Saúde

Covid-19: Rússia sorteia carro para incentivar vacinação frente a aumento de casos

Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, anunciou nesse domingo (13) a realização de um sorteio de um carro para incentivar os cidadãos a se vacinarem contra o coronavírus, diante do aumento preocupante de novas infecções.

O anúncio foi feito um dia após a decisão de Sobyanin de decretar uma semana de recesso na capital russa, entre os dias 12 e 20 de junho, a fim de conter a disseminação da epidemia. “De 14 de junho a 11 de julho, os cidadãos que receberem sua primeira injeção da vacina contra a Covid-19 poderão participar da loteria para ganhar um carro”, anunciou o prefeito em um comunicado oficial.

A cada semana, cinco carros no valor de aproximadamente 1 milhão de rublos cada, o equivalente a € 11.500, estarão em jogo, de acordo com a mesma fonte. “Mas é claro que o principal ganho para quem se vacinar não pode ser comparado a nenhum carro. É a sua própria saúde e equilíbrio espiritual”, acrescentou o prefeito de Moscou.

Na mesma linha, autoridades da região de Moscou anunciaram a realização de um sorteio de um apartamento de três cômodos para aqueles que aceitarem receber a primeira dose da vacina, de 15 a 25 de junho.

Regras mais rígidas

No sábado (11), Sobyanin já havia ordenado o fechamento de áreas de recreação infantil em centros comerciais e parques até o dia 20 de junho. O governo ainda pediu aos empregadores que priorizem o home office para seus funcionários e proibiu restaurantes de atenderem a clientela das 23h00 às 06h00.

A prefeitura de Moscou também anunciou a reabertura de hospitais de campanha para acomodar os pacientes.

A Rússia registrou 14.723 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, sendo que 7.704 somente em Moscou, atualmente o maior foco da epidemia no país. Ao todo, o país conta oficialmente 5.208.687 casos de Covid-19 desde o início da epidemia, com 126.430 mortes.

Num dos países mais afetados pela doença, a campanha de vacinação, lançada em dezembro de 2019, avança lentamente, em um contexto de desconfiança generalizada da população quanto à eficácia e segurança das vacinas.

Até agora, 18 milhões de russos, ou cerca de 12% da população, receberam pelo menos uma dose do imunizante, de acordo com dados oficiais.

Dados globais

Em todo o mundo, a pandemia de Covid-19 já matou 3.797.342 pessoas desde dezembro do ano passado até este domingo, de acordo com um levantamento da AFP a partir de fontes oficiais.

Depois dos Estados Unidos (599.672 mortos), os países que registram o maior número de mortes são Brasil (486.272), Índia (370.384), México (230.095) e Peru (188.443), que tem o maior número de mortos em relação a sua população.

G1, com RFI e dados da AFP

Opinião dos leitores

    1. Para de falar asneiras, vergonha de Japi! Usa tua máscara e fica em casa que tá tudo certo!

    2. Por sua ignorância e defesa enfática dessa esquerda nojenta, ladrona, irresponsável e ordinária, tenho certeza que vc não sabe o que é ser JAPIENSE. Nós somos ordeiros, responsáveis e familia.

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Saúde

Rússia aprova versão em dose única da Sputnik e fala em eficácia “superior ao de muitas vacinas de duas doses”

Foto: Getty Images via BBC News Brasil

A Rússia anunciou na quinta-feira (5/5) o registro de uma nova versão da vacina Sputnik de uma dose só em vez de duas.

O anúncio foi feito pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), que é administrado pelo governo russo e financiou a criação do imunizante; pelo Instituto Gamaleya, que também é público e foi responsável pela pesquisa; e o Ministério da Saúde do país.

O RFID explicou que a nova vacina, batizada de Sputnik Light, usa apenas a primeira dose da Sputnik V, a original.

Os testes mostraram que ela teve uma eficácia de 79,4%, de acordo com o fundo. Isso “é superior ao de muitas vacinas de duas doses”, ressaltou.

“O regime de dose única permite a imunização de um maior número de pessoas em um menor espaço de tempo, favorecendo o combate à pandemia na fase aguda.”

Nenhum evento adverso grave foi registrado na pesquisa, informou o RDIF.

A Sputnik V vem sendo questionada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A agência vetou pedidos de importação da vacina russa porque diz que não pode confiar na segurança, eficácia e qualidade do imunizante diante da ausência de informações que foram requisitadas.

Uma das principais questões é que não deveria haver vírus capazes de se replicar em sua composição, e, segundo a Anvisa, os dados das pesquisas mostram que a Sputnik V tem isso.

O RDIF negou e disse que mais de 20 milhões de pessoas no mundo já receberam ao menos uma dose do imunizante.

O uso da Sputnik V foi aprovado em 64 países até agora, afirma o fabricante. Mas a Anvisa diz que só uma minoria deles está aplicando de fato a vacina na população.

O assunto será tema da CPI da covid-19 nesta quinta-feira (06/5), quando o presidente da Anvisa vai depor.

O que se sabe sobre eficácia

O fundo soberano russo disse no novo anúncio que a Sputnik Light gerou anticorpos em 96,9% dos participantes do estudo, e, em 91,67%, também produziu os anticorpos neutralizantes, que impedem a infecção das células humanas.

A taxa de eficácia de 79,4% foi calculada com base em dados de russos que foram vacinados com a primeira dose da Sputnik V e não receberam a segunda por algum motivo, entre 5 de dezembro de 2020 e 15 de abril de 2021.

O fabricante não informou no comunicado quantas pessoas fizeram parte do grupo analisado.

A vacina Sputnik original teve uma eficácia de 91,6% nos testes clínicos e de 97,6% no mundo real, de acordo com o fundo russo.

O RDIF divulgou com o anúncio de hoje que um estudo com 7 mil pessoas sobre a eficácia da Sputnik Light está sendo feito desde fevereiro na Rússia, nos Emirados Árabes, em Gana e em outros países.

Mas não ficou claro se os dados apresentados nesta quinta-feira fazem parte dessa pesquisa. A BBC News Brasil questionou os responsáveis, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem.

