OMS registra queda de casos diários do novo coronavírus no mundo

Foto: Pierre Albouy/Reuters

O número de casos do novo coronavírus no mundo chegou a 10,11 milhões, após o registro de 96.286 novas infecções nas últimas 24 horas, o que representa uma redução acentuada nos contágios diários, informou nesta terça-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos últimos dias, os casos confirmados por dia variaram de 130 mil a 160 mil, com um pico de 191 mil infecções em um único dia.

O banco de dados da OMS recebeu a confirmação de 502.278 mortes por Covid-19, o que significa 2.365 óbitos a mais do que no dia anterior.

Este é o menor número de mortes a nível mundial em semanas.

A tabela dos 12 países mais afetados do mundo permanece estável, com os Estados Unidos no topo, com mais de 2,54 milhões de casos, seguidos pelo Brasil, com 1,34 milhão.

Eles são seguidos, em ordem decrescente, pela Rússia, Índia, Reino Unido, Peru, Chile, Espanha, Itália, Irã, México e Paquistão.

EFE

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Gustavo mafra disse:

    Ué. Ontem O diretor da OMS falou que O PIOR ESTAR POR VIR. Sei mas de nada. Um dia e ruim, outro dia melhora.

  2. Flávio disse:

    A três dias atrás fiz uma projeção que eles teriam que se retratar , após 30 dias.
    Eles estão iguais aos nossos comitês científicos, litrralmente perdidos. E cintra fatos não existe argumentos.

  3. Az disse:

    A 3 dias falaram que iria aumentar e hoje diminuiu esse povo que enlouquecer o povo.

    • Silva disse:

      Tá aqui no BG.
      No fnal das contas, Bolsonaro não errou nenhuma vez, tá o tempo todo certo, ele e o ex ministro Osmar Terra.
      Vao chamar o homi de louco, mas é só quem acerta.

    • Queiroz disse:

      O certo é: Há três dias. E esse povo "quer".
      Por nada👍

    • Santos disse:

      Acertou!
      O presidente disse que essa gripizinha não ia passar de 800 mortes. Qdo o Ministério da Saúde anuncia 800 mortes/dia, é um alívio.
      Nunca foi capaz de pedir ao menos desculpa pelas bobagens que falou td esse tempo.
      Çey não viu!

Entenda por que a OMS diz que ‘pior da pandemia ainda está por vir’

Foto: Denis Balibouse/Reuters

O pior da pandemia do Covid-19 ainda pode estar por vir, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS), seis meses depois do começo da pandemia.

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o vírus infectaria mais pessoas se os governos não implementassem as políticas certas.

Sua mensagem segue sendo: “teste, rastreie, isole e faça quarentena”.

Mais de 10 milhões de casos foram registrados no mundo todo desde o surgimento da doença na China no final do ano passado.

O número de infectados que morreram está agora acima de 500 mil. Metade dos casos no mundo ocorreram nos Estados Unidos e na Europa, mas a Covid-19 está crescendo rapidamente nas Américas, sobretudo nos Estados Unidos e Brasil.

O vírus também está afetando o sul da Ásia e a África, com o pico da pandemia previsto para chegar no final de julho.

“Todos queremos que isso acabe. Todos queremos dar sequência às nossas vidas. Mas a realidade dura é que não estamos nem perto disso”, disse Tedros.

“Apesar de muitos países já terem feito progresso, globalmente a pandemia está na verdade acelerando.”

“Com 10 milhões de casos agora e meio milhão de mortes, a não ser que nós enfrentemos o problema que já identificamos na OMS, a falta de união nacional e a falta de solidariedade global e o mundo dividido que estão ajudando o vírus a se espalhar… o pior ainda está por vir.”

“Lamento dizer, mas com esse ambiente e com essas condições, nós tememos pelo pior.”

“Nós também fazemos um apelo para que os governos sigam os exemplos de Alemanha, Coreia do Sul e Japão, que mantiveram seus surtos sob controle através de políticas que incluíram testes e rastreios rigorosos”, disse ele.

Tedros não citou exemplos de países que considera problemáticos no combate ao coronavírus.

Quais são os países mais afetados?

Estados Unidos e Brasil estão entre os países com o maior número de casos e de mortes. Em ambos, autoridades locais estão tomando decisões sobre reabrir ou não a economia.

O Estados Unidos registraram mais de 2,5 milhões de casos e cerca de 126 mil mortes com o Covid-19 até agora — mais do que qualquer outro país.

Os Estados americanos que abandonaram a quarentena nas últimas semanas — sobretudo no sul — têm registrado aumentos fortes no número de casos.

Os novos surtos fizeram com que Texas, Flórida e outros Estados restringissem as medidas de reabertura novamente.

O país com o segundo maior número de casos é o Brasil — são 1,3 milhão e mais de 58 mil mortes.

Na segunda-feira (29), o Distrito Federal decretou estado de emergência. Grande parte dos estados e prefeituras do Brasil tem adotado medidas de reabertura da economia.

No Reino Unido, país da Europa Ocidental com o maior número de mortes, o país se prepara para a reabertura da economia, mas uma cidade, Leicester, terá de permanecer com parte de seu comércio fechado devido ao aumento de casos.

Bem Estar G1, com BBC

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Petistamaravilhoso disse:

    Quem mesmo???

  2. Morais disse:

    Os comentários acima justificam o perigo da pandemia. Cada cabeça, um mundo! Cada alienado, uma ameaça maior!

  3. Berilo disse:

    A Lua diz que essa OMS não serve pra nada.
    Já que sol valoriza tanto!

  4. FERNANDO MARTINS disse:

    OMS totalmente desmoralizada, vende a narrativa imposta pelo Partido Comunista Chinês. Os alvos são os governos anti-establishment de Jair Bolsonaro e Trump (em campanha). Nenhuma palavra sobre a reinfecção na China, os falsos óbitos que rendem recursos maiores dos SUS, ou sobre a Suécia que não fez nenhuma quarentena desde o início.

    • Sol disse:

      Por que desmoralizar?? Por ter erradicado a varíola do mundo inteiro?, por ter salvo 80% das pessoas da poliomelite? Por ter 3studao e pesquisado os remédios para o controle da Aids? Não entendo, realmente o porquê?

    • Leo disse:

      Realmente no caso da Suécia, a população da mesma compreendeu a situação e fez seu papel, o que não e o caso da Brasileira.

    • Amauri disse:

      MUUUUUUUUUUUU……….vocês são muito ridículos e ignorantes e o pior: sentem orgulho disso.🤣🤣🤣🤣🤮

  5. Calixto Silva disse:

    Só não disseram quais os países ou qual país teve a maioria dos casos de corona vírus. Por que será?

OMS diz que o pior da pandemia de covid-19 ainda está por vir

FOTO: PICTURE ALLIANCE/GETTY IMAGES

Com o registro de um novo recorde diário de casos de covid-19, a OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta que, apesar de avanços em vários países, a pandemia do novo coronavírus está se acelerando globalmente. “O pior ainda está por vir”, alertou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom.

Adhanom criticou duramente a politização da pandemia e a falta de unidade nacional no combate ao novo coronavírus. Sem citar países ou líderes especificamente, o diretor-geral fez um dos mais duros discursos desde o início das entrevistas coletivas regulares sobre a pandemia.

“Lamento muito dizer algo assim, mas o pior está por vir. Mas com este tipo de ambiente [político] e condições, nós tememos o pior.”

“Uma única vida é importante, independente dela ser de alguém de esquerda, direita ou centro”, disse Adhanom. “Por isso pedimos desde o início: coloquem a política em quarentena para falar de covid-19.”

A OMS, como um órgão das Nações Unidas, costuma ser bastante diplomática em termos políticos. No entanto, Adhanom subiu o tom. “Precisamos de unidade nacional. União entre partidos, entre diferentes ideologias, diferentes crenças, diferentes raças. Entre qualquer coisa que possa nos dividir, porque o vírus explora estas divisões.”

A OMS contabilizou 1 milhão de casos em apenas cinco dias, o que indica a manutenção da curva ascendente de contágios, especialmente devido as situações de Brasil, Índia e Estados Unidos. Entre domingo e segunda-feira, a organização registrou 189.007 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, o recorde de casos em um mesmo dia.

“O desafio para os países é descobrir como conviver com este vírus”, afirmou.

“Ainda que muitos países tenham feito progressos, globalmente a pandemia está acelerando.”

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eduardo Peixoto disse:

    Essa conversa está muito estranha. Será que estao brincando de fabricar e propagar pandemias para a venda de vacinas? Chegará o tempo em que essas pandemias terão país de origem, ano e modelo de fabricação.

  2. Faça o bem disse:

    Me diga o seu comentário que eu direi de você é da direita, da esquerda ou do centro. Por exemplo, o Flávio é da direita. Por amor de Deus, esse vírus não tem ideológica. Famoso deixar o fanatismo político e nos unir.

