Ministros do STF veem ‘afronta’ com PEC da Imunidade e avaliam que projeto será questionado na Corte

Foto: Reprodução

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo blog desde a quarta-feira (24) avaliam que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta a prisão de parlamentares, esvaziando poderes do Judiciário, é uma espécie de “retaliação” e “afronta” à Corte por conta da decisão unânime de manter preso o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

Na análise de um ministro do STF, a cúpula da Câmara argumentou, na semana passada, que não queria confrontar uma decisão do STF, tampouco criar uma crise institucional com a Corte. Por isso, decidiu manter a prisão de Silveira em plenário.

No entanto, aproveitou o episódio para acelerar a discussão de um projeto que beneficia – e blinda – a classe política. “O confronto menor seria soltar um, não dar margem para não prender ninguém”, ironiza um integrante do STF, reservadamente.

Ministros da corte avaliam que o projeto será questionado, e a Corte terá de avaliar a constitucionalidade do texto. Reservadamente, ministros já admitem pontos da PEC que, uma vez questionados no STF, deverão ser derrubados.

Blog da Andréia Sadi – G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. STF E CONGRESSO = Podridão! disse:

    STF E CONGRESSO NACIONAL; QUAL DOS DOIS É O MAIS IMUNDO? A DISPUTA É ACIRRADA! COMO NÃO É CORRETO GENERALIZAR, FICA UMA OU OUTRA RESSALVA!

    • Nordestino disse:

      Faltou falar do executivo que também é igual aos outros poderes

  2. Mgil disse:

    STF querendo mandar em tudo. Está criado conflito. Vamos ver o comportamento dos deputados. Foram “abrir” para o STF no caso do Daniel Silveira, agora aguente o pancão.

  3. Chega de CANALHAS disse:

    2 STF's, um solta bandidos elitistas o outro manda prender jornalistas por opinião. A CANALHICE ESCANCARADA!!! O Congresso e a População tem que reagir a essa DITADURA.🤔🤔🤔🤔🤔

  4. Observando. disse:

    Agora que rodrigo maia saiu e entrou Lira, os projetos de interesse da nação vão ser aprovados com rapidez. Esse da imunidade parlamentar é um deles. Kkkkkkkkk

  5. joao maria disse:

    se o stf estar achando ruim, então a PEC deve ser muito boa, para que o stf quer prender bandidos se todo os dias so faz soltar???

  6. Natalense disse:

    Grande projeto de lei da nova política conservadora brasileira de extrema direito. Mais uma pérola para a história do Brasil.

Será preciso se vacinar contra Covid para viajar? Especialistas acreditam que “passaporte da imunidade” pode demorar a ser concretizado, ou até mesmo nem ser necessário

Foto: DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP

Com o início das campanhas de imunização contra a Covid-19 ao redor do mundo nas últimas semanas, uma questão voltou a ser debatida: será que o certificado de vacinação se tornará uma exigência para o retorno de viagens internacionais da forma como conhecíamos antes da pandemia? Especialistas advertem que, por mais que as cenas de pessoas felizes com braços espetados tragam esperança, o tal “passaporte da imunidade” pode demorar a ser concretizado, ou até mesmo nem ser necessário.

A ideia de um “passe livre” para recuperados da Covid-19 vem do início da pandemia e costuma ser vista como uma tábua de salvação para o setor de viagens. A vacinação tem sido responsável por uma “nova onda” de otimismo, mas com pé no chão.

— As pessoas ficarão mais confiantes e seguras em viajar e muitas fonteiras começarão a reabrir. Mas só vejo isso acontecendo no segundo semestre, ou além. A vacinação acabou de começar está ocorrendo em de forma e ritmo diferentes ao redor do mundo — acredita Roberto Haro Nedelciu, presidente da Associação Brasileira de Operadoras de Viagem (Braztoa).

Será como o certificado contra a febre amarela?

Atualmente, o modelo de certificado internacional de vacinação que melhor conhecemos é o da febre amarela, exigida de pessoas que viajam de locais onde existe a doença para aqueles onde ela pode ser propagada. O mesmo poderia acontecer com os imunizantes contra a Covid-19?

Não necessariamente. A razão é a diferença entre as duas doenças e, logo, entre as vacinas desenvolvidas para elas. A infectologista Karis Rodrigues, do Centro de Informação em Saúde para Viajantes (Cives/UFRJ), explica que a pessoa que é vacinada contra a febre amarela, em praticamente 100% dos casos, é completamente imunizada e deixa de carregar esse vírus em seu organismo, após dez dias da aplicação, mesmo que picada por um mosquito, o vetor natural da doença:

— As vacinas testadas e aprovadas até agora para o Sars-CoV-2, que também se propõem a evitar a doença, não impedem que o vírus circule com a mesma eficácia que a da febre amarela. Então uma pessoa vacinada pode continuar transmitindo para outras. Se a ideia é evitar que o vírus entre no país, então essa vacina pode não ser uma exigência de entrada ideal.

Ela vai substituir os testes de PCR contra Covid-19?

Flávia Bravo, gerente-médica do Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi), concorda que um certificado de vacinação contra a Covid-19 pode não ser necessário, principalmente se o resultado das campanhas de imunização for positivo, com grande parcela da população vacinada e as epidemias internas de cada país controladas. Para ela, é mais garantido que o teste RT-PCR negativo continue sendo exigido, por cada vez mais países:

— Eles não são 100% garantidos, porque a pessoa pode se infectar em algum momento entre o exame e a viagem, ou mesmo ter o vírus, e ele não ser detectado por estar fora da janela de coleta. Ainda assim são uma barreira importante e filtram um grande número de casos. Acredito que muitos países continuarão exigindo o PCR, mesmo com a vacina.

Quem já admite exigir o certificado de vacinação?

Oficialmente, a vacina ainda não é um requisito para a entrada em nenhum destino ou embarque em companhias aéreas, o que não acontece com o PCR negativo. Mas, na última sexta-feira, a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, admitiu, atendendo a um pedido da Grécia, que é favorável à adoção do certificado para ampliar a circulação de pessoas dentro do bloco. Países como Dinamarca, Estônia e Israel já planejam a criação de um certificado de imunidade para que seus cidadãos já vacinados possam circular dentro e fora de seus países.

