Saúde

Em decisão histórica, OMS libera vacinação ampla contra malária em regiões com alta transmissão

Foto: Getty Images

Em decisão histórica, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou nesta quarta-feira (6) a vacinação ampla de crianças contra a malária para populações em regiões com altas taxas de transmissão, como a África Subsaariana.

A indicação foi feita depois da análise dos resultados de um programa piloto que ainda está em andamento em Gana, Quênia e Malaui. Ao todo, o estudo atingiu mais de 800 mil crianças desde 2019 e vai continuar em execução para avaliar o impacto da medida. Mais de 2 milhões de doses de um total de 10 milhões previstos no programa de testes já foram aplicadas.

A indicação da OMS é para aplicação da vacina “RTS,S/AS01” em um esquema de 4 doses em crianças a partir dos cinco meses: o objetivo é prevenir a doença e reduzir o impacto da malária entre os que forem contaminados.

De acordo com a OMS, a vacina é resultado de 30 anos de pesquisa e desenvolvimento da GSK com apoio de entidades e centros de pesquisa africanos. No estágio final das pesquisas, entre 2011 e 2015, os estudos tiveram financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

Medida histórica

“Este é um momento histórico. A tão aguardada vacina contra a malária para crianças é um avanço para a ciência, a saúde infantil e o controle da malária ”, disse o diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Além das ferramentas existentes para prevenir a malária, usar esta vacina pode salvar dezenas de milhares de vidas jovens a cada ano”, disse Tedros. Em seu comunicado, a organização destaca outras medidas que devem ser mantidas, como o uso de mosquiteiros com inseticidas.

A OMS avalia que a vacina teve “alto impacto” na vida real, com redução significativa (30%) nos casos de malária grave e mortal.

De acordo com a OMS, a malária é a principal causa de adoecimento e morte de crianças na África Subsaariana: mais de 260 mil crianças africanas com menos de cinco anos morrem de malária anualmente.

Para ler a matéria na íntegra acesse AQUI.

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Saúde

Poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano, estima OMS

Foto: Photoholgic/Unsplash

A poluição atmosférica já é responsável por 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo, sendo mais de 300 mil na região das Américas, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que atualizou suas diretrizes para a qualidade do ar pela primeira vez desde 2005.

De lá para cá, um corpo robusto de evidências científicas compiladas pelo órgão indicam que os impactos da poluição do ar sobre a saúde humana se tornaram tão graves quanto aqueles associados a problemas como tabagismo e dietas não-saudáveis. Por esse motivo, as novas recomendações do órgão sugerem limites mais restritivos para a emissão desses inimigos invisíveis — os chamados “poluentes clássicos”.

Formado pelos principais poluentes atmosféricos, esse grupo inclui as partículas transportadas pelo ar (PM), o ozônio (O₃), o dióxido de nitrogênio (NO₂), o dióxido de enxofre (SO₂) e o monóxido de carbono (CO). Com base em seis revisões sistemáticas que consideraram mais de 500 artigos, todos os limiares de referência que se referem a emissão dessas substâncias foram ajustados para baixo pelas novas Diretrizes Globais de Qualidade do Ar (AQGs).

A exposição a longo prazo a esses poluentes impacta diferentes aspectos da saúde. Entre as crianças, por exemplo, a exposição excessiva a esses poluentes pode afetar o desenvolvimento dos pulmões, causar infecções respiratórias e agravar a asma. A doença cardíaca isquêmica e o derrame cerebral, por sua vez, são as causas mais frequentes de mortes prematuras atribuídas à poluição atmosférica entre os adultos. E mais: de acordo com a OMS, também estão surgindo evidências de que os poluentes podem estar na origem de casos de doenças neurodegenerativas e diabetes.

O órgão internacional chama atenção particularmente para os riscos associados aos materiais particulados (PM), gerados principalmente pela combustão de combustíveis fósseis em diferentes setores, como transporte, energia, indústria e agricultura. Minúscula o suficiente para atravessar os pulmões, uma dessas partículas, a chamada PM 2.5, que é menor do que 2,5 mícrons de diâmetros (20 vezes menor do que um único grão de areia), pode até adentrar a corrente sanguínea, causando danos cardiovasculares e respiratórios. Em 2019, mais de 90% da população global vivia em áreas onde as concentrações desse material particulado excediam a diretriz de qualidade do ar da OMS de 2005.

Gráfico compara as Diretrizes Globais de Qualidade do Ar (AQGs) da OMS para os “chamados poluentes clássicos” em 2005 e os atuais (Foto: OMS)

“O ar puro deve ser um direito humano fundamental e uma condição necessária para sociedades saudáveis ​​e produtivas”, defende Hans Henri P. Kluge, diretor regional da agência para a Europa. “No entanto, apesar de algumas melhorias na qualidade do ar nas últimas três décadas, milhões de pessoas continuam a morrer prematuramente, frequentemente afetando as populações mais vulneráveis ​​e marginalizadas”, avalia o médico, em comunicado.

Embora a poluição atmosférica seja uma ameaça à saúde em todos os países, a entidade reforça que as nações de média e baixa renda são atingidas com mais força. Para o órgão, isso é uma consequência direta do avanço do crescimento das cidades e do desenvolvimento econômico baseado na combustão de combustíveis fósseis.

De acordo com a agência, das 7 milhões de mortes anualmente causadas pela poluição atmosférica, mais de 2 milhões estão concentradas no sudeste da Ásia. A região é seguida pelo Pacífico Ocidental (mais de 2 milhões), a África (1 milhão), o Mediterrâneo Oriental (500 mil), a Europa (500 mil) e as Américas (mais de 300 mil).

Melhorar a qualidade do ar traz benefícios não só à saúde das populações, mas também ao combate global às mudanças climáticas, e vice-versa. Segundo a OMS, a poluição e as alterações no clima impulsionadas pelas atividades humanas representam, juntas, as maiores ameaças ambientais à saúde humana.