    • Manoel C disse:

      Tem centro não no Brasil, tem isentão pelezão.

    • Flávio disse:

      Já tiveram que fazer varias retificaçoes, o tempo dirá.
      Daqui a um mês veremos, na pior das hipóteses estaremos no mesmo nível.
      Basta usar um pouco da massa cinzenta.

  3. Flávio disse:

    Anotem….daqui a uns 30 dias, a OMS estará corrigindo esta colocação.

Polêmica: OMS não recomenda uso de máscara para praticar exercícios físicos

FOTO: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Um dos questionamentos durante o isolamento social é sobre o uso da máscara: ela também deve ser usada durante a prática de exercícios ao ar livre? Em publicação em seu site oficial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que não é recomendado o uso do item de proteção nessas situações.

Além de tornar a respiração mais desconfortável, o suor pode molhar a máscara, deixando-a mais pesada, dificultando, ainda mais, a captação de ar e promovendo o crescimento de vírus e bactérias. A entidade sugere que o esportista se mantenha a pelo menos 1 metro de distância de outras pessoas.

Porém, algumas simulações mostram que pessoas contaminadas espalham o coronavírus durante o exercício físico, já que a respiração é mais frequente e, muitas vezes, usa-se a boca para exalar o ar.

No Brasil, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), em contrapartida, diz que o uso do equipamento é essencial em exercícios físicos. Para dar fim à polêmica, o médico Drauzio Varella sugere, em seu site, que não se faça exercício ao ar livre ainda: “Estamos na pior fase da epidemia e, por isso, nós temos que tentar ficar em casa. Não tem sentido todo mundo achar que pode ir para a rua, acabar o isolamento”, diz.

Metrópoles

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Desorganização Mundial da Saúde.

  2. Gustavo Carvalho disse:

    Gostei do “pra acabar com a polêmica…não faça exercício! Fique em casa!” Kkkkkkkkkkkkk

  3. Marcelo disse:

    A OMS só deu bola fora até agora.

    1. O Covid 19 não era pandemia, agora é.
    2. Não havia transmissão pelo contato, agora transmite.
    3. Os assintomáticos não transmitem, agora transmitem.
    4. A máscara não era necessária, agora é necessária.
    5. O ibuprofeno não pode ser usado, agora pode.
    6. Não era preciso fechar as fronteiras dos países, agora é preciso.
    7. As pessoas so devem procurar o serviço de saúde somente quando sentirem falta de ar (já morrendo), agora recomenda procurar o mais cedo que puder.

    Qual a credibilidade da OMS? Nenhuma e vou continuar usando minha máscara nos meus exercícios físicos.

    • Naldinho disse:

      Errou porque o maior cientista do mundo disse que era somente uma gripezinha.

OMS alerta que pandemia continua acelerando no mundo e que efeitos serão sentidos ‘por décadas’

A pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, “continua acelerando” no mundo, com um milhão de casos registrados em apenas oito dias, advertiu nesta segunda-feira (22) o diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Sabemos que a pandemia é muito mais que uma crise de saúde, é uma crise econômica, social e, em muitos países, política. Seus efeitos serão sentidos durante décadas”, afirmou Adhanom Ghebreyesus em uma conferência virtual organizada por Dubai.

A advertência do diretor da OMS acontece no momento em que vários países entram em uma fase de flexibilização do confinamento para reativar suas economias.

Na semana passada, o diretor da OMS chamou esta nova fase de “perigosa”, ao destacar que apesar da necessidade de colocar um ponto final nas restrições, o vírus prosseguia com “propagação rápida” e continuava sendo “mortal”.

“Foram necessários mais de três meses para alcançar o primeiro milhão de casos registrados. O último milhão de contágios aconteceu em apenas oito dias “, afirmou Tedros.

Futuras pandemias

O diretor da OMS também pediu aos governos que se preparem para futuras pandemias que podem acontecer “em qualquer país a qualquer momento e matar milhões de pessoas, porque não estamos preparados”.

“Não sabemos onde nem quando acontecerá a próxima pandemia, mas sabemos que terá um impacto terrível sobre a vida e economia mundiais”, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Até o momento, a pandemia do novo coronavírus matou 468.724 pessoas em todo o mundo, de acordo com o levantamento da universidade americana Johns Hopkins às 9h45 desta segunda-feira. A Covid-19 foi detectada pela primeira vez em dezembro, na China.

Os países mais afetados são Estados Unidos (119.977 mortos), Brasil (50.951), Reino Unido (42.717), Itália (34.634) e França (29.643), também segundo dados da universidade americana Johns Hopkins às 9h45 desta segunda-feira.

O Brasil tem mais de um milhão de casos de Covid-19 e as Américas são o atual epicentro da pandemia, com 20 mil mortos no México, mais de 8 mil no Peru e mais de 1 mil na Argentina.

Bem Estar Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Seturo disse:

    Alguns dos comentários nesse "post" confirmam o "post" imediatamente anterior: "A QUÍMICA DA TEIMOSIA: Estudo inédito explica por que o cabeça-dura não muda de opinião".

  2. Flávio disse:

    OMS conivente e inoperante, poderia ter evitado a propagação mundial. Mas devido a interesses políticos e econômicos, preferiu apostar nos relatos nada confiáveis do governo chinês.

    • Greg disse:

      Puxa, em quem acreditar? Nos renomados cientistas da OMS ou no comentário de Flávio perdido numa postagem de um blog do RN…? Que escolha difícil meu Deus….

    • Neco disse:

      Não sei quem é Flávio, qual a sua formação.
      Mas sei que a OMS já se desdisse trocentas vezes nessa pandemia.
      Acredito mais num pitquiero insignifcante e anônimo do que na OMS.

    • paulo disse:

      BG.
      Condordo inteiramente com você Flavio. É uma instituição sem credibilidade nenhuma, paraíso de pelegos muito bem pagos com o dinheiro das Nações por conseguinte com o dinheiro da população dos Países.

  3. Vítor disse:

    Acho que essa organização Já deveria ter sido abolida. Não serve, absolutamente, pra nada!
    Quero que alguém me fale pra que serve isso. Daqui a pouco vai falar que em breve acaba. E as vacinas, não vão parar isso?

    • sps disse:

      Veja a história da origem da OMS,estude e depois faça seu comentário com argumentos fundamentados. Se não, como dizer algo, Se não conhece.

    • Sol disse:

      Não serve pra nada!!! Erradicou a varíola, diminuiu em aproximadamente 99% da poliomielite, lutou e pesquisou, efetivamente contra a AIDS.. quer mais??? Leia, estude, pesquise e ajude. Caso não, Se cale para não falar besteira.

    • Osório disse:

      Reduto de comunistas

    • Marcelo disse:

      Padrão FIOCRUZ. Não serve pra nada

Pandemia ainda é grave no Brasil, apesar de sinais de estabilização, diz OMS

Foto: Pilar Olivares/Reuters

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou, nesta quarta-feira (17), que a situação da pandemia de Covid-19 no Brasil ainda é grave, apesar de haver sinais de estabilização.

“A epidemia ainda é bastante grave no Brasil. Os profissionais de saúde, como dissemos antes, estão trabalhando extremamente e sob pressão para lidar com o número de casos que assistem diariamente”, disse Michael Ryan, diretor de emergências da OMS.

“Mas certamente o aumento não é tão exponencial como era anteriormente. Existem alguns sinais de que a situação está se estabilizando”, afirmou o diretor de emergências.

O Brasil registrou os números mais altos de mortes diárias em 11 dos primeiros 16 dias de junho, segundo dados reporrtados à OMS. A quantidade diária, entretanto, está em queda desde o dia 12 (veja gráfico).

Ainda assim, o país tem o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo: eram mais de 45,5 mil às 13h desta quarta-feira, conforme levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o G1 faz parte.

O número de vitimas fica atrás apenas das registradas nos Estados Unidos, que têm mais de 117 mil mortes, conforme monitoramento feito pela universidade americana Johns Hopkins.

Alerta para ressurgimento

O diretor de emergências alertou que o número de casos pode voltar a crescer no Brasil:

“Mas já vimos isso antes em epidemias em outros países. Você pode ver um sinal de estabilização em um dia ou dois e depois pode decolar novamente. Então, o que eu diria é que é um momento de extrema cautela no Brasil”, disse Ryan.

“Acho que, na perspectiva do Brasil, é realmente um momento para focar em saúde pública e medidas sociais, em apoiar comunidades que acham as medidas difíceis de sustentar e também têm um impacto maior em termos de saúde, para garantir que o sistema hospitalar continue funcionando”, avaliou Ryan.

Na terça-feira (16), o diretor-assistente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, lembrou que populações pobres precisam de garantias sociais para conseguir cumprir as medidas de distanciamento.

