fim desta década”, disse o executivo, em visita ao Rio de Janeiro.
Um dos projetos que deverá ajudar a Shell a ampliar sua produção no país é a área de Libra, no pré-sal, na qual a empresa é sócia da Petrobras e de outras companhias. O primeiro fluxo de óleo da área é esperado para 2017.
Devido às parcerias anteriores da BG com a Petrobras, a Shell passa a ser a principal sócia da estatal no pré-sal. A área de exploração está no foco principal da Petrobras, que vive um dos momentos de crise financeira mais difíceis de sua história, lutando para equacionar uma dívida bilionária.
O executivo destacou que as áreas do pré-sal no Brasil deverão ter equilíbrio financeiro mesmo com os preços do petróleo previstos para o ano. Segundo Beurden, os valores da commodity podem se estabilizar no fim deste ano, possivelmente motivando alta das cotações.

Fonte: Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Val Lima disse:

    Kkkkkkkkkkkkk…pense num gordinho caro!!!! Brincadeira amigo Bruno!!!kkkkk

  2. Serapião disse:

    Mandou bem! Próximo passo vai ser o Sultão do Seridó que vai comprar todo esse conglomerado…

  3. Césio disse:

    Todo homem tem seu preço, mas nunca pensei que o de BG chegaria a esse patamar. Kkk

  4. Ilza disse:

    Kkkkkkkk boa…

  5. Assis Oliveira disse:

    Pense!! Super Valorizado!!!!

  6. Rubinho barros. disse:

    Não nos deixe.

    • Eliane disse:

      Não nos abandone BG sei que agora está bilionário .Kkkkkkkkk¤¤¤¤¤

  7. Carvalho disse:

    Estais milionário, hein BG?

‘Deadpool’ leva 1,68 milhão de pessoas aos cinemas no Brasil

deadpool-gallery-03-gallery-imageDepois de bater recorde nas bilheterias americanas, o filme Deadpool fez bonito também em sua estreia no Brasil: a trama sobre o anti-herói da Marvel, estrelada por Ryan Reynolds, deixou Os Dez Mandamentos para trás e assumiu a ponta entre os filmes em cartaz nos cinemas do país, levando 1,68 milhão de pessoas aos cinemas e lucrando 25,02 milhões de reais. O filme inspirado na novela bíblica da Record ficou na vice-liderança, bem atrás do americano: arrecadou 8,07 milhões de reais e levou 726.494 pessoas às salas de cinema.

Em terceiro lugar, em sua segunda semana em cartaz no país, ficou O Regresso. O filme que pode finalmente dar o Oscar a Leonardo DiCaprio levou 371.267 pessoas aos cinemas, arrecadando 6,02 milhões de reais. O nacional Um Suburbano Sortudo ficou em quarto com um público de 292.740 pessoas e uma renda de 4,3 milhões de reais. A 5ª Onda completou o top 5 da semana, com 1,32 milhão de reais e sendo visto por 89.163 pessoas.

Fonte: Veja

BRASIL: Oito em nove programas sociais perdem recursos

size_810_16_9_bolsa-familiaOito dos nove principais programas sociais que entraram em vigor ou tiveram seu auge nos governos Lula e Dilma perderam recursos em 2015, mostra levantamento do jornal O Estado de S. Paulo com base em dados do Orçamento da União.

Nesse universo, sete também registraram queda no número de beneficiários.

O cenário para 2016 aponta mais retração de programas que são símbolo do governo, situação que fortalece a estratégia da oposição de fazer embate político com os petistas na área social.

Um agravante é a inflação, que alcançou os dois dígitos em dezembro e registrou a maior alta acumulada desde 2002. Desta forma, até programas que tiveram mais orçamento, em termos nominais, viram seu valor ser corroído e, na prática, registraram perda real em relação a 2014.

O Bolsa Família, por exemplo, recebeu R$ 1 bilhão a mais em 2015. Corrigido pela inflação, entretanto, o valor é 4,7% menor do que em 2014. Este também é o caso dos programas Brasil Sorridente e Pronaf.

