Polícia

Polícia Civil prende em Mossoró suspeita por estelionato e extorsão em decorrência do “golpe do amor” que provocou prejuízo de mais de R$ 100 mil em vítima

Policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher de Mossoró (DEAM), em ação conjunta à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres/MT (DEDM Cáceres/MT), Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD) e Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR), prenderam, nesta quarta-feira (07), Camila Alessandra Souza Albuquerque, 30 anos. Ela foi detida em Mossoró.

Em desfavor de Camila Alessandra, existia um mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça de Cáceres/MT, em decorrência da prática do “golpe do amor”, que consiste em crimes de estelionato e extorsão por meio cibernético.

Investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres/MT, ao longo de seis meses, apontaram que a vítima, além da violência psicológica, teve um prejuízo financeiro de mais de 100 mil reais. Após a prisão, a investigada foi interrogada na DEAM/Mossoró.

Ela foi conduzida à delegacia e, em seguida, foi encaminhada ao sistema prisional, onde se encontra à disposição da Justiça. A Polícia Civil solicita que a população envie informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

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Polícia

Extorsão com fake news: delegado diz que quadrilha no RJ fez da vida de alguns políticos um inferno

Agentes da Polícia Civil e do MPRJ cumprem mandado de prisão contra quadrilha que extorquia políticos com fake news Foto: Divulgação Polícia Civil

Políticos como o deputado federal Áureo Lídio Moreira Ribeiro (Solidariedade), o prefeito de Caxias Washington Reis (MDB), o prefeito de Magé Rafael dos Santos Souza (PPS) e a prefeita eleita de Guapimirim Marina Pereira Ribeiro (PMD) foram alvos de extorsão de um grupo criminoso que agia desde 2014, na Baixada Fluminense. A quadrilha oferecia um trabalho de marketing digital a candidatos de todos os partidos. Caso não aceitassem, sofriam perseguições nas redes sociais. Na manhã desta segunda-feira a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumpriu um mandado de prisão e seis de busca e apreensão contra a quadrilha.

O primeiro a denunciar a quadrilha foi Áureo Lídio. Segundo as investigações, que começaram em 2014, páginas como “Folha de Cabo Frio”, “Folha de Búzios” e “O Buziano” foram criadas para atacar políticos e prefeitura de vários municípios do estado.

De acordo com as investigações, o chefe do esquema criminoso é o empresário Igor Patrick de Souza. Ele divulgava notícias falsas em redes sociais para extorquir dinheiro e cometer crimes contra a honra de suas vítimas. Igor Patrick não foi encontrado em casa, em Duque de Caxias, e já é considerado foragido.

— Tínhamos várias investigações separadas de crime contra a honra e notícias falsas envolvendo políticos de vários partidos. Identificamos que havia um vínculo de ataques que esses políticos recebiam. A partir daí, conseguimos chegar a uma quadrilha que fez disso uma estrutura para se beneficiar em ataques contra políticos — disse o delegado Pablo Sartori, titular da DRCI.

Foram os próprios políticos que foram à especializada denunciar os ataques e as extorsões, que iam desde cestas básicas a R$ 10 mil por mês.

— As cobranças eram feitas de forma sutil para evitar escancarar o esquema. Eles pediam desde cestas até cobranças de R$ 10 mil mensais e fixos. Eles cobravam desde políticos até prefeituras. Ele recebia na própria conta e até as de terceiros, como da mãe. Eles disseram que eram procurados para fazerem doações. Mas, quando negavam, passavam a receber ataques — conta Sartori.

A Polícia Civil e o MP descobriram que o grupo montou pelo menos 25 páginas nas redes sociais, que se passavam por caráter informativo, mas que na verdade eram usadas para os ataques sistemáticos. Ele montou mais de 25 páginas nas redes sociais e sempre com caráter informativo. Num primeiro momento parecia que um canal de informação para a sociedade. No entanto, na verdade, ali ele fazia ataques a quem não pagava a seus interesses.