Como funciona

A Sputnik V usa dois tipos de adenovírus diferentes, um em cada dose, que devem ser administrados em uma sequência certa.

Esses vírus causam resfriados em humanos e foram modificados em laboratório para carregar as instruções genéticas do novo coronavírus até nossas células.

Isso faz com que elas comecem a produzir uma proteína do Sars-CoV-2, disparando o processo que nos deixa imunizados.

Esses adenovírus também foram alterados pelos cientistas para não serem capazes de se reproduzir. Se fizerem isso, diz a Anvisa, podem fazer mal à saúde, e esse efeito não teria sido investigado.

Mas a agência afirma que só um tipo de adenovírus, o que é usado na segunda dose, teria conseguido se replicar de novo.

A Sputnik Light usa o primeiro tipo, que não teria esse problema — e essa é a principal preocupação da Anvisa com a segurança da vacina russa.

Isso não resolve no entanto as outras questões apontadas pela agência, que colocou em dúvida sua eficácia (porque faltariam dados) e sua qualidade (porque os métodos usados não seguem os padrões internacionais).

Sputnik será alvo da CPI

O fundo russo ameaçou processar a Anvisa por difamação, depois que a agência disse não ter testado doses da vacina russa. A Anvisa teria duvidado da Sputnik V sem fundamento, afirmou o RDIF, e manchado sua reputação.

“Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente”, disse o fundo russo pelo Twitter.

A Anvisa reagiu convocando uma coletiva de imprensa para mostrar que a informação sobre os adenovírus replicantes estava nos relatórios do Instituto Gamaleya.

Também disse ter questionado os cientistas do instituto sobre isso e exibiu trechos de um vídeo de uma reunião como prova disso. O Brasil “foi achincalhado”, disse o presidente da Anvisa, Antônio Barra, para justificar a decisão inédita da agência de mostrar a gravação.

O RDIF respondeu que o vídeo foi muito editado e não confirma nada. Também afirmou que a Anvisa errou e que novos testes feitos na Rússia e no Brasil mostram que não há vírus replicantes na Sputnik V.

Em nota divulgada na quarta-feira (5/5), a agência voltou a se defender, afirmando que ainda faltam dados. O que está sendo pedido aos russos é o mesmo que foi solicitado a outros fabricantes das vacinas que já foram aprovadas, disse a Anvisa.

“O que vem sendo exigido são questões básicas para uma vacina e não são motivos para indignação e tentativa de difamação do Brasil e dos seus servidores”, afirmou a agência.

O presidente da Anvisa irá depor nesta quinta-feira (6/5) na CPI da covid-19 no Congresso Nacional e será questionado sobre o veto à importação da Sputnik V.

Vários governos estaduais e prefeituras, além do próprio governo federal, já fizeram acordos para comprar milhões de doses da vacina russa, em meio ao problema crônico de falta de vacinas no Brasil.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Falar é simples, só precisa mostrar a comprovação científica.
    A esquerda já obrigou o brasileiro a tomar a coronavac sem os testes comprovando a eficácia. Mas não pode tomar a medicação precoce por falta de comprovação. Essa é a esquerda.

    1. A esquerda não obrigou nenhum brasileiro a tomar vacina alguma. A ciência mostrou possibilidades de vacinas com menor e maior eficácia. Agora a extrema direita, representada pelo Jair Bolsonaro, fez propaganda de Ivermectina, Cloroquina, sem nehuma eficácia, provado cientificamente, além de comprometer a vinda de vacinas e insumos para a população brasileira. Essa é a direita, ou melhor, extrema direita, com direitos ao filhos incompetentes, dando “pitaco”, nas resoluções que diz respeito aos ministros, que deveriam ter liberdade, democraticamente de exercer sua funções e o presidente. Este, que só desgoverna, até agora o país.

    2. Comprometeu a vinda de vacinas??kkkkkk vai se informar….. já foram distribuidas mais de 71 milhões de doses de vacinas contra covid. Brasil é o 4° país do mundo que mais vacinou. O resto é conversa mole.

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Política

Putin promulga lei para concorrer 2 mandatos na Rússia; presidente pode permanecer até 2036

Foto: SPUTNIK / via REUTERS

O presidente russo, Vladimir Putin, promulgou nesta segunda-feira uma lei que permite que ele concorra a mais dois mandatos de seis anos, o que abre caminho para sua permanência no Kremlin até 2036, quando terá 83 anos. A lei, publicada no Diário Oficial do governo russo, regulamenta mudanças na Constituição propostas por ele e aprovadas em referendo em 2020.

Putin, no comando da Rússia desde 2000 — foram quatro mandatos com um intervalo entre os dois primeiros e os dois últimos, quando Dmitri Medvedev ocupou a Presidência — deveria, em teoria, encerrar sua carreira ao final do atual mandato, em 2024. Antes da reforma constitucional, a lei russa não permitia que um presidente exercesse mais de dois mandatos consecutivos.

Mas, de acordo com o texto da lei promulgada hoje, “esta restrição não se aplica aos que ocupavam o cargo de chefe de Estado antes da entrada em vigor das alterações na Constituição”.

A revisão constitucional votada em abril de 2020 também introduz na Constituição princípios conservadores caros ao presidente — fé em Deus, casamento reservado a heterossexuais, educação patriótica — bem como imunidade vitalícia garantida aos ex-presidentes russos.

O opositor Alexei Navalny, agora preso, qualificou este referendo como uma “grande mentira” e a ONG Golos, especializada na observação das eleições, denunciou um ataque “sem precedentes” à soberania do povo russo.

A votação terminou com uma vitória do “sim” com 77,92% e uma participação de 65%, segundo dados oficiais.

O Globo

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Diversos

Rússia pede para EUA ‘não brincar com fogo’ após novas sanções

EUA impôs sanções após envenenamento de Navalny. FOTO: PRESS SERVICE OF MOSCOW CITY COURT/HANDOUT VIA REUTERS – 02.02.2021

A Rússia advertiu o governo dos Estados Unidos a “não brincar com o fogo” depois da adoção de sanções contra sete altos funcionários russos, em uma resposta ao envenenamento do opositor Alexei Navalny, atribuído por Washington ao Kremlin.