Novos cortes foram agendados para 2016. No Orçamento aprovado em dezembro, o Pronatec caiu 44% em relação ao ano anterior. O Minha Casa Minha Vida sofreu corte de 58%.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff assumiu pela primeira vez que não será possível atingir a meta de entregar 3 milhões de residências na terceira fase do programa.

O governo pretende revisar os programas sociais e já admite descontinuar alguns deles. O contingenciamento com cortes definitivos para o Orçamento de 2016 será anunciado depois do carnaval.

Ao Estado, integrantes da equipe econômica asseguraram, contudo, que Bolsa Família, Fies e Minha Casa Minha Vida serão poupados.

Além de potencial combustível para a impopularidade do governo em ano de eleições municipais, os cortes tendem a dificultar a relação com partidos aliados, entre eles o próprio PT, que tenta manter sua base de apoio social em meio à crise econômica.

As legendas resistem em encampar medidas impopulares no Congresso, como a recriação da CPMF e a reforma da Previdência, temendo a repercussão perante o eleitor. Com a redução de recursos para a área social, o cenário para o governo se torna ainda mais adverso.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), sustenta que o impacto dos cortes em 2016 não será tão expressivo quanto o de 2015. “Os programas sociais são a alma de nossos governos e não serão fragilizados.

Neste ano, começamos com uma nova agenda”, disse. Ele não teme que os cortes gerem uma ação pró-impeachment. “A população sabe que a sua vida melhorou nos últimos anos, portanto, não temos que temer mobilização social.”

A oposição, por outro lado, vê sua estratégia fortalecida. Para rivalizar com os petistas, o PSDB pretende lançar em março uma pauta própria com foco no segmento social.

A reportagem utilizou dados orçamentários oferecidos pelos ministérios responsáveis por cada programa avaliado.

Os valores foram corrigidos pela média anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, tendo como referência os preços médios de 2015. Os cálculos foram acompanhados por consultores de Orçamento do Congresso Nacional.

Exame

CADÊ NICOLELIS? Brasil tem quatro cientistas entre os mais influentes do mundo

Quatro pesquisadores brasileiros estão entre os 3 mil cientistas “mais influentes” do mundo, segundo um levantamento feito pela empresa Thomson Reuters. São eles, em ordem alfabética:

Ado Jorio de Vasconcelos, físico de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); que “trabalha com pesquisa e desenvolvimento de instrumentação científica para o estudo de nanoestruturas para aplicação em novos materiais e biomedicina” — Currículo Lattes/CNPq

Adriano Nunes-Nesi, agrônomo da Universidade Federal de Viçosa (UFV); que “atua principalmente nos seguintes temas: metabolismo de carboidratos e interações entre o metabolismo mitocondrial e outras vias metabólicas em plantas” — Currículo Lattes/CNPq

Alvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, que participa de vários estudos clínicos e epidemiológicos internacionais — Currículo Researchgate

Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo (USP); que “trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbana” — Currículo Lattes/CNPq

É a terceira vez que a Thomson Reuters publica esse relatório, entitulado As mentes científicas mais influentes do mundo, que pode ser pesquisado aqui: http://highlycited.com (as versão anteriores são de 2001 e 2014). Um pdf do relatório, noticiado pela Agência Fapesp, pode ser baixado aqui: http://goo.gl/OI9H1C.

A lista é baseada na quantidade de trabalhos “altamente citados” publicados por cada pesquisador entre 2003 e 2013, em 21 áreas do conhecimento, chegando a um total de 3.126 nomes. Segundo a empresa, portanto, estes são os pesquisadores com o maior número de estudos de alto impacto publicados nesse período de 11 anos. Mas o relatório apresenta os nomes apenas em ordem alfabética, sem revelar os números de publicações ou citações associados a cada um deles individualmente.

Levantamentos desse tipo são interessantes e costumam ter bastante repercussão — assim como os rankings de universidades —, mas precisam ser analisados com uma boa dose de ressalvas (ou, como dizem os americanos, com uma “pitada de sal”), para não se cometer injustiças. Como já escrevi num outro post cerca de um ano atrás, é importante não confundir métricas com adjetivos: “mais citados” não significa necessariamente “melhores”, “mais produtivos” nem “mais influentes”.