— A partir de 2017, conseguimos identificar com mais clareza esses ataques contra a honra. Com o avanço das investigações, conseguimos fechar um vínculo: vários perfis que atacavam políticos. Foi um trabalho longo para identificar que esses perfis eram feitos por uma mesma pessoa, completou Pablo Sartori.

Nem o MP e nem a Polícia Civil conseguiram identificar ainda a participação de políticos rivais aos ameaçados que poderiam ter contratados os ataques.

— Até o momento, não notamos que rivais dos políticos o contratavam. Ele atacava todos os políticos, independente das ideologias. Ele fez da vidas desses políticos um inferno — finalizou Pablo.

Para o MP, empresário tinha a intenção de expandir o esquema para todo o estado. Além de Igor, outras cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, crimes contra a honra e extorsão. A promotoria pediu a prisão de Igor, Felipe Dias Dodó, Andressa Aline Pimentel de Carvalho, Rodrigo Menezes de Vasconcellos, Danyella Jesus da Silva e Sinaria de Carvalho da Silva. No entanto, o juiz da 1ª Vara Especializada da Comarca da Capital só concedeu a de Igor.

— Igor era o líder, quem fazia os contatos com os políticos e as prefeituras. Fomos a casas de pessoas que administravam. Fizemos apreensões de chips de celular para vincular a usuários falsos — explica o promotor Michel Zoucas, do MPRJ.

No bairro Vinte e Cinco de Agosto, quando a polícia chegou para cumprir um dos mandados de busca e apreensão, houve um confronto com traficantes da localidade é um suspeito foi baleado e morreu. Donos de laboratórios, de supermercados e de farmácias também eram alvos do criminoso.

— Ele colocava vários tipos de acusações desses empresários no ar (nas páginas) e cobrava para retirar — disse Sartori.

Para dar aparência de licitude aos ataques, a quadrilha criou a empresa Informarketing Publicidade, responsável pela publicação de notícias jornalísticas em redes sociais, em especial o Facebook, e pelo trabalho de marketing digital e político, administração de redes sociais e remoção de conteúdos negativos na internet. A empresa presta serviço atualmente para a Prefeitura de Duque de Caxias.

— Essa organização opera uma empresa que dá uma licitude. Inclusive, ele foi contratado por vereadores de Caxias para fazer suas redes sóciais. A empresa foi contratada pela prefeitura de Caxias, mas neste momento não há nada que aponte irregularidades na contratação — conta o promotor.

Por ser nascido e criado em Caxias, Igor idealizou o esquema após ter contatos com parlamentares.

— Ele é de lá. Ele começa ali, onde tem contatos com vereadores e tem uma penetração junto ao mercado político. Viu-se na facilidade, já que tinha aproximação com alguns vereadores e tinha uma força econômica. Ele foi para Guapimirim, Magé, na Região dos Lagos — completou o promotor.

O GLOBO procurou os políticos que foram alvos da quadrilha, mas ainda não obteve uma posição deles.

O Globo

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Polícia

Radialista é preso em nova fase da ‘Calvário’ na PB suspeito de extorsão de investigados

Foto: Divulgação/PF-PB

O radialista Fabiano Gomes foi preso na manhã desta terça-feira (10) na oitava fase da Operação Calvário, em João Pessoa. Ele é suspeito de atrapalhar as investigações solicitando dinheiro aos investigados para não divulgar informações sigilosas. Outros nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em João Pessoa e Bananeiras, na Paraíba. Um auditor também é investigado.

A defesa do radialista Fabiano Gomes ainda não teve acesso a decisão do desembargador Ricardo Vital, mas acompanha a busca e apreensão e a prisão temporária. No entanto, informou estar surpresa com ação, pois, segundo a defesa, “Fabiano até então não era investigado, citado ou sequer foi ouvido antes pelo Gaeco na Operação Calvário, a quem sempre se colocou e novamente se coloca à disposição para todo e qualquer esclarecimento”.

