EUA tem 26 milhões de desempregados desde o início da crise com pandemia do novo coronavírus

Foto: Nick Oxford/Reuters

Um recorde de 26 milhões de norte-americanos procurou auxílio-desemprego nas últimas cinco semanas, confirmando que todos os postos de trabalho criados durante o mais longo boom do emprego na história dos Estados Unidos foram eliminados em cerca de um mês, à medida que o novo coronavírus abala a economia.

O Departamento do Trabalho dos EUA disse nesta quinta-feira que mais 4,427 milhões de pessoas solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez na semana passada, abaixo dos 5,237 milhões em dado revisado da semana anterior.

A expectativa entre economistas em uma pesquisa da Reuters era de que as reivindicações recuariam para 4,2 milhões na semana passada, embora as estimativas tenham chegado a 5,5 milhões.

Os dados mais recentes elevam os pedidos de auxílio-desemprego acumulados para mais de 26 milhões desde a semana que terminou em 21 de março, representando cerca de 16% da força de trabalho. A economia criou 22 milhões de empregos durante o boom empregatício iniciado em setembro de 2010 e encerrado abruptamente em fevereiro deste ano.

Embora os registros semanais de auxílio-desemprego permaneçam muito altos, os dados da semana passada marcaram o terceiro declínio semanal seguido, aumentando as esperanças de que o pior já passou. As reivindicações semanais parecem ter atingido o pico de 6,867 milhões na semana encerrada em 28 de março.

No entanto, o relatório soma-se a uma pilha crescente de dados econômicos cada vez mais sombrios. Também ocorre em meio a protestos crescentes contra isolamentos em todo o país para controlar a propagação do Covid-19.

O presidente Donald Trump, que está buscando um segundo mandato na Casa Branca nas eleições gerais de novembro, está ansioso para retomar a economia paralisada. Na quarta-feira, Trump aplaudiu as medidas tomadas por uma série de Estados liderados pelos republicanos para começar a reabrir suas economias, apesar das advertências de especialistas em saúde sobre um possível novo surto de infecções.

“A economia dos EUA está sangrando empregos em um ritmo e escala nunca antes registrados”, disse Scott Anderson, economista-chefe do Bank of the West. “Ele se compara a um desastre natural em escala nacional.”

O relatório de pedidos de auxílio-desemprego da semana passada cobriu o período em que o governo pesquisou estabelecimentos comerciais para o componente de criação de vagas fora do setor agrícola do relatório de emprego de abril. Os economistas projetam que 25 milhões de empregos foram perdidos em abril, depois que a economia eliminou 701.000 posições em março, o maior declínio em 11 anos.

Exame, com Reuters

Desemprego na Alemanha pode subir de 90 mil para 3 milhões de pessoas por crise causada pela pandemia de coronavírus

Foto: © Reuters/Yves Herman/Direitos Reservados

O desemprego na Alemanha pode subir de 90 mil para 2,356 milhões de pessoas em 2020 se a crise causada pela pandemia de coronavírus for moderada. No entanto, o número de pessoas desempregadas poderá superar os 3 milhões se a crise for mais grave, Informou o instituto de pesquisa sobre o mercado de trabalho IAB (a sigla em alemão), em levantamento divulgado hoje (20).

De acordo com a pesquisa, o instituto acredita que a produção econômica do país recue 2% em 2020 como resultado da pandemia. As previsões são baseadas no pressuposto de que partes da economia serão efetivamente fechadas por seis semanas e que o retorno ao normal levará o mesmo tempo.

Agência Brasil, com Agência de notícias britânica

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fulgêncio disse:

    Culpa do Bolsonaro que não deu exemplo.
    AGORA JÁ PENSOU SE EU FOSSE NA ONDA DE DAR EXEMPLO DE PRESIDENTE??HOJE COM CERTEZA EU SERIA UM LADRÃO E UM CACHACEIRO.
    KKKKKKK

  2. Matematica disse:

    Aqui no Brasil, Paulo Guedes, afirmou q Brasil não crescera 2.5 por e sim perto de 2 por cento. Acredite quem quiser. Faz pelo menos 20 anos q ministro da economia/fazenda no Brasil so mentem em relacao a economia.

Cerca de 25% dos desempregados no país procuram emprego há mais de dois anos

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Cerca de 25% dos desempregados no Brasil estão à procura de emprego há dois anos ou mais. Esse contingente chega a 2,9 milhões de pessoas segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Contínua (Pnad-C), referentes ao último trimestre de 2019 e divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, 39,2% dos brasileiros desempregados estão procurando de trabalho há um ano ou mais e 84% há um mês ou mais.

A Pnad-C também mostrou dados sobre o mercado de trabalho no último trimestre do ano para homens e mulheres. A taxa de desemprego entre os homens (9,2%) é menor do que a observada entre as mulheres (13,1%).

A disparidade pode ser observada também entre brancos, que tiveram uma taxa de desemprego de 8,7%, e pretos (13,5%) e pardos (12,6%).

A taxa de contribuição previdenciária média de trabalhadores com mais de 14 anos em 2019 ficou em 62,9% no país. Santa Catarina foi o estado com maior percentual (81,2%), enquanto o Pará teve a menor taxa (38,2%).

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Franco disse:

    "Retomada econômica" não passou de um voo de galinha
    Começou a temporada de revisões para baixo…

  2. Pinheiro disse:

    Não surpreende a superficialidade dessa matéria, falam em desemprego, tempo desempregado mas não tem 01 linha sobre a qualificação profissional dessas pessoas, como se isso fosse um mero e descartável detalhe. Garanto que 90% dessas que estão fora do mercado a mais de 01 ano, não tem qualificação profissional. A maioria talvez nem tenha terminado o ensino básico.
    O mercado tem espaço aos qualificados, aos preparados, aos experientes, enquanto aqueles que não se qualificam, realmente sofrem na fila do desemprego.

Um em cada quatro desempregados procura trabalho há pelo menos 2 anos, diz IBGE

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um contingente de 3,35 milhões de desempregados no país procura trabalho há pelo menos dois anos. Isso equivale a 26,2% (ou cerca de uma em cada quatro) pessoas no total de desocupados no Brasil. Os números do segundo trimestre deste ano são recorde desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números, no segundo trimestre de 2018 o contingente de desempregados procurando trabalho há no mínimo dois anos tinha menos 196 mil pessoas, ou seja, era de 3,15 milhões.

No segundo trimestre de 2015, o total era de 1,43 milhão de pessoas, ou seja, menos da metade do segundo trimestre deste ano.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas tem crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos”, avalia a analista da PNAD Contínua Adriana Beringuy.

Recuo

No segundo trimestre, a taxa de desemprego do país recuou para 12%, percentual inferior aos 12,7% do primeiro trimestre deste ano e aos 12,4% do segundo trimestre de 2018.

A taxa caiu em dez das 27 unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, segundo os dados divulgados nessa quinta-feira. As maiores quedas ocorreram no Acre, de 18% para 13,6%, Amapá, de 20,2% para 16,9%, e em Rondônia, de 8,9% para 6,7%. Nas outras 17 unidades da Federação, a taxa se manteve.

Na comparação com o segundo trimestre de 2018, a taxa subiu em duas unidades, Roraima (de 11,2% para 14,9%) e Distrito Federal (de 12,2% para 13,7%), e caiu em três: Amapá (de 21,3% para 16,9%), Alagoas (de 17,3% para 14,6%) e Minas Gerais (de 10,8% para 9,6%). Nas demais unidades, a taxa ficou estável.

Agência Brasil

Em Natal, desempregados podem ficar isentos de multa de empresas de telefonia

O vereador de Natal, Luiz Almir, apresentou, nesta quinta-feira (16), um projeto de lei na Câmara Municipal de Natal que prevê o fim da cobrança da multa de fidelidade contratual com empresas de telefonia quando o consumidor tiver perdido o emprego.

Segundo o texto do projeto, ficam obrigadas as concessionárias de serviços de telefonia fixa e móvel a não efetuar a cobrança de multa contratual de fidelidade quando o usuário residente no Município de Natal comprovar que perdeu o vínculo empregatício antes da conclusão dos 12 (doze) meses exigidos. O não cumprimento da lei sujeitará a concessionária infratora ao pagamento de multa diária correspondente a 100 (CEM) Unidades Fiscais de referência (UFIR).

Segundo o vereador, o desemprego é motivo suficiente para o consumidor comprovar que não pode manter o compromisso assumido. “Não se pode esquecer do dever constitucional de proteção das relações de consumo, do qual o Município não pode se esquivar. Apesar de não ser originalmente competente para legislar acerca de tal matéria, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Súmula Vinculante nº 38, reconheceu que o art. 30 da Constituição dá direito ao município de legislar sobre assuntos de interesse local. Logo, torna-se o Município de Natal legitimado para tratar de demandas que afetem sua população e agravem os problemas socioeconômicos que sobre ela recaem”, disse o vereador.

Ainda segundo o vereador, a cobrança de multa de fidelidade por dissolução contratual pela concessionária transfere ao consumidor, posto em situação de hipossuficiência e desemprego, um ônus grave. Se aprovado, as empresas de telefonia fixa e celular devem se adequar aos termos dessa norma no prazo de 90 dias após a publicação da lei no diário oficial.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    É melhor dispensar o IPTU de quem tá sem emprego.