Geral

Venda de vinhos finos nacionais dá salto histórico e cresce 56% na pandemia

Foto: CNN Brasil

Em um período de dificuldades para grande parte da economia brasileira, o mercado de vinhos foi na direção oposta e deu um salto recorde. Com 24 milhões de litros comercializados, 2020 foi o melhor ano da história do vinho fino nacional, o que representa um crescimento de 56%, em comparação a 2019. Superar o ano passado seria um feito e tanto para grandes e pequenos produtores.

Mas não é impossível. Em 2021, a safra de uva foi a maior em duas décadas, e grande parte ainda está nos tanques e barricas para maturação da bebida. Como em 2020 o pico de vendas foi em maio, junho e julho, há expectativa de que a comercialização aumente nos próximos meses.

“Embora nós tivéssemos tido uma preocupação muito grande no início da pandemia, o ano foi excepcional. Tivemos um crescimento de 100% nos vinhos viníferas, se compararmos com o mesmo período em relação a 2019”, aponta Hermínio Ficagna, superintendente da cooperativa Vinícola Aurora, a maior produtora da bebida no Brasil com cerca de 1.100 vitivinicultores do Rio Grande do Sul — quem se dedica à fabricação e comercialização de vinho —, que foi responsável por 37,5% das vendas no ano passado.

Até abril deste ano, os gaúchos foram responsáveis por 90% da produção de vinho nacional, apesar de janeiro ter registrado queda nas vendas por falta de insumos, como vidro e papelão, por causa da pandemia. Na vinícola da família do Daniel Pazzini, localizada em Pinto Bandeira (RS), por exemplo, a produção anual é de 120 mil litros.

“A gente já tem um consumidor mais maduro. Quando eu falo em maduro, é que já tem o costume de consumo há anos. Então, esse consumidor já teve uma evolução e já está procurando produtos um pouco mais complexos e com teor de açúcar menor”, afirma ele, sobre o crescimento das vendas.

O motivo da boa safra para os gaúchos é o tempo: chuva, sol e frio na hora certa. O mesmo não acontece na região da Borgonha, na França. A geada intensa registrada em abril prejudica o desenvolvimento dos parreirais. Em uma tentativa de evitar o congelamento das uvas, os agricultores usam tochas de fogo. Mesmo assim, há chance de grandes perdas na safra e, como consequência, na produção de vinho.

“Sempre que a gente tem uma quebra de safra, vai ter menos produto disponível no mercado. Isso faz com que os produtos disponíveis fiquem mais caros. No Brasil, a gente tem ainda um outro fator, que é o câmbio”, explica Andreia Milan, diretora da Associação Brasileira de Sommeliers-RS.

Mesmo com a alta do dólar, as vendas de importados cresceram quase 29% no ano passado. Já a exportação de vinhos brasileiros ainda encontra dificuldades. “Como que a gente constrói espaço no mercado internacional? Hoje, a gente tem mais ou menos umas 10 vinícolas brasileiras, fazendo um trabalho num universo de 1600”, diz Milan.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. A matéria é sobre vinhos finos. Esses xaropes mencionados nos comentários vendem bem em qualquer situação. Baratos e ruins.

  2. É a turma do “fique em casa”, curtindo suas varandas gourmet, com vinhos finos e quitutes requintados, enquanto impedem os demais de ganhar seu sustento. A turma do tal Comitê Científico que orienta a governadora, deve estar contribuindo para esse crescimento.

  3. Gallioto, Pergola e Quinta do Morgardo bordô, são excelentes.
    São pratas da casa 🇧🇷🇧🇷🇧🇷

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Venda de veículos cresce 15,78% em março

Foto: © REUTERS/Chris Helgren/Direitos Reservados

Em março, o emplacamento de veículos – considerando-se a venda de automóveis e veículos comerciais leves (como picapes e furgões), ônibus e caminhões – cresceu 15,78% em comparação ao ano passado. A informação foi foi divulgada hoje (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com fevereiro, houve crescimento de 13,16%, com o emplacamento de 189.405 veículos.

Quando se considera o emplacamento de todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), porém, o crescimento fica em 8,26% em relação ao resultado de março do ano passado, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. Em março último, foram vendidas 269.944 unidades, com aumento de 11,52% em relação a fevereiro.

No acumulado do ano, de janeiro a março, houve queda de 6,55% na venda de todos os segmentos na comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Fenabrave, todos os segmentos automotivos continuam sofrendo com problemas de abastecimento de produtos pela indústria, afetada pela falta de peças e componentes, e pela paralisação da produção, em algumas unidades fabris.

“Os concessionários de veículos estão passando por um período muito difícil. Em 2020, quando ocorreu a primeira onda da pandemia da covid-19, tínhamos estoques, e a indústria trabalhava sem problemas de abastecimento. Hoje os estoques praticamente não existem, tanto nas concessionárias como nos pátios das montadoras. A falta generalizada de peças e componentes vem provocando a paralisação das linhas de montagem de várias montadoras, prejudicando a oferta de veículos”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

Segundo Alarico Júnior, o mês de março foi mais positivo porque as vendas ocorreram em meses anteriores. “Muitas dessas vendas já tinham sido realizadas nos meses anteriores, e os clientes estavam aguardando a entrega dos veículos, pelos fabricantes, o que ocorreu em março. Isso justifica o bom desempenho do mês, mesmo com o fechamento do comércio em estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse ele, em nota.

Automóveis e comerciais leves

As vendas no segmento de automóveis e veículos comerciais leves subiu 13,69% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com 177.109 unidades comercializadas. Em relação a fevereiro de 2021, houve alta de 11,93%.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Covid-19: Justiça do RN indefere liminar pedida para autorizar venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes

O desembargador João Rebouças, do Tribunal de Justiça do RN, indeferiu pedido de concessão de liminar feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/RN) para suspensão da eficácia do artigo 12 do Decreto Estadual nº 30.458, de 1º de abril de 2021, com a consequente autorização da venda de bebidas alcoólicas por parte dos bares, restaurantes e similares, em meio ao retorno das atividades presenciais nesses estabelecimentos.