A 8ª fase da Operação Calvário e investiga a lavagem de dinheiro de recursos desviados de organizações sociais da área da saúde, por meio de jogos de apostas autorizados pela Loteria do Estado da Paraíba (Lotep).

De acordo com as investigações, parte dos recursos teriam sido desviados com a participação de um auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). Ele teria recebido uma valor para atrapalhar a fiscalização nas organizações sociais.

Além disso, também com o objetivo de impedir a investigação da Operação Calvário, o radialista Fabiano Gomes estaria utilizando canais da imprensa para constranger os investigados ou potenciais investigados. Ele teria solicitado a eles uma quantia em dinheiro para não revelar nenhum conteúdo sigiloso sobre eles.

Ao todo, 55 policiais federais e cinco auditores da Controladoria Geral da União participaram do cumprimento dos mandados, que aconteceram nas residências dos investigados e no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

As ordens foram expedidas pelo Desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.

Operação Calvário

A Operação Calvário foi desencadeada em dezembro de 2018 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, além de outros órgãos governamentais. A operação teve oito fases, resultando na prisão de servidores e ex-servidores de alto escalão na estruturado governo da Paraíba.

A investigação identificou que a organização criminosa teve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em várias unidades da federação, no período entre julho de 2011 até dezembro de 2018.

Na sétima fase, o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), e o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), se tornaram alvos, no dia 17 de dezembro de 2019. Um mandado de prisão foi expedido contra o ex-governador. Em relação ao atual governador, houve somente mandados de busca e apreensão, determinados para o palácio de governo e para a residência oficial.

Também foram expedidos mandados de prisão contra a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e a prefeita do município paraibano de Conde, Márcia Lucena (PSB). Ao todo, a “Operação Calvário – Juízo Final” expediu 17 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão.

O ex-governador Ricardo Coutinho foi preso no fim da noite do dia 19 de dezembro e teve a prisão preventiva mantida no dia 20 de dezembro após audiência de custódia. Ele foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, no bairro de Mangabeira, na capital paraibana, onde também foram os demais presos na sétima fase da Operação Calvário com prerrogativa de prisão especial. Ele deixou o presídio no dia 21 de dezembro de 2019.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Paraíba e RJ São distantes de tudo, afinidade mesmo, só por terem gestores corruptos, e tinham íntima ligação com luladrão, todos os 2 gestores até foram sondados como pretensos candidatos a vice presidente dele. A outra afinidade é uma corrupção entranhada em toda a máquina administrativa, bem ao estilo do governo federal petralha. Pior é Ainda ter quadrúpedes defendendo esses patifes.

  2. BR
    É uma corja de marginais roubando o dinheiro público e a justiça prendendo num dia e soltado no outro, a policia fica enxugando gelo. Na prisão deste ex-governador veio uma equipa da Policia Federal da Paraíba busca-lo aqui no RN, no outro dia um ministro do STF mandou solta-lo. Isto é uma VERGONHA

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Polícia

Caso Neymar: Polícia de SP indicia Najila Trindade por extorsão, fraude processual e denúncia caluniosa

Najila e Neymar — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo; Luisa Gonzalez/Reuters

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Najila Trindade Mendes de Souza por fraude processual, denúncia caluniosa e extorsão no caso em que a modelo acusou o jogador Neymar de estupro durante encontro em Paris no dia 15 de maio. O ex-marido dela, Estivens Alves, foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico.

O indiciamento vem após a conclusão de dois inquéritos que tramitavam pelo 11º DP (Santo Amaro) envolvendo Neymar. As peças são desdobramentos do caso investigado e encerrado junto à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, sob a presidência da Doutora Juliana Lopes Bussacos.

O pai de Neymar entrou com a ação de denúncia caluniosa e tentativa de extorsão de Najila. A modelo, por sua vez, denunciou o ex-marido por divulgação de conteúdo erótico.