Quando falo em não cometer injustiças, me refiro tanto àqueles que estão na lista quando aos que ficaram fora dela. Acho sempre temeroso produzir rankings baseados em métricas isoladas — neste caso, o número de trabalhos “altamente citados”. Sem querer, com isso, desmerecer os quatro brasileiros: O fato de eles figurarem nessa lista mostra, certamente, que são pesquisadores de alto nível, produzindo ciência de alto impacto, em colaboração com pesquisadores estrangeiros. Mas seria uma injustiça concluir, com base nisso, que são os quatro cientistas brasileiros “mais influentes do mundo”.

Especialmente para o grande público, pode-se passar a impressão de que o Brasil só tem uma meia-dúzia de cientistas capazes de produzir ciência de relevância internacional; o que não é verdade. A ciência brasileira é limitada em muitos aspectos e tem muito o que melhorar, sem sombra de dúvida, mas uma coisa que não nos falta são bons cientistas. Faltam, sim, condições institucionais, orçamentárias e regulatórias adequadas para eles trabalharem, ousarem e ganharem espaço no cenário internacional.

Fonte: Herton Escobar / Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Vinícius disse:

    Sua aversão ao PT deixa aflorar seu complexo de vira-latas.
    Por que tanta raiva de Nicolelis?
    Só pq ele não segue a sua orientação política?
    Quanta mesquinhez.
    Chega a provocar pena.

  2. Elves Alves disse:

    Nicolelis deve estar muito ocupado saudando a mandioca de "Luma".

  3. Brasil meu país! disse:

    Agora temos patrulha ideológica….a direita brasileira alcançou o fundo do poço.
    Se descobrirem que esses 4 mais influentes do mundo tb votam no PT de nada adianta a influência….é uma decadência total dos eleitores do terceiro partido com mais politicos corruptos(PSDB), depois do DEM e PMDB.

  4. Maria Dantas disse:

    Deve estar gastando os milhões que o governo deu para ele desenvolver o exoesqueleto que nunca funcionou.

  5. charles disse:

    Pergunta ao povo do pt.

The New York Times: Brasil, que defendia a liberdade na web, parece mais interessado em vigilância e censura

celular-com-whatsapp-1425083502662_615x300Um juiz de São Paulo provocou ondas de choque por todo o Brasil no mês passado, com uma decisão que obrigava as operadoras de telecomunicações brasileiras a bloquearem o uso da plataforma de mensagens instantâneas WhatsApp por 48 horas. Menos de 13 horas depois, outro juiz de São Paulo suspendeu a decisão, restaurando o serviço. Mas no ínterim, até 100 milhões de brasileiros sofreram uma inconveniência séria e defensores das liberdades civis de todo o mundo olharam com desalento.

Os brasileiros levam suas redes sociais muito a sério. O país conta com uma das populações de usuários de internet que mais crescem no mundo: ferramentas online como Facebook, Twitter e WhatsApp são usadas não apenas para expressar opiniões; elas são alternativas baratas para os preços exorbitantes cobrados pelos provedores de telecomunicações brasileiros. Um recente estudo no Brasil apontou que o WhatsApp era usado por 93% dos entrevistados que tinham acesso à internet.

A razão oficial para a decisão do juiz de suspender o WhatsApp era porque o Facebook, sua empresa proprietária, se recusava a cumprir os pedidos de fornecimento de informações pessoais e registros de comunicações aos promotores em uma investigação envolvendo crime organizado e tráfico de drogas. Essa não é a primeira vez que as autoridades brasileiras brigam com empresas de tecnologia. Independente da seriedade dos crimes sendo investigados, a ação do juiz foi temerária e representa uma ameaça potencial de longo prazo às liberdades dos brasileiros.