Se os países adotarem as novas diretrizes, o órgão estima que as mortes relacionadas às partículas PM 2.5, por exemplo, seriam reduzidas em quase 80%. “As novas Diretrizes de Qualidade do Ar da OMS são uma ferramenta prática e baseada em evidências para melhorar a qualidade do ar do qual toda a vida depende”, avalia Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Exorto todos os países e todos aqueles que lutam para proteger nosso meio ambiente a colocá-los em uso para reduzir o sofrimento e salvar vidas”, disse.

Galileu

 

Opinião dos leitores

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Saúde

OMS: casos de Covid-19 se estabilizam mundialmente após dois meses de crescimento

Foto: Estadão/Conteúdo

O número de novos casos de Covid-19 relatados globalmente “parece ter atingido um platô” depois de aumentar por quase dois meses, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS relatou mais de 4,5 milhões de novos casos e 68.000 novas mortes no mundo na semana passada – apenas um pequeno aumento em relação aos mais de 4,4 milhões de casos e 66.000 mortes relatadas na semana anterior.

O número acumulado de casos em todo o mundo agora é de mais de 211 milhões, com o total de mortes ultrapassando 4,4 milhões, de acordo com a atualização epidemiológica semanal da OMS.

Os novos casos globais parecem estar estáveis depois de aumentarem desde meados de junho, observou a OMS no relatório divulgado na segunda-feira.

O mundo havia visto anteriormente um platô de casos globais em maio, segundo a OMS, mas os surtos, em parte impulsionados pela variante altamente transmissível do Delta, se multiplicaram em muitos países nos últimos dois meses.

Os Estados Unidos relataram o maior número de novos casos na semana passada – 1,02 milhões, um aumento de 15% em relação à semana anterior – seguido pelo Irã, Índia, Reino Unido e Brasil.

O Pacífico Ocidental e as Américas registraram o maior aumento de casos na semana passada – 20% e 8%, respectivamente. O sudeste asiático e o Mediterrâneo oriental registraram um declínio nas infecções, enquanto que as outras regiões viram casos estagnados, de acordo com a OMS.

O aumento dos casos na região do Pacífico Ocidental foi parcialmente impulsionado pelo aumento do surto de Delta na Austrália. Durante a última semana, o registro de casos de um único dia no país atingiu repetidamente novos máximos, superando seu recorde anterior de agosto do ano passado.

As infecções também estão subindo na Nova Zelândia, apesar do país ter designado um novo lockdown nacional após confirmar apenas um caso de coronavírus transmitido localmente na semana passada. Na quarta-feira (24), foram relatados 62 novos casos, elevando o total do surto em andamento para 210.

Nos últimos dias, autoridades tanto na Austrália quanto na Nova Zelândia sugeriram uma mudança de abordagem ao lidar com o Covid-19, de tentar erradicar o vírus para eventualmente aprender a viver com ele.

Em um artigo de opinião publicado na mídia australiana no domingo, o primeiro-ministro Scott Morrison sugeriu o fim das restrições Covid-19 zero do país, dizendo que os bloqueios “são tristemente necessários por enquanto”, mas “não serão necessários por muito mais tempo”.

Ele disse que o governo australiano pretendia mudar seu foco de reduzir o número de casos para examinar quantas pessoas estavam ficando gravemente doentes com a Covid-19 e exigindo hospitalização.

Na segunda-feira, o ministro neozelandês de resposta ao Covid-19, Chris Hipkins, disse à emissora pública TVNZ que a variante Delta levantou questões sobre a viabilidade a longo prazo da estratégia de eliminação do coronavírus do país.

“Isso significa que todas as nossas proteções existentes começam a parecer menos adequadas e menos robustas”. Como resultado disso, estamos analisando muito de perto o que mais podemos fazer ali”. Mas isso levanta algumas questões muito grandes sobre o futuro de nossos planos”, disse ele.

Em seu relatório semanal, a OMS observou que o surgimento das variantes da Covid-19 que causam preocupação, incluindo a altamente transmissível variante Delta, e destacou a necessidade de aumentar a vacinação, bem como a importância de manter medidas de saúde pública e auxílio social.

O órgão citou um estudo de modelagem na Inglaterra, que mostrou que atrasar o relaxamento das medidas preventivas reduziu o pico das hospitalizações diárias em quase três vezes.

“O relaxamento das medidas de saúde pública e sociais deve, portanto, ser cuidadosamente e cautelosamente equilibrado contra os níveis de cobertura vacinal e a circulação de variantes de preocupação”, escreveu a OMS.

CNN Brasil

 

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Saúde

Mundo está entrando em nova onda de covid-19, alerta OMS

Foto: AFP

O mundo está entrando em uma nova onda de infecções e mortes por covid-19, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele falou aos integrantes do Comitê Olímpico Internacional em Tóquio nesta quarta-feira (21).

“Dezenove meses após o início da pandemia e sete meses desde que as primeiras vacinas foram aprovadas, estamos agora nos estágios iniciais de outra onda de infecções e mortes”, alertou.

Ghebreyesus afirmou que a falha global em compartilhar vacinas, testes e tratamentos está alimentando uma “pandemia de duas vias”. Países com recursos adequados estão se abrindo, enquanto outros estão fechando em uma tentativa de retardar a transmissão do coronavírus. A desigualdade de vacinas em todo o mundo está mascarando uma “injustiça terrível”, disse.

“Isso não é apenas um ultraje moral, é também epidemiológica e economicamente autodestrutivo”, afirmou. Quanto mais a pandemia se arrastar, mais turbulência socioeconômica ela trará, conforme o diretor da entidade. “A pandemia é um teste e o mundo está falhando”, disse. A ameaça da covid-19 continuará até que todos os países tenham controle sobre a doença, de acordo com Ghebreyesus.

Os Jogos de Tóquio estão marcados para começar na sexta-feira (23), após terem sido adiados em 2020 devido ao coronavírus. Contudo, casos crescentes da doença na capital do Japão ofuscaram as Olimpíadas, que baniram todos os espectadores depois que o país declarou estado de emergência.