Os inquéritos, que seguem sob segredo de Justiça, foram encaminhados ao Tribunal de Justiça para apreciação dos representantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

“Com base no conjunto probatório reunido durante as investigações, a delegada decidiu pelo indiciamento de N. e Estivens Alves seu ex-companheiro, pelo crime de fraude processual (art. 347, parágrafo único, CP). Decidiu, ainda, por indiciar Alves pelo artigo 218-C, por divulgar material com conteúdo erótico de N. para um repórter, em troca de publicações suas na internet”, diz a nota da Secretaria de Segurança Pública.

“Após o esclarecimento da materialidade delitiva, procedida à realização das respectivas perícias e oitivas, a autoridade também decidiu pelo indiciamento de N. nos crimes de denunciação caluniosa e extorsão”, diz a nota.

Defesa de Najila

O advogado de defesa de Najila, Cosme Araújo, disse que acha estranho os indiciamentos da sua cliente, considerando que recentemente foi feito pedido de acareação entre Najila e o seu ex-marido, Stevens.

Afirmou ainda que sequer a defesa teve resposta da delegada em relação à tal pedido de acareação e que a noite desta segunda-feira (9), ao acessar o inquérito na justiça, verificou que existia apenas uma manifestação do MP para que fosse juntado nos autos elementos que estavam em autos apartados.

Daí a defesa não teve acesso a informações dos autos apartados, razão porque não pode se manifestar sobre tais indiciamentos. Assim que tiver acesso a todo inquérito, a defesa se manifestará.

Caso arquivado

A investigação sobre o suposto estupro foi arquivada julho, depois de a polícia decidir por não indiciar Neymar. Os depoimentos e provas apresentados à Polícia Civil pela modelo Najila Trindade, que acusou o jogador Neymar de estupro e agressão, apresentaram “incongruências”, conforme escreveu a delegada que investigou o caso no relatório final do inquérito.

Após dois meses de investigação, a delegada Juliana Lopes Bussacos anunciou que o caso estava encerrado. “Eu concluí a investigação e deliberei por não indiciar o investigado por ausência de elementos suficientes para tanto”, afirmou.

No relatório final, a delegada concluiu que “diante dos elementos colhidos no curso da investigação policial, não vislumbro elementos para o indiciamento do investigado, uma vez que as versões são conflitantes, com incongruências nas declarações da vítima e, principalmente, nas provas apresentadas pela mesma”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Essa é das que agenda o encontro, fatura o pedido, não entrega a mercadoria e ainda promove uma barulheira digna de uma sindicalista profissional. Vai ver que ela é filiada a algum partido de esquerda.

  2. BG, nunca ví um comentário meu nesse blog.
    Queria chamar atenção de um absurdo que está sendo feito pelo DETRAN, só emite a carteira de idoso se o carro perncer ao mesmo. Ora, posso dirigir outros carros e por isso fico impossibiulitado de usufruir os direitos do idoso????
    O carro pode ser da familia e não estar em meu nome, posso estar com um carro locado que logicamente não vai estar no meu nome.

    1. Não é por acaso que seus comentários nunca estavam aparecendo, você faz comentários que não tem nada a ver com a reportagem!!! nesse caso o problema é só seu meu amigo, o mundo não gira em torno do seu humbigo.

    2. Né não, o cara não quer comentar no canto certo, só atrapalhando.

  3. armou e se deu mal – prostituta de luxo quis pegar um babaca com dinheiro.
    Tanta mulher bonita e gostosa no mundo, pegou uma golpista feia que qse ferrou um cara sem vivência alguma.
    Lição para os 2

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Polícia

DEFUR prende dupla que tentava sacar dinheiro de vítima de sequestro

Os policiais civis da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR), com apoio da Polícia Militar, prenderam em flagrante nesta segunda-feira (23) por extorsão qualificada: Eltemar Andrade dos Santos, de 18 anos, e Gilson Gabriel Tavares Filho, de 20 anos.

A dupla foi presa por policiais militares após tentar sacar dinheiro em uma agência bancária, localizada em Nova Parnamirim, enquanto mantinha uma vítima como refém no carro. A vítima havia sido abordada pela dupla no bairro de Nova Descoberta e obrigada a seguir com a dupla até a agência.

Com Eltemar e Gilson os policias apreenderam a quantia de R$ 492,00, em dinheiro, que estava em posse da vítima durante a abordagem da dupla, um revolver, calibre 38, com 5 munições, além de cartões de créditos que seriam usados para o saque de dinheiro.

De acordo com a delegada da DEFUR, Ana Paula Diniz, não é a primeira vez que a dupla age em crime similar ao de hoje. Eltemar e Gilson foram identificados por outras duas vítimas que também foram abordadas, mantidas em refém, enquanto a dupla sacava ou comprava produtos com cartões de crédito das mesmas.

Conduzidos a delegacia, Eltemar e Gilson foram reconhecidos por outras duas vítimas e confessaram a autoria dos delitos. A dupla já foi encaminhada para o Sistema Prisional.

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Diversos

Zé Rainha, “deus do MST”, condenado a 31 anos de reclusão: extorsão, formação de quadrilha e estelionato

A 5ª Vara Federal em Presidente Prudente/SP condenou o ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha Júnior, a 31 anos e 5 meses de reclusão pelos crimes de extorsão, formação de quadrilha e estelionato, além do pagamento de multa. O réu foi investigado em 2011 pela Polícia Federal na chamada Operação Desfalque, que descobriu um esquema de extorsão de empresas e desvio de verbas destinadas a assentamentos agrários.

Na mesma ação também foi condenado Claudemir Silva Novais, acusado de ser um dos principais integrantes da quadrilha liderada por José Rainha. Claudemir teve a pena fixada em 5 anos e 6 meses de reclusão; 4 meses e 20 dias de detenção e pagamento de multa pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e favorecimento real (art. 349 do CP). Devido à concessão de um habeas corpus, os réus poderão apelar da sentença em liberdade. Em relação aos demais acusados, houve o desmembramento da ação por ocasião do recebimento da denúncia.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os réus agiam utilizando trabalhadores rurais ligados ao MST como “massa de manobra” para invadir terras e exigir dos proprietários o pagamento de contribuições para o movimento social. No entanto, interceptações telefônicas comprovaram que na verdade o dinheiro era desviado para os próprios integrantes do grupo.

Em abril de 2011, época em que foi realizado o movimento chamado “Abril Vermelho”, José Rainha teria cobrado e recebido de duas empresas do agronegócio, R$ 50 mil e R$ 20 mil, respectivamente, para não invadir e queimar as plantações de cana-de-açúcar mantidas em fazendas na região do Pontal do Paranapanema/SP e Paraguaçu Paulista. Em outra ocasião, pediu R$ 112 mil aos representantes de uma concessionária de rodovias, a título de “ajuda solidária”, ameaçando obstruir e danificar as praças de pedágio da empresa caso o pagamento não fosse efetuado.

Além disso, a organização também teria se apropriado de cestas básicas fornecidas pelo INCRA às famílias que residiam nos assentamentos, instituindo cobranças indevidas. Para ter direito aos alimentos, os réus exigiam que os trabalhadores rurais pagassem uma taxa por eles, sob a justificativa de ser o custo com o frete dos produtos. Claudemir Novais era o responsável por realizar essa tarefa utilizando os coordenadores dos grupos dos acampamentos.

“No caso dos autos, verificou-se o aproveitamento, pelo réu [Claudemir] e demais membros do ‘grupo de frente’, do comportamento ou das fraquezas das vítimas para lhe facilitar a prática criminosa. É dizer, o réu valeu-se do temor que incutia nas pessoas, em regra analfabetas e já fragilizadas pela sua atual condição de sobrevivência, para auferir vantagem indevida”, afirma o juiz federal Ricardo Uberto Rodrigues.