O ministério russo das Relações Exteriores denunciou em um comunicado um “ataque hostil contra a Rússia” como parte de uma “política americana insensata e ilógica que prejudica ainda mais as relações bilaterais com Moscou.

“Triunfa o absurdo”, afirmou a diplomacia russa, ao acusar Washington de utilizar Navalny como “pretexto para interferir abertamente nos assuntos internos” da Rússia.

“Vamos reagir com base no princípio da reciprocidade”, completou o ministério. A nota oficial afirma ainda que “os cálculos para impor algo à Rússia por meio de sanções ou outras pressões fracassaram no passado e fracassarão hoje”.

“Seguiremos defendendo nossos interesses nacionais de forma sistemática e decidida, rejeitando qualquer agressão. Pedimos a nossos colegas que para não brincar com com fogo”, destacou o ministério, antes de acrescentar que o governo dos Estados Unidos “perdeu o direito moral de dar lições nos demais”.

Washington anunciou na terça-feira sanções contra altos funcionários de Moscou.

Estas foram as primeiras sanções contra a Rússia anunciadas por Joe Biden que, desde que assumiu a presidência em 20 de janeiro, adotou um tom mais duro com Moscou que o de seu antecessor Donald Trump.

As sanções afetam Alexánder Bortnikov, diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB), o diretor do serviço penitenciário Alexander Kalashnikov, o procurador-geral Igor Krasnov e um grande colaborador do presidente Vladimir Putin, Serguei Kiriyenko.

Na segunda-feira, a União Europeia formalizou sanções contra quatro altos funcionários russos envolvidos no processo judicial contra Navalny e a repressão de seus partidários.

R7, com AFP

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Saúde

EpiVacCorona: Rússia diz que sua segunda vacina contra a Covid-19 é 100% eficaz

Foto: Sputnik V/Divulgação

O órgão de vigilância da saúde do consumidor da Rússia, Rospotrebnadzor, disse nesta terça-feira (19) que a segunda vacina desenvolvida pelo o país contra a Covid-19 é 100% eficaz. A afirmação se baseia nos os resultados dos testes clínicos do imunizante e foi divulgada pela agência Tass.

Os testes da vacina, chamada EpiVacCorona, começaram em novembro. O imunizante é desenvolvido pelo Instituto Vector, da Sibéria.

Segundo Moscou, a outra vacina russa contra a Covid-19, a Sputnik V, é 92% eficaz na proteção contra a doença, conforme apontaram resultados provisórios.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. É difícil, 100 % eficaz ?????. vamos comprar e testar nos nossos russos, os vermelhinhos daqui.

  2. 100% de que eficiência?
    Global?
    Casos leves?
    Moderados ou graves?
    Tem explicar melhor isso daí, talkey?

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Saúde

Rússia revisa dados de Covid e divulga número de mortes três vezes maior

Foto: Alexander Avilov/Moscow News Agency/Handout via Reuters

A Rússia anunciou a revisão de dados sobre Covid-19 no país e divulgou nesta segunda-feira (28) um número de mortes três vezes maior. Foram 186 mil mortes por coronavírus, mais que o triplo das 55 mil registradas até então. Os dados são do órgão de estatísticas Rosstat, de acordo com a agência France Presse.

Esses números tornam a Rússia o terceiro país com maior número de mortes por coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (mais de 330 mil mortos) e Brasil (mais de 190 mil), segundo a AFP.

Eles contradizem o discurso do presidente russo Vladimir Putin que, até então, dizia ter controlado a pandemia de forma mais efetiva que os países ocidentais.

Segundo o Rosstat, o número de mortes “a mais” (excesso de mortalidade) registradas entre janeiro e novembro deste ano chegou a 229,7 mil pessoas, na comparação com o mesmo período de 2019.

E “mais de 81% da alta da mortalidade neste período se deve à Covid-19, ou às consequências da doença”, afirmou a vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova.

Os dados atualizados da Rússia ainda não foram computados no ranking da universidade norte-americana Johns Hopkins, que monitora os casos e mortes por Covid-19 registrados pelos órgãos oficiais de diversos países. No ranking da universidade, a Rússia aparece na manhã desta terça-feira (29) com 55.107 mortes relacionadas à doença. O número coloca a Rússia em oitavo lugar, atrás dos EUA, Brasil, Índia, México, Itália, Reino Unido e França.

G1

Opinião dos leitores

  1. Com toda transparência que existe nos regimes comunistas, ninguém vai duvidar das informações fornecidas pela China, principalmente em relação ao covid.
    Mas eles podem vir ao mundo explicar como o covid NÃO chegou em Xangai, Pequim, Cantão e demais metrópoles e cidades da China?
    Os chineses podem explicar ao mundo qual a razão de NÃO existir a segunda onda em Wuhan, cidade onde o covid foi inicialmente encontrado?

    1. Só para acrescentar, podem ainda explicar por não estão vacinando sua população e nem anunciaram datas para tal. À esquerda corrupta piram, entram em desespero aqui na terrinha.

  2. Piada é a China computar (informar) 4600 mortes para uma população de 1,4 bi de pessoas. Dá para acreditar?

  3. Se esses números forem confirmados, a Rússia irá superar em muito o Brasil em mortes por milhão.
    Assim o Brasil passará a ser o 23º pior país no enfrentamento da doença.
    Mesmo assim estará melhor do que muitos países ricos da Europa e das Américas.
    Ao contrário do que os ESQUERDOPATAS dizem, estamos enfrentando a pandemia muito melhor que outros países que seguem adotando medidas demasiadamente rígidas e sendo aplaudidos como modelo no combate a doença, no entanto chegam a apresentar mortes por milhão de quase o dobro do Brasil.

    1. Um belo comentário. Uma pena não servir de nada já que morte não se justifica com ranking. Ainda mais sabendo que o enfrentamento por parte do Governo Federal se deu apenas por envio de verba, tendo sido feito único e exclusivamente por parte dos Estados e Municípios, enquanto o Presidente da República passeava de lancha e tomava cerveja em barzinho.