“Se não há ações de proteção social, medidas econômicas capazes de proporcionar que as populações pobres da América Latina possam aderir às políticas de distanciamento social, fica muito difícil. São pessoas que têm que sair quase todos os dias para comprar comida porque não têm geladeira em casa, que têm emprego informal, que não têm nenhum tipo de proteção”, ponderou Barbosa.

Com G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Véio de Rui disse:

    Amanhã a oms volta atrás e diz que é só uma marola

Dexametasona: OMS vai mudar orientações para tratar pacientes em estado grave por Covid-19

Foto: Reprodução – 16.jun.2020 / Reuters

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que vai atualizar as orientações sobre o tratamento de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus. A medida, segundo a OMS, busca refletir os resultados de um teste clínico recente, que mostrou que um esteroide barato e comum pode ajudar a salvar os pacientes em estado grave.

Os resultados anunciados nessa terça-feira (16) mostraram que a dexametasona, usada desde os anos 1960 para reduzir a inflamação causada por doenças como artrite, diminuiu a taxa de mortalidade em cerca de um terço dos pacientes com Covid-19 internados em estado grave.

As orientações clínicas da OMS para tratar os infectados são voltadas a médicos e outros profissionais da saúde. A agência busca utilizar os dados mais recentes para informar essa categoria sobre a melhor maneira de lidar com todas as fases da doença, do processo de triagem até a alta.

Ainda que os resultados dos estudos com a dexametasona sejam preliminares, os pesquisadores envolvidos no projeto disseram que os dados indicam que o medicamento deveria,, imediatamente, se tornar padrão no tratamento de pacientes em estado grave.

Para os doentes que respiram por meio de ventiladores pulmonares, o tratamento mostrou uma redução de aproximadamente um terço da mortalidade. E para aqueles que apenas precisam de oxigênio, a taxa foi reduzida em cerca de um quinto, segundo os estudos preliminares compartilhados com a OMS.

A melhora foi identificada apenas em pacientes em estado grave. A ação da substância não foi analisada em pessoas com sintomas leves.

A notícia sobre a dexametasona surge no momento em que as infecções pelo novo coronavírus se aceleram em alguns países, como Estados Unidos, e em que Pequim decidiu cancelar diversos voos para ajudar a conter uma segunda onda de contaminação.

“Esse é o primeiro tratamento mostrado que reduz a mortalidade de pacientes com Covid-19 que precisam de oxigênio ou de ventilador pulmonar”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comunicado na noite de terça-feira. A agência disse que aguarda a análise completa dos dados do estudo dentro dos próximos dias.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Minion alienado disse:

    O povo já correu para fazer estoque?

Credibilidade sob questionamento: OMS tem sido criticada pelo mundo além de Bolsonaro e Trump

Foto: Denis Balibouse

A Organização Mundial de Saúde(OMS) não está restrita às críticas dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump pelo mundo. Desde o início do surgimento da Covid-19, ela é acusada de ter se alinhado a China, de ter elogiado as medidas das autoridades de Pequim contra a doença e de ter demorado a dar o alerta mundial sobre o perigo do novo coronavírus.

Um tuíte de Donald Trump em abril, que acusa a OMS de ter “se enganado completamente”, tem sido cada vez mais discutido, principalmente, com os últimos episódios de entidade ter voltado a estudar a cloroquina, quando, anteriormente, em cima de estudo da Lancet, condenou o medicamento. Dias depois, mais uma gafe: a chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, disse que assintomáticos raramente transmitem o vírus, o que foi capitalizado pelo presidente Jair Bolsonaro, crítico das medidas de isolamento social.

Na última terça (9), no entanto, a mesma Kerkhove explicou que sua declaração se baseava em dados ainda não publicados e que é preciso levar em consideração os pré-sintomáticos, o que torna necessárias as medidas de prevenção contra a pandemia.

Além disso, o diretor do programa de emergências da organização, Michael Ryan, garantiu estar “absolutamente convencido de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo”. “A questão é saber quanto”, explicou.

O representante italiano na Organização Mundial da Saúde (OMS), Walter Ricciardi, criticou a entidade por causa da polêmica relativa à transmissibilidade do novo coronavírus a partir de assintomáticos.

Segundo Ricciardi, que também é conselheiro do ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, a organização deu uma “resposta imprecisa e equivocada” ao dizer que pacientes sem sintomas raramente transmitem o Sars-CoV-2.

As críticas também são bastante contundentes no Reino Unido, França, Espanha e Austrália.

Com UOL, Ansa, Isto É

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Santos, já ouviu falar de Taiwan? Sabe onde é? Não é membros da OMS. Vai ler um pouco os outros meios de comunicação, principalmente internacional?Se informar dá trabalho, mas é assim que evoluímos.

  2. .40 disse:

    Interessante, quando a OMS diz pra ficar em casa, o Bozo não concorda, mas quando a OMS fala algo que ele quer ouvir (mesmo que fora de contexto, sem base científica) ele usa em seus discursos. Afinal, o Bozo é a favor ou contra a OMS? Ah, antes de falarem merda, quero que o PT se exploda.

  3. Santos disse:

    O países que menos seguiram as recomendações e são os líderes em contaminação e em número de mortos, questionando a credibilidade da OMS.
    Sei não viu.

  4. Basta disse:

    Duvido que a gloriosa rede Globo não continue pregando que é a OMS não seja o que deveremos seguir.

  5. Manoel disse:

    A OMS, por sua omissão no início da pandemia, eh tão culpada quanto ao China quanto ao fato de ocultar a pandemia. Em outros momentos q houve pandemia de gripe na China, a OMS não se furtou de recomendar que os países fechassem as fronteiras pra os chineses… A atual diretoria da OMS se mostrou uma fracasso. Deveriam ter vergonha!!!

    • Luladrão Encantador de Asnos disse:

      Até que em fim a lucidez voltou a sua cabeça. Deus seja louvado.

  6. paulo disse:

    BG
    Cabide de empregos para PELEGOS, retorno ZERO.

Parece que OMS quer quebrar países, diz Bolsonaro

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que parece que a Organização Mundial da Saúde (OMS) quer “quebrar países”, depois de a entidade esclarecer que pessoas portadoras da covid-19 e que estão assintomáticas podem sim transmitir a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

“A tal da OMS disse que assintomático não transmite, depois voltou atrás. Parece que tem algo mais por trás disso, que querem quebrar os países”, disse o presidente a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta manhã.

No dia anterior, Bolsonaro usou a fala de uma diretora da OMS, em que ela dizia haver indícios de que a transmissão da covid-19 por pessoas assintomáticas era rara, para pregar que os governadores deveriam reabrir setores da economia que fecharam como parte das medidas de isolamento social para frear a disseminação do vírus.

No mesmo dia, a OMS revisou a afirmação e informou que não há indícios claros da não transmissão de assintomáticos. A entidade já havia feito uma distinção entre assintomáticos – pessoas que apesar de terem o vírus não apresentarão os sintomas – e pré-sintomáticos – aqueles que têm o vírus e ainda irão desenvolver os sintomas.

Terra, com Reuters

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Bem capaz! A OMS está muito preocupada com o Brasil, na vdd, o mundo gira em torno do Brasil, não sabia?

  2. Fatao disse:

    E não seu mané, os países começaram primeiro a ter os caso lá…aqui começou nesse ano ,os cara lá desde ano passado …sou Bolsonaro até 2030

  3. Gibira disse:

    Mito 2022

  4. Juliano bugueiro disse:

    Quem votou em vc que quer quebrar.

  5. Antonio Turci disse:

    Todos sabemos que o STF delegou aos Estados, Municípios e D.F. a condução das políticas públicas relativas ao COVID19. Não é justo culpar o Presidente, que, aliás, tem cumprido rigorosamente o envio de recursos aos Estados e Municípios.

  6. Pedro Henrique disse:

    O mundo todo está errado, menos ele e a equipe de notáveis desqualificados que ele montou. Fica arrumando cortina de fumaça ao invés de trabalhar. Que sujeito repugnante!

  7. Eu disse:

    A pessoa que mais da ré falando da OMS.

  8. Carlos disse:

    Esse desnaturado quer se comparar ao presidente ameriacano. Só sendo um imb……Estados Unidos é uma situação e o brasil é um país totalmente desacreditado , vamos pagar muito caro por essas inconsequências desse indivíduo.

  9. Ppaulo disse:

    Bolsonaro 2022!!!
    Mito mito mito.
    O tempo todo certo!!!
    Pode pensar friamente, que o nosso presidente tem toda razão, erra como qualquer humano, mas acerta muito mais.
    Foi por isso que votei no sr.
    E vou votar de novo.
    Vamos romper de vez, com a canalhada, acostumada a mamar nas tetas do dinheiro público.
    O Brasil agora tem um presidente arrochado, quem não quiser cair se deite.

  10. Manoel disse:

    Quem vai quebrar o país é o senhor. Vários países já estão retornado as suas atividades após seguirem os protocolos da OMS, mas aqui tivemos um imbecil que mandou o povo pra rua. Está aí a carnificina.