Valor Investe

 

Opinião dos leitores

  1. O mundo entrou na pandemia por causa da (OMS) – Organização Mundial da Saúde (OMS), dirigida pelo incompetente Sr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, pois se a OMS tivessem decretado o estado de pandemia em dezembro/2019 e fechado as portas e portos da China, nada teria acontecido, e se tivesse ocorrido algo, seria principalmente restrito ao país oriental.
    A OMS não sabe de nada.

  2. O governo do Bozo deu no que estamos vendo: 540 mil mortes por covid-19, boa parte delas evitável, graças à combinação de burrice, teorias da conspiração, negação da ciência, defesa de tratamentos sem eficácia nenhuma e suspeitas em série de corrupção na compra de vacinas…

  3. José tomaz, Bolsovirus, Japiense e Manoel F, estão preparando as bandeiras para quando o molusco vier ao estado, haja papel higiênico, goma e palito de coqueiro, vão fica 5 anos e meio fazendo isso e escrevendo besteira.

    1. Eu não tenho político corrupto de estimação, diferentemente de vc que apoia o MINTO das rachadinhas… Lulaladrão e MINTO são bostas do mesmo saco de estrume… Reduz a ração de capim cloroquinado para sair dessa bolha bovina… KKK

  4. Meu amiiiigo ninguém aguenta mais essas bexigas dessas noticias n !! Num ja tem vacina, alcquinho na mao, máscara de papel na cara e distanciamento, querem mais o q ?? Todo mês vai ter uma cepa nova. Melhor voltar logo ao normal e tocar a vida c essa doença circulando msm e pronto. Ja ta bom

  5. Já podem começar a bota a culpa no Bolsonaro.
    Tá liberado viu petezada.
    Fora GD genocida.
    CPI urgente, pra cima dela.

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Saúde

NÃO LIBERA DADOS E AINDA “SENTENCIA”: Nova investigação da OMS sobre origem do coronavírus é inconsistente, diz China

Foto: Thomas Peter/Reuters (3.fev.2021)

A China questionou nesta segunda-feira (19) o propósito de uma segunda fase de estudos coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para investigar as origens do coronavírus no país.

As autoridades chinesas afirmaram que a missão é “inconsistente com a posição da China e muitos outro países”, já que a OMS criticou uma suposta falta de transparência das autoridades em relação aos esforços de rastreabilidade do SARS-COV-2, o vírus causador da Covid-19.

Em uma coletiva de imprensa, Zhao Lijian, representante do Ministério de Relações Exteriores da China, afirmou que a OMS já atingiu uma “conclusão clara” sobre as origens do vírus, e que os indicativos reunidos até então fazem um “vazamento pelo laboratório ser extremamente improvável”. Além disso, o país ressaltou que “alguns países” têm “politizado” o assunto.

“A rastreabilidade é um assunto científico sério, e deve ser conduzido em colaboração com cientistas ao redor do mundo. Nós estamos preocupados com a politização atual desse tema em alguns países. É esperado que a OMS tenha o espírito científico, profissionalismo e objetividade, e trabalhe com a comunidade internacional para manter um rigor científico e seriedade em relação à rastreabilidade, em um trabalho conjunto para manter uma atmosfera colaborativa contra epidemias”, declarou o porta-voz.

Em maio deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu 90 dias para que os serviços de inteligência do país produzam, com “esforço redobrado”, um novo relatório sobre as origens do coronavírus – medida considerada “manipulação política” e “desrespeito à ciência” pela China.

O argumento americano é de que os dados atuais são insuficientes para determinar se o vírus veio da natureza ou escapou, acidentalmente, do Wuhan Institute of Virology (WIV), laboratório que trabalha com engenharia genética de diferentes coronavírus e que fica a poucos quilômetros do mercado ligado ao primeiro surto da Covid, que aconteceu no fim de 2019.

Os novos planos da OMS incluem auditar os laboratórios e os mercados em Wuhan, e a organização pediu por transparência das autoridades. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, divulgou o plano aos estados-membros dizendo que as investigações têm sido dificultadas pela falta de dados brutos sobre os primeiros dias de disseminação da Covid-19 na China.

A segunda fase dos estudos incluirá estudos de humanos, vida selvagem e mercados de animais em Wuhan, incluindo no Mercado de Frutos do Mar de Huanan, afirmou Tedros em posicionamento divulgado.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Saúde

OMS cita investigações sobre as origens da pandemia de covid-19 na China prejudicadas por falta de dados brutos e pede ‘transparência’ e ‘cooperação’

Foto: © REUTERS/Laurent Gillieron/Direitos reservados

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as investigações sobre as origens da pandemia de covid-19 na China estão sendo prejudicadas pela falta de dados brutos sobre os primeiros dias da disseminação do vírus no local e pediu ao país para ser mais transparente.

Uma equipe liderada pela OMS passou quatro semanas na cidade de Wuhan, na província de Hubei, com pesquisadores chineses e disse em um relatório conjunto publicado em março que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal.

Essa equipe disse que “a introdução por meio de um incidente de laboratório foi considerada um caminho extremamente improvável”, mas países como os Estados Unidos e alguns cientistas não ficaram satisfeitos.

“Pedimos à China que seja transparente e aberta, e que coopere”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15).

“Devemos isso aos milhões que sofreram e aos milhões que morreram para saber o que aconteceu”, disse ele.

A China tem classificado a teoria de que o vírus pode ter escapado de um laboratório de Wuhan como “absurda” e disse repetidamente que “politizar” a questão dificulta as investigações.

Ghebreyesus informará aos 194 Estados-membros da OMS sobre uma proposta de segunda fase do estudo, disse o especialista em emergências da OMS, Mike Ryan.

“Esperamos trabalhar com nossos parceiros chineses nesse processo e o diretor-geral definirá medidas aos Estados-membros em uma reunião amanhã, na sexta-feira”, disse Ryan.

Agência Brasil

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Saúde

Variante delta será ‘em breve’ predominante no mundo, diz OMS

Foto: Christopher Black/OMS/Reuters

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (12) que a variante delta do coronavírus será predominante no mundo “em breve”.

Ao menos 104 países já registram casos de infecção por esta variante do coronavírus, mais transmissível, segundo levantamento da agência de saúde das Nações Unidas.

“A variante delta está agora em mais de 104 países e esperamos que em breve seja a cepa da Covid-19 dominante em circulação mundial”, disse o chefe da OMS em entrevista coletiva.

“O mundo está assistindo em tempo real enquanto o vírus da Covid-19 continua a mudar e a se tornar mais transmissível”, afirmou o cientista.

Ghebreyesus reforçou o que vem dizendo publicamente de que enquanto países ricos pensam em doses de reforço, países pobres seguem sem proteger profissionais de saúde na linha de frente.

O diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, reforçou a importância de vacinar a população mais vulnerável e afirmou que “os números são claros, são eles que estão morrendo, desprotegidos”.

Variante delta

Em meados de junho, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua “maior transmissibilidade”.

Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes.

Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.

Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. A chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid-19.

Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.

Kerkhove também e alertou para o surgimento de uma “constelação de variantes” no futuro que pode se tornar um problema para a imunização se ela não for acelerada.

“A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta”, disse a cientista. “Mas pode haver um momento em que surja uma ‘constelação de mutações’ e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos.”

G1

Opinião dos leitores

  1. Eu ainda estou pra ver essa “ORGANIZAÇÃO” trazer uma boa noticia ao mundo só anuncia coisa ruim vai pra lá com essas coisas.

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Saúde

O que é o tratamento validado pela OMS como eficaz contra Covid-19

Foto: Pedro Guerreiro/Ag. Pará

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a eficácia de mais um tratamento para pacientes com quadros graves e críticos de Covid-19. A terapia é baseada no uso combinado de medicamentos que bloqueiam a proteína interleucina-6 (IL-6) e corticoides, e trouxe bons resultados em revisão publicada nesta terça-feira (6) no periódico Journal of the American Medical Association (JAMA).

Coordenado pela OMS em parceria com universidades do Reino Unido, o estudo analisou 27 ensaios randomizados em 28 países. Dos 10.930 participantes, 6.449 receberam aleatoriamente antagonistas do receptor da interleucina-6 e os outros 4.481 foram submetidos a cuidados padrões ou placebo.

Os pesquisadores observaram que as drogas tocilizumab e sarilumab diminuíram o risco de morte e a necessidade de ventilação mecânica. Ambos os medicamentos agem para bloquear a proteína IL-6 — uma das citocinas que pacientes com Covid-19 severa produzem em excesso como resposta inflamatória do organismo — e ajudam o sistema imunológico a combater o vírus.

De acordo com os resultados, o risco de morte dentro de 28 dias para pessoas tratadas com um dos dois antagonistas de IL-6 foi de 22%. No caso da abordagem tradicional, essa taxa subiu para 25%. Além disso, indivíduos que receberam as drogas e também os corticoides apresentaram um risco ainda menor de falecer: 21%.

Em pacientes hospitalizados, administrar tocilizumab ou sarilumab com corticoides reduziu o risco de óbito em 17% na comparação com o uso isolado de corticoides. Em pacientes que não precisavam de respiradores, o risco de morte ou uso ventilação mecânica caiu em 21%.

Os ensaios randomizados mostraram ainda que o risco da doença progredir para óbito ou necessidade de ventilação mecânica em pacientes sob cuidados comuns foi de 33%. Para aqueles tratados com os antagonistas e corticoides, essa probabilidade foi de 26%.

“Dada a extensão global da inequidade de vacinas, pessoas nos países de renda mais baixa são as que mais correm risco de desenvolver Covid-19 grave”, afirma Janet Diaz, do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, em nota. “Esses são os indivíduos que as drogas precisam atingir.”

Como o uso de antagonistas de IL-6 apresentou benefícios aos pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 sem oferecer riscos à saúde, uma nova diretriz recomendando essa forma de tratamento para casos graves foi incorporada à quinta edição do documento da OMS Therapeutics and COVID-19: living guideline.

Galileu

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso no Brasil, alguns continuam ignorando os seguintes estudos científicos:
    – University of Liverpool;
    – University Hospital of Wales;
    – University college London Hospital;
    – University of Oxford;
    – UniversImperial College;
    – Chelsea and Westminster Hospital.
    TODOS publicaram ESTUDOS CIENTÍFICOS atestando a eficácia da IVERMECTINA contra o COVID 19.
    Então quem são os GENOCIDAS?
    Lembrando que a OMS vem errando desde o primeiro minuto nessa pandemia e que seu maior representante, NÃO É MÉDICO!
    Como dizem, ficou desenhado?

    1. Kkkkk. Sai dessa narrativa! Não há comprovação que ivermectina funciona… Essas publicações não foram validadas ainda…

    2. Verdade, Roberval. Muitos médicos atestam, NA PRÁTICA, a ação benéfica da ivermectina, constatando que dificulta o agravamento da doença. Locais que fizeram uso em larga escala dessa droga sentiram seus efeitos positivos. Quanto a estudos conclusivos, as próprias vacinas aplicadas foram APROVADAS para uso emergencial e ainda apresentam muitas dúvidas quanto a seus efeitos.

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Saúde

OMS: reconhecimento de vacinas para viajantes deve ser uniformizado; apelo é feito no momento em que países reabrem para o turismo

Foto: © REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados

Todas as vacinas da lista de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou de outros reguladores de medicamentos devem ser consideradas para que um viajante possa ser reconhecido como totalmente imunizado, defendeu hoje (1º) a instituição.

Para a OMS, esse reconhecimento deve ocorrer mesmo em países onde algumas dessas vacinas ainda não foram aprovadas.

Em declaração conjunta com outras agências com as quais desenvolve o programa Covax, de distribuição da vacinas, a OMS pede a todos os governos regionais, nacionais e locais que reconheçam como totalmente vacinados aqueles que receberam vacinas consideradas seguras pela organização.