O desembargador entendeu não estar presente o requisito da “fumaça do bom direito” em favor da Abrasel, não obstante as dificuldades com que o setor econômico no Estado vem passando, em razão das medidas de restrições impostas no combate ao coronavírus.

João Rebouças destacou não vislumbrar, ainda que em análise superficial, qualquer ilegalidade ou falta de motivação no ato normativo. Em seu entendimento, a discricionariedade da administração, neste caso, encontra-se amparada em dados técnicos que sugerem a pertinência do Decreto (Recomendação do Comitê de Especialistas da SESAP -RN), “sobretudo no que concerne à venda de bebidas alcoólicas que, conforme é consabido, o seu consumo, na maioria das vezes, é realizado mediante a reunião de pessoas amigas, familiares, implicando aglomerações, o que vai de encontro ao objetivo central, que é o isolamento de pessoas”, anotou o magistrado.

O desembargador do TJRN explica ainda que o Supremo Tribunal Federal tem seguido a compreensão de que a competência da União para legislar sobre assuntos de interesse geral não afasta a incidência das normas estaduais e municipais expedidas com base na competência legislativa concorrente, devendo prevalecer aquelas de âmbito regional, quando o interesse sob questão for predominantemente de cunho local. É o que a jurisprudência daquele Corte chama de “respeito à predominância de interesse”.

Observa também que o STF já suspendeu decisão liminar proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que liberava a venda de bebidas alcoólicas.

“Assim, a proibição trazida no Decreto e que ora é impugnada decorre de ato administrativo justificado no zelo que o Administrador Público Estadual deve ter com a saúde da população local, frente a excepcionalidade da pandemia do COVID-19 e dos aumentos das taxas de transmissão, hospitalização e óbitos ocorridos nos últimos 02 (dois) meses, no Estado”, afirma o desembargador João Rebouças.

O integrante do TJRN também aponta existir o risco de efeito multiplicador de demandas idênticas caso seja deferida a medida liminar, “haja vista a existência de inúmeros outros segmentos da economia interessados em situação análoga à da parte impetrante”, bem como a possibilidade de ocorrência de dano inverso caso a liminar seja concedida, “na medida em que a permissão de venda e consumo de bebidas alcoólicas gera, repita-se, potencial risco de aglomeração de pessoas, o que poderá trazer riscos à saúde da população e consequentemente, ao bom funcionamento do sistema de saúde que, frise-se, já se encontra em colapso”.

(Mandado de Segurança nº 0804242-05.2021.8.20.0000)
TJRN

Opinião dos leitores

  1. Não justifica! No meu entender que aprecio uma “gela” bastava determinar a quantidade de pessoas e ponto final! Aglomeração? E as Feiras Livres? Eleições?

  2. Mais uma decisão absurda. Não há dados técnicos a favor dessa “lei seca”, como consta na decisão. Qual estudo comprovaria tal absurdo? Não existe. O Poder Público não pode dizer o que as pessoas podem ou não consumir ou comprar, salvo previsão expressa NA LEI. Decreto não pode fazer isso. Tempos MUITO obscuros estamos vivendo.

    1. Pode abrir o bar mas ñ pode vender bebida, era pra abrir o stj, mas ñ permitir q eles julguem, daria no mesmo.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Israel e Nova Zelândia aprovam venda de spray nasal que pode prevenir e diminuir gravidade da Covid-19

Foto: Reprodução / CNN

Israel e Nova Zelândia deram aprovação temporária à venda do spray nasal de óxido nítrico (Nons, na sigla em inglês) da empresa de biotecnologia SaNOtize, que pode ajudar na prevenção da transmissão do vírus causador da Covid-19, anunciou a companhia nesta segunda-feira (22).

A produção do Nons, sob o nome comercial Enovid, começou em Israel com a parceira da SaNOtize Nextar Chempharma Solutions e é previsto que o produto comece a ser vendido no país a partir de junho.

Na Nova Zelândia, a SaNOtize obteve o registro do spray nasal junto à agência reguladora do país, o que permite que a empresa distribua e venda o Nons nas farmácias imediatamente, disse a empresa.

O Nons protege os usuários de vírus que entram no corpo através das vias nasais superiores.

Na semana passada, a SaNOtize e o Fundo dos Hospitais Ashford e St Peter’s do NHS (sistema de saúde inglês), de Surrey, no Reino Unido, anunciaram os resultados dos testes clínicos do Nons, que mostraram que ele é um tratamento antiviral efetivo e que pode ajudar a prevenir a transmissão da Covid-19, diminuir os dias de infecção e reduzir a severidade dos sintomas e danos em pessoas que já estão com a doença.

Chris Miller, diretor científico da SaNOtize, disse que a formulação de óxido nítrico para uso em humanos deve “matar os vírus nas vias aéreas superiores, prevenindo que eles fiquem em incubação e se espalhem pelos pulmões”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

    1. Tonhão, vc com esse belo nome, pode tomar, fica bem, vc melhora, certamente está acostumado e ninguém vai falar 😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀😀

    2. Enquanto não chega vamos tomar nebulização de Cloroquina. Assim vai atrofiar ainda mais o cérebro do gado.

  1. Agora os canhotos piram!! A Nova Zelândia referência em isolamento usando remédio. Confuso pra tão pouco neurônio.

  2. A turma do "Lula livre" vai já correr prá comprar e usar ESCONDIDO, igual fazem com os demais remédios que estão mostrando eficácia. Essa é a pandemia da mentira e da hipocrisia. E da roubalheira. A propósito, onde aplicaram a dinheirama repassada pelo governo federal? Cadê os novos leitos hospitalares?

  3. Vejam o nível dos comentários dos grandes defensores do governo Fátima por aqui. Dá prá entender porque o RN está nessa situação. Enquanto isso, segue o show de incompetência e de falta de atitude do governo estadual, que além de não fazer o que realmente precisa ser feito (cuidar do sistema de saúde), está destruindo o que resta da economia do RN. Como ficará esse estado depois que esse vírus se for?