Nos Estados Unidos, a discussão também atingiu altos escalões das autoridades sanitárias. No começo do mês, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, declarou que considerava possível a exigência do certificado de vacinação contra a Covid-19 para viagens internacionais.

No Brasil, a decisão é da Anvisa que, até o momento do fechamento desta reportagem, não havia respondido se tem a intenção ou não de adotar a exigência no futuro.

Entre as companhias aéreas, apenas a australiana Qantas Airways se manifestou oficialmente sobre o assunto, em novembro, ao afirmar que, quando a vacinação estivesse avançada em todo o mundo, apenas passageiros com certificado de imunização poderiam embarcar em seus aviões.

— Condicionar o embarque ou não à vacinação será uma decisão de cada empresa, a não ser que haja determinações dos governos locais, que serão cumpridas. No Brasil, as companhias vão esperar as orientações das agências como Anac e Anvisa — disse o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

O que são os passaportes de saúde digitais?

Sanovicz afirmou também que as empresas brasileiras ainda estão analisando que plataformas digitais adotarão para verificar os certificados de saúde dos passageiros, como os testes PCR negativos e, futuramente, a vacinação.

No momento, uma série de organizações e empresas do ramo da tecnologia estão trabalhando para desenvolver aplicativos para celulares que servem de “carteiras virtuais” para certificados relacionados à Covid-19. O usuário pode inserir no programa dados do PCR negativo, ou a sorologia que indica a presença de anticorpos, ou mesmo o certificado de vacinação. O programa então codifica essas informações, que são lidas através de códigos QR pelos agentes portuários das companhias aéreas ou dos serviços de migração dos aeroportos.

Para viajantes, há duas iniciativas bem adiantadas. O primeiro é o Common Pass, que tem o Fórum Econômico Mundial como um de seus desenvolvedores. Ele mostra ao viajante os requisitos sanitários tanto do local de partida quanto do destino, e já está sendo testado por companhias aéreas como Lufthansa, Swiss, United Airlines e Virgin Atlantic. O segundo é o Iata Travel Pass, da Associação Internacional de Transorte Aéreo (Iata), que tem funções parecidas. A partir de abril, o sistema será adotada no voos da Emirates.

O Globo

Recuperar-se de Covid pode dar imunidade por 5 meses, mas não evita transmissão, diz estudo

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Adultos de até 54 anos recuperados de infecção por coronavírus apresentam imunidade por ao menos cinco meses, indica estudo divulgado nesta quinta-feira (14) pelo governo britânico.

Feito pelo PHE (sigla em inglês para Saúde Pública da Inglaterra), o estudo Siren avalia testes regulares de mais de 20 mil profissionais de saúde desde junho do ano passado. Os voluntários têm de 35 a 54 anos, o que não permite tirar conclusões sobre o efeito em idosos (cujas respostas imunológicas tendem a ser mais fracas e breves).

Segundo a líder do estudo, Susan Hopkins, é muito improvável que quem já teve a doença desenvolva infecções graves nas 20 semanas seguintes, “mas ainda existe o risco de adquirir uma infecção e transmitir a outras pessoas”.

A pesquisa, que se baseia em testes PCR (para detectar a infecção) e de anticorpos, encontrou níveis altos de vírus em pessoas que já haviam se recuperado da doença, o que indica que elas devem continuar seguindo as regras de proteção (evitar contatos, usar máscaras, lavar as mãos, entre outros), de acordo com o PHE.

Os pesquisadores alertam que, como o trabalho está em andamento, não é possível descartar que quem contraiu a doença na primeira onda não a contraia novamente. A análise também ocorreu antes da disseminação generalizada da nova variante identificada no Reino Unido, e os pesquisadores estudam agora se os anticorpos fornecem proteção contra essa cepa

O trabalho detectou, de 18 de junho a 24 de novembro, 44 reinfecções em potencial (2 “prováveis” e 42 “possíveis”) entre 6.614 participantes que já haviam tido teste positivo para anticorpos contra o Sars-Cov-2. Nenhum dos 44 casos de reinfecção em potencial foi testado por PCR durante a primeira onda, mas todos foram positivos para anticorpos cont

Considerando que todos os 44 casos fossem reinfecções comprovadas, os dados indicam que a imunidade adquirida naturalmente como resultado de contágio forneceu 83% de proteção contra a reinfecção, em comparação com os que não haviam tido a doença antes. A proteção foi de 94% contra reinfecção sintomática e de 75% contra reinfecção assintomática.

Se forem considerados apenas os dois casos “prováveis” (voluntários que tiveram sintomas claros de doença na primeira onda e foram contagiados durante o estudo), a proteção seria de 99%.

A pesquisa vai continuar a acompanhar os participantes por 12 meses para explorar quanto tempo a imunidade pode durar, a eficácia das vacinas e até que ponto as pessoas com imunidade são capazes de transportar e transmitir o vírus.

O Reino Unido vive um crescimento acelerado de casos e internações nas últimas semanas, depois que a variante encontrada em seu território se tornou dominante no país.

Valor

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Japiense disse:

    Oh vírus lazarento!!!

  2. Lula na cadeia disse:

    Ponto pra China. Nunca esqueçamos de onde vem essa praga

OMS alerta que mundo não terá imunidade de rebanho em 2021 mesmo com vacinas

México, Chile e Costa Rica estão entre os países que já estão aplicando a vacina contra covid-19 — Foto: Getty Images via BBC

Apesar de vários países já estarem aplicando vacinas contra o coronavírus, o mundo não alcançará a imunidade de rebanho em 2021, segundo alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Não vamos atingir nenhum nível de imunidade coletiva em 2021” porque o processo de aplicação de vacinas “leva tempo”, disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, em uma entrevista coletiva virtual em Genebra.

“Leva tempo para dimensionar a produção de doses — não só em milhões, mas aqui estamos falando de bilhões”, disse ela, que pediu que as pessoas tivessem “um pouco de paciência”.