    2. Ficamos em 11º lugar. A mentira tem perna curta.
      Enquanto os outros países já estão vacinando, o Brasil ainda não começou. A doença não tem ideologia, inteligente!

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Esporte

Corte Arbitral do Esporte mantém Rússia fora da Olimpíada de Tóquio

Foto: Reuters/Denis Balibouse/ Direitos Reservados

No início da tarde desta quinta-feira (17), no horário de Brasília, a Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, confirmou a manutenção da exclusão da Rússia de competições internacionais pelos próximos dois anos. Assim, atletas e equipes russas só poderão participar da Olimpíada de 2021, da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, entre outras competições, se confirmarem que não estão envolvidos em casos de doping. Nas Olimpíadas, esses atletas estarão sob uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI). E, no caso da conquista de alguma medalha, o hino russo não será executado.

Inicialmente, o país tinha sido banido do esporte por quatro anos pela Agência Mundial Antidoping (WADA, sigla em inglês) por causa de um sistema de doping que teve envolvimento de altas autoridades russas. Para a Corte, entre outras irregularidades constatadas desde 2014, houve adulteração de um banco de dados do laboratório da capital russa antes da entrega oficial do material à WADA.

Na decisão divulgada nesta quinta-feira, porém, houve a redução do prazo de quatro para dois anos. Também ficou decidido que os atletas até poderão usar o nome Rússia nos uniformes, se apresentarem a expressão Atleta Neutro no mesmo tamanho e com o mesmo destaque. A pena divulgada nesta quinta-feira é válida até 16 de dezembro de 2022.

Agência Brasil

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Saúde

Vacina russa Sputnik V protegeu todos os vacinados de casos graves de Covid

Foto: MAXIM SHEMETOV / REUTERS

O laboratório russo Gamaleya anunciou nesta segunda-feira que os dados finais da fase 3 dos ensaios clínicos da vacina candidata contra Covid-19 Sputnik V indicam uma eficiência de 91,4% contra o novo coronavírus. No Brasil, Paraná e Bahia já firmaram acordos com o instituto, mas ainda não houve pedido formal de registro emergencial ou de autorização para testes junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O vice-diretor do instituto, Denis Logunov, afirmou em coletiva de imprensa que o imunizante também protegeu os voluntários da forma grave da doença em 100% dos casos.

Os dados apresentados pela Gamaleya ainda não foram publicados nem revisados por pares, o que deve ocorrer em breve, ainda segundo Logunov. Segundo o laboratório, foram avaliados números de 22.714 voluntários, dos quais 78 apresentaram Covid-19. Destes, 62 faziam parte do grupo de controle, que recebe um placebo no lugar da vacina.

Os números são idênticos aos dados preliminares publicados no último dia 24, baseado em 39 casos de Covid-19 entre os voluntários, o que indica que a taxa de eficácia se manteve constante.

Vacinação em massa

Cerca de 200 mil pessoas já receberam a Sputnik V na Rússia como parte da campanha de vacinação em massa no país, que enfrenta uma segunda onda da Covid-19 e registra mais de 2,6 milhões de infecções pelo Sars-CoV-2. O diretor do Gameleya, Alexander Gintsburg, estimou que boa parte da população russa, de 145 milhões de pessoas, será vacinada no próximo ano.

Segundo Kirill Dmitriev, presidente do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), fundo soberano do governo da Rússia que financia os trabalhos do Gamaleya, os dados consolidados da fase 3 da Sputnik V devem embasar pedidos de registro junto às agências reguladoras da Bielorrússia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Argentina. Na última quinta-feira, o presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou que o país pretende imunizar 300 mil pessoas até o fim do ano com a vacina russa.

Dmitriev disse, ainda que as reguladoras da Rússia devem decidir em breve se suspenderão o recrutamento de novos voluntários por razões éticas. Diversos países e agências governamentais se veem diante do dilema de continuar a administrar placebos em ensaios clínicos ao mesmo tempo em que a vacinação em massa está em curso.

Na última sexta-feira, o Gamaleya e a farmacêutica britânica AstraZeneca anunciaram que farão testes combinando seus dois imunizantes, ambos baseados na tecnologia de vetor viral para o transporte do RNA do novo coronavírus. Enquanto a fórmula russa usa dois tipos de adenovírus (vírus responsável por resfriados) encontrados em humanos, a vacina britânica tem como base um adenovírus de chimpanzé.

O Globo

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Polêmica

Após acusação de tráfico por duas caixas de remédio, Justiça russa condena ex-motorista de jogador Fernando a tempo mínimo de prisão

Foto: Reprodução

No último dia de julgamento, a Justiça russa diminuiu a pena de Robson Nascimento de Oliveira, de 12 anos, como pedia a promotoria, para três anos de prisão. Contado o tempo em que ele já está preso, um ano e nove meses, o brasileiro poderá deixar a prisão dentro de menos de um ano e meio.

Robson não sabia que os remédios estavam na mala, que lhe foi entregue no aeroporto, fechada. Ele chorou bastante ao final da sentença, considerada surpreendente até pela defesa do motorista. No pior cenário, considerando as penas máximas para os crimes, o brasileiro poderia ser condenado a até 25 anos de prisão.

A juíza considerou dois anos e seis meses de pena para contrabando e o mesmo tempo pela tentativa de tráfico. Pelas leis russas, a segunda pena pode ser diminuída em um terço, na soma com outra. Por isso, os três anos estipulados na sentença.

O advogado de Robson na Rússia, Pavel Gerasimov, e representantes da embaixada do Brasil em Moscou, que acompanharam a sessão, disseram que desconhecem qualquer documento assinado garantindo a transferência do motorista para o Brasil. A defesa de Robson acredita que o processo será iniciado tão logo a sentença seja definitiva, após a fase de recursos.

Se a transferência tiver sucesso, Robson terá de cumprir o restante da pena em presídio brasileiro. Pelas leis russas, cumprindo 3/4 da pena, o condenado já pode deixar o regime fechado. Se a pena for mantida, Robson já poderá deixar o centro de detenção, em Kashira, daqui cerca de oito meses.

O julgamento começou às 4h30 da madrugada, no Brasil (10h30 na Rússia) e formou uma corrente de oração entre os familiares e amigos de Robson.

– Só tenho a dizer que estou super, mega feliz. Agora mais do que antes ele estará de volta ao Brasil e com a família dele. Estou com pensamentos positivos desde janeiro, disse a mulher de Robson, Simone Barros.

Entenda o caso

Robson Oliveira, de 48 anos, é acusado de tráfico internacional de drogas por ter entrado no país, em fevereiro do ano passado, com duas caixas de remédios ( Mytedom 10mg ou cloridrato de metadona) comprados pela família do jogador de futebol Fernando, volante, ex-seleção brasileira e atualmente no Beijing Guoan. De acordo com todos os depoimentos à imprensa – inclusive da família do atleta – os medicamentos foram levados para o país em uma mala que foi entregue fechada a Robson por um funcionário da família, no embarque no Rio de Janeiro. O motorista não sabia que havia na bagagem este medicamento.

O verdadeiro dono dos remédios é William Pereira de Faria, sogro do jogador. Ele mora no Brasil e nunca prestou depoimento às autoridades. Seu advogado afirma que o depoimento não foi pedido enquanto ele estava na Rússia e que a justiça do país não aceita interrogatório à distância.

O motorista não sabia da proibição do remédio no país e acabou preso, em março do ano passado. Este remédio seria usado pelo sogro do atleta para amenizar dores na coluna e foi comprado com receita médica endereçada a ele, por um funcionário da família no Brasil.

As informações de que o remédio era de William e não de Robson foram confirmadas pelos advogados da família de Fernando e pelo próprio jogador, em diversas entrevistas ao Esporte Espetacular.

O verdadeiro dono do medicamento, no entanto, nunca prestou depoimento às autoridades russas, nem concedeu entrevista à imprensa. Nos únicos depoimentos prestados à polícia pela família do jogador, dados por Fernando e sua mulher Raphaela, eles afirmam que desconheciam a existência dos remédios e não confirmaram o relato do motorista, que narra que o medicamento fora colocado na mala sem o conhecimento dele.

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. Só esqueceram de falar que a redução da pena deve-se ao pedido de Jair Bolsonaro ao presidente Putin.
    Chupa mais essa globolixo e esquerdopatas.

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Saúde

Vacinação em massa contra Covid-19 começa na Rússia e moradores de Moscou já agendam imunização via internet

Foto: MAXIM SHEMETOV/REUTERS / MAXIM SHEMETOV/REUTERS

A capital russa lançou nesta sexta-feira um serviço online para marcação da vacinação contra a Covid-19. O processo de imunização já começou no país com a vacina Sputnik V e o presidente Vladimir Putin aposta em uma imunização em grande escala.

A Sputnik V é uma das duas vacinas fabricadas na Rússia que receberam aprovação regulatória, apesar de os ensaios clínicos estarem incompletos. Segundo o governo russo, ensaios provisórios mostraram que ela tem eficácia de 92% na proteção de pessoas contra a Covid-19.

Dez vacinas estão sendo desenvolvidas na Rússia, segundo Anna Popova, chefe do departamento de saúde, equivalente ao Ministério da Saúde no Brasil.

Moradores de Moscou já podem se inscrever para a vacinação gratuita em 70 pontos da cidade, e marcar atendimentos a partir de sábado, informou o site da prefeitura.

Serão privilegiados assistentes sociais, médicos e professores com idades entre os 18 e os 60 anos, em instituições públicas e privadas.

“Para outros residentes de Moscou, a vacinação gratuita estará disponível no futuro”, disse o site.

Durante a fase de testes, mais de 20 mil pessoas em Moscou receberam a injeção de Sputnik V. Dessas, 273 adoeceram, disse a vice-prefeita de Moscou, Anastasia Rakova, segundo a agência de notícias russa TASS.

Rakova também informou que o Ministério da Defesa deve receber ainda neste mês 100 mil doses da vacina.

A Rússia tem resistido à imposição de bloqueios totais durante a segunda onda do vírus, preferindo apostar em limites regionais direcionados.

Com 2.402.949 infecções, o país só fica atrás dos Estados Unidos, da Índia e do Brasil em número de casos, tendo registrado 42.176 mortes desde o início da pandemia.

Participação forçada nos testes

Em todo o país, funcionários públicos denunciam, no entanto, estarem sendo pressionados a participar dos ensaios clínicos da vacina Sputnik V, apurou a Reuters.

Para contornar a exigência, alguns estariam incusive se inscrevendo para tomar a vacina contra a gripe, tornando-se assim inelegíveis para os testes do novo imunizante.

A Reuters teve acesso a mensagens que um servidor municipal enviou a seus subordinados no fim de setembro para reclamar da “sabotagem” em curso.

“Quem você está tentando enganar???”, disse Sergei Martyanov, chefe de um órgão da administração municipal, nos textos. “A vacina do coronavírus é a prioridade absoluta!!!”

Martyanov disse ainda que todos aqueles que tomassem vacina para a gripe também deveriam se inscrever para tomar a Sputnik V, com intervalo de um mês. E que todos os funcionários deveriam recrutar parentes e amigos para os testes. “Pelo menos duas pessoas por funcionário!”, cobrou.

Martyanov não respondeu à reportagem da Reuters. O departamento de Saúde de Moscou informou que a vacina já passou com sucesso por dois estágios de testes clínicos e mostrou sua segurança, e que a decisão de participar do teste é feita pelos residentes voluntariamente e somente após exame médico.

No entanto, fonte próxima ao departamento de Martyanov informou à Reuters que todos os departamentos da administração da cidade de Moscou, que conta com cerca de 20 mil pessoas, receberam metas de participação nos testes.

Os testes das vacinas na Rússia começaram no início de setembro e estão em sua fase final em 29 clínicas em Moscou. Muitos russos já estão recebendo a vacina, no entanto, antes mesmo de os testes serem concluídos.

O medicamento recebeu aprovação regulamentar formal das autoridades russas em agosto. A Rússia pretende produzir mais de um bilhão de doses no ano que vem.

O presidente Vladimir Putin disse que a vacina “passou em todos os testes”, mas ele próprio ainda não foi vacinado, de acordo com o Kremlin.

O Globo

 

Opinião dos leitores

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Saúde

Putin ordena que Rússia inicie vacinação em massa contra covid-19

Foto: Aleksey Nikolskyi / Sputnik via Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (2) que as autoridades russas iniciem vacinações voluntárias em massa contra o novo coronavírus na semana que vem, enquanto o país registrou 589 novas mortes por conta da covid-19.

A Rússia terá 2 milhões de doses de vacina nos próximos dias, segundo Putin. No mês passado, o país disse que sua vacina Sputnik V tem 92% de eficácia na proteção contra a covid-19, de acordo com resultados preliminares.

“Vamos concordar nisto: você não me dará notícias na semana que vem, mas iniciará uma vacinação em massa… vamos começar a trabalhar já”, disse Putin à vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova.

Golikova disse que uma vacinação em larga escala poderia começar em dezembro de forma voluntária.

Prioridade será dos russos

Somando 2.347.401 infecções, a Rússia tem o quarto maior número de casos de Covid-19 do mundo, ficando atrás de Estados Unidos, Índia e Brasil, e acumula 41.053 mortes relacionadas à doença desde o início da pandemia.

Mais cedo, o Kremlin garantiu que os russos serão os primeiros a serem vacinados, e Moscou também debate acordos de suprimento com outros países.

“A prioridade absoluta são os russos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “A produção dentro da Rússia, que já está sendo desenvolvida, atenderá as necessidades dos russos.”

Autoridades de São Petersburgo, que relatou 3.684 infecções novas nesta quarta-feira, ordenaram que bares e restaurantes fechem entre 30 de dezembro e 3 de janeiro para combater o aumento de casos locais, relatou a agência de notícias RIA.

Museus, teatros e casas de espetáculo ficarão fechadas ao público na cidade de mais de 5 milhões de habitantes durante o período de comemoração do Ano Novo na Rússia, entre 30 de dezembro e 10 de janeiro.

Reuters

 

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Saúde

Rússia libera primeiro lote da vacina Sputnik V para vacinação em hospital; população começou a ser vacinada na semana passada

Foto: Natalia Kolesnikova/AFP

A Rússia liberou o primeiro lote de vacinas da Sputinik V contra a Covid-19 para aplicação da população em um hospital na Zona Sul de Moscou, de acordo com anúncio feito nesta segunda-feira (30) divulgado pela agência Reuters.

O Domodedovo Central City Hospital, local onde chegaram as primeiras doses, informou que os médicos residentes interessados em receber a vacina precisaram se registrar em um site do governo russo com antecedência e trazer um teste de Covid-19 com resultado negativo.

As primeiras pessoas, de acordo com o comunicado, receberam a imunização ainda na semana passada. Na terça-feira (24), o governo do país anunciou que a Sputnik V tem 95% de eficácia após a segunda dose. Os resultados, no entanto, não foram publicados em revistas científicas e analisados por outros pesquisadores.

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea.

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. No mês passado, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.

Concorrentes

Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e a AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com Oxford, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.

Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento – os índices ainda podem mudar:

Pfizer: 95% de eficácia

Moderna: 94,5% de eficácia

Oxford: 90% de eficácia

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

G1

Opinião dos leitores

  1. A Rússia que é comunista não está obrigando o seu cidadão a tomar a vacina aqui o calça apertada e os esquerdopatas querem a qualquer preço torná-la obrigatório.
    Óbvio que tem algo podre no ar.

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Saúde

Sputnik V: Rússia diz que vacina contra Covid-19 teve eficácia ‘acima de 95%’ após segunda dose

Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual cuidam de paciente com Covid-19 em hospital de campanha em Moscou, na Rússia, no dia 30 de outubro. — Foto: Alexander Avilov/Moscow News Agency/Handout via Reuters

A Rússia anunciou, nesta terça-feira (24), que a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya contra a Covid-19, teve eficácia “acima de 95%” 21 dias após a segunda dose da vacina e 42 dias após a primeira dose. Os dados ainda são preliminares e não foram publicados em revista científica.

Veja os principais pontos do anúncio:

A eficácia da vacina foi “acima de 95%” 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina (42 dias após a aplicação da primeira dose).

Antes disso, 7 dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose), a eficácia vista foi de 91,4%.

Ao todo, a análise considera dados de 18.794 pessoas vacinadas. Dessas, 14.095 receberam a vacina, em ambas as doses. As outras 4.699 receberam uma substância inativa (placebo).

Entre os vacinados, houve 8 casos de Covid-19 sete dias após a aplicação da segunda dose (e 28 dias após a primeira dose). Entre os não vacinados, houve 31 casos no mesmo período. Os números equivalem à eficácia de 91,4%. Não foram divulgados números detalhados sobre a eficácia acima de 95%.

Até esta terça (24), nenhum evento adverso inesperado havia sido identificado. Alguns dos vacinados apresentaram eventos adversos menores de curto prazo, como dor no ponto de injeção e sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fraqueza, fadiga e dor de cabeça.

A capacidade de produção russa é de 1 bilhão de doses – o suficiente para 500 milhões de pessoas (com duas doses para cada).

Assim como a vacina de Oxford, a temperatura de armazenamento da Sputnik V é de 2°C a 8°C (condições normais de refrigeração). É uma vantagem em relação à candidata da Pfizer, que precisa ser armazenada a -70ºC durante o transporte, e da Moderna, que precisa ficar a -20ºC.

Há cerca de duas semanas, a Rússia havia anunciado uma eficácia de 92% para a Sputnik V um dia após a aplicação da segunda dose (e 21 dias após a aplicação da primeira dose).

Na prática, se uma vacina tem mais de 95% de eficácia, isso significa dizer que mais de 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

Recorde de infecções

O anúncio sobre a eficácia da Sputnik V foi feito em mais um dia em que a Rússia bateu um recorde de casos diários de Covid-19: foram 24.326 novas infecções em 24 horas, anunciou o centro de crise de coronavírus nesta terça (24), segundo a agência de notícias estatal Tass. É o quinto dia seguido em que o número de novos casos no país fica acima de 24 mil.