A lista de emergência aprovada pela OMS inclui as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Sinopharm, mas, por exemplo, as duas últimas, desenvolvidas na China e amplamente distribuídas em regiões em desenvolvimento, como África ou América Latina, não estão aprovadas pelos reguladores europeus ou norte-americanos.

O apelo é feito no momento em que muitos países se abrem para a chegada de viajantes internacionais, devido à redução gradual de casos nos últimos dois meses, embora o surgimento da variante delta em algumas áreas tenha feito com que as infecções semanais voltassem a subir globalmente.

“Qualquer medida que apenas permita que pessoas protegidas por algumas vacinas aprovadas pela OMS se beneficiem da reabertura das viagens criará um sistema duplo, aumentando as divisões globais em torno dos imunizantes e exacerbando as desigualdades”, alerta a entidade.

Além disso, “terá impacto negativo no crescimento das economias que mais sofrem”, acrescenta, referindo-se aos países em desenvolvimento. A declaração também é assinada pela Fundação para Vacinas Gavi e o Fundo das Nações Unidas para a Infância. (Unicef), parceiros na Covax.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,940 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 181,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço da agência francesa AFP.

A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Agência Brasil

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Saúde

OMS pede “estudos robustos” sobre ivermectina e outros medicamentos contra a covid-19

Foto: Pixabay

O comando da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstrou certo ceticismo sobre a chance de que a ivermectina possa ser eficiente na luta contra a Covid-19, mas não descartou a possibilidade e pediu estudos consistentes sobre o medicamento e outros potenciais candidatos. Durante entrevista coletiva virtual nesta sexta-feira, 18, a cientista chefe da OMS, Sumya Swaminathan, disse que “infelizmente, não há estudos de muita qualidade conduzidos com ivermectina, são todos pobres, de baixa qualidade”. Ela pediu “mais evidências” nessa frente.

Sumya Swaminathan tratou da questão na coletiva, ao ser questionada por uma jornalista sobre o caso do México. A repórter disse que o país tem há meses queda nos casos da Covid-19 e que lá se utiliza ivermectina – empregado para combater parasitas, como piolhos – contra o vírus. A cientista chefe da OMS afirmou que vários países, depois de um pico da doença, conseguiram reduzir seus números na pandemia, fazendo “uma série de intervenções públicas, sem ivermectina necessariamente”.

Segundo ela, “é preciso ter a mente aberta”, mas a pesquisadora também notou que os estudos de observação “dão pistas”, especialmente em contextos em que várias coisas estão ocorrendo ao mesmo tempo. Swaminathan ressaltou a importância de que potenciais medicamentos passem por estudos robustos e, só nesse caso, possam ser apontados como responsáveis por melhorar o quadro.

Líder técnica da resposta à pandemia de Covid-19 da OMS, Maria Van Kerkhove afirmou que a melhora no quadro do México deve ser fruto de uma combinação de fatores, seja de saúde pública, como a vacinação dos mais idosos e de profissionais de saúde, seja por medidas individuais.

Sobre a ivermectina, ela também notou que a recomendação da OMS é de que se use o medicamento em ensaios clínicos. Kerkhove disse que pesquisadores pelo mundo têm se debruçado sobre a ivermectina e que seus estudos são analisados regularmente.

Quando essas informações forem atualizadas, a OMS pretende olhar de novo para os dados disponíveis e decidirá se qualquer recomendação pode ser alterada, notou. “Esse é o processo para todas as terapias avaliadas”, disse, citando a consolidação de evidências de pequenas e grandes pesquisas, a meta-análise e uma “revisão robusta e transparente” dos dados disponíveis.

Com Gazeta do Povo e Estadão

Opinião dos leitores

  1. Ivermectina funciona…. Médicos e Bolsonaro sempre tiveram razão… o problema é essa esquerda genocida … que prefere matar o povo pra poder voltar a mamar, roubar e escravizar o povo brasileiro! Vendem até a mãe

  2. Essa oms é doida, se a cpi de renan souber, uns jumentos que dão opinião nesse blog e a companheirada de luladrão que devolveram 20 bilhões de reais roubados, pela força da lava jato de Sérgio Moro, capaz deles se ajuntarem e acionem o stf pra destituir esse comando da oms. Marminina!

  3. Bolsonaro devia parar de comer corda e o povo parar de politizar tudo que ele diz, uma coisa não anula a outro, tratamento é um procedimento para quem adquire a doença a vacina é uma maneira de não pegar, as duas coisas devem existir juntas. parar de xafurdo

  4. A ivermectina funciona tão bem que o Brasil é o SEGUNDO país no mundo com mais óbitos por covid por cada 100 mil habitantes… O primeiro é, coincidentemente, o Peru – país onde também se usa amplamente a ivermectina contra a covid…

    1. Vc é mentiroso ou um escroto mesmo, Brasil é o 8º país com mais mortes por milhão, isso por muitos países esconde as mortes, procure ler.

    2. Negar o tratamento precoce equivale a descobrir o câncer e negar o tratamento até virar metástase e morrer.

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Saúde

PRONTO: OMS diz que só vacina não para a Covid-19 no Brasil

A Organização Mundial da Saúde disse nesta sexta-feira(18) que só a vacina não é suficiente para frear a covid-19 no Brasil e pediu reforço nas medidas sociais. Veja vídeo na Band News abaixo:

Opinião dos leitores

  1. Doideira da porra. Parece novela mexicana, cheia de sofrimento, dificuldade, lamuria .. e não melhora nunca, só no capítulo final.

  2. A OMS perdeu toda a credibilidade conquistada ao longo de décadas em menos de 2 anos de COVID-19.
    Lamentável!

  3. Nenhuma vacina imuniza 100%, nem a de meningite, nem a de varicela, nenhuma. O que a OMS quis dizer é que enquanto Boa parte ou toda a população não estiver imunidade, as máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social são necessários.

    1. Por que isso não está valendo lá na Europa e nos Estados Unidos?
      O vírus é diferente?
      Estão liberando tudo por lá!