Swaminathan destacou que no final “as vacinas vão chegar” e que “vão para todos os países”. Mas ela lembrou que nesse ínterim “há medidas que funcionam”.

Ela pediu que as pessoas continuem tomando precauções como o distanciamento físico, a lavagem das mãos e o uso de máscaras em massa para combater a pandemia, cuidados que serão necessários “pelo menos durante o resto deste ano”.

Estima-se que pelo menos 60% da população mundial precise ser imunizada para que o conceito de imunidade de rebanho (coletiva ou de grupo) comece a surtir efeito. Mas essa cifra ainda é imprecisa e pode ser ainda maior. Alguns especialistas falam num patamar de 80%.

E o mundo ainda está longe disso. Até 11 de janeiro, pouco mais de 28 milhões de pessoas foram vacinadas, o que representa apenas cerca de 0,4% da população mundial (7 bilhões).

Nesta pandemia, a imunidade de grupo ocorrerá quando uma parcela grande o suficiente da população desenvolver uma defesa imunológica contra o coronavírus. Nesse cenário, a doença não consegue se espalhar porque a maioria das pessoas é imune e ela passa a ter grande dificuldade para encontrar alguém suscetível.

Avanço da vacinação

Mais de um ano se passou desde que a China relatou os primeiros casos de um novo tipo de pneumonia à OMS, que semanas depois seria batizada de Covid-19.

Desde então, foram registrados 90,9 milhões de casos da doença no mundo e 1,9 milhão de pessoas morreram em todas as regiões do planeta. No Brasil, são 8 milhões de casos e mais de 203 mil mortes.

Enquanto o Brasil discute seu plano de vacinação, pelo menos 40 países já começaram a vacinar sua população contra Covid-19.

Israel, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, China, Rússia, Itália, Canadá são alguns dos países que já começaram a imunizar suas populações.

Na América Latina, México, Chile, Costa Rica e Argentina já aplicam a vacina.

Algumas metas são ambiciosas. Israel quer se tornar o primeiro país a acabar com a Covid-19 por meio de vacinação. Já o governo britânico — que aprovou três vacinas contra Covid-19 — anunciou no fim de semana que sua meta é vacinar toda a população adulta até meados de setembro.

Das mais de 28 milhões de pessoas vacinadas, a maior parte está na China (9 milhões) e nos Estados Unidos (8,99 milhões), seguidos por Reino Unido (2,68 milhões) e Israel (1,85 milhão).

Em proporção ao tamanho da população, Israel está no topo da lista, com mais de 21% de seus habitantes vacinados. Em seguida, aparecem os Emirados Árabes Unidos (11,8%) e Bahrein (5,44%). Os demais, incluindo Reino Unido e EUA, ainda não chegaram a 5% da população imunizada.

A corrida mundial entre países para vacinar suas populações, que marca o começo de 2021, já tem revelado problemas logísticos. Entre as preocupações, estão a falta de frascos de vidro para as vacinas, a busca por mais pessoas para vacinar a população, além do suprimento de seringas.

Na última conferência de 2020, a OMS disse que, apesar da vacinação, a erradicação do Covid-19 “é um obstáculo muito alto”.

“A existência de vacina, mesmo com alta eficácia, não é garantia de eliminação ou erradicação de uma doença infecciosa”, disse Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, no final de dezembro.

G1, com BBC

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tico de Adauto disse:

    Aqui no Brasil só no dia D e na hora H.
    O desgoverno genocida quer assim no Brasil.

  2. Raimundo disse:

    Alguém ainda acredita na OMS?

  3. Logan disse:

    Pois vá se acostumando com o rebanho, PTralhas nunca mais!

  4. ZéGado disse:

    Para se livrar do rebanho 🐂🐄, eu faria qualquer coisa, até deixar de tomar a vacina.

Novos estudos reforçam evidência de que imunidade à Covid-19 é duradoura, durante até mesmo anos

(Foto: NIAID)

Embora ainda não esteja confirmada a duração da imunidade contra o novo coronavírus após a infecção, há cada vez mais indícios de que ela seja, sim, duradoura. É o que aponta um estudo publicado na revista Nature Medicine no útilmo dia 12 de novembro, conduzido por uma equipe do Centro Médico da Universidade de Friburgo, na Alemanha.

De acordo com a pesquisa, após a recuperação da Covid-19, células de defesa são formadas e permanecem no corpo, podendo mediar uma resposta rápida em caso de reinfecção.

“As chamadas células T de memória após a infecção pelo Sars-CoV-2 são similares àquelas formadas depois de uma gripe”, explica Maike Hofmann, um dos autores do estudo, em nota. “Estamos confiantes, então, de que a maioria das pessoas que sobreviveram à doença têm alguma proteção contra uma nova infecção.”

Para o cientista, os resultados sugerem que a imunidade contra a Covid-19 pode ser alcançada após uma infecção. “Da mesma forma, vacinas atualmente em testes poderiam fornecer proteção significativa contra o vírus”, comenta Hofmann.

Imunidade durante anos?

Outra pesquisa, esta liderada por estudiosos do Instituto de Imunologia La Jolla, nos Estados Unidos, aponta que a imunidade contra o novo coronavírus poderia durar anos. O estudo ainda não foi revisado pela comunidade científica e foi divulgado na última segunda-feira (16) na plataforma bioRxiv.

De acordo com a investigação, oito meses após a infecção pelo Sars-CoV-2, a maioria das pessoas recuperadas ainda tem células imunológicas suficientes para afastar o vírus e prevenir a Covid-19. Uma lenta taxa de declínio no curto prazo sugere que essas células podem persistir no corpo por muitos anos.

A pesquisa é a mais abrangente e de longo alcance da memória imunológica ao coronavírus até agora. Participaram do estudo 185 homens e mulheres, com idades entre 19 e 81 anos, que se recuperaram da Covid-19. A maioria teve sintomas leves e não precisou ser hospitalizada. Foram recolhidas amostras de sangue de todos os voluntários e 38 deles foram testados mensalmente para verificar a situação de vários tipos de anticorpos.

“Essa quantidade de memória provavelmente impediria a grande maioria das pessoas de contrair a doença quando hospitalizadas ou formas graves da doença por muitos anos”, disse Shane Crotty, virologista do La Jolla e coautora do estudo, em entrevista ao The New York Times.