  4. A crise fazendo novos milionários. Se isso vier para o Brasil, os bolsonaro levam a burra mais uma vez. Eles pensam que nos enganam, aquela viagem a Israel, tem mais cunho financeiro do que humanitário. Tráfico e influência é grande. Desse jeito até eu tenho casa de 6 milhões.

    1. MS manda, mas governo do estado não distribui. Vá cobrar à sua governadora…

    2. O PT ta escondendo as vacinas para ficar com a ladainha: "Bolsonaro não comprou vacinas"

  5. Spray pra hemorroida. Aquele q a turma do governo foi fazer turismo em Israel e levou um oito lá por não usar máscara.
    Oxente. É remédio pra piolho é pra o foba, mas vacina q é bom, nada.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Pfizer e Governo discutem impasse para vender imunizante ao Brasil; farmacêutica quer que país se responsabilize por eventuais demandas judiciais de efeitos adversos da vacina

Foto: Morry Gash, Pool/AP/Arquivo

A Pfizer afirmou a senadores brasileiros nesta segunda-feira que não aceita as exigências feitas pelo governo Jair Bolsonaro até agora para vender sua vacina contra covid-19 ao país. Na reunião estavam presentes o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A farmacêutica e o Ministério da Saúde chegaram a um impasse em torno das cláusulas dos contratos para a comercialização do imunizante: a Pfizer quer que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário.

A farmacêutica norte-americana pretende também que qualquer litígio com o governo brasileiro seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York. E pede que o governo renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior.

O presidente Jair Bolsonaro atacou as condições e as negociações com a multinacional empacaram. A reunião com os parlamentares foi realizada para que eles tentem ajudar a contornar o problema, por meio do diálogo com o governo e também de iniciativas legislativas.

Segundo a Pfizer disse aos senadores, as cláusulas que ela apresenta não são exclusivas da empresa, mas de várias farmacêuticas. Seguem um padrão internacional e estão em vigor em contratos ao redor do mundo.

Na América Latina, apenas o Brasil, a Venezuela e a Argentina não teriam aceitado as regras. O Chile, por exemplo, assinou contrato e recebeu, em dezembro, milhares de doses da Pfizer, que já estão sendo aplicadas em sua população. No mundo, 69 países já compraram a vacina da farmacêutica norte-americana, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

Do encontro virtual participaram também diretores da Johnson & Johnson, que pretende vender a sua vacina, produzida pela Janssen, ao Brasil.

O senador Randolfe Rodrigues já apresentou uma emenda à medida provisória que regulamenta a importação de vacinas prevendo que o governo brasileiro assuma a responsabilidade pelas demandas judiciais.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, vai se reunir ainda nesta segunda com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para conversar sobre as negociações entre o governo Bolsonaro e as farmacêuticas.

No domingo, o Ministério da Saúde informou que pediu orientação ao Palácio do Planalto sobre como proceder para solucionar o impasse, já que as negociações estariam empacadas “por falta de flexibilidade das empresas”.

Valor

Opinião dos leitores

  1. Se o fabricante não aceita se responsabilizar pelos seus produtos, qual é o louco que vai aceitar.
    Esses grandes grupos ainda não perceberam que o comando do País mudou, que não se aceita mais galhofa com o dinheiro público.

  2. O dinheiro da indenização, se houver ,não vai sair do bolso do DPVAT, por aí notamos a responsabilidade dos políticos em agir com o dinheiro público, queria ver se alguém que é a favor desta atitude compraria algum produto sem garantia.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

PF investiga venda de dados de ministros do Supremo e do presidente Bolsonaro

A Polícia Federal investiga um esquema de venda na internet de dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da âncora da CNN Daniela Lima.

Os autos foram enviados ao diretor-geral da PF, delegado Rolando Alexandre, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Na segunda-feira (1º), o site do jornal O Estado de S.Paulo noticiou que os dados de ministros e do presidente da República estariam a venda na internet. Eles seriam vítimas, assim como outras dezenas de milhões de brasileiros, de um megavazamento de dados pessoais e empresariais.

Fux citou a reportagem em um ofício a Moraes, que é o relator do inquérito que investiga notícias falsas e ameaças aos ministros da Suprema Corte.

Na decisão em que determinou à PF a abertura da investigação, o ministro cita quatro sites: fuivazado.com.br; raidforums.com/Thread-SELLING-JBR-Serasa-Experian-Full-Service; raidforums.com/Thread-Just-Brazil-Basic-PF; drive.protonmail.com/urls/RG3F26N3FC.

O ministro Alexandre de Moraes determinou aos provedores de mecanismos de busca, como Google, Yahoo, Ask e Bing, que retirem quaisquer menções aos sites citados.

Os três últimos seriam plataformas da chamada “deepweb” ou “darkweb”, que é uma espécie de segunda internet que está alheia aos mecanismos de busca e a rastreamentos, frequentemente associada às atividades ilegais.

Moraes também determinou que “bloqueiem o acesso e exibição do material divulgado pela imprensa,  consistente em dados privados, ilegalmente obtidos, dos ministros do STF e de outras autoridades”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Esses ministros do supremo deviam liberar essas informações obtidas na surdina e sem comprovação de veracidade. Para ser justo com o que fizeram com os procuradores e ao juiz Sérgio Moro, dois pesos e duas medidas, a justiça é cega na vontade dos homens.

  2. Só pode investigar clandestinamente os membros da lava jato. Isso porque desbaratou uma quadrilha que roubou mais de um trilhão de reais, inclusive recuperou 40 BILHÕES DE REAIS, corruptos, os que inocenta e libera eles, nem pensar.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Impulsionada pela quarentena, venda de vinhos no Brasil tem alta de 31% em 2020

Foto: Freepik

Na contramão de setores que sofreram com a pandemia do coronavírus, o mercado de vinhos teve alta de 31% em 2020. Ao todo, foram 501,1 milhões de litros comercializados em 2020 contra 383,9 milhões de litros no ano anterior.

Como mostrou o G1 em outubro, as vendas subiram no ano passado por conta do isolamento social. Subiu a preferência pela bebida para momentos de lazer em casa.

O levantamento final de 2020 foi cedido com exclusividade ao G1 pela Ideal Consulting, empresa que mede o comércio entre as vinícolas e supermercados, lojas e restaurantes, somando importações. Os números captam, portanto, a formação de estoque e não a venda na ponta.

A venda de vinhos nacionais subiu 32,4% no ano passado, enquanto os importados tiveram crescimento de 26,5%. Assim, o produto brasileiro ganhou 3 pontos percentuais no mercado.

A preferência por vinhos daqui é efeito direto do dólar mais alto. A moeda americana teve alta acumulada de 29% no ano, elevando junto o preço de produtos importados.

A boa notícia para produtores é que os vinhos finos brasileiros ganharam 2 pontos percentuais do mercado, um crescimento de 100% em 2020.

Os finos são aqueles de qualidade mais alta, feitos com uvas próprias para a produção da bebida (vitiviníferas). São eles que tentam bater de frente com produtores vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai, e que têm ampla procura de quem aprecia a bebida.

“Foi um ano atípico. O desafio para 2021 será sustentar esse crescimento, com as pessoas voltando às suas rotinas, com crise econômica, câmbio desfavorável e aumento do preço dos vinhos brasileiros por conta da falta de insumos”, diz Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting.

Segundo Galtaroça, a moeda americana será decisiva também no ano que virá. Por conta das pressões de mercado de commodities, por exemplo, as vinícolas brasileiras sofreram com a falta de garrafas e caixas de papelão nos últimos meses.

As importadoras, diz, também aproveitaram para formar estoque com o enfraquecimento do dólar depois das eleições americanas. Houve, então, queda de procura em dezembro e haverá nos primeiros meses deste ano.

Consumo

A Ideal estima ainda que o volume consumido em litros por habitante no Brasil tenha crescido substancialmente. Em 2019, cada brasileiro maior de 18 anos bebia, em média, 2,13 litros de vinho ao ano, segundo a empresa. O resultado apurado de 2020 foi de 2,78 litros no ano.

A autoridade máxima nessa estatística, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), nem mesmo divulgou o resultado para 2019. Em 2018, o número apurado no Brasil foi de 2 litros anuais para cada habitante.

A diferença para outros mercados é considerável. O líder do ranking da OIV foi Portugal, que teve consumo de 62 litros per capita naquele ano. Franceses beberam 50 litros em média. Italianos, 44 litros. Argentinos, 25 litros. Em outras palavras: a cada garrafa bebida por um brasileiro, mais de 30 são consumidas por um português.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Esse percentual foi puxado para cima pela camada extremamente alta da sociedade… A boiada no máximo que compra é uma garrafa de 5 litros de vinho Padre Cicero.

    1. Verdade, todos os rótulos tiveram aumento injustificado de 80% comparado com os preços do ano 2019. Enquanto não regridir nos preços vou Heineken e corona. Hehehe

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Banco do Brasil vai vender 1.404 imóveis com desconto de até 70%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco do Brasil anunciou a venda de 1.404 imóveis com descontos que podem chegar a 70%. A oferta abrange casas e apartamentos com valores que variam de R$ 15 mil a R$ 21,7 milhões.

A campanha de venda tem previsão de seguir até o dia 15 de janeiro. Informações sobre os imóveis podem ser obtidas por meio deste site.

A Região Nordeste é a que concentra maior número de imóveis à venda, com 590 unidades e descontos de até 65%. Em seguida está a Centro-Oeste: 349 imóveis e descontos de até 70%.

O banco informou que, em 2020, vendeu 770 imóveis decorrentes de créditos concedidos a inadimplentes. Destes, 684 foram por meio da plataforma Seu Imóvel BB. As outras vendas foram feitas por meio de leilão online ou por venda direta.

“Para dar segurança ao comprador, o BB garante o pagamento de todas as despesas vinculadas ao imóvel até a transferência da propriedade ao comprador, como impostos, taxas de energia, água e gás e condomínio”, informou, por meio de nota, o banco.

Para acessar o site do Banco do Brasil com as ofertas de imóveis, clique aqui.

Portal AgroBB

Desde abril do ano passado, o banco disponibilizou um outro portal – o AgroBB –, que é dedicado exclusivamente à venda de imóveis rurais.

Há nesse portal o portfólio de cerca de 100 propriedades em todo o território nacional, com valores que vão de R$ 11 mil (terreno) a R$ 48 milhões (fazenda).

Para acessar o site AgroBB, clique aqui.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Rapaz, o nível dos comentários da esquerdalha é "subterrâneo". E o domínio da língua portuguesa, então… É a "vês" da "educassão" do PT. Francamente!

    1. O legado da "Pátria Educadora" é devastador. Tire pelo nível dos profissionais que estão saindo das Uniesquinas, é deplorável.

  2. O BB vai LEILOAR imóveis que foram RETOMADOS, mesmo assim a boiada comemora. Deus tenha compaixão dessa raça.

    1. Imbecil , foram imóveis de quem não pagou , acha justo deixar os imóveis se acabarem ?? Faça com o seu IMOVEL VAGABUNDO.
      Melhor ; se mude para o paraíso Venezuela ou Cuba

  3. E o lema é: Brasil acima de tudo. Imaginem se nao fosse.
    Estão liquidando o país a preço se banana.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Após dizer que Índia não permitiria exportação de vacina, fabricante agora diz que venda a outros países está permitida

Foto: John Cairns/University of Oxford

O presidente do Instituto Serum, laboratório indiano contratado para produzir 1 bilhão de doses da vacina de Oxford contra Covid-19 para países em desenvolvimento, afirmou nesta terça-feira (5) que “a exportação de vacinas está permitida para todos os países”.

Na segunda (4), o presidente do instituto havia dito que o governo indiano não iria permitir a exportação da vacina de Oxford produzida no país. O Serum é o responsável por fornecer 2 milhões de doses da vacina para o Brasil (veja detalhes mais abaixo nesta reportagem).

Em comunicado conjunto, o Serum e a Bharat Biotech – laboratório indiano que produz uma outra vacina contra a Covid-19, a Covaxin – disseram ter um compromisso de fornecer acesso global às vacinas fabricadas pelas duas empresas. Nenhum país é mencionado especificamente na nota.

Adan Poonawala, presidente do Serum, e Krishna Ella, diretor da Bharat Biotech, comunicaram a “intenção conjunta” de “desenvolver, manufaturar e fornecer as vacinas contra a Covid-19 para a Índia e globalmente”.

“Agora que duas vacinas receberam autorização de uso emergencial na Índia, o foco é na manufatura, fornecimento e distribuição”, dizem as empresas, que afirmam estar “totalmente engajadas” no processo.

“Cada uma das nossas empresas continua suas atividades de desenvolvimento de vacinas para a Covid-19 conforme planejado”, continua o texto.

Acordos com o Brasil

No domingo (3), a Fiocruz anunciou ter fechado contrato com o Serum para compra e fornecimento de 2 milhões de doses da vacina, com a chegada dos primeiros insumos de produção ainda neste mês. A Fiocruz é o fabricante brasileiro da vacina de Oxford.

No dia anterior, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado a importação das doses mesmo sem a autorização de uso emergencial ou registro sanitário da vacina. Por causa disso, a importação é considerada excepcional.

Depois de o presidente do Serum dizer que o governo indiano proibiria as exportações, entretanto, a Fiocruz afirmou que o Itamaraty estava negociando a importação das doses prontas da fabricante indiana.

Já a Bharat Biotech, laboratório que desenvolveu a Covaxin, está em negociação com clínicas privadas brasileiras para fornecimento de 5 milhões de doses. A vacina ainda não foi aprovada em nenhum outro país a não ser na própria Índia.

G1

Opinião dos leitores

  1. Pronto , acabou a alegria dos esquerdopatas , agora a comercialização voltou ao normal na fabricação efetuada na Índia.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tecnologia

Detran-RN implanta documento digital de compra e venda de veículo (CRV)

Foto: Divulgação

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) começa nessa segunda-feira (04) uma nova fase de modernização no processo de emissão dos documentos relacionados ao veículo (CRLV e CRV). A medida implanta o CRV Eletrônico no Rio Grande do Norte, possibilitando mais facilidade, segurança e acesso aos documentos que ficarão disponíveis pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), portal do Denatran e pelos canais de atendimento do Detran/RN.

Na prática, não haverá mais emissão de CRV em papel-moeda, assim como já havia sido implantado pelo Detran o sistema eletrônico do CRLV. Agora o proprietário dispondo das informações e código de acesso do veículo, vai poder emitir os dois documentos em papel A4 com QR Code na comodidade da sua residência ou local adequado. Outra comodidade é que o motorista ou proprietário do veículo também poderá portar os documentos CRV e o CRLV de forma digital, tendo os mesmos a igual validade dos impressos.

Já no caso de transferência de veículo em situação de compra e venda, o proprietário (vendedor) deve solicitar ao Detran a emissão da Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV), antigo DUT, informando os dados do comprador, sendo o documento emitido com as informações e um QR Code de segurança para validar a autenticidade dos dados. A partir daí o procedimento segue a rotina antiga para efetivação da compra e transferência do veículo.

Aqueles que possuem o documento de registro e a autorização para transferência de propriedade em papel-moeda e foram registrados no Detran antes de 2021 vão seguir o procedimento antigo, ou seja, preenche o verso do documento com os dados do comprador, reconhece firma no cartório e, por fim, o comprador vai ao Detran fazer vistoria do veículo e efetivar a transferência.

O processo implantado pelo Detran/RN é regulamentado pela Resolução 809/2020 do Denatran, que determina os procedimentos e apresenta as novas siglas e nomenclaturas que passarão a ser utilizadas pelos departamentos de trânsito de todo o país. Nesse caso, as siglas seguem assim: CRV-E (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo); CLA (Certificado de Licenciamento Anual); ATPVe (Autorização Eletrônica para Transferência de Propriedade de Veículo).

Um ponto importante é que os documentos de veículos impressos em papel-moeda continuam tendo validade e o processo de renovação na nova regra somente será gerado a partir do momento em que seja necessário efetivar algum dos serviços que precisam da emissão do CRLV. O novo CRLV-E é expedido nos processos de registro de veículos, licenciamento anual de veículo, transferência de propriedade, mudança de município, alteração das características do veículo, mudança de categoria, remarcação de chassi e nos casos previstos em regulamentos complementares onde seja necessária a emissão de um CRV.

Opinião dos leitores

  1. Sempre se vai morrer no cartório! Essa mina de ouro nunca vai acabar ? Um servidor público têm fé de ofício e mesmo assim vc tem que ir ao cartorio para certificar que vc é vc mesmo ! Absurdo isso um gasto milionário e o povo é quem paga! Brasil

  2. nada digital funciona no Detran RN.
    agora nem a consulta por placa e renavam está funcionando no site

  3. BG
    Esses detrans se fechassem definitivamente seria um alivio para a população, pense num órgão que não funciona que preste, sempre criando todo tipo de dificuldades para o Cidadão.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Covid-19: Polícia faz ação em Madureira-RJ por suposta venda de vacina e suspeita de ‘fake news’

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio abriu um inquérito para investigar a informação sobre a suposta venda de falsas vacinas da Covid-19 em Madureira, na Zona Norte do Rio. Postagens relatando o caso se tornaram virais nas redes sociais nesta semana.

Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) realizaram diligências na região em busca da suposta mercadoria, que não foi encontrada. Os investigadores suspeitam que o conteúdo veiculado nas redes é enganoso, tratando-se de um caso de “fake news”.

Uma postagem sobre a comercialização do imunizante dava conta de que ele estaria sendo ofertado por cerca de R$ 50, com R$ 10 adicionais para aplicação. O autor de uma das publicações, identificado como Jones MFjay, admitiu, contudo, ter feito o post “mais para brincar com algo inusitado que teria testemunhado do que realmente levantar suspeitas de um crime”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) também apuram o caso. Em nota, a Anvisa informou que não poderia dar mais detalhes da investigação, mas ressaltou que qualquer comercialização ou aplicação de vacina de Covid-19 no país atualmente é uma atividade irregular e oriunda de falsificação, já que não há vacinas autorizadas no Brasil ainda.

“As vacinas que foram importadas estão com as instituições de pesquisa e somente os voluntários selecionados para as pesquisa puderam ser vacinados. Ainda assim, a vacina da Sinopharm não tem pesquisa no Brasil e por isso não entrou no país”, ressaltou a Agência.

Procurada, a Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano do Rio alertou que “descaminho, contrabando e venda de mercadorias sem nota fiscal são crimes que devem ser combatidos pelas forças policiais. O Instituto de Vigilância Sanitária reforça que, até este momento, não há vacina contra Covid-19 oficialmente liberada no Brasil”.

De acordo com a Guarda Municipal, até o momento, agentes não constataram a comercialização da falsa vacina duarante patrulhamento de rotina em Madureira.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Essa vacina era boa pra minha manada também, baratinha e com certificado de burrologia…

  2. Essa foto foi tirada de uma campanha de vacinação promovida por uma empresa privada dos Emirados Árabes Unidos. Existe uma comunidade de mais de 400 brasileiros que trabalham nessa empresa e que ja tomaram a vacina. Vcs podem conferir a ação no Instagram @palmssporsuae.
    Enquanto no Brasil se discute quem é o pai da vacina, nos EAU ja tem vacina na iniciativa privada, disponível para todos os funcionários.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Anvisa e PF apuram suposta venda de vacina contra covid em Madureira-RJ após posts repercutirem

Foto viralizou como sendo de vacina vendida em camelô do Rio Foto: Reprodução

Uma série de postagens relatando uma suposta venda de vacinas contra o novo coronavírus em Madureira, na Zona Norte do Rio, culminou numa investigação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Polícia Federal. O produto estaria sendo ofertado por cerca de R$ 50, com R$ 10 adicionais para aplicação. O autor de uma das publicações, identificado como Jones MFjay, admitiu, contudo, ter feito o post mais para brincar com algo inusitado que teria testemunhado do que realmente levantar suspeitas de um crime.

Nas redes sociais, circula uma foto que mostra a mão de uma pessoa segurando uma embalagem da vacina produzida pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, parte do Grupo Nacional Biotec da China (CNBG, na sigla em inglês), do Grupo Nacional Farmacêutico chinês (Sinopharm).

Publicação repercutiu nas redes sociais Foto: Reprodução

O produto é, portanto, de um laboratório diferente daquele que fez tratos com o Brasil. A vacina referente às pesquisas realizadas no Instituto Butantan, em São Paulo, é a CoronaVac, do laboratório Sinovac Biotech.

Entre os relatos, há postagens que mencionam haver venda de vacina nas ruas não só de Madureira, como também nas de Bangu, na Zona Oeste, e em Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana.

“Em relação às ações, a questão está sendo investigada pela Anvisa e pela Polícia Federal”, informou a agência reguladora, acrescentando não poder por enquanto oferecer mais detalhes sobre o caso.

“De toda forma podemos adiantar que qualquer comercialização ou aplicação de vacina de Covid-19 hoje no Brasil é atividade irregular e oriunda de falsificação, pois não há vacinas autorizadas no Brasil ainda”, destacou. “As vacinas que foram importadas estão com as instituições de pesquisa e somente os voluntários selecionados para as pesquisa puderam ser vacinados. Ainda assim, a vacina da Sinopharm não tem pesquisa no Brasil e por isso não entrou no país”.

Portanto, se houver comercialização no país de produtos que se passam pela vacina contra Covid-19 com a embalagem da Sinopharm em camelôs, websites ou quaisquer outros meios, tratam-se de materiais falsos ou que entraram no Brasil ilegalmente.

Quanto ao risco de golpes, a Interpol emitiu um alerta global de nível laranja no início deste mês para autoridades policiais de seus 194 estados membros. O comunicado pede cautela com relação a redes do crime organizado que podem tentar vender, de forma física ou online, vacinas falsas ou roubadas.

Secretário geral da Interpol, Jürgen Stock disse, segundo o jornal britânico “The Guardian”, que facções criminosas podem planejar “se infiltrar ou interromper as cadeias de abastecimento e também visar o público por meio de sites falsos e curas falsas que podem representar um risco significativo para sua saúde, até mesmo para suas vidas”. Uma ação deste tipo foi classificada por ele como “comportamento criminoso oportunista e predatório sem precedentes”.

Um repórter do jornal chinês “Global Times” acessou a plataforma WeChat, que funciona de modo semelhante ao WhatsApp, para comprovar que ali eram efetuadas vendas ilegais de vacinas. Segundo a reportagem sobre o caso, o jornalista se passou por um estudante que desejava se imunizar para fazer uma viagem. Ele acabou recebendo uma oferta de duas doses da vacina da Sinopharm por valor equivalente a R$ 2,3 mil em um hospital de Pequim.

“Muitos como você me procuraram pedindo acesso rápido, e ninguém relataram qualquer reação adversa séria até agora”, acrescentou o criminoso.

Outros casos foram averiguados nas redes sociais chinesas com preços de até R$ 5,5 mil, tanto para as duas doses da Sinopharm quanto Sinovac, que custam oficialmente cerca de R$ 160 cada dose.

Ao “Global Times”, ambos laboratórios negaram que tenham confiado a qualquer indivíduo ou agente a venda de vacinas sem autorização e alertaram o público para não acreditar em tais anúncios.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), correspondente ao que a Anvisa é no Brasil, também emitiu um alerta sobre o risco de venda ilegal tanto de vacinas contra Covid-19, quanto de remédios de uso questionável ou testes de coronavírus.

“Algumas pessoas e empresas estão tentando lucrar com essa pandemia vendendo produtos não comprovados e comercializados ilegalmente que fazem alegações falsas, como serem eficazes contra o coronavírus”, afirma o órgão norte-americano. “Esses produtos fraudulentos que afirmam curar, tratar ou prevenir Covid-19 não foram avaliados pelo FDA quanto à segurança e eficácia e podem ser perigosos para você e sua família”.

Diante do comércio ilegal, a organização tem atuado em parceria com varejistas para remover produtos enganosos das prateleiras e da internet. As empresas flagradas comercializando materiais fraudulendos, como chás e óleos essenciais que são propagandeados como itens contra o coronavírus, têm sido notificadas pelo governo dos EUA.

“Desconfie de produtos que afirmam tratar uma ampla gama de doenças”, afirma o FDA.

“Por exemplo, o FDA está ciente de pessoas que estão tentando prevenir COVID-19 tomando um produto chamado fosfato de cloroquina, que é vendido para tratar parasitas em peixes de aquário. Produtos para uso veterinário ou para ‘uso somente em pesquisa’ podem ter efeitos adversos, incluindo doenças graves e morte, quando tomados por pessoas”.

Extra – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Alguém avisa a PF que lá também vendem cocaina a vários anos e nunca a polícia erradicou essa prática.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

PF faz ação contra esquema de venda de decisões judiciais na Bahia

Foto: Ilustrativa

A PF (Polícia Federal), atendendo à decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), deflagrou, nesta segunda-feira (14), as 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste. O objetivo é desarticular um suposto esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais no Estado da Bahia, que envolveria desde juízes e desembargadores, a membros de outros poderes, que operavam a blindagem institucional do esquema.

São investigados possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico de influência.

Ao todo, na manhã desta segunda, 36 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Salvador, Barreiras, Catu, Uibaí, além do Distrito Federal.

Também são cumpridos dois pedidos de prisão temporária a duas desembargadoras do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e uma determinação de prisão preventiva referente ao operador de um juiz, além do afastamento do cargo e função de todos os servidores públicos envolvidos nestas fases.

Justiça Potiguar, via R7

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Golpe de R$ 800 milhões, renda em queda e mansão à venda: o inferno astral de Valdemiro Santiago

Foto: Reprodução

O ano de 2020 não tem sido nada fácil para o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Segundo fontes da coluna Leo Dias, o pastor vive, além de polêmicas na familía, uma severa crise financeira.

Impossível não fazer perguntas como: “Por que os Santiagos estão passando por isso?” e “Seria um inferno astral?”. Para esclarecer questionamentos como esses, convidamos Ricardo Muri, astrólogo das estrelas, para explicar, segundo a sua área de atuação, o que tem acontecido na vida do pastor, que nasceu em 2 de novembro de 1963, sendo do signo de Escorpião.

Analisando o mapa astral do religioso e o momento astrológico, no qual Urano está na constelação de Touro, Muri avalia: “Urano é um planeta das rupturas, da desconstrução, e é o planeta dos grandes movimentos de separação e de perda. Há uma expansão de consciência maior. Então, o que não está bem firmado vai se perdendo”.

“Ao longo desses 12 meses, ele está com Urano na constelação de Touro, fazendo uma oposição ao seu Sol. Essas perdas irão continuar até março de 2021”, completa. Ainda segundo Muri, já em março, Saturno fará uma oposição ao Sol do pastor e as situações tendem a ficar ainda mais pesadas.

“Há uma tendência de as questões financeiras e as relacionadas à perda do canal se agravarem. Ele irá sentir um peso e uma cobrança muito grandes. Como se as coisas ficassem mais difíceis para ele neste momento. Astrologicamente, 2021 não será um bom ano para o apóstolo”, completa Ricardo.

O astrólogo acrescenta que muitas cobranças virão, o que fará com que Santiago se sinta pressionado e cansado. “Será necessário que Valdemiro busque se espiritualizar mais, procurando o perdão e o amor. Todo esse movimento de dificuldade sempre tem algo a nos ensinar”, adverte.

Entenda

Santiago, que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por vídeos nos quais estimulava os fiéis a comprar sementes, vendidas entre R$ 100 e R$ 1 mil, que prometiam a cura da Covid-19, levou um golpe de R$ 800 milhões do ex-marido da filha Raquel. Além disso, o pastor estaria vendendo sua mansão — avaliada em R$ 35 milhões –, em Alphaville, São Paulo, por R$ 22 milhões.

Isso tudo somado a um desabamento da renda do religioso, tendo em vista que, com a pandemia, a arrecadação das igrejas despencou. Além disso, ele ainda corre o risco de perder o canal que, hoje, é ocupado pela programação da Igreja Mundial do Poder de Deus. Já a Loading TV anunciou que vai passar a ocupar a frequência que, por anos, foi da MTV, depois chamada de TV Ideal.

Coluna Léo Dias – Metrópoles

 

Opinião dos leitores

  1. Lembrando ao astrólogo – se é que é astrólogo – Ricardo Muri que Urano não está na constelação de Touro, e sim, no signo de Touro. Astronomicamente falando Urano está na constelação de Áries. Signo é uma coisa constelação é outras totalmente diferente. O Asc. do Valdomiro é Touro, portanto, Urano está tirando dele o que ele tirou dos outros.

  2. Vida longa e próspera ao cara que ficou com os R$800 milhões do Valdemiro. Que Deus te dê a coroa da salvação.

    1. Ômi, ele tá precisando de milhões, perto de bilhões de reais. Juntando os 89 mil da mulher + 2 milhões de reais de Flávio + outras micharia não dá cobrir nem o rombo de 5 milhões de reais de Fátima em plena pandemia. Pra socorrer o pastor só com o bilionário lulinha ou parte da herança dos 38 milhões da finada mariza, ou mesmo a conta amigo da suissa, como testemunhou palloci.

    2. Vixe, agora vi mesmo: gente defendendo bandido, comparando o tamanho do roubo que cada um fez?! Kkkkkk Cada um defende seu bandido, opa, político de estimação como pode ne?!

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Polícia Federal desarticula venda de vagas em prisões; organização era comandada por servidores públicos e advogados

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A corrupção no sistema penitenciário de Minas Gerais é o alvo da Operação Alegria da Polícia Federal nesta quinta-feira(8). As investigações revelaram uma organização criminosa comandada por servidores públicos e advogados que negociavam vendas de vagas em unidades prisionais, vagas em determinados pavilhões, a entrada de objetos não permitidos, dentre outras práticas ilícitas.

Pelo esquema, após pagamento de valores divididos entre os líderes da organização criminosa, presos de alta periculosidade eram transferidos indevidamente de unidades, além de serem colocados em alas/pavilhões com benefícios a que não teriam direito pelas normas de execução penal.

Foram identificados inúmeros eventos de corrupção praticados pela organização criminosa, envolvendo, principalmente, dois estabelecimentos prisionais na região metropolitana de Belo Horizonte.

Na ação os policiais deram cumprimento a 29 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Vara de Inquérito de Contagem e cumpridos em 15 cidades mineiras: Belo Horizonte, Betim, Contagem, Fervedouro, Francisco Sá, Lagoa Santa, Matozinhos, Muriaé, Ouro Preto, Passo, Patrocínio, Ribeirão das Neves, Uberaba, Uberlândia e Vespasiano.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e concussão, cujas penas cominadas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Venda de veículos novos no país sobe 13,3% no melhor mês do ano, afirma Fenabrave

(Foto: Michael H via Getty Images)

No maior resultado mensal do ano, as vendas de veículos novos no País – entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus – somaram 207,7 mil unidades no mês passado, com alta de 13,3% na comparação com agosto. Desde fevereiro, quando tinham sido comercializados 201 mil veículos, até então o maior volume do ano, o mercado não passava das 200 mil unidades. Os dados foram apresentados pela Fenabrave, entidade que representa as concessionárias do país.

O resultado mostra uma continuidade da recuperação do mercado após o choque da pandemia, mas ainda em ritmo inferior ao padrão de antes da crise. Em relação a setembro do ano passado, as vendas caíram 11,5%, conforme informou hoje a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de automóveis. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de veículos, num total de 1,37 milhão de unidades, mostraram queda de 32,3% frente o volume dos nove primeiros meses de 2019.

“A cada mês que passa, conseguimos observar que o mercado vem retomando os volumes e se readequando ao que se convencionou chamar de novo normal. Tanto que, apesar de ter o mesmo número de dias úteis de agosto (21), o volume de setembro foi mais elevado”, diz Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, ao comentar o balanço do mês passado. Desagregando o resultado por segmento, as vendas de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, tiveram no mês passado alta de 14,6% em relação a agosto e queda de 10,9% no comparativo anual.

No total, 198,8 mil carros foram licenciados em setembro, quando a Fiat liderou o mercado, com 19,7% das vendas totais, seguida por Volkswagen (17,1%), General Motors (16%) e Hyundai (8,4%). No acumulado do ano, as vendas de carros registram queda de 32,9%.Já as vendas de caminhões caíram 8,3% frente a agosto e 20,3% na comparação com setembro de 2019, somando 7,4 mil unidades. O resultado leva as vendas de caminhões acumuladas desde janeiro para 62,6 mil, com queda de 16,2%.Por fim, 1,5 mil ônibus foram emplacados no mês passado, o que representa uma queda de 13,6% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2019, as vendas de coletivos recuaram 33,9%. Desde janeiro, 13,1 mil ônibus foram vendidos no Brasil, 34% a menos do que nos nove primeiros meses de 2019.

Motos

As vendas de motos novas mostraram no mês passado crescimento de 3,8% frente a agosto, segundo levantamento apresentado pela Fenabrave. Em relação a setembro de 2019, houve alta de 13,55% nas vendas de motos, que totalizaram 99,6 mil unidades no mês passado. O segmento tem sido impulsionado pelo boom dos serviços de delivery na pandemia.”O segmento de motocicletas está realmente aquecido, tanto pela procura de um transporte individual, como pela consolidação como veículo de trabalho.

Por outro lado, a produção segue prejudicada pela falta de componentes, fazendo com que o prazo médio para entrega do veículo seja de, aproximadamente, 40 dias”, afirma Alarico Assumpção Júnior, acrescentando que os bancos estão aprovando 4,2 a cada dez pedidos de financiamento de moto. Em setembro, a Honda, líder hegemônica deste mercado, respondeu por 78,3% das vendas totais. Na vice-liderança, a Yamaha teve 14,6%.O resultado positivo não reverte, porém, o declínio do mercado de motos no ano. De janeiro a setembro, 631,1 mil motocicletas foram vendidas no Brasil, 20,8% a menos do que nos nove primeiros meses do ano passado.

Época Negócios

Opinião dos leitores

  1. Interessante, essa turma da esquerda tem memória curta ou são cara de pau mesmo. Quem não se lembra no governo do PT o incentivo para compra de carros populares, podendo o número de parcelas do financiamento atingir 82 vezes mensais? Quem não se lembra Lula mandando “carta” aos aposentados junto com com o BMG, incentivando a utilização de empréstimo consignado? Mas é a torcida do quanto pior, melhor. Pouco importa os empregos que são mantido e até gerados num época tão difícil para a classe trabalhadora. Safados.

    1. Meu Deus, ninguém tá falando de esquerda e direita, aí vem o Mobral-mor vir vomitar Lulices. PT tá no fundo do poço, vamos falar do que importa.

  2. Existe um culto ao carro no Brasil. É fato, pelos valores em comparação com os rendimentos de quem compra. O dinheiro é gasto da forma como quiser, mas é válido analisar esse empenho demasiado da renda por um 1.0 pelado e caríssimo.

    1. Não exister mais carros zero no Brasil pelado.
      Lembre se que o governo mudou em 2018.
      Agora só lhe resta CHUPAR.
      kkkkkkk

    2. Você é retardado, olhe os valores dos carros zero km, que são exportados e vendidos a um valor menor. Tua pequenez é tamanha que ainda mete política.

  3. Falta de educação financeira. Sem contar que dão o próprio carro como garantia (alienação fiduciária), perde o carro quando atrasa três prestações e também tudo o que pagou.

  4. Brasileiro é fogo! Ficam se endividando por pura vaidade, pagando o triplo do valor que valem esses carros. Por isso que esse país é o paraíso dos endividados. Prefiro deixar meu dinheiro em aplicações financeiras e viver sem pensar em contas; não quero ser roubado novamente por essa indústria automobilística. ACORDA BRASIL.

    1. Cada qual gasta o dinheiro como quiser!

      Se preocupe menos com o dinheiro dos outros e foque em multiplicar o seu.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *