Na CUT, Dirceu propõe ‘rede de inteligência’ de esquerda e fala que militantes devem aprender ‘espionagem’

Foto: Renato Alves/Crusoé

O ex-ministro e ex-presidiário José Dirceu defende a criação do que chama de Rede Nacional de Inteligência Cidadã, formada por militantes de partidos de esquerda, integrantes de movimentos sociais e qualquer um que se identifica com as causas socialistas e comunistas, diz a Crusoé.

Destinada ao monitoramento de informações e contraespionagem, essa organização serviria para contrapor os órgãos equivalentes das forças armadas e das polícias, além de fazer frente às ações dos militantes de direita nas redes sociais.

Leia a matéria completa aqui.

O Antagonista, com Crusoé

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Azevedo disse:

    Esse bandido do Zé Dirceu, deveria estar preso num presídio federal de segurança máxima, pois esse safado é o pior bandido entre todos os PeTralhas. Acho que está na hora dos militares darem uma botada nesse bandido para ele se enquadrar ou mesmo desaparecer.

  2. Bento disse:

    Ainda tem gente que ouve esse bandido.
    Falei gente mais o correto é milicianos da corrupção

  3. Flavio disse:

    Esse safado tem que voltar para cadeia o quanto antes, bandido perigoso, corrupto e sem escrupulo.

  4. Minion de Peixeira disse:

    Contrapor órgãos oficiais, legalmente consttituídos, numa democracia plena (em que um presidente não consesgue nem cancelar uma assinatura de jornal)… Esse cara tem que voltar para cadeia já. É um risco.

Obama afirma que não vai mais espionar governos de países aliados

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira que não haverá mais espionagem de chefes de Estado e de governo “de nossos amigos próximos e aliados, ao menos que haja uma forte razão de segurança nacional”.

“Se eu quero saber o que nossos amigos e aliados pensam, vou pegar o telefone e ligar para eles, em vez de recorrer à espionagem”, disse, durante um longo discurso sobre a prometida reforma da Agência Nacional de Segurança (NSA, da sigla em inglês). Dentre os vigiados, estão a presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Obama disse que instruiu sua equipe de inteligência para aprofundar a cooperação com aliados para “reconstruir a confiança”. O presidente não citou que países são considerados “amigos próximos e aliados”.

Mas disse que continuará a coletar inteligência ao redor do mundo, “do mesmo jeito que outros países fazem. Não vamos pedir desculpas porque nossos serviços são mais efetivos”.

Ele também determinou ao Departamento de Estado designar um coordenador para diplomacia internacional, que servirá como ouvidor e negociador das reclamações e questões de governos estrangeiros, uma área onde se considera que o governo americano demorou a dar respostas. A Casa Branca terá um conselheiro especial para cuidar de preocupações de privacidade.

Diversos anúncios, entretanto, não foram acompanhados de maiores detalhes sobre sua implementação ou o que dependerá de aprovação do Congresso.

Ele também não falou se a NSA continuará a tentar quebrar códigos ou softwares, como revelado pelas denúncias.

As maiores reformas anunciadas, a serem implementadas entre os próximos quatro meses e um ano, se referem à redução da coleta de dados sobre telefonemas nos EUA e no exterior, que ainda serão armazenados pela NSA, mas em menor escala _ e o acesso a eles dependerá de ações judiciais e o cargo de defensor público de privacidade será criado.

No discurso, em que Obama tentou equilibrar preocupações do Congresso, das agências de inteligência, líderes estrangeiros, empresas de tecnologia e organizações que defendem direitos humanos, Obama disse que “corporações estão seguindo vocês também, é assim que surgem as propagandas na tela de seu aparelho celular”.

Em mensagem dirigida à comunidade internacional, ele falou que “não coletamos inteligência para dar uma vantagem competitiva a empresas ou setores comerciais americanos” e que queria dar “um passo inédito ao estender certas proteções a cidadãos estrangeiros no respeito à privacidade”.

SNOWDEN

A revisão dos processos da NSA foi anunciada em agosto último pelo presidente Obama, depois de dois meses de críticas e revelações feitas pelo ex-analista da NSA Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia. Snowden foi citado no discurso de hoje por Obama. Ele disse que não queria opinar sobre as ações ou motivações de Snowden, e que “a
maneira sensacionalista que os vazamentos foram divulgados causaram dano ao país”.

“A defesa da nossa nação depende em parte da fidelidade daqueles a quem confiamos os segredos da nação. Se qualquer indivíduo que faz objeções à política do governo pode pegar em suas mãos informação confidencial, nunca seremos capazes de manter nosso povo seguro”, disse, em clara referência a Snowden.

O presidente disse que os EUA eram cobrados de forma diferente que outros países. “Ninguém espera da China um debate aberto sobre espionagem, nem da Rússia levar em conta as preocupações com a privacidade de seus cidadãos”.

Obama usou diversos exemplos históricos para justificar a espionagem, da inteligência sobre os britânicos na guerra da Independência americana à quebra de códigos japoneses e alemães durante a Segunda Guerra.

Mas afirmou que estados totalitários, como a Alemanha Oriental, lembram dos excessos da espionagem.