    • Antenado disse:

      Carnificina é o que fazem com o dinheiro público. Bando de corruptos ladrões.

    • JUNINNNN disse:

      VAI PRA CUBA!!!

    • Beto disse:

      E vc Mané! Desobedeceu ou foi obediente ao Presidente?
      Eu sou de maior idade e como tal tive q me comportar segundo minha consciência. Independente de ordens desse ou daquele.

    • Zerao disse:

      Essa OMS só é referência pra os canalhas da esquerda. O governador do Rio já tá arrumando as malas. Não falou que não tinha roubado! Que era perseguição de Bolsonaro! Agora tá pedindo arrego até ao presidente.
      Aceita que dói menos, esquerdopatas! Vocês jamais voltarão ao poder.

    • Nica disse:

      O virus não tem partido, nem recebe ordens da OMS, temos que fazer o que a ciência é ir cientistas orientam, O resto é ignorância!

‘OMS tem tido posições antagônicas’, diz Bolsonaro, ao citar últimas posições revistas pela entidade

Foto: Reprodução/TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (9) que a Organização Mundial da Saúde (OMS) “tem adotado posições antagônicas nos últimos tempos” e citou como exemplo a retomada dos estudos com hidroxicloroquina e a fala de sua líder técnica de que a disseminação do novo coronavírus por pessoas assintomáticas parece ser rara.

Bolsonaro se referia a uma declaração de Maria Van Kerkhove na segunda-feira (8). “”A partir dos dados que temos, ainda parece raro que uma pessoa assintomática realmente transmita adiante para um indivíduo secundário”, disse Maria Van Kerkhove em coletiva de imprensa.

“Foi noticiado ontem, ainda de forma não comprovada, como nada é comprovado na questão do coronavírus, mas que a transmissão por parte de assintomáticos é praticamente zero”, disse o presidente na abertura de reunião do Conselho de Governo com seus ministros.

Para o presidente, essa questão vai ser foco de muitos debates nesta terça. “Então, com toda certeza, isso pode sinalizar para uma abertura mais rápida do comércio e a extinção daquelas medidas restritivas adotadas, segundo decisão do STF, pelos governadores e prefeitos”, afirmou.

Ele afirmou que o governo federal espera que, nas próximas horas ou dias sejam anunciadas medidas concretas de reabertura que, afirmou, serão boas não só para o Brasil, mas para todo o mundo.

“O que nós mais queremos é voltar para a normalidade e o país retornar ao caminho da prosperidade”, disse o presidente.

Com CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Ninguém sabe de nada e o governo de São Paulo mesmo com recordes de morte viu que o país não pode parar e está abrindo o comércio.
    Isso mostra que o JB sempre teve razão.

  2. Natalense disse:

    Esse presidente, desde o começo dessa pandemia só pensa, em dinheiro , reabertura , comércio , economia , capitalismo , voltar as normalidades , incentivar aglomerações e inclusive em ir para as mesmas sem colocar uma máscara . Ou seja, subestima o poder destruidor do vírus e enquanto isso o número de casos de covid no Brasil só aumentam e o número de mortes também. Triste realidade a nossa brasileira . É revoltante tudo isso .

    • Cosme disse:

      Essa narrativa da esquerda não muda.
      Querem é o Brasil quebrando. Pra eles, quanto pior, melhor!
      Desde quando essa porcaria de distanciamento social serviu de nada?

  3. Apolônio disse:

    Quem sabe é vc, cidadão pagador de impostos,vai comer teu pão com mortadela que é melhor!

  4. Cidadão pagador de impostos disse:

    Bolsobosta lá sabe de nada…

    • Ricardo Mendes disse:

      Nem a OMS, flor

    • paulo disse:

      A oms cheia de meliantes comunas deram ré com as suas afirmações sem nexo. uns babacas, bem fez os EUA que retiraram a ajuda desses incompetentes

    • Nélson disse:

      Bolsonaro não sabe de nada? Mas você sabe, não é cientista (Cidadão pagador de impostos)? Muitas vidas poderiam ter sido salvas caso o medicamento tivesse sido administrado no início da pandemia, flor (respeitando o comentário do Ricardo Mendes).

EMBARAÇO: “Transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto”, diz OMS, sobre Covid-19, após o “parecer raro”

Foto: Ilustrativa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (9) que a “transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto”. O esclarecimento da entidade internacional ocorre após fala da chefe do programa de emergências, Maria van Kerkhove, de que a transmissão da Covid-19 por pacientes sem sintomas da doença parece ser “rara”.

“Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto”, disse o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan.

Van Kerkhove também voltou a se pronunciar nesta terça-feira e disse que as pesquisas estão em andamento, mas existem algumas evidências em curso.

“Alguns modelos estimam que pode ocorrer uma transmissão de 40% devido aos casos assintomáticos, mas não incluem análises anteriores”, disse a chefe da OMS.

Ao analisar o tema nesta segunda-feira, Maria citava países com grande capacidade de testagem e rastreio. Além disso, em alguns casos, pontuou van Kerkhove, quando uma segunda análise dos supostos casos assintomáticas é feita, descobre-se que os pacientes tiveram, na verdade, leves sintomas da infecção.

A declaração da chefe do programa de emergências foi criticada por pesquisadores por ter soado ambígua. Entre os críticos que ajudaram a esclarecer o pronunciamento esteve o diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Harvard, Ashish K. Jha.

O pesquisador da universidade norte-americana argumentou no Twitter que infectados que não apresentam sintomas são uma forma importante para a transmissão da Covid-19. Ele explicou que apenas 20% dos infectados não desenvolverão nenhum sintoma. Os outros 80% poderão desenvolver sintomas leves ou mais duros da doença.

“Muitos deles já espalham o vírus antes de desenvolver sintomas”, disse Jha. “Eles são, tecnicamente, pré-sintomáticos e não assintomáticos.”

O pesquisador de Harvard ponderou que a OMS diferencia os dois casos e ressaltou que há mais casos de indivíduos pré-sintomáticos que assintomáticos.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. TATA disse:

    EU ACHO INTERESSANTE E NEGO COMEMORAR UM ENGANO DA OMS COMO SE FOSSE UM GOL, ENQUANTO O BOZO DOS ROBOS E IGUAL A INTESTINO DE BODE SO ABRE A BOCA PRA CAGAR. KKKKKKKKKKK

  2. Mario Tomazzini disse:

    Era melhor a OMS não ter comentado sobre a possibilidade de transmissão do vírus por pacientes assintomáticos. Deveria ter aguardado mais estudos e pesquisas conclusivas a respeito

  3. Carlos disse:

    Kkkkkkk
    BG, só porque Bolsonaro já havia anunciado o que a OMS confirmou, agora a Globo Lixo está deturpando tudo. Cômico!!!!!

  4. Astur disse:

    Isso é uma zooooonnnnaaaa!!!
    Algumas mídias ainda enche o peito e falam: Descumprindo ordens da OMS kk.
    Grande referência!

OMS lista 133 estudos de vacinas contra a Covid-19; Estados Unidos lideram 42 projetos e Oxford, no Reino Unido, é a mais avançada

Foto: Dado Ruvic / REUTERS

Nas últimas semanas, o mundo viu a busca por uma vacina contra o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, acelerar-se em tempo recorde. Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado no último dia 2 de junho, reúne 133 pesquisas de imunizantes contra o novo coronavírus. Os Estados Unidos lideram a lista, com 42 projetos, seguidos por 19 da China — que reúne cinco das dez iniciativas já em testes clínicos, em seres humanos.

Se geralmente as vacinas levam uma década para serem desenvolvidas, a pandemia de um vírus altamente contagioso, que em cinco meses matou mais de 400 mil pessoas no mundo, tem mobilizado altos investimentos e equipes, que chegam a falar em uma fórmula ainda para este ano — apesar de mesmo os mais otimistas considerarem quase impossível haver uma vacina segura e eficaz antes de 2021, sobretudo diante da necessidade de bilhões de doses. Mesmo com o momento emergencial, há um rigor mínimo necessário para garantir a segurança e comprovar a eficácia da vacina para um amplo grupo de pessoas, que precisam produzir suficientes anticorpos neutralizantes do vírus de forma prolongada.

Apesar de EUA e China terem mais projetos, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, é a mais avançada, na fase três de testes clínicos (depois dela ainda são necessários testes em larga escala para a aprovação regulatória), com 10.260 voluntários. Como o Brasil ainda vive o auge da pandemia, serão testadas no país duas mil pessoas que estejam mais expostas ao vírus, como profissionais de saúde, no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, os testes serão conduzidos pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e pela Rede D’Or, que cobrirá custos da primeira parte de estudos; já o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) coordenará os testes na cidade, com financiamento da Fundação Lemann.

O projeto de Oxford tem parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Outras pesquisas promissoras são as da Sanofi/GSK, Johnson & Johnson, Moderna, Sinovac, CanSino Biologics 1 e BioNTech/Pfizer (leia mais sobre as outras iniciativas abaixo).