A decisão não saiu totalmente do nada. O Congresso brasileiro está considerando uma legislação que reverteria artigos cruciais do recém aprovado Marco Civil da Internet, a lei que regula o uso da internet no país aprovada em 2014. A nova proposta visa facilitar aos promotores o acesso a informações pessoais dos cidadãos sem a inconveniência de obtenção de uma ordem judicial.

Descrita pelos críticos como “o grande projeto de lei de espionagem”, ele obrigaria os brasileiros a registrarem detalhes pessoais como endereço, número de telefone e outras informações privadas quando acessassem sites na internet. Também exporia os cidadãos a possíveis processos de calúnia e difamação por comentários feitos nas redes sociais. Em um momento em que a dissensão política é vigorosa, esse projeto de lei certamente frearia o debate.

Um importante arquiteto do projeto de lei de espionagem é o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha. Cunha foi um dos principais oponentes do Marco Civil e se uniu à bancada evangélica do Congresso para derrubá-lo. Para complicar ainda mais, Cunha está sob investigação da Polícia Federal por corrupção e recebimento de propina, acusações que ele nega veementemente. Fora isso, grupos como o Centro de Tecnologia e Sociedade, um centro de pesquisa baseado na Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, argumentam que a legislação proposta provavelmente é inconstitucional.

Esses esforços mais recentes para reduzir os direitos digitais dos brasileiros contrastam enormemente da reputação anterior do país como campeão da liberdade na internet. Após os escândalos em torno da coleta pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos de comunicações de cidadãos brasileiros e do grampeamento telefônico de importantes autoridades brasileiras em 2013, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, levou a agenda de liberdade digital para o cenário global –até mesmo levantando a questão nas Nações Unidas.

Quando os legisladores brasileiros aprovaram o Marco Civil, o governo sinalizou aos seus cidadãos e à comunidade internacional que levaria a “neutralidade na rede” e a soberania digital a sério. Ele estava, na prática, declarando que os princípios democráticos de liberdade, privacidade e direitos humanos se aplicavam igualmente tanto no ciberespaço quanto no mundo físico.

Esse caráter permaneceu em 2014, quando o Brasil foi sede da NETmundial, uma conferência sobre a governança da internet. E há poucos meses, o Brasil foi sede do Fórum de Governança da internet, exibindo sua “abordagem de múltiplas partes interessadas” como modelo para outros países.

Apesar do WhatsApp ter voltado rapidamente online, o estrago foi feito. As aspirações do Brasil à liberdade na internet tinham entrado em claro conflito com os planos das autoridades de expandir o Estado de vigilância digital. E apesar do Brasil se gabar no exterior de sua internet aberta, ele está progressivamente militarizando sua cibersegurança e infraestrutura de defesa.

Considere a resposta das autoridades aos imensos protestos de rua de 2013: a Agência Brasileira de Inteligência e o comando de cibersegurança do Exército monitoraram ativamente os políticos e manifestantes civis. E o governo agora entra regularmente em choque com empresas de tecnologia como Apple e Google em torno do acesso a dados pessoais dos usuários. Todo governo lida com tensões semelhantes, mas cada um deve buscar um equilíbrio entre a proteção das liberdades civis por um lado e a possibilidade de excessos por parte do aparato de segurança do país por outro.

Tendo saído de um regime autoritário há 30 anos, os brasileiros são especialmente sensíveis a reduções de suas liberdades básicas, incluindo as digitais. As pessoas ainda se recordam, por exemplo, de como a garantia do habeas corpus foi suspensa após o golpe militar de 1964. Os políticos e juízes do Brasil devem ser mais conscientes do que a maioria do terreno escorregadio que representa a coibição de direitos fundamentais.

A decisão da Justiça do mês passado, somada a propostas retrógradas como o projeto de lei de espionagem, estabelecem um precedente perigoso. Por algum tempo, o país parecia ser uma voz progressista a favor da liberdade digital. Ninguém esperava que o Brasil se tornaria um líder em cibervigilância e censura.

(Robert Muggah é diretor de pesquisas do Instituto Igarapé, um centro de pesquisa independente com sede no Rio de Janeiro, onde Nathan B. Thompson é um pesquisador.)