    2. Lá eles investiram em isolamento, lockdown, máscaras, higienização e principalmente em VACINAS (e não “tratamento precoce”).
      Aqui o genocida quer retirar até as máscaras…

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Saúde

OMS aprova uso emergencial da Coronavac

Foto: Vincent Bosson/Fotoarena/Estadão Conteúdo (19.mar.2020)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta terça-feira (1º) o uso emergencial da vacina Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech. O imunizante contra a Covid-19 tem sido amplamente utilizado no Brasil, produzido no Instituto Butantan em parceria com laboratório chinês.

Com a aprovação emergencial da OMS, a Coronavac pode passar a ser comprada e incorporada ao consórcio Covax Facility, para distribuição em escala global.

A autorização também abre o questionamento se brasileiros imunizados com a Coronavac passariam a ser aceitos em locais adeptos do “passaporte de vacinação”.

No início de maio, a OMS concedeu aprovação para uso emergencial da vacina da Sinopharm. O imunizante tornou-se a primeira vacina contra a Covid-19 desenvolvida por um país não ocidental a ganhar o apoio da OMS.

A OMS já deu aprovação para uso de emergência das vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca, Johnson & Johnson e Moderna.

Estudo de efetividade no Brasil

Um estudo de efetividade da Coronavac, conduzido pelo Instituto Butantan, indica que a pandemia poderia ser controlada no país com 75% da população vacinada, anunciou o governo de São Paulo nesta segunda-feira (31).

Durante a pesquisa, 95% da população adulta da cidade de Serrana, no interior de São Paulo, foi imunizada. Após a aplicação das duas doses da vacina, foi constatada uma queda de 95% nas mortes, 86% nas hospitalizações e 80% nos casos sintomáticos da doença.

“Os resultados demonstram de forma categórica o que poderia estar acontecendo no Brasil inteiro, não fosse o atraso na vacinação”, disse o governador João Doria (PSDB). Ao todo, foram vacinadas 27.150 pessoas na cidade entre fevereiro e abril de 2021.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. A OMS está vendida aos interesses da China, ao mesmo tempo que questiona a origem do vírus Covid , autoriza o uso emergencial global da vacina que demonstra uma baixa eficácia

  2. Doria. Atraso da vacinação?
    A própria coronavac só apresentou os estudos em janeiro de 2021…
    Mesmo assim com eficácia de 50,4%, quase no limite.
    Quem está atrasando a D2 da coronavac é o Butantã…
    Nenhum país desenvolvido usa coronavac.
    Falo isso mas devemos tomar.
    Melhor do que não tomar.

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Saúde

EUA pedem que OMS conduza 2ª fase de estudo sobre origem do novo coronavírus

Foto: © Reuters/Phil Noble/Direitos Reservados

Os Estados Unidos (EUA) pediram nessa quinta-feira (27) que a Organização Mundial da Saúde (OM) conduza uma segunda fase de investigação sobre as origens do novo coronavírus, com especialistas independentes tendo acesso completo a dados originais e amostras na China.

Uma equipe liderada pela OMS, que passou quatro semanas na cidade e nos arredores de Wuhan em janeiro e fevereiro com pesquisadores chineses, disse, em um relatório divulgado em março, que o vírus havia provavelmente sido transmitido a partir de morcegos para humanos por meio de outro animal, e que a “introdução por meio de um incidente em laboratório era considerada hipótese extremamente improvável”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, determinou que seus assessores encontrem respostas para a origem do vírus que causa a covid-19. Ele afirmou que agências de inteligência dos EUA estão analisando teorias rivais potencialmente incluindo a possibilidade de acidente em um laboratório na China.

O estudo inicial da OMS foi “insuficiente e inconclusivo”, disse a missão dos EUA na ONU em Genebra, em nota ontem, pedindo a condução do que chamou de segunda investigação oportuna, transparente e baseada em evidências, inclusive na China.

“É fundamental que a China ofereça aos especialistas independentes acesso total aos dados originais e completos e às amostras relevantes para entendimento da fonte do vírus e dos estágios iniciais da pandemia”, acrescenta a declaração dos EUA.

A China, por meio de um representante de sua embaixada nos Estados Unidos, disse que apoia “um estudo abrangente de todos os casos iniciais da covid-19 descobertos pelo mundo, e uma investigação minuciosa em bases secretas e laboratórios biológicos”.

Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS, disse na reunião anual de ministros de Saúde na quarta-feira (26): “Fizemos consultas informais com muitos países-membros para ver o que acontece na próxima fase. E vamos continuar a fazer essas discussões nas próximas semanas”.

Agência Brasil, com Reuters

Opinião dos leitores

  1. Se fosse o Trump pedindo a esquerda toda ia contestar, por fazer xenofobia contra o povo chinês! Mas o Biden pode tudo e todo mundo fica caladinho. Realmente não é o que falam é QUEM fala

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Saúde

Pesquisa da OMS sobre Covid-19 na China ignorou 200 páginas de informações

Foto: Costfoto/Barcroft Media via Getty Images

Dados chineses relacionando animais com o coronavírus, feitos na época em que a pandemia eclodiu, não foram considerados por cientistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investigaram as origens da Covid-19. A revelação foi feita por uma fonte à equipe à CNN.

Segundo a fonte, esses registros estão em um anexo de quase 200 páginas publicado junto com o relatório de março do painel da OMS, mas que recebeu pouca atenção dos especialistas globais na época. São dados importantes, porém, que podem reforçar as críticas à China por mais transparência e os pedidos para que a equipe da OMS volte ao país para mais estudos.

Nenhuma data foi definida para o retorno da equipe à China, mas a fonte disse que qualquer futura visita ao país (onde o vírus surgiu na cidade de Wuhan, província de Hubei, no final de 2019) deve envolver “grupos menores apoiando estudos específicos primeiro”. Um grupo maior, semelhante àquele de 17 especialistas internacionais que visitou a região em janeiro, pode chegar na sequência, acrescentou a fonte.