De acordo com a sentença, José Rainha valeu-se de sua condição de líder de um movimento socialmente legítimo para a prática dos crimes. A decisão acrescenta ainda que o réu aproveitou-se da exclusão social de seus seguidores para obter lucro pessoal. “A ganância desenfreada se mostra na realização de diversas ameaças ou invasões de terras, sempre com o objetivo de auferir proveito próprio”, afirma.

Para o magistrado, a atuação do líder da quadrilha reveste-se de maior gravidade por ter mobilizado um contingente de pessoas (inclusive mulheres, crianças e idosos), expondo-as ao perigo das invasões e submetendo-as à tensão dos conflitos agrários, tudo em nome do ganho particular. “Colocou-se, portanto, em risco, a vida e a saúde de diversas pessoas em nome de um objetivo mesquinho de ganho pessoal”, conclui o juiz. (JSM)

Processo nº 0001907-02.2011.403.6112

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/ze-rainha-deus-do-mst-condenado-a-31-anos-de-205759490.html

Opinião dos leitores

  1. Viva a esquerda. São todos muito virtuosos e de uma moralidade fascinante.
    Os militares conheciam muito bem essa turma.

  2. Esse é o verdadeiro exército de lula e do PT. Mercenários, ladrões, bolivarianos, assaltantes, socialistas! Isso que a esquerda brasileira aplaudida pelos tais intectoburros-marxistas gostam. Chamam de lider do movimento social, base do PT, mas é uma quadrilha como qualquer outra que roubam bancos. Se protegem pelo apoio do governo federal. Esta explicado pq não aceitam redução da maioridade, pq parte do exército bolivariano usam menores como escudo para fazer saques e destruição de propriedades caso algum dia aconteça algo…. Típico de bandido. Isso é a base social do PT! Milícias.

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Polícia

Potiguar acusado de chantagear empresária de SP com vídeos íntimos é solto

O potiguar Francisco Wenderson dos Santos, de 28 anos, preso na última sexta-feira (10) suspeito de extorquir dinheiro de uma empresária paulista, está solto desde a noite dessa terça-feira (14). Ele estava detido no município de Goianinha por força de um mandado expedido, que tinha cinco dias de validade.

Mesmo com a soltura, Francisco Wenderson dos Santos está proibido de sair da cidade sem a autorização policial. Já o computador apreendido na casa do suspeito ainda vai passar por uma perícia técnica.

Opinião dos leitores

  1. bem feito pra ela que fica praticando voyerismo,presumo mais para prática de fantasia sexual evasiva, dixando a madruga chegar pra se exibir numa cam pra um cara que que nao passa a minima segunça e de bonito nao tem nada, imagine ela!!!

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Jornalismo

Advogada nega participação de PMs em ação criminosa

A advogada Kátia Nunes, da Associação de Cabos e Soldados (ACS), já está na defesa dos dois policiais preso acusados de extorquirem dinheiro de um comerciante cliente do banco Santander, no Centro da Cidade. Agora há pouco, em entrevista concedida aos amigos da imprensa, ela negou que os dois PMs tenham participado da ação criminosa.

De acordo com ela, os dois policiais foram presos por engano e eles só estavam com o comerciante no momento da prisão por causa de um problema na emissão do cupom fiscal e não aguardando o pagamento. “Pelo fato de o estabelecimento não ter disponibilizado nota fiscal dos produtos, eles relacionaram os itens adquiridos para cobrar posteriormente”, contou.

A advogada disse que é preciso analisar as imagens para saber quem acompanhou a mulher e o filho do empresário até a agência para fazer o saque. “Veio a versão de que uma terceira pessoa teria levado o filho da vítima ao banco, para tirar um dinheiro. Então é importante que estas imagens sejam disponibilizadas para que possamos identificar essa terceira pessoa”, observou.

Confira o vídeo da entrevista feito pela Tribuna do Norte:

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