Parcerias com empresas são chave para garantir a fabricação de vacinas em larga escala, por isso a Morgan Stanley incluiu entre os projetos mais promissores alguns que ainda não estão em testes clínicos, mas têm alto potencial de produção. No entanto, teme-se que os interesses comerciais prevaleçam e países menos desenvolvidos fiquem atrás na distribuição vacinal — como o Brasil, já excluído de aliança internacional coordenada pela OMS para incentivar a produção de uma vacina. Em meio à disputa por patentes, a China anunciou que, se qualquer um de seus projetos for bem-sucedido, transformará a tecnologia para a produção da vacina em bem público global.

Projetos promissores pelo mundo
Sanofi/GSK

As duas empresas se uniram para desenvolver uma vacina que prevê testes em seres humanos no segundo semestre deste ano, podendo originar uma vacina no segundo semestre de 2021. A Sanofi entra com a tecnologia de DNA recombinante, que cria uma correspondência genética com as proteínas encontradas na superfície do coronavírus. Já a GSK contribui com um adjuvante, substância adicionada a algumas vacinas para melhorar a resposta imune — ele pode diminuir a quantidade de proteína necessária por dose, permitindo que a vacina seja produzida em larga escala, o que é fundamental numa pandemia. A combinação de um antígeno à base de proteínas e um adjuvante é utilizada em várias vacinas disponíveis atualmente.

Oxford/AstraZeneca

Desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, a vacina usa uma versão modificada de um adenovírus de chimpanzé, incapaz de infectar humanos, para levar às nossas células material genético que codifica a proteína spike, responsável pela multiplicação do SARS-CoV-2. O sistema imune reage como se estivesse sendo invadido pelo coronavírus, produzindo anticorpos. Os testes terão 10.260 voluntários na segunda fase — que testará pessoas acima de 55 anos e crianças entre 5 e 12 anos — e na terceira, que incluirá dois mil voluntários no Brasil: mil no Rio de Janeiro, com coordenação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e da Rede D’Or, que entrará com financiamento; e mil em São Paulo, com estudos liderados pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e financiamento da Fundação Lemann. A farmacêutica AstraZeneca se associou à pesquisa e já assinou com Reino Unido e EUA para produzir a vacina em escala industrial.

Johnson & Johnson

Assim como a vacina de Oxford, a empresa usa um adenovírus para “enganar” o sistema imune, que produz anticorpos como se estivesse sendo infectado pelo Sars-CoV-2. Os testes pré-clínicos foram realizados com macacos resos, também usados nos projetos de Oxford e Sinovac. Os testes clínicos só começam em setembro, mas o projeto entrou numa lista da Morgan Stanley pelo potencial de distribuição: a empresa prevê a produção de 600 a 900 milhões de doses da vacina no primeiro trimestre do ano que vem e um bilhão até o fim de 2021.

Moderna/National Institutes of Health (NIH)

A tecnologia usa a sequência genética de uma molécula de RNA para codificar a proteína do vírus, sendo inserida em nossas células. Estas, por sua vez, reproduzem a proteína do vírus, estimulando o sistema imune. Apesar de ser uma técnica versátil, por não manipular o vírus, não há nenhuma vacina no mundo produzida dessa forma. Ainda que a empresa tenha publicizado grandes resultados, eles se referiam à imunização de apenas oito pessoas. A empresa foi autorizada a pular etapas pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA. Em acordo com a farmacêutica Lonza, a Moderna diz que poderá produzir um bilhão de doses da vacina em meados de 2021.

Sinovac Biotech

A farmacêutica começou o projeto já em janeiro, em parceria com instituições acadêmicas da China, e publicou na “Science” os resultados dos estudos pré-clínicos, com eficácia em macacos resos, passando para os testes em humanos. A empresa espera produzir 100 milhões de doses anuais. A pesquisa usa a técnica do vírus inativado, a mesma de outros três projetos na China que também já estão em fase de testes clínicos.

CanSino Biologics 1/Instituto de Biotecnologia de Pequim

Batizada de Ad5-nCoV, a vacina usa um adenovírus com o objetivo de fornecer antígenos que estimulam a resposta imune do organismo. A Ad5-nCoV foi testada em 500 pacientes até o fim de abril e está na segunda fase de testes clínicos desde maio. Segundo o relatório, é esperado que a terceira fase inclua outros países além da China. A companhia pretende produzir 100 milhões de doses em 2021.

BioNTech/Pfizer

Desde 2018, a alemã BioNTech e a americana Pfizer têm uma parceria para a produção de vacinas contra a influenza. Agora elas se juntam em pesquisa contra a Covid-19, que usa a tecnologia do RNA mensageiro em três formatos diferentes, combinada a dois antígenos. Os testes clínicos são nos EUA, na Alemanha e na China, onde há uma parceria com Fosun Pharma. A capacidade de produção estimada de centenas de milhões de doses em 2021. Outra empresa alemã que desenvolve vacina com RNA é a CureVac.

O Globo

 

Após The Lancet por em dúvida estudo contrário e repercussão de reportagem de jornal britânico ganhar o mundo, OMS anuncia retomada de testes com hidroxicloroquina para covid-19

Foto: © Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

Após a análise de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta quarta-feira (3) durante coletiva de imprensa que o grupo responsável pelos testes clínicos com substâncias que podem combater o novo coronavírus retomará os protocolos com a cloroquina e sua variante mais recente, a hidroxicloroquina.

“Como vocês sabem, na última semana o Grupo Executivo dos Testes de Solidariedade [nome dado ao grupo de pesquisa que busca medicamentos eficazes contra o SARS-CoV-2] decidiu suspender o ramo de testes com hidroxicloroquina por preocupação no uso da droga. Essa foi uma decisão de precaução. Com base nos dados disponíveis, os membros recomendaram que não há razões para suspender o protocolo de testes”, afirmou Tedros.

VEJA MAIS – MUITO GRAVE: The Lancet “põe em dúvida” estudo que levou OMS a suspender cloroquina; investigação do britânico The Guardian pode revelar escândalo

Após uma suspensão de 10 dias (o anúncio foi feito em 25 de maio), os testes com a hidroxicloroquina serão retomados com 3.500 pacientes em 35 países, informou o diretor-geral. Vários especialistas do mundo inteiro já haviam se manifestado contra a metodologia de mineração de dados usada pela Surgisphere – empresa responsável por coletar números para o estudo. “A OMS está comprometida em acelerar o desenvolvimento de terapias eficazes, vacinas e diagnósticos [contra a covid-19] como parte do nosso compromisso em servir o mundo com ciência, resolução de problemas e solidariedade”, complementou.

Remessa

A decisão vem logo em seguida ao anúncio da doação de comprimidos de hidroxicloroquina ao Brasil feita pelos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, também enviou respiradores mecânicos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Said disse:

    Essa OMS é um lixo.eles querem matar a população, Bolsonaro sempre teve razão os bestas que não acreditavam .até o BG tomou ivermectina,olha aí é tem que tomar mesmo,mais se algum esquerdista doente não quiser tomar não tome fiquem doente.

  2. Minion de Peixeira disse:

    Tou preocupado é se a OMS começar a recomendar a bolsopill.

MUITO GRAVE: The Lancet “põe em dúvida” estudo que levou OMS a suspender cloroquina; investigação do britânico The Guardian pode revelar escândalo

Foto: picture-alliance/dpa/Zuma/Quad-City Times/K. E. Schmidt (via DW0)

“The Lancet” põe em dúvida estudo que levou OMS a suspender cloroquina – Revista científica emite alerta sobre estudo publicado em maio que levou OMS a suspender suas pesquisas sobre hidroxicloroquina. Levantamento usou dados, agora questionados, de 96 mil pacientes.A revista médica The Lancet divulgou nesta terça-feira (02/06) uma nota de preocupação com um estudo alvo de críticas sobre a cloroquina e hidroxicloroquina, publicado na própria revista, na qual reconhece que “questões importantes” pairam sobre o trabalho e afirma que está sendo feita uma auditoria independente dos dados utilizados.

A chamada “expressão de preocupação”, emitida pela Lancet, não significa uma retirada total do estudo, mas coloca em dúvida o trabalho científico realizado.

A publicação do estudo, em 22 de maio, numa das revistas científicas mais renomadas do mundo, levou à suspensão de ensaios clínicos de hidroxicloroquina em todo o mundo, pois a pesquisa apontava que o medicamento não seria benéfico para pacientes hospitalizados com covid-19 e poderia até ser prejudicial. O estudo também levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) asuspender temporariamente, por precaução, o uso de hidroxicloroquina em pesquisas por ela coordenadas em vários países.

Depois da decisão da OMS, os governos da França, da Itália e da Bélgica interromperam o uso de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com covid-19.