UOL, via The New York Times

Mortes dengue Brasil: maior número número na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao país

size_810_16_9_mosquito-dengueApós registrar queda significativa em agosto, o número de casos de dengue voltou a subir.

O aumento foi identificado em todas as regiões do país e aponta também para o crescimento da população de Aedes aegypti em todo o território nacional – um indicativo de que os riscos para as outras doenças transmitidas pelo vetor, zika e chikungunya, também são altos.

Até a primeira semana de dezembro, haviam sido notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro.

“Todos os anos, o país registra aumento de casos no período das chuvas, no verão. Mas, em 2015, o fenômeno aconteceu de forma antecipada”, afirma João Bosco Siqueira Júnior, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A tendência de elevação acontece a partir de dezembro e janeiro. Em 2015, o aumento começou em outubro e novembro.

Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o maior avanço da epidemia foi registrado no Centro-Oeste, onde a incidência dobrou entre outubro e novembro e saltou de 21 para 45 casos por 100 mil habitantes.

No Sudeste, o comportamento foi semelhante: passou de 10,7 para 19,2 por 100 mil habitantes. No Nordeste, o aumento foi menos expressivo, de 18,6 para 23,8, mas a marca põe a região na segunda posição de incidência de dengue.

As mortes também não deram trégua. Mais cem casos foram contabilizados entre a última semana de setembro e a primeira de dezembro.

Pelos dados reunidos até agora, 2015 teve pelo menos 839 óbitos provocados pela doença, o maior número registrado na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao país, em 1982. Em 2013, que apresenta a segunda maior marca, foram 674 mortes.

Recorrência

A antecipação de casos de dengue, embora rara, não é inédita. Nos verões de 2001-2002 e 2009-2010, o aumento precoce do número de casos também foi registrado. “Foram anos em que a epidemia de dengue foi mais intensa”, diz Siqueira Júnior.

Para o professor, o fato de a alta de casos já estar em curso não significa, por si só, que a epidemia será mais grave. “Havia uma esperança de que 2016, depois do aumento tão expressivo de 2015, tivesse um comportamento melhor. Mas, em dengue, não há previsões. Você sempre pode ter risco de epidemia no país, porque há sempre uma parcela da população suscetível.”

Há uma combinação de fatores que definem problema: o clima, a população de mosquitos e população suscetível ao vírus circulante no ano.

Para Siqueira Júnior, no entanto, os números têm de ser analisados de uma nova forma neste ano. Embora isolados já sejam bastante preocupantes – uma vez que a dengue pode levar à morte -, os dados indicam haver uma população expressiva do mosquito, vetor também da chikungunya e do zika, vírus apontado como a causa do crescimento do número de microcefalia no país em 2015.

A estatística dá mostra do risco de a população enfrentar agora uma tríplice epidemia: dengue, chikungunya e zika. “(O Boletim Epidemiológico) É um reforço para a necessidade de se combater o mosquito”, diz o professor. Siqueira Júnior observa que a epidemia, além dos riscos à população, sobrecarrega os sistemas de saúde.

Ele avalia também que as estatísticas brasileiras são transparentes e feitas de forma a retratar o alcance da dengue em toda a população.

“Não são todos os países que adotam essa metodologia. Isso faz com que nossos números sejam muito impressionantes, mas não significa que sejamos os únicos.”

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carvalho disse:

    A tendência é que após as olimpíadas no Rio novos surtos de doenças surjam no país devido devido à grande circulação de pessoas, bens e serviços.
    Dessa forma podemos considerar o Rio como uma área crítica para a disseminação de novas doenças.
    O governo do PT é incompetente em todas as áreas. Seguindo essa premissa, possivelmente exista no país uma grande vulnerabilidade sanitária e epidemiológica.
    Até hoje o maldito governo do PT não deu nenhuma explicação plausível sobre o surgimento de casos de novas epidemias, em especial sobre a zika, chikungunya e a microcefalia.
    Será que existiu o fator Copa do Mundo para a proliferação de doenças no Brasil?