O anexo do relatório da OMS contém vários dados que fornecem uma visão intrigante da evolução do conhecimento da China sobre o vírus e o provável momento do seu surgimento.

O documento traz detalhes sobre o armazenamento e destruição pela China de amostras positivas de Covid-19 de humanos, além de revelar a ocorrência de um surto de influenza significativo em dezembro de 2019 (quando as primeiras infecções pelo coronavírus também foram detectadas), e que as primeiras pessoas a apresentar sintomas da nova doença tiveram contato com um total de 28 mercados distintos de alimentos e animais naquele mesmo mês.

Triagem de animais

A equipe espera esclarecer os dados no anexo do relatório da OMS, incluindo uma referência importante a uma grande triagem feita pelas autoridades chinesas em animais suscetíveis ao vírus. A operação teria acontecido na primeira semana de dezembro de 2019. O primeiro caso de um humano contaminado pelo vírus foi registrado no dia seguinte a essa triagem, ou seja, 8 de dezembro de 2019.

Na página 98, o anexo informa que no dia 7 de dezembro de 2019 foram coletadas amostras de 69 espécies de animais, entre macacos, cervos almiscarados da floresta chinesa, porcos-espinhos e ratos de bambu. As amostras foram testadas em fevereiro de 2020 para o vírus que mais tarde seria rotulado como SARS-CoV-2 e consideradas negativas, de acordo com uma declaração da Comissão Nacional de Saúde da China (NHC) em resposta à CNN.

A existência das amostras não havia sido divulgada publicamente antes do relatório da equipe da OMS. A fonte próxima ao painel da OMS disse que o momento coincidente da coleta da amostra e o surgimento da pandemia levou seus especialistas a comentar que o fato “é estranho”.

A inserção dos dados pode ter sido mal redigida, acrescentou a fonte. Segundo essa pessoa, o painel da OMS aceitou a explicação dos cientistas chineses de que era uma triagem de rotina, mas o painel queria examinar os dados brutos, já que essas amostras haviam sido claramente armazenadas.

Em seu comunicado, o NHC disse que as amostras citadas no anexo foram coletadas entre fevereiro e dezembro de 2019, pois “antes do surto de coronavírus, departamentos relevantes já monitoravam ativamente as principais doenças animais em fábricas de criação artificial de animais selvagens na província de Hubei”. Não está claro na declaração se as amostras testadas em fevereiro de 2020 foram apenas de 7 de dezembro, ou de um período mais amplo em 2019.

A declaração do NHC acrescentou: “Como parte da rede de vigilância ativa, as amostras de animais selvagens foram coletadas com base nas rotinas de atividades dos animais selvagens. Além da coleta e dos testes regulares, essas amostras foram armazenadas adequadamente conforme necessário. Após o surto de coronavírus, os pesquisadores conduziram testes retrospectivos para essas amostras.”

Excesso de mortalidade

A fonte próxima ao painel disse que a alta taxa de mortalidade em algumas regiões chinesas em janeiro de 2020 merece um exame mais aprofundado, pois poderia incluir os primeiros óbitos provocados pelo vírus. ­

“Os números dessa mortalidade excessiva surgiram na terceira semana de janeiro em Wuhan, e um pouco depois em Hubei, refletindo as infecções que aconteceram em algum momento da segunda quinzena de dezembro”, disse a fonte. “Isso mostra uma circulação substancial não detectada em dezembro em Wuhan e depois na província de Hubei”.

A fonte observou ainda que os dados mostram que a infecção provavelmente começou na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, e não em outras partes ao redor da cidade.

“Provavelmente já existiam alguns casos esporádicos em novembro [de 2019]”, escreveu. “Mas não em um número substancial, o que significa que começou a se espalhar muito lentamente e depois se expandiu também muito lentamente”.

A decisão da China de destruir as primeiras amostras do vírus também está exposta no anexo do relatório. Na página 116, o documento informa que as primeiras amostras de tecido de casos de Covid-19 de um importante hospital de Wuhan, o Xinhua, foram destruídas no início do surto. A fonte disse que o painel determinou que as amostras fossem destruídas no primeiro semestre de 2020 e isso foi “uma pena”.

O anexo diz que as leis de privacidade chinesas impediram que as amostras fossem retidas. A fonte próxima ao painel também aceitou a justificativa chinesa de não ter “centenas de milhares de amostras potencialmente vivas, guardadas em centenas de hospitais e clínicas” no momento em que seu sistema de saúde “estava sofrendo com o auge do surto”.

As tensões no sistema médico também são evidentes no anexo. O relatório afirma que o Hospital Xinhua teve um aumento de 40% nas “consultas ambulatoriais em clínicas com relatos de febre” em dezembro de 2019, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Vários dados no relatório e no anexo revelam um surto de gripe generalizado na província de Hubei e áreas circunvizinhas no final de 2019.

Documentos obtidos pela CNN revelaram um surto de gripe em dezembro de 2019, mostrando um aumento significativo em Wuhan, mas também em outras cidades de Hubei no final daquele ano. A causa e as consequências do surto de doenças semelhantes à influenza permanecem obscuras.

A fonte disse que o aumento mostrou que “houve um grande surto de gripe acontecendo mais ou menos ao mesmo tempo” do surgimento do coronavírus. A aparição simultânea do surto de gripe com os primeiros casos do vírus “explica as dificuldades de identificação dos casos da Covid-19 em dezembro e no início de janeiro”, disse a fonte. Ainda não está claro o impacto do pico de influenza na detecção dos primeiros casos do novo coronavírus.

Paciente zero?

Detalhes significativos também são fornecidos no anexo sobre o primeiro caso conhecido do vírus – uma pessoa que relatou sintomas da infecção em 8 de dezembro.

O anexo dá, pela primeira vez, maiores detalhes sobre o caso: seria um homem, contador que trabalhava para a empresa de sua família, e não tinha “evidências de exposições de alto risco (animais silvestres, ajuntamentos em massa, contatos com serviços de saúde, contato com indivíduo sintomático, viagem etc.)”.