Galileu

Covid-19: Estudo do Imperial College indica que imunidade contra coronavírus cai rapidamente

Foto: CARL RECINE / REUTERS

Um estudo do britânico Imperial College e da Ipsos Mori mostra que a imunidade adquirida pelas pessoas infectadas e curadas de Covid-19 “cai bastante e rapidamente”, especialmente nas pessoas assintomáticas. E mais: ela pode durar apenas alguns meses. De 20 de junho a 28 de setembro, o Imperial College acompanhou 350 mil pessoas escolhidas aleatoriamente na Inglaterra, que se submeteram a testes regulares em casa para verificar se possuíam anticorpos da Covid-19.

“Durante o período, a proporção de pessoas que testaram positivo aos anticorpos da Covid-19 caiu 26,5 %, passando de 6% para 4,4% da população estudada”, informa em nota o Imperial College , “o que sugere uma redução dos anticorpos nas semanas, ou meses, posteriores à infecção”.

— A imunidade diminui bastante rapidamente — destacou Helen Ward, professora de Saúde Pública na Imperial College e uma das autoras do estudo.

Os resultados também sugerem que “aqueles que não apresentaram sintomas da doença são suscetíveis a perder mais rapidamente os anticorpos detectáveis do que os indivíduos sintomáticos”, assinala o estudo.

A proporção de anticorpos nas pessoas que testaram positivo para o vírus diminuiu 22,3% no período, enquanto entre as pessoas que não apresentaram sintomas de Covid-19 a queda foi de 64%.

O estudo destaca que, embora todas as idades sejam afetadas por esta redução, os idosos a acusam mais: entre junho e setembro, o percentual de pessoas com mais de 75 anos com anticorpos registrou queda de 39%, enquanto a redução foi de 14,9% na faixa de idade entre 18 e 24 anos.

‘Vacinas funcionarão de forma diferente’

— Este estudo representa um elemento crucial da pesquisa, uma vez que nos ajuda a compreender como os anticorpos da Covid-19 evoluem ao longo do tempo — declarou o secretário de Saúde do Reino Unido, James Bethell.

“Ainda não se sabe se os anticorpos conferem um nível de imunidade eficaz ou, no caso de que esta imunidade exista, quanto tempo dura”, assinalaram a Imperial College London e a Ipsos Mori, que pediram que os britânicos sigam as recomendações sanitárias.

A virologista Wendy Barclay, da Imperial College London, explicou que “o novo coronavírus parece se comportar de maneira muito similar aos coronavírus sazonais que existiram nos seres humanos durante décadas, alguns durante centenas de milhares de anos”. Uma pessoa pode ser “reinfectada a cada um, ou dois, anos” com estes coronavírus sazonais, devido a uma queda na imunidade, explicou à Times Radio.

Diante do possível risco de reinfecção com o novo coronavírus, a professora afirma não ser partidária do conceito de “passaporte de imunidade”, que permitiria às pessoas curadas do novo coronavírus levar uma vida normal.

— Este conceito de passaporte de imunidade não é uma boa ideia neste momento, porque a qualidade da resposta imunológica pode variar de uma pessoa para outra — afirma Barclay.

Ao mesmo tempo, ela pediu “otimismo sobre as vacinas, porque as vacinas funcionarão de maneira diferente” e poderiam proporcionar uma imunidade mais prolongada.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Como a vacina vai dar uma imunidade mais prolongada? Por acaso ela terá condições de dá super poderes aos anticorpos para durarem mais tempo na proteção.
    Muito estranha esta avaliação

  2. Flávio disse:

    O puxa encolhe da bexiga, e a população que nem ….. Na Água.

Gatos desenvolvem imunidade após infecção pelo coronavírus, sugere estudo; descoberta pode colaborar com vacina

Foto: Agência O Globo

Um estudo publicado nesta semana na revista científica Pnas (Proceedings of the National Academy of Sciences) mostra que cães e gatos podem ser infectados pelo novo coronavírus, embora nenhuma das duas espécies desenvolva a doença. No entanto, o que chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato de os felinos desenvolverem resposta imune ao vírus, o que pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina para os humanos.

O estudo relata que cães, além de não adoecer, não transmitem o vírus e não produzem imunidade. Já os gatos infectados liberaram o vírus infeccioso por via oral e nasal por cinco dias após a infecção, sendo capazes de infectar outros felinos através do contato direto.

Após contrair o SARS-CoV-2, esses animais foram capazes de desenvolver uma resposta imune mais protetiva e forte, evitando uma posterior reinfecção. Ainda não há, porém, informações sobre a duração dessa imunidade.

“Os gatos desenvolvem anticorpos neutralizantes significativos e são resistentes à reinfecção, embora a duração da imunidade neles não seja conhecida atualmente. Isso pode ser um modelo útil para testes de vacinas subsequentes, tanto para vacinas candidatas humanas quanto para animais”, diz a pesquisa.

O estudo foi desenvolvido pelos cientistas da Escola de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos. Eles lembraram que, apesar das implicações do coronavírus para os animais ainda serem amplamente desconhecidas, não há evidências até o momento de que gatos ou cães possam transmitir o SARS-CoV-2 para humanos.

Os autores do estudo observam que, enquanto quase um milhão de pessoas já morreram com a Covid-19 no mundo, existem apenas poucos relatos de animais que contraíram o vírus.

O Globo

Dengue pode fornecer imunidade contra a covid-19, diz estudo liderado por Miguel Nicolelis

Foto: Phil Noble/Reuters

A exposição à dengue pode fornecer algum nível de imunidade contra a covid-19, de acordo com um estudo liderado por Miguel Nicolelis, cientista brasileiro e professor da Duke Univerdity, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares, comparou a distribuição geográfica dos casos de covid-19 com a disseminação da dengue em 2019 e 2020 no Brasil.

Locais com taxas mais baixas de infecção por coronavírus e crescimento mais lento de casos foram os mesmos que sofreram intensos surtos de dengue neste ano ou no último, descobriu Nicolelis.

“Esta descoberta surpreendente levanta a possibilidade intrigante de uma reatividade imunológica cruzada entre os sorotipos de Flavivirus da dengue e o SARS-CoV-2”, afirma o estudo, referindo-se aos anticorpos do vírus da dengue e ao novo coronavírus.

“Se comprovada como correta, essa hipótese pode significar que a infecção por dengue ou a imunização com uma vacina eficaz e segura contra a dengue poderia produzir algum nível de proteção imunológica” contra o coronavírus.

De acordo com Nicolelis, os resultados são particularmente interessantes porque estudos anteriores mostraram que pessoas com anticorpos da dengue no sangue podem apresentar resultados falsamente positivos para anticorpos de covid-19, mesmo que nunca tenham sido infectadas pelo coronavírus.

“Isso indica que há uma interação imunológica entre dois vírus que ninguém poderia esperar, porque os dois vírus são de famílias completamente diferentes”, disse Nicolelis, acrescentando que mais estudos são necessários para comprovar a conexão.

Ele destaca uma correlação significativa entre menor incidência, mortalidade e taxa de crescimento de covid-19 em populações no Brasil onde os níveis de anticorpos para dengue eram mais elevados.

O Brasil tem o terceiro maior número de infecções por coronavírus no mundo, com mais de 4,4 milhões de casos – atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Em estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com alta incidência de dengue no ano passado e no início deste ano, o coronavírus demorou muito mais para atingir um nível de alta transmissão na comunidade em comparação com estados como Amapá, Maranhão e Pará, que tiveram menos casos de dengue.

Os pesquisadores também encontraram uma relação semelhante entre surtos de dengue e uma propagação mais lenta do vírus em outras partes da América Latina, na Ásia e nas ilhas dos oceanos Pacífico e Índico.

Nicolelis contou que sua equipe se deparou com essa descoberta por acidente, durante um estudo sobre a disseminação do coronavírus no Brasil, no qual constatou que as rodovias tiveram um papel importante na distribuição dos casos pelo país.

Depois de identificar alguns pontos sem casos no mapa, a equipe foi em busca de possíveis explicações. Um grande avanço ocorreu ao comparar a disseminação da dengue com a do coronavírus.

“Foi um choque. Foi um acidente total ”, disse Nicolelis. “Na ciência, isso acontece, você está atirando em uma coisa e acerta um alvo que nunca imaginou que acertaria.”

Reuters

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Valerio disse:

    Se brinca a ivernequitina , matou a dengue e a Chico cunha, ninguém ñ ver falar mais nelas, kkkk

  2. Emílio disse:

    esse palhaço que arrumar é mais dinheiro pra gastar

  3. Romero Cezar da Câmara disse:

    Então pode abrir tudo. Quem não teve dengue nesse cabaré chamado Brasil? Fala sério!

  4. djailson disse:

    nicolelis, ai é que mora o perigo. Lembram da abertura da copa?? lembram que o TCU esta no rastro dele?

  5. Edison Cunha disse:

    Miguel Nicolelis não passa de um falastrão medíocre.
    Fala muita m****

  6. Djalma disse:

    Não é cientificamente comprovado, necessita de estudos rodomizados, duplo cego, com contraprova e publicação em revistas científicas sujeita a aprovação dos pares, em nível cinco, conforme o procedimento cobrado à hidroxocloroquina. Senao é coisa de fascista.

Cientistas buscam respostas para suspeitas de reinfecção em recuperados de covid-19

Foto: Getty Images

Um paciente é diagnosticado com covid-19. Tem sintomas que, com o tempo, desaparecem. Ele considera que superou a doença, e faz dois testes que dão negativo.

Seis semanas depois, os sintomas voltam, e agora seu teste para covid-19 dá positivo.

A situação de o que parece ser uma reinfecção por coronavírus foi narrada por um médico americano, Clay Ackerly, no site Vox. O caso isolado, que é acompanhado de outros semelhantes, gera preocupação porque poderia significar que, afinal, não teríamos uma resposta imunológica duradoura para o coronavírus.

No Brasil, um caso de possível reinfecção de um rapaz de 22 anos está sendo estudado em Minas Gerais. Um técnico de enfermagem teve um teste positivo para o coronavírus em abril, voltou a ser diagnosticado no final de junho e morreu no início de julho. O Hospital das Clínicas em São Paulo também investiga dois casos de possível reinfecção. Dois pacientes que tiveram testes positivos em maio, se recuperaram, e, agora em julho, tiveram testes positivos novamente.

A doença causada pelo vírus já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo, e uma das maiores esperanças em meio a essa crise, além de uma vacina ou tratamento eficaz, era de que quem se recuperou da doença poderia estar imune a ela — pelo menos por mais do que só alguns meses.

Se isso não for verdade, a teoria da imunidade coletiva ou de rebanho, em que um grande grupo (segundo cientistas, mais de 60%) ficaria imune para interromper a cadeia de transmissão na população, iria por água abaixo. Se a imunidade dos curados da covid-19 tiver vida curta, poderíamos entrar em um ciclo sem fim de reinfecções.

Mas, apesar dos casos isolados de suspeitas de reinfecção, ainda não há evidências científicas de que isso seja uma possibilidade.

“Agora estamos começando a ver os retornos dos recuperados. A recuperação pode ser demorada, pode exigir fisioterapia e ainda mostrar lesões na tomografia”, conta a médica infectologista Tânia Chaves, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pará e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). “Mas nesse período eu não vi nenhum caso que fizesse inferir que fosse uma nova infecção pelo Sars-CoV-2. Ouço relato de terceiros, mas a minha avaliação é que é muito prematuro para falarmos. A compreensão da imunidade é um caminho que nós ainda estamos percorrendo na escuridão.”

Ela diz, entretanto, que, pela falta de total compreensão sobre a covid-19 e por “estarmos em franco aprendizado diário”, é preciso “sim, estarmos atentos para possíveis casos de reinfecção pelo vírus”.

Para a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP) e presidente do instituto de divulgação científica Questão de Ciência, é preciso “ficar de olho” nos casos isolados “para ter certeza de que são isolados, e de que não vão ser a regra”. “Ficamos com a antena ligada, mas é cedo para dizer”, afirma.

Autoridades de saúde da Coreia do Sul registraram, já em abril, centenas de casos de “reinfecção”, mas concluíram depois que essa segunda rodada de infecções seria provavelmente resultado de fragmentos inativos do vírus ainda presente nos pacientes.

Isso mostra que os casos isolados de possível reinfecção podem ser outra coisa. Além da encontrada pelos sul-coreanos, há outras explicações possíveis.

Uma delas é que os pacientes podem nunca ter se recuperado da primeira infecção, tendo ficado assintomáticos e, depois de um tempo, terem apresentado os sintomas novamente. Outra é que algum dos testes deu um falso negativo ou um falso positivo. Uma terceira hipótese: o sistema imune do paciente pode ter mantido o vírus a níveis que impediram o teste de captá-lo. E a última, que já é sabida e comum para outros tipos de vírus, é que algumas pessoas simplesmente não têm respostas imunes fortes o suficiente para os vírus, o que as deixa vulneráveis a eles.

De qualquer forma, a preocupação com a possibilidade de reinfecção tomou mais corpo com uma nova pesquisa publicada recentemente pelo King’s College, no Reino Unido, mostrando que nossos anticorpos contra o Sars-CoV-2 não durariam muito, caindo drasticamente — em até só dois meses, para algumas pessoas. A pesquisa ainda não foi revisada por pares e, portanto, ainda deve ser lida com cautela.

Além disso, já se sabe que os coronavírus de resfriados comuns provocam uma memória curta de defesa do organismo, com a maior parte das pessoas perdendo os anticorpos em 6 meses a um ano. As pessoas são reinfectadas por esses vírus o tempo todo — e o medo de cientistas é que isso seja verdade também para a covid-19.

Imunidade não é só anticorpo

A resposta para a pergunta sobre a reinfecção, contudo, pode não estar nos nossos anticorpos, mas sim nas células T. Pesquisas recentes mostram que as células T podem exercer um papel mais importante do que os anticorpos na nossa resposta ao Sars-CoV-2.

Mas o que são as células T e como isso afetaria a possibilidade de reinfecção?

O corpo tem dois principais mecanismos de defesa: o primeiro é a resposta inicial que as células dão aos patógenos estranhos que são identificados no corpo. É a chamada “resposta imune inata”. “A célula percebe que está infectada e dispara respostas da própria célula”, explica a virologista Luciana Costa, professora associada do Departamento de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Uma vez que é ativada, ela vai ativar os próximos níveis de defesa”. Esses próximos níveis ela chama informalmente de células “profissionais” do sistema imune.

É aí que entra o segundo principal mecanismo de defesa, a “resposta imune adaptativa”, dividida em dois braços. Os linfócitos B, ou células B, ativam os anticorpos. E os anticorpos atacam diretamente o vírus, ligando-se a ele. Já os linfócitos T, ou as células T, atacam as células infectadas pelo vírus e, quando são bem-sucedidas, o vírus que está lá dentro morre junto a elas, sem conseguir mais se replicar.

“Como o vírus é um parasita intracelular, ou seja, fica dentro da célula, a resposta T é muito importante. Para uma bactéria, que fica do lado de fora, por exemplo, a resposta de anticorpos é a mais importante”, explica Pasternak.

“O que esses trabalhos novos estão mostrando é que, em muitas pessoas em que você nem detecta anticorpos, você detecta uma resposta muito robusta de células T, mostrando que talvez elas se livrem do vírus sem nem produzir anticorpos, ou produzam muito pouco, que a gente não consegue detectar.”

Costa diz que as duas defesas, a de anticorpos e a das células T, são importantes. “Mas pode ser que, para este vírus, a resposta das células T seja mais eficaz. E aí, uma pessoa sem anticorpos ou com baixo nível de anticorpos para este coronavírus ainda pode estar protegida”, diz ela.

Mas medir anticorpos é mais simples e menos caro. Por isso, enquanto conclusões e decisões sobre a covid-19 têm tido os anticorpos como ponto de partida, até agora sabe-se muito pouco sobre o papel das células T na defesa do organismo contra esse vírus.

Uma pesquisa recente exatamente sobre as células T parece promissora. No estudo, publicado na quarta (15) na revista Nature, pesquisadores da Cingapura analisaram a resposta das células T em pessoas que se curaram da Sars, a pandemia de 2003 causada pelo coronavírus Sars-Cov, e em pessoas que se curaram da covid-19.

Primeiro, observaram nas pessoas curadas da covid-19 a presença de células T para atacar especificamente o Sars-CoV-2, o que já sugere que as células T exercem um papel importante nessa infecção.

Depois, estudaram a resposta de quem havia se curado da Sars. Já se sabia que os anticorpos de quem havia se curado da Sars caíam muito depois de dois a três anos. Mas ao estudar as células T, cientistas viram que havia uma memória robusta da defesa delas, e que essa memória durava 17 anos — de quando essas pessoas tiveram a Sars, em 2003. E mais: a defesa também tinha uma resposta imune pronta contra o Sars-CoV-2, mostrando uma espécie de imunidade cruzada por meio das células T.

Indivíduos saudáveis, sem infecção pela Sars ou pela covid-19, também foram testados. E mais da metade deles apresentavam células T específicas para a Sars-CoV-2. A hipótese é que isso aconteceria por exposição prévia a outros coronavírus, como aqueles que causam resfriados comuns, ou então por exposição prévia a outros coronavírus transmitidos por animais que não provocaram grandes reações nos humanos — e que algumas populações tiveram esses vírus, sem perceber.

A pesquisa foi feita em laboratório, sem observar a reação no organismo, e com um número reduzido de pessoas e de uma certa região do mundo. Portanto, não tem poder estatístico suficiente para render uma conclusão definitiva.

Apesar de o estudo sugerir que, mesmo com a queda de anticorpos depois de ter a doença, é possível que possamos contar mais com as células T, e não só os anticorpos, para ter a memória de nos proteger de futuras infecções, casos de reinfecções ainda deverão ser acompanhados — até para que se entenda como acontecem.

“Todo mundo fica ansioso que a gente tenha respostas e conclusões. Mas estamos falando de um tempo muito curto em que tudo começou a acontecer. Para estudos científicos é um tempo curto demais para termos conclusões prontas. O conhecimento adquirido é impressionante em tão curto tempo, mas as respostas vão vir aos poucos”, diz Costa, da UFRJ.

“Nossa compreensão de como estamos respondendo ao vírus ainda está engatinhando. E daí surgem casos isolados de reinfecção — que são casos isolados, não dá para dizer com certeza que isso é um risco real que todo mundo está vivendo —, mas é algo que precisa ser observado com cuidado”, diz Pasternak. “Porque vai que, né? Vai que realmente a gente tenha uma memória muito curta para esse vírus.”

Por outro lado, diz Pasternak, não estamos vendo muitos casos de reinfecção pelo mundo. “Se fosse tão comum, será que a gente não estaria vendo casos de reinfecção na China, na Coreia do Sul, que já passaram pela primeira onda? É porque a população provavelmente está protegida ou será que é porque o vírus realmente parou de circular nesses países?”, pondera.

“A questão é que só vamos saber com o tempo.” Isso porque todos os estudos para saber quanto tempo dura a imunidade do nosso organismo demandam isso mesmo: tempo.

BBC Brasil

Imunidade ao coronavírus pode durar anos, diz novo estudo

Foto: (Robert Bonet/NurPhoto/Getty Images)

Uma pesquisa publicada na prestigiosa revista científica Nature na quarta-feira revela que o corpo humano pode ficar protegido contra o novo coronavírus por mais tempo que se imaginava.

Nas últimas semanas uma série de estudos mostraram que a imunização contra a covid-19 pode ser curta, com a carga de anticorpos desaparecendo após algumas semanas. Seria um desafio adicional para as vacinas que estão em testes mundo afora, inclusive no Brasil, além de colocar em xeque a possibilidade de chegarmos a uma imunização de rebanho — quando ao menos 60% das pessoas já têm proteção contra o vírus.

Um estudo divulgado na segunda-feira pelo King’s College, de Londres, mostrou que os níveis de anticorpos contra a covid-19 atingem o pico três semanas após o início dos sintomas, mas depois diminuem rapidamente nas semanas seguintes.

Agora, a descoberta apontada na Nature mostra que pode haver uma “lembrança” longa do corpo humano em outra frente. O estudo não mirou o novo coronavírus, mas um vírus semelhante, o coronavírus responsável pela Sars, uma síndrome respiratória aguda que se espalhou entre 2002 e 2003. Pesquisadores de Singapura descobriram que um tipo de células de defesa, as células T, ainda estão ativas contra o vírus 17 anos depois.

A descoberta, segundo os pesquisadores, “apoia a noção de que pacientes com covid-19 desenvolverão imunidade a longo prazo pelas células T”. As células T, em linhas gerais, são especialistas em atacar invasores que estão dentro das células, fazendo um trabalho que complementa os anticorpos, especialistas em parasitas do lado de fora.

O estudo também esquenta um debate em curso há meses: o de que a proteção contra outros tipos de vírus possa, de forma cruzada, agilizar a resposta do organismo ao Sars-Cov-2.

Paulo Lotufo, epidemiologista da USP, afirmou em entrevista à GloboNews que a descoberta é sem dúvida uma notícia positiva, mas ressaltou que o novo coronavírus atua de forma mais ampla no organismo. “Em termos de virulência, os vírus são bem diferentes”, afirmou.

Exame

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Xha do Amazonas disse:

    Amém Senhor!Amem!!!

  2. Marcos Benício disse:

    Ótima notícia para terminarmos a semana.

Imunidade ao coronavírus pode ser maior na população do que dizem os testes, indica estudo

FOTO: SCIENCE PHOTO LIBRARY

Pessoas que apresentam resultados negativos em testes de anticorpos contra o coronavírus podem, ainda assim, ter alguma imunidade ao vírus, indica um estudo do Instituto Karolinksa, na Suécia.

Na pesquisa, feita com 200 pessoas, os cientistas verificaram que para cada pessoa que teve resultado positivo em testes para anticorpos contra o Sars-Cov-2 (vírus que causa a covid-19), duas tinham células T específicas capazes de identificar e destruir células infectadas.

As células T são um tipo de linfócito, células de defesa do sistema imunológico presentes no sangue.

Essa presença das células T capazes de identificar e destruir células infectadas com o coronavírus mesmo em pessoas que não têm anticorpos específicos para o vírus foi observada também em pessoas que tiveram casos leves ou sem sintomas de covid-19.

Mas ainda não está claro se isso apenas protege esse indivíduo ou se também pode impedi-lo de transmitir a infecção a outras pessoas.

A pesquisa já foi submetida para uma publicação científica, mas ainda não foi publicada nem passou oficialmente por peer review (avaliação de outros cientistas).

Mas o imunologista Danny Altmann, professor do Imperial College de Londres, disse que o estudo é “robusto, impressionante e completo” e que ele acrescenta dados a um crescente corpo de evidências de que “o teste de anticorpos subestima a imunidade”.

Entre as pessoas que participaram do estudo, algumas eram doadoras de sangue e outras foram rastreadas no grupo de primeiras pessoas infectadas na Suécia — que tinham voltado ao país vindo principalmente de áreas afetadas anteriormente, como o norte da Itália.

Isso pode significar que um grupo mais amplo de pessoas tenha algum nível de imunidade à covid-19 do que indicam os testes para anticorpos.

É provável que, em algum momento, o corpo dessas pessoas tenha dado uma resposta à contaminação pelo vírus com a produção de anticorpos, mas essa reação tenha, depois, desaparecido — ou não seja detectável pelos testes atuais.

Em tese, essas pessoas devem estar protegidas se forem expostas ao vírus pela segunda vez.

Imunidade de rebanho

Apesar de os cientistas estarem encontrando mais evidências de que pode haver mais imunidade na população do que retratam os testes de anticorpos, isso não necessariamente nos aproxima da chamada “imunidade de rebanho”, de acordo com o médico Marcus Buggert, um dos autores do estudo.

É necessário fazer mais análises para entender se essas células T fornecem “imunidade esterilizante” (quando elas bloqueiam completamente o vírus) ou se podem proteger um indivíduo de ficar doente, mas não impedem que ele carregue o vírus e o transmita.

Grande parte da discussão sobre a imunidade à covid-19 se concentrou em anticorpos — proteínas em forma de Y que são específicas para cada patógeno e agem como “mísseis atingindo um alvo”, explica Buggert.

Os anticorpos se ligam ao vírus antes que ele possa entrar nas células e o neutralizam. Se os anticorpos falharem em neutralizar o vírus, ele pode entrar nas células do corpo e transformá-las em “fábricas” que produzem mais vírus.

As células T, por outro lado, têm como alvo células já infectadas e as destroem completamente, impedindo que os vírus se espalhem para outras células saudáveis. Ou seja, enquanto os anticorpos destroem os vírus, as células T destroem as células do corpo que se tornaram “fábricas de vírus”.

Assim como os anticorpos, as células T fazem parte da parte do sistema imunológico que tem uma espécie de memória. Uma vez que elas reconhecem um vírus específico, podem atingir rapidamente as células infectadas com ele e matá-las.

Pesquisadores no Reino Unido estão testando um medicamento chamado interleucina 7, conhecido por aumentar a produção de células T, para averiguar se pode ajudar na recuperação dos pacientes com covid-19.

Mais estudos são necessários

Pesquisadores do Instituto Francis Crick, do King’s College London, notaram que um grupo de 60 pacientes gravemente doentes pareceu sofrer uma queda no número de células T.

Isso não foi observado no estudo do Instituto Karolinska, que descobriu que quanto mais doente o paciente, maior o nível de anticorpos e células T que eles pareciam produzir.

A equipe da Suécia disse que são necessárias mais pesquisas para confirmar as descobertas. Embora o estudo deles seja a maior pesquisa com células T e coronavírus realizada até agora, ela ainda envolveu um grupo relativamente pequeno de pacientes.

As células T são muito complexas e muito mais difíceis de identificar do que os anticorpos, exigindo laboratórios especializados e pequenos lotes de amostras sendo testados manualmente ao longo de dias.

Isso significa que a testagem em massa de células T capazes de combater a infecção por coronavírus não é uma perspectiva muito provável no momento.

BBC

 

Vacina chinesa gera imunidade contra o novo coronavírus, mostram testes em humanos

Foto: Valentyn Ogirenko /Reuters

Uma das primeiras vacinas Covid-19 a iniciar testes em humanos foi segura e gerou uma resposta imune contra o novo coronavírus, de acordo com resultados publicados sexta-feira (22) pela revista médica The Lancet. Estes são os primeiros resultados publicados de testes em humanos para uma potencial vacina o vírus.

A vacina, desenvolvida pela CanSino Biological Inc. e pelo Instituto de Biotecnologia de Pequim, foi testada em 108 adultos saudáveis, com idades entre 18 e 60 anos, em Wuhan, China, que não estavam infectados com o novo coronavírus.

Todos os participantes receberam uma única infecção em doses baixa, média ou alta. Não foram relatados efeitos colaterais graves dentro de 28 dias após a vacinação. Um deles, o que recebeu a dose mais alta, relatou febre severa, fadiga, falta de ar e dor muscular, mas essas reações continuaram por menos de 48 horas.

Duas semanas após a vacinação, todos os níveis de dose da vacina desencadearam alguma resposta imune nos indivíduos. Na maioria dos voluntários, a vacina também levou a uma resposta das células T, que atuam no sistema imunológico e são responsáveis por defender o organismo, segundo o estudo.

“O estudo demonstra que uma dose única da nova vacina contra a Covid-19 produz anticorpos específicos para vírus e células T em 14 dias, com potencial para uma investigação mais aprofundada”, afirma o professor do Instituto de Biotecnologia de Pequim, Wei Chen, que é responsável pela pesquisa.

Apesar do bom resultado, o professor alerta que os dados devem ser interpretados com cautela. “A capacidade de desencadear essas respostas imunes não indica necessariamente que a vacina protegerá os seres humanos contra a Covid-19. Este resultado mostra uma visão promissora para o desenvolvimento de vacinas, mas ainda estamos longe de que ela esteja disponível para todos”, afirma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dez vacinas contra a Covid-19 iniciaram testes em humanos, e outras 114 estão em desenvolvimento.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Xaulim disse:

    P…. de vacina chinesa!!!!! Tá louco!!?? Jamais deveríamos quere qualquer tipo de relação com esses canalhas ,insanos, escrotos. Pouco importa se são nossos maiores "parceiros". Parceiros!!?? Na minha casa, tudo e qualquer coisa que tenha origem desse país de merda estou jogando fora.

  2. Anônimo disse:

    Será q num foi premeditada essa vacina pela China 🤧

  3. realista disse:

    alguma novidade nisso ? , criam o vírus e depois dizem que tem a cura , como dizemos aqui no Nordeste " coincidência não, a mulesta "

Conheça alimentos comuns que ajudam a blindar a sua imunidade

Aposte na dieta para uma temporada livre de doenças. Veja abaixo uma lista de alimentos que ajudam a blindar sua imunidade, elaborada por Larissa Santana, nutricionista do Kurotel – Centro Médico de Longevidade e Spa, em Gramado (RS).

Goji berry

Fonte de antioxidantes que reforçam o sistema imunológico e atuam na prevenção de doenças inflamatórias, entre outras.

Couve

Possui ácido fólico, entre outros nutrientes, que auxilia na maturação das células do sistema imune e melhora a resistência a infecções.

Alho

O selênio e o zinco presentes no alimento previnem gripes, resfriados e outras infecções ligadas ao trato respiratório. Já a alicina, substância líquida que aparece quando o alho é esmagado ou cortado, tem ação anti-inflamatória, antiviral e bactericida.

Cebola

Possui uma substância chamada quercitina, importante na melhora do sistema imunológico, além das vitaminas A e C, que também ajudam na prevenção de doenças virais e alérgicas.

Corpo a Corpo