  2. Elves Alves disse:

    BG, o rei do titulão.

Na bolsa, Brasil vale menos que o Google

GoogleLogoPor Vera Magalhães, do Radar Online:Somadas, as empresas brasileiras listadas na Bovespa encerraram 2015 valendo menos do que o Google.

Segundo levantamento da consultoria Economática, ao fim do ano passado, o valor de mercado do gigante de buscas era de 528 bilhões de dólares, contra 463 bilhões de dólares da bolsa brasileira.

A queda na capitalização da bolsa foi de expressivos 41,9%. Entre os pares latinoamericanos, ficou atrás apenas da Colômbia, cujo valor das empresas listadas recuou 42,5%.

Com o desempenho, o mercado brasileiro vem perdendo relevância na América Latina. Em 2014, a capitalização das empresas brasileiras representava 42,6%, fatia que caiu a 36,2% em 2015, praticamente empatando o México, que hoje representa 34,16% do valor de mercado das companhais listadas na região.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. E pra acabar mesmo disse:

    Daqui a pouco o Brasil vai valer menos que 1KG de mortandela e tudo isso graças a Lula e Dilma

  2. Observador disse:

    O " valor real" do Brasil sempre foi manipulado pelos petralhas fronteiriços.

Ações de combate ao trabalho escravo resgataram 936 pessoas no Brasil em 2015

Desde janeiro até 17 de dezembro, as ações de combate ao trabalho escravo no Brasil resgataram 936 pessoas que estavam submetidas a condições análogas à escravidão. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego, sistematizados a partir do trabalho dos fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel e das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego.

Nesse período foram feitas 125 operações, fiscalizando 229 estabelecimentos das áreas rural e urbana, alcançando 6.826 trabalhadores. Além do resgate de trabalho escravo, a ação resultou na formalização de 748 contratos de trabalho, com pagamento de R$ 2.624 milhões em indenização para os trabalhadores.

As ações resultaram ainda na emissão de 160 Carteiras de Trabalho e Previdência Social para as vítimas. Assim como foram emitidas 634 Guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, benefício que consiste no pagamento de três parcelas, no valor de um salário mínimo cada uma.

Os jovens do sexo masculino com baixa escolaridade constituem o principal perfil das vítimas. Segundo levantamento da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e Previdência Social, feito com dados coletados até o início de dezembro, 74% das vítimas não vivem no município em que nasceram e que 40% trabalham fora do estado de origem.

A Bahia é o estado com a maioria das vítimas, em 2015, com 140 resgatados (20,41% do total), seguida do Maranhão, com 131 vítimas, ou 19,10%, e de Minas Gerais, 77 resgates, respondendo por 11,22% do total de resgates.

Fonte: Agência Brasil

Quando começa o caos? Atenção: já começou!

DF - CUNHA/JORNALISTAS - POLÍTICA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concede entrevista aos jornalistas setoristas da Câmara fazendo um balanço do primeiro semestre do ano, em uma café da manhã oferecido no anexo IV na Câmara dos Deputados, em Brasília. 16/07/2015 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: André Dusek / Estadão Conteúdo

 

Do Josias de Souza: Abandonado pelo PT, Eduardo Cunha detonou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Fez isso num instante em que a Lava Jato exibe as entranhas da República, o PIB aponta para um derretimento de mais de 3% em 2015, a inflação roça os dois dígitos, o desemprego bate em 8% e o Planalto celebra como vitória a aprovação no Congresso de uma proposta que o autoriza a fechar as contas do ano com um rombo de R$ 119,9 bilhões no lugar do prometido superávit de R$ 55,3 bilhões. Muita gente se pergunta: quando começa o caos? A má notícia é que o caos já começou. A boa notícia é que, diante da tragédia a pino, o país tem a oportunidade de se reinventar. Caos não falta.