O estudo se baseia em dados de 96 mil pacientes hospitalizados entre 20 de dezembro e 14 de abril em 671 hospitais e compara a condição dos doentes que receberam tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina (cerca de 15 mil) com os que não receberam.

Os dados usados são da empresa Surgisphere, que se apresenta como uma empresa de análise de dados em saúde com sede nos Estados Unidos. O jornal britânico The Guardian colocou em dúvida a idoneidade da empresa, que tem apenas uma meia dúzia de funcionários, que aparentam ter pouca experiência científica, e pequena presença online. O dono da Surgisphere, Sapan Desai, é um dos autores do estudo publicado na Lancet.

Os autores do estudo dizem “não terem conseguido confirmar o benefício da hidroxicloroquina ou da cloroquina” nos doentes analisados, apontando um acréscimo de efeitos adversos potencialmente graves, incluindo “um aumento da mortalidade”, durante a hospitalização de doentes com covid-19.

VEJA MAIS – BOMBA: Governos e OMS mudaram suas políticas e tratamentos da Covid-19 com base em dados suspeitos de pequena empresa e estudo da Lancet é questionado, destaca reportagem do The Guardian

Muitos investigadores expressaram dúvidas sobre o trabalho, incluindo alguns cientistas céticos sobre o benefício da hidroxicloroquina contra a covid-19.

Numa carta aberta divulgada na semana passada, dezenas de cientistas expressaram preocupação com o trabalho e disseram que um exame detalhado levantou questões de metodologia e de integridade dos dados, apontando a recusa dos autores em dar acesso total aos dados e a falta de “revisão ética”.

Entre os investigadores que assinaram a carta aberta está o francês Philippe Parola, colaborador em Marselha de Didier Raoult, promotor francês da hidroxicloroquina que contribuiu amplamente para popularizar esse tratamento que vem sendo promovido por líderes como Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Outra revista científica, a New England Journal of Medicine, também publicou um estudo com base em dados da Surgisphere, também assinado por Desai. As dúvidas quanto aos dados fornecidos por essa empresa levaram também esta revista a emitir uma “expressão de preocupação”, nesta terça-feira, sobre um estudo publicado em 1º de maio e que sugere que medicamentos para tratar problemas cardiovasculares não elevam o risco de uma pessoa morrer de covid-19.

UOL, com Deutsche Welle

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] MUITO GRAVE: The Lancet “põe em dúvida” estudo que levou OMS a suspender cloroquina; investiga… […]

  2. Manoel de Oliveira C. Neto disse:

    TheScientist cita isso desde sábado com depoimentos e deparando o fundador e CEO Sapan Desai que tem três processos por má prática medica e se recusa em nomear as fontes.
    https://www.the-scientist.com/

  3. Paulo Roberto disse:

    Enquanto isso, vários Médicos, continuaram indicando o tratamento precoce com a Hidroxicloroquina, salvando vidas. O triste é que alguns expoentes da vida brasileira, inclusive Médicos e boa parte dos midiáticos se dizem contra, mas a tomam sofregamente ao primeiro espirro, covardemente escondidos nas suas tocas.
    As vezes me pergunto quando a hipocrisia passou a fazer parte da cultura brasileira?

    • ELEITOR E CONTRIBUINTE disse:

      Verdade Paulo,estes covardes e mentirosos que se beneficiaram com protocolo na surdina e negaram seu uso em público, merecem toda nosso repúdio e desprezo !!!

  4. Vanderbilt disse:

    Um dia, quando tudo isso for apurado, ficará claro que o mundo passou por um verdadeiro genocídio, a partir da disseminação, por parte da China, de um vírus letal, produzido, sim, no Laboratório de Virologia de Wuhan, em verdadeiro conluio com a OMS (seu diretor geral é o responsável, por ser ele mesmo um títere chinês), compadrio com os grandes laboratórios da indústria farmacêutica – e aqui entra a "The Lancet" – que é por essa indústria financiada, e a incompetência dos governos em tratar do problema, o que gerou a morte de, até agora, praticamente 385 mil pessoas em todo o mundo, dos quais quase 31.500 (8,18% do total das mortes no mundo) no Brasil. Isso sem falar na quebradeira da economia mundial. Tudo em nome da chamada e famigerada "Nova Ordem Mundial". Malditos assassinos!

  5. Silva disse:

    Tudo isso por causa de política.
    O presidente Bolsonaro estava certo.

    O remédio usado no início dos sintomas apresentou uma redução drástica de mortes nos hospitais privados de São Paulo. Enquanto isso, nos hospitais públicos aqui do RN tá uma matança.
    Anos de corrupção.
    Governadora mostre os 800 milhoes que o presidente enviou.

    E os 5 milhões do consórcio nordeste, a senhora já foi atrás?

BOMBA: Governos e OMS mudaram suas políticas e tratamentos da Covid-19 com base em dados suspeitos de pequena empresa e estudo da Lancet é questionado, destaca reportagem do The Guardian

Foto: Anthony Brown / Alamy Stock Photo

A Organização Mundial da Saúde e vários governos nacionais mudaram suas políticas e tratamentos Covid-19 com base em dados defeituosos de uma empresa de análise de saúde pouco conhecida nos Estados Unidos, também questionando a integridade dos principais estudos publicados em alguns países do mundo. revistas médicas de maior prestígio.

Uma investigação do Guardian pode revelar que a empresa norte-americana Surgisphere, cujos funcionários parecem incluir um escritor de ficção científica e um modelo de conteúdo adulto, forneceu dados para vários estudos sobre o Covid-19, em co-autoria de seu diretor executivo, mas até o momento, não conseguiu explicar adequadamente seus dados ou metodologia.

Os dados que afirma ter obtido legitimamente de mais de mil hospitais em todo o mundo formaram a base de artigos científicos que levaram a mudanças nas políticas de tratamento do Covid-19 nos países da América Latina. Também estava por trás de uma decisão da OMS e institutos de pesquisa em todo o mundo de suspender os ensaios do controverso medicamento hidroxicloroquina .

Duas das principais revistas médicas do mundo – o Lancet e o New England Journal of Medicine – publicaram estudos com base nos dados do Surgisphere. Os estudos foram co-criados pelo diretor executivo da empresa, Sapan Desai.

Na noite de terça-feira, depois de ser abordado pelo Guardian, o Lancet divulgou uma “expressão de preocupação” sobre o estudo publicado. O New England Journal of Medicine também emitiu um aviso semelhante.

Uma auditoria independente da procedência e validade dos dados foi encomendada pelos autores não afiliados ao Surgisphere devido a “preocupações levantadas sobre a confiabilidade do banco de dados”.

A investigação do Guardian descobriu:

Uma pesquisa de material disponível ao público sugere que vários funcionários do Surgisphere têm poucos ou nenhum dado ou formação científica. Um funcionário listado como editor de ciências parece ser um autor de ficção científica e um artista de fantasia. Outro funcionário listado como executivo de marketing é um modelo adulto e anfitriã de eventos.

A página do LinkedIn da empresa tem menos de 100 seguidores e na semana passada listou apenas seis funcionários. Isso foi alterado para três funcionários na quarta-feira.

Embora o Surgisphere pretenda executar um dos maiores e mais rápidos bancos de dados hospitalares do mundo, ele quase não tem presença on-line. Seu identificador no Twitter tem menos de 170 seguidores, sem postagens entre outubro de 2017 e março de 2020.

Até segunda-feira, o link ” entrar em contato” na página inicial do Surgisphere redirecionado para um modelo WordPress para um site de criptomoeda, levantando questões sobre como os hospitais poderiam facilmente entrar em contato com a empresa para ingressar em seu banco de dados.

Desai foi nomeado em três processos por negligência médica, não relacionados ao banco de dados do Surgisphere. Em entrevista ao cientista, Desai descreveu anteriormente as alegações como “infundadas “.

Em 2008, a Desai lançou uma campanha de crowdfunding no site indiegogo, promovendo um “dispositivo de aumento humano de próxima geração que pode ser usado que pode ajudá-lo a alcançar o que você nunca imaginou ser possível”. O dispositivo nunca teve sucesso.

A página da Wikipedia de Desai foi excluída após perguntas sobre o Surgisphere e sua história.

Sapan Desai, diretor executivo da Surgisphere. Fotografia: Gore Medical

Dúvidas sobre o estudo da Lancet

As questões em torno do Surgisphere vêm crescendo na comunidade médica nas últimas semanas.

Em 22 de maio, o Lancet publicou um estudo de grande sucesso, que descobriu que a droga antimalárica hidroxicloroquina, promovida por Donald Trump , estava associada a uma maior taxa de mortalidade em pacientes Covid-19 e a problemas cardíacos aumentados.

Trump, para grande consternação da comunidade científica, divulgou publicamente a hidroxicloroquina como uma “droga maravilhosa”, apesar de não haver evidências de sua eficácia no tratamento do Covid-19.