Ao todo, o país registrou 2.138.828 casos desde o início da pandemia, e 37.031 mortes – quinto maior número da Europa.

Vacina

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea (veja detalhes sobre as fases de testes de uma vacina mais abaixo).

Em outubro, o país pediu aprovação do uso emergencial da Sputnik V à Organização Mundial de Saúde (OMS).

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. No mês passado, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.

A Rússia anunciou, também em outubro, a sua segunda vacina candidata. A vacinação em massa da população russa com a segunda vacina está prevista para o ano que vem, segundo a Tass.

Concorrentes

Nas últimas semanas, laboratórios como a Pfizer, a Moderna e a AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com Oxford, divulgaram resultados iniciais de fase 3 sobre a taxa de eficácia de suas vacinas ainda em desenvolvimento. Nenhuma publicou, até agora, estudo científico com os dados.

Os dados iniciais divulgados pelas empresas apontaram as seguintes taxas de eficácia para suas vacinas em desenvolvimento – os índices ainda podem mudar:

Pfizer: 95% de eficácia

Moderna: 94,5% de eficácia

Oxford: 90% de eficácia

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

Como funcionam as 3 fases

Nos testes de uma vacina – normalmente divididos em fase 1, 2, e 3 – os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. "Rússia diz"… hahahahahaha. Quem confia? (Pergunta retórica, sei os petebas confiam.)

    1. Os confiáveis são Trump e Bozó. Pena que estão de saída.

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Política

Reconhecimento de Putin sobre empenho de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia corresponde ao que foi distorcido por parte da mídia, avaliam ministros e assessores do governo

Foto: Divulgação/Brics2020

O discurso do presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a Cúpula dos Brics, encontro dos chefes de estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, nesta quarta-feira (17), pegou de surpresa integrantes do governo brasileiro.

Na avaliação de ministros e assessores do Itamaraty, a declaração de Putin corresponde exatamente ao que Jair Bolsonaro sempre disse desde o início da pandemia e que foi distorcido por parte da mídia e por ex-integrantes do próprio governo, como o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Ministros chegaram a lembrar que a conduta do presidente diante da pandemia condiz com a passagem bíblica vista em Provérbios 24, versículo 10: “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena”.

Vladimir Putin agradeceu a Jair Bolsonaro o empenho durante a pandemia no Brasil ao encerrar o encontro dos Brics.

“O senhor [Jair Bolsonaro] pessoalmente enfrentou essa infecção e passou por essa provação com muita coragem. Quero lhe desejar tudo de melhor e, é claro, muita saúde. Sei que esse momento não deve ter sido fácil, mas o senhor enfrentou tudo como um homem de verdade e demonstrou possuir as melhores qualidades masculinas, como a coragem e a grande força de vontade, enfrentando todos os desafios com grande respeito e consideração pela vontade de seu povo e pelos interesses do seu país. Isso faz do senhor um exemplo para todos nós, pois isso mostra como podemos ser corajosos no cumprimento dos nossos deveres profissionais, nos nossos deveres como chefes de estado”.

No início da noite, o presidente Jair Bolsonaro postou nas redes sociais o vídeo traduzido com a fala de Vladimir Putin durante o encontro.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Este Putin não conhece a realidade no Brasil prá falar uma idiotice desta.Deve estar querendo levar vantagem em alguma coisa.

    1. Pelo andar da carruagem, não vai ser nem 2021.
      Mas admiro sua euforia.

  2. Putin falou qualquer besteira e esse moribundo insignificante, a mídia de direita fizeram um alarde.
    Quase ninguém lá fora, conhece esse ze ninguém

  3. Não adianta, a verdade sempre irá prevalecer, seja hoje ou amanhã. A mídia é considerada o quarto poder e quando distorce perde a credibilidade, suas informações fedem e seus divulgadores não passam de ratos de esgoto

  4. Será que Bolsonaro já abandonou o galegão? Será que o Brasil vai ser comunista? Será que vamos fazer parte da U.R.S.S?

  5. A esquerda não tem jeito de concordar com nada. O capim tá sem sustância é?

    1. Né isso! Vamos comemorar juntos: MUUUUUUU!!!! KKKKK. Na minha humilde opinião, PUTIN fez esse pseudo elogio para se aproximar do MINTO já que ele ficará órfão de TRUMP e precisa lamber as botas de outro …

    2. Kkkkkkkkkk.
      Né não? Tá vendo uma oportunidade de ganhar algum desse lixo-presidenta, que não fatura nenhuma eleição mais.
      Aqui tem coisa.
      Prepara o caminho pra boiada passar.
      Como não tem mais menina-tramp (vagabunda no inglês) pra o lixo daqui ficar da altura da braguilha, Putan tá louco pra ocupar a vaga e levar algum nosso.
      Wtf? Vtnc… os dois.

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Saúde

Rússia diz que vacina contra Covid Sputnik V é 92% eficaz, segundo análise preliminar da fase 3

Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

A Rússia anunciou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (11), que a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya contra a Covid-19, é 92% eficaz, segundo dados preliminares de estudos de fase 3 conduzidos no país. Os resultados ainda não foram revisados por outros cientistas, etapa que é necessária para que sejam publicados em revista científica.

A eficácia foi calculada com base em 20 casos confirmados de Covid, que ocorreram tanto em voluntários que tomaram a primeira dose da vacina quanto naqueles que receberam o placebo (substância inativa). Os estudos, conduzidos na Rússia, têm 40 mil voluntários.

A taxa de eficácia representa a proporção de redução de casos entre o grupo vacinado comparado com o grupo não vacinado.

Na prática, se uma vacina tem 92% de eficácia, isso significa dizer que a pessoa tem 92% menos chance de pegar a doença se for vacinada do que se não for.

Veja os principais pontos do anúncio:

A Rússia divulgou os dados de eficácia depois de 20 participantes terem Covid-19.