Dilma não precisou da oposição para chegar ao caos. Desfrutou do privilégio de escolher o seu próprio caminho para o inferno. A presidente costuma dizer: “Ninguém vai tirar a legitimidade que o voto me deu”. Engano. Há na praça uma pessoa que parece decidida a transformar em problema aquela que havia sido eleita como solução dos 54 milhões de brasileiros que lhe deram o voto em 2014. Chama-se Dilma Rousseff a responsável pelos atentados cometidos contra a legitimidade de Dilma Rousseff, hoje um outro nome para o erro.

Depois de liberar seus operadores políticos para providenciar os votos que salvariam o mandato de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, Dilma foi desautorizada pelo seu próprio partido. O PT concluiu que o resgate cobrado por Cunha para engavetar o impeachment era caro demais até para um partido que se tornou amoral. Diante do fato consumado, Dilma faz pose de valente. Nas suas primeiras reações, ela disse que jamais cedeu a chantagens. Fez uma aparição em público enrolada na bandeira da legalidade. Sustenta que não há razões para o impeachment. Em privado, auxiliares da presidente ruminam o receio de que a deterioração da economia devolve os brasileiros às ruas. Reconhecem que o governo bateu nas fronteiras do imponderável.

Eduardo Cunha vinha dizendo aos aliados que não cairia sozinho. Ambicioso, ele quer levar junto ninguém menos que a presidente da República. E o petismo não pode nem reclamar. Foi sob Lula que Cunha plantou bananeira dentro dos cofres da Petrobras.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio José disse:

    A Presidente Dilma errou quando não buscou trabalhar em conjunto com o Povo e se sustentou em propostas que levaram ao arrocho econômico. Contudo, as causas desse pedido são golpistas e oportunistas. Tem implantar o imposto sobre grandes fortunas e não tirar direito do povo trabalhador.

  2. Rodrigo disse:

    O pecado da Dilma Rousseff foi ela não ter sido ela mesmo a guerrilheira. Tornou se marionete nas mãos do Lula e do pt. Agora aguente. O povo brasileiro não cometeu nenhum crime e também não tem conta no exterior. Mas apanha todos os dias por ter acreditado nas mentiras da Dilma.

Maracajau e Pipa estão entre as 10 melhores praias brasileiras

pipa06 maracajau

O Travel Channel, canal de televisão por assinatura, elegeu as 10 praias mais bonitas do Brasil. E nessa lista estão as praias de Pipa e Maracajau. Que as nossas praias são bonitas, isso já não é novidade. A lista apenas oficializa o que nós sabemos: que o litoral potiguar é riquíssimo em belezas naturais.

A lista completa ainda inclui: Jericoacoara e Canoa Quebrada, ambas no Ceará; Arraial do Cabo, do Rio de Janeiro; A Baia do Sancho, na Ilha de Fernando de Noronha, pertencente ao estado de Pernambuco; a Praia do Forte na Bahia; a catarinense Praia Mole e as paulista Praia de Ubatuba e Praia de Pernambuco.

Para ver a reportagem e a lista direto do site do Travel Channel, basta clicar AQUI.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Como você, servo o império disse:

    O RN é maravilhoso.

BRASIL: Primeiro teste em suspeito de ebola tem resultado negativo

O primeiro teste de ebola em paciente com suspeita de estar infectado deu negativo. A confirmação de que ele não possui a doença ocorrerá após um segundo exame, a partir de uma nova coleta de material, nesta sexta-feira (13).

O paciente, de 46 anos, foi diagnosticado com malária e já está sendo tratado para a doença. De acordo com especialistas, são baixas as chances de uma coinfecção.

O homem, cuja identidade não foi divulgada, chegou ao Brasil após passagem pela Guiné no dia 6 de novembro. Dois dias depois, ele começou a apresentar sintomas como febre alta, dor muscular e dor de cabeça.

Ele foi atendido em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na Pampulha, em Belo Horizonte e, em seguida, transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, referência nacional para casos de ebola.

De acordo com boletim médico divulgado nesta quinta-feira (12) pela Fiocruz, o paciente chegou “em bom estado geral”, sem febre, mas desidratado, com falta de apetite e dor de cabeça.