O estudo da Lancet, que listou Desai como um dos co-autores, afirmou ter analisado os dados do Surgisphere coletados de quase 15.000 pacientes com Covid-19, admitidos em 1.200 hospitais em todo o mundo, que receberam hidroxicloroquina isoladamente ou em combinação com antibióticos.

As descobertas negativas foram notícia global e levaram a OMS a interromper o braço da hidroxicloroquina em seus testes globais.

Mas apenas alguns dias depois, o Guardian Australia revelou erros flagrantes nos dados australianos incluídos no estudo. O estudo disse que os pesquisadores obtiveram acesso aos dados através do Surgisphere de cinco hospitais, registrando 600 pacientes australianos Covid-19 e 73 mortes australianas a partir de 21 de abril.

Porém, dados da Universidade Johns Hopkins mostram que apenas 67 mortes por Covid-19 foram registradas na Austrália até 21 de abril. O número não subiu para 73 até 23 de abril. Desai disse que um hospital asiático foi acidentalmente incluído nos dados australianos, levando a uma superestimação de casos no país. O Lancet publicou uma pequena retração relacionada às descobertas australianas após a história do Guardian, sua única alteração no estudo até agora.

VEJA MAIS –  MUITO GRAVE: The Lancet “põe em dúvida” estudo que levou OMS a suspender cloroquina; investigação do britânico The Guardian pode revelar escândalo

Desde então, o Guardian entrou em contato com cinco hospitais em Melbourne e dois em Sydney, cuja cooperação seria essencial para o número de pacientes australianos no banco de dados. Todos negaram qualquer participação nesse banco de dados e disseram que nunca ouviram falar do Surgisphere. Desai não respondeu aos pedidos para comentar suas declarações.

Outro estudo usando o banco de dados Surgisphere, novamente co-escrito por Desai, descobriu que a droga ivermectina antiparasitária reduzia as taxas de mortalidade em pacientes Covid-19 gravemente doentes. Foi publicado on-line na biblioteca eletrônica da Social Science Research Network, antes da revisão por pares ou publicação em uma revista médica, e levou o governo peruano a adicionar ivermectina às diretrizes terapêuticas nacionais do Covid-19 .

Richard Horton, editor do Lancet. Foto: Richard Saker / O Observador

O New England Journal of Medicine também publicou um estudo Desai revisado por pares com base em dados do Surgisphere , que incluiu dados de pacientes Covid-19 de 169 hospitais em 11 países da Ásia, Europa e América do Norte. Ele descobriu que medicamentos cardíacos comuns, conhecidos como inibidores da enzima conversora da angiotensina e bloqueadores dos receptores da angiotensina, não estavam associados a um risco maior de dano em pacientes do Covid-19.

Na quarta-feira, o NEJM e o Lancet publicaram uma expressão de preocupação com o estudo da hidroxicloroquina, que listou o respeitado cirurgião vascular Mandeep Mehra como principal autor e Desai como co-autor.

O editor da Lancet, Richard Horton, disse ao Guardian: “Dadas as questões levantadas sobre a confiabilidade dos dados coletados pelo Surgisphere, emitimos hoje uma Expressão de Preocupação, aguardando investigação adicional.

“Uma auditoria independente de dados está em andamento e acreditamos que essa revisão, que deve ser concluída na próxima semana, nos dirá mais sobre o status das descobertas relatadas no artigo por Mandeep Mehra e colegas”.

Surgisphere “surgiu do nada”

Uma das perguntas que mais desconcertou a comunidade científica é como o Surgisphere, estabelecido pela Desai em 2008 como uma empresa de educação médica que publicou livros didáticos, se tornou o proprietário de um poderoso banco de dados internacional. Esse banco de dados, apesar de ter sido anunciado recentemente pelo Surgisphere, possui acesso a dados de 96.000 pacientes em 1.200 hospitais em todo o mundo.

Quando contactado pelo Guardian, Desai disse que sua empresa empregava apenas 11 pessoas. Os funcionários listados no LinkedIn foram registrados no site como ingressando no Surgisphere apenas dois meses atrás. Vários não pareciam ter formação científica ou estatística, mas mencionam conhecimentos em estratégia, redação, liderança e aquisição.

James Todaro, que dirige o MedicineUncensored, um site que publica os resultados dos estudos com hidroxicloroquina, disse: “A Surgisphere surgiu do nada para conduzir talvez o estudo global mais influente nessa pandemia em questão de poucas semanas.

“Não faz sentido”, disse ele. “Isso exigiria muito mais pesquisadores do que afirma ter para que esse expediente e [tamanho] de estudo multinacional sejam possíveis”.

Desai disse ao Guardian: “A Surgisphere está no mercado desde 2008. Nossos serviços de análise de dados de assistência médica começaram na mesma época e continuaram a crescer desde então. Usamos muita inteligência artificial e aprendizado de máquina para automatizar esse processo o máximo possível, que é a única maneira de uma tarefa como essa ser possível. ”

Não está claro, a partir da metodologia dos estudos que utilizaram os dados do Surgisphere, ou do próprio site do Surgisphere, como a empresa conseguiu estabelecer acordos de compartilhamento de dados de tantos hospitais em todo o mundo, incluindo aqueles com tecnologia limitada, e reconciliar idiomas e sistemas de codificação diferentes, mantendo-se dentro das regras regulatórias, de proteção de dados e de ética de cada país.

Desai disse que o Surgisphere e seu sistema de gerenciamento de conteúdo QuartzClinical faz parte de uma colaboração de pesquisa iniciada “há vários anos”, embora ele não tenha especificado quando.

“O Surgisphere serve como um agregador de dados e realiza análise de dados nesses dados”, disse ele. “Não somos responsáveis ​​pelos dados de origem, portanto, a tarefa trabalhosa necessária para exportar os dados de um Registro Eletrônico de Saúde , convertê-lo no formato exigido pelo nosso dicionário de dados e desidentificar completamente os dados são realizados pelo parceiro de saúde”.

Isso parece contradizer a afirmação no site da QuartzClinical de que ele faz todo o trabalho e “integra com êxito seu registro eletrônico de saúde, sistema financeiro, cadeia de suprimentos e programas de qualidade em uma única plataforma”. Desai não explicou essa aparente contradição quando o Guardian colocou a questão.

Desai disse que a maneira como o Surgisphere obteve os dados “sempre foi feita em conformidade com as leis e regulamentos locais. Nós nunca recebemos nenhuma informação de saúde protegida ou informação identificável individualmente. ”

Peter Ellis, cientista chefe de dados do Nous Group, uma consultoria internacional de gestão que projetos de integração de dados para departamentos governamentais, manifestaram preocupação com o fato de o banco de dados do Surgisphere ser “quase certamente uma farsa”.

“Não é algo que qualquer hospital possa realisticamente fazer”, disse ele. “A desidentificação não é apenas uma questão de tirar o nome dos pacientes, é um processo grande e difícil. Duvido que os hospitais tenham capacidade para fazê-lo adequadamente. É o tipo de coisa em que as agências nacionais de estatística têm equipes inteiras trabalhando há anos. ”

“Não há evidências online de que o [Surgisphere] possua qualquer software analítico há mais de um ano. Leva meses para que as pessoas procurem ingressar nesses bancos de dados, envolve placas de revisão de rede, pessoal de segurança e gerenciamento. Isso simplesmente não acontece com um formulário de inscrição e uma conversa. ”

Nenhuma das informações do banco de dados de Desai foi divulgada publicamente, incluindo os nomes de qualquer hospital, apesar de o Lancet estar entre os muitos signatários de uma declaração sobre compartilhamento de dados para os estudos Covid-19 . O estudo Lancet agora é disputado por 120 médicos .

Quando o Guardian apresentou a Desai uma lista detalhada de preocupações sobre o banco de dados, os resultados do estudo e seus antecedentes, ele respondeu: “Continua a haver um mal-entendido fundamental sobre o que é nosso sistema e como ele funciona”.

“Há também uma série de imprecisões e conexões não relacionadas que você está tentando fazer com um claro viés para tentar desacreditar quem somos e o que fazemos”, disse ele. “Não concordamos com sua premissa ou com a natureza do que você montou, e lamento ver que o que deveria ter sido uma discussão científica foi denegrido para esse tipo de discussão.”

‘O pico da evolução humana’

Um exame do histórico de Desai constatou que o cirurgião vascular foi nomeado em três processos por negligência médica nos EUA, dois deles arquivados em novembro de 2019. Em um caso, uma ação movida por um paciente, Joseph Vitagliano, acusou Desai e Northwest Community Hospital em Illinois, onde trabalhou até recentemente, sendo “descuidado e negligente”, causando danos permanentes após a cirurgia.

O Northwest Community Hospital confirmou que Desai trabalhava lá desde junho de 2016, mas renunciou voluntariamente em 10 de fevereiro de 2020 “por motivos pessoais”.

“Os privilégios clínicos do Dr. Desai com o NCH não foram suspensos, revogados ou limitados pelo NCH”, disse uma porta-voz. O hospital se recusou a comentar os processos por negligência. Desai disse na entrevista ao cientista que considerou qualquer ação contra ele “infundada”.

O Brigham and Women’s Hospital, instituição afiliada ao estudo da hidroxicloroquina e seu principal autor, Mandeep Mehra, afirmou em um comunicado: “Independente do Surgisphere, os co-autores restantes dos estudos recentes publicados no The Lancet e no New England Journal of Medicine iniciaram análises independentes dos dados usados ​​em ambos os artigos após conhecer as preocupações levantadas sobre a confiabilidade do banco de dados ”.

Mehra disse que rotineiramente destacou a importância e o valor de ensaios clínicos randomizados e que tais ensaios são necessários antes que se chegue a conclusões. “Aguardo ansiosamente notícias das auditorias independentes, cujos resultados informarão qualquer ação adicional”, disse ele.

A página agora excluída de Wikipedia de Desai disse que ele possuía doutorado em Direito e doutorado em anatomia e biologia celular, além de suas qualificações médicas. Uma biografia de Desai em um folheto para uma conferência médica internacional diz que ocupou vários cargos de liderança médica na prática clínica e que é “um faixa-preta magra certificada de seis sigma”.

Não é a primeira vez que a Desai lança projetos com reivindicações ambiciosas. Em 2008, ele lançou uma campanha de crowdfunding no site indiegogo, promovendo um “dispositivo de aumento humano de próxima geração” chamado Neurodynamics Flow, que ele disse “pode ​​ajudá-lo a alcançar o que você nunca imaginou ser possível”.

“Com sua programação sofisticada, pontos ideais de indução neural e resultados comprovados, o Neurodynamics Flow permite que você suba ao pico da evolução humana”, diz a descrição. O dispositivo arrecadou algumas centenas de dólares e nunca se tornou realidade.

Ellis, o principal cientista de dados do Nous Group, disse que não está claro por que Desai fez afirmações tão ousadas sobre seus produtos, dada a probabilidade de que a comunidade global de pesquisa os examinasse.

“Minha primeira reação foi chamar a atenção da firma dele, disse Ellis. “Mas parece realmente óbvio que isso seria um tiro pela culatra.”

Hoje, o professor Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes e saúde global do Departamento de Medicina de Nuffield, Universidade de Oxford, disse: “Congratulo-me com a declaração do Lancet, que segue uma declaração semelhante do NEJM sobre um estudo do mesmo grupo. sobre drogas cardiovasculares e COVID-19.

“As preocupações muito sérias levantadas sobre a validade dos trabalhos de Mehra et al precisam ser reconhecidas e acionadas com urgência e devem trazer sérias reflexões sobre se a qualidade da editorial e da revisão por pares durante a pandemia foi adequada. A publicação científica deve acima de tudo ser rigorosa e honesta. Em caso de emergência, esses valores são necessários mais do que nunca. ”

The Guardian

https://www.theguardian.com/world/2020/jun/03/covid-19-surgisphere-who-world-health-organization-hydroxychloroquine

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] VEJA MAIS – BOMBA: Governos e OMS mudaram suas políticas e tratamentos da Covid-19 com base em dados suspeitos … […]

  2. João Barros disse:

    Gosto de matéria assim: BEM RESUMIDA. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Justus disse:

    Uma coletânea para vocês pensarem por que não vêem isso aqui nos jornais.
    1) May 20, 2020 – Times of India – Hydroxychloroquine research shows some promise in interim study conducted by Telangana Govt – An interim report prepared by the Telangana Government has yielded promising results on the efficacy of prophylactic use of Hydroxychloroquineor HCQ, as it s popularly known on preventing COVID-19…

    2) Este é o melhor relatório de todos, pois estabelece protocolos caso seja ministrada, embora não recomende o uso devido aos testes não serem ainda completos.
    Last Updated: May 12, 2020 – USA/NIH COVID-19 Treatment Guidelines – Potential Antiviral Drugs Under Evaluation for the Treatment of COVID-19 – Chloroquine/Hydroxychloroquine: The Panel recommends against using high-dose chloroquine (600 mg twice daily for 10 days) for the treatment of COVID-19 (AI), because the high dose carries a higher risk of toxicities than the lower dose.

    3) Este foi noticiado aqui com alarde, porque não recomenda o uso, e como sempre, aceito como verdade por quem não lê ou acredita na imprensa. Mas é só um artigo do professor de Epidemiologia e Bioestatistica, Rosemberg. Na conclusão ele mesmo diz que o estudo teve inúmeras limitações, principalmente na coleta de dados. A Dra. Elizabeth, co-autora, é esposa de um cientista que trabalha numa pesquisa financiada sobre o Rendesivir. Dá o que pensar.
    JAMA May 11, 2020 – Association of Treatment With Hydroxychloroquine or Azithromycin With In-Hospital Mortality in Patients With COVID-19 in New York State

    4) 07ABRIL2020 PFARMA – Hidroxicloroquina apresenta bons resultados contra o coronavírus – A hidroxicloroquina (HCD), um derivado menos tóxico da cloroquina, demonstrou boa eficácia na inibição do novocoronavírus SARS-CoV-2. – Um artigo publicado na Nature revisou sete estudos de ensaios clínicos, publicados no Chinese Clinical Trial Registry, para o uso do hidroxicloroquina no tratamento do COVID-19.

    5) Thursday, April 9, 2020
    NIH clinical trial of hydroxychloroquine, a potential therapy for COVID-19, begins. Search identifier NCT04332991

    6) 18 March 2020 – Nature – Hydroxychloroquine, a less toxic derivative of chloroquine, is effective in inhibiting SARS-CoV-2 infection in vitro

    7) E olha só. O Lancet hoje faz pouco caso da hidroxicloroqiuna/cloroquina, mas recomendava a aplicação sem mencionar os efeitos colaterais.
    February, 2006 – The Lancet – New insights into the antiviral effects of chloroquine. Effects of chloroquine on viral infections: an old drug against today's diseases?.
    2005 – Chloroquine is a potent inhibitor of SARS coronavirus infection and spread.
    2004 – In vitro inhibition of severe acute respiratory syndrome coronavirus by chloroquine.

    • Cigano Lulu disse:

      Que é isso, ômi. Achou a matéria pequena e pouco enfadonha, foi?

  4. Kaiser Castro disse:

    Foi o fim da picada, uma verdadeira fraude, um estudo publicado numa das mais respeitadas publicações científicas do mundo feita por um co autor envolvido em muitas histórias mal contadas pra não dizer outra coisa com dados coletados na internet por um cosplayer e um ator pornô, é o fim da ciência!

  5. Dulce disse:

    Mortes de graça!!!! Por q??? Ideologia. Triste e genocida ideologia.

  6. Luciano disse:

    O "erro" foi muito grande, pra não dizer q foi fraude, o the lancet uma revista tão prestigiada no mundo publicar um estudo com base em dados médicos coletados na internet por um autor de ficção científica e um artista de fantasia, o outro funcionário listado como executivo de marketing é um modelo adulto e anfitriã de eventos, 🤦‍♂️

  7. Manoel disse:

    A fraude no estudo do The Lancet contra a hidroxicloroquina foi grande, os interesses da indústria farmacêutica são maiores ainda.

  8. Lutemberg disse:

    Aos poucos a farsa vai sendo desmontada, e a verdade aparecerá.

  9. Augusto disse:

    Essa OMS e uma nota de 3 reais se equiparam.

  10. Pedro disse:

    E agora, José?
    A bolsoquina funciona ou não?
    E daí? Vamos usá-la ou não?

OMS não fala sobre acusações de Trump, destaca “generosidade” dos EUA e pede que “colaboração continue”

Foto: Salvatore Di Nolfi / EFE – EPA

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanon, se pronunciou de forma diplomática, nesta segunda-feira (1º), sobre o rompimento oficial dos Estados Unidos com a organização, anunciado na sexta-feira (29) pelo presidente Donald Trump.

Tedros disse que o mundo se beneficiou da ajuda financeira dos EUA durante anos, já que o país era o maior doador individual para a organização até março, quando Trump decidiu suspender as doações.

“A contribuição e generosidade dos EUA pela saúde global por muitas décadas tem sido imensa e fez uma grande diferença no sistema público de saúde pelo mundo. É um desejo da OMS que essa colaboração continue”, disse Tedros.

Na sexta-feira (19), Trump rompeu oficialmente com a OMS acusando a organização de ser manipulada pela China e ter sido comprado pelos chineses, cuja contribuição financeira não chega perto da dos EUA, segundo o presidente.

Tedros não comentou sobre as acusações.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcio disse:

    OMS com o 🧵 na mão. Eu sabia q a OMS era um agente político……que bom q agora todo mundo sabe.

  2. Cidadão pagador de impostos disse:

    Trump tá louco por um bode expiatório p o desastre do seu governo no combate à Covid