Não foi informado quantas dessas 20 pessoas tomaram a vacina experimental e quantas receberam o placebo (uma substância inativa).

A vacina russa é aplicada em duas doses. Os resultados da eficácia foram calculados 21 dias depois da aplicação da primeira dose.

São 40 mil voluntários nos testes. Desses, 20 mil já foram vacinados com a primeira dose, e, entre esses, mais de 16 mil já receberam ambas.

O governo russo informou ainda que não houve eventos adversos inesperados durante os ensaios e que o monitoramento dos participantes ainda está em andamento.

Vacinação em massa confirma dados, diz governo

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra a Covid-19 no mundo, em agosto. O anúncio gerou preocupação entre cientistas, entre outros motivos, por causa do anúncio dos testes de fase 3 e da vacinação em massa de forma simultânea.

O registro da vacina permite que o país aplique a vacina em voluntários fora dos ensaios clínicos, como médicos e outros grupos de alto risco.

Segundo o comunicado desta quarta (11), testes feitos em 10 mil voluntários fora dos ensaios “confirmaram a eficácia da vacina a uma taxa acima de 90%”. Também não foram divulgados estudos que comprovassem essas observações.

Na nota, o Instituto Gamaleya e o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina, o RDIF, afirmam que os dados provisórios da pesquisa serão publicados “em uma das principais revistas médicas internacionais” e que, após a conclusão dos ensaios clínicos da fase 3, o Instituto Gamaleya “fornecerá acesso ao relatório completo do ensaio clínico” da Sputnik V.

Além da Rússia, os ensaios de fase 3 estão sendo feitos em Belarus, nos Emirados Árabes Unidos e na Venezuela. Também passa por testes de fase 2 e 3, simultaneamente, na Índia (veja detalhes sobre as fases de testes de uma vacina mais abaixo nesta reportagem).

Outras candidatas

O anúncio russo foi feito dois dias depois que as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que sua candidata a vacina contra a Covid-19, a BNT162b2, teve mais de 90% de eficácia na prevenção da doença. As farmacêuticas também não divulgaram estudos que embasassem os dados.

Logo em seguida, no mesmo dia, a Rússia disse que a Sputnik V também tinha índices de sucesso acima de 90%, mas ainda não havia divulgado detalhes.

No mês passado, o país pediu a aprovação do uso emergencial da Sputnik V à Organização Mundial de Saúde (OMS).

O governo russo também firmou uma parceria com o governo do Paraná para produção da Sputnik V em solo brasileiro. Em outubro, o fundo russo que financia o desenvolvimento da vacina anunciou que o Brasil poderia começar a produzi-la em dezembro.

Além da Sputnik V, a Rússia também aprovou, no mês passado, a sua segunda vacina candidata contra a Covid-19 – esta produzida pelo Instituto Vector, na Sibéria.

Eficácia mínima de 50%

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos equivalente à Anvisa no Brasil, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada nos EUA.

Além disso, as empresas que testam as vacinas devem rastrear metade de seus participantes para efeitos colaterais por pelo menos dois meses – o período de tempo em que problemas costumam aparecer.

A agência regulatória americana também exige que as vacinas candidatas no país sejam estudadas em pelo menos 30 mil pessoas. Os estudos devem incluir, além de adultos mais velhos, outros grupos de risco, como minorias e pessoas com problemas crônicos de saúde.

Como funcionam as 3 fases

Nos testes de uma vacina — normalmente divididos em fase 1, 2 e 3 —, os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização é capaz de induzir uma resposta imune (ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo).

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência da pandemia, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Essa vacina tem nanopartículas injetadas pelos maçônicos-illuminati para o controle populacional, só governos comunistas irão fazer uso.

    1. Todos que tomarem essa vacina vão virar robôs ou como diz um abestalhado por aqui, vão virar zumbis da China, Coreia do Norte, Venezuela e etc… Essas partículas aos poucos farão com que cada indivíduo perca a sua capacidade de pensar e a partir daí será uma guerra mundial de caçada aos Franksteins. As FA estarão de prontidão pois nosso povo não será subjugado. O véio é duro, o véio é bom, o véio é de lascar o cano. Oh véio Bolsonaro irá comandar e será implacável, principalmente com a China e EUA, países vermelhos que querem dominar o mundo. No final super homem e jaspion se unem para tentar deter o vilão Bolsola, rei miliciano da escuridão.

    1. qdo chegar a vacina em seu braço, vai que tiver disponível …não é como shopping que vc vê na prateleira e escolhe o que vê.

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Saúde

Vacina Sputnik V da Rússia contra covid também é mais de 90% eficaz, diz governo

Foto: TATYANA MAKEYEVA / REUTERS

A vacina russa Sputnik V contra a Covid-19 é mais de 90% eficaz, disse uma representante do Ministério da Saúde do país nesta segunda-feira, citando dados coletados de vacinações na população, mas não um ensaio em andamento. Mais cedo, a Pfizer e a BioNTech anunciaram que o imunizante que desenvolvem se mostrou 90% eficaz em ensaios clínicos.

Oksana Drapkina, diretora de um dos institutos de pesquisa do Ministério da Saúde russo, afirmou, em um comunicado, que o órgão é “responsável por monitorar a eficácia da vacina Sputnik V entre os cidadãos que a receberam como parte do programa de vacinação em massa”. “Com base em nossas observações, sua eficácia também é superior a 90%.Esta é uma boa notícia para todos”, acrescentou.

O governo está testando a vacina em 40 mil pessoas em Moscou, mas, até o momento, os testes em estágio final da Sputnik V ainda não foram concluídos. Na manhã desta segunda-feira, Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya de Moscou, que desenvolveu a vacina russa, disse que foi comunicado sobre os avanços da Pfizer e da BioNTech:

— Em um futuro próximo, esperamos publicar os resultados provisórios do teste pós-registro da vacina Sputnik V, de fase III. Tenho certeza de que seu nível de eficácia também será alto, disse ele.

A Rússia está se preparando para publicar os resultados preliminares de um ensaio em larga escala em humanos ainda neste mês.

O Globo

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