“Até a confirmação final do resultado, todas as pessoas que tiveram contato com o paciente seguem sendo monitoradas”, informou nota do Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, uma vez confirmada o resultado negativo no segundo exame, o paciente deixará o isolamento e as 95 pessoas que tiveram contato com o brasileiro deixam de ser monitoradas. O ebola só é transmitido a partir do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes.

Folha Press

Grupo de hackers declara guerra ao Exército do Brasil e vaza 7.000 senhas

hackerO blog recebeu com exclusividade informações bombásticas na manhã desta segunda-feira. De acordo com uma fonte que não quis se identificar, os servidores do Exército Brasileiro foram invadidos por hackers na madrugada de domingo (8) e mais de 7 mil contas de militares foram vazadas na internet.

A acusação é de que o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) da corporação estavam participando há tempos de competições do gênero “Capture the Flag” (ou “Capture a Bandeira”, em português), na qual os times precisam usar técnicas de hacking para atingir um determinado objetivo — que pode envolver defender um computador pessoal ou invadir um sistema feito especialmente para a maratona.

De acordo com os invasores, o Exército Brasileiro participou de últimos grandes eventos de CTF e ganhou os desafios usando uma técnica proibida conhecida como “WiFi deauthentication attack” (ou simplesmente WiFi deauth), eliminando os outros competidores da rede WiFi local e permitindo que apenas seu próprio time pudesse jogar.

Confira o aviso dos hackers:

  1. Ladies and Gentlemen,
  2.  
  3. Ficamos sabendo que o exército brasileiro tem participado de jogos de Capture The Flag e tem se exibido como um time de elite, utilizando seus avançados ataques de deauth em redes Wireless. FEAR!!! 🙂
  4.  
  5. Então pensamos, já que eles gostam de brincar de hacker, vamos brincar com eles.
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  7. Para ser sincero chega a ser vergonhosa a segurança do exército brasileiro, cada sistema possui várias vulnerabilidades críticas. Em pouco tempo, comprometemos totalmente as bases de dados, os servidores com diferentes sistemas operacionais, os servidores de e-mail, vários sistemas online e o game over foi o controlador de domínio. Acho que agora podemos ser considerados oficialmente membros do exército brasileiro! 😛
  8.  
  9. Pelo visto tivemos mais sucesso do que a iniciativa do exército brasileiro, símbolo da hierarquia, com seus arautos do militarismo tentando se infiltrar em meios hackers.
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  11. Nós sabemos o que vocês querem. Como todas as outras nações, a ideia é através dos meios eletrônicos controlar e observar a população. Se vocês quiserem, podemos dar acesso para vocês nos vigias e guardiões, pois na lista de usuários não identificamos ninguém do exército brasileiro. Será que apenas os militares Israelenses vão ficar acessando através da backdoor na autenticação baseada no timestamp de conexão? Se quiserem, podemos passar o programinha para geração da senha baseada no timestamp, daí vocês usam também. Peguem os links já:
  12.  
  13. Vivo – https://200.220.254.21/
  14.  
  15. A internet que foi criada livre e descentralizada, neste modelo seguido por diversos governos, tem se tornado um meio fértil para a vigilância total. Após a ditadura, muitos acreditaram que as forças militares jazem dormentes, isto não é verdade. Um time de aspirantes a hackers treinados para o ataque a mecanismos eletrônicos civis foi criado e tem como objetivo a cyber guerra.
  16.  
  17. Chega de empresas estrangeiras plantando “ferramentas” no nosso backbone.
  18. Vocês vão comprar a ferramenta da HackingTeam? Chegaram a olhar o source? Existe backdoor na backdoor! Prestem atenção nas suas ações!
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  20. Vocês não compreendem que hacking é uma forma de se viver a vida, um mindset questionador antes de ser executor e, não algo que possa ser aprendido em um livro de dicas ou técnicas implementadas em tools. Sua instituição fomenta justamente o contrário, executar sem questionar. Não percebem que estes comportamentos são contraditórios?
  21.  
  22. Nunca se esqueça, vocês podem jogar o jogo, mas o tabuleiro é nosso!