“Nem os EUA foram imunes aos exageros” e citou a espionagem de Martin Luther King feita pelo próprio governo, à época de J. Edgar Hoover à frente do FBI.

Afirmou que os atentados de 11 de setembro provocaram excessos na ampliação da inteligência.

“Fomos chacoalhados pelos sinais que não captamos sobre a preparação dos atentados do 11 de setembro.”

Parte das reformas será enviada ao Congresso. Obama não falou em deixar de coletar os dados de emails ou telefone, como os defensores da privacidade pediam _ boa parte do discurso foi sobre o armazenamento e o período do mesmo.

O senador republicano Rand Paul afirmou na CNN que esperava “o fim desse armazenamento” e da espionagem generalizada.

O ex-secretário de Defesa Robert Gates, que está lançando um polêmico livro de memórias nos EUA, falou à rede CNN que as mudanças na NSA “podem deixar o país mais inseguro”, repetindo o que parte das forças armadas e dos serviços de inteligência tem opinado na imprensa americana.

Folha

Facebook é processado por supostamente escanear mensagens privadas

FacebookAFPO Facebook foi processado por acusações de que intercepta sistematicamente as mensagens privadas de seus usuários na rede social e lucra com a partilha desses dados com anunciantes e profissionais de marketing.

Quando os usuários compõem mensagens que incluem links para um site de terceiros, o Facebook verifica o conteúdo da mensagem, segue o link e procura por informações para enriquecer o perfil de atividade web do remetente da mensagem, violando a lei denominada “Electronic Communications Privacy Act” (Lei de Privacidade das Comunicações Eletrônicas), além das leis de privacidade e concorrência desleal do estado americano da Califórnia, segundo o processo judicial.

A prática compromete a privacidade e descumpre a promessa do Facebook de oferecer segurança “sem precedentes” para a sua funcionalidade de mensagens, disseram dois usuários do Facebook na denúncia apresentada no tribunal federal de San Jose, na Califórnia.

Processos contra empresas de internet e redes sociais estão se multiplicando na medida em que os usuários se tornam mais conscientes de quanta informação pessoal estão revelando, muitas vezes sem o seu conhecimento. O Google, o Yahoo e o LinkedIn também estão enfrentando acusações de interceptação de comunicações visando ao lucro à custa de usuários ou não usuários.

Escaneamento invasivo

O escaneamento “é um mecanismo para o Facebook reunir clandestinamente dados em um esforço para melhorar seus algoritmos de marketing e aumentar a sua capacidade de lucrar com os dados sobre os usuários da rede social”, declarou Michael Sobol, advogado dos queixosos, na queixa protocolada em 30 de dezembro.

Jackie Rooney, porta-voz do Facebook, disse que a empresa considera as alegações como “sem mérito”.

Os autores estão buscando uma ordem judicial que ateste o caso como uma ação coletiva, ou uma ação de classe, fazendo com que o processo corra em nome de todos os usuários do Facebook que enviaram ou receberam uma mensagem privada nos últimos dois anos, que tenha incluido um weblink. Eles também estão pedindo para impedir o Facebook de continuar a interceptar mensagens, buscando até US$ 10 mil em danos para cada usuário.

O Globo

Espionagem da Abin não se compara com a dos EUA, afirma Dilma

 A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (6) não ser possível comparar a espionagem promovida pelo governo brasileiro com as ações da agência americana NSA.

A Folha revelou nesta semana que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) espionou diplomatas da Rússia, Irã e Iraque entre 2003 e 2004.

“Não pode comparar o que a Abin fez em 2003 e 2004, até porque, segundo a Abin, foi contrainteligência.”

Dilma disse que “inteligência e defesa dos governos” são uma questão velha e que a ação brasileira “não levou a nenhuma consequência de violar a privacidade.”

Nas ações da Abin não houve monitoramento de mensagens eletrônicas e telefonemas. A atuação dos agentes brasileiros se deu em território nacional.

“Isso é previsto na legislação brasileira, não cometeu nenhuma ilegalidade. No outro caso, é um aparato de violação da privacidade dos direitos humanos e da soberania dos países.”

A presidente concedeu entrevista ao grupo RBS, do Rio Grande do Sul, pela manhã em Brasília.

Dilma também comentou o cancelamento da visita que faria em outubro aos Estados Unidos, devido ao vazamento das ações da NSA pelo ex-analista Edward Snowden. Disse que, se a programação fosse mantida, poderia ocorrer “constrangimento” durante a viagem e classificou a situação como “inadmissível”.

Ela afirmou que esperava um pedido de desculpas do governo Barack Obama, o que não ocorreu. Também disse que “ninguém sabe o que tem o Snowden, nem os Estados Unidos sabem” e que novas denúncias poderiam ser divulgadas.

“O tema que vocês pautariam seria essas denúncias. E não as nossas realizações.”

Dilma também afirmou que o caso não influenciou nas relações comerciais entre os dois países.

Folha

Dilma manda ministério reforçar segurança de dados após nova denúncia de espionagem

dilma-reproducaoO Ministério de Minas e Energia (MME) também foi espionado por agências estrangeiras, segundo reportagem veiculada ontem (6) no programa Fantástico, da Rede Globo. Em nota, o MME, classificou como “grave” o monitoramento de seus sistemas de comunicação e de armazenamento de dados. Por meio de sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff informou já haver determinado ao ministro da pasta, Edison Lobão, uma “rigorosa” avaliação e o reforço da segurança desses sistemas.

De acordo com a matéria do Fantástico, a espionagem de autoridades brasileiras não está sendo feita apenas pelos Estados Unidos. Conta também com a participação da Agência Canadense de Segurança em Comunicação (Csec), que teria mapeado as comunicações de computadores, telefones fixos e celulares do ministério.

A reportagem lembra que, de cada quatro grandes empresas de mineração do mundo, três têm sede no Canadá, país que, segundo o ministro da pasta, Edison Lobão, tem interesse sobretudo no setor mineral brasileiro.  Segundo nota do MME, a espionagem “sugere a tentativa de obtenção de informações estratégicas relacionadas com as áreas de atribuição da pasta”.

A presidenta Dilma Rousseff, que também foi alvo da espionagem norte-americana, disse pela rede social que confia na segurança do sistema de dados do MME, mas que a denuncia confirma as razões econômicas e estratégicas por trás dos atos da agência de inteligência canadense. “A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração”, escreveu.

Dilma informou, ainda, que o Ministério de Relações Exteriores vai pedir explicações do governo do Canadá. “A espionagem atenta contra a soberania das nações e a privacidade das pessoas e das empresas”, escreveu. A presidenta ressaltou o fato de que Edward Snowden (o primeiro a fazer as denúncias de espionagens feitas pelos EUA) trabalhava havia apenas três meses na empresa que prestava serviços à NSA e, mesmo assim, teve acesso a todos os arquivos que serviram de fonte para as denúncias divulgadas até agora.

Segundo Dilma, tudo indica que os dados da NSA são acessados pelos cinco governos citados na denúncia – Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – e pelas milhares de empresas prestadoras de serviço com acesso a eles. “É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas”, escreveu a presidenta. “Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”.

Ao chegar nessa manhã ao Senado, onde participa de audiência pública, o ministro Edison Lobão disse considerar “lamentável” o fato denunciado, mas acrescentou que o país já está tomando todas as providências com relação à questão. “Em respeito ao meu ministério, nosso sistema é bom e confiável. Mas teremos que, daqui para frente, melhorar ainda mais, para evitar que fiquem mexendo”, disse o ministro.

Lobão não quis fazer avaliações sobre a intenções dos “bisbilhoteiros”. Segundo ele, o governo está estudando o prejuízo que o ato de espionagem pode ter produzido. “Estamos em processo de exame, para saber a profundidade de tudo isso”. O ministro avaliou que os leilões públicos não foram objeto da espionagem porque as regras deles são claras e transparentes.

Uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado está investigando as denúncias de espionagem contra as autoridades brasileiras. A presidenta da comissão, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse que o colegiado está com material denso nas mãos. “Vamos conseguir detalhes dessas interceptações e como estão fazendo o monitoramento”. Segundo ela, apesar de a descoberta ser “assustadora”, todos já sabiam da sua existência. A expectativa é que a comissão apresente em dezembro propostas ao governo, tanto para responder à espionagem como para criar mecanismos de proteção aos sistemas de informação.

A matéria do Fantástico mostra uma apresentação datada em junho de 2012 sobre como funciona o programa de computador chamado Olympia, ferramenta de espionagem da Csec, que tinha como alvo as comunicações telefônicas e de computadores do MME. Além de identificar números de celulares, a ferramenta identificou também registro dos chips, marcas e até os modelos dos aparelhos usados.

A apresentação era dirigida a analistas ligados a agências de espionagem dos cinco países, que constituem um grupo chamado de Five Eyes (Cinco Olhos). Ao final da apresentação, foi sugerida uma operação conjunta com uma equipe de elite dos espiões cibernéticos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).

Agência Brasil

Agência canadense espionou Ministério de Minas e Energia

O Ministério de Minas e Energia do Brasil foi alvo de espionagem eletrônica por parte da agência canadense de segurança, de acordo com denúncia feita pelo programa Fantástico do último domingo (6), com base em documentos vazados por Edward Snowden.

De acordo com a denúncia, foram mapeadas as comunicações telefônicas e de computador do ministério, incluindo emails. A agência canadense, conhecida pela sigla CSEC, acessou ainda a comunicação entre os computadores do ministério e computadores de países do Oriente Médio, da África do Sul e até do próprio Canadá.

O ministro Edison Lobão afirmou, em nota divulgada no domingo à noite, que a invasão dos sistemas de comunicação e de armazenamento de dados do ministério, conforme a denúncia, “é grave, na medida em que sugere a tentativa de obtenção de informações estratégicas relacionadas com as áreas de atribuição da pasta”.

Lobão determinou uma “rigorosa avaliação e reforço desses sistemas (de proteção de dados) e a análise do que possa ter sido objeto de espionagem”. O ministro afirmou, no entanto, que os sistemas do ministério estão entre os mais seguros e a maioria das informações da pasta é de domínio público.

Edward Snowden, ex-prestador de serviço da NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA) que está asilado na Rússia, revelou este ano os programas secretos de vigilância da Internet e de telefonemas do governo dos EUA dentro do próprio país e no exterior.

Documentos vazados por Snowden anteriormente revelaram que os Estados Unidos espionaram as comunicações pessoais da presidente Dilma Rousseff e a rede de computadores da Petrobras.

Em resposta, Dilma cancelou uma visita de Estado a Washington neste mês e fez um discurso firme na Assembleia-Geral da ONU contra a espionagem, que chamou de “uma prática que fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre os países”.

Antes da denúncia, Dilma voltou a criticar a espionagem norte-americana em mensagens no Twitter, no domingo, e cobrou “explicações e mudanças de comportamento por parte dos americanos.”

A presidente disse que o texto do Marco Civil da Internet, projeto enviado pelo governo ao Congresso que irá ampliar a proteção da privacidade dos brasileiros, servirá de base para uma proposta que será enviada à ONU para um marco civil internacional.

R7 e Reuters

EUA rejeitam pedido de companhias de tecnologia para esclarecer demandas de espionagem

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse a uma corte de vigilância secreta que rejeita o pedido de companhias de tecnologia para que as demandas por informações de usuários sejam melhor explicadas, de acordo com documentos do tribunal divulgados nesta quarta-feira.

Negociações entre o governo federal e companhias como o Google têm durado meses, e enquanto agências de espionagem dos EUA dizem que planejam ser mais transparentes, se opõem a pedidos das companhias para que dados mais detalhados sejam revelados.

Os documentos da Justiça foram arquivados no Tribunal de Vigilância de Inteligência Externa dos Estados Unidos, um órgão originalmente criado para conter abusos de inteligência.

Reuters

Dilma fará "ataque" aos EUA nesta terça-feira

2013-643760716-2013-643435846-20130906082103784afp.jpg_20130906.jpg_20130907A presidente Dilma Rousseff vai aproveitar o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na terça-feira para protestar contra a espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) no Brasil. O órgão interceptou comunicações de brasileiros, da própria presidente e da Petrobras. A ação provocou mal-estar entre os dois países e levou Dilma a adiar a visita de Estado que faria aos Estados Unidos no dia 23 de outubro.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, a presidente deve ressaltar em seu discurso que a espionagem é inadmissível, especialmente contra o Brasil, um país que não professa nem abriga o terrorismo e que é aliado dos Estados Unidos. Outro aspecto considerado grave e que deve ser destacado por Dilma é o fato de a NSA ter bisbilhotado informações da Petrobras, o que poderia trazer danos aos negócios da estatal no mercado num momento delicado, em que o governo está colocando em prática um amplo programa de concessões.

A presidente decidiu adiar a visita de Estado depois de uma conversa com o presidente americano, Barack Obama, na semana passada. O governo brasileiro avaliou que os Estados Unidos não assumiram compromisso de apurar, explicar e nem cessar a espionagem da NSA. Por meio de nota, o Planalto afirmou que “na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação, não estão dadas as condições para a realização da visita na data acordada”.

Dilma, no entanto, manteve a agenda de visita a Nova York, onde se realiza a Assembleia Geral da ONU. Pela tradição, o Brasil é o país que abre os debates, que começam amanhã. Na viagem a Nova York, a presidente vai aproveitar para ajudar a promover o programa de concessões brasileiro. Na quarta-feira, ela se juntará ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, num road show com investidores no Goldman Sachs Conference Center. Segundo técnicos da equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff deve afirmar que o Brasil entrou em uma nova fase de desenvolvimento, com crescimento sustentado, e destacar que o programa de concessões, que soma R$ 470 bilhões, é uma boa oportunidade de negócios quando o resto mundo ainda caminha lentamente para se recuperar da crise.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio disse:

    Essa senhora nao tem nem condições de mandar prender seus pares os mensageiros, nao acaba com as corrupções promovida pelos seus colegas debatido, vai ter moral para falar algo dos EUA??

‘Pode Obama ficar bisbilhotando a conversa da nossa presidenta?’, questiona Lula

2013-644980996-2013091159231.jpg_20130911O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente americano Barack Obama em razão das denúncias de espionagem dos Estados Unidos contra o Brasil e a própria presidente Dilma Rousseff. Em debate sobre a fome no mundo nesta quarta-feira, Lula criticou também as Nações Unidas, cobrando uma “governança global”. Ele também se disse “assustado” com um discurso antipartidário no Brasil.

— Nós precisamos levar a sério a questão da democracia. Pode, por acaso, o senhor Obama e seu esquema de inteligência ficar bisbilhotando a conversa da nossa presidenta? Em nome de que democracia?— disse Lula.

Durante um debate sobre democracia e fome, organizado pela revista “Carta Capital” nesta quarta-feira em São Paulo, Lula disse que Obama acabaria tendo de “pedir desculpas aos espiões mortos” em serviço:

— Eles tinham passaporte, compravam passagem de avião, tinham o risco de serem presos. Agora o cidadão senta em uma salinha em qualquer lugar de Nova York e fica sabendo o que você está fazendo. E cadê a democracia? Cadê a decisão judicial que permite ouvir? Qual foi o delito que a Dilma cometeu?— repudiou Lula, que ainda ironizou, fazendo a plateia rir: – Sabe Deus se eles não estão gravando este debate aqui.

Ao lado da ativista liberiana Leymah Gbowee, prêmio Nobel da Paz de 2011, Lula pediu paridade entre os países e questionou uma possível intervenção militar americana na Síria. Ele disse ser a favor da saída de Bashar Al Assad da presidência, mas de uma forma democrática.

– Qual foi o foro que decidiu que os Estados Unidos tinham que invadir o Iraque? Onde está a arma química que foi a razão (da guerra iniciada em 2003)? A própria arma química foi o Saddam (Houssein) – disse Lula, comparando o episódio à crise síria: – Agora já estão querendo ir para a Síria por que disseram que tinha arma química.

Lula questionou as decisões da ONU e o desequilíbrio entre o poder de decisão dos países da América Latina e Àfrica:

– Que possamos colocar Obama, Dilma ou qualquer outro governante em igualdade de condições para a tomada de decisões. A mesma ONU que criou o Estado de Israel (1948), por que não criou também um Estado palestino?

O ex-presidente se disse “profundamente assustado” com um discurso contra os partidos e criticou também os defensores da redução da maioridade penal no Brasil.

— Aos 67 anos, depois de participar da formação da democracia, assusta-me profundamente algumas pessoas querendo negar a democracia, os partidos políticos, as entidades. Não é possível ter democracia se negarmos a existência dos partidos políticos— disse Lula, que defendeu os protestos nas ruas: — O povo vai para a rua e é ótimo. Todas as faixas que estão aí a Dilma já carregou.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. franciasco das c a costa disse:

    Disse lula: ""todas as faixas que estão ái a Dilma já carregou", ora pois bem ninguém mais de que vcs dessa tal PT sabe que essa politica que vcs pretendem estabelecer em nosso país, não vai colocar . DEMOCRACIA, é democracia, DIDATURA, é imposta, portanto tratemos de modificar os parâmetros que dita o autoritarismo, procurando ouvia melhor a sociedade e criando mecanismo livres para o desenvolvimento.
    ,

  2. Sergio Nogueira disse:

    Aposto que Obama, assim como o senhor nove dedos, não sabia de nada.

  3. Renato disse:

    Acho que agora Lula entendeu o elogio que Obama fez: "esse e o cara!". Obama teve acesso a conversas intimas entre Lula e Rosemary, e assim percebeu que Lula era comedor, mas sem se dar mal como Bill Clinton.

Lula diz que EUA se acham “xerife do mundo” e cobra explicações de Obama sobre espionagem

11_17_58_68_fileO ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira (6), que a espionagem praticada pelos EUA sobre a presidente Dilma Rousseff é um risco para a soberania do País. Ele fez a declaração durante encontro com a bancada de deputados estaduais do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

— O mínimo que se espera é que o presidente Obama venha humildemente pedir desculpas.

O ex-presidente também afirmou que as intenções dos EUA de defender o mundo de ataques terroristas não justificam a espionagem.

— Os EUA não foram nomeados xerife do mundo, ninguém pediu, se eles querem saber alguma coisa da Dilma que perguntem. Os americanos passaram do limite, mas sempre haverá no Brasil um vira-lata que acha que eles estão certos.

Para Lula, “a verdade é que os EUA não suportam o fato de o Brasil ter virado um ator global”.

— Os americanos acham que nós estamos incomodando.

O ex-presidente disse que os brasileiros lutaram mais de 20 anos por democracia e que “não podemos admitir que um país se dê ao luxo de ficar tentando gravar, copiar e-mail de um presidente da República”.

— Conheço bem a Dilma e sei que ela vai tomar as providências necessárias, mas é preciso ficar claro que estamos vulneráveis.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. reginaldo disse:

    O CIUME MATA GUINOMO BARBUDINHO

  2. Ricardo Antonio disse:

    É melhor ficar calado Lula… Lembre-se que a espionagem deve ter ocorrido no seu governo também… O Tio Sam deve ter provas da sua participação no mensalão…

  3. Sergio Nogueira disse:

    Essa estória de misturar Xerifes com Petistas nunca deu certo. Sempre tem um escândalo descoberto.

Obama prometeu dar explicações sobre espionagem até quarta-feira, diz Dilma

Obama-e-Dilma-bannerApós encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ontem, na Rússia, a presidente Dilma Rousseff, disse hoje, no Twitter do Palácio do Planalto, que Obama “assumiu a responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem”. Ela informou ainda que o presidente americano firmou um compromisso de dar uma resposta ao Brasil sobre o monitoramento até quarta-feira.

Espionagem 05/09

Dilma e Obama, que estão na Rússia participando da 8ª Cúpula do G-20, grupo das maiores economias mundias, conversaram ontem, cara a cara, durante 30 minutos, para tratar das denúncias de espionagem sobre as ligações, mensagens de telefone e e-mails da presidente pelo serviço secreto americano.

Ainda no Twitter, a presidente afirmou que irá propor à Organização das Nações Unidas (ONU) uma “nova governança contra invasão de privacidade”. Dilma voltou a dizer também que a viagem oficial dela aos Estados Unidos, marcada para outubro, depende das explicações que serão dadas pelo presidente americano na próxima semana.

Encontro fora da agenda oficial

Dilma e Obama se reuniram a portas fechadas na saída da reunião do grupo das 20 maiores economias do mundo, em São Petersburgo, por volta das 21h (horário local). Por esta razão, acabaram se atrasando para o jantar oferecido pelo presidente da Rússia, Vladmir Putin, aos líderes da cúpula no Peterhof, o palácio imperial russo por excelência. Participou da reunião bilateral ainda pelo lado brasileiro o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

Segundo o assessor da Casa Branca, são coletados dados de inteligência sobre praticamente todos os países.

– Entendemos a força do sentimento deles (brasileiros) sobre o assunto – afirmou, lembrando a importância do Brasil para os Estados Unidos.

Horas antes, durante a 8a. cúpula do G20, Dilma e Obama acabaram sentados lado a lado. Embora próximos, os dois não chegaram a conversar. Já sentada à mesa de reuniões, antes do vizinho, a presidente brasileira chegou a se levantar por duas vezes, enquanto o americano cumprimentava colegas ao lado, fazendo parecer que não queria dar a oportunidade para que ele se aproximasse.

Mesmo assim, foi vista trocando algumas palavras com ele pouco antes do discurso de apresentação da cúpula feito por Putin. O clima era frio, deixando claro o constrangimento.

Ainda não está claro se o governo brasileiro ficou satisfeito com a informações, nem se o gesto de Obama foi interpretado como um pedido de desculpas. De todo, Hodes já havia se adiantado em garantir que a Casa Branca pretende trabalhar com o governo brasileiro para entender melhor as suas “inquietações”.

– Continuaremos com esse trabalho.

Irritada, Dilma não havia considerado suficientes as explicações fornecidas pelos Estados Unidos desde as denúncias de espionagem dos seus dados. O governo brasileiro cobrou satisfações e chegou a chamar o embaixador americano Thomas Shanon duas vezes para que se explicasse.

O Globo

Brasil espionou países vizinhos durante ditadura

Se hoje reclama da espionagem dos EUA, durante a ditadura o governo brasileiro criou uma rede oficial de recolhimento de dados sigilosos na tentativa de monitorar os segredos militares e estratégicos dos países vizinhos da América Latina. Arquivos secretos e inéditos do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), aos quais o Estado teve acesso e acabam de ser desclassificados pelo Arquivo Nacional, em Brasília, mostram que, numa reunião do órgão, em agosto de 1978, foi criado o “Plano de Informações Estratégicas Militares”, que descreve o esquema de espionagem organizado pelo Brasil.

No Anexo A do arquivo é detalhado o “Plano de Busca Número 1”, que, segundo o documento, “orienta, sistematiza, define responsabilidades e fixa prazos para as atividades de informações externas, relacionadas com o Plano de Informações Estratégicas Militares (Piem)”.

A tarefa era clara: fornecer ao governo brasileiro informações estratégicas e secretas dos países da América Latina, deixando apenas EUA e Canadá de fora do plano. O documento mostra que essa missão caberia não apenas a adidos militares brasileiros no exterior, mas também ao Itamaraty.

O item A do “Plano de Busca” determinava: “os adidos militares atenderão às necessidades de informações da Força Singular ou Forças Singulares que representam os países onde estão credenciados”. O item B é mais direto ainda em relação à espionagem militar. “O Ministério das Relações Exteriores atenderá às necessidades de informações estratégicas militares dos países da América Latina onde as Forças Armadas não estejam representadas por adidos militares.”

Uma detalhada planilha, chamada de “Apêndice Número 1 ao Plano de Busca Número 1” explica o que cada órgão de inteligência deveria investigar nos países vizinhos. Cinco órgãos de busca participavam dessa coleta de informações estratégicas. Quatro deles eram vinculados às Forças Armadas e o quinto era o Itamaraty, a quem cabia a tarefa mais ampla na captação de dados. (mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JR disse:

    A verdade é que todos os países tem redes de espionagem. Só que alguns são mais competentes do que outros naquilo que fazem.

  2. Paulo Henrique disse:

    "Se hoje reclama da espionagem dos EUA, durante a ditadura o governo brasileiro criou uma rede oficial de recolhimento de dados sigilosos"

    Não foi o governo democrático do Brasil que espionou os outros países…da maneira que a reportagem fala parece até que a ditadura e a democracia são o mesmo governo…e não são…

Edward Snowden recebe asilo da Rússia, depois de fazer novas revelações

O ex-consultor norte-americano Edward Snowden já saiu do Aeroporto de Sheremetievo, em Moscou, onde estava há mais de um mês, depois de ter recebido das autoridades russas os documentos necessários, anunciou seu advogado, Anatoli Kutcherena.

“Acabei de entregar [a Snowden] os documentos do Serviço Federal de Migração russo. Eles permitem sair do aeroporto”, disse o advogado russo, citado pela agência Interfax. Segundo ele, Snowden está em um local seguro que não vai ser revelado por questões de segurança.

Snowden trabalhava em uma empresa que prestava serviços à Agência Nacional de Segurança (NSA) e é acusado de espionagem pelo governo dos Estados Unidos. No dia 16 de julho, ele pediu asilo temporário à Rússia. Segundo o advogado, o pedido foi aceito, permitindo a Snowden permanecer no país pelo prazo de um ano.

Snowden estava desde o dia 23 de junho no aeroporto moscovita, onde chegou proveniente de Hong Kong, para onde tinha viajado depois de abandonar o emprego no Havaí.

Ontem, o jornal The Guardian publicou novos documentos revelados por Snowden que mostravam que um sistema de vigilância secreto, conhecido como XKeyscore, permite aos Estados Unidos acessar “praticamente tudo o que um usuário típico faz na internet”. O programa, segundo o jornal, é o de maior alcance utilizado pela Agência Nacional de Segurança (NSA).

A existência do XKeystore confirma, segundo o The Guardian, a anterior alegação de Snowden, negada por autoridades norte-americanas, de que antes de deixar a NSA podia “escutar qualquer pessoa, você ou o seu contador, um juiz federal ou mesmo um presidente, desde que tenha um email pessoal”.

A Casa Branca refutou a alegação, insistindo que o acesso a esse tipo de ferramentas só é concedido aos que têm autorização para isso e que existem vários sistemas de controle para impedir abusos.

Agência Brasil

EUA espionaram Brasil na ONU, diz revista

Documentos sigilosos do serviço secreto dos Estados Unidos indicam que houve espionagem contra a delegação do Brasil e de outros países no Conselho de Segurança da ONU em 2010, quando sanções contra o governo do Irã foram aprovadas com o apoio americano.

Os papéis foram divulgados pela revista “Época”.

Segundo a reportagem, os EUA espionaram 8 dos 15 integrantes do Conselho de Segurança, em maio daquele ano. A reportagem cita três desses países, além do Brasil: Japão, México (membros não permanentes) e França (permanente).

Conforme os papéis, o objetivo da operação, comandada por agentes da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), era antecipar como votariam integrantes que tendiam a adotar posição contrária aos interesses americanos -que defendiam sanções duras ao Irã.

“O Sigint foi um elemento-chave para manter a representante dos EUA na ONU [a então embaixadora Susan Rice] informada sobre como os outros membros do Conselho de Segurança da ONU votariam”, informa trecho do relatório. O Sigint é uma missão permanente da NSA. É a abreviação de Signals Intelligence (Inteligência de Sinais, em português).

Os documentos obtidos pela revista não explicitam se houve acesso a conteúdo de e-mails trocados entre as autoridades, ou se houve grampo nos telefonemas.

Desde a revelação do sistema de espionagem encabeçado pela NSA, a partir de documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, o governo americano tem defendido que a NSA só tem acesso aos chamados “metadados” – ou seja, o registro das comunicações, como quem ligou para quem e em que horário.

Os documentos também trazem declaração direta de Rice, que hoje é uma das mais próximas conselheiras de Barack Obama na área de segurança. “O Sigint me ajudou a saber quando outros membros permanentes estavam falando a verdade… revelou suas reais posições sobre as sanções.” Segundo a reportagem, mais de cem relatórios foram produzidos.

A tensão com o programa nuclear do Irã simbolizou um dos momentos de maior independência da política externa do governo Lula.
O Brasil, diante do endurecimento do discurso americano, decidiu tentar uma mediação junto ao governo iraniano. O objetivo era convencer o Irã a enriquecer o urânio -primeiro passo para eventual produção de uma bomba nuclear- na Turquia.

A solução permitiria maior controle internacional sobre as reais intenções do regime iraniano, que sempre afirmou defender o uso nuclear apenas para fins pacíficos.

A resolução apoiada pelos americanos foi aprovada em maio daquele ano. O Brasil votou contra. O Palácio do Planalto, o Itamaraty e o Instituto Lula não se manifestaram sobre a reportagem.

Folha

Bico fechado: Embaixador dos EUA diz não ter autorização para falar ao Senado

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, informou hoje (15) que não recebeu autorização do governo norte-americano para para prestar esclarecimentos ao Senado sobre as denúncias de espionagem de agências norte-americanas a cidadãos e autoridades brasileiras. A justificativa para a recusa ao convite, encaminhado na semana passada, foi dada ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), em uma reunião no início da tarde de hoje (15), na Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília.

“Ele viu com simpatia o convite porque é uma oportunidade, mas, no momento, ele não pode atender”, disse Ferraço. Apesar da resposta negativa, o senador não descartou a audiência pública com o embaixador. “Acho que ele vem sim porque é uma oportunidade de dialogar visando aos esclarecimentos que a sociedade brasileira deseja em razão dos fatos que foram denunciados e que são da maior gravidade”, completou.

A assessoria da representação diplomática em Brasília confirmou que, até a próxima semana, um grupo de técnicos virá ao Brasil para explicar detalhes do programa americano ao governo brasileiro. No encontro de hoje (15), o embaixador reforçou que as agências americanas intensificaram as investigações desde o atentado ocorrido em 11 de setembro de 2001, mas que não existe violação de conteúdo de conversas. Segundo ele, as investigações limitam-se à identificação de hora, dia e pessoas envolvidas nas comunicações por telefone ou meios eletrônicos.

Amanhã (15), os senadores da CRE vão ouvir o jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, que divulgou as informações repassadas pelo ex-técnico de uma empresa que prestava serviços para a agência de segurança americana (NSA) Edward Snowden sobre programas secretos americanos de interceptação de dados. “Vamos fazer muitas perguntas que possam nos mover das evidências para as constatações. Temos muitas perguntas com respostas ainda não suficientes”, disse Ferraço.

O presidente da comissão disse que pretende ouvir Snowden. Segundo ele, se o americano conseguir asilo na Venezuela, um grupo de senadores poderá ir até o país vizinho para levantar mais detalhes sobre as interceptações feitas pelo governo americano sobre o Brasil. “Queremos saber se há algum indício de que informações estratégicas relacionadas à concorrência do projeto FX2, de reaparelhamento dos caças brasileiros, vazou e se houve quebra de informação relacionadas ao pré-sal”, explicou.

Agência Brasil

Jovem de 29 anos é a fonte de vazamentos de documentos sobre espionagem americana

O jornal britânico “The Guardian” revelou neste domingo que um americano de 29 anos, que trabalhava na CIA, é a fonte de vazamentos sobre os programas de vigilância do governo dos Estados Unidos. Edward Snowden afirmou em vídeo que não tem nenhuma intenção de se esconder, já que “não fez nada de errado”.

Snowden, que está agora em Hong Kong, pensa em pedir asilo na Islândia. Em uma nota acompanhada pelos primeiros documentos revelados, o jovem disse que sabe que sofrerá por suas ações, mas “ficará satisfeito se se a federação de lei secreta, de dois pesos e duas medidas, e os irresistíveis poderes executivos que governam o mundo forem revelados por um instante”.

Apesar de ter revelado publicamente sua identidade, ele repetiu insistentemente que quer evitar os focos da imprensa.

“Não quero atrair a atenção pública, porque não quero que essa história seja sobre mim. Quero que isso seja sobre o que o governo americano está fazendo. Sei que a mídia gosta de personalizar os debates políticos, e sei que o governo vai me demonizar.”

Apesar disso, o jovem toma precauções para não ser espionado. A porta de seu quarto de hotel é revestida com almofadas e ele usa um grande capuz vermelho na cabeça ao entrar com suas senhas em seu laptop – para evitar que câmeras escondidas possam observá-lo.

Aos 29 anos, Snowden teve uma vida muito confortável, que incluía um salário de cerca de US$ 200.000, uma namorada com quem dividia uma casa no Havaí e uma carreira estável.

“Estou disposto a sacrificar tudo isso porque eu não posso, em sã consciência, permitir que o governo dos EUA consiga destruir a privacidade, a liberdade na internet e as liberdades fundamentais das pessoas com esta máquina de vigilância maciça que está construindo secretamente.”

Escolha por Honk Kong

Snowden deixou a CIA em 2009 e, nos últimos quatro anos, trabalhou na Agência de Segurança Nacional (NSA) como funcionário de várias empresas terceirizadas, incluindo a Booz Allen Hamilton. Há três semanas, ele fez os preparativos finais que resultaram na série de notícias publicadas ao longo da semana passada. No escritório onde trabalhava, no Havaí, ele copiou o último conjunto de documentos que pretendia divulgar. E avisou a seu supervisor que precisava ser afastado do trabalho por algumas semanas, para receber tratamento para a epilepsia – condição que descobriu no ano passado, depois de uma série de ataques.

Para a namorada, ele apenas contou que havia sido afastado por algumas semanas, mas não explicou as razões.

“Não é algo incomum para alguém que passou a última década trabalhando no mundo da inteligência”.

Em 20 de maio, ele embarcou em um voo para Hong Kong, onde permanece desde então. Ele conta que escolheu a cidade porque “eles têm um compromisso com o espírito de liberdade de expressão e com o direito à dissidência política”, e porque acreditava que era um dos poucos lugares no mundo em que poderia viver sem sofrer ordens do governo dos EUA.

O jornalista americano Glenn Greenwald, de 46 anos, foi o responsável por revelar os documentos obtidos por Snowden, que mostraram um complexo mecanismo de espionagem dos usuários dos serviços de nove grandes empresas americanas. Ele denunciou, ainda, outro programa americano cujo objetivo seria a criação de uma lista de alvos para ciberataques.

No sábado, o diretor da NSA, James Clapper, criticou a atuação da imprensa. Empresas como Google, Apple e Facebook negaram que tenham colaborado com a coleta de dados.

“Durante a semana, assistimos à revelação irresponsável de medidas para assegurar a segurança dos americanos”, disse Clapper, em nota.

Na sexta-feira, Obama defendeu o sistema e afirmou que o monitoramento de dados tem como alvo estrangeiros e não cidadãos americanos. Ele também criticou o vazamento dos programas para jornalistas do “Washington Post” e do “Guardian”, afirmando que a divulgação põe em risco pessoas envolvidas e em situações perigosas.

O Globo