Ele usava transporte público, mas não saiu de Wuhan e tinha um parente que trabalhava na área de saúde. O anexo diz que este primeiro paciente não frequentou o mercado de peixes e frutos do mar de Huanan, o ponto de comércio de animais que teria desempenhado um papel importante no surgimento da doença. Com um estudo mais aprofundado, a importância do mercado ficou menos clara.

Na página 178, o anexo diz que apenas um terço dos primeiros casos está associado a alguma exposição ao mercado, e cerca de um quarto desses relatou contato com outros 27 mercados. O primeiro paciente tinha um parente que visitou um “mercado de animais vivos”. Mas o próprio paciente não teve contato com nenhum desses mercados e, na verdade, apenas visitou um RT Mart (uma cadeia de supermercados comum) no distrito de Jiangxia, que ficava a mais de 20 quilômetros do mercado de Huanan.

A fonte disse que o fato de poucos casos iniciais estarem associados ao mercado de Huanan tornou mais difícil estabelecer o papel desse entreposto na disseminação inicial do vírus, mas “não o excluiu completamente como um ponto de introdução em Wuhan”.

Um desafio importante para a investigação foi saber como apenas casos graves do vírus teriam sido detectados no início de dezembro, ou seja, um pequeno subconjunto do total de pessoas infectadas. “No início de dezembro, eram dezenas, senão centenas de casos em todo o mercado que nunca teriam sido descobertos”, afirmou. “Eles poderiam nos dar pistas sobre o papel do mercado na cidade”.

A fonte disse que o painel queria maior acesso aos casos anteriores e informações sobre possíveis pacientes com Covid-19 menos graves, se disponíveis. “Tem sido difícil julgar sem ter um entendimento claro da conexão entre todos esses casos. Algumas dessas pessoas eram amigos ou colegas entre si. E passavam muito tempo juntos jogando cartas enquanto cuidavam de suas lojas. Outros não tinham nada a ver um com o outro”.

Em março, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, disse que a China elogiou a investigação da equipe da OMS. “A China sempre apoiou a pesquisa científica global sobre a origem do vírus e suas rotas de transmissão”, acrescentou.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Tudo que for contrário ao MITO, não presta!!! Lembrando que os EUA, já vacinaram quase a metade da população. VIVA BIDEN!!!!

  2. Infelizmente não se pode confiar na Oms na coordenação mundial do combate a covid, muitos erros e erros deliberados !

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Saúde

Pelo menos 10% da população de cada país precisa estar vacinada contra a Covid-19 até setembro e 30% até o fim do ano, diz diretor da OMS

Foto: LAURENT GILLIERON / AFP

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta segunda-feira um esforço global para garantir que 10% da população de cada país tenha sido vacinada contra a Covid-19 até setembro.

Em discurso inaugural na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, Ghebreyesus afirmou que a pandemia está sendo perpetuada por uma “escandalosa desigualdade” na distribuição de vacinas.

Ele pediu que os países doem imunizantes, “um impulso em massa para vacinar pelo menos 10% da população de cada país de hoje até setembro” e 30% até o final do ano.

O Brasil está próximo dos 20% da população vacinada com a primeia dose contra a Covid-19, segundo dados do consórcio formado por veículos da imprensa. A segunda dose de imunizante, por sua vez, foi aplicada em 9,76% da população nacional.

Ghebreyesus também pediu aos fabricantes de vacinas que dessem à Covax o primeiro direito de recusa em novos lotes de imunizantes, ou que comprometam 50% de seus volumes este ano com o programa, que busca garantir suprimentos para os países mais pobres.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O Brasil já vacinou 20% da população, distribuiu 100 milhões de doses, comprou mais de 500 milhões e é o 4° país que mais vacina no mundo (atrás apenas de EUA, China e Índia, que são fabricantes). As narrativas mentirosas vão caindo.

    1. Fique em casa, não saia, não compre por “delivery”, cuide da sua vida.

    1. A pessoa que se esconde atrás de um apelido e ainda por cima não trás verdades, não merece ao menos respeito, quanto mais ser notado…

    2. Esse jumento chamado José é um daqueles cumpanheros que viviam mamando nas tetas do estado, vizinho a sua cidade, se ele é de de Japi, tem um prefeito que sabe fazer o dever de casa, Santa Cruz é outra cidade, ademais, ainda bem que ele usou o verbo “perecer” e vcs que leem prontamente corrigiram.

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Geral

OMS diz que número global de mortes por covid-19 pode estar subestimado e seria duas a três vezes maior

Foto: © REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados

Os números oficiais de mortes atribuídas direta ou indiretamente à pandemia de covid-19 provavelmente estão “significativamente subestimados”, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (21), acrescentando que entre 6 milhões e 8 milhões de pessoas podem ter morrido até o momento.

Ao apresentar seu relatório anual Estatísticas Mundiais de Saúde, a OMS estimou que o total de mortes na pandemia foi de pelo menos 3 milhões em 2020 — 1,2 milhão a mais do que o relatado oficialmente.

“Provavelmente estamos diante de um total significativamente subestimado de mortes atribuídas direta ou indiretamente à covid-19”, afirmou.

A agência das Nações Unidas estima que cerca de 3,4 milhões de pessoas morreram diretamente em consequência da pandemia de covid-19 até maio de 2021.

“Este número, na verdade, seria duas a três vezes maior. Então acho que, por precaução, pode-se estimar seguramente cerca de 6 milhões a 8 milhões de mortes”, disse Samira Asma, diretora-geral-assistente da Divisão de Dados e Análises da OMS, em entrevista coletiva virtual.

William Msemburi, analista de dados da OMS, lembrou que essa estimativa inclui tanto mortes não relatadas de covid-19 quanto mortes indiretas devidas à falta de capacidade hospitalar e restrições à circulação, entre outros fatores.

“O desafio é que as [cifras de mortes] por covid-19 relatadas subestimam o impacto total”, afirmou Msemburi.

A OMS não detalhou os números aos quais os especialistas de saúde se referem como “mortalidade em excesso”.

Agência Brasil, com